{"id":23188,"date":"2019-05-27T22:38:57","date_gmt":"2019-05-28T01:38:57","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=23188"},"modified":"2019-05-29T23:31:49","modified_gmt":"2019-05-30T02:31:49","slug":"o-ataque-da-ignorancia-contra-a-razao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/23188","title":{"rendered":"O ataque da ignor\u00e2ncia contra a raz\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/lh3.googleusercontent.com\/0cw0r_P5gqO_9aETQ_7Bp4Kfw8AQOhxeoUDcs31axggKoIKS2bR0hdtuWEZIBvXLpgqtLO5W8Rpx2Kv6JVJf-ZikhDP82xizHiOvEVsvhwMXmOFYjyGXNifqOsIVWYOA85M2D9XQIHMdyZiq2gK5iQwMQ30PCv3vN5G_BAQIWmiaN52T-bjqxaUeNu2opQC6a5QyCE91OOTM6P_kztb4LTzoXMiUeGFIAEwYdlkn5KZSekuRBRmQiDdqt-aAoqkmDhtYrX-M2AjzcyOlw-WG407ORNvhxZmAlyVYIhK_Md5wx0zvbNqTV8BdHOqfQiIC_zME06Lw9orf7OhVS6MdpDaYBU_p0EC8mbw1Kvzue3YB9s5J9egH65lbU0T8YhNrNPWqKvCJ4PUB_5ZD7Z8LnJhx7muW1mFfuz0Xh1TjcAxNLXE7Y28CfC0R99biSrko69dymOT_n9RCYnX4DcIloAdURnj5aPnmt1B83YeI-wGy8ZuukF2Ip9GrZoxr5U3476swYM2wS62q6G17RcBob19RO_YBdUv1EoQuSQQ8Ta6wrJ_6qB2sv1xtfGkCForFIYbJnoP-uys8Kba8c1K0XUTRJ3p7vYaM2fOT5HHItPaV9CWE87WyUsWJ-tBGyX9GXt5WLGYefysEplzKlSbwFe12QCJTK8LM=w720-h530-no\" alt=\"imagem\" \/><\/p>\n<p><!--more-->A defesa da universidade p\u00fablica e a conjuntura<\/p>\n<p>Por Mauro Luis Iasi<\/p>\n<p>BLOG DA BOITEMPO<\/p>\n<p>No \u00faltimo dia 15 de maio vimos uma Greve Geral da Educa\u00e7\u00e3o, que mobilizou milhares de estudantes, professores e funcion\u00e1rios das Universidades P\u00fablicas, dos Institutos Federais, da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica e at\u00e9 de institui\u00e7\u00f5es privadas de ensino. Tal mobiliza\u00e7\u00e3o se deu em resposta aos cortes nas verbas de custeio das institui\u00e7\u00f5es de ensino, que o ministro (inimigo) da Educa\u00e7\u00e3o eufemisticamente chama de contingenciamento. Para acrescentar um toque de perversidade, o presidente miliciano chama os manifestantes de \u201cidiotas \u00fateis\u201d, manipulados por \u201cmilitantes\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O principal argumento para os cortes encontra-se na afirma\u00e7\u00e3o de que a economia n\u00e3o cresceu conforme o previsto, sendo, portanto, necess\u00e1rias adequa\u00e7\u00f5es. O ministro Abraham Weintraub, em depoimento no Congresso, acrescentou que tal previs\u00e3o teria vindo do governo Dilma\/Temer, procurando se isentar da responsabilidade, e ocultando propositalmente que o or\u00e7amento em vigor \u00e9 na verdade do usurpador Temer (apoiado histericamente pelas for\u00e7as pol\u00edticas que agora governam e que prometeram o \u00c9den do crescimento com o afastamento da presidente eleita em 2014).<\/p>\n<p>O fato \u00e9 que as universidades p\u00fablicas v\u00eam sendo \u201ccontingenciadas\u201d em seus recursos h\u00e1 muito tempo. O F\u00f3rum de Pr\u00f3-Reitores de Planejamento e Administra\u00e7\u00e3o das Institui\u00e7\u00f5es Federais de Ensino Superior j\u00e1 alertava em 2017 que est\u00e1vamos vivendo um agravamento da situa\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria nas universit\u00e1rias, pelo crescimento do n\u00famero de alunos ao mesmo tempo que encolhiam os recursos. Em 2017, o valor em reais por aluno era 42% menor do que o de 2011, passando de R$ 2496,77 para R$1757,13 nesse per\u00edodo. Neste quadro, a ANDIFES cobrava uma corre\u00e7\u00e3o nas verbas que, al\u00e9m de n\u00e3o vir, agora foram reduzidas.<\/p>\n<p>No entanto, trata-se de algo muito maior que o mero equil\u00edbrio or\u00e7ament\u00e1rio. Trata-se de um ataque contra a concep\u00e7\u00e3o de universidade e de ensino p\u00fablico. \u00c9 preciso, na l\u00f3gica do governo miliciano, desqualificar a universidade apresentando-a como um lugar improdutivo e desnecess\u00e1rio de desperd\u00edcio de recursos e promotor de \u201cbalb\u00fardias\u201d e orgias. Al\u00e9m do \u201csaneamento\u201d nas contas do Estado promovido pelo guru do ultraliberalismo, o ministro Paulo Guedes, e o claro favorecimento \u00e0 l\u00f3gica privatista da educa\u00e7\u00e3o, defendida por sua irm\u00e3, Elizabeth Guedes (vice presidente da Associa\u00e7\u00e3o Nacional das Universidades Privadas), as universidades est\u00e3o na mira do rancor governista por motivos pol\u00edticos e ideol\u00f3gicos.<\/p>\n<p>A tese estapaf\u00fardia propagada pelo astr\u00f3logo do apocalipse sobre a exist\u00eancia de um suposto \u201cmarxismo cultural\u201d que teria dominado todo o sistema educacional, os meios de comunica\u00e7\u00e3o e as for\u00e7as armadas, encontra nas universidades um ponto central. Essas institui\u00e7\u00f5es teriam se tornado o centro da forma\u00e7\u00e3o de militantes e da lavagem cerebral da juventude para destruir os valores fundamentais da sociedade ocidental e da cristandade. Os verdadeiros e valorosos pensadores conservadores e direitistas teriam sido perseguidos e hostilizados no ambiente acad\u00eamico pela ofensiva deste m\u00edtico \u201cmarxismo cultural\u201d.<\/p>\n<p>\u00c9 evidente que h\u00e1 uma rela\u00e7\u00e3o de determina\u00e7\u00e3o entre esses dois aspectos, de maneira que os cortes de gastos p\u00fablicos para manter os sagrados pagamentos dos juros da d\u00edvida e a sangria de recursos para o capital financeiro constituem o essencial, ao passo que o ataque ideol\u00f3gico serve de legitima\u00e7\u00e3o para tanto. Entretanto, acreditamos que, nas condi\u00e7\u00f5es do atual desgoverno, o ataque \u00e0s universidades e \u00e0 educa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito mais que uma mera cortina de fuma\u00e7a.<\/p>\n<p>As classes dominantes brasileiras precisam operar um ataque brutal aos trabalhadores e \u00e0 maioria da popula\u00e7\u00e3o para garantir as condi\u00e7\u00f5es de valoriza\u00e7\u00e3o do capital nas condi\u00e7\u00f5es atuais. Isto implica a revers\u00e3o de direitos e garantias que cumpriram um papel na reprodu\u00e7\u00e3o social em per\u00edodos passados e agora precisam ser desmontados. O simples corte, no entanto, provocaria uma rea\u00e7\u00e3o muito grande, de forma que operasse em dois planos: no sucateamento paulatino que vai inviabilizando as institui\u00e7\u00f5es de ensino e sua desmoraliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O segundo plano, a desmoraliza\u00e7\u00e3o (n\u00e3o s\u00f3 do ensino, mas de tudo que \u00e9 p\u00fablico) obedece, tamb\u00e9m, \u00e0 l\u00f3gica de blocar a base social de sustenta\u00e7\u00e3o do desgoverno, mobilizando-a contra inimigos \u201cimagin\u00e1rios\u201d, enquanto servem de fato para implementar os verdadeiros interesses dos reais inimigos da maioria da popula\u00e7\u00e3o e da classe trabalhadora.<\/p>\n<p>Antes de tudo, \u00e9 necess\u00e1rio afirmar que a universidade no Brasil nunca foi hegemonizada por nenhum marxismo (cultural ou qualquer outro). A necess\u00e1ria defesa da universidade p\u00fablica contra seu desmonte n\u00e3o pode obscurecer o fato de que essas institui\u00e7\u00f5es s\u00e3o e sempre foram eminentemente conservadoras na forma e no conte\u00fado. Mesmo com a saud\u00e1vel democratiza\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o universit\u00e1rio com a amplia\u00e7\u00e3o do acesso de camadas populares e segmentos para os quais este espa\u00e7o era praticamente vetado (como pobres, negros, ind\u00edgenas, camponeses, etc.), a vida acad\u00eamica prima pelo elitismo, pela forma meritocr\u00e1tica ou quase aristocr\u00e1tica, pela sele\u00e7\u00e3o de curr\u00edculos e saberes que respondem muito mais \u00e0s necessidades da ordem burguesa e a reprodu\u00e7\u00e3o do capital do que \u00e0s demandas reais da maior da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A UFRJ, s\u00f3 para dar um exemplo, fica de frente para uma das maiores favelas do Brasil, o Complexo da Mar\u00e9, \u00e0 qual \u00e9 ligada por uma ponte que foi batizada de \u201cPonte do Saber\u201d, que \u00e9 ir\u00f4nica e simbolicamente de m\u00e3o \u00fanica (saindo da universidade para a favela). H\u00e1 muito tempo os interesses das grandes corpora\u00e7\u00f5es lotearam os espa\u00e7os universit\u00e1rios pela porta das parcerias, funda\u00e7\u00f5es e outros meios, capturando laborat\u00f3rios, pesquisadores e estruturas para os colocarem a servi\u00e7o das pautas e dos interesses empresariais.<\/p>\n<p>\u00c9 evidente que h\u00e1 honrosas exce\u00e7\u00f5es nas diferentes dimens\u00f5es do ensino, da pesquisa e da extens\u00e3o que buscam reflex\u00f5es cr\u00edticas, saberes e pr\u00e1ticas voltadas \u00e0s necessidades da classe trabalhadora e \u00e0 compreens\u00e3o de nossa sociedade e do mundo contempor\u00e2neo, a forma\u00e7\u00e3o profissional de qualidade e \u00e0 produ\u00e7\u00e3o acad\u00eamica de excel\u00eancia. Mas todos concordar\u00e3o que seria absurdo afirmar que essa vertente \u00e9 determinante no mundo universit\u00e1rio \u2013 pelo contr\u00e1rio, sobrevive subordinada, como poucos recursos, preterida na distribui\u00e7\u00e3o de verbas e recursos materiais, bolsas, assist\u00eancia estudantil, etc.<\/p>\n<p>Manifestam-se na institui\u00e7\u00e3o universidade as mesmas contradi\u00e7\u00f5es que marcam a carne da sociedade brasileira: as desigualdades entre homens e mulheres, brancos e negros, cidade e campo, ricos e pobres, assim como outras que poder\u00edamos enumerar \u00e0 exaust\u00e3o.<\/p>\n<p>Ao defender a universidade p\u00fablica, \u00e9 necess\u00e1rio todo o cuidado para n\u00e3o idealizarmos esta institui\u00e7\u00e3o, transformando-a em algo que ela n\u00e3o \u00e9. Ela \u00e9 um espa\u00e7o de conflito e de contradi\u00e7\u00f5es, mas tamb\u00e9m \u00e9 o espa\u00e7o de onde v\u00eam 95% de todas as pesquisas cient\u00edficas em nosso pa\u00eds, a maioria absoluta das teses e disserta\u00e7\u00f5es defendidas, onde se realizam trabalhos de extens\u00e3o de grande significado e onde se formam profissionais das mais diferentes \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o. No entanto, sabemos que o campo das pesquisas e da forma\u00e7\u00e3o profissional est\u00e1 longe de ser neutro do ponto de vista dos interesses de classe que dividem nossa sociedade.<\/p>\n<p>O ataque \u00e0 universidade \u00e9 parte da pauta do obscurantismo reinante e serve de coesionador da base retr\u00f3grada que deu a vit\u00f3ria eleitoral ao presidente miliciano. Fazem parte dessa frente de batalha a desqualifica\u00e7\u00e3o da filosofia e da sociologia, a cr\u00edtica aos intelectuais e artistas, entre outras iniciativas obscurantistas como nas pastas que tratam da fam\u00edlia, dos povos ind\u00edgenas, do meio ambiente ou da pol\u00edtica internacional. Mas contra quem \u00e9 necess\u00e1rio coesionar essa base?<\/p>\n<p>Temos que estar atentos para um deslocamento importante. Evidente que \u00e9 contra a esquerda, os ativistas, o \u201cmarxismo cultural\u201d, mas h\u00e1 uma outra disputa em curso \u2013 esta entre os segmentos que comp\u00f5em o governo. Claramente Bolsonaro n\u00e3o era a primeira alternativa da ordem burguesa e do grande capital monopolista. Parece evidente que ele n\u00e3o estava (e ainda n\u00e3o est\u00e1) preparado para governar. Acrescente a isso o fato de que a personalidade do presidente \u00e9 fonte de constantes instabilidades. N\u00e3o creio que se trate de uma disputa, como se tem desenhado, entre duas alas: a \u201colavista\u201d e a militar. Nos parece mais preciso descrever o governo como composto por tr\u00eas segmentos: o de sustenta\u00e7\u00e3o do presidente (que inclui os seguidores de Olavo de Carvalho, o fundamentalismo religioso e a estrutura miliciana que envolve sua fam\u00edlia), os militares (que n\u00e3o s\u00e3o, como o presidente gostaria, sua base ou seu grupo de pertencimento) e os ultraliberais bancados pelo \u201cmercado\u201d.<\/p>\n<p>A conviv\u00eancia n\u00e3o deve ser f\u00e1cil. Os militares se incomodam com o fato de que deram aval a algo que de fato n\u00e3o controlam e que \u00e9 fonte inesgot\u00e1vel de constrangimento e vergonha alheia. A \u00e1rea chamada t\u00e9cnica tem l\u00e1 seus problemas, pois pilota um programa de \u201creformas\u201d que dificilmente produzir\u00e1 os efeitos esperados na retomada da economia e do emprego e depende de uma sustenta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica que d\u00e1 claras mostras de incompet\u00eancia para administrar a base do pr\u00f3prio governo. Moro, que gostaria de se incluir nesta \u00e1rea \u201ct\u00e9cnica\u201d \u00e9 fonte de mais instabilidade, pois \u00e9 odiado pelo Congresso que parece estar disposto a derrota-lo em tudo. O presidente n\u00e3o tem lideran\u00e7a e capacidade para unificar tudo isso que ele julgava ser homog\u00eaneo, mas que a cada dia se mostra n\u00e3o ser. O antipetismo, t\u00e3o \u00fatil para ganhar as elei\u00e7\u00f5es, agora n\u00e3o serve para nada.<\/p>\n<p>Pelo menos at\u00e9 agora, o presidente parece pensar que pode coesionar esses segmentos na medida em que fale diretamente com a base social por cima das media\u00e7\u00f5es pol\u00edticas que o Estado burgu\u00eas lhe oferece. Para tanto, precisa manter mais um clima de campanha do que de governo e acaba acirrando a crise ao inv\u00e9s de control\u00e1-la. A ofensiva contra a universidade faz parte deste script que pode incendiar as condi\u00e7\u00f5es de governabilidade e agregar o tempero das ruas que faltava para fritar seu mandato.<\/p>\n<p>O documento que o pr\u00f3prio presidente divulga, em que se diz obstaculizado pela \u201cclasse pol\u00edtica\u201d e por interesses que controlam o Estado, \u00e9 menos uma t\u00e1tica pol\u00edtica pensada e mais uma justificativa que tenta encobrir sua pr\u00f3pria incapacidade. Isso, no entanto, n\u00e3o impede que produza o resultado esperado em sua base de apoio. A grande d\u00favida do momento \u00e9 se a opera\u00e7\u00e3o em curso para substituir o inc\u00f4modo mandat\u00e1rio poder\u00e1 ser feita sem grandes custos pol\u00edticos e sem abrir brecha para uma oposi\u00e7\u00e3o de esquerda ou centro esquerda que possa criar problemas para a agenda de reformas do capital. Parece claro que a direita quer se livrar de Bolsonaro para realizar sua agenda, mas como reagir\u00e1 a extrema direita e sua base fan\u00e1tica?<\/p>\n<p>Poder\u00e1 o presidente destapar a panela do descontrole e movimentar o fanatismo em sua defesa? Mas, desta forma, n\u00e3o romper\u00e1 definitivamente com os segmentos substantivos de seu governo (militares, representantes do sagrado mercado e base parlamentar) para quem a estabilidade e a garantia das reformas \u00e9 a prioridade estrat\u00e9gica? Haveria espa\u00e7o para um governo bonapartista que fosse capaz de se impor contra o Estado sem destruir a si mesmo? Os ind\u00edcios apontam para mais um blefe. Est\u00e1 se formando um consenso pelo seu afastamento que pode ser selado pela linha da investiga\u00e7\u00e3o que o associa \u00e0s irregularidades no mandato de seu filho eleito senador e, por esta via, \u00e0s supostas vincula\u00e7\u00f5es com as mil\u00edcias e, quem sabe, ao assassinato de Marielle. Ao que parece, ele n\u00e3o articula mais uma maneira de ficar, mas uma justificativa de por que deve sair.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Mauro Iasi \u00e9 professor adjunto da Escola de Servi\u00e7o Social da UFRJ, pesquisador do NEPEM (N\u00facleo de Estudos e Pesquisas Marxistas), do NEP 13 de Maio e membro do Comit\u00ea Central do PCB. \u00c9 autor do livro O dilema de Hamlet: o ser e o n\u00e3o ser da consci\u00eancia (Boitempo, 2002) e colabora com os livros Cidades rebeldes: Passe Livre e as manifesta\u00e7\u00f5es que tomaram as ruas do Brasil e Gy\u00f6rgy Luk\u00e1cs e a emancipa\u00e7\u00e3o humana (Boitempo, 2013), organizado por Marcos Del Roio. Colabora para o Blog da Boitempo mensalmente, \u00e0s quartas. Na TV Boitempo, apresenta o Caf\u00e9 Bolchevique, um encontro mensal para discutir conceitos-chave da tradi\u00e7\u00e3o marxista a partir de reflex\u00f5es sobre a conjuntura.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/23188\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[60],"tags":[219],"class_list":["post-23188","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c71-educacao","tag-manchete"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-620","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23188","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23188"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23188\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23188"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23188"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23188"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}