{"id":2276,"date":"2012-01-19T01:16:14","date_gmt":"2012-01-19T01:16:14","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=2276"},"modified":"2012-01-19T01:16:14","modified_gmt":"2012-01-19T01:16:14","slug":"olho-vivo-002","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2276","title":{"rendered":"Olho Vivo 002"},"content":{"rendered":"\n<p>\u201cAs Na\u00e7\u00f5es Unidas apelam aos governos dos pa\u00edses desenvolvidos que n\u00e3o embarquem prematuramente em pol\u00edticas de austeridade fiscal, dados o estado ainda fr\u00e1gil da recupera\u00e7\u00e3o [econ\u00f4mica] e a persist\u00eancia de altos n\u00edveis de desemprego\u201d, diz a ag\u00eancia, no comunicado em que divulgou o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>A declara\u00e7\u00e3o n\u00e3o cita pa\u00edses individualmente, mas \u00e9\u00a0um refer\u00eancia ao n\u00facleo \u201ceuropeu\u201d da crise. Mergulhados em problemas para pagar d\u00edvidas estatais ao \u201cmercado\u201d, Gr\u00e9cia, It\u00e1lia, Portugal, Espanha e Irlanda t\u00eam negociado solu\u00e7\u00f5es que implicam corte de gastos p\u00fablicos e de sal\u00e1rios e redu\u00e7\u00e3o de conquistas trabalhistas, como forma de os governos economizarem dinheiro e pagar o \u201cmercado\u201d.<\/p>\n<p>A poupan\u00e7a pretendida pelos devedores teria como consequ\u00eancia estagna\u00e7\u00e3o ou baixo crescimento \u2013 sem inje\u00e7\u00e3o de recursos via investimentos p\u00fablicos e consumo dos trabalhadores, a economia real n\u00e3o giraria.<\/p>\n<p>Sem crescimento, no entanto, a arrecada\u00e7\u00e3o de impostos seria menor, impedindo os pa\u00edses de controlar mais rapidamente a d\u00edvida, deixarem de ser ref\u00e9ns do \u201cmercado\u201d e retomarem os investimentos. Uma espiral de estagna\u00e7\u00e3o sem dia para acabar.<\/p>\n<p>Para a Unctad, estas na\u00e7\u00f5es deveriam resistir \u00e0\u00a0tenta\u00e7\u00e3o de se entregar \u00e0 ortodoxia, pois teriam como escapar de um caminho que s\u00f3 beneficiaria o \u201cmercado\u201d \u2013 apesar de tudo, diz a ag\u00eancia, os pa\u00edses ainda teriam algum dinheiro em caixa para botar na economia e assim ativ\u00e1-la; e ainda \u201cdesfrutariam\u201d de juro baixo na hora de tomar empr\u00e9stimos para investir tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>\u201cA ONU recomenda ainda uma mais vigorosa coordena\u00e7\u00e3o internacional de medidas adicionais de est\u00edmulo em todos os pa\u00edses e a redefini\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas para estimular a cria\u00e7\u00e3o de empregos diretos e mais investimento em infra-estrutura, efici\u00eancia energ\u00e9tica e de fornecimento de energia sustent\u00e1vel e seguran\u00e7a alimentar, abrindo o caminho para se descontrair endividamento\u201d, diz o documento.<\/p>\n<p>Segundo a Unctad, a crise global hoje caracteriza-se por uma combina\u00e7\u00e3o de quatro fatores presentes simultaneamente: queda da demanda, fragilidade do sistema financeiro, problemas no pagamento de d\u00edvidas estatais e paralisia pol\u00edtica.<\/p>\n<p>\u00c9 neste \u00faltimo elemento que a ag\u00eancia acredita que reside a maior amea\u00e7a de que a situa\u00e7\u00e3o piore ainda mais. Para a Unctad, Europa e Estados Unidos (o outro n\u00facleo da crise) precisam buscar solu\u00e7\u00f5es que ao mesmo tempo enfrentem o que a ag\u00eancia chama de \u201ccrise de empregos\u201d e de \u201cfragilidade da d\u00edvida soberana\u201d. \u201cAs economias desenvolvidas est\u00e3o \u00e0 beira de uma espiral descendente\u201d, afirma.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio prev\u00ea\u00a0que o mundo vai crescer 2,6% (a estimativa anterior, de junho, era de 3,6%); os EUA, 1,5% (eram 2,8%); e a Uni\u00e3o Europ\u00e9ia, 0,7% (1,6% antes).<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Arrocho do governo ingl\u00eas lan\u00e7ar\u00e1\u00a0 meio milh\u00e3o de crian\u00e7as na pobreza<\/strong><\/p>\n<p><em>Minuto Not\u00edcias<\/em><\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Katarina Peixoto<\/p>\n<p>Arrocho do governo ingl\u00eas lan\u00e7ar\u00e1\u00a0 meio milh\u00e3o de crian\u00e7as na pobrezaSegundo o estudo conjunto de dois institutos brit\u00e2nicos, o Family and Parenting Institute e o Fiscal Studies Institute, a redu\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios sociais e o aumento de impostos, entre outras medidas, lan\u00e7ar\u00e1 cerca de meio milh\u00e3o de crian\u00e7as e adolescentes na pobreza absoluta. A Organiza\u00e7\u00e3o de Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento (OCDE) tem outra maneira de apresentar essa situa\u00e7\u00e3o: \u201co Reino Unido \u00e9 a sociedade mais desigual das na\u00e7\u00f5es ricas\u201d.<\/p>\n<p>Marcelo Justo \u2013 Direto de Londres<\/p>\n<p>Londres \u2013 O dr\u00e1stico plano de ajuste da coaliz\u00e3o conservadora-liberal democrata tem um resultado claro e quantific\u00e1vel. Segundo o estudo conjunto de dois respeitados institutos brit\u00e2nicos, o Family and Parenting Institute (FPI) e o Fiscal Studies Institute (FSI), a redu\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios sociais e o aumento do IVA (Imposto sobre Valor Agregado, taxa aplicada na Uni\u00e3o Europeia que incide sobre a despesa ou o consumo), entre outras medidas, lan\u00e7ar\u00e1 meio milh\u00e3o de crian\u00e7as e adolescentes na pobreza absoluta. A Organiza\u00e7\u00e3o de Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento (OCDE) tem outra maneira de apresentar essa situa\u00e7\u00e3o: \u201co Reino Unido \u00e9 a sociedade mais desigual das na\u00e7\u00f5es ricas\u201d.<\/p>\n<p>O estudo do FPI e do IFS assinala que a receita m\u00e9dia das fam\u00edlias brit\u00e2nicas com crian\u00e7as, que diminuiu 4,2% em 2010-2011, seguir\u00e1 caindo. Em 2015, \u00faltimo ano de governo da coaliz\u00e3o, esse tipo de fam\u00edlias experimentar\u00e1 um corte em suas receitas de aproximadamente dois mil d\u00f3lares anuais.<\/p>\n<p>O impacto \u00e9\u00a0particularmente marcante para fam\u00edlias com tr\u00eas ou mais crian\u00e7as, meninos de menos de cinco anos e para os que recebem ajuda para pagar alugu\u00e9is privados. \u201cOs cortes v\u00e3o impactar muito mais \u00e0s fam\u00edlias com filhos que os aposentados e o resto dos trabalhadores\u201d, assinalou Katherie Rake, do FPI.<\/p>\n<p>Os cortes aprovados pela coaliz\u00e3o em outubro de 2010 e aprofundados desde ent\u00e3o para \u201clidar com o d\u00e9ficit fiscal\u201d e \u201cdar tranquilidade e previsibilidade aos mercados financeiros\u201d incluem um congelamento salarial para os empregados estatais e o fechamento massivo de servi\u00e7os sociais, entre eles os clubes juvenis, cuja aus\u00eancia se fez sentir nos dist\u00farbios que assolaram a Inglaterra em agosto passado.<\/p>\n<p>O impacto \u00e9\u00a0especialmente devastador para as fam\u00edlias mais pobres. A Lei de Pobreza Infantil de 2010 define a pobreza absoluta como uma renda 60% abaixo da m\u00e9dia nacional. Com base nesta medida, o FPI e o FSI calculam que meio milh\u00e3o de crian\u00e7as ficar\u00e3o abaixo desta linha: cerca de 300 mil menores de cinco anos.<\/p>\n<p>Em um comunicado, o governo reconheceu as dificuldades que muitas fam\u00edlias est\u00e3o vivendo, mas assinalou que est\u00e3o sendo tomadas medidas relativas a esse tema. \u201cH\u00e1 medidas para ajudar a estas fam\u00edlias como o congelamento dos impostos para o aluguel estatal ou a introdu\u00e7\u00e3o do imposto universal\u201d, assinala o comunicado. Segundo o FPI, a maioria destas medidas \u00e9 apenas um remendo que beneficia alguns setores ou que s\u00f3 ser\u00e3o implementadas em 2018 como o imposto universal.<\/p>\n<p>Pior ainda, como o resto dos ajustes na Uni\u00e3o Europeia (UE), o brit\u00e2nico comete o pior dos pecados: infligir um sofrimento em v\u00e3o. Longe de diminuir, o d\u00e9ficit est\u00e1 crescendo. Ao final de 2011, a d\u00edvida total brit\u00e2nica se incrementou quase um bilh\u00e3o de libras ou 62,8% do Produto Interno Bruto. \u201cComo resultado de sua pol\u00edtica, o governo teve que endividar-se 158 bilh\u00f5es de libras a mais do que o calculado\u201d, assinala Rachel Reeves, porta-voz de temas fiscais da oposi\u00e7\u00e3o trabalhista.<\/p>\n<p>Um informe do Center for Economic and Business Research (CEBR) assinala que o Reino Unido entrar\u00e1 em recess\u00e3o este ano e que haver\u00e1 3 milh\u00f5es de desempregados em 2013. Como na famosa frase de Shakespeare, o draconiano ajuste brit\u00e2nico parece um \u201cconto contado por um idiota\u201d: a exig\u00eancia da austeridade est\u00e1 condenando n\u00e3o s\u00f3 o Reino Unido, mas tamb\u00e9m os pa\u00edses da eurozona a um escasso crescimento econ\u00f4mico e a um maior d\u00e9ficit fiscal. \u201cOs pa\u00edses imp\u00f5em a austeridade exigida pelos mercados financeiros que, por sua, logo castigam os pa\u00edses e os criticam porque a economia n\u00e3o cresce como resultado da austeridade\u201d, disse Jenni Russell, comentarista do conservador vespertino Evening Standard.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos quatro anos, o n\u00edvel de vida dos brit\u00e2nicos caiu cerca de 28%, a pior diminui\u00e7\u00e3o desde o p\u00f3s-guerra. Como era de se esperar isso n\u00e3o est\u00e1 acontecendo de maneira igualit\u00e1ria. Segundo a OCDE, o Reino Unido tem o n\u00edvel de desigualdade mais alto entre os pa\u00edses considerados ricos que fazem parte da organiza\u00e7\u00e3o. Os 10% com mais renda ganham hoje 12 vezes mais que os 10% com menos renda: em 1985, essa propor\u00e7\u00e3o era de oito para um. A diferen\u00e7a se torna ainda mais abismal quando se olha para os milion\u00e1rios. O 1% com mais renda, que tinha 7,1% da torta em 1970, passou a ter 14,3% em 2005.<\/p>\n<p>Esta crescente desigualdade se d\u00e1 em todo os pa\u00edses da OCDE, ainda que n\u00e3o na alarmante propor\u00e7\u00e3o verificada no Reino Unido. No mundo em desenvolvimento tampouco h\u00e1 muito para celebrar. Segundo o mesmo informe, no Brasil e no resto dos pa\u00edses do BRIC (China, R\u00fassia e \u00cdndia) a desigualdade \u00e9 de 50 para 1. O secret\u00e1rio geral da organiza\u00e7\u00e3o, Angel Gurr\u00eda, reconheceu que as coisas melhoraram com os programas sociais do presidente Lula, mas indicou que, apesar disso, \u201ca desigualdade segue sendo cinco vezes mais alta que nos pa\u00edses desenvolvidos\u201d.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Brasil adia parceria no maior telesc\u00f3pio do mundo, no Chile<\/strong><\/p>\n<p><em>O Globo<\/em><\/p>\n<p>A demora do Brasil em ratificar aa des\u00e3o ao Observat\u00f3rio Europeu do Sul (ESO, na sigla em ingl\u00eas), acertada em 2010 pelo governo do ent\u00e3o presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva,atrasa o in\u00edcio da constru\u00e7\u00e3o do novo supertelesc\u00f3pio da institui\u00e7\u00e3o. Or\u00e7ado em C 1bilh\u00e3o, o European\u00a0 Extremely Large Telescope (E-ELT)ser\u00e1 o maior equipamento do tipo no mundo, capaz de gerar imagens mais n\u00edtidas que as do telesc\u00f3pio espacial Hub-ble e desvendar alguns dos maiores segredos do Universo, como a natu-reza das misteriosas mat\u00e9ria e energia escuras, e analisar a atmosfera de planetas extrassolares na busca por uma segunda Terra. O projeto depende dos recursos que vir\u00e3o da inclus\u00e3o do Brasil como o 15, e primeiro pa\u00eds n\u00e3o europeu do ESO para sair do papel Do total doin vestimento, 300 milh\u00f5es de euros sai-riam\u00a0 das receitas comuns da organi-za\u00e7\u00e3o, 400 milh\u00f5es de recursos ex-tras prometidos pelos atuais\u00a0 mem-bros, cabe ao Brasil ajudar a\u00a0 financiar os 300 milh\u00f5es restantes. Pelos ter-mos do acordo, o pa\u00eds dever\u00e1 pagar uma taxa de 13 0milh\u00f5es pela sua ade-s\u00e3o \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o ao longo de dez anos,al\u00e9m de uma contribui\u00e7\u00e3o anu-al que vai variar de 30 a 50 milh\u00f5es no mesmo per\u00edodo.<\/p>\n<p>\u2014N\u00e3o posso come\u00e7ar o projeto sem a ades\u00e3o do Brasil, o que atrasa oE-ELT\u2014conta Timde Zeeuw, diretor geral do ESO. \u2014 N\u00e3o podemos construir o telesc\u00f3pio s\u00f3 com nossa receita. Precisamos do Brasil, assim como de todos os outros pa\u00edses- membros, para ter o dinheiro adicional. Quase todos os atuais integrantes j\u00e1 se comprometeram em fornecer os recursos extras, mas antes eles querem saber se o projeto \u00e9 vi\u00e1vel. Se o Brasil j\u00e1 tivesse ratificado a ades\u00e3o, creio que j\u00e1 estar\u00edamos prontos para come\u00e7ar a constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Empresa brasileira ter\u00e1 benef\u00edcio<\/strong><\/p>\n<p>Segundo Zeeuw, ao longo de todo n 2011 ele tentou se encontrar com o\u00a0 ministro da Ci\u00eancia, Tecnologia, e Inova\u00e7\u00e3o, Aloizio Mercadante, mas foi ignorado.<\/p>\n<p>\u2014 Tentei marcar audi\u00eancia e n\u00e3o tive resposta, apenas sil\u00eancio \u2014 lamenta.\u2014Entendo que a ades\u00e3o precisa de ratifica\u00e7\u00e3o do Congresso, mas este \u00e9 um processo que foi bem-sucedido em todos os outros casos. \u00c9 um passo formal que o governo comprometeu o pa\u00eds a dar em 2011. A crise econ\u00f4mica na Europa preocupao diretor geral do ESO.Apesar de ter o compromisso da maior parte dos pa\u00edses-membros, cresce a press\u00e3o por cortes de gastos dos governos. Por isso, Zeeuw teme que, se o Brasil n\u00e3o formalizar sua participa\u00e7\u00e3o at\u00e9 o meio deste ano e, assim, garantir os recursos para a constru\u00e7\u00e3o do supertelesc\u00f3pio, tanto o acordo de ades\u00e3o quanto o pr\u00f3prio projeto do E-ELT po-dem ir por \u00e1gua abaixo. De acordo com o diretor geral do ESO, os valores devidos pelo Brasil re-presentam um desconto de 30% sobre o que seriao usual, j\u00e1 que a pol\u00edtica da organiza\u00e7\u00e3o estabelece as contribui\u00e7\u00f5es segundo o tamanho das economia dos seus membros.No caso brasileiro, por\u00e9m, o ESO levou em conta que,embora a economia brasileira seja a quarta maior do grupo, seu PIB per capita \u00e9 muito menor que de todos os outros integrantes.<\/p>\n<p>\u2014Creio que o acordo \u00e9 justo e um bom neg\u00f3cio para o Brasil\u2014avalia.<\/p>\n<p>Segundo Zeeuw,s\u00f3\u00a0a partir do mo-mento em que o Brasil oficializar sua entrada no ESO ter\u00e3o in\u00edcio as licita\u00e7\u00f5es para os grandes contratos de constru\u00e7\u00e3o do supertelesc\u00f3pio. Com isso, as empresas brasileiras poder\u00e3o participar das concorr\u00eanci- as em situa\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel, o que poder\u00e1 fazer com que pelo menos 50%.<\/p>\n<p>dos recursos pagos pela participa\u00e7\u00e3o na organiza\u00e7\u00e3o voltem ao pa\u00eds na forma de contratos para obras de terraplanagem, infraestrutura, estradas de acesso e estruturas met\u00e1licas,al\u00e9m de servi\u00e7os de log\u00edstica e at\u00e9 mesmo para o fornecimento de instrumentos de alta tecnologia. Apesar da demora na ades\u00e3o ,o ESO mant\u00e9m seus telesc\u00f3pios abertos para os pesquisadores brasileiros, que desde o ano passado podem apresentar projetos diretamente para usar o tempo de observa\u00e7\u00e3o dispon\u00edvel. A taxa de aprova\u00e7\u00e3o dos programas dos cientistas brasileiros est\u00e1 na m\u00e9dia dos de pa\u00edses quej\u00e1 s\u00e3o membros efetivos da organiza\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, o Brasil j\u00e1 conta com um representante no comit\u00ea cient\u00edfico da institui\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel pelas decis\u00f5es, embora ainda sem direito a voto justamente por causa da\u00a0 n\u00e3o formaliza\u00e7\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u2014 O Brasil precisa entender a import\u00e2ncia hist\u00f3rica de um projeto como o E-ELT\u2014afirma Marcos Dias, astr\u00f4nomo do Instituto de Astronomia e Geof\u00edsica da USP e representante do Brasil no comit\u00ea cient\u00edfico.<\/p>\n<p>\u2014 Precisamos decidir que tipo de astronomia o Brasil vai querer fazer e a ades\u00e3o ao ESO significa uma mudan\u00e7a de patamar na import\u00e2ncia cient\u00edfica de nossas pesquisas na \u00e1rea para as pr\u00f3ximas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>A previs\u00e3o do ESO \u00e9\u00a0de que o E- ELTcomece a operar no in\u00edcio da d\u00e9cada de 2020.<\/p>\n<p>Em nota oficial divulgada ontem,o MCTI informou que,&#8221;em fun\u00e7\u00e3o dos ajustes or\u00e7ament\u00e1rios realizados pelo governo em 2011 e o atual cen\u00e1-rio econ\u00f4mico internacional, o projeto foi reavaliado e encontra-se em fase final de conclus\u00e3o para ser enviado ao Congresso Nacional&#8221;.<\/p>\n<p>A nota lembra que a participa\u00e7\u00e3o brasileira no cons\u00f3rcio dever\u00e1\u00a0custar cerca de C 250milh\u00f5es (cerca de R$ 566 milh\u00f5es),por 11anos,&#8221; um volume elevado de\u00a0 investimentos para o or\u00e7amento e as amplas demandas de ci\u00eancia, tecnologia e inova\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>At\u00e9\u00a02021, a anuidade brasileira subi-r\u00e1\u00a0gradualmente, at\u00e9\u00a0chegar a 100%. &#8220;O desejo do Brasil \u00e9\u00a0participar de todo o programa da ESO e envidar\u00e1 todos os esfor\u00e7os para isso. \u00c9 imprescind\u00edvel que haja transfer\u00eancia de tecnologia e participa\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria brasileira, o que exigir\u00e1 um processo de negocia\u00e7\u00e3o amplo com o ESO, a partir da ratifica\u00e7\u00e3o do acordo.&#8221;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Governo volta a apostar em ZPE, no Acre<\/strong><\/p>\n<p><em>Valor Econ\u00f4mico<\/em><\/p>\n<p>O governo decidiu apostar, de fato, nas Zonas de Processamento de Exporta\u00e7\u00f5es (ZPE) para estimular as vendas de manufaturados: em cinco dias, a ZPE do Acre dever\u00e1\u00a0estar pronta para iniciar os trabalhos. A infraestrutura j\u00e1 est\u00e1 conclu\u00edda, numa \u00e1rea de 100 hectares na pequena cidade de Senador Guiomard (AC), a 22 km de Rio Branco, capital do Estado.<\/p>\n<p>Na segunda-feira, ela receber\u00e1\u00a0 a certifica\u00e7\u00e3o final da Receita Federal para o \u00faltimo passo exigido pelos fiscais: a instala\u00e7\u00e3o de monitoramento em v\u00eddeo. Ontem, uma das maiores companhias privadas do Peru, o Grupo Gl\u00f3ria, de latic\u00ednios, fertilizantes e cimento, fechou seu projeto produtivo b\u00e1sico (PPB) para operar na ZPE do Acre.<\/p>\n<p>A evolu\u00e7\u00e3o das obras e negocia\u00e7\u00f5es em torno da ZPE no Acre surpreendeu os t\u00e9cnicos do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento. Fontes no Pal\u00e1cio do Planalto afirmaram ao Valor que a presidente est\u00e1 entusiasmada com a ZPE e espera ver resultados j\u00e1 neste ano. Para isso, a instala\u00e7\u00e3o das f\u00e1bricas deve come\u00e7ar em fevereiro.<\/p>\n<p>As empresas que se instalarem na ZPE dever\u00e3o exportar no m\u00ednimo 80% da produ\u00e7\u00e3o. Em troca, as f\u00e1bricas n\u00e3o v\u00e3o recolher o IPI, a Cofins e o PIS\/Pasep sobre os insumos adquiridos do mercado interno, e tamb\u00e9m as partes e pe\u00e7as importadas est\u00e3o isentas do Imposto de Importa\u00e7\u00e3o (II) e do Adicional de Frete para Renova\u00e7\u00e3o da Marinha Mercante.<\/p>\n<p>&#8220;A ZPE vai funcionar como polo de atra\u00e7\u00e3o de investimentos no setor manufatureiro, justamente num momento em que a ind\u00fastria sofre com a rigorosa competi\u00e7\u00e3o com os importados no Brasil e tamb\u00e9m na conquista de mercados&#8221;, diz Gustavo Saboia Fontenele, secret\u00e1rio-executivo do Conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exporta\u00e7\u00e3o, formado pelos minist\u00e9rios do Desenvolvimento, Fazenda, Integra\u00e7\u00e3o Nacional, Planejamento e Casa Civil.<\/p>\n<p>A ZPE j\u00e1\u00a0conta com licenciamento ambiental e libera\u00e7\u00e3o alfandeg\u00e1ria. No local, \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos, como Correios, Anvisa, Caixa Econ\u00f4mica Federal e Minist\u00e9rio da Agricultura, est\u00e3o em opera\u00e7\u00e3o. &#8220;J\u00e1\u00a0est\u00e1\u00a0pronto&#8221;, disse Fontenele, &#8220;s\u00f3 falta as empresas come\u00e7arem a montar suas f\u00e1bricas&#8221;.<\/p>\n<p>O governo acreano negocia com 13 companhias a instala\u00e7\u00e3o de f\u00e1bricas na ZPE, nas \u00e1reas de madeira, alimentos processados, carne, t\u00eaxtil e frutas. Uma companhia italiana de joias j\u00e1\u00a0apresentou um projeto para produ\u00e7\u00e3o de &#8220;biojoias&#8221;, aproveitando insumos naturais do Estado, inserido na floresta amaz\u00f4nica. O governo planeja plantar 3.000 mil hectares de seringueiras, que devem servir de insumo para as companhias que se instalarem na ZPE.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a Natex, empresa p\u00fablica de preservativos masculinos feitos com borracha natural, localizada em Xapuri (AC), pode abrir uma segunda unidade, para produ\u00e7\u00e3o de luvas para cirurgias hospitalares. A f\u00e1brica j\u00e1 opera com capacidade m\u00e1xima, diz a diretora-executiva da Natex, Dirlei Bersch, em tr\u00eas turnos, de domingo a domingo.<\/p>\n<p>Caso concreto \u00e9\u00a0o do Grupo Gl\u00f3ria, do Peru. Empres\u00e1rios da companhia fizeram a \u00faltima visita t\u00e9cnica \u00e0s instala\u00e7\u00f5es em Senador Guiomard para fechar os termos do processo produtivo b\u00e1sico a ser entregue aos t\u00e9cnicos do governo do Estado. A companhia, que tamb\u00e9m tem unidades na Argentina, Col\u00f4mbia, Bol\u00edvia e Equador, vai desenvolver linhas produtivas de leite e cimento.<\/p>\n<p>Um fator que acelerou as negocia\u00e7\u00f5es com o Grupo Gl\u00f3ria, e que serve de grande atrativo \u00e0s demais empresas em negocia\u00e7\u00e3o com o governo do Estado, \u00e9 a rodovia Transoce\u00e2nica, inaugurada em outubro do ano passado, que servir\u00e1 para escoar a produ\u00e7\u00e3o da ZPE para tr\u00eas portos no Peru, a 1,6 mil km de dist\u00e2ncia. A viagem por rodovia \u00e9 14 dias mais curta que o trajeto mar\u00edtimo, por meio do Canal do Panam\u00e1.<\/p>\n<p>&#8220;A ZPE segue exatamente o que deseja a presidente Dilma Rousseff&#8221;, disse o governador do Acre, Ti\u00e3o Viana (PT). &#8220;Vamos ajudar as exporta\u00e7\u00f5es da ind\u00fastria e incentivar investimentos em inova\u00e7\u00e3o, que \u00e9 o foco do programa Brasil Maior.&#8221;<\/p>\n<p>Os t\u00e9cnicos da ZPE do Acre negociam tamb\u00e9m com a multinacional americana Johnson &amp; Johnson, que j\u00e1\u00a0 demonstrou interesse em a fabrica instalada na Venezuela, devido ao desgaste pol\u00edtico com o governo do presidente Hugo Ch\u00e1vez. Mas os executivos da empresa querem do governo do Estado uma &#8220;flexibiliza\u00e7\u00e3o&#8221; das regras das ZPEs.<\/p>\n<p>A Johnson &amp; Johnson quer, segundo o governo do Estado do Acre, que at\u00e9\u00a040% da produ\u00e7\u00e3o seja escoada para o mercado interno, e n\u00e3o apenas 20%, como prev\u00ea a Lei 11.508 (07\/2007), que criou o marco regulat\u00f3rio das ZPEs. No ano passado, o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, chegou a declarar em audi\u00eancias p\u00fablicas ser favor\u00e1vel \u00e0 eleva\u00e7\u00e3o do teto de 20% para 40%.<\/p>\n<p>As negocia\u00e7\u00f5es ainda n\u00e3o terminaram, porque, em contrapartida, o Acre quer convencer os executivos a montar duas f\u00e1bricas: uma na ZPE, seguindo as regras da zona, e outra fora, que receberia incentivos tribut\u00e1rios para a parcela vendida internamente. Procurada pelo Valor, a empresa negou, por meio de sua assessoria, que esteja negociando.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>D\u00favidas sobre o crescimento chin\u00eas<\/strong><\/p>\n<p><em>Financial Times<\/em><\/p>\n<p>Pelos padr\u00f5es de quase qualquer economia, a alta para 8,9% na taxa de crescimento anual chinesa no quarto trimestre do ano passado seria um sucesso. No entanto, o \u00e2nimo em Pequim ontem era sombrio quando o governo anunciou seu menor crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 10 trimestres.<\/p>\n<p>A China iniciou 2011 com uma taxa de crescimento de 9,7% no primeiro trimestre e um governo focado na luta contra a infla\u00e7\u00e3o, mas terminou com um crescimento de 9,2% do PIB para o ano inteiro, a mesma taxa registrada em 2009, ano mais afetado pela crise financeira, sendo esse o menor n\u00edvel desde 2002.<\/p>\n<p>\u00c0 primeira vista, a desacelera\u00e7\u00e3o &#8211; para 9,5% no segundo trimestre, 9,1% no terceiro e agora 8,9% no quarto &#8211; era exatamente a meta de Pequim para o ano passado, especialmente porque a infla\u00e7\u00e3o anualizada atingiu um pico de 6,5% em julho, caindo para 4,1% no fim de dezembro.<\/p>\n<p>No entanto, na coletiva de imprensa para divulgar os n\u00fameros, o Bir\u00f4 Nacional de Estat\u00edsticas expressou o temor de que as coisas v\u00e3o, provavelmente, piorar. &#8220;Em termos da situa\u00e7\u00e3o nacional e internacional, 2012 ser\u00e1 um ano de complexidade e desafios, de modo que devemos estar totalmente preparados&#8221;, disse o porta-voz Ma Jiantang, num discurso povoado de termos como &#8220;sombrio&#8221;, &#8220;complicado&#8221; e &#8220;severo&#8221;.<\/p>\n<p>A maioria dos analistas, sejam otimistas ou pessimistas sobre as perspectivas de longo prazo para a China, espera que o crescimento volte a cair nos pr\u00f3ximos meses, para bem abaixo de uma taxa anualizada de 8%, no primeiro trimestre. Alguns est\u00e3o at\u00e9 prevendo para o ano inteiro, um crescimento baixo, de at\u00e9 7,5%, em 2012.<\/p>\n<p>No entanto, h\u00e1\u00a0quase uma d\u00e9cada o Partido Comunista formulou a pol\u00edtica econ\u00f4mica na suposi\u00e7\u00e3o de que 8% de crescimento do PIB \u00e9 o m\u00ednimo necess\u00e1rio para evitar instabilidade social capaz de amea\u00e7ar o sistema unipartid\u00e1rio. Com a economia em desacelera\u00e7\u00e3o, o governo parece estar repensando essa f\u00f3rmula, embora n\u00e3o a premissa b\u00e1sica.<\/p>\n<p>Em coment\u00e1rios divulgados na semana passada, Yu Yongding, um economista acad\u00eamico e consultor do governo, disse que o crescimento de 7% a 8% do PIB seria aceit\u00e1vel, mas abaixo de 7% seria um sinal de uma crise econ\u00f4mica, ou mesmo de crise pol\u00edtica.<\/p>\n<p>&#8220;As autoridades ainda est\u00e3o claramente tentando navegar entre os perigos g\u00eameos de reestimular excessivamente a economia e fazer com que o atual desaquecimento se acentue perigosamente&#8221;, disse Stephen Green, economista do Standard Chartered. &#8220;Muitas autoridades acreditam que a economia precisa ser desalavancada e que China precisa se acostumar a uma taxa de crescimento mais baixa.&#8221;<\/p>\n<p>Os sinais s\u00e3o de que o ritmo de desacelera\u00e7\u00e3o da China ainda est\u00e1\u00a0dentro da zona de conforto do governo, e a maioria dos economistas acredita que Pequim ser\u00e1 capaz de engendrar um &#8220;pouso suave&#8221;, a uma taxa menor de crescimento de longo prazo acima desse novo n\u00edvel.<\/p>\n<p>A desacelera\u00e7\u00e3o tem sido gradual e em grande parte resultado de medidas para conter o cr\u00e9dito e esfriar a alta inflacion\u00e1ria. No entanto, embora Pequim tenha sido capaz de montar, tr\u00eas anos atr\u00e1s, um pacote de est\u00edmulo de 4 trilh\u00f5es yuans destinado a contrabalan\u00e7ar os efeitos da crise econ\u00f4mica mundial, parece n\u00e3o estar em condi\u00e7\u00f5es de repetir isso hoje.<\/p>\n<p>&#8220;A probabilidade e prov\u00e1vel efic\u00e1cia de um grande est\u00edmulo \u00e9 muito menor, agora que o governo ainda est\u00e1 enfrentando a ressaca da \u00faltima rodada de est\u00edmulo&#8221;, disse Huang Yiping, economista-chefe do Barclays Capital na China. Ele acredita que Pequim ser\u00e1 capaz de conseguir um crescimento pouco acima de 8% em 2012, mas v\u00ea riscos para essa previs\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;A China tem muitos governos locais pesadamente endividados e foi palco de uma extraordin\u00e1ria expans\u00e3o do cr\u00e9dito, que contribuiu para a forma\u00e7\u00e3o de grandes bolhas de ativos, especialmente no setor de habita\u00e7\u00e3o, nos \u00faltimos anos&#8221;, afirmou ele.<\/p>\n<p>Os maiores riscos para a economia originam-se dos dois setores que vem puxando o crescimento chin\u00eas nos \u00faltimos 10 anos &#8211; exporta\u00e7\u00f5es e im\u00f3veis residenciais.<\/p>\n<p>As exporta\u00e7\u00f5es para os EUA e a Europa desaceleraram no quarto trimestre do ano passado e a expectativa \u00e9 de que encolham bem mais, particularmente as detinadas \u00e0 Europa. A corre\u00e7\u00e3o no mercado imobili\u00e1rio residencial parece estar em curso, depois de quase dois anos de pol\u00edticas governamentais destinadas a frear a alta nos pre\u00e7os dos im\u00f3veis.<\/p>\n<p>A \u00e1rea de espa\u00e7o habitacional em constru\u00e7\u00e3o caiu 25% em dezembro, ao passo que a \u00e1rea vendida caiu 8,4%, em compara\u00e7\u00e3o com o ano anterior, frente a um crescimento m\u00e9dio de 12,9% no terceiro trimestre de 2011.<\/p>\n<p>Os investimentos imobili\u00e1rios respondem diretamente por cerca de 13% do PIB, de modo que um colapso no setor teria repercuss\u00f5es n\u00e3o apenas na China, mas tamb\u00e9m em pa\u00edses exportadores de commodities que dependem do setor de constru\u00e7\u00e3o civil chin\u00eas para seu pr\u00f3prio crescimento.<\/p>\n<p>Os motores de crescimento chin\u00eas est\u00e3o falhando e, por isso, o melhor que o governo pode esperar \u00e9\u00a0uma desacelera\u00e7\u00e3o gradual e ordenada.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>IBGE: Fam\u00edlias brasileiras gastam, no total, mais do que o governo com sa\u00fade<\/strong><\/p>\n<p><em>O Globo<\/em><\/p>\n<p>RIO \u2014 No ano em que a economia brasileira encolheu 0,3%, os gastos de fam\u00edlias e da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica com sa\u00fade subiram. A parcela de despesas com medicamentos, exames, consultas e os custos da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica com sal\u00e1rios e servi\u00e7os subiram de 8,3% do PIB, em 2008, para 8,8% produto, em 2009, revela Pesquisa das Contas Sat\u00e9lites do IBGE.<\/p>\n<p>Como nos anos anteriores, o brasileiro gastou mais do que o governo para ter acesso a bens e servi\u00e7os de sa\u00fade. Enquanto o Estado teve um disp\u00eandio de R$ 645,27 por pessoa, o gasto per capita ficou em R$ 835,65. No pa\u00eds, 55,4% das despesas foram arcadas pelas fam\u00edlias enquanto 43,6% foram cobertas pela administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica. \u00c9 a primeira vez que o IBGE calcula a despesa com sa\u00fade por pessoa. Do total consumido pelas fam\u00edlias, 8,1% corresponderam a gastos com sa\u00fade.<\/p>\n<p>Em pa\u00edses da Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE), no mesmo ano, o Estado respondeu por 72% das despesas com sa\u00fade, percentual que n\u00e3o varia muito nos \u00faltimos 20 anos. As exce\u00e7\u00f5es ficaram com Chile, M\u00e9xico e Estados Unidos. Diferentemente do Brasil, na conta dos pa\u00edses da OCDE a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica contabiliza tamb\u00e9m gastos com investimento (constru\u00e7\u00e3o de hospitais e compra de equipamentos).<\/p>\n<p>Para explicar o aumento de gastos com sa\u00fade apesar da retra\u00e7\u00e3o da economia, o gerente da Coordena\u00e7\u00e3o de Contas Nacionais do IBGE, Ricardo Montes Moraes, afirma que os gastos com consumo tendem a variar menos que a economia em geral e que o movimento \u00e9 comum em pa\u00edses que enfrentam recess\u00f5es.<\/p>\n<p>\u2014 Mas isso (o fato de as fam\u00edlias gastarem mais que o governo) \u00e9 algo que n\u00e3o \u00e9 comum e se deve ao fato de a sa\u00fade no Brasil ser t\u00e3o privatizada \u2014 afirma o gerente da Coordena\u00e7\u00e3o de Contas Nacionais do IBGE, Ricardo Montes Moraes.<\/p>\n<p>Em valores, a renda das atividades econ\u00f4micas relacionadas \u00e0 sa\u00fade somaram R$ 173,3 bilh\u00f5es, um crescimento de 2,7% frente ao ano anterior e uma desacelera\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a 2008, quando ela havia crescido 5,9%.<\/p>\n<p>Apesar de as fam\u00edlias gastarem mais, foi o governo que experimentou o maior crescimento de participa\u00e7\u00e3o entre 2008 e 2009 ocorreu com as despesas da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica os servi\u00e7os de sa\u00fade, sobretudo, aquelas ligadas ao Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) que chegaram a 5,6% ante 5,4%, da pesquisa anterior. Os gastos da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica passaram de 3,5% para 3,8% do produto, enquanto as das fam\u00edlias subiram de 4,7% para 4,9%.<\/p>\n<p>As despesas com medicamentos pelas fam\u00edlias corresponderam a 1,9% do PIB, um pequeno crescimento frente a 2008, quando correspondiam a 1,8%. Os medicamentos foram respons\u00e1veis por cerca de 22% do total de gastos com sa\u00fade. Os servi\u00e7os de sa\u00fade foram respons\u00e1veis por 64,8%.<\/p>\n<p>A participa\u00e7\u00e3o dos postos de trabalho das atividades de sa\u00fade no total de postos de trabalho no pa\u00eds passou de 4,4%, em 2007, para 4,5%, em 2009, o que significou um acr\u00e9scimo de 115 mil novas vagas criadas pelas atividades da sa\u00fade, segundo o IBGE.<\/p>\n<p>Apesar do gasto maior da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, isso n\u00e3o se refletiu no mercado de trabalho. A abertura de vagas caiu entre 2008 e 2009: com 58.961 postos a menos.<\/p>\n<p>Na contram\u00e3o, a sa\u00fade privada experimentou um crescimento nos postos de trabalho. As atividades de atendimento hospitalar (parte de interna\u00e7\u00e3o privada) e outras atividades relacionadas \u00e0\u00a0sa\u00fade (consultas e exames privados) tiveram ganho de vagas de 4.446 e 41.506 postos respectivamente. Os pesquisadores n\u00e3o sabem explicar se a redu\u00e7\u00e3o no n\u00famero de vagas est\u00e1 relacionada a servidores que se aposentaram e n\u00e3o tiveram a vaga reposta ou se houve aumento da contrata\u00e7\u00e3o de terceirizados.<\/p>\n<p>&#8211; A sa\u00fade pode estar perdendo postos diretos para indiretos &#8211; afirma Maria Angelica dos Santos, pesquisadora da Fiocruz.<\/p>\n<p>O IBGE pontua que o rendimento nominal dos profissionais da sa\u00fade p\u00fablica subiu entre 2008 e 2009, passando de R$ 27.904,88 para R$ 32.622,88 e que houve incremento do volume de servi\u00e7os prestados.<\/p>\n<p>&#8211; Houve a cria\u00e7\u00e3o de uma s\u00e9rie de servi\u00e7os que n\u00e3o existiam e que j\u00e1\u00a0que n\u00e3o havia a expertise eles foram contratados fora. Isso n\u00e3o ocorre somente com a sa\u00fade &#8211; acrescenta Roberto Olinto, da Coordena\u00e7\u00e3o de Contas do IBGE.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Aneel quer emitir outorgas de projetos de usinas<\/strong><\/p>\n<p><em>Valor Econ\u00f4mico<\/em><\/p>\n<p>A Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel) est\u00e1\u00a0disposta a assumir a responsabilidade de emitir outorgas dos novos projetos de usinas negociados nos leil\u00f5es de energia para evitar problemas com os atrasos no cronograma de obras e no in\u00edcio da gera\u00e7\u00e3o de energia. A diretoria da ag\u00eancia decidiu, ontem, levar o assunto ao do Minist\u00e9rio de Minas e Energia, que atualmente emite as outorgas, e \u00e0 Casa Civil.<\/p>\n<p>O diretor da Aneel, Juli\u00e3o Coelho, defende que a medida \u00e9\u00a0de &#8220;f\u00e1cil implementa\u00e7\u00e3o&#8221; e conta com amparo legal. Al\u00e9m disso, ele considera que a nova atribui\u00e7\u00e3o est\u00e1\u00a0 alinhada com as compet\u00eancias que j\u00e1\u00a0foram delegadas \u00e0\u00a0Aneel.<\/p>\n<p>Um levantamento feito por t\u00e9cnicos da ag\u00eancia mostrou que o prazo m\u00e9dio entre a homologa\u00e7\u00e3o do resultado do leil\u00e3o e a outorga emitida pelo minist\u00e9rio \u00e9 de sete meses. &#8220;Caso seja delegada \u00e0 Aneel, seria poss\u00edvel antecipar, pelo menos, em quatro meses as outorgas dessas autoriza\u00e7\u00f5es, com a consequente redu\u00e7\u00e3o do prazo de implanta\u00e7\u00e3o de novos empreendimentos&#8221;, afirmou o diretor.<\/p>\n<p>O excesso de burocracia no envio de um volume extenso de documentos ao minist\u00e9rio, associado \u00e0\u00a0demora tanto na an\u00e1lise do processo como na publica\u00e7\u00e3o da outorga, tem provocado constantes desgastes na rela\u00e7\u00e3o da ag\u00eancia com as empresas. O caso mais emblem\u00e1tico de atrasos na emiss\u00e3o de outorgas se deu em 2011 com as seis termel\u00e9tricas do Grupo Bertin, projetadas para o Nordeste.<\/p>\n<p>Na ocasi\u00e3o, a diretoria da Aneel foi obrigada a aceitar n\u00e3o punir o grupo, como prev\u00ea a legisla\u00e7\u00e3o, e conceder novo prazo para in\u00edcio do fornecimento de energia. O diretor Romeu Rufino disse, naquela \u00e9poca, que o empreendedor usou a estrat\u00e9gia de atribuir a culpa ao agente p\u00fablico, como forma de fugir da responsabilidade de cumprir o cronograma conforme estabelecido em contrato.<\/p>\n<p>Juli\u00e3o Coelho disse que a ag\u00eancia j\u00e1\u00a0 tem autonomia para assinar os contratos dos novos empreendimentos de transmiss\u00e3o. Isso foi poss\u00edvel, segundo ele, devido \u00e0\u00a0an\u00e1lise mais aprofundada da legisla\u00e7\u00e3o do setor que, por outro lado, n\u00e3o permitiu que o mesmo procedimento fosse adotado com os projetos de gera\u00e7\u00e3o. &#8220;A expedi\u00e7\u00e3o de outorga sem ter de enviar tudo isso ao MME n\u00e3o depende de uma interpreta\u00e7\u00e3o nossa, mas de uma delega\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia&#8221;, disse.<\/p>\n<p>A proposta de Juli\u00e3o Coelho ganhou respaldo dos demais diretores da ag\u00eancia que decidiram entregar pessoalmente um of\u00edcio ao Minist\u00e9rio de Minas e Energia com o intuito de sensibilizar o \u00f3rg\u00e3o para a quest\u00e3o. Edvaldo Santana, tamb\u00e9m diretor da ag\u00eancia, considera que as an\u00e1lises mais detalhadas devem ser enviadas ao minist\u00e9rio somente quando for outorga de grandes empreendimentos. &#8220;Acho que a gente n\u00e3o pode tratar um leil\u00e3o que tem 47 empreendimentos com o mesmo ritmo de um que tem uma usina s\u00f3, como a de Santo Ant\u00f4nio e Jirau. Isso \u00e9 imposs\u00edvel&#8221;, disse, referindo-se \u00e0s duas megausinas em constru\u00e7\u00e3o no rio Madeira, em Rond\u00f4nia.<\/p>\n<p>A discuss\u00e3o sobre a mudan\u00e7a no procedimento de emiss\u00e3o da outorga ocorreu durante a an\u00e1lise do edital de licita\u00e7\u00e3o de novas usinas que dever\u00e3o iniciar opera\u00e7\u00e3o em at\u00e9 tr\u00eas anos, o chamado leil\u00e3o A-3. A diretoria j\u00e1 prev\u00ea risco de novos problemas com atrasos com esses projetos, se a quest\u00e3o n\u00e3o for resolvida ainda no primeiro semestre.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Venda de im\u00f3vel residencial novo em SP cai 20% em 2011<\/strong><\/p>\n<p><em>O Estado de S. Paulo<\/em><\/p>\n<p>Depois de um boom nos quatro anos anteriores, as vendas de im\u00f3veis residenciais novos em S\u00e3o Paulo apresentaram forte queda em 2011. De acordo com o Sindicado da Habita\u00e7\u00e3o (Secovi), de janeiro a novembro do ano passado foram vendidas 24.491 unidades novas no Estado, n\u00famero 20,8% menor que os 30.909 im\u00f3veis comercializados em igual per\u00edodo de 2010. Foi o pior resultado depois de 2005, quando as vendas somaram 21.029 unidades em 11 meses.<\/p>\n<p>O n\u00famero de lan\u00e7amentos ficou praticamente estabilizado no mercado paulista. Foram lan\u00e7adas 30.587 unidades entre janeiro e novembro de 2011, o que representa ligeiro aumento de 1,3% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2010 (30.198 unidades).<\/p>\n<p>Para especialistas, os n\u00fameros de 2011 podem ser um sinal de que o mercado come\u00e7a a se estabilizar em um novo patamar de vendas.<\/p>\n<p>O economista-chefe do Secovi, Celso Petrucci, lembra que a an\u00e1lise da evolu\u00e7\u00e3o do mercado no ano passado deve levar em conta que 2010 foi um &#8220;ano fora da curva&#8221; ou seja, teve resultados excepcionais. Al\u00e9m disso, cita alguns fatores determinantes para a perda de ritmo do mercado imobili\u00e1rio.<\/p>\n<p>&#8220;Primeiro, o Brasil reduziu o crescimento do seu PIB (Produto Interno Bruto), de 7,5%, em 2010, para algo em torno de 3,5% no ano passado&#8221;, cita o economista. Al\u00e9m disso, em 2010 o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida ainda estava &#8220;rodando freneticamente&#8221;, e passou os primeiros seis meses de 2011 praticamente parado, enquanto o governo fazia a regulamenta\u00e7\u00e3o da fase dois do programa.<\/p>\n<p>Um terceiro fator negativo foi o agravamento da crise econ\u00f4mica mundial, principalmente na zona do euro. &#8220;Boas noticias favorecem o mercado, enquanto m\u00e1s noticias levam as pessoas a pensarem mais na hora da comprar um im\u00f3vel&#8221;, diz o economista. Aliado a tudo isso, o mercado promoveu forte recupera\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os dos im\u00f3veis entre 2009 e 2011.<\/p>\n<p>&#8220;Uma das leis mais b\u00e1sicas da economia reza que quanto maior o pre\u00e7o menor a demanda&#8221;, diz o economista Eduardo Zylberstajn, coordenador da pesquisa FipeZap, que acompanha a a evolu\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os dos im\u00f3veis nas principais regi\u00f5es metropolitanas do Pa\u00eds.<\/p>\n<p>Para ele, chama a aten\u00e7\u00e3o o fato de o n\u00famero de lan\u00e7amentos ter ficado est\u00e1vel no ano passado. &#8220;2010 foi um ano em que as vendas superaram os lan\u00e7amentos, e por isso os pre\u00e7os subiram muito&#8221;, diz o economista. Agora, os n\u00fameros est\u00e3o muito pr\u00f3ximos, indicando que o mercado pode estar perto de um novo ponto de equil\u00edbrio.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Popula\u00e7\u00e3o j\u00e1\u00a0 sente impactos da primeira barragem no Xingu<\/strong><\/p>\n<p><em>Pulsar Brasil<\/em><\/p>\n<p>A ilha em frente \u00e0\u00a0obra, onde passar\u00e1\u00a0 o barramento inciado no \u00faltimo final de semana, est\u00e1\u00a0sendo desmatada. A autoriza\u00e7\u00e3o para supress\u00e3o de vegeta\u00e7\u00e3o foi dada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama) e prev\u00ea a derrubada de 5 mil hectares de floresta.<\/p>\n<p>Moradores das comunidades e aldeias mais pr\u00f3ximas afirmam que ningu\u00e9m foi avisado do in\u00edcio da obra. De acordo com Movimento Xingu Vivo Para Sempre, muitos ribeirinhos e pequenos agricultores ainda n\u00e3o sa\u00edram de suas ilhas, casas ou comunidades.<\/p>\n<p>O ge\u00f3grafo Brent Millikan, coordenador da ONG International Rivers no Brasil, afirma que os impactos das ensecadeiras j\u00e1\u00a0amea\u00e7am o rio com a morte de peixes e contamina\u00e7\u00e3o da \u00e1gua. Outra preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9\u00a0com a navega\u00e7\u00e3o, j\u00e1\u00a0que barqueiros n\u00e3o sabem como atravessar as barragens.<\/p>\n<p>Segundo ind\u00edgenas da aldeia Arara da Volta Grande, a Norte Energia apresentou a proposta de um sistema de \u201ctransposi\u00e7\u00e3o\u201d das embarca\u00e7\u00f5es, feita por um guindaste que atravessaria os barcos para o outro lado do barramento. Barqueiros e ind\u00edgenas j\u00e1 afirmaram, no entanto, que isso n\u00e3o funcionaria com o tipo de embarca\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o, apenas se os barcos de pl\u00e1stico.<\/p>\n<p>O in\u00edcio do desvio das \u00e1guas do Xingu foi poss\u00edvel com a derrubada de uma liminar que proibia o Cons\u00f3rcio de Belo Monte de realizar quaisquer obras no leito do rio. Em meados de 2011, a Associa\u00e7\u00e3o dos Exportadores de Peixes Ornamentais de Altamira (Acepoat) impetrou uma A\u00e7\u00e3o Civil Publica argumentando que a usina acabar\u00e1 com a pesca na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>O mesmo juiz que deu a liminar em setembro reviu sua decis\u00e3o em dezembro, acatando o argumento da Norte Energia de que n\u00e3o haveria pesca ornamental no Xingu. A Acepoat ainda afirmou que recorrer\u00e1 da decis\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Desemprego na Am\u00e9rica Latina cai em 2011 \u00e0\u00a0menor taxa hist\u00f3rica<\/strong><\/p>\n<p><em>Ag\u00eancia Carta Maior<\/em><\/p>\n<p>O panorama do mercado de trabalho latino-americano e caribenho foi tra\u00e7ado pela Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT) em relat\u00f3rio divulgado nesta quinta-feira (12). De acordo com o documento, a taxa de desemprego na regi\u00e3o caiu de 7,3% para 6,8% de 2010 para 2011, alcan\u00e7ando o patamar mais baixo nesta pesquisa, feita com dados oficiais fornecidores pelos pa\u00edses.<\/p>\n<p>\u201cEste \u00e9 um avan\u00e7o muito positivo\u201d, diz o relat\u00f3rio, mencionando que no in\u00edcio do s\u00e9culo a regi\u00e3o conviveu com taxas superiores a 10%. \u201cO que vemos agora \u00e9 um reflexo de um ciclo positivo de crescimento econ\u00f4mico que dura mais de cinco anos e n\u00e3o se viu interrompido pelas crises.\u201d<\/p>\n<p>Pelo relat\u00f3rio, 700 mil pessoas conseguiram emprego e entraram para o mercado de trabalho na regi\u00e3o em 2011. O pa\u00eds com menor desemprego \u00e9 o Panam\u00e1, com taxa de 4,5% (era de 6,5% em 2010), seguido pela Rep\u00fablica Dominicana, onde, no entanto, a taxa subiu de 5% para 5,6%. Na ponta oposta e \u00fanicos com desemprego de dois d\u00edgitos, est\u00e3o situa\u00e7\u00e3o Jamaica (caiu de 12,6% para 12,5%) e Col\u00f4mbia (de 12,1% para 11,3%).<\/p>\n<p>A Col\u00f4mbia \u00e9\u00a0o \u00fanico pa\u00eds da Am\u00e9rica do Sul e um dos poucos na regi\u00e3o com um governo conservador e que, com a crise global, foi ao Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI).<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o da OIT, a evolu\u00e7\u00e3o observada em 2011 n\u00e3o deve se repetir 2012, ao menos com base no que \u00e9 poss\u00edvel dizer hoje diante do que se imagina para o ano. A crise da d\u00edvida de pa\u00edses da Europa e o baixo crescimento no continente devem impactar toda a economia global, ainda que em intensidades diferentes, e segurar em 6,8% a taxa de desemprego latino americano, na previs\u00e3o da OIT.<\/p>\n<p>No relat\u00f3rio, a entidade manifesta preocupa\u00e7\u00e3o com o fato de a crise da d\u00edvida na Europa estar sendo enfrentada com solu\u00e7\u00f5es que precarizam o mercado de trabalho &#8211; corte de direitos e redu\u00e7\u00e3o da prote\u00e7\u00e3o social. O problema seria a &#8220;m\u00e1 influ\u00eancia&#8221; daquelas decis\u00f5es em cora\u00e7\u00f5es e mentes latino-americanas.<\/p>\n<p>&#8220;Junto ao rigores da crise, est\u00e1\u00a0 o risco de cont\u00e1gio de essa vis\u00e3o de pol\u00edticas fiscais recessivas e de flexibiliza\u00e7\u00e3o trabalhista regressiva que j\u00e1 se aplicar\u00e3o na Am\u00e9rica Latina durante outras crises e que implicaram um aprofundamento do d\u00e9ficit de trabalho decente na regi\u00e3o&#8221;, diz o documento.<\/p>\n<p><strong>Qualidade<\/strong><\/p>\n<p>Pelo relat\u00f3rio da OIT, n\u00e3o foi apenas em termos quantitativos que o mercado de trabalho avan\u00e7ou na Am\u00e9rica Latina e Caribe em 2011, mas tamb\u00e9m do ponto de vista qualitativo. H\u00e1 mais trabalho decente e acesso \u00e0 seguridade social e sal\u00e1rios m\u00ednimos (\u201caumento vigoroso de 4,5%\u201d, segundo a OIT) e m\u00e9dios.<\/p>\n<p>Apesar dos avan\u00e7os apontados, a convers\u00e3o de percentual para n\u00famero de pessoas mostra que ainda existem 15,4 milh\u00f5es de desempregados na Am\u00e9rica Latina e Caribe, onde h\u00e1\u00a0 cerca de 225 milh\u00f5es de pessoas ocupadas. Contam-se ainda 93 milh\u00f5es de trabalhadores na informalidade, cujas condi\u00e7\u00f5es de trabalho s\u00e3o piores.<\/p>\n<p>Entre os jovens, h\u00e1\u00a0o dobro de desemprego comparado \u00e0\u00a0taxa geral e o triplo, frente \u00e0\u00a0taxa dos adultos. A participa\u00e7\u00e3o das pessoas de 15 a 24 anos no mercado de trabalho acumula uma queda de dois pontos percentuais desde o in\u00edcio do s\u00e9culo.<\/p>\n<p>E o que poderia parecer um dado negativo, a OIT avalia de forma oposta. Significa, diz a entidade, que os jovens est\u00e3o ficando mais tempo na escola, estudante, antes de procurar emprego.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\nONU v\u00ea\u00a0 crise pior e apela para ricos n\u00e3o &#8216;embarcarem&#8217; em arrocho\nAg\u00eancia Carta Maior\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2276\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-2276","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-AI","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2276","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2276"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2276\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2276"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2276"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2276"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}