{"id":2324,"date":"2012-01-27T00:48:55","date_gmt":"2012-01-27T00:48:55","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=2324"},"modified":"2012-01-27T00:48:55","modified_gmt":"2012-01-27T00:48:55","slug":"a-semana-no-olhar-comunista-0026","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2324","title":{"rendered":"A Semana no Olhar Comunista &#8211; 0026"},"content":{"rendered":"\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p>De acordo com o relat\u00f3rio Tend\u00eancia Globais de Emprego 2012, cuja argumenta\u00e7\u00e3o \u00e9 de clara capitula\u00e7\u00e3o frente ao capital, ser\u00e1 necess\u00e1rio gerar 600 milh\u00f5es empregos ao longo da pr\u00f3xima d\u00e9cada \u201cpara manter n\u00edveis de crescimento sustent\u00e1vel e coes\u00e3o social\u201d. O \u201cestoque de desemprego\u201d mundial, afirma a entidade, \u00e9 de 200 milh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n<p>Entre 2007 e 2010, a propor\u00e7\u00e3o de pessoas empregadas em rela\u00e7\u00e3o ao total da popula\u00e7\u00e3oteve a maior queda da s\u00e9rie hist\u00f3rica: de 61,2% para 60,2%.<\/p>\n<p>Outro ponto a destacar: nos pr\u00f3ximos 10 anos, 40 milh\u00f5es de pessoas entrar\u00e3o no mercado de trabalho a cada ano. Seria, portanto, necess\u00e1rio gerar 400 milh\u00f5es de empregos novos para absorver tais trabalhadores, al\u00e9m dos 200 milh\u00f5es de \u201cestoque\u201d.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Brasil pode ter apag\u00e3o log\u00edstico<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com o Presidente da Ag\u00eancia Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo, a infra-estrutura de transportes brasileira \u00e9 cara e ineficiente. As ferrovias t\u00eam extens\u00e3o limitada e cresceram pouco, nos \u00faltimos anos. Ap\u00f3s a privatiza\u00e7\u00e3o do setor ferrovi\u00e1rio, iniciada nos anos 90, as ferrovias est\u00e3o concentradas em poucas empresas, que servem, basicamente, aos setores exportadores e exercem forte poder de monop\u00f3lio Segundo\u00a0<strong><em>O Globo<\/em><\/strong>, os fretes cobrados pelas concession\u00e1rias dos servi\u00e7os de trens de carga est\u00e3o muito acima do teto que a ANTT considera razo\u00e1vel, encarecendo em muito as exporta\u00e7\u00f5es do pa\u00eds. O governo obrigar\u00e1 as empresas a reduzir de 10 a 69% seus pre\u00e7os, a partir de mar\u00e7o.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o \u00e9 profunda. A op\u00e7\u00e3o pelo transporte rodovi\u00e1rio, feita nos anos 50, atendeu \u00e0 demanda de acelera\u00e7\u00e3o do crescimento e fez da ind\u00fastria automobil\u00edstica o principal p\u00f3lo din\u00e2mico da ind\u00fastria brasileira e o \u201ctom\u201d do crescimento do capitalismo no Brasil nas d\u00e9cadas seguintes, a partir da vinda de empresas estrangeiras, um p\u00f3lo que exerce forte influ\u00eancia pol\u00edtica nas decis\u00f5es do Governo. Cresceram a ind\u00fastria de autope\u00e7as e diversas outras atividades \u00a0relacionadas, constru\u00edram-se rodovias por todo o pa\u00eds, deixando o setor ferrovi\u00e1rio em segundo plano. Com o aumento vertiginoso dos pre\u00e7os do petr\u00f3leo, ocorrido na d\u00e9cada de 70, os custos do transporte rodovi\u00e1rio elevaram sobremaneira..<\/p>\n<p>Mesmo que o setor ferrovi\u00e1rio receba mais recursos e tenha seus pre\u00e7os melhor controlados, n\u00e3o haver\u00e1 uma melhoria geral no sistema de transportes no Brasil sem o seu redirecionamento para a \u00eanfase ferrovi\u00e1ria e aquavi\u00e1ria (ambas muito mais econ\u00f4micas), com forte expans\u00e3o. Ao contr\u00e1rio do que afirma a mat\u00e9ria de O Globo, o caminho n\u00e3o \u00e9 a \u201cmaior concorr\u00eancia\u201d (que n\u00e3o se dar\u00e1, at\u00e9 mesmo por raz\u00f5es de mercado), mas sim a reestatiza\u00e7\u00e3o do setor e o seu redenho para o atendimento das necessidades sociais.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Falta pouco para a lideran\u00e7a&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>O Brasil \u00e9 o segundo pa\u00eds com maior desigualdade do G20, segundo o estudo \u201cDeixados para tr\u00e1s pelo G20?\u201d &#8211; realizado nos pa\u00edses que comp\u00f5em o grupo. Apenas a \u00c1frica do Sul ficou atr\u00e1s do Brasil no levantamento. Mas a burguesia brasileira tinha que ser campe\u00e3 em algo&#8230; Quando se levanta a participa\u00e7\u00e3o dos 10% mais pobres na renda nacional , em um subgrupo de 12 pa\u00edses, o Brasil apresentou o pior desempenho de todos.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Economist: \u2018Capitalismo de Estado brasileiro \u00e9 amb\u00edguo\u2019<\/strong><\/p>\n<p>A publica\u00e7\u00e3o de cabeceira dos neoliberais tachou em sua reportagem: no Brasil, \u201co Estado voltou a se fazer presente com for\u00e7a na economia nos \u00faltimos anos\u201d. De acordo com a publica\u00e7\u00e3o, &#8220;o governo despejou recursos em um punhado de (empresas) campe\u00e3s, particularmente no setor de recursos naturais e telecomunica\u00e7\u00f5es&#8221;. Em sua cantilena direitista, afirma que o governo pressiona a Vale &#8220;para manter funcion\u00e1rios que n\u00e3o precisa, al\u00e9m de obrigar uma s\u00e9rie de companhias menores a embarcar numa consolida\u00e7\u00e3o subsidiada&#8221;.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a reportagem cita a fus\u00e3o Sadia-Perdig\u00e3o e a compra da Brasil Telecom pela Oi para dizer que tal \u201ccapitalismo de Estado\u201d \u00e9 na verdade um \u201cLeviat\u00e3 como acionista minorit\u00e1rio\u201d.<\/p>\n<p>De nossa parte, cabe ressaltar: sim, o Estado brasileiro, capitaneado pelo PT, \u00e9 acionista de v\u00e1rias empresas, das menores aos grandes \u201cplayers\u201d internacionais. E sua gest\u00e3o \u00e9 t\u00e3o explorat\u00f3ria quanto a da iniciativa privada \u2013 isso sem falar nas empresas controladas por fundos de pens\u00e3o&#8230;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Deu no NYT<\/strong><\/p>\n<p>Mat\u00e9ria do\u00a0<strong><em>New York Times<\/em><\/strong> desta quarta-feira afirma que embora tenha ocorrido &#8220;grandes avan\u00e7os&#8221; no combate ao desmatamento da Amaz\u00f4nia, \u201cdesde que a presidente Dilma Rousseff foi eleita presidente, no final de 2010, h\u00e1 sinais de uma mudan\u00e7a na atitude do governo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Amaz\u00f4nia\u201d.<\/p>\n<p>\u201cO governo est\u00e1 dando mais flexibilidade para grandes projetos de infra-estrutura durante o processo de licenciamento ambiental. E uma proposta daria ao Congresso do Brasil o poder de veto sobre o reconhecimento de territ\u00f3rios ind\u00edgenas\u201d, afirma a mat\u00e9ria \u2013 que critica o novo C\u00f3digo Florestal.<\/p>\n<p>&#8220;O debate sobre a lei revelou uma forte diferen\u00e7a entre uma popula\u00e7\u00e3o que est\u00e1 cada vez mais a favor de preservar a Amaz\u00f4nia e um Congresso no qual interesses agr\u00edcolas no Norte e Nordeste do pa\u00eds ainda t\u00eam influ\u00eancia\u201d. N\u00e3o s\u00f3 destas regi\u00f5es, New York Times. N\u00e3o s\u00f3.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Para Planalto, h\u00e1 imigrantes e imigrantes&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>A\u00a0<strong><em>BBC<\/em><\/strong> afirma o Brasil atrai executivos europeus e norte-americanos que fogem da crise econ\u00f4mica. Al\u00e9m disso, algumas empresas que sentem a falta de profissionais das engenharias( principalmente), encontram no Estado um \u201ccaptador\u201d de m\u00e3o-de-obra. Ao mesmo tempo, em pol\u00edtica que envergonha o povo brasileiro, s\u00e3o cada vez maiores \u00e0s restri\u00e7\u00f5es de imigrantes pobres, alguns em regime de trabalho semi-escravo no Brasil; e em especial os haitianos.<\/p>\n<p>Alguns dados demonstram a nova realidade nesse assunto: em 2009, havia 2.172 indianos vivendo regularmente no Brasil. Em junho de 2011, o n\u00famero saltou para 2.639. No mesmo per\u00edodo, a quantidade de paquistaneses no pa\u00eds passou de 134 a 216, e a de bengalis (oriundos de Bangladesh), de 64 a 109. Os n\u00fameros, do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a, servem para demonstrar: o pa\u00eds deve se preparar para acolher estes trabalhadores, e n\u00e3o dificultar suas vidas \u2013 como ocorre com os brasileiros que tentam ganhar a vida nos EUA e na Europa.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Petrobr\u00e1s \u201cmuy amiga\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Em sua primeira apari\u00e7\u00e3o p\u00fablica ap\u00f3s 20 dias de licen\u00e7a m\u00e9dica, a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, atacou as companhias de petr\u00f3leo que operam no pa\u00eds, entre elas a Petrobr\u00e1s.<\/p>\n<p>Kirchner \u201ccolocou os pingos nos is\u201d: as petrol\u00edferas formam cartel, recusam-se a investir na produ\u00e7\u00e3o e praticam sobrepre\u00e7o na Argentina. Tamb\u00e9m afirmou que \u201co subsolo \u00e9 dos argentinos\u201d e disse que tomar\u00e1 provid\u00eancias para que as companhias invistam na produ\u00e7\u00e3o: \u201cVou usar todos os instrumentos que a Constitui\u00e7\u00e3o e as leis permitem para defender os interesses dos 40 milh\u00f5es de argentinos\u201d.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>ONG denuncia torturas na L\u00edbia \u2013 s\u00f3 agora<\/strong><\/p>\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o M\u00e9dicos sem Fronteiras (MSF) suspender\u00e1 suas opera\u00e7\u00f5es nos centros de deten\u00e7\u00e3o da cidade l\u00edbia de Misrata como resposta \u00e0s torturas praticadas nos presos, segundo an\u00fancio desta quinta-feira.<\/p>\n<p>Estranho que s\u00f3 agora a ONG tenha \u201cdescoberto\u201d a tortura por parte dos agrupamentos pol\u00edticos que tomaram conta do pa\u00eds sob ordens do imperialismo. Segundo a ONG, j\u00e1 foram 115 pessoas tratadas com ferimentos provocados por tortura. Como em qualquer sistema de repress\u00e3o, o n\u00famero \u00e9 claramente inferior ao real: muitos outros, em condi\u00e7\u00f5es piores, n\u00e3o \u201cpodem\u201d receber atendimento m\u00e9dico devido ao grau das torturas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\nQuem paga a conta\nNessa semana, o\u00a0Olhar Comunista destaca relat\u00f3rio da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT) que diz: o mundo tem hoje 27 milh\u00f5es de desempregados a mais do que em 2007, quando a crise econ\u00f4mica estourou.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2324\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[100],"tags":[],"class_list":["post-2324","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c113-a-semana-no-olhar-comunista"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-Bu","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2324","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2324"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2324\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2324"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2324"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2324"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}