{"id":23326,"date":"2019-06-14T13:59:17","date_gmt":"2019-06-14T16:59:17","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=23326"},"modified":"2019-06-14T13:59:17","modified_gmt":"2019-06-14T16:59:17","slug":"olavo-a-pos-modernidade-e-o-pequeno-principe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/23326","title":{"rendered":"Olavo, a p\u00f3s-modernidade e o Pequeno Pr\u00edncipe"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/boitempoeditorial.files.wordpress.com\/2019\/06\/mauro-iasi-olavo-posmoderno.jpg?w=620&amp;h=440\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->BLOG DA BOITEMPO<\/p>\n<p>Por Mauro Luis Iasi<\/p>\n<p>\u201cTu deviens responsable pour toujours<br \/>\nde ce que tu as apprivois\u00e9\u201d<br \/>\nSAINT-EXUP\u00c9RY<\/p>\n<p>Quando nos vemos diante da cat\u00e1strofe que nos assola, come\u00e7amos a perceber alguns personagens de forma oportunista tentando abandonar o barco e se desvencilhar de declara\u00e7\u00f5es e la\u00e7os que os ligam \u00e0 nau desgovernada. \u00c9 compreens\u00edvel e esperado. No entanto, nossa responsabilidade \u00e9 militar pelo n\u00e3o esquecimento.<\/p>\n<p>Trata-se, de fato, de atribuir a quem de direito cabe a responsabilidade por um desclassificado, tosco e desequilibrado miliciano e sua fam\u00edlia mafiosa ter chegado ao posto m\u00e1ximo da Rep\u00fablica. Em um conhecido poema, Verhoer des Guten, cuja declama\u00e7\u00e3o me custou um processo, Brecht fala de um personagem que, diante da cat\u00e1strofe do nazismo, tenta se isentar de culpa afirmando ser um homem bom, que apenas emitiu sua opini\u00e3o, que \u00e9 bom amigo. A pergunta central do poema pode ser encontrada no momento em que o homem bom afirma que n\u00e3o age movido por seus pr\u00f3prios interesses, ao que o poeta pergunta: que interesses te movem, ent\u00e3o?<\/p>\n<p>Penso que a pergunta central seja esta. Afinal, aquilo que aparece na boca e nas a\u00e7\u00f5es de significativos segmentos de massa representa interesses bem definidos \u2013 mais precisamente, interesses do grande capital monopolista em suas diversas manifesta\u00e7\u00f5es (financeira, industrial, comercial, agr\u00e1ria, etc.). Muito j\u00e1 falamos disso. Agora, contudo, interessa-me um outro aspecto, aquele ligado \u00e0 pr\u00f3pria manipula\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica que leva os assim chamados \u201chomens bons\u201d a se tornarem o suporte da maldade encarnada.<\/p>\n<p>Assim como Gramsci, estou convencido de que existe um n\u00facleo saud\u00e1vel no senso comum. Ningu\u00e9m aceitaria ser suporte de a\u00e7\u00f5es tais como aquelas que est\u00e3o levando \u00e0 devasta\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica ambiental, \u00e0 amplia\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia contra a mulher, \u00e0 pol\u00edtica genocida disfar\u00e7ada de seguran\u00e7a p\u00fablica, ao ataque aos direitos trabalhistas ou \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o da previd\u00eancia em nome dos interesses do capital financeiro\u2026 Ao menos n\u00e3o em seu estado puro, isto \u00e9, uma vez esclarecido seu real conte\u00fado reacion\u00e1rio e anti-humano, assim como as consequ\u00eancias desastrosas que acarretam para as pessoas e o pa\u00eds. Por isso, o conte\u00fado substantivo dos ataques necessita ser embrulhado por uma grossa camada ideol\u00f3gica que os apresente ocultando suas determina\u00e7\u00f5es, justificando sua suposta necessidade inquestion\u00e1vel, invertendo seus atributos, naturalizando suas ra\u00edzes sociais e hist\u00f3ricas e, por fim, conferindo um verniz universal ao car\u00e1ter particular dos interesses que os protagonizam.<\/p>\n<p>Esse modus operandi da ideologia transparece com clareza no tratamento dado ao epis\u00f3dio de viol\u00eancia em uma escola do Estado de S\u00e3o Paulo, em que adolescentes atacaram uma professora arremessando livros e carteiras contra ela. Demonstrando sua preocupa\u00e7\u00e3o, o secret\u00e1rio de educa\u00e7\u00e3o afirmou que todos devem condenar esse ato injustific\u00e1vel de viol\u00eancia e que o governo j\u00e1 estaria buscando formas de endurecer as puni\u00e7\u00f5es contra agressores e familiares para responsabiliz\u00e1-los por atos dessa natureza. Ora, embrulhado dessa forma, com pitadas de evid\u00eancias do tipo \u201cn\u00e3o se pode esperar que os professores deem conta disto sozinhos\u201d, que \u201ca escola e os pais t\u00eam que agir conjuntamente para garantir que isso n\u00e3o aconte\u00e7a\u201d, fica de fora a clara responsabilidade dos governos do PSDB que comandam o Estado de S\u00e3o Paulo h\u00e1 25 anos e que t\u00eam tratado os professores como lixo \u2013 inclusive, sempre que podem, batendo neles com extrema crueldade e viol\u00eancia, sucateando as condi\u00e7\u00f5es de trabalho, impondo superlota\u00e7\u00e3o de salas, diminu\u00eddo pessoal de seguran\u00e7a escolar e manuten\u00e7\u00e3o, desvalorizando na pr\u00e1tica o trabalho docente de forma permanente e decisiva em nome da sacrossanta lei de responsabilidade fiscal, dos super\u00e1vits prim\u00e1rios, do saneamento financeiro e da capacidade de pagamento da d\u00edvida. Ao final, segundo esse discurso, os respons\u00e1veis por essa \u201cinjustificada\u201d viol\u00eancia seriam os jovens e suas fam\u00edlias. Nada ameniza a viol\u00eancia praticada contra a professora, mas, desta forma, acaba por se ocultar nas tramas da ideologia as determina\u00e7\u00f5es mais profundas que se convertem nas margens que oprimem e preparam as novas explos\u00f5es de viol\u00eancia no rio das escolas.<\/p>\n<p>Creio que podemos pensar a partir deste registro nosso drama atual. Quando pensamos no inepto limitado que comanda a Rep\u00fablica e seu circo de ministros que parecem retirados de uma pe\u00e7a de Pirandello (que, ali\u00e1s, doou sua medalha do pr\u00eamio Nobel de Literatura para a campanha de ajuda ao fascismo na It\u00e1lia), logo nos vem \u00e0 mente a malta de pessoas fazendo arminhas com as m\u00e3os e digitando o n\u00famero da besta na urna eletr\u00f4nica. Pensamos em organiza\u00e7\u00f5es fartamente financiadas pela extrema direita conservadora mundial, como o MBL, o Vem Pra Rua e outras, ou, ainda, o esquema milion\u00e1rio para espalhar not\u00edcias falsas coordenado pelo mercen\u00e1rio Steve Bannon e o astr\u00f3logo ca\u00e7ador de patos que vive nos EUA.<\/p>\n<p>\u00c9 fato que todos eles t\u00eam sua responsabilidade, inclusive aqueles que acreditavam que estavam apenas evitando que o petismo bolivariano voltasse ao governo. H\u00e1, no entanto, um respons\u00e1vel que pode nem sequer ter votado no esposo da sobrinha do miliciano preso em Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>A chave para encontr\u00e1-lo reside em uma constata\u00e7\u00e3o. O senso comum n\u00e3o estaria, por seus pr\u00f3prios mecanismos e caracter\u00edsticas, apto a aceitar como v\u00e1lida essa montanha de bobagens e falsifica\u00e7\u00f5es grosseiras. Aquilo que se expressa no senso comum, j\u00e1 dizia Gramsci, resulta em larga medida do trabalho intelectual. Ou, dito de outra forma, aquilo que aparece em ideol\u00f3gicas arbitr\u00e1rias, bizarras e ocasionais nasceram de ideologias org\u00e2nicas e aparecem na consci\u00eancia imediata das massas \u201csem benef\u00edcio do invent\u00e1rio\u201d.<\/p>\n<p>No senso comum aparecem caoticamente mescladas, por um lado, cren\u00e7as na virgindade de Nossa Senhora, d\u00favidas sobre o formato plano ou arredondado da Terra, tramas conspirat\u00f3rias sobre a suposta imposi\u00e7\u00e3o perversa de vacinar as crian\u00e7as contra o sarampo ou sobre as mensagens ocultas nos livros did\u00e1ticos que podem levar seu filho a virar gay ou, pior, comunista, e por outro, afirma\u00e7\u00f5es sobre o nazismo ser de esquerda, sobre o fracasso das experi\u00eancias socialistas, sobre o quanto foi salvador o golpe de 1964 e humanistas seus torturadores, as virtudes do mercado e o rombo na previd\u00eancia.<\/p>\n<p>Tudo isso s\u00f3 p\u00f4de habitar assim o senso comum sem maiores problemas depois de um longo e paciente trabalho em desacreditar as ci\u00eancias, a no\u00e7\u00e3o de verdade, a hist\u00f3ria. Ora, quem militou neste front pode n\u00e3o ser um bolsonarista que acredita que a terra \u00e9 plana e que Olavo de Carvalho \u00e9 fil\u00f3sofo, mas n\u00e3o deixa de ter contribu\u00eddo de forma decisiva para semear o terreno no qual o obscurantismo e seu plano de batalha pudessem dar frutos.<\/p>\n<p>Hegel, em seu estudo sobre a Hist\u00f3ria da Filosofia, afirma que h\u00e1 dois antagonistas \u00e0 filosofia e \u00e0 busca da verdade. O mais antigo deles \u00e9 a religiosidade, que ao declarar a incapacidade da raz\u00e3o e do pensamento de atingir a verdade, prop\u00f5e que o caminho para a revela\u00e7\u00e3o \u00e9 a ren\u00fancia da raz\u00e3o, humilhando-se diante da autoridade da f\u00e9 (Hegel, Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 Hist\u00f3ria da Filosofia, S\u00e3o Paulo: Hemus, 1983, p.17). O outro antagonista seria, surpreendentemente, a pr\u00f3pria raz\u00e3o, que, combatendo a religiosidade e suas verdades reveladas ao afirmar que s\u00f3 a convic\u00e7\u00e3o de suas pr\u00f3prias evid\u00eancias poderia levar o ser humano a reconhecer algo como verdade, conclui que \u201cde maneira t\u00e3o prodigiosa se inverteu a afirma\u00e7\u00e3o do direito da raz\u00e3o, por ter este como resultado, que a raz\u00e3o n\u00e3o podia conhecer nada como verdadeiro\u201d (idem, p. 18).<\/p>\n<p>Este contraste entre \u201copini\u00e3o e verdade\u201d que o fil\u00f3sofo alem\u00e3o via como caracter\u00edstico de tempos de crise e transi\u00e7\u00e3o, voltou em nossas dias, por exemplo nas brilhantes e provocativas contribui\u00e7\u00f5es de v\u00e1rios autores, como Foucault que, seguindo as pistas de Nietzsche (que um dia se perguntou: \u201cPretendente da Verdade \u2013 tu? Trepado sobre pontes mentirosas de palavras, sobre arco-\u00edris de mentiras\u201d), afirmar\u00e1 que se trata de registros de verdade, discursos, que n\u00e3o estando o conhecimento inscrito de nenhuma forma na natureza humana, conclui que o \u201cconhecimento foi, portanto, inventado\u201d (La verdade y las formas jur\u00eddicas).<\/p>\n<p>A ofensiva decisiva se deu, no entanto, com o pensamento p\u00f3s-moderno, sedutoramente apresentado como um b\u00e1lsamo sagrado e redentor contra as ortodoxias e conhecimentos envelhecidos, contra a raz\u00e3o moderna e suas certezas que conduziram \u00e0 cat\u00e1strofe contempor\u00e2nea e \u00e0s barbaridades, mas fundamentalmente contra o marxismo e sua pretens\u00e3o de mudar o mundo.<\/p>\n<p>O centro da prega\u00e7\u00e3o p\u00f3s-moderna est\u00e1 na afirma\u00e7\u00e3o de que a ci\u00eancia n\u00e3o passaria de uma entre outras narrativas ou discursos que n\u00e3o t\u00eam legalidade absoluta para se impor sobre outros jogos de palavras (religi\u00e3o, a arte, a economia, etc.). Como fica evidente na obra de Jean-Fran\u00e7ois Lyotard, a p\u00f3s-modernidade \u00e9 a mais radical cr\u00edtica \u00e0 raz\u00e3o moderna e de suas chamadas \u201cmetanarrativas\u201d \u2013 isto \u00e9, da pretens\u00e3o de articular, em um todo compreens\u00edvel, linhas de desenvolvimento, seja hist\u00f3rico, econ\u00f4mico ou pol\u00edtico, que na realidade n\u00e3o s\u00e3o mais que acontecimentos em si mesmo isolados e aleat\u00f3rios, inseridos, como diria Foucault, \u00e0 for\u00e7a no discurso. Como n\u00e3o se trata de compreender os fen\u00f4menos por suas determina\u00e7\u00f5es e sua hist\u00f3ria, resta a genial intui\u00e7\u00e3o, a particularidade do olhar, a narrativa, a percep\u00e7\u00e3o individual, a sensa\u00e7\u00e3o emocional.<\/p>\n<p>Extremamente sedutora na forma, a p\u00f3s-modernidade \u00e9 filha do irracionalismo e m\u00e3e da barb\u00e1rie. Como toda genitora, fica incomodada diante da cria que n\u00e3o sai exatamente como desejada. Esperava um mundo livre das metanarrativas, express\u00e3o do poder sobre os corpos e da liberdade, mas se v\u00ea diante da produ\u00e7\u00e3o industrial da mentira, do poder em seu estado puro, n\u00e3o da intui\u00e7\u00e3o genial liberta das amarras das normas acad\u00eamicas, mas da burrice em sua forma exuberante. Deviam ter ouvido as palavras prof\u00e9ticas de Adorno e Horkheimer, alertando que a terra totalmente esclarecida resplandeceria como uma calamidade triunfal.<\/p>\n<p>Os mitos p\u00f3s-modernos se fizeram acompanhar de no\u00e7\u00f5es apressadas, como a sociedade p\u00f3s-industrial, o p\u00f3s-capitalismo, o fim da centralidade do trabalho, a morte do sujeito, o fim das classes, mas a somat\u00f3ria de toda a criativa cr\u00edtica-cr\u00edtica des\u00e1gua na genial antecipa\u00e7\u00e3o de Hegel, a perempt\u00f3ria afirma\u00e7\u00e3o da raz\u00e3o irracional: n\u00e3o se pode mais afirmar nada como verdadeiro. N\u00e3o por acaso, a religiosidade, irm\u00e3 g\u00eamea da raz\u00e3o antagonista da verdade, cobra seu legado de obscurantismo para se afirmar novamente como caminho em meio \u00e0s mentiras dos homens para se chegar \u00e0 revela\u00e7\u00e3o do verdadeiro conhecimento.<\/p>\n<p>\u00c9 somente em um mundo desses que Olavo tem seu espa\u00e7o, imerso no jogo aleat\u00f3rio de palavras, fatos e mentiras, despaut\u00e9rios e destemperos. Mas n\u00e3o percamos tempo analisando o personagem menor \u2013 o brilhante texto de Christian Dunker aqui no Blog da Boitempo j\u00e1 deu conta disso (e parece de fato ter despertado a covardia do dito cujo com ele).<\/p>\n<p>Em algum departamento de algum curso de alguma universidade, pessoas que se pensam civilizadas, com seus blazers de camur\u00e7a e refor\u00e7os de couro nos cotovelos, ou vestidos despojados acompanhados de colares eloquentes que lembram alguma arte tribal, ficar\u00e3o indignadas com certas ila\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Entretanto, em um aster\u00f3ide distante com tr\u00eas baob\u00e1s, Saint-Exup\u00e9ry sentencia: tu \u00e9s eternamente respons\u00e1vel pelo que cativas. Ainda que sejam\u2026 raposas ou fascistas.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Mauro Iasi na TV Boitempo<br \/>\nNo Caf\u00e9 Bolchevique da TV Boitempo, Mauro Iasi apresenta conceitos-chave da tradi\u00e7\u00e3o marxista a partir de reflex\u00f5es sobre acontecimentos da conjuntura pol\u00edtica e social recente no Brasil e no mundo. Inscreva-se no canal aqui e venha tomar este caf\u00e9 conosco! O v\u00eddeo deste m\u00eas est\u00e1 especialmente explosivo. Nele, Mauro destrincha, ponto a ponto, os argumentos favor\u00e1veis \u00e0 proposta de reforma da previd\u00eancia de Bolsonaro e explica a import\u00e2ncia de somarmos for\u00e7as na Greve Geral de 14 de Junho.<\/p>\n<p>***<\/p>\n<p>Mauro Iasi \u00e9 professor adjunto da Escola de Servi\u00e7o Social da UFRJ, pesquisador do NEPEM (N\u00facleo de Estudos e Pesquisas Marxistas), do NEP 13 de Maio e membro do Comit\u00ea Central do PCB. \u00c9 autor do livro O dilema de Hamlet: o ser e o n\u00e3o ser da consci\u00eancia (Boitempo, 2002) e colabora com os livros Cidades rebeldes: Passe Livre e as manifesta\u00e7\u00f5es que tomaram as ruas do Brasil e Gy\u00f6rgy Luk\u00e1cs e a emancipa\u00e7\u00e3o humana (Boitempo, 2013), organizado por Marcos Del Roio. Colabora para o Blog da Boitempo mensalmente, \u00e0s quartas. Na TV Boitempo, apresenta o Caf\u00e9 Bolchevique, um encontro mensal para discutir conceitos-chave da tradi\u00e7\u00e3o marxista a partir de reflex\u00f5es sobre a conjuntura.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/blogdaboitempo.com.br\/2019\/06\/13\/olavo-a-pos-modernidade-e-o-pequeno-principe\/\">Olavo, a p\u00f3s-modernidade e o Pequeno&nbsp;Pr\u00edncipe<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/23326\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[7],"tags":[222],"class_list":["post-23326","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s8-brasil","tag-2b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-64e","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23326","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23326"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23326\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23326"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23326"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23326"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}