{"id":22914,"date":"2019-04-26T22:57:53","date_gmt":"2019-04-27T01:57:53","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=22914"},"modified":"2019-04-26T22:58:16","modified_gmt":"2019-04-27T01:58:16","slug":"washington-monta-guerra-colonial-na-america-latina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/22914","title":{"rendered":"Washington monta guerra colonial na Am\u00e9rica Latina"},"content":{"rendered":"\n<img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\"  alt=\"imagem\"  src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.resistir.info\/eua\/imagens\/elliot_abrams2.jpg\"\/><!--more-->por Jos\u00e9 Goul\u00e3o\n<\/p><p>\nOs acontecimentos sucedem-se em cascata nos \u00faltimos dias tendo como alvos a Venezuela e, por arrastamento, a Nicar\u00e1gua e Cuba \u2013 a &#8220;troika da tirania&#8221;, citando o triunvirato fascista que comanda Trump: Michael Pompeo, John Bolton e Michael Pence. Os movimentos militares n\u00e3o est\u00e3o apenas em cima das mesas de conspira\u00e7\u00e3o, conforme reconhece a pr\u00f3pria CNN, as san\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas e pol\u00edticas multiplicam-se, as ondas de choque extravasam em muito a regi\u00e3o latino-americana e desconcertam at\u00e9 alguns dos mais fi\u00e9is s\u00faditos de Washington, como a Uni\u00e3o Europeia. \n<\/p><p>\nA CNN, citando fontes pr\u00f3prias do interior do establishment norte-americano, revelou a exist\u00eancia de atividades militares orientadas para a Am\u00e9rica Central e do Sul resultantes da coordena\u00e7\u00e3o do Estado Maior conjunto do Pent\u00e1gono com o Comando Sul (SouthCom), aprofundando a intera\u00e7\u00e3o com pa\u00edses vizinhos \u2013 sobretudo Col\u00f4mbia e Brasil. De acordo com as mesmas fontes, trata-se de dissuadir a alegada penetra\u00e7\u00e3o da R\u00fassia e da China na regi\u00e3o, que recentemente o secret\u00e1rio de Estado Michael Pompeo qualificou como &#8220;uma provoca\u00e7\u00e3o&#8221;, al\u00e9m de, imagine-se, uma &#8220;inger\u00eancia nos assuntos internos&#8221; da Venezuela. \n<\/p><p>\nTais raz\u00f5es ser\u00e3o v\u00e1lidas apenas para consumo propagand\u00edstico e agita\u00e7\u00e3o de fantasmas; porque, em termos pr\u00e1ticos, o que continua a ganhar forma, depois do espa\u00e7o dado \u00e0 voca\u00e7\u00e3o &#8220;humanit\u00e1ria&#8221;, s\u00e3o os preparativos de uma agress\u00e3o militar norte-americana contra a Venezuela, que Washington continua a preferir por procura\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, atrav\u00e9s de ex\u00e9rcitos e mercen\u00e1rios alheios. As movimenta\u00e7\u00f5es militares, especialmente navais, serviriam de enquadramento das opera\u00e7\u00f5es ofensivas e teriam igualmente aspecto intimidat\u00f3rio. \n<\/p><p>\nOs sinais de reativa\u00e7\u00e3o da op\u00e7\u00e3o militar coincidem com os fracassos sucessivos de outras formas de desestabiliza\u00e7\u00e3o da Venezuela testadas desde que o vice-presidente dos Estados Unidos, Michael Pence, telefonou a Juan Guaid\u00f3 para este se autodesignar &#8220;presidente interino&#8221; da Venezuela, em 23 de janeiro. \n<\/p><p>\nUm m\u00eas depois registrou-se o fracasso estrondoso da interven\u00e7\u00e3o contra Caracas a partir da Col\u00f4mbia, sob capa de &#8220;ajuda humanit\u00e1ria&#8221;, que acabou por se virar contra os promotores e deixar Guaid\u00f3 em maus len\u00e7\u00f3is perante os patrocinadores de Washington. \n<\/p><p>\nMais recentemente, em 6 de abril, esteve programado o in\u00edcio de um &#8220;levante de massas&#8221; atrav\u00e9s da Venezuela, que deveria ir ganhando proje\u00e7\u00e3o e manter-se at\u00e9 a queda do governo eleito de Nicol\u00e1s Maduro. Foi montada uma rede de c\u00e9lulas que deveria agitar manifesta\u00e7\u00f5es em todo o pa\u00eds, mas tudo indica que a opera\u00e7\u00e3o morreu no ovo: a resposta &#8220;das massas&#8221; est\u00e1 longe de ter o vigor ambicionado. \n<\/p><p>\nA conspira\u00e7\u00e3o de Washington \n<\/p><p>\nA perspectiva de novo fracasso parece ter esgotado a j\u00e1 pouca paci\u00eancia de Washington. Em 10 de abril, as estruturas conspirativas norte-americanas montaram uma &#8220;mesa redonda&#8221; na capital federal, sob a capa do Centro de Estudos Estrat\u00e9gicos e Internacionais (CEEI), com um ponto \u00fanico na ordem de trabalhos: &#8220;Avaliar a utiliza\u00e7\u00e3o da for\u00e7a militar na Venezuela&#8221;. \n<\/p><p>\nA reuni\u00e3o deveria ter sido &#8220;privada&#8221;, o que de fato aconteceu, mas o jornalista de investiga\u00e7\u00e3o Max Blumenthal logrou acesso \u00e0 lista de participantes \u2013 honrando a liberdade de imprensa e provando que a luta dos jornalistas dedicados \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o e \u00e0 busca da verdade foi ferida, mas n\u00e3o liquidada com a pris\u00e3o de Julian Assange. \n<\/p><p>\nA &#8220;lista de participantes&#8221; exp\u00f5e uma aut\u00eantica associa\u00e7\u00e3o de malfeitores, um conluio de \u00edndole mafiosa, gente para quem &#8220;a mudan\u00e7a de regime na Venezuela s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel castigando a popula\u00e7\u00e3o&#8221;, o que &#8220;n\u00e3o tem qualquer import\u00e2ncia&#8221; \u2013 segundo palavras anteriormente proferidas por um dos presentes, o embaixador William Brownfield. \n<\/p><p>\nDesconhece-se o teor das falas na reuni\u00e3o sobre a interven\u00e7\u00e3o militar na Venezuela. Mas averiguando o que pensam os conspiradores, pelo menos os principais, ficaremos com uma no\u00e7\u00e3o do que foi dito e preparado. \n<\/p><p>\nO j\u00e1 citado William Brownfield foi embaixador dos Estados Unidos na Venezuela a seguir ao golpe de 2002 contra Hugo Ch\u00e1vez e n\u00e3o descansou um momento no ataque \u00e0 democracia venezuelana, sucessivamente como membro das administra\u00e7\u00f5es de George W. Bush, Obama e agora Trump. &#8220;Mais do que um narco-Estado, a Venezuela \u00e9 um Estado mafioso&#8221;, considera Brownfield. Por isso, &#8220;a melhor solu\u00e7\u00e3o \u00e9 acelerar o colapso, nem que produza um per\u00edodo de maior sofrimento durante meses, talvez anos&#8221;. \n<\/p><p>\nN\u00e3o ser\u00e1 descabido supor, perante este tipo de afirma\u00e7\u00f5es, que o &#8220;combate ao narcotr\u00e1fico&#8221; venha a ser um dos argumentos a brandir para justificar uma agress\u00e3o militar contra a Venezuela. J\u00e1 n\u00e3o seria a primeira vez, conhecendo o tipo de alega\u00e7\u00f5es que conduziram \u00e0 invas\u00e3o do Panam\u00e1 e at\u00e9 do Afeganist\u00e3o, pa\u00eds onde, desde a instala\u00e7\u00e3o da OTAN, o com\u00e9rcio de entorpecentes floresce como nunca. O que acontece tamb\u00e9m com um dos grandes aliados norte-americanos na Am\u00e9rica Latina, a Col\u00f4mbia, um narco-Estado que n\u00e3o necessita de ser invadido porque Washington j\u00e1 est\u00e1 presente e tirando proveito. \n<\/p><p>\nUma reuni\u00e3o que n\u00e3o foi acad\u00eamica \n<\/p><p>\nOlhando a lista de participantes na reuni\u00e3o promovida em 10 de abril, deduz-se que a inten\u00e7\u00e3o de &#8220;avaliar a utiliza\u00e7\u00e3o da for\u00e7a militar na Venezuela&#8221; fica muito aqu\u00e9m do que efetivamente se passou. Tratou-se muito provavelmente de uma reuni\u00e3o operacional, pois figuras como o almirante Kurt Tidd, o embaixador Brownfield ou o terrorista Roger Noriega n\u00e3o s\u00e3o pessoas de perder tempo e gastar experi\u00eancia com debates acad\u00e9micos. E a presen\u00e7a de membros em fun\u00e7\u00f5es no Departamento de Estado de Pompeo, como Stephen Dreikorn e Keith Mines, de um alto quadro do Conselho Nacional de Intelig\u00eancia, como David Tapia, de tr\u00eas representantes da USAID, uma ag\u00eancia da CIA para mudan\u00e7as de regimes, al\u00e9m de v\u00e1rios &#8220;assessores&#8221; da equipa usurpadora de Juan Guaid\u00f3 indiciam um estado mais avan\u00e7ado de prepara\u00e7\u00e3o do que uma simples troca de opini\u00f5es. Sem esquecer o significado da presen\u00e7a de delega\u00e7\u00f5es oficiais representativas da Col\u00f4mbia e do Brasil. \n<\/p><p>\nO almirante Kurt Tidd foi, at\u00e9 h\u00e1 quatro meses, o comandante do Comando Sul das For\u00e7as Navais norte-americanas (SouthCom), com tarefas de controle sobre a Am\u00e9rica Latina. A sua presen\u00e7a numa reuni\u00e3o deste tipo tem enorme import\u00e2ncia, n\u00e3o h\u00e1 outra interpreta\u00e7\u00e3o poss\u00edvel; porque trata-se de algu\u00e9m com anos de pr\u00e1ticas desestabilizadoras e intimidat\u00f3rias contra a Venezuela, incluindo planos golpistas organizados como o que esteve previsto para 2016 e foi frustrado pela Revolu\u00e7\u00e3o Bolivariana. \n<\/p><p>\n&#8220;H\u00e1 que continuar a manipular o cen\u00e1rio em que a Venezuela &#8216;est\u00e1 \u00e0 beira do colapso e da implos\u00e3o&#8217;, refor\u00e7ando a matriz midi\u00e1tica que liga a crise el\u00e9trica \u00e0 responsabilidade exclusiva de Maduro&#8221;, incitou o almirante em ocasi\u00f5es anteriores que n\u00e3o est\u00e3o, por\u00e9m, desatualizadas. A multiplica\u00e7\u00e3o de atos terroristas para provocar apag\u00f5es que afetam a Venezuela \u00e9 atual e provavelmente continua a ser testada n\u00e3o apenas para minar a situa\u00e7\u00e3o interna, mas tamb\u00e9m para ser uma arma em situa\u00e7\u00e3o de agress\u00e3o militar. \n<\/p><p>\nO terrorista Noriega \n<\/p><p>\nA presen\u00e7a de uma figura como Roger Noriega na reuni\u00e3o de 10 de abril, ainda que na discreta posi\u00e7\u00e3o de representante do American Enterprise Institute, \u00e9 todo um programa de conspira\u00e7\u00e3o operacional. Noriega \u00e9 um intervencionista veterano dos tempos do esc\u00e2ndalo Ir\u00e3-Contras, um bra\u00e7o executivo de Elliot Abrams no apoio a grupos de mercen\u00e1rios e esquadr\u00f5es da morte patrocinados pelos Estados Unidos para lan\u00e7ar o terror contra as revolu\u00e7\u00f5es na Nicar\u00e1gua e em El Salvador nas duas \u00faltimas d\u00e9cadas do s\u00e9culo passado. \n<\/p><p>\nSendo Elliot Abrams, o atual enviado especial norte-americano para a entroniza\u00e7\u00e3o de Guaid\u00f3 e a derrubada de Maduro, a presen\u00e7a de Roger Noriega numa reuni\u00e3o sobre o uso da for\u00e7a militar na Venezuela significa que a sua realiza\u00e7\u00e3o tem de ser levada muito a s\u00e9rio. \n<\/p><p>\nOs planos contra Caracas desenvolvidos sob a al\u00e7ada do almirante Kurt Tidd preveem desde sempre o recurso a mercen\u00e1rios e esquadr\u00f5es da morte que, para todo efeito, continuam a ser preparados nas bases norte-americanas de Tona e Tolemaida, na Col\u00f4mbia. \n<\/p><p>\nPerante os acontecimentos em cascata que se t\u00eam sucedido nos \u00faltimos dias torna-se evidente que Roger Noriega reaparece agora como uma pe\u00e7a-chave dos planos de Pompeo, Bolton e Adams para a Am\u00e9rica Latina &#8211; e que v\u00e3o al\u00e9m da Venezuela. \n<\/p><p>\nO recent\u00edssimo refor\u00e7o das san\u00e7\u00f5es contra a Nicar\u00e1gua e, sobretudo, contra Cuba representam o agravamento de uma filosofia colonial intervencionista no &#8220;quintal dos EUA&#8221; e que tem vindo a ser considerada como a restaura\u00e7\u00e3o plena da velha Doutrina Monroe. \u00c0 luz da qual, obviamente, quaisquer apoios a pa\u00edses da regi\u00e3o por parte de pot\u00eancias como a China e a R\u00fassia s\u00e3o &#8220;provoca\u00e7\u00f5es&#8221;, como j\u00e1 declarou Michael Pompeo, o secret\u00e1rio de Estado e ex-diretor da CIA. \n<\/p><p>\nAl\u00e9m de antigo e atual colaborador pr\u00f3ximo de Elliott Abrams na defini\u00e7\u00e3o da estrat\u00e9gia terrorista contra a Venezuela, existem outras poderosas raz\u00f5es para considerar relevante o papel de Noriega em tudo o que est\u00e1 se passando na Am\u00e9rica Latina. Ele foi exatamente um dos autores da lei anticubana Helms-Burton em 1996, agora restaurada em todo o seu enunciado, para agravar as san\u00e7\u00f5es contra Havana. \n<\/p><p>\nExiste uma unidade estrat\u00e9gica na pol\u00edtica de Pompeo, Bolton e Adams para a Am\u00e9rica Latina. E Roger Noriega \u00e9 um dos elementos fulcrais da equipe que a desenvolve e aplica. Por isso, a sua presen\u00e7a na reuni\u00e3o de 10 de abril, juntamente com o almirante Kurt Tidd e o embaixador William Brownfield, confirma o car\u00e1ter operacional desta. \n<\/p><p>\nRoger Noriega, o terrorista que em tempos lamentou o fato de &#8220;os Estados Unidos se terem enganado ao n\u00e3o dar a devida import\u00e2ncia a Hugo Ch\u00e1vez&#8221;, defende que a mudan\u00e7a de regime \u00e9 a \u00fanica op\u00e7\u00e3o a tomar em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Venezuela. &#8220;Quando existe um regime cruel, n\u00e3o h\u00e1 outra solu\u00e7\u00e3o&#8221;, afirma. \n<\/p><p>\nA restaura\u00e7\u00e3o plena da chamada Lei Helms-Burton \u00e9 mais um refor\u00e7o do bloqueio contra Cuba, mas afeta tamb\u00e9m numerosas empresas e importantes neg\u00f3cios de outras regi\u00f5es e entidades, incluindo a Uni\u00e3o Europeia. \n<\/p><p>\nOra, a Uni\u00e3o Europeia tem-se identificado com a estrat\u00e9gia latino-americana do triunvirato fascista que envolve Trump. O alargamento dessa estrat\u00e9gia a v\u00e1rios pa\u00edses, designadamente Cuba, afeta ainda mais diretamente vastos e importantes interesses da Uni\u00e3o Europeia. Interesses que realmente contam para Bruxelas, como os dos neg\u00f3cios privados e das propriedades e lucros das empresas. \n<\/p><p>\nA imprensa espanhola revelou que a alta representante para a pol\u00edtica externa da Uni\u00e3o Europeia, Federica Mogherini, escreveu uma carta para a Casa Branca garantindo que Bruxelas far\u00e1 queixa dos Estados Unidos \u00e0 Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Com\u00e9rcio se a aplica\u00e7\u00e3o da lei de Noriega contra Cuba for at\u00e9 as \u00faltimas consequ\u00eancias. O cen\u00e1rio resultante desta demanda europeia, se for concretizada, poder\u00e1 criar atritos muito s\u00e9rios entre a Uni\u00e3o e Washington. Resta agora saber se este rasgo de &#8220;atrevimento&#8221; de Mogherini segue os seus tr\u00e2mites ou n\u00e3o passar\u00e1 de um papel perante o qual Trump ir\u00e1 rir-se \u00e0s gargalhadas. \n<\/p><p>\nOs acontecimentos dos \u00faltimos dias em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Am\u00e9rica Latina, incluindo a reuni\u00e3o de guerra efetuada em 10 de abril, colocam, afinal, um dilema \u00e0 Uni\u00e3o Europeia: reage \u00e0 doutrina colonial de Washington ou continua, como at\u00e9 aqui, a sustentar uma figura golpista e cada vez mais desacreditada como Guaid\u00f3? Tendo em considera\u00e7\u00e3o os antecedentes pr\u00f3ximos ou afastados e o que est\u00e1 em jogo \u2013 n\u00e3o apenas regionalmente \u2013 \u00e9 dif\u00edcil acreditar que Bruxelas chegue a desafiar Washington. Nada faz prever que tenha chegado o dia das surpresas. \n19\/Abril\/2019\nVer tamb\u00e9m: \nRussia throws down the gauntlet to US on Venezuela, de M. K. Bhadrakumar \n<\/p><p>\nO original encontra-se em www.oladooculto.com\/noticias.php?id=329 \n<\/p><p>https:\/\/www.resistir.info\/eua\/guerra_colonial_19abr19.html\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/22914\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[8,38],"tags":[234],"class_list":["post-22914","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-america-latina","category-c43-imperialismo","tag-6b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-5XA","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22914","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22914"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22914\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22914"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22914"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22914"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}