{"id":23296,"date":"2019-06-04T21:12:44","date_gmt":"2019-06-05T00:12:44","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=23296"},"modified":"2019-06-04T21:12:44","modified_gmt":"2019-06-05T00:12:44","slug":"honduras-aumenta-a-pressao-popular-contra-o-regime","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/23296","title":{"rendered":"Honduras: aumenta a press\u00e3o popular contra o regime"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/siyasihaber4.org\/images\/original\/2019\/06\/02\/honduras-ta-abd-buyukelciligi-nin-onunde-protesto-1559465056.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Por Geraldina Colotti, Resumen Latinoamericano<\/p>\n<p>Honduras est\u00e1 novamente em chamas com a greve geral convocada pelos trabalhadores de sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o contra os planos de privatiza\u00e7\u00e3o aprovados por decreto do governo de Juan Orlando Hern\u00e1ndez (Partido Nacional Hondure\u00f1o). Debatemos isso com Gerardo Torres, secret\u00e1rio internacional do Partido Livre de Honduras, que entrevistamos em Caracas no II F\u00f3rum sobre a Grande Miss\u00e3o Habitacional da Venezuela, ouvindo-o por telefone para as \u00faltimas atualiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Resumen: O que est\u00e1 acontecendo em Honduras? \u00c9 verdade que a embaixada dos EUA foi incendiada? Nas redes sociais existem aqueles que falam de uma provoca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Torres: \u00c9 verdade que um inc\u00eandio destruiu quase completamente a entrada principal da Embaixada dos EUA no segundo dia da greve geral. O pa\u00eds est\u00e1 completamente militarizado, mas durante uma mobiliza\u00e7\u00e3o que nos aproximou da embaixada dos Estados Unidos, alguns jovens conseguiram passar aproveitando o pouco controle que havia em um per\u00edmetro geralmente militarizado. O Ir\u00e3 e Honduras s\u00e3o os \u00fanicos pa\u00edses que incendiaram uma embaixada gringa. Conosco \u00e9 a segunda vez que acontece; a primeira foi em 1986, durante um protesto com alta participa\u00e7\u00e3o de estudantes. Estamos no meio de um processo de privatiza\u00e7\u00e3o da sa\u00fade e da educa\u00e7\u00e3o buscado por um governo a servi\u00e7o dos Estados Unidos e das grandes multinacionais. Juntamente com os professores, o colegiado de m\u00e9dicos convocou uma greve geral. Tanto a Frente de Resist\u00eancia como o nosso partido acompanham as mobiliza\u00e7\u00f5es, cuja lideran\u00e7a est\u00e1 nas m\u00e3os dos trabalhadores. Inicialmente, o governo havia rejeitado qualquer negocia\u00e7\u00e3o, mas logo depois da greve anunciou que queria revogar os processos de privatiza\u00e7\u00e3o. Estamos provavelmente \u00e0s v\u00e9speras de uma nova vit\u00f3ria popular.<\/p>\n<p>Resumen: E ent\u00e3o? Quais s\u00e3o os objetivos?<\/p>\n<p>Torres: N\u00f3s n\u00e3o vamos parar. Vamos aumentar ainda mais a press\u00e3o contra este regime que se instalou ap\u00f3s o golpe de Estado em 2009 e que foi imposto com armas ap\u00f3s a fraude de 2017. Vamos seguir adotando medidas de protesto durante toda a semana. J\u00e1 fechamos o aeroporto internacional e organizamos mais de 200 bloqueios de estradas, nos confrontamos com a pol\u00edcia em v\u00e1rias ocasi\u00f5es e tivemos v\u00e1rias mortes. Este regime neoliberal visa remover tantos direitos quanto poss\u00edvel para favorecer os interesses das grandes multinacionais. Estamos em um processo que chamamos de insurrei\u00e7\u00e3o pac\u00edfica, um protesto permanente nas ruas. Criamos comandos insurrecionais, compostos por um m\u00ednimo de 3 a 5 unidades, politicamente treinados para protestar e mobilizar. Um protesto que continua desde novembro de 2017, quando ganhamos as elei\u00e7\u00f5es pela segunda vez, mas eles as roubaram novamente. O regime imp\u00f4s-se com armas e com o apoio das for\u00e7as armadas americanas do Comando Sul. Apelamos para o Artigo 3 da Constitui\u00e7\u00e3o, segundo o qual ningu\u00e9m deve obedi\u00eancia a um governo usurpador.<\/p>\n<p>Resumen: Qual \u00e9 a for\u00e7a do Partido Livre?<\/p>\n<p>Torres: Em junho, dez anos se passaram desde o golpe. Uma d\u00e9cada de luta e resist\u00eancia durante a qual nos tornamos a maior for\u00e7a pol\u00edtica do pa\u00eds. No entanto, eles nos impedem de chegar ao poder porque o governo hondurenho \u00e9 um fantoche pago pelos interesses geopol\u00edticos dos Estados Unidos, aos quais ele deve proteger. N\u00f3s vencemos o bipartidarismo e a oligarquia. A \u00fanica raz\u00e3o pela qual eles n\u00e3o nos deixam governar \u00e9 porque combatemos diretamente o imperialismo, que imp\u00f4s a maior base a\u00e9rea da Am\u00e9rica do Norte na Am\u00e9rica Latina, presente em nosso territ\u00f3rio. A base a\u00e9rea de Palmerola foi criada como parte da Guerra Fria para atacar a independ\u00eancia sandinista, salvadorenha e caribenha. A nossa luta \u00e9 uma luta pela independ\u00eancia. Somos uma col\u00f4nia dos Estados Unidos e estamos lutando para alcan\u00e7ar a verdadeira independ\u00eancia: come\u00e7ando com a expuls\u00e3o das bases militares dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Resumen: Os Estados Unidos tentam impor uma nova doutrina Monroe para a Am\u00e9rica Latina, e a Am\u00e9rica Central continua sendo sua fortaleza. Qual a sua leitura?<\/p>\n<p>Torres: A Doutrina Monroe, a dos falc\u00f5es do Pent\u00e1gono, tem um dos seus principais porta-avi\u00f5es em Honduras. Em Honduras, um dos maiores torturadores do povo latino-americano, John Negroponte, continuou sua a\u00e7\u00e3o letal no Iraque. Honduras era a rep\u00fablica das bananas, completamente subordinada aos EUA, que usou o pa\u00eds como uma base para atacar outras revolu\u00e7\u00f5es. Aconteceu ent\u00e3o que uma esquerda que sempre foi esmagada pelos interesses americanos se uniu com a chegada de Manuel Zelaya \u00e0 presid\u00eancia. Embora tenha vindo do partido liberal, Zelaya produziu uma ruptura com o bipartidarismo. Ele confrontou os americanos, rompeu com a depend\u00eancia, prometeu expulsar a base dos gringos do territ\u00f3rio. E promoveram um golpe de Estado. Ent\u00e3o eles pensaram que \u00edamos ficar quietos, mas a verdade \u00e9 que, por mais de 15 anos, seguindo o exemplo da Revolu\u00e7\u00e3o Bolivariana, conseguimos despertar o povo, um dos povos mais esmagados pelo imperialismo. Hoje sabemos que os falc\u00f5es est\u00e3o voando de novo, que se est\u00e1 levando a cabo uma contraofensiva conservadora contra os setores populares. \u00c9 total responsabilidade nossa lutar para bloquear o imperialismo, expuls\u00e1-lo do nosso territ\u00f3rio e nos unirmos ao esfor\u00e7o de constru\u00e7\u00e3o do sonho da P\u00e1tria Grande Am\u00e9rica Latina, alimentado por Bol\u00edvar e o Comandante Ch\u00e1vez.<\/p>\n<p>Resumen: A Venezuela est\u00e1 no olho da tempestade, mas reage a san\u00e7\u00f5es e ataques com mais direitos, mais cultura e participa\u00e7\u00e3o popular. Como representante do Partido Livre no Segundo F\u00f3rum Internacional da Grande Miss\u00e3o Habitacional da Venezuela, como voc\u00ea v\u00ea o futuro da revolu\u00e7\u00e3o bolivariana?<\/p>\n<p>Torres: Neste momento, a Venezuela \u00e9 a principal dor de cabe\u00e7a do imperialismo, porque mostrou que um pa\u00eds pode se desenvolver com perspectiva no socialismo. Um pa\u00eds que, historicamente, foi um dos mais desiguais, em que apenas uma pequena parcela tinha muito dinheiro, enquanto a grande maioria vivia na pobreza. A revolu\u00e7\u00e3o bolivariana, da qual somos profundamente gratos, conseguiu reduzir enormemente as desigualdades. Temos a certeza de que os gringos n\u00e3o conseguir\u00e3o destru\u00ed-la, n\u00e3o poder\u00e3o derrotar o povo e a ideia do chavismo, que se enraizou n\u00e3o s\u00f3 na Venezuela, mas em todos os povos do planeta. Eles n\u00e3o poder\u00e3o enfrentar as For\u00e7as Armadas Nacionais Bolivarianas, que foram formadas nos ideais de Chavez, isto \u00e9, s\u00e3o anti-imperialistas. Em Honduras, compartilhamos todos os ideais da revolu\u00e7\u00e3o bolivariana, acreditamos na unidade latino-americana. N\u00f3s somos morazanistas. Francisco Moraz\u00e1n e Sim\u00f3n Bol\u00edvar eram quase contempor\u00e2neos e perseguiam o mesmo objetivo, Bol\u00edvar na Am\u00e9rica do Sul e Moraz\u00e1n na Am\u00e9rica Central: uma \u00fanica na\u00e7\u00e3o latino-americana para enfrentar o imperialismo. E n\u00f3s somos profundamente anti-imperialistas. Hoje, em Honduras, estamos do outro lado do espelho em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Venezuela: somos o exemplo do que aconteceria se permit\u00edssemos que os gringos chegassem \u00e0 p\u00e1tria de Bol\u00edvar. N\u00f3s devemos evit\u00e1-los. Em Honduras temos o controle de alguns munic\u00edpios onde tentamos seguir o exemplo da Miss\u00e3o Habitacional, desenvolver projetos habitacionais solid\u00e1rios. Viemos muitas vezes \u00e0 Venezuela para aprender, realizamos confer\u00eancias com o governo bolivariano, mas o governo hondurenho colocou todos os tipos de impedimentos. Enquanto na Venezuela as melhores mentes est\u00e3o a servi\u00e7o do poder popular, em Honduras as melhores mentes s\u00e3o compradas para coloc\u00e1-las a servi\u00e7o do imperialismo: para que possamos continuar a viver como col\u00f4nias.<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Partido Comunista Brasileiro (PCB)<\/p>\n<p>Fonte: http:\/\/www.resumenlatinoamericano.org\/2019\/06\/01\/honduras-gerardo-torres-del-partido-libre-no-nos-detendremos-aumentaremos-aun-mas-la-presion-contra-este-regimen\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/23296\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[30],"tags":[227],"class_list":["post-23296","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c38-honduras","tag-5a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-63K","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23296","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23296"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23296\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23296"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23296"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23296"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}