{"id":23087,"date":"2019-05-15T21:36:11","date_gmt":"2019-05-16T00:36:11","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=23087"},"modified":"2019-05-15T21:36:18","modified_gmt":"2019-05-16T00:36:18","slug":"a-greve-dos-motoristas-da-uber-e-as-ilusoes-do-empreendedorismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/23087","title":{"rendered":"A greve dos motoristas da Uber e as ilus\u00f5es do empreendedorismo"},"content":{"rendered":"\n<img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\"  alt=\"imagem\"  src=\"https:\/\/i0.wp.com\/techcrunch.com\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/gettyimages-507915272.jpg?w=600\"\/><!--more-->Jones Manoel\n<\/p><p>\n\u00c9 conhecida a formula\u00e7\u00e3o marxista sobre a classe em si e a classe para si. Em poucas linhas, e mais preocupado com o didatismo que com uma explica\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica, podemos dizer que a classe em si \u00e9 a luta imediata dos trabalhadores por melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho, sal\u00e1rio e alguns direitos sociais. Lutas, no geral, mais ou menos espont\u00e2neas e mediadas por sindicatos e organiza\u00e7\u00f5es de car\u00e1ter local \u2013 como associa\u00e7\u00f5es dos moradores. Nesse tipo de luta, a classe trabalhadora est\u00e1 fazendo uma \u201cguerra de guerrilhas\u201d com a burguesia, a personifica\u00e7\u00e3o do capital, para conseguir melhores condi\u00e7\u00f5es para vender sua mercadoria: a for\u00e7a de trabalho.\n<\/p><p>\nJ\u00e1 a classe para si \u00e9 resultado de um longo processo pol\u00edtico-pedag\u00f3gico revolucion\u00e1rio quando a maioria da classe compreende que as rela\u00e7\u00f5es capitalistas e o Estado burgu\u00eas (em palavras mais simples: o controle da riqueza pelos ricos e seu dom\u00ednio sobre o Estado) n\u00e3o s\u00e3o rela\u00e7\u00f5es naturais, eternas, dadas por Deus no s\u00e9timo dia da cria\u00e7\u00e3o, mas produtos da hist\u00f3ria, rela\u00e7\u00f5es sociais que podem ser mudadas, transformadas radicalmente. Esse processo de transforma\u00e7\u00e3o passa pela organiza\u00e7\u00e3o da classe, forma\u00e7\u00e3o de organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas revolucion\u00e1rias e a luta pela conquista do poder pol\u00edtico (o que n\u00e3o \u00e9 o mesmo que ganhar uma elei\u00e7\u00e3o). Nas escritos marxistas cl\u00e1ssicos, como os de Marx, Engels, L\u00eanin, Rosa Luxemburgo, Mari\u00e1tegui e afins, era tomado como pressuposto que a classe trabalhadora j\u00e1 \u00e9 uma classe em si, sendo a grande tarefa dos revolucion\u00e1rios atuar politicamente com vistas \u00e0 passagem \u00e0 classe para si, ou seja, \u00e0 conquista do poder pol\u00edtico, \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o socialista. \n<\/p><p>\nPor uma s\u00e9rie de transforma\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas nas rela\u00e7\u00f5es capitalistas, nas formas ideol\u00f3gicas e no poder pol\u00edtico \u2013 transforma\u00e7\u00f5es essas que n\u00e3o podemos tratar nesse escrito \u2013 , formou-se um contingente gigantesco de trabalhadores que est\u00e3o aqu\u00e9m da classe em si. Eles n\u00e3o se veem como classe ou trabalhadores. Percebem a si mesmos como \u201cempreendedores\u201d ou pequenos propriet\u00e1rios. Ali\u00e1s, aqui acontece um fen\u00f4meno curioso. Alguns militantes, desconhecendo completamente a realidade dos trabalhadores, acham que \u00e9 necess\u00e1rio ensin\u00e1-los que eles s\u00e3o explorados. Toda homem e mulher que depende de sal\u00e1rio sabe que \u00e9 explorado, odeia seu patr\u00e3o e n\u00e3o v\u00ea a hora de chegar as f\u00e9rias ou o final de semana para se ver livre do trabalho. \n<\/p><p>\nO que a maioria dos trabalhadores n\u00e3o sabe \u00e9 que a sua situa\u00e7\u00e3o de vida e trabalho pode ser mudada, que essas rela\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o naturais e que essa classe, mesmo destitu\u00edda de tudo, pode mudar o mundo com sua organiza\u00e7\u00e3o e luta. Esse \u00f3dio de classe latente ao patr\u00e3o [burguesia], caso n\u00e3o organizado numa perspectiva de esquerda economicista (classe em si) ou revolucion\u00e1ria (classe para si), \u00e9 desviada para outros fins e formas de explica\u00e7\u00e3o, mas nunca deixa de existir. Aqui entra, por exemplo, o papel da religi\u00e3o que fornece a explica\u00e7\u00e3o para as p\u00e9ssimas condi\u00e7\u00f5es dos trabalhadores (\u00e9 assim porque Deus quer) e uma promessa de melhora do futuro para deixar o presente menos terr\u00edvel (um dia, antes da morte, Deus vai melhorar sua vida; ou depois da morte, no para\u00edso, o sofrimento acaba). \n<\/p><p>\nComo a esquerda hegem\u00f4nica nos \u00faltimos 30 anos no Brasil \u2013 PT, PCdoB, CUT, CTB, Consulta Popular etc. \u2013 abriu m\u00e3o de qualquer perspectiva de classe e aderiu a ideologias como &#8220;somos todos cidad\u00e3os&#8221;, \u201cBrasil, pa\u00eds de classe m\u00e9dia\u201d e \u201cnova classe m\u00e9dia\u201d (um amontoado incr\u00edvel de besteiras), esse \u00f3dio de classe, paradoxalmente, foi capturado pela burguesia e refuncionalizado na exalta\u00e7\u00e3o do capitalismo: o caminho para se livrar do patr\u00e3o e do seu trabalho horr\u00edvel \u00e9 voc\u00ea mesmo&#8230; transformar-se em patr\u00e3o. O sucesso da ideologia do empreendedorismo e de coisas mais imbecis como coach de \u201csucesso profissional\u201d, n\u00e3o \u00e9 produto de uma tomada de posi\u00e7\u00e3o plenamente consciente no sentido de \u201co capitalismo \u00e9 maravilhoso\u201d, mas justamente a percep\u00e7\u00e3o, especialmente por setores das camadas m\u00e9dias cada vez mais proletarizados, de que sua vida est\u00e1 cada vez pior e a garantia de que &#8220;meu filho ter\u00e1 uma vida melhor que a minha n\u00e3o existe mais&#8221;. Esse sentimento, ocultado de todas as formas pelos monop\u00f3lios de m\u00eddia, quando n\u00e3o capturado por organiza\u00e7\u00f5es revolucion\u00e1rias, se torna a mat\u00e9ria prima do sucesso da ilus\u00e3o do empreendedorismo.\n<\/p><p>\nO grande problema \u00e9 que toda ilus\u00e3o, mais cedo ou mais tarde, esbarra na realidade. O mito do empreendedorismo tem dois grandes problemas. O primeiro \u00e9 que \u201cempreendedorismo\u201d, isto \u00e9, a tentativa de ganhar a vida com pequenos estabelecimentos de com\u00e9rcio, consultoria ou servi\u00e7os de tipo variado (academia, sal\u00e3o de beleza, restaurante, cl\u00ednica est\u00e9tica, quiosque de a\u00e7a\u00ed, loja de assist\u00eancia de eletr\u00f4nicos e outros neg\u00f3cios do mesmo ramo) n\u00e3o tem capacidade de remediar os problemas do desemprego, pobreza, mis\u00e9ria, desigualdade e baixo crescimento econ\u00f4mico. Indo mais fundo, iniciativas como essa n\u00e3o retiram nenhum pa\u00eds do atoleiro da depend\u00eancia e do subdesenvolvimento capitalista.\n<\/p><p>\nEvidentemente, aqui n\u00e3o h\u00e1 nenhum tipo de cr\u00edtica ao trabalhador que busca ganhar a vida fora do trabalho assalariado. O \u201cx\u201d da quest\u00e3o \u00e9 combater a ideologia de que \u00e9 poss\u00edvel garantir emprego, renda e vida digna para todos os trabalhadores a partir do \u201cempreendedorismo\u201d. N\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel como existe um grande problema de fundo no discurso oficial do empreendedorismo. Na teoria econ\u00f4mica dominante ensinada nas universidades e repetida como mantra pelos monop\u00f3lios de m\u00eddia e seus \u201ccomentaristas de economia\u201d, uma mentira \u00e9 difundida com ares de verdade absoluta. Que mentira \u00e9 essa? Que o investimento gera sua pr\u00f3pria demanda.\n<\/p><p>\nA l\u00f3gica \u00e9 simples. N\u00e3o importa a situa\u00e7\u00e3o do mercado consumidor, se uma pessoa est\u00e1 disposta a abrir um sal\u00e3o de beleza, por exemplo, ela deve faz\u00ea-lo. Come\u00e7ando seu neg\u00f3cio, a concorr\u00eancia adicional devido ao novo sal\u00e3o far\u00e1 o pre\u00e7o do servi\u00e7o baixar e a qualidade aumentar, ent\u00e3o, necessariamente, mais pessoas v\u00e3o buscar esse servi\u00e7o, j\u00e1 que o pre\u00e7o e a qualidade estar\u00e3o melhores para o consumidor. Assim, claro, todos v\u00e3o ganhar: os donos\/as dos sal\u00f5es e os usu\u00e1rios dos servi\u00e7os. O problema dessa explica\u00e7\u00e3o \u00e9 que ela toma o consumidor como um ser abstrato, a-hist\u00f3rico, que sempre tem renda dispon\u00edvel para gastar. \n<\/p><p>\nNo mundo real, por\u00e9m, pequenos estabelecimentos de servi\u00e7os, com\u00e9rcio e consultoria n\u00e3o sobrevivem sem uma economia aquecida e com a maioria da popula\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, os trabalhadores, com renda dispon\u00edvel para gastos n\u00e3o essenciais. Todo trabalhador usa seu sal\u00e1rio ou outras fontes de renda \u2013 como aposentadorias e benef\u00edcios sociais \u2013 para garantir, em primeiro lugar, os gastos essenciais: aluguel, comida, transporte, conta de \u00e1gua, luz, IPTU, roupas etc. Com o que sobra depois de suprir as necessidades b\u00e1sicas, \u00e9 que se consomem servi\u00e7os como academias de muscula\u00e7\u00e3o, o a\u00e7a\u00ed da lanchonete, o tratamento de pele na cl\u00ednica est\u00e9tica etc. Com uma situa\u00e7\u00e3o de desemprego em crescimento, sal\u00e1rios em baixa, cortes nas pol\u00edticas sociais e servi\u00e7os p\u00fablicos (chamados por muitos economistas de sal\u00e1rios indiretos) e aumento do custo de vida, a renda dispon\u00edvel para o consumo n\u00e3o essencial cai cada vez mais.\n<\/p><p>\nA consequ\u00eancia s\u00e3o milhares de lojas fechando. E isso n\u00e3o \u00e9 produto do custo da for\u00e7a de trabalho ou dos impostos, mas fundamentalmente da aus\u00eancia de demanda. As pessoas n\u00e3o est\u00e3o comprando. E n\u00e3o compram porque n\u00e3o t\u00eam emprego e renda. O n\u00edvel do drama pode ser mostrado em n\u00fameros: segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica), nos \u00faltimos tr\u00eas anos, mais de 340 mil empresas fecharam as portas. Isso mesmo: mais de 340 mil empresas. Na minha cidade, seja no mercadinho que fa\u00e7o compras ou na barbearia, todo mundo reclama de uma queda do movimento. E com o ataque \u00e0 previd\u00eancia social, caso seja aprovada essa contrarreforma, esse quadro tende a piorar, e muito. O poder de compra de milh\u00f5es de fam\u00edlias e aposentados ser\u00e1 destru\u00eddo e eles jogados na extrema mis\u00e9ria.\n<\/p><p>\nAgora podemos voltar ao Uber. No dia 08\/05, no Brasil, Inglaterra e Estados Unidos, aconteceu uma paralisa\u00e7\u00e3o internacional dos motoristas de Uber. A empresa Uber iria realizar uma grande oferta de a\u00e7\u00f5es na bolsa de Nova Iorque e os trabalhadores come\u00e7aram a cobrar sua parte na riqueza. Em v\u00e1rios pa\u00edses do mundo, como Fran\u00e7a, o n\u00famero de protestos de trabalhadores da Uber cresce bastante. No legislativo de v\u00e1rios pa\u00edses, j\u00e1 se encaminham projetos de lei para instituir um marco regulat\u00f3rio obrigado a Uber a assinar a carteira de trabalho e arcar com direitos trabalhistas dos motoristas.\n<\/p><p>\nO sonho da Uber durou pouco. De in\u00edcio, parecia um bom emprego. N\u00e3o tem patr\u00e3o para atormentar o ju\u00edzo, voc\u00ea faz seus hor\u00e1rios, a renda era aparentemente boa. Por\u00e9m, logo algumas coisas come\u00e7aram a ser percebidas. Primeiro, o quanto o motorista ganha em cada corrida \u00e9 definido pela Uber e o motorista nada pode fazer. Caso discorde, \u00e9 s\u00f3 sair (igual a qualquer emprego); em seguida, os trabalhadores perceberam que a Uber n\u00e3o arca com qualquer custo (manuten\u00e7\u00e3o do carro, alimenta\u00e7\u00e3o do trabalhador, combust\u00edvel etc.) e fica com a maior parte do lucro (igual a qualquer empresa capitalista) e, no final, muitos trabalhadores, ao colocar custos e \u201clucro\u201d na ponta do l\u00e1pis, perceberam que, com o aumento do custo do combust\u00edvel devido \u00e0 criminosa e liberal pol\u00edtica que comanda a Petrobras e a redu\u00e7\u00e3o da demanda (pelos motivos j\u00e1 expostos acima), muitos n\u00e3o estavam ganhando nada.\n<\/p><p>\nA tend\u00eancia \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o sindical dos trabalhadores de Uber e de outros aplicativos como Ifood, os maiores empregadores do pa\u00eds com 4 milh\u00f5es de trabalhadores envolvidos, vai crescer e muito nos pr\u00f3ximos anos. Esses homens e mulheres, cada vez mais, perceberam que s\u00e3o trabalhadores e n\u00e3o \u201cempreendedores\u201d e que, a despeito da apar\u00eancia ou talvez mudan\u00e7a de forma, a rela\u00e7\u00e3o de explora\u00e7\u00e3o \u00e9 a mesma de qualquer empresa capitalista.\n<\/p><p>\nEssa greve internacional dos motorista \u00e9 s\u00f3 o in\u00edcio. Dentro desse cen\u00e1rio, qual \u00e9 a tarefa dos comunistas? Arrisco tr\u00eas caminhos de atua\u00e7\u00e3o. Primeiro, \u00e9 necess\u00e1rio criar uma ideia clara do inimigo na luta. O problema n\u00e3o \u00e9 a quantidade de impostos do Estado sobre o pre\u00e7o dos combust\u00edveis. Sim, \u00e9 claro, a atual pol\u00edtica que comanda a Petrobras deve ser combatida e destru\u00edda. Mas o aumento das horas de trabalho para conseguir algum dinheiro (alguns trabalhadores chegam a rodar 16 horas seguidas com o Uber) \u00e9 culpa da empresa que aplica uma pol\u00edtica de intensa explora\u00e7\u00e3o sobre os trabalhadores. Os empres\u00e1rios, os acionistas da Uber s\u00e3o os principais inimigos. Eles devem ser o foco de reivindica\u00e7\u00f5es salariais e de melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho \u2013 al\u00e9m de reparti\u00e7\u00e3o de custos, como manuten\u00e7\u00e3o do carro.\n<\/p><p>\nSegundo, campanhas de sindicaliza\u00e7\u00e3o e refor\u00e7o da identidade prolet\u00e1ria. O ideal seria cada comunista que usar com alguma frequ\u00eancia aplicativos como Uber e Ifood ter sempre em m\u00e3o um pequeno panfleto falando da import\u00e2ncia da sindicaliza\u00e7\u00e3o e da uni\u00e3o dos trabalhadores para alcan\u00e7ar conquistas salariais. Poucos momentos s\u00e3o t\u00e3o prop\u00edcios como esse para os trabalhadores n\u00e3o se perceberam como \u201cempreendedores\u201d, mas sim como de fato s\u00e3o: prolet\u00e1rios e prolet\u00e1rias. \n<\/p><p>\nPor \u00faltimo, ao mesmo tempo em que defendem os sal\u00e1rios e condi\u00e7\u00f5es de trabalho dos motoristas, \u00e9 fundamental travar um enfrentamento a essas empresas. Servi\u00e7os como o Uber podem e devem ser geridos a partir de aplicativos p\u00fablicos, sob controle popular e integrados a uma pol\u00edtica de transporte, mobilidade e direito \u00e0 cidade. \u00c9 indispens\u00e1vel mostrar a inutilidade dessas empresas, verdadeiros parasitas sociais que vendem ilus\u00e3o enquanto se apropriam de uma massa gigantesca de riqueza. Servi\u00e7os como Uber j\u00e1 est\u00e3o integrados no dia a dia das pessoas. Eles podem continuar existindo, mas como um servi\u00e7o p\u00fablico e de qualidade com regulamenta\u00e7\u00e3o estatal.\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/23087\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[56],"tags":[224],"class_list":["post-23087","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c67-greve","tag-3b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-60n","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23087","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23087"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23087\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23087"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23087"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23087"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}