{"id":22876,"date":"2019-04-21T21:27:04","date_gmt":"2019-04-22T00:27:04","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=22876"},"modified":"2019-04-21T21:27:10","modified_gmt":"2019-04-22T00:27:10","slug":"cuba-segue-firme-contra-as-agressoes-dos-eua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/22876","title":{"rendered":"Cuba segue firme contra as agress\u00f5es dos EUA"},"content":{"rendered":"\n<img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\"  alt=\"imagem\"  src=\"https:\/\/i0.wp.com\/pt.granma.cu\/file\/img\/2019\/04\/medium\/f0016703.jpg\"\/><!--more-->A Revolu\u00e7\u00e3o Cubana reitera sua firme determina\u00e7\u00e3o de enfrentar a escalada agressiva dos Estados Unidos\n<\/p><p>\nGranma\ninternet@granma.cu\n<\/p><p>\nDECLARA\u00c7\u00c3O DO GOVERNO REVOLUCION\u00c1RIO\n<\/p><p>\nEm 17 de abril se completa mais um anivers\u00e1rio do in\u00edcio da agress\u00e3o militar pela Ba\u00eda dos Porcos, em 1961. A resposta decisiva do povo cubano em defesa da revolu\u00e7\u00e3o e do socialismo, resultou em apenas de 72 horas, a primeira derrota militar do imperialismo \u00e9 cumprida na Am\u00e9rica.\n<\/p><p>\nCuriosamente, \u00e9 a data escolhida pelo atual governo dos Estados Unidos para anunciar a ado\u00e7\u00e3o de novas medidas de agress\u00e3o contra Cuba e refor\u00e7ar a aplica\u00e7\u00e3o da Doutrina Monroe.\n<\/p><p>\nO Governo Revolucion\u00e1rio rejeita nos termos mais fortes a decis\u00e3o de permitir, doravante, que sejam tomadas medidas em tribunais norte-americanos com a\u00e7\u00f5es judiciais contra entidades cubanas e estrangeiras fora da jurisdi\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos, e endurecer os impedimentos \u00e0 entrada nos Estados Unidos de gerentes e parentes das empresas que investem legitimamente em Cuba, em propriedades que foram nacionalizadas. S\u00e3o a\u00e7\u00f5es sob a lei Helms-Burton, que foram rejeitadas h\u00e1 muito tempo pela comunidade internacional, que a na\u00e7\u00e3o cubana condenou desde a sua promulga\u00e7\u00e3o e implementa\u00e7\u00e3o em 1996, e cujo principal objetivo \u00e9 impor o dom\u00ednio colonial o nosso pa\u00eds.\n<\/p><p>\nTamb\u00e9m repudia a decis\u00e3o de voltar a limitar as remessas que os cubanos que vivem nos EUA enviam aos seus parentes e amigos, de restringir ainda mais as viagens de cidad\u00e3os norte-americanos a Cuba, e para implementar san\u00e7\u00f5es financeiras adicionais.\n<\/p><p>\nCuba enfaticamente rejeita as refer\u00eancias ao fato de que aqui houve ataques contra diplomatas norte-americanos.\n<\/p><p>\nEles fingem justificar suas a\u00e7\u00f5es, como \u00e9 costume, com mentiras e chantagens.\n<\/p><p>\nO general-de-ex\u00e9rcito Raul Castro disse em 10 de abril: \u00abCuba \u00e9 culpada por todos os males, usando mentiras no pior estilo da propaganda de Hitler\u00bb.\n<\/p><p>\nPara esconder e justificar o evidente fracasso da sinistra manobra de golpe para designar, a partir de Washington, um \u00abpresidente\u00bb usurpador para a Venezuela, o governo dos Estados Unidos lan\u00e7a m\u00e3o novamente das cal\u00fanias.\n<\/p><p>\nCuba \u00e9 acusada de ser respons\u00e1vel pela for\u00e7a e firmeza que demonstraram o governo chavista bolivariano e o povo daquele pa\u00eds e a uni\u00e3o civil-militar que defende a soberania de sua na\u00e7\u00e3o. E mente descaradamente quando alegam que Cuba mant\u00e9m milhares de militares e pessoal de seguran\u00e7a na Venezuela, influenciando e determinando o que est\u00e1 acontecendo naquele pa\u00eds irm\u00e3o.\n<\/p><p>\n\u00c9 c\u00ednico culpar Cuba pela situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e social enfrenta a Venezuela, ap\u00f3s anos de san\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas brutais, concebidas e aplicadas pelos Estados Unidos e v\u00e1rios aliados, apenas para sufocar economicamente e gerar sofrimento na popula\u00e7\u00e3o.\n<\/p><p>\nWashington chega ao ponto de pressionar os governos de pa\u00edses terceiros a tentar convencer Cuba a retirar esse suposto e implaus\u00edvel apoio militar e de seguran\u00e7a, e at\u00e9 a parar de prestar apoio e solidariedade \u00e0 Venezuela.\n<\/p><p>\nO atual governo dos Estados Unidos \u00e9 reconhecido, em seu pr\u00f3prio pa\u00eds e internacionalmente, pela tend\u00eancia inescrupulosa de usar a mentira como recurso de pol\u00edtica interna e externa. \u00c9 um h\u00e1bito que est\u00e1 de acordo com antigas pr\u00e1ticas do imperialismo.\n<\/p><p>\nAs imagens do presidente George W. Bush, com o apoio do atual Conselheiro de Seguran\u00e7a Nacional, John Bolton, ainda est\u00e3o frescas, mentindo indecorosamente sobre supostas armas de destrui\u00e7\u00e3o em massa no Iraque, uma fal\u00e1cia que serviu de pretexto para invadir esse pa\u00eds do Oriente M\u00e9dio.\n<\/p><p>\nA hist\u00f3ria tamb\u00e9m registra a explos\u00e3o do encoura\u00e7ado Maine em Havana e o incidente auto-infligido no Golfo de Tonkin, epis\u00f3dios que serviram de pretexto para desencadear guerras de viol\u00eancia em Cuba e no Vietn\u00e3.\n<\/p><p>\nN\u00e3o devemos esquecer que os Estados Unidos usaram a falsa ins\u00edgnia cubana, pintada nos avi\u00f5es que realizaram os bombardeios no prel\u00fadio da agress\u00e3o da Ba\u00eda dos Porcos, para esconder que eram na verdade norte-americanos.\n<\/p><p>\nDeve ficar claro que as cal\u00fanias dos Estados Unidos dependem de uma mentira total e deliberada. Seus servi\u00e7os de intelig\u00eancia t\u00eam evid\u00eancias mais do que suficientes, provavelmente mais do que qualquer outro Estado, para saber que Cuba n\u00e3o tem tropas ou participa de opera\u00e7\u00f5es militares ou de seguran\u00e7a na Venezuela, embora seja um direito soberano de dois pa\u00edses independentes determinar como cooperar no setor de defesa, o que n\u00e3o corresponde aos EUA por em causa.\n<\/p><p>\nAquele que acusa mant\u00e9m mais de 250 mil soldados, em 800 bases militares no exterior, uma parte deles em nosso hemisf\u00e9rio.\n<\/p><p>\nSeu governo tamb\u00e9m sabe que, como Cuba declarou publicamente e repetidamente, os cerca de 20 mil colaboradores cubanos, mais de 60% de mulheres, cumprem na na\u00e7\u00e3o latino-americana as mesmas tarefas que atualmente s\u00e3o realizadas por outros 11 mil profissionais de nosso pa\u00eds em 83 na\u00e7\u00f5es: contribuir para a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os sociais b\u00e1sicos, principalmente de sa\u00fade, reconhecidos pela comunidade internacional.\n<\/p><p>\nDeve ficar tamb\u00e9m absolutamente claro que a firme solidariedade com a irm\u00e3 Rep\u00fablica Bolivariana da Venezuela \u00e9 um direito de Cuba como Estado soberano e \u00e9 tamb\u00e9m um dever que faz parte da tradi\u00e7\u00e3o e dos princ\u00edpios inalien\u00e1veis \u200b\u200bda pol\u00edtica externa da Revolu\u00e7\u00e3o Cubana.\n<\/p><p>\nNenhuma amea\u00e7a de repres\u00e1lia contra Cuba, nenhum ultimato ou chantagem do atual governo dos EUA desviar\u00e1 o comportamento internacionalista da na\u00e7\u00e3o cubana, apesar dos devastadores danos humanos e econ\u00f4micos causados \u200b\u200bpelo bloqueio genocida ao nosso povo.\n<\/p><p>\nVale a pena lembrar que a amea\u00e7a e o ultimato ao estilo da m\u00e1fia j\u00e1 foram usados \u200b\u200bno passado quando o esfor\u00e7o internacionalista de Cuba apoiou os movimentos de liberta\u00e7\u00e3o na \u00c1frica, enquanto os Estados Unidos apoiavam o opressivo regime do apartheid. Pretendia-se que Cuba renunciasse aos seus compromissos de solidariedade com os povos africanos, em troca de promessas de perd\u00e3o, como se a Revolu\u00e7\u00e3o tivesse de ser perdoada pelo imperialismo.\n<\/p><p>\nNaquela \u00e9poca, Cuba rejeitou a chantagem, como rejeita hoje, com o maior desprezo.\n<\/p><p>\nO general-de-ex\u00e9rcito, Raul Castro, lembrou em 10 de abril: \u00abEm 60 anos, diante das agress\u00f5es e amea\u00e7as, os cubanos mostraram a vontade de resistir e superar as circunst\u00e2ncias mais dif\u00edceis. Apesar de seu imenso poder, o imperialismo n\u00e3o possui a capacidade de romper a dignidade de um povo unido, orgulhoso de sua hist\u00f3ria e da liberdade conquistada por tanto sacrif\u00edcio\u00bb.\n<\/p><p>\nO governo cubano apela a todos os membros da comunidade internacional e aos cidad\u00e3os norte-americanos para que parem com a escalada irracional e a pol\u00edtica de hostilidade e agress\u00e3o do governo de Donald Trump. Os Estados membros das Na\u00e7\u00f5es Unidas justamente ano ap\u00f3s ano, reivindicam quase por unanimidade o fim desta guerra econ\u00f4mica. Os povos e governos de nossa regi\u00e3o devem fazer prevalecer os princ\u00edpios da Proclama\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica Latina e do Caribe como Zona de Paz para o benef\u00edcio de todos.\n<\/p><p>\nO presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros Miguel D\u00edaz-Canel Berm\u00fadez declarou em 13 de abril: \u00abCuba continua confiando em suas for\u00e7as, em sua dignidade e tamb\u00e9m na for\u00e7a e dignidade de outras na\u00e7\u00f5es soberanas e independentes. Mas continua acreditando tamb\u00e9m no povo norte-americano, na P\u00e1tria de Lincoln, que sente vergonha daqueles que agem fora da lei universal, em nome de toda a na\u00e7\u00e3o norte-americana\u00bb.\n<\/p><p>\nMais uma vez, Cuba repudia mentiras e amea\u00e7as e reitera que sua soberania, independ\u00eancia e compromisso com a causa dos povos da Am\u00e9rica Latina e do Caribe n\u00e3o s\u00e3o negoci\u00e1veis.\n<\/p><p>\nDois dias antes de comemorar o 58\u00ba anivers\u00e1rio da vit\u00f3ria de Playa Gir\u00f3n, um ponto hist\u00f3rico da geografia nacional onde as for\u00e7as mercen\u00e1rias impulsionadas pelo imperialismo morderam o p\u00f3 da derrota, a Revolu\u00e7\u00e3o Cubana reitera sua firme determina\u00e7\u00e3o de enfrentar e prevalecer diante da escalada agressiva dos Estados Unidos.\n<\/p><p>\nHavana, 17 de abril de 2019.\n<\/p><p>\nPhoto: Juvenal Bal\u00e1n\n<\/p><p>\nhttp:\/\/pt.granma.cu\/cuba\/2019-04-18\/a-revolucao-cubana-reitera-sua-firme-determinacao-de-enfrentar-a-escalada-agressiva-dos-estados-unidos\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/22876\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[47],"tags":[233],"class_list":["post-22876","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c57-revolucao-cubana","tag-6a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-5WY","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22876","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22876"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22876\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22876"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22876"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22876"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}