{"id":22883,"date":"2019-04-22T21:22:19","date_gmt":"2019-04-23T00:22:19","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=22883"},"modified":"2019-04-22T21:22:25","modified_gmt":"2019-04-23T00:22:25","slug":"ainda-ouco-essa-voz-que-o-tempo-nao-vai-levar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/22883","title":{"rendered":"Ainda ou\u00e7o essa voz que o tempo n\u00e3o vai levar"},"content":{"rendered":"\n<img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\"  alt=\"imagem\"  src=\"https:\/\/i0.wp.com\/boitempoeditorial.files.wordpress.com\/2019\/04\/milton-sentin.jpg\"\/><!--more-->Blog da Boitempo\n<\/p><p>\nPor Mauro Luis Iasi\n<\/p><p>\n\u201cMorte vela sentinela sou\nDo corpo desse meu irm\u00e3o que j\u00e1 se foi\nRevejo nessa hora tudo que aprendi,\nmem\u00f3ria n\u00e3o morrer\u00e1\n<\/p><p>\nLonge, longe, ou\u00e7o essa voz\nQue o tempo n\u00e3o vai levar\u201d\n<\/p><p>\nFernando Brant\/Milton Nascimento\n<\/p><p>\n\u201cTempo, espa\u00e7o,\nvida nem morte \u00e9 a resposta.\nE de homens procurando o bem,\nFazendo o mal.\u201d\n<\/p><p>\nErza Pound\n<\/p><p>\nNo cora\u00e7\u00e3o destes tempos sombrios somos acometidos por um fen\u00f4meno arrasador: alguns artistas que nos s\u00e3o muito caros fazem declara\u00e7\u00f5es desconcertantes a favor do fascista buf\u00e3o na presid\u00eancia somando-se \u00e0 lama f\u00e9tida da barb\u00e1rie. O car\u00e1ter desconcertante de tais atos se d\u00e1, em parte, pela import\u00e2ncia que este ou aquele artista teve na constru\u00e7\u00e3o de nossa consci\u00eancia e nossa sensibilidade, que nos leva exatamente no sentido oposto. Da\u00ed o estranhamento e a sensa\u00e7\u00e3o de trai\u00e7\u00e3o.\n<\/p><p>\nA lista n\u00e3o \u00e9 pequena e n\u00e3o \u00e9 minha intens\u00e3o enumerar estes personagens, mas, apenas como exemplo, podemos falar de Fagner, Samuel Rosa, Lob\u00e3o, Djavan e, mais recentemente, Nana Caymmi que de maneira grosseira e vulgar criticou Caetano, Gil e Chico, declarando sua confian\u00e7a no miliciano a servi\u00e7o das for\u00e7as do mal.\n<\/p><p>\nNossa primeira rea\u00e7\u00e3o \u00e9, compreensivelmente, a raiva, seguida da vontade de retir\u00e1-los imediatamente de nossas playlists. Ainda que compreenda esta rea\u00e7\u00e3o, vamos nos propor a refletir um pouco mais sobre o assunto.\n<\/p><p>\nO que \u00e9 falso? Aquele momento de sensibilidade que nos tocou? A manifesta\u00e7\u00e3o brutal de apoio a uma personagem que declara seu amor \u00e0 ditadura e a tortura? Devemos come\u00e7ar por dizer que ambas s\u00e3o partes constituintes da verdade e revelam aspectos da personalidade e consci\u00eancia destes artistas. Ocorre que a identifica\u00e7\u00e3o pela arte vem com uma boa dose de idealiza\u00e7\u00e3o que sempre acoberta e aplaina a contraditoriedade da pessoa por tr\u00e1s do artista. Como pode quem cantou Sentinela com Milton Nascimento apoiar o obscurantismo e a viol\u00eancia das classes dominantes?\n<\/p><p>\nPodemos somar este estranhamento a muitos casos. Como pode quem cantou como cantou em seus poemas, a vida e a luta, acabar miseravelmente apoiando os tucanos degenerados como fez Ferreira Gullar? Um dos mais belos poemas sobre os desaparecidos \u00e9 do poeta Affonso Romano de Sant\u2019Anna, quem em 1990 aceitou presidir a Funda\u00e7\u00e3o Biblioteca Nacional a convite do governo Collor. At\u00e9 Drummond, nosso querido poeta, aceitou emprestar seu prest\u00edgio ao Ministro Capanema quando no governo Vargas tentava atrair a intelectualidade.\n<\/p><p>\nAnalisando o fazer po\u00e9tico, que podemos estender para outras formas art\u00edsticas, Haroldo de Campos nos diz que o poeta lan\u00e7a metade da laranja em sua obra, a outra metade guarda com ele. Quando lemos o poema e nos identificamos \u00e9 porque somamos \u00e0 metade de nossa pr\u00f3pria laranja. Para que isso ocorra, a obra art\u00edstica tem que se desprender da particularidade de seu autor, alcan\u00e7ar uma certa genericidade. Luk\u00e1cs est\u00e1 convencido de que a arte \u00e9 uma daquelas media\u00e7\u00f5es que traz a possibilidade de se elevar do cotidiano expressando uma manifesta\u00e7\u00e3o universal. Ora, esta abstra\u00e7\u00e3o, exatamente pelo seu potencial universal, n\u00e3o pode carregar inteira a laranja do seu criador.\n<\/p><p>\nAcreditamos de forma prec\u00e1ria que as manifesta\u00e7\u00f5es da consci\u00eancia de um artista, quando, por exemplo, nos tocam por uma sensibilidade humanista ou um compromisso com os que s\u00e3o explorados s\u00e3o express\u00e3o de um compromisso de classe que pode n\u00e3o existir no criador. Sabemos que n\u00e3o h\u00e1 uma conex\u00e3o mec\u00e2nica entre a posi\u00e7\u00e3o de classe e a consci\u00eancia e isso \u00e9 fundamental no fen\u00f4meno que analisamos. Diz Luk\u00e1cs:\n<\/p><p>\nPor mais que o artista, como todo homem, seja determinado ideologicamente pela base econ\u00f4mica pr\u00f3pria de sua classe, ele tamb\u00e9m pode, como todo homem, em termos abstratos, voltar-se contra ela. (Luk\u00e1cs, G. A ontologia do ser social II. S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2013, p.773-774)\n<\/p><p>\nEsta possibilidade, que de certa maneira \u00e9 um desenvolvimento interessante no pensamento do marxista h\u00fangaro se considerarmos o acalorado debate com Sartre, leva a probabilidade do \u201capelo figurado do homem que busca ultrapassar a sua pr\u00f3pria particularidade\u201d possa atrav\u00e9s da arte, dependendo das circunst\u00e2ncias, \u201ctornar-se pioneira da generidade para si\u201d, relativizando as press\u00f5es ideol\u00f3gicas de sua condi\u00e7\u00e3o de classe (idem, p. 774). Mais claramente ainda o autor afirma em seguida: \u201ca possibilidade de uma exterioriza\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica significativa que contradiz estritamente a dire\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica fundamental da classe a que pertence o seu autor\u201d (idem, ibidem).\n<\/p><p>\nDe modo geral os artistas ocupam os segmentos m\u00e9dios da sociedade, uns com origens mais populares, outros com la\u00e7os com classes dominantes. \u00c9 caracter\u00edstico dos segmentos m\u00e9dios a oscila\u00e7\u00e3o entre os universos valorativos das camadas prolet\u00e1rias e das classes dominantes, fazendo com sua consci\u00eancia seja, via de regra, um ser comp\u00f3sito e bizarro. O elevar-se em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 universalidade, tornado poss\u00edvel na exterioriza\u00e7\u00e3o da obra art\u00edstica, n\u00e3o apaga seu pertencimento de classe, abrindo a possibilidade de contradi\u00e7\u00f5es compreens\u00edveis.\n<\/p><p>\nCompreender estas determina\u00e7\u00f5es n\u00e3o significa desautorizar nossa indigna\u00e7\u00e3o, mas pode nos abrir uma possibilidade interessante. Estamos falando da aliena\u00e7\u00e3o e, como sabemos, a aliena\u00e7\u00e3o tem v\u00e1rias dimens\u00f5es. Ela \u00e9 externa\u00e7\u00e3o (Ent\u00e4usserung) que se manifesta em um processo de objetiva\u00e7\u00e3o (Vergegenst\u00e4ndigung), abrindo a possibilidade de um distanciamento (Distanzierung). Ora, a obra art\u00edstica \u00e9 a externa\u00e7\u00e3o da subjetividade do artista, mas ela \u00e9 a objetiva\u00e7\u00e3o em algo que dele se distancia, sem o que a possibilidade de universalidade, pr\u00f3pria de toda arte verdadeira, poderia se dar. No interior deste movimento, o que fica abstra\u00eddo \u00e9 a particularidade do sujeito, ainda que tra\u00e7os essenciais de sua subjetividade migrem para a objetiva\u00e7\u00e3o art\u00edstica.\n<\/p><p>\nQuando a metade da laranja encontra a nossa subjetividade, produz uma nova s\u00edntese e, de certa maneira, permite o nosso elevar-se em dire\u00e7\u00e3o ao gen\u00e9rico. Isso significa que a base da identifica\u00e7\u00e3o \u00e9 o potencial de generidade do artista que encontra a nossa possibilidade. A verdade da laranja n\u00e3o est\u00e1 nele ou em n\u00f3s, mas acima de n\u00f3s, na dimens\u00e3o abstrata da universalidade humana.\n<\/p><p>\nUm exemplo. Minha gera\u00e7\u00e3o viveu o final da ditadura ouvindo Chico Buarque, Vandr\u00e9, mas tamb\u00e9m Caetano. Para minha consci\u00eancia em forma\u00e7\u00e3o foi t\u00e3o importante o \u201cPara n\u00e3o dizer que n\u00e3o falei em flores\u201d (Vandr\u00e9), o \u201cFuneral de um lavrador\u201d (Chico Buarque sobre a letra de Jo\u00e3o Cabral) como \u201cAlegria, alegria\u201d de Caetano. A\u00ed vem Roberto Schwarz com sua cr\u00edtica arrasadora, acompanhado do incr\u00edvel Henfil descascando o comportamento \u201codara\u201d do baiano. Que devia fazer? Fazer de conta que os versos e o comportamento do compositor baiano n\u00e3o me tocavam na dimens\u00e3o mais universal, inclusive servindo decisivamente a minha rebeldia e compromisso pol\u00edtico? Seria poss\u00edvel amar Caetano e Belchior? Se para o of\u00edcio dos cr\u00edticos isso era tarefa dif\u00edcil (e eu respeito profundamente este of\u00edcio), quero dizer que para n\u00f3s\u2026 n\u00e3o. Caminh\u00e1vamos contra o vento, sem len\u00e7o e sem documento, vivendo nossas alucina\u00e7\u00f5es nas coisas reais, caminhando e cantando e lutando contra a ditadura, porque tudo que se elevava ao humano se chocava contra o que \u00e9 anti-humano.\n<\/p><p>\nTeria d\u00favida em guiar meu posicionamento pol\u00edtico pelo julgamento de Caetano, mas n\u00e3o hesitaria um segundo em abra\u00e7\u00e1-lo em profunda gratid\u00e3o pelos bordados costurados em minha alma pela agulha fina de sua voz e sua poesia. Se enquanto pessoa ele briga com Belchior (ou Belchior com ele), na dimens\u00e3o da humanidade que me comp\u00f5e se encontram e riem destas pequenas desaven\u00e7as.\n<\/p><p>\nMart\u2019n\u00e1lia pediu, com raz\u00e3o, para algu\u00e9m mandar a Nana calar a boca. Certo, ouvindo o que ela disse, posso cumprir esta miss\u00e3o. Mas, como poderia mandar que se cale a voz que cantou Cais? Ocorre que n\u00e3o preciso, aquela voz e a m\u00fasica que a carrega n\u00e3o pertencem mais totalmente \u00e0 pessoa, alienaram-se, objetivaram-se, vivem numa outra dimens\u00e3o acima dos direitos autorais e da propriedade das coisas, alojaram-se na universalidade poss\u00edvel nestes tempos de barb\u00e1rie.\n<\/p><p>\nEm certos momentos em que nos sentimos muito sozinhos, com medo, quando os fantasmas do destino nos procuram, vozes invis\u00edveis nos salvam, cantarolando em nossos ouvidos: \u201cpode ser a depress\u00e3o\u2026 mas n\u00e3o tente se matar, pelo menos esta noite n\u00e3o\u201d.\n<\/p><p>\nVeja, Lob\u00e3o \u00e9 uma express\u00e3o evidente de decad\u00eancia e degenera\u00e7\u00e3o, mas seus versos e sua voz se projetam para al\u00e9m dele. Talvez o que tenhamos dificuldade em aceitar \u00e9 que mesmo os mais babacas t\u00eam um lado humano, assim como aqueles que julg\u00e1vamos mais humanos t\u00eam seu lado babaca. Como n\u00f3s. H\u00e1 exce\u00e7\u00f5es, evidentemente, como o Roger que \u00e9 quase um babaca perfeito.\n<\/p><p>\nA segunda ep\u00edgrafe \u00e9 de Erza Pound, que nasceu nos EUA e viveu na It\u00e1lia, que como dizia era poeta, por isso \u201cbebia da vida como homens menores bebem vinho\u201d, que por seu \u00f3dio contra a arrog\u00e2ncia estadunidense acabou apoiando o fascismo italiano na segunda guerra. No final de sua vida disse: \u201cminhas intens\u00f5es eram boas, mas enganei-me na maneira de alcan\u00e7\u00e1-las. Fui um est\u00fapido. Conhecimento me chegou tarde demais\u201d. Por conta de suas transmiss\u00f5es radiof\u00f4nicas contra os EUA na guerra, foi preso, considerado insano e internado em um hosp\u00edcio. Seus poemas v\u00e3o muito al\u00e9m de seu destino tr\u00e1gico ou suas lament\u00e1veis escolhas pol\u00edticas. \u201cVinde minhas can\u00e7\u00f5es\u201d, disse ele em um poema, \u201cvamos arranjar bastantes desafetos\u201d(\u2026) \u201carmemo-nos contra este mar de vulgaridades\u201d. N\u00e3o se pode separar o poema do poeta, mas \u00e9 poss\u00edvel gostar do poema sem gostar das escolhas pessoais dos poetas, pois, como disse Chico Buarque:\n<\/p><p>\n\u201cMesmo que os cantores sejam falsos como eu\nSer\u00e3o bonitas, n\u00e3o importa\nS\u00e3o bonitas as can\u00e7\u00f5es\nMesmo miser\u00e1veis os poetas\nOs seus versos ser\u00e3o bons\u201d\n<hr>\nMauro Iasi na TV Boitempo\n<\/p><p>\nNo Caf\u00e9 Bolchevique da TV Boitempo, Mauro Iasi apresenta conceitos-chave da tradi\u00e7\u00e3o marxista a partir de reflex\u00f5es sobre acontecimentos da conjuntura pol\u00edtica e social recente no Brasil e no mundo. Se inscreva no canal aqui e venha tomar este caf\u00e9 conosco!\n<hr>\nMauro Iasi \u00e9 professor adjunto da Escola de Servi\u00e7o Social da UFRJ, pesquisador do NEPEM (N\u00facleo de Estudos e Pesquisas Marxistas), do NEP 13 de Maio e membro do Comit\u00ea Central do PCB. \u00c9 autor do livro O dilema de Hamlet: o ser e o n\u00e3o ser da consci\u00eancia (Boitempo, 2002) e colabora com os livros Cidades rebeldes: Passe Livre e as manifesta\u00e7\u00f5es que tomaram as ruas do Brasil e Gy\u00f6rgy Luk\u00e1cs e a emancipa\u00e7\u00e3o humana (Boitempo, 2013), organizado por Marcos Del Roio. Colabora para o Blog da Boitempo mensalmente, \u00e0s quartas. Na TV Boitempo, apresenta o Caf\u00e9 Bolchevique, um encontro mensal para discutir conceitos-chave da tradi\u00e7\u00e3o marxista a partir de reflex\u00f5es sobre a conjuntura.\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/22883\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[50],"tags":[221],"class_list":["post-22883","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c61-cultura-revolucionaria","tag-2a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-5X5","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22883","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22883"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22883\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22883"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22883"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22883"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}