{"id":23186,"date":"2019-05-27T21:59:50","date_gmt":"2019-05-28T00:59:50","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=23186"},"modified":"2019-05-27T21:59:56","modified_gmt":"2019-05-28T00:59:56","slug":"parem-de-nos-matar-protesto-contra-violencia-policial-no-rj","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/23186","title":{"rendered":"&#8220;Parem de nos matar&#8221;: protesto contra viol\u00eancia policial no RJ"},"content":{"rendered":"\n<img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\"  alt=\"imagem\"  src=\"https:\/\/i0.wp.com\/farm66.staticflickr.com\/65535\/47936844563_7f498776dc_z.jpg\"\/><!--more-->Manifesta\u00e7\u00e3o na orla de Ipanema foi convocada por dezenas de movimentos populares\n<\/p><p>\nBrasil de Fato | Rio de Janeiro (RJ)\n<\/p><p>\nEm fun\u00e7\u00e3o da onda crescente de mortes decorrentes de a\u00e7\u00f5es policiais em favelas do Rio de Janeiro, moradores e movimentos populares organizaram uma manifesta\u00e7\u00e3o na manh\u00e3 deste domingo (26) na orla do Ipanema, zona sul da capital. Com o mote \u201cParem de nos matar!\u201d, o protestou criticou a pol\u00edtica de seguran\u00e7a p\u00fablica adotada pelo governo de Wilson Witzel (PSC) que j\u00e1 resultou em 434 apenas no primeiro trimestre de 2019, segundo dados do Instituto de Seguran\u00e7a P\u00fablica (ISP). Palavras de ordem como &#8220;Fora Witzel&#8221;, &#8220;Fora Bolsonaro&#8221;, &#8220;N\u00e3o tem arrego, se mexer com nossos filhos eu tiro seu sossego&#8221; foram entoadas pelos manifestantes.\n<\/p><p>\nO ato come\u00e7ou a ser pensado em abril ap\u00f3s a morte do gari comunit\u00e1rio William Mendon\u00e7a dos Santos, conhecido como Nera, durante um tiroteio na favela do Vidigal, localizada na zona sul do Rio, entre os bairros do Leblon e S\u00e3o Conrado. &#8220;Mesmo dizendo que era trabalhador e vestido com a roupa de gari atiraram pelas costas. Na mesma data fizemos uma  manifesta\u00e7\u00e3o no Vidigal e fomos repreendidos pela pol\u00edcia de forma brutal. Percebemos que n\u00e3o adianta fazer ato dentro da favela e resolvemos vir para o asfalto&#8221;, explicou a professora B\u00e1rbara Nascimento, do coletivo Favela no Feminino e Politilaje. &#8220;Viemos mostrar nossos corpos negros e pedir, inclusive, o apoio de toda a sociedade e da classe m\u00e9dia progressista, porque todas as vidas importam&#8221;, acrescentou.\n<\/p><p>\nDias antes da morte do gari Nera, o m\u00fasico Evaldo Rosa dos Santos e o catador de papel Luciano Macedo foram executados pelo Ex\u00e9rcito depois de se tornarem alvo de 240 tiros em Guadalupe, zona oeste. Outro caso que motivou o ato foi a morte do estudante Lucas Br\u00e1s de 17 anos, alvejado no Parque Royal, zona norte.\n<\/p><p>\n&#8220;\u00c9 muito forte dizer &#8220;parem de nos matar&#8221;. A gente n\u00e3o quer mais uma pol\u00edtica de seguran\u00e7a que n\u00e3o garante seguran\u00e7a e que viola uma s\u00e9rie de direitos. Pedimos o fim desse genoc\u00eddio, dessa barb\u00e1rie porque no Estado Democr\u00e1tico de Direito isso n\u00e3o \u00e9 aceit\u00e1vel&#8221;, disse a moradora da Mar\u00e9, Shyrlei Rosendo, do Redes da Mar\u00e9.\n<\/p><p>\nAinda de acordo com dados do Instituto de Seguran\u00e7a P\u00fablica (ISP), 4 mortes por dia foram ocasionadas pela interven\u00e7\u00e3o policial no primeiro trimestre de 2019, o que representa aumento de 18% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. \n<\/p><p>\n&#8220;N\u00e3o \u00e9 mais poss\u00edvel conviver com incurs\u00f5es da Pol\u00edcia Militar dentro das favelas, que chegam atirando, metendo o p\u00e9 na porta e matando a nossa popula\u00e7\u00e3o. \u00c9 uma tal de bala perdida o tempo todo. Todos os dias n\u00f3s acordamos com \u00f3bitos dentro das favelas&#8221;, protestou F\u00e1tima Monteiro, coordenadora estadual do Movimento Negro Unificado (MNU).\n<\/p><p>\nMilitantes do Levante Popular da Juventude realizaram uma interven\u00e7\u00e3o para denunciar o silenciamento das juventudes negras das periferias. &#8220;Viemos de luto, todos de preto e amorda\u00e7ados representando o silenciamento das vidas negras. Amarrados para mostrar o quanto n\u00f3s somos limitados nessa sociedade, do quanto a falta de op\u00e7\u00f5es, de escolha e de direitos nos amarram a condi\u00e7\u00f5es de vidas, muitas vezes, deprimentes&#8221;, explicou Louise Lagoeiro, estudante da Universidade Federal Fluminense (UFF).\n<\/p><p>\nA manifesta\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m contou com apresenta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas de MC Leonardo, Filhas de Gandhi, de alunos da Biblioteca Parque, Slam da Poesia, Coletivo Favela Tem Voz, entre outros. Parlamentares tamb\u00e9m marcaram presen\u00e7a no atividade, como as deputadas federais Benedita da Silva (PT-RJ) e Jandira Feghali (PC do B), a deputada estadual Renata Souza (Psol-RJ) e o vereador Eduardo Suplicy (PT-SP). \n<\/p><p>\nConfira a lista de organiza\u00e7\u00f5es que convocaram o ato:\n<\/p><p>\nAssocia\u00e7\u00e3o de Moradores do Vidigal\n<\/p><p>\nPolitilaje\n<\/p><p>\nFavela no Feminino\n<\/p><p>\nColetivo Jararaca RJ\n<\/p><p>\nMovimento Popular de Favelas\n<\/p><p>\nMovimento Moleque\n<\/p><p>\nB\u2019nai B\u2019rith\n<\/p><p>\nRedes da Mar\u00e9\n<\/p><p>\nColetivo Feminista Classista Ana Montenegro\n<\/p><p>\nColetivo Juntos pela Paz\n<\/p><p>\nN\u00f3s do Morro\n<\/p><p>\nBando Cultural Favelados da Rocinha\n<\/p><p>\nAssocia\u00e7\u00e3o de Moradores da Rocinha\n<\/p><p>\nM\u00e3es e Familiares V\u00edtimas de Viol\u00eancia do Estado\n<\/p><p>\nRede de Comunidades\n<\/p><p>\nMovimentos Contra a Viol\u00eancia\n<\/p><p>\nRede de M\u00e3es e Familiares da Baixada\n<\/p><p>\nLevante Popular da Juventude\n<\/p><p>\nFavela\u00e7\u00e3o\n<\/p><p>\nFunperj\n<\/p><p>\nMTST\n<\/p><p>\nF\u00f3rum de Educa\u00e7\u00e3o de Jovens e Adultos\n<\/p><p>\nComiss\u00e3o  Popular  da Verdade\n<\/p><p>\nMovimento  Negro Unificado\n<\/p><p>\nFavela n\u00e3o se cala\n<\/p><p>\nFrente Brasil Popular\n<\/p><p>\nRadio Estilo Livre Vidigal\n<\/p><p>\nFrente de Juristas Negras e Negros  do Estado do Rio de Janeiro\n<\/p><p>\nFrente Democr\u00e1tica da Advocacia\n<\/p><p>\nUNEGRO &#8211; Uni\u00e3o de  negras e negros  por igualdade\n<\/p><p>\nMovimento Nosso Jardim\n<\/p><p>\nColetivo Uni\u00e3o Comunit\u00e1ria\n<\/p><p>\nSer Consciente\n<\/p><p>\nFrente Favela Brasil\n<\/p><p>\nMilitantes em Cena\n<\/p><p>\nFrente Povo Sem Medo\n<\/p><p>\nQuilombo Ra\u00e7a e Classe\n<\/p><p>\nTorcedores pela Democracia\n<\/p><p>\nFAFERJ\n<\/p><p>\nFAM-RIO\n<\/p><p>\nConselho Popular\n<\/p><p>\nMST\n<\/p><p>\nGrupo de Resist\u00eancia Bando Cultural Favelados\n<\/p><p>\nASA &#8211; Associa\u00e7\u00e3o Scholem Aleichem.\n<\/p><p>\nRioOnWatch\n<\/p><p>\nMovimento dos Atingidos por Barragens\n<\/p><p>\nCopa por Diretas e por Direitos\n<\/p><p>\nMovimento Nenhum Servi\u00e7o de Sa\u00fade a Menos!\n<\/p><p>\nMovimento Somos                                                                                  \n<\/p><p>\nADDH-RJ, Associa\u00e7\u00e3o da diversidade em direitos humanos\n<\/p><p>\nF\u00f3rum de Sa\u00fade do Estado do Rio de Janeiro\n<\/p><p>\nRede de M\u00e9dicas e M\u00e9dicos Populares\n<\/p><p>\nAJD &#8211; Associa\u00e7\u00e3o Ju\u00edzes para a Democracia\n<\/p><p>\nRede Rio Crian\u00e7a\n<\/p><p>\nCasa Nem\n<\/p><p>\nFIST &#8211; Frente Internacionalista dos Sem Teto\n<\/p><p>\nRUA &#8211; Juventude anticapitalista\n<\/p><p>\nMarcha das Favelas pela Legaliza\u00e7\u00e3o\n<\/p><p>\nCEN &#8211; Coletivo de Entidades Negras\n<\/p><p>\nONDA &#8211; Observat\u00f3rio Nacional do Direito \u00e0 \u00c1gua e ao Saneamento\n<\/p><p>\nSons das ruas\n<\/p><p>\nNAPAVE &#8211; N\u00facleo de Aten\u00e7\u00e3o Psicossocial a Afetados pela viol\u00eancia do Estado.\n<\/p><p>\nPolicias Antifascismo RJ\n<\/p><p>\nF\u00f3rum Basta de Viol\u00eancia\n<\/p><p>\nOutra Mar\u00e9 \u00e9 Poss\u00edvel\n<\/p><p>\nJuristas pela Democracia\n<\/p><p>\nEdi\u00e7\u00e3o: Vivian Virissimo | Reportagem: Cl\u00edvia Mesquita\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/23186\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[244],"tags":[222],"class_list":["post-23186","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-violencia","tag-2b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-61Y","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23186","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23186"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23186\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23186"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23186"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23186"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}