{"id":2330,"date":"2012-01-28T01:24:39","date_gmt":"2012-01-28T01:24:39","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=2330"},"modified":"2012-01-28T01:24:39","modified_gmt":"2012-01-28T01:24:39","slug":"um-em-cada-5-mortos-em-sao-paulo-e-vitima-de-pm","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2330","title":{"rendered":"Um em cada 5 mortos em S\u00e3o Paulo \u00e9 v\u00edtima de PM"},"content":{"rendered":"\n<p>Levantamento feito pela Folha, com base nos dados da Corregedoria da Pol\u00edcia Militar, revela que, das 1.299 pessoas mortas na capital nesse per\u00edodo do ano passado, 290 foram atingidas por PMs -22,3% do total.<\/p>\n<p>As 290 mortes cometidas por PMs s\u00e3o casos de &#8220;resist\u00eancia seguida de morte&#8221; (229) e homic\u00eddios dolosos fora do trabalho (61).<\/p>\n<p>Essa \u00e9\u00a0a maior m\u00e9dia de mortos por PMs desde 2005, proporcionalmente ao total de pessoas mortas na cidade. Maior at\u00e9 do que em 2006, quando o Estado enfrentou tr\u00eas ondas de ataques da fac\u00e7\u00e3o criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).<\/p>\n<p>Naquele ano, as mortes atribu\u00eddas a PMs na capital (192) representavam 6,8% do total de mortes (2.814).<\/p>\n<p>Para o comandante-geral da PM, coronel \u00c1lvaro Batista Camilo, a letalidade policial \u00e9\u00a0uma de suas preocupa\u00e7\u00f5es \u00e0\u00a0frente da tropa.<\/p>\n<p>&#8220;Mesmo assim \u00e9\u00a0preciso considerar que 83% das pessoas que se envolvem com ocorr\u00eancias policiais s\u00e3o presas ou conseguem fugir. Os mortos em confronto com PMs s\u00e3o apenas 17%&#8221;, disse.<\/p>\n<p>&#8220;Nossa finalidade sempre \u00e9\u00a0 evitar a morte, seja ela do criminoso ou do policial. No \u00faltimo ano, conseguimos apreender 22 mil armas. Isso mostra o quanto as pessoas ainda andam armadas.&#8221;<\/p>\n<p>Para evitar as mortes cometidas por PMs, a corpora\u00e7\u00e3o mant\u00e9m um programa de investiga\u00e7\u00e3o semanal para analisar cada um dos casos em que policiais matam, seja no trabalho ou fora dele.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio-executivo do F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica, Renato S\u00e9rgio de Lima, diz ser preciso melhorar a qualidade do PM. &#8220;Se voc\u00ea\u00a0conseguir reduzir a letalidade policial, a\u00ed\u00a0sim, S\u00e3o Paulo vai poder comemorar a queda no homic\u00eddio&#8221;.<\/p>\n<p>O advogado Marcos Fuchs, diretor da ONG Conectas Direitos Humanos, v\u00ea como assustadora a propor\u00e7\u00e3o de mortes cometidas por PMs.<\/p>\n<p>&#8220;A pol\u00edcia precisa acabar com a pr\u00e1tica de atirar primeiro e perguntar depois, como costuma ocorrer nos casos de viol\u00eancia seguida de morte.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;S\u00f3\u00a0com o treinamento dos policiais esses \u00edndices de letalidade v\u00e3o reduzir&#8221;, disse Fuchs.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Planalto estuda repres\u00e1lias contra barreiras argentinas<\/strong><\/p>\n<p><em>Valor Econ\u00f4mico<\/em><\/p>\n<p>Nos primeiros 24 dias do ano, o Brasil vendeu em m\u00e9dia 10% a menos \u00e0\u00a0Argentina do que exportou no ano passado, o que indica uma queda pr\u00f3xima a US$ 150 milh\u00f5es at\u00e9\u00a0 o fim do m\u00eas, apesar de um grande crescimento nas exporta\u00e7\u00f5es de autom\u00f3veis.<\/p>\n<p>O governo brasileiro j\u00e1\u00a0estuda poss\u00edveis a\u00e7\u00f5es de repres\u00e1lia, caso comprove que a queda nas exporta\u00e7\u00f5es resultou de barreiras ilegais impostas pelos argentinos, segundo informou um ministro ao Valor. Informalmente, j\u00e1\u00a0se cogita uma queixa contra a Argentina no \u00f3rg\u00e3o de solu\u00e7\u00e3o de controv\u00e9rsias do Mercosul.<\/p>\n<p>A medida poderia ser seguida por outros s\u00f3cios do bloco, escancarando a insatisfa\u00e7\u00e3o regional com os controles de importa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds vizinho. A inten\u00e7\u00e3o \u00e9\u00a0impor limites aos danos provocados pelas medidas protecionistas adotadas pela Argentina para equilibrar as contas externas, salvaguardando setores que nem sequer t\u00eam impacto expressivo nas contas totais de com\u00e9rcio, como cal\u00e7ados.<\/p>\n<p>Em 1\u00ba\u00a0de fevereiro, entra em vigor a mais recente medida de controle criada pelo governo argentino, a exig\u00eancia de uma Declara\u00e7\u00e3o Jurada Antecipada de Importa\u00e7\u00e3o (DJAI) aos interessados em trazer mercadorias do exterior ao pa\u00eds. O temor que a medida provoque interrup\u00e7\u00e3o no com\u00e9rcio entre os dois pa\u00edses levou o governo brasileiro a programar uma visita da secret\u00e1ria de Com\u00e9rcio Exterior, Tatiana Prazeres, a Buenos Aires, na primeira quinzena de fevereiro. &#8220;Com o in\u00edcio da vig\u00eancia do mecanismo poderemos avaliar melhor o impacto&#8221;, disse a secretaria.<\/p>\n<p>&#8220;A visita \u00e0\u00a0Argentina \u00e9\u00a0 uma mensagem de preocupa\u00e7\u00e3o de nosso lado, agora transmitida pessoalmente&#8221;, explicou, lembrando que o governo editou nota manifestando inquieta\u00e7\u00e3o depois do an\u00fancio da cria\u00e7\u00e3o da DJAI argentina. &#8220;O recurso ao \u00f3rg\u00e3o de solu\u00e7\u00e3o de controv\u00e9rsias \u00e9\u00a0apenas uma entre v\u00e1rias possibilidades&#8221;, disse Tatiana, confirmando que a a\u00e7\u00e3o \u00e9\u00a0 cogitada no governo. &#8220;Mas nossa \u00eanfase, no momento, \u00e9\u00a0a negocia\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos dias, como parte da regulamenta\u00e7\u00e3o da medida que criou a DJAI, agregou-se a exig\u00eancia de um formul\u00e1rio especial dos importadores, pela Secretaria de Com\u00e9rcio Interior argentina, chefiada por Guillermo Moreno. O Itamaraty tem acompanhado as not\u00edcias sobre as medidas, mas delegou ao Minist\u00e9rio do Desenvolvimento as conversas com os argentinos.<\/p>\n<p>H\u00e1\u00a0informa\u00e7\u00f5es desencontradas em Buenos sobre o prazo que o governo local levar\u00e1\u00a0para processar as informa\u00e7\u00f5es e liberar a importa\u00e7\u00e3o dos produtos listados na declara\u00e7\u00e3o antecipada &#8211; as previs\u00f5es variam entre 72 horas e dez dias. Incomoda \u00e0\u00a0c\u00fapula do governo brasileiro a continuidade no atraso das licen\u00e7as de importa\u00e7\u00e3o j\u00e1\u00a0existentes, que supera o m\u00e1ximo de 60 dias previsto pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Com\u00e9rcio (OMC) em alguns itens dos setores de t\u00eaxteis, cal\u00e7ados e m\u00e1quinas agr\u00edcolas.<\/p>\n<p>O tema deve ser abordado tamb\u00e9m por Tatiana, que se reunir\u00e1\u00a0com a secret\u00e1ria de Com\u00e9rcio Exterior da Argentina, Beatriz Pagliari. N\u00e3o est\u00e1 previsto nenhum encontro com Moreno, considerado na Argentina o verdadeiro controlador das decis\u00f5es relativas a com\u00e9rcio e investimentos no pa\u00eds.<\/p>\n<p>O resultado negativo do come\u00e7o do ano pode ser atribu\u00eddo, apenas em parte, \u00e0\u00a0queda de quase 60% nas vendas de min\u00e9rio de ferro (US$ 34 milh\u00f5es a menos, em 17 dias \u00fateis), causada pela interrup\u00e7\u00e3o de fornecimento com as enchentes verificadas em Minas Gerais.<\/p>\n<p>Mas a disparidade dos n\u00fameros mostra que, embora haja fortes quedas em exporta\u00e7\u00f5es de bens manufaturados, nem todos os setores s\u00e3o afetados da mesma maneira. H\u00e1\u00a0casos de forte alta nas vendas, como nos autom\u00f3veis (56% na m\u00e9dia di\u00e1ria de exporta\u00e7\u00f5es), ve\u00edculos de carga (146%) e tratores (127%), fio-m\u00e1quina (119%) e m\u00e1quinas e equipamentos para terraplenagem (77%).<\/p>\n<p>A lista dos 25 principais produtos de exporta\u00e7\u00e3o do Brasil \u00e0\u00a0Argentina revela queda de 40% na entrada de m\u00e1quinas e equipamentos de uso agr\u00edcola (exceto tratores) e redu\u00e7\u00e3o de 15% na venda de partes e pe\u00e7as automotivas. Exclu\u00eddos os 25 principais produtos vendidos pelo Brasil, a lista restante de exporta\u00e7\u00f5es brasileiras \u00e0\u00a0Argentina (que inclui itens como t\u00eaxteis e cal\u00e7ados) mostra queda de 33%, ou US$ 10 milh\u00f5es di\u00e1rios a menos.<\/p>\n<p>No setor privado brasileiro, setores como o de eletroeletr\u00f4nicos, mais afetados pelas barreiras comerciais no vizinho, s\u00e3o favor\u00e1veis a medidas duras de retalia\u00e7\u00e3o \u00e0\u00a0 Argentina, at\u00e9\u00a0com cria\u00e7\u00e3o de restri\u00e7\u00f5es a investimentos da Argentina no Brasil.<\/p>\n<p>Mas, em reuni\u00e3o h\u00e1\u00a0uma semana na Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de S\u00e3o Paulo (Fiesp), os dirigentes empresariais aprovaram uma &#8220;agenda positiva&#8221; de negocia\u00e7\u00f5es, com medidas para equilibrar, sem protecionismo, a balan\u00e7a comercial bilateral. Entre essas medidas, est\u00e3o a maior inclus\u00e3o dos argentinos nas compras governamentais brasileiras, est\u00edmulos \u00e0 associa\u00e7\u00e3o de empresas e a\u00e7\u00f5es conjuntas de defesa do mercado regional.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>&#8216;Cai risco de quebra de banco europeu&#8217;<\/strong><\/p>\n<p><em>Valor Econ\u00f4mico<\/em><\/p>\n<p>O risco de quebra de banco tipo Lehman Brothers na Europa diminuiu bastante desde dezembro, mas restam vulnerabilidades no setor banc\u00e1rio europeu e n\u00e3o &#8220;\u00e9 bom banco privado depender exclusivamente do dinheiro do banco central&#8221;.<\/p>\n<p>Foi o que afirmou ontem o presidente do Conselho de Estabilidade Financeira (FSB, na sigla em ingl\u00eas), uma esp\u00e9cie de xerife das finan\u00e7as globais, Mark Carney, que \u00e9 tamb\u00e9m presidente do Banco Central do Canad\u00e1, em entrevista ao Valor.<\/p>\n<p>Carney substituiu em novembro a Mario Draghi na presid\u00eancia do FSB, quando o italiano assumiu o comando do Banco Central Europeu (BCE). Sua tarefa \u00e9 trabalhar para evitar a repeti\u00e7\u00e3o da crise financeira de 2008.<\/p>\n<p>Educado nas universidades de Oxford e Harvard e ex-banqueiro do Goldman Sachs, Carey, de 46 anos, trabalhou em Londres, T\u00f3quio e Nova York e tamb\u00e9m no minist\u00e9rio de finan\u00e7as canadense. E est\u00e1\u00a0em posi\u00e7\u00e3o particularmente confort\u00e1vel porque o Canad\u00e1\u00a0se destacou na crise pelas duras reformas, que preservaram seus bancos, como tamb\u00e9m no Brasil.<\/p>\n<p>Na entrevista, ele considerou que a evid\u00eancia mesmo no momento \u00e9\u00a0de que crise na zona do euro \u00e9\u00a0um aspecto central da vulnerabilidade do sistema financeiro global. Mas que desde dezembro as autoridades europeias come\u00e7aram a tomar medidas importantes. E para a estabilidade financeira no curto prazo, o fornecimento de liquidez bilion\u00e1ria pelo Banco Central Europeu (BCE) &#8220;tem sido uma iniciativa muito importante&#8221;&#8221;.<\/p>\n<p>O BCE emprestou em dezembro \u20ac\u00a0 489 bilh\u00f5es para mais de 500 bancos em opera\u00e7\u00e3o, pela primeira vez, de tr\u00eas anos, com taxa de apenas 1% ao ano. &#8220;Essa a\u00e7\u00e3o afasta o risco de crise de liquidez de um banco europeu&#8221;&#8221;, disse Carney. Al\u00e9m disso, notou que os bancos do velho continente t\u00eam ainda colateral (garantias) que se contam em trilh\u00f5es de euros, e que podem usar para obter mais liquidez junto ao BCE.<\/p>\n<p>No entanto, o xerife das finan\u00e7as nota que a situa\u00e7\u00e3o continua dif\u00edcil na Europa. &#8220;N\u00e3o\u00a0\u00e9\u00a0 uma boa coisa que um banco privado dependa exclusivamente do banco central. H\u00e1\u00a0ainda esse processo de desalavancagem de bancos europeus, que reduz a concess\u00e3o de credito \u00e0 economia real&#8221;&#8221;.<\/p>\n<p>Para Carney, os europeus precisam se concentrar na situa\u00e7\u00e3o da Gr\u00e9cia. Considera que as negocia\u00e7\u00f5es do pa\u00eds com bancos credores s\u00e3o muito delicadas e o resultado &#8220;poderia ser determinante para a estabilidade financeira mundial&#8221;&#8221;. Se positivo ou negativo, depender\u00e1 do pacote final.<\/p>\n<p>Ele insiste que um acordo de reestrutura\u00e7\u00e3o da d\u00edvida grega precisa ter credibilidade para baixar a d\u00edvida a um n\u00edvel sustent\u00e1vel, como os 120% em rela\u00e7\u00e3o ao PIB, no m\u00ednimo, como as autoridades europeias tentam obter como compromisso.<\/p>\n<p>Ele aponta duas maneiras de fazer o acordo ser sustent\u00e1vel para os gregos: com maior &#8220;haircut&#8221;&#8221; ou corte acima de 50% da d\u00edvida em m\u00e3os dos bancos privados ou com participa\u00e7\u00e3o do setor p\u00fablico &#8211; o que implica que o Banco Central Europeu tamb\u00e9m sofra preju\u00edzo. &#8220;Eu n\u00e3o estou dizendo que o setor p\u00fablico deveria participar&#8221;&#8221;, reitera Carney sorrindo, evitando apoiar a demanda do Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI) nesse sentido.<\/p>\n<p>Sempre de olho na estabilidade financeira, o xerife das finan\u00e7as considera tamb\u00e9m desej\u00e1vel que o fundo conjunto europeu de socorro amplie sua capacidade combinada (dos fundos atuais EFSF e ESM, nas siglas em ingl\u00eas) para \u20ac1 trilh\u00e3o, o dobro dos recursos previstos para evitar cont\u00e1gio da crise &#8211; mas \u00e9\u00a0algo que a Alemanha, no comando da Europa, resiste no momento.<\/p>\n<p>Carney deixou claro que o Acordo de Basileia 3, que exige capital adicional dos bancos, n\u00e3o ser\u00e1 flexibilizado, como pedem bancos europeus e americanos em meio \u00e0 deteriora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica global.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9\u00a0equivocado falar que a regula\u00e7\u00e3o complica a situa\u00e7\u00e3o&#8221;&#8221;, disse. &#8220;Os bancos europeus est\u00e3o\u00a0subcapitalizados em qualquer padr\u00e3o, com gera\u00e7\u00e3o de liquidez insuficiente, da\u00ed porque dependem do BCE&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>O que ocorre, a seu ver, \u00e9\u00a0que desde a crise de 2008 os bancos europeus fizeram uma recapitaliza\u00e7\u00e3o &#8220;relativamente modesta&#8221;&#8221;, com algumas exce\u00e7\u00f5es. E isso n\u00e3o \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o de outros pa\u00edses, cujos bancos est\u00e3o capitalizados e em melhor posi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;As regras de regula\u00e7\u00e3o se aplicam em todo lugar. E para aquelas economias que n\u00e3o t\u00eam sofrido crise, como a canadense, brasileira e australiana, s\u00e3o tr\u00eas exemplos, voc\u00ea\u00a0 acha que tem problema de oferta de cr\u00e9dito? Tem problema de credito no Brasil? N\u00e3o acredito. No Canad\u00e1\u00a0tamb\u00e9m n\u00e3o. O problema na Europa come\u00e7ou com capitaliza\u00e7\u00e3o insuficiente&#8221;&#8221;, acrescentou.<\/p>\n<p>A posi\u00e7\u00e3o firme de Carney levou banqueiros como o presidente do J.P. Morgan, Jamie Dimon, a atac\u00e1-lo duramente, insistindo no &#8220;atraso&#8221;&#8221; de exig\u00eancias adicionais de capital para os bancos.<\/p>\n<p>As respostas de Carney t\u00eam sido de apontar &#8220;confus\u00e3o deliberada das consequ\u00eancias de desalavancagem global com reforma financeira&#8221;&#8221;.<\/p>\n<p>Como em Davos todo mundo acaba se encontrando, ontem, horas depois da entrevista ao Valor Carney e Dimon conversavam em p\u00e9 na entrada do Caf\u00e9 Vip no F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial. E pelo que o Valor p\u00f4de ouvir, o tema era a implementa\u00e7\u00e3o da regula\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Brasileiros ampliam fatias na Europa<\/strong><\/p>\n<p><em>Valor Econ\u00f4mico<\/em><\/p>\n<p>Enquanto bancos europeus reduzem sua participa\u00e7\u00e3o no Brasil, o fluxo de bancos brasileiros para a Europa continua aumentando, conforme os dados do Banco Internacional de Compensa\u00e7\u00f5es (BIS).<\/p>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o de bancos brasileiros no exterior alcan\u00e7ou US$ 93,8 bilh\u00f5es em setembro, numa alta de 5% em rela\u00e7\u00e3o ao trimestre precedente. Nos pa\u00edses desenvolvidos, a alta foi de 11,6%.<\/p>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o na Europa saltou para US$ 27,3 bilh\u00f5es, crescendo 7,5%. Os bancos brasileiros diminu\u00edram sua presen\u00e7a na Fran\u00e7a e em Portugal, mantiveram est\u00e1vel em US$ 1,6 bilh\u00e3o na Espanha e em Luxemburgo em US$ 2,4 bilh\u00f5es, e aumentaram na Alemanha e na Gr\u00e3-Bretanha. Na Gr\u00e9cia, tinham US$ 7 milh\u00f5es em junho, caindo em setembro para US$ 1 milh\u00e3o.<\/p>\n<p>Para os pa\u00edses em desenvolvimento, a presen\u00e7a brasileira aumentou US$ 1 bilh\u00e3o, para US$ 18,4 bilh\u00f5es. E declinou ligeiramente nos centros &#8220;offshore&#8221; para US$ 18,8 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Em Davos, Luis Carlos Trabuco, presidente do Bradesco, disse que no caso do banco brasileiro n\u00e3o houve aumento de exposi\u00e7\u00e3o. Ele acha que as estat\u00edsticas do BIS podem significar, na verdade, investimentos dos bancos em suas subsidi\u00e1rias. &#8220;Os dados podem estar enviesados por esse motivo.&#8221;&#8221;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>PIB dos EUA cresceu 2,8% no \u00faltimo trimestre de 2011<\/strong><\/p>\n<p><em>O Globo<\/em><\/p>\n<p>WASHINGTON, DAVOS, RIO E S\u00c3O PAULO \u2013\u00a0 O Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA cresceu 2,8% no quarto trimestre do ano passado ante o terceiro, em termos anualizados. O resultado ficou abaixo da estimativa de analistas, que era de crescimento de 3,0%, mas representa a maior expans\u00e3o desde a do segundo trimestre de 2010. No terceiro trimestre do ano passado, o PIB americano aumentou 1,8% e, no segundo trimestre, 1,3%.<\/p>\n<p>Em 2011, a economia dos EUA cresceu 1,7%, menos que a expans\u00e3o de 3,0% apresentada em 2010, informou o Departamento de Com\u00e9rcio do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Segundo LCA Consultores, os n\u00fameros do PIB americano trouxeram detalhes &#8220;majoritariamente frustrantes&#8221;, com um fraco resultado no consumo das fam\u00edlias. Em relat\u00f3rio, a consultoria afirma que a retra\u00e7\u00e3o dos gastos do governo continuar\u00e1\u00a0a pesar sobre o crescimento americano. &#8220;Ademais, a acumula\u00e7\u00e3o de estoques foi surpreendente, fator que tende a desestimular o aumento da produ\u00e7\u00e3o neste primeiro trimestre.<\/p>\n<p>Os americanos gastaram mais em carros e caminh\u00f5es, enquanto as companhias repuseram seus estoques. Mas o crescimento entre outubro e dezembro \u2013\u00a0e do ano 2011 como um todo \u2013\u00a0foi comprometido pelo maior corte anual de despesas governamentais em quase quatro d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>Os gastos dos consumidores cresceram no \u00faltimos meses do ano, e o setor privado investiu mais em estoques, o que indica a expectativa de aumento na demanda. Por\u00e9m, a maioria dos economistas acreditam que esse movimento de reposi\u00e7\u00e3o deve diminuir, o que pode desacelerar o crescimento no primeiro trimestre de 2012.<\/p>\n<p><strong>Geithner : muitos desafios para os EUA<\/strong><\/p>\n<p>Em Davos, n a Su\u00ed\u00e7a, o secret\u00e1rio do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, disse que a economia do pa\u00eds est\u00e1 crescendo a uma taxa de 2% a 3%, mas ainda enfrenta grandes desafios para consertar os danos causados pela crise financeira.<\/p>\n<p>&#8211; Eu acho que se olharmos para a previs\u00e3o do Fed e o consenso dos analistas privados, as pessoas est\u00e3o bem agrupadas nessa \u00e1rea, mas isso ainda depende do desempenho mundial. Ainda estamos consertando os danos causados pela crise financeira &#8211; disse Geithner ao F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial.<\/p>\n<p>&#8211; Al\u00e9m disso, enfrentamos um mundo mais desafiador. Temos muitos desafios \u00e0\u00a0frente nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>De acordo com o estrategista Jason Vieira, da corretora Cruzeiro do Sul, o resultado do PIB demonstrou melhora em compara\u00e7\u00e3o com o per\u00edodo de acomoda\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do segundo trimestre, com o aumento do consumo e dos gastos pessoais, um sinal importante para o governo americano. Esta leitura mant\u00e9m a economia dos EUA numa situa\u00e7\u00e3o consideravelmente melhor de curto prazo, diz ele.<\/p>\n<p>Vieira avalia que houve uma melhora no consumo de bens (de 1,4% para 5,7%) sendo a maior alta de bens dur\u00e1veis (de 5,7% para 14,8%); eleva\u00e7\u00e3o de investimentos privados brutos (de 1,3% para 20%) e de investimentos residenciais (de 1,3% para 10,9%).<\/p>\n<p>Pelo lado negativo, diz o analista, os investimentos do governo ca\u00edram 4,6%, sendo -7,3% do governo federal, -2,6% dos governos estaduais e -12,5% em defesa. Pesou negativamente tamb\u00e9m a eleva\u00e7\u00e3o das importa\u00e7\u00f5es de 1,2% para 4,4%, enquanto as exporta\u00e7\u00f5es mantiveram alta de 4,7%.<\/p>\n<p>&#8211; Mais de 70% do PIB americano depende do consumo das fam\u00edlias e faz com que o a recupera\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho seja um dos eventos de maior relev\u00e2ncia para a revers\u00e3o dos efeitos da crise. Deste modo, a melhora na cria\u00e7\u00e3o de postos de trabalho \u00e9\u00a0um adendo importante para o quarto trimestre deste ano &#8211; avalia Vieira.<\/p>\n<p>A LCA projeta um crescimento trimestral anualizado de 1,7% do PIB dos EUA para a m\u00e9dia deste primeiro semestre do ano, &#8220;Continuamos a avaliar que a economia norte-americana ganhar\u00e1\u00a0 tra\u00e7\u00e3o (ainda que moderadamente) na segunda metade do ano, de modo que projetamos crescimento de 2% para o PIB dos EUA em 2012&#8221;, diz o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Assassinato seletivo: isso serve para provocar a guerra<\/strong><\/p>\n<p><em>Ag\u00eancia Carta Maior<\/em><\/p>\n<p>Esta circulando pelos blogs e redes sociais trecho de um programa de TV paga [Manhattan Conection, ver v\u00eddeo acima] em que um dos comentaristas, Sr. Caio Blinder, ap\u00f3ia o \u201cassassinato\u201d de cientistas que participam do \u201cprograma de enriquecimento de ur\u00e2nio do Estado Terrorista iraniano\u201d. Argumenta que \u00e9 \u201cpreciso matar gente agora\u201d para evitar mais mortes do futuro, al\u00e9m do que, acrescenta, \u201cvoc\u00ea intimida outros cientistas\u201d.<\/p>\n<p>O tema j\u00e1\u00a0foi intensamente debatido nos EUA, em 2007, quando o professor de direito Glenn Reynolds criticou o presidente Bush por n\u00e3o fazer o suficiente para parar o programa nuclear iraniano (vejam s\u00f3\u00a0Bush acusado de ser soft demais!) e, em seguida, defendeu que os EUA deveriam assassinar l\u00edderes religiosos e cientistas nucleares iranianos com o objetivo de intimidar o governo do Ir\u00e3. Portanto, se nos EUA a justificativa para esse tipo de crime n\u00e3o \u00e9 algo incomum, no Brasil &#8211; salvo engano meu- \u00e9 a primeira vez que aparece publicamente nos meios de comunica\u00e7\u00e3o e por isso julgo necess\u00e1rio tecer algumas considera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>No dia 11 de janeiro de 2012, Ahmadi Roshan, engenheiro qu\u00edmico da usina de enriquecimento de ur\u00e2nio de Natanz, foi assassinado nas ruas de Teer\u00e3 ap\u00f3s explos\u00e3o de uma bomba em seu carro. \u00c9 mais um de uma s\u00e9rie de acontecimentos similares. Em dezembro de 2011, sete pessoas morreram em uma explos\u00e3o em Yazd. Em 28 de novembro, uma bomba explodiu nas instala\u00e7\u00f5es nucleares em Isfahan. Em 12 de novembro, 17 pessoas foram mortas por uma explos\u00e3o perto de Teer\u00e3.. Em 29 de novembro de 2010, o cientista Shahriari foi morto da mesma forma como Roshan, com uma bomba plantada em seu carro. Em todos os casos as autoridades dos EUA e de Israel negaram veementemente qualquer envolvimento.<\/p>\n<p>Mas qual \u00e9\u00a0o problema? De forma declarada ou encoberta tanto EUA, como Israel, sempre adotaram a t\u00e1tica do assassinato seletivo. Desde 11 de setembro, o governo dos EUA tem realizado opera\u00e7\u00f5es similares (\u201cassassinatos seletivos\u201d) mesmo fora dos campos de batalha do Afeganist\u00e3o e do Iraque, como no I\u00eamen, Paquist\u00e3o, Som\u00e1lia, S\u00edria e possivelmente em outros lugares, causando a morte de mais de 2 mil supostos terroristas e de incont\u00e1veis vitimas civis. A justificativa est\u00e1\u00a0fundamentada numa autoriza\u00e7\u00e3o legal, aprovada na C\u00e2mara e no Senado, atribuindo ao Presidente o poder para adotar as medidas que julgue necess\u00e1rias para impedir ou prevenir atos de terrorismo internacional contra os Estados Unidos.<\/p>\n<p>\u00c9 importante notar que at\u00e9 pouco tempo atr\u00e1s a justificativa para assassinar civis pressupunha a participa\u00e7\u00e3o direta desses nas hostilidades. Quando se diz que um assassinato seletivo \u00e9 &#8220;necess\u00e1rio&#8221; entende-se que matar era a \u00fanica maneira de evitar um ataque iminente. Mas no caso dos cientistas \u00e9 praticamente imposs\u00edvel afirmar que mat\u00e1-los era necess\u00e1rio para impedir o Ir\u00e3 de lan\u00e7ar um ataque nuclear iminente contra Israel ou qualquer outro pa\u00eds. A n\u00e3o ser que haja uma nova doutrina em forma\u00e7\u00e3o: \u201cassassinato seletivo preventivo\u201d.<\/p>\n<p>Voltando ao porta-voz brasileiro dos fundamentalistas norte-americanos, o Sr. Blinder, que \u00e9 uma pessoa bem informada, sabe que al\u00e9m da quantidade e qualidade de ur\u00e2nio ou plut\u00f4nio, a produ\u00e7\u00e3o de armas nucleares tamb\u00e9m requer os meios para lev\u00e1-las ao seu destino (m\u00edsseis e ogivas). Portanto, \u00e9 um projeto que envolve grande quantidade de cientistas, engenheiros e operadores. Levando \u00e0 extremidade l\u00f3gica o argumento dos fundamentalistas, ser\u00e1 preciso assassinar mais algumas centenas ou mesmo milhares de pessoas. Claro, com o nobre objetivo de evitar mais mortes! Ali\u00e1s, 90% das mortes de norte-americanos no mundo ocorrem devido \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o de armas e muni\u00e7\u00f5es produzidas no pr\u00f3prio EUA.<\/p>\n<p>Portanto, somos tentados a concluir que os respons\u00e1veis pela ind\u00fastria b\u00e9lica (armas leves) nos EUA deveriam ser assassinados, pois evitaria a morte de milhares de norte-americanos? A ser levada a s\u00e9rio essa proposta (assassinato de cientistas), n\u00e3o\u00a0 \u00e9\u00a0improv\u00e1vel que os congressos cient\u00edficos internacionais acabem se convertendo em um verdadeiro festival de tiroteios e bombas. Ali\u00e1s, o suposto efeito da intimida\u00e7\u00e3o, pressuposto dessas a\u00e7\u00f5es, est\u00e1\u00a0 gerando um efeito oposto. Cerca de 1.300 estudantes universit\u00e1rios iranianos pediram para mudar as suas \u00e1reas de estudo para o campo das ci\u00eancias nucleares ap\u00f3s o assassinato. Veja s\u00f3\u00a0Sr Blinder! Ser\u00e1 preciso eliminar esses estudantes tamb\u00e9m porque um dia eles ser\u00e3o c\u00famplices do projeto nuclear iraniano!<\/p>\n<p>Dentro da mesma linha de racioc\u00ednio o propriet\u00e1rio do Atlanta Jewish Times, Andrew Adler, pediu desculpas na semana passada depois de sugerir que o assassinato do presidente Obama era uma op\u00e7\u00e3o que deveria ser considerada pelo governo israelense, conforme relatado pelo Huffington Post. De acordo com Adler, Israel tem apenas tr\u00eas op\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis para se manter seguro: 1. atacar Hezbollah e o Hamas, 2. destruir as instala\u00e7\u00f5es nucleares do Ir\u00e3; 3. assassinar Obama!<\/p>\n<p>Estranhamente o \u201cassassinato seletivo\u201d\u00a0 ocorreu tr\u00eas dias ap\u00f3s a afirma\u00e7\u00e3o do secretario de Defesa dos EUA de que era improv\u00e1vel que os iranianos estivessem tentando desenvolver uma arma nuclear e no momento em que governo iraniano reiniciava as negocia\u00e7\u00f5es com o grupo (P5 +1) para autorizar a realiza\u00e7\u00e3o de uma visita de delegados da Ag\u00eancia Internacional de Energia At\u00f4mica em seu pais.<\/p>\n<p>Fica claro que o objetivo do assassinato dos cientistas \u00e9\u00a0provocar uma forte rea\u00e7\u00e3o da linha dura iraniana justificando, dessa forma, os famosos ataques preventivos. De acordo com reportagem na Foreign Policy, que teve acesso a memorandos elaborados pelo governo Bush, a Mossad usa as credenciais da CIA para recrutar membros da organiza\u00e7\u00e3o Jundallah (considerada terrorista pelo governo dos EUA) para lan\u00e7ar ataques contra o Ir\u00e3. Como notou o analista internacional, Pierre Sprey, vivemos um daqueles raros e perigosos momentos da hist\u00f3ria, quando o \u201cBig Oil\u201d e os israelenses est\u00e3o pressionando a Casa Branca na mesma dire\u00e7\u00e3o. A \u00faltima vez que isso aconteceu resultou na invas\u00e3o do Iraque.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Por empregos, EUA aposta na classe m\u00e9dia de Brasil, China e \u00cdndia<\/strong><\/p>\n<p><em>Ag\u00eancia Carta Maior<\/em><\/p>\n<p>BRAS\u00cdLIA \u2013\u00a0O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, quer tirar proveito do crescimento econ\u00f4mico e da classe m\u00e9dia de Brasil, China e \u00cdndia, tr\u00eas dos cinco BRICS, o grupo das economias emergentes mais din\u00e2micas da atualidade, para gerar empregos para norte-americanos. Por isso, decidiu facilitar a entrada especialmente de brasileiros e chineses no pa\u00eds, a fim de explorar as possibilidades comerciais proporcionadas pelo turismo.<\/p>\n<p>A concess\u00e3o de vistos nas embaixadas e consulados norte-americanos no Brasil e na China ter\u00e1\u00a0novas regras que tornar\u00e3o o processo menos burocr\u00e1tico e mais r\u00e1pido. A iniciativa faz parte de um programa de incentivo ao turismo estrangeiro anunciado por Obama nesta quinta-feira (19), num local escolhido estrategicamente, por ser atra\u00e7\u00e3o tur\u00edstica: a Disney World, no estado da Fl\u00f3rida.<\/p>\n<p>Segundo uma nota oficial dispon\u00edvel na p\u00e1gina eletr\u00f4nica da Casa Branca, a sede de Presid\u00eancia norte-americana, turistas brasileiros, chineses e indianos injetaram 15 bilh\u00f5es de d\u00f3lares nos Estados Unidos em 2010, com os quais estimularam a cria\u00e7\u00e3o de milhares postos de trabalho. Dados do Departamento de Com\u00e9rcio indicam que cada turista brasileiro gasta em m\u00e9dia 5 mil d\u00f3lares, enquanto os chineses deixam 6 mil d\u00f3lares.<\/p>\n<p>No ano passado, ainda segundo o informe da Casa Branca, as se\u00e7\u00f5es consulares norte-americanas examinaram um milh\u00e3o de pedidos de visto de chineses e 800 mil de brasileiros, crescimento de 34% e 42%, respectivamente. Com o novo programa de incentivo ao turismo, o governo Obama quer aumentar esses n\u00fameros em 40% em 2012.<\/p>\n<p>\u201cO n\u00famero de viajantes provenientes de economias emergentes &#8211; e este \u00e9 um dos alvos da iniciativa do presidente &#8211; com crescente classe m\u00e9dia, como China, Brasil e \u00cdndia, deve crescer 135%, 274% e 50%, respectivamente, at\u00e9 2016 em rela\u00e7\u00e3o a 2010. Portanto, h\u00e1 uma enorme oportunidade a\u00ed\u201d, diz a nota da Casa Branca, segundo a qual Obama pretende transformar os EUA no destino n\u00famero um do turismo internacional.<\/p>\n<p>Segundo a Casa Branca, a ind\u00fastria do turismo representa 2,7% das riquezas produzidas nos EUA durante um ano (PIB) e emprega 7,5 milh\u00f5es de pessoas. Com o programa de incentivo, um milh\u00e3o de novas vagas poderia ser criado.<\/p>\n<p><strong>Reelei\u00e7\u00e3o e Dilma<\/strong><\/p>\n<p>O mercado de trabalho \u00e9\u00a0um dos problemas mais delicados nos EUA desde a eclos\u00e3o da crise financeira mundial em 2008. E se torna um problema ainda maior em um ano eleitoral como ser\u00e1\u00a02012, em que Obama tentar\u00e1\u00a0renovar o mandato.<\/p>\n<p>A taxa de desemprego, que em janeiro de 2008 era de 5%, dobrou at\u00e9\u00a02010. E manteve-se acima de 9% durante quase todo o ano de 2011. No fim do ano, fechou pr\u00f3xima de 8,5%. Como compara\u00e7\u00e3o, a taxa brasileira est\u00e1\u00a0em 5,2% (\u00faltimo dado dispon\u00edvel, relativo a novembro), a menor da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Relat\u00f3rio sobre a economia mundial em 2012 divulgado na \u00faltima ter\u00e7a-feira (17) pela ag\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas que estuda com\u00e9rcio e desenvolvimento (Unctad) prev\u00ea que a economia dos EUA vai crescer 1,5% este ano, 0,9 ponto a menos do que na proje\u00e7\u00e3o anterior, feita em junho de 2011.<\/p>\n<p>Para a Unctad, os EUA t\u00eam problemas pol\u00edticos \u2013 o Partido Republicano, advers\u00e1rio do democrata Obama, n\u00e3o ajuda o presidente, pois quer suced\u00ea-lo \u2013 e pode at\u00e9 entrar em recess\u00e3o.<\/p>\n<p>O plano tur\u00edstico de Obama lan\u00e7ado nesta quinta-feira (19) tem um objetivo interno, mas tamb\u00e9m tem impacto do ponto de vista diplom\u00e1tico, j\u00e1\u00a0que a presidenta Dilma Rousseff prepara uma viagem aos Estados Unidos para mar\u00e7o. Pretende retribuir visita oficial de Obama um ano antes, apenas tr\u00eas meses depois de ter tomado posse.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\nFolha de S. 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