{"id":22789,"date":"2019-04-10T07:25:02","date_gmt":"2019-04-10T10:25:02","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=22789"},"modified":"2019-04-12T20:30:34","modified_gmt":"2019-04-12T23:30:34","slug":"rio-de-janeiro-sob-terror-de-estado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/22789","title":{"rendered":"Rio de Janeiro sob terror de estado!"},"content":{"rendered":"\n<img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\"  alt=\"imagem\"  src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ep00.epimg.net\/brasil\/imagenes\/2019\/04\/08\/album\/1554753827_496771_1554757261_album_normal.jpg\"\/><!--more-->Nota da Comiss\u00e3o Pol\u00edtica Regional do PCB-RJ\n<\/p><p>\nUma fam\u00edlia que ia fazer uma visita num hospital em Guadalupe, na Zona Oeste do Rio de Janeiro teve seu carro metralhado por mais 80 tiros por parte de uma patrulha do Ex\u00e9rcito. O pai, m\u00fasico, morreu no local. M\u00e3e e filho de 7 anos conseguiram escapar. Um idoso foi baleado. Tudo isso porque os soldados acharam o carro &#8220;parecido&#8221; com o de bandidos que passariam pelo ponto em que estavam. \n<\/p><p>\nDentre os questionamentos cab\u00edveis a esta a\u00e7\u00e3o desastrosa seria o por qu\u00ea de tamanha viol\u00eancia contra um carro tido por eles, os militares, como suspeito? E mesmo que fosse um carro ocupado por criminosos, esta jamais deveria ser a abordagem. N\u00e3o existe, pelo menos n\u00e3o formalmente, a pena de morte no pa\u00eds, e mesmo se existisse, n\u00e3o s\u00e3o as for\u00e7as de seguran\u00e7a, militares ou civis, que efetuam o julgamento. Foi uma execu\u00e7\u00e3o sum\u00e1ria, um crime b\u00e1rbaro, injustific\u00e1vel por todos os aspectos.\n<\/p><p>\nEste n\u00e3o \u00e9 um fato isolado. Na \u00faltima semana um jovem de 19 anos foi morto numa blitz tamb\u00e9m do Ex\u00e9rcito no munic\u00edpio de S\u00e3o Jo\u00e3o de Meriti, na Baixada Fluminense, regi\u00e3o metropolitana do Estado do Rio. Ele estava na garupa de uma moto quando foi baleado pelas costas por um soldado. \n<\/p><p>\nO Ex\u00e9rcito n\u00e3o tem treinamento para patrulha, nem deveria cumprir esse tipo de miss\u00e3o. Mas os problemas v\u00e3o al\u00e9m. \u00c9 preciso buscar as m\u00faltiplas motiva\u00e7\u00f5es respons\u00e1veis por esse tipo de a\u00e7\u00e3o. Cabe lembrar que a\u00e7\u00f5es de militares e \u00f3rg\u00e3os de seguran\u00e7a que terminaram em mortes receberam, nas \u00faltimas semanas, congratula\u00e7\u00f5es e foram celebradas por Bolsonaro, o presidente e Doria, governador de S\u00e3o Paulo. Al\u00e9m disso, a\u00e7\u00f5es como execu\u00e7\u00f5es e abates s\u00e3o incentivadas por Witzel, governador do Rio e praticamente estimuladas pelo pacote de &#8220;seguran\u00e7a&#8221; do ministro Moro, que inclusive, em recente entrevista, declarou que a pol\u00edcia n\u00e3o precisa agir em leg\u00edtima defesa para poder efetuar disparos. \n<\/p><p>\nSer\u00e1 que essa &#8220;trag\u00e9dia&#8221; com mais de 80 tiros contra um carro foi ocasionada por surpresa ou violenta emo\u00e7\u00e3o? S\u00e3o justificativas cab\u00edveis segundo o pacote &#8220;anticrimes&#8221; de S\u00e9rgio Moro.\n<\/p><p>\nOs comunistas denunciam tais a\u00e7\u00f5es que fazem parte de uma pol\u00edtica de exterm\u00ednio da popula\u00e7\u00e3o negra, levada a cabo pelos atuais detentores do poder nas comunidades populares. Visam a intimidar trabalhadores pobres, moradores de favelas e bairros populares e os movimentos sociais e populares que continuam na luta contra o estado de \u00f3dio e intoler\u00e2ncia, institucionalizado, a partir de 1\u00ba de janeiro de 2019, no Brasil e, em particular, no Estado do Rio de Janeiro. \nPela desmilitariza\u00e7\u00e3o da seguran\u00e7a p\u00fablica!\nContra a criminaliza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores pobres e moradores de favelas e bairros populares!\n<\/p><p>\nABAIXO A VIOL\u00caNCIA DO ESTADO BRASILEIRO!\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/22789\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[244],"tags":[221,246],"class_list":["post-22789","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-violencia","tag-2a","tag-np"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-5Vz","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22789","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22789"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22789\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22789"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22789"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22789"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}