{"id":22722,"date":"2019-04-03T19:10:55","date_gmt":"2019-04-03T22:10:55","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=22722"},"modified":"2019-04-03T19:11:01","modified_gmt":"2019-04-03T22:11:01","slug":"a-guerra-hibrida-da-cia-contra-a-venezuela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/22722","title":{"rendered":"A \u201cGuerra H\u00edbrida\u201d da CIA contra a Venezuela"},"content":{"rendered":"\n<img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\"  alt=\"imagem\"  src=\"https:\/\/i0.wp.com\/farm8.staticflickr.com\/7915\/33653144418_b54319e55d_z.jpg\"\/><!--more-->Achille Lollo\nBrasil de Fato \n<\/p><p>\nApesar da &#8220;Operaci\u00f3n Constitucion&#8221;, ter acabado com o retorno miser\u00e1vel e silencioso de Juan Guaid\u00f2 a Caracas, e com a captura dos quatro comandantes do dito &#8220;Ex\u00e9rcito de Liberta\u00e7\u00e3o Venezuelano&#8221; (1), atualmente na regi\u00e3o de Tona, no departamento colombiano de Santander, as &#8220;antenas&#8221; da CIA e os funcion\u00e1rios colombianos da Intelig\u00eancia e Contrainteligencia Militar Conjunta-J2, continuam os preparativos para criar um &#8220;foco&#8221; subversivo nos estados venezuelanos de Tachira, Zulia, Amazonas e Apure, a partir dos quais promover a guerra civil, que envolveria a Col\u00f4mbia e, portanto, a imediata interven\u00e7\u00e3o militar dos Estados Unidos.\n<\/p><p>\nCom base nessa perspectiva, no dia 4 de mar\u00e7o, o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, voltou ao ataque lembrando que &#8220;&#8230; o presidente Donald Trump continua firmemente convencido da necessidade urgente de acabar com o governo liderado por Nicolas Maduro, mesmo com uma solu\u00e7\u00e3o militar ( 2) e sem autoriza\u00e7\u00e3o internacional! &#8230; &#8221;\n<\/p><p>\nUma declara\u00e7\u00e3o escandalosa que n\u00e3o foi bem recebida nem mesmo pelos lacaios do Grupo Lima (3), registrando novamente a dissid\u00eancia dos generais brasileiros e dos argentinos, a quem se juntou o desentendimento de muitos altos oficiais colombianos.\n<\/p><p>\nDe fato, em 25 de fevereiro, o vice-presidente do Brasil, general Hamilton Mour\u00e3o, presente no encontro do grupo de Lima, realizado na capital colombiana, Bogot\u00e1, reafirmou diante do aturdido Mike Pence a posi\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria dos militares brasileiros, que o pr\u00f3prio general Mour\u00e3o anunciou,  pela primeira vez, em 23 de janeiro, logo ap\u00f3s Juan Guaid\u00f2 ter sido coroado com o t\u00edtulo de &#8220;Presidente Interino&#8221; por Donal Trump. Um pronunciamento que rompeu a \u00eanfase belicosa da Casa Branca, porque o general Hamilton Mour\u00e3o, que na \u00e9poca, ocupava o cargo presidencial na aus\u00eancia do presidente Jair Bolsonaro, declarou com extrema clareza: &#8220;O Brasil e suas For\u00e7as Armadas n\u00e3o se envolver\u00e3o na pol\u00edtica interna da Venezuela! &#8220;.\n<\/p><p>\nConsequentemente, a posi\u00e7\u00e3o expressa pelo vice-presidente brasileiro, general Mour\u00e3o na reuni\u00e3o do grupo de Lima, influenciou o posicionamento dos generais argentinos, que, apesar das declara\u00e7\u00f5es belicosas do presidente Macri, categoricamente lembraram que: &#8220;&#8230; as For\u00e7as Armadas argentinas poderiam integrar uma miss\u00e3o de paz na Venezuela somente se a mesma for votada e autorizada pela Assembl\u00e9ia das Na\u00e7\u00f5es Unidas! .. &#8220;.\n<\/p><p>\nMas, tamb\u00e9m, na capital colombiana  &#8211; onde o clima pol\u00edtico \u00e9 cada vez mais complexo devido \u00e0 crise econ\u00f4mica e ao permanente estado de instabilidade causado pela corrup\u00e7\u00e3o e o narcotr\u00e1fico -, os abra\u00e7os e apertos de m\u00e3o do presidente Iv\u00e1n Duque M\u00e1rquez com o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, n\u00e3o convenceram os generais do Estado-Maior, porque depois de a tr\u00e1gica experi\u00eancia do &#8220;Plano Col\u00f4mbia&#8221;, nenhum oficial e soldado colombiano quer arriscar sua vida em uma dif\u00edcil &#8220;guerra nas florestas&#8221;, especialmente com a Venezuela!\n<\/p><p>\nNa realidade, apenas a explos\u00e3o de uma guerra civil devastadora, que amea\u00e7a danificar a infraestrutura da ind\u00fastria petrol\u00edfera (po\u00e7os, refinarias e portos de embarque), poderia convencer o Congresso dos Estados Unidos da necessidade de intervir militarmente na Venezuela e, portanto, autorizar os generais do Pent\u00e1gono para realizar um &#8220;ataque cir\u00fargico&#8221; contra a Venezuela.\n<\/p><p>\nUm ataque que, no entanto, o almirante Craig Faller, chefe do Comando Sul das For\u00e7as Armadas dos Estados Unidos (SouthCom), no m\u00eas de outubro passado, em uma sess\u00e3o do Comit\u00ea de Defesa do Senado, definiu &#8220;arriscado&#8221;, porque &#8220;&#8230; O ex\u00e9rcito bolivariano \u00e9 estruturado horizontalmente, com cerca de dois mil generais que comandam e controlam os diferentes setores da defesa territorial &#8230; &#8220;. Al\u00e9m disso, Galen Carpenter, analista do conservador &#8220;Cato Institute&#8221; e especialista em quest\u00f5es militares internacionais, em entrevista \u00e0 &#8220;BBC News Mundo&#8221; enfatizando os riscos da invas\u00e3o , lembrou que: &#8220;&#8230; Embora possa haver raz\u00f5es para uma divis\u00e3o interna, o que \u00e9 certo, \u00e9 que a maioria das for\u00e7as do ex\u00e9rcito bolivariano em caso de ataque dos EUA, se mobilizar\u00e3o todas para repelir a invas\u00e3o! &#8230; &#8220;.\n<\/p><p>\nUm argumento que, entretanto, n\u00e3o encontra os oficiais da FANB despreparados. De fato, em 2018, o general venezuelano Jacinto P\u00e9rez Arcay (4), imediatamente ap\u00f3s a decis\u00e3o do governo bolivariano de substituir o d\u00f3lar pelo yuan chin\u00eas nas opera\u00e7\u00f5es de venda de petr\u00f3leo, apresentou, ao Estado-Maior da FANB e ao pr\u00f3prio presidente Maduro, um estudo detalhado sobre as poss\u00edveis opera\u00e7\u00f5es do SOUTHCOM, que poderiam ser feitas para abrir o caminho para \u00e0 invas\u00e3o terrestre das tropas dos EUA. Ainda segundo o general Jacinto P\u00e9rez Arcay e outras fontes de intelig\u00eancia militar da FANB &#8220;&#8230; A primeira opera\u00e7\u00e3o militar da SouthCom seria um ataque cir\u00fargico com avi\u00f5es e m\u00edsseis contra as bases a\u00e9reas de Palo Negro e Barcelona e contra a base naval de Puerto Cabello!&#8230;&#8221;.\n<\/p><p>\nSegundo o chefe do Pent\u00e1gono, general Jim Mattis, para determinar a dissolu\u00e7\u00e3o da organiza\u00e7\u00e3o territorial do ex\u00e9rcito venezuelano e, portanto, permitir o desembarque dos fuzileiros navais com a fun\u00e7\u00e3o de pacificar e n\u00e3o de lutar, o SOUTHCOM deveria realizar un ataque a\u00e9reo cir\u00fargico contra todos os objetivos militares da Venezuela, sem sofrer nenhuma perda. De fato, para o general Mattis, a dissolu\u00e7\u00e3o org\u00e2nica das FANB sempre foi a condi\u00e7\u00e3o &#8220;sine qua non&#8221; para realizar a invas\u00e3o da Venezuela em um curto espa\u00e7o de tempo e sem graves perdas, para depois poder empossar um novo governo. Por esta raz\u00e3o, o chefe do Pent\u00e1gono sempre alertou o presidente Donald Trump de que &#8220;&#8230; Sem essa condi\u00e7\u00e3o, um ataque contra a Venezuela poderia se tornar uma aventura tr\u00e1gica!&#8230;&#8221;\n<\/p><p>\nUm tema que o general Jim Mattis, repetidamente, reiterou ao presidente Donald Trump, lembrando-lhe, tamb\u00e9m, de que sem a participa\u00e7\u00e3o e, acima de tudo, sem a log\u00edstica do ex\u00e9rcito brasileiro e do colombiano, o envolvimento dos &#8220;fuzileiros navais&#8221; na Venezuela seria extremamente arriscado. Uma posi\u00e7\u00e3o que, segundo alguns analistas, foi uma das causas de sua demiss\u00e3o por Trump, do cargo de secret\u00e1rio de Defesa. Deve-se ressaltar que tamb\u00e9m os generais H.R. McMaster, John Kelly e Michael Flynn, todos contratados e depois demitidos pelo presidente, tiveram muitas discuss\u00f5es \u201camargas\u201d com Donald Trump por causa dos problemas pol\u00edticos e militares ligados \u00e0 quest\u00e3o venezuelana.\n<\/p><p>\nA guerra nas m\u00e3os da CIA\n<\/p><p>\nComo resultado, Mike Pompeo &#8211; a emin\u00eancia cinzenta do governo Trump, sem a opini\u00e3o vinculante dos generais, pudera dar \u00e0 CIA a responsabilidade absoluta pelo planejamento e pela execu\u00e7\u00e3o de todas as opera\u00e7\u00f5es subversivas, necess\u00e1rias para provocar uma crise profunda e destrutiva na Venezuela, capaz de destruir a resist\u00eancia do governo de Nicolas Maduro. Nessa perspectiva, e tendo recebido o claro apoio de muitos pa\u00edses &#8220;democr\u00e1ticos&#8221; da Uni\u00e3o Europ\u00e9ia, o governo Trump triplicou o chamado &#8220;fundo pela restaura\u00e7\u00e3o da democracia na Venezuela&#8221;, que agora ultrapassa 120 milh\u00f5es de d\u00f3lares. Al\u00e9m destes, devem ser adicionados os fundos para as &#8220;opera\u00e7\u00f5es secretas&#8221; da CIA na Venezuela, que segundo alguns \u201crumores\u201d seriam estimados em oitocentos milh\u00f5es de d\u00f3lares para o ano em curso. Portanto, foi nessa base que a CIA conseguiu fortalecer a colabora\u00e7\u00e3o com os servi\u00e7os secretos brasileiros e colombianos e com os setores da intelig\u00eancia militar brasileira e colombiana, para entender o que est\u00e1 acontecendo dentro da Venezuela. De fato, para os analistas de Langley, \u00e9 importante saber: 1) At\u00e9 que ponto os diferentes setores da oposi\u00e7\u00e3o ainda s\u00e3o cr\u00edveis? 2) Que tipo de mobiliza\u00e7\u00f5es populares conseguiriam realizar? 3) Existem as condi\u00e7\u00f5es e a capacidade para a oposi\u00e7\u00e3o criar um &#8220;foco subversivo urbano&#8221; nas principais cidades da Venezuela, ao mesmo tempo em que os grupos paramilitares orquestrariam uma &#8220;guerrilha rural\u201d nos estados que fazem fronteira com a Col\u00f4mbia?\n<\/p><p>\nA resposta \u00e9 certamente negativa, tamb\u00e9m porque, depois da aventura de Juan Guaid\u00f2, a divis\u00e3o dentro da oposi\u00e7\u00e3o cresceu com a consequente inatividade pol\u00edtica dos partidos opositores. Um contexto que levou a CIA a recorrer \u00e0 a\u00e7\u00e3o do ciberterrorismo, que, hoje, \u00e9 o \u00fanico elemento de conflito ativo nessa guerra h\u00edbrida, por\u00e9m, cada vez mais isolado em termos pol\u00edticos pela classe m\u00e9dia e os  setores populares.\n<\/p><p>\nInfelizmente, nos \u00faltimos trinta dias, o ciberterrorismo da CIA causou s\u00e9rios danos \u00e0 economia venezuelana, com sabotagem \u00e0s linhas de transmiss\u00e3o e aos centros de fornecimento de eletricidade. De fato, no dia 7 de mar\u00e7o houve o primeiro apag\u00e3o nacional, que durou 60 horas, paralisando todas as redes de computadores do pa\u00eds. Sabotagens que n\u00e3o reduziram a confian\u00e7a no governo pela maioria da popula\u00e7\u00e3o. Pelo contr\u00e1rio, o &#8220;apag\u00e3o&#8221; provocou um maior descr\u00e9dito para com os partidos e as lideran\u00e7as da oposi\u00e7\u00e3o, especialmente aqueles que pretendem uma mudan\u00e7a pol\u00edtica imediata, recorrendo a todas as formas de luta, incluindo as violentas. Por esta raz\u00e3o e para mascarar o fracasso pol\u00edtico, o presidente estadunidense Donald Trump e a emin\u00eancia cinzenta dos New-Cons (5), Mike Pompeo, voltaram a agitar a bandeira da solu\u00e7\u00e3o militar, estimulando a guerra psicol\u00f3gica dos meios de comunica\u00e7\u00e3o enquanto esperam a ressurrei\u00e7\u00e3o da oposi\u00e7\u00e3o.\n<\/p><p>\nPortanto, a situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica que existe hoje na Venezuela, apresenta tr\u00eas quest\u00f5es: 1) Porque o presidente Donald Trump e o grupo do &#8220;New-Con&#8221;, mesmo sabendo que a oposi\u00e7\u00e3o est\u00e1 praticamente deslegitimada, insistem em querer acabar com urg\u00eancia e a todo custo com o governo de Nicolas Maduro? 2) Por que Mike Pompeo, enquanto falava de \u201dretorno \u00e0 democracia na Venezuela\u201d apoiou o projeto subversivo formulado pela CIA (terrorismo e destrui\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica progressiva da Venezuela)? 3) Porque John Bolton arquivou a opini\u00e3o dos generais do Pent\u00e1gono, segundo os quais o desenvolvimento de a\u00e7\u00f5es subversivas fortaleceria a posi\u00e7\u00e3o de Maduro e o papel do ex\u00e9rcito bolivariano, anulando, assim, a miss\u00e3o pacificadora dos &#8220;fuzileiros navais&#8221; dos EUA e a possibilidade de &#8221; restaurar a democracia &#8220;sem disparar um tiro?\n<\/p><p>\nPara responder a estas quest\u00f5es \u00e9 necess\u00e1rio recorrer \u00e0 an\u00e1lise de alguns cientistas pol\u00edticos, especializados em &#8220;geoestrat\u00e9gia dos blocos dominantes&#8221;, em particular aos conte\u00fados do professor brasileiro Jos\u00e9 Luis Da Costa Fiori (6), que, no m\u00eas de agosto de 2018, publicou um artigo analisando o novo papel da chamada &#8220;Guerra H\u00edbrida&#8221; como parte integrante da pol\u00edtica geoestrat\u00e9gica do governo de Donald Trump. Uma forma de conflito polivalente dentro de uma guerra de baixa intensidade, que seria a tentativa extrema dos Estados Unidos de impor o controle pol\u00edtico e econ\u00f4mico a todos os estados do continente latino-americano.\n<\/p><p>\nDe fato, para o professor Fiori, o termo &#8220;Guerra H\u00edbrida&#8221; identifica a evolu\u00e7\u00e3o da solu\u00e7\u00e3o militar tradicional (bombardeio e invas\u00e3o dos fuzileiros navais) e da hist\u00f3rica tentativa de golpe de Estado, com uma &#8220;Guerra de Quarta Gera\u00e7\u00e3o&#8221; (Fourth Generation War), onde o Departamento de Estado, a CIA e a Casa Branca articulam ao mesmo tempo uma s\u00e9rie de ataques (econ\u00f4micos, legais, financeiros, diplom\u00e1ticos, midi\u00e1ticos, pol\u00edticos, psicol\u00f3gicos, subversivos e cibern\u00e9ticos). Ataques que visam desestabilizar os governos anticapitalistas hostis \u00e0s multinacionais estadunidenses e, sobretudo, ligados a Cuba, como \u00e9 o caso do governo venezuelano de Nicolas Maduro.\n<\/p><p>\nO desenvolvimento urgente de uma &#8220;Guerra H\u00edbrida&#8221;\n \nO elemento-chave desta &#8220;Guerra H\u00edbrida&#8221; \u00e9 a urg\u00eancia do governo imperialista de Donald Trump em querer p\u00f4r em marcha &#8220;a todo o custo&#8221;, a complexa multiplicidade dos elementos subversivos desta &#8220;guerra de baixa intensidade&#8221;, onde o principal objetivo seria a realiza\u00e7\u00e3o de uma aparente rebeli\u00e3o popular espont\u00e2nea, capaz de absorver os principais ramos das for\u00e7as armadas e os setores mais din\u00e2micos dos trabalhadores das empresas estatais de energia e petr\u00f3leo. Portanto, se considerarmos que a chamada &#8221; complexa multiplicidade subversiva&#8221; t\u00eam seus tempos para se afirmar no contexto pol\u00edtico-institucional venezuelano, fica claro que ela n\u00e3o pode ser improvisada e muito menos n\u00e3o pode ser acelerada despropositadamente. O exemplo mais \u00f3bvio foi o fracasso da &#8220;Operacion Constitucion&#8221;.\n<\/p><p>\nNa verdade, logo ap\u00f3s o governo bolivariano ter conseguido contornar a maioria das san\u00e7\u00f5es financeiras do governo estadunidense, o presidente Donald Trump oportunisticamente jogou a carta do &#8220;Juan Guiad\u00f2, presidente interino&#8221;, esperando que a oposi\u00e7\u00e3o fosse capaz de realizar uma &#8220;revolu\u00e7\u00e3o colorida&#8221; e assim impor um novo governo, totalmente controlado e dependente da Casa Branca e das multinacionais. De fato, a CIA, o Departamento de Estado e a Casa Branca tentaram repetir em Caracas uma segunda &#8220;Opera\u00e7\u00e3o Maidan&#8221; (7).\n<\/p><p>\nCom o fracasso desse projeto, crescem as cr\u00edticas dos executivos das ind\u00fastrias petrol\u00edferas estadunidenses ligados a Rex Tillerson, diretor da multinacional Chevron, tamb\u00e9m contratado e depois demitido pelo presidente Trump. De fato, o \u201cmau-humor pol\u00edtico\u201d desses executivos se deve ao fato de que, agora sem os 1.300.000 barris de petr\u00f3leo venezuelano, eles s\u00e3o for\u00e7ados a import\u00e1-los da Ar\u00e1bia Saudita a pre\u00e7os mais altos, enquanto, antes das san\u00e7\u00f5es decretadas por Trump contra a PDVSA, todas as refinarias do Texas refinavam o barato petr\u00f3leo da Venezuela.\n<\/p><p>\nPor outro lado, as san\u00e7\u00f5es de Trump n\u00e3o paralisaram a produ\u00e7\u00e3o petrol\u00edfera da PDVSA, uma vez que a OPEP estabeleceu novas cotas de produ\u00e7\u00e3o com pre\u00e7os mais altos, enquanto a China e a \u00cdndia logo assinaram novos contratos de compra com a PDVSA, comprando todos os barris de petr\u00f3leo que, anteriormente atrav\u00e9s da empresa CITGO Petroleum Corporation, eram destinados aos Estados Unidos. Deve ser enfatizado que os novos contratos da PDVSA n\u00e3o s\u00e3o mais fechados em D\u00f3lares, mas em Yuan, isto \u00e9 a moeda chinesa que, atualmente, R\u00fassia, China e \u00cdndia usam no com\u00e9rcio bilateral.\n<\/p><p>\nO uso do Yuan, bem como da moeda criptografada criada pelo governo bolivariano, \u00e9, na realidade, a verdadeira raz\u00e3o da urg\u00eancia geoestrat\u00e9gica da Casa Branca em querer desestabilizar o governo de Nicolas Maduro. De fato, essas transa\u00e7\u00f5es financeiras contribuem no enfraquecimento do poder do d\u00f3lar no mercado financeiro global.\n<\/p><p>\n\u00c9 imperativo lembrar que a guerra de agress\u00e3o dos EUA contra o Iraque, bem como a guerra contra a L\u00edbia, eclodiram quando Saddam Hussein e depois Gaddafi tentaram sair da \u00e1rea do d\u00f3lar, vendendo d\u00edvidas dos EUA para comprar ouro, prata e diamantes, e querer usar o Euro como moeda b\u00e1sica no lugar dos petrod\u00f3lares na venda de petr\u00f3leo e g\u00e1s. A essa altura, n\u00e3o se pode esquecer que, quinze dias antes do ataque &#8220;humanit\u00e1rio&#8221; \u00e0 L\u00edbia por avi\u00f5es da Otan, o Banco da Inglaterra se apropriou da reserva de ouro da L\u00edbia ao negar ao presidente Gaddafi a transfer\u00eancia das barras de ouro para o Banco Central de Tr\u00edpoli. Ser\u00e1 uma coincid\u00eancia, mas tamb\u00e9m o governo venezuelano sofreu a mesma &#8220;expropria\u00e7\u00e3o&#8221; por parte do Banco da Inglaterra, quando o presidente Maduro pediu a repatria\u00e7\u00e3o da reserva de ouro da Venezuela, equivalente em 14 toneladas de ouro depositadas naquele banco brit\u00e2nico desde os anos setenta!\n<\/p><p>\nA \u00faltima justificativa para a urg\u00eancia desta &#8220;Guerra H\u00edbrida&#8221; diz respeito \u00e0 tentativa dos EUA de cortar o envolvimento das empresas chinesas e indianas na economia da Venezuela. De facto, estas empresas triplicaram a constru\u00e7\u00e3o de grandes projetos de infra-estruturas e, acima de tudo, a explora\u00e7\u00e3o de numerosas jazidas minerais, em particular as novas minas de ouro e de coltan (8), que garantem ao Estado bolivariano novas formas de riqueza com as quais resistir as sabotagens e san\u00e7\u00f5es impostas unilateralmente pelos Estados Unidos.\n<\/p><p>\nUma presen\u00e7a, sobretudo a chinesa, que a Casa Branca considera um perigo, j\u00e1 que suas empresas e seus bancos alimentam na Am\u00e9rica Latina uma poss\u00edvel alternativa \u00e0s r\u00edgidas regras impostas pelo FMI e pelas multinacionais estadunidenses e europ\u00e9ias, al\u00e9m de apresentar solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas invej\u00e1veis que quebram a hegemonia dos conglomerados de Wall Street.\nUm contexto que nos faz descobrir um segundo acaso com a Nicar\u00e1gua, onde as empresas chinesas deveriam ter come\u00e7ado a trabalhar na constru\u00e7\u00e3o de um segundo canal, alternativo ao de Panam\u00e1 e capaz de garantir a navega\u00e7\u00e3o entre o Oceano Atl\u00e2ntico ao Pac\u00edfico a qualquer tipo de navio. Tamb\u00e9m na Nicar\u00e1gua, como na Venezuela, a oposi\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a desafiar o governo de Daniel Ortega, querendo a todo custo sua ren\u00fancia em nome da chamada &#8220;mudan\u00e7a democr\u00e1tica&#8221; e o cancelamento do contrato com as empresas chinesas, envolvidas na constru\u00e7\u00e3o do novo canal!\n<\/p><p>\nResist\u00eancia e prepara\u00e7\u00e3o combativa das FANB\n<\/p><p>\n \nA grande reforma geoestrat\u00e9gica e a reestrutura\u00e7\u00e3o do sistema de defesa nacional que o presidente Hugo Chav\u00e9z implantou, imediatamente ap\u00f3s o fracassado golpe de Estado de 2002, foi considerada por todos os governos dos Estados Unidos um \u201cum aut\u00eantico ato de guerra\u201d. O fortalecimento militar das For\u00e7as Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB), desejado e coordenado pelo Comandante Ch\u00e1vez, deu in\u00edcio a um conflito pol\u00edtico progressivo, que o governo dos EUA acentuou nos \u00faltimos dez anos. Um conflito latente que com o governo de Donald Trump, ent\u00e3o se transformou em uma guerra silenciosa de baixa intensidade.\n<\/p><p>\nNo entanto, a principal raz\u00e3o que levou os generais do Pent\u00e1gono a considerar o Estado bolivariano &#8220;irrecuper\u00e1vel como o cubano&#8221;, \u00e9 de natureza estrat\u00e9gica e tamb\u00e9m militar. De fato, os novos conceitos de defesa territorial e os novos mecanismos de organiza\u00e7\u00e3o militar que o presidente Hugo Ch\u00e1vez introduziu nas For\u00e7as Armadas venezuelanas eliminaram, rapidamente, todos os m\u00e9todos de organiza\u00e7\u00e3o e os conceitos te\u00f3ricos importados das academias militares dos EUA. Deve ser lembrado que nos anos 60 o ex\u00e9rcito venezuelano era considerado o pupilo do Pent\u00e1gono, apresentado como modelo para todos os ex\u00e9rcitos do continente sul-americano.\n<\/p><p>\nNo entanto, o comandante Ch\u00e1vez &#8211; seguindo a experi\u00eancia das FAR cubanas &#8211; al\u00e9m dos fundamentos te\u00f3ricos, mudou toda a estrutura do sistema de defesa, investindo v\u00e1rios bilh\u00f5es de d\u00f3lares na compra de novas armas tecnologicamente mais avan\u00e7adas para todas as unidades das FANB, e equipar todas as unidades com um sistema de comunica\u00e7\u00f5es de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o, incluindo os batalh\u00f5es da &#8220;Milicia&#8221;. Material de guerra produzido pelas empresas russas que, ap\u00f3s o fim da Guerra Fria, superaram a efici\u00eancia tecnol\u00f3gica de muitas ind\u00fastrias militares dos Estados Unidos ou dos pa\u00edses da Uni\u00e3o Europ\u00e9ia. \u00c9 o caso dos bombardeiros Sukhoi e, acima de tudo, do Sistema de Radar e de M\u00edsseis de Defesa A\u00e9rea S-300VM, produzido pela empresa russa Antey-Almaz.\n<\/p><p>\nO elemento mais importante da reforma geoestrat\u00e9gica e militar de Chav\u00e9z n\u00e3o foi apenas a introdu\u00e7\u00e3o de novas armas tecnologicamente avan\u00e7adas, mas, acima de tudo, a estrutura\u00e7\u00e3o do potencial de guerra nas novas linhas de defesa delineadas no pa\u00eds. Neste \u00e2mbito, a grande inova\u00e7\u00e3o foi a cria\u00e7\u00e3o do Comando de Defesa do Espa\u00e7o A\u00e9reo (CODAI), que \u00e9 o bra\u00e7o direto do setor de defesa subordinado ao Comando Estrat\u00e9gico Operacional (CEOFANB), baseado em Caracas. Assim, com a implementa\u00e7\u00e3o de um novo conceito de defesa territorial, entendido como um elemento fundamental da alian\u00e7a pol\u00edtica das For\u00e7as Armadas com o povo, foi realmente f\u00e1cil transformar o antigo ex\u00e9rcito &#8211; que estava sujeito \u00e0s inten\u00e7\u00f5es desp\u00f3ticas das oligarquias -, em verdadeiro ex\u00e9rcito popular, em permanente mobiliza\u00e7\u00e3o para defender a soberania e a legitimidade do governo bolivariano.\n<\/p><p>\nCondi\u00e7\u00e3o que permitiu o r\u00e1pido crescimento, intelectual e pol\u00edtico, do corpo de oficiais e de recrutas, promovendo a forma\u00e7\u00e3o de uma &#8220;Milicia Nacional Bolivariana&#8221;, perfeitamente armada e organizada para integrar o sistema de defesa territorial nacional ao lado das FANB (For\u00e7as Armadas Nacionais Bolivarianas).\n<\/p><p>\nComo nas FAR cubanas e em todos os ex\u00e9rcitos que nasceram para defender uma perspectiva revolucion\u00e1ria, tamb\u00e9m na FANB o elemento que hoje distingue sua organiza\u00e7\u00e3o e sua estrutura foi, sem d\u00favida, a prepara\u00e7\u00e3o pol\u00edtica combativa, que transformou o soldado e o oficial em um sujeito pol\u00edtico ativo e presente na evolu\u00e7\u00e3o do contexto social e econ\u00f4mico do pa\u00eds. \u00c9 por isso que todos os apelos da oposi\u00e7\u00e3o pela deser\u00e7\u00e3o em massa ou para levar a cabo um golpe contra o governo bolivariano de Nicolas Maduro fracassaram.\n<\/p><p>\nNo entanto, o elemento que mais irritou os generais do Pent\u00e1gono foi a decis\u00e3o do Presidente Nicolas Maduro de instalar o Sistema de Defesa A\u00e9rea S-300VM em todas as regi\u00f5es fronteiri\u00e7as. Desta forma, qualquer tentativa de penetrar no espa\u00e7o a\u00e9reo venezuelano por m\u00edsseis, avi\u00f5es espi\u00f5es ou ca\u00e7as-bombardeiros \u00e9 imediatamente detectada pelos radares do sistema, que t\u00eam uma capacidade efetiva de leitura de at\u00e9 10.000 metros de altura e 300 quil\u00f4metros em linha de superf\u00edcie. Quem tenta de violar o espa\u00e7o a\u00e9reo venezuelano sem autoriza\u00e7\u00e3o \u00e9 imediatamente detectado e, em seguida abatido pelo sistema de defesa antia\u00e9rea, que \u00e9 composto de cinco linhas de fogo: 1) Canh\u00f5es antia\u00e9reos de 20 e 40mm; 2) M\u00edsseis port\u00e1teis MANPADS-Igla5 com alcance de 5.000m, 3) M\u00edsseis PECHORA 2M S-125 com alcance de 20.000m; 4) M\u00edsseis BUK-2ME com alcance de 25.000m; 5) M\u00edsseis S-300VM com alcance de 30.000m.\n<\/p><p>\nArgumentos que sempre foram debatidos nas dif\u00edceis reuni\u00f5es dos generais Jim Mattis e John Kelly com Donald Trump e Mike Pompeo sobre a possibilidade de realizar um &#8220;bombardeio cir\u00fargico&#8221;, com o qual destruir os objetivos estrat\u00e9gicos da Venezuela. Na verdade, Donald Trump e Mike Pompeo, n\u00e3o tendo conhecimentos de tecnologia militar, nunca entenderam que com a cria\u00e7\u00e3o por parte do CODAI venezuelano (Comando Integral de Defesa Aeroespacial) de uma eficiente \u00e1rea de exclus\u00e3o a\u00e9rea (NOTAM A0 160\/19), todo tipo de miss\u00f5es de ataque a\u00e9reo contra a Venezuela resultam extremamente arriscadas. Isso porque todo o espa\u00e7o a\u00e9reo venezuelano \u00e9 protegido por baterias de radar e m\u00edsseis S-300VM, incluindo o espa\u00e7o a\u00e9reo mar\u00edtimo que se estende at\u00e9 as ilhas de Cura\u00e7ao, Aruba e Bonaire!\n<\/p><p>\nNa realidade, os radares venezuelanos controlam perfeitamente a atividade a\u00e9rea a mais de 100 quil\u00f4metros de suas fronteiras. Em particular os espa\u00e7os a\u00e9reos da regi\u00e3o colombiana de Cucuta e o brasileiro de Pacaraima, que, segundo o plano subversivo \u201cOperaci\u00f3n Constituci\u00f3n\u201d, deveria ter sido o ponto de partida da sonhada invas\u00e3o estadunidense disfar\u00e7ada com o envio de alimentos.\n<\/p><p>\nNa pr\u00e1tica, o presidente Nicolas Maduro, seguindo a orienta\u00e7\u00e3o do Comandante Hugo Chav\u00e9z, completou a instala\u00e7\u00e3o das baterias de m\u00edsseis S-300VM em todo o pa\u00eds, protegendo todo o espa\u00e7o a\u00e9reo da Venezuela com um aut\u00eantico guarda-chuva armado com m\u00edsseis antia\u00e9reos, controlados remotamente pelos poderosos radares russos, capazes de detectar at\u00e9 300 quil\u00f4metros qualquer tipo de interfer\u00eancia eletr\u00f4nica!\n<\/p><p>\nAssim, dada a impossibilidade de promover uma revolta popular, resultando invi\u00e1vel um golpe de Estado e, tamb\u00e9m, inating\u00edvel um Impeachment contra o Presidente Nicolas Maduro, os homens da CIA tentam desgastar e deslegitimar o governo bolivariano com a sabotagem cibern\u00e9tica.(9). O seja, o \u00faltimo cap\u00edtulo da Guerra H\u00edbrida inventada por Mike Pompeo e Donald Trump!\n<\/p><p>\nAchille Lollo, jornalista italiano, atualmente \u00e9 diretor de \u201cADIATV\u201d e analista do jornal online \u201cContropiano\u201d.\n<\/p><p>\nNotas\n1 &#8211; No dia 1\u00ba de fevereiro, as unidades especiais do Ex\u00e9rcito e da SEBIN capturaram primeiro na avenida Jos\u00e9 Ant\u00f3nio Paez os auto-nomeados \u201ccomandantes do nascente ELV&#8221;, os ex-coron\u00e9is aposentados Oswaldo Garcia Palomo e Jos\u00e9 Acevedo Monton\u00e8s. Mais tarde foram capturados os outros dois &#8220;comandantes&#8221; Antonio Jos\u00e9 Labichele Barrios e Alberto Jos\u00e9 Salazar Cabana.\n<\/p><p>\n2 &#8211; Em 4 de fevereiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, em entrevista \u00e0 CNN, reiterou &#8220;&#8230; a vontade da Casa Branca de acabar com o ditador venezuelano mesmo com uma solu\u00e7\u00e3o militar &#8230;&#8221;.\n<\/p><p>\n3 &#8211; O &#8220;Grupo Lima&#8221; foi formado dentro da OEA (Organiza\u00e7\u00e3o dos Estados Americanos) para isolar diplomaticamente o governo bolivariano e apoiar a subvers\u00e3o da oposi\u00e7\u00e3o.\n<\/p><p>\n4 &#8211; Jacinto P\u00e9erez Arcay, General, \u00e9 o Chefe do Estado-Maior do Comando Nacional das For\u00e7as Armadas.\n<\/p><p>\n5 &#8211; New-Con (Novos Conservadores) \u00e9 o grupo criado dentro do Partido Republicano por Mike Pompeo e John Bolton, que sempre apoiou Donald Trump.\n<\/p><p>\n6-Jos\u00e9 Luis da Costa Fiori, \u00e9 um acad\u00eamico brasileiro especializado em macroeconomia pol\u00edtica internacional. Foi tamb\u00e9m analista do BID (Banco Internacional de Desenvolvimento) e depois lecionou por dois anos (2005\/2006) na Universidade de Cambridge.\n<\/p><p>\n7 \u2013 \u201cOpera\u00e7\u00e3o Maidan\u201d, foi o c\u00f3digo do projeto subversivo que a CIA e o Departamento de Estado usaram para derrubar o governo da Ucr\u00e2nia.\n<\/p><p>\n8 &#8211; O Banco Central da R\u00fassia foi o principal comprador mundial de ouro em 2018. Especificamente, vendeu todos os t\u00edtulos do governo dos EUA que possu\u00eda e, ao mesmo tempo, comprou 274,3 toneladas de ouro. Desta forma, a Federa\u00e7\u00e3o Russa tornou-se o quinto possuidor no mundo dde barras de ouro depois de Estados Unidos da Am\u00e9rica, Alemanha, Fran\u00e7a e It\u00e1lia.\n<\/p><p>\n9 &#8211; Na quinta-feira, 7 de mar\u00e7o, a Venezuela foi alvo de uma s\u00e9rie de ataques cibern\u00e9ticos ao sistema de controle da usina hidrel\u00e9trica de El Guri. Ap\u00f3s o apag\u00e3o, um novo ataque foi orquestrado na Venezuela. Desta vez contra as estruturas da regi\u00e3o petrol\u00edfera de Orinoco, a maior reserva de petr\u00f3leo bruto do planeta. O governo bolivariano afirmou que esta sabotagem foi realizada com uma tecnologia que apenas o governo dos EUA tem e com a qual \u00e9 poss\u00edvel provocar um apag\u00e3o em todo o pa\u00eds.\n<\/p><p>\n<\/p><p>\nJuan Guaid\u00f3, Iv\u00e1n Duque, presidente da Col\u00f4mbia e Mike Pence, vice-presidente dos EUA, em encontro na Casa Branca \/ Twitter de Mike Pence\/Reprodu\u00e7\u00e3o\n<\/p><p>\nhttps:\/\/www.brasildefato.com.br\/2019\/04\/03\/artigo-or-a-guerra-hibrida-da-cia-contra-venezuela\/\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/22722\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[45],"tags":[227],"class_list":["post-22722","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c54-venezuela","tag-5a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-5Uu","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22722","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22722"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22722\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22722"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22722"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22722"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}