{"id":23341,"date":"2019-06-09T19:46:11","date_gmt":"2019-06-09T22:46:11","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=23341"},"modified":"2019-06-09T19:46:11","modified_gmt":"2019-06-09T22:46:11","slug":"venezuela-a-longa-resistencia-contra-as-agressoes-dos-eua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/23341","title":{"rendered":"Venezuela: a longa resist\u00eancia contra as agress\u00f5es dos EUA"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.caribflame.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/venezuela-yankee-go-home-1.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Por Antonio Maira, Resumen Latinoamericano<\/p>\n<p>Os grandes estadistas dos Estados Unidos, come\u00e7ando com Donald Trump e os seus cavaleiros, est\u00e3o perplexos &#8211; talvez, sem d\u00favida, mais precisamente: estupefatos -, porque eles n\u00e3o conseguem aceitar como verdadeiras as mudan\u00e7as imprevistas que se acumularam de forma quase simult\u00e2nea e interrelacionada e que come\u00e7aram a ocorrer no cen\u00e1rio econ\u00f4mico, pol\u00edtico, militar, tecnol\u00f3gico, comunicacional e ideol\u00f3gico global. Eles reagiram a esses eventos com uma birra colossal que levou a uma amea\u00e7a generalizada em todas as \u00e1reas de conflito. Da disponibilidade para combater em &#8220;duas guerras e meia&#8221; passaram a atuar em seis ou mais diferentes frentes: Cor\u00e9ia, S\u00edria, China, R\u00fassia, Ir\u00e3, Iraque, Turquia, Ucr\u00e2nia, Palestina e Venezuela. Sem contar suas poss\u00edveis deriva\u00e7\u00f5es e ramifica\u00e7\u00f5es, que s\u00e3o muitas e muito complexas. Todas, no entanto, levam ao mesmo desastre.<\/p>\n<p>Assim que pol\u00edticos e assessores presidenciais estadunidenses &#8211; come\u00e7ando pelo pr\u00f3prio Trump &#8211; come\u00e7aram a disparar um tweet cont\u00ednuo e um r\u00e1pido giro de amea\u00e7as repressivas em todas as frentes de conflito abertas pelo pr\u00f3prio governo de Washington. Assim fizeram com um ar de sufici\u00eancia, rompendo &#8211; com descarada e ostensiva aud\u00e1cia &#8211; a legalidade, os Acordos, Tratados e Conv\u00eanios Internacionais. Eles partem de duas convic\u00e7\u00f5es profundamente enraizadas:<\/p>\n<p>Eles governam o mundo com \u00e9ditos imperiais e a certeza absoluta de que seus grupos de porta-avi\u00f5es e bases militares, com seus equipamentos e as tropas distribu\u00eddas em todo o mundo, como tem sido feito at\u00e9 agora, promovem o trabalho de assegurar uma amea\u00e7a irresist\u00edvel. Caso contr\u00e1rio, eles t\u00eam a capacidade de aniquila\u00e7\u00e3o total dos pa\u00edses rebeldes que n\u00e3o admitem a hegemonia imperial como uma alternativa obrigat\u00f3ria \u00e0 sua destrui\u00e7\u00e3o e sua soberania. Por isso os l\u00edderes do Pent\u00e1gono, do Departamento de Estado e assessores presidenciais, como aut\u00f4matos outras vezes, repetem as f\u00f3rmulas horr\u00edveis que j\u00e1 soam como ecos de tambores distantes: &#8220;Temos todas as cartas na mesa&#8221;!<\/p>\n<p>Eles t\u00eam sido valent\u00f5es por tanto tempo que essa atitude se tornou o componente gen\u00e9tico b\u00e1sico de sua rela\u00e7\u00e3o com o mundo. N\u00e3o respeitam as leis e compromissos internacionais porque, simplesmente, nunca o fizeram e porque j\u00e1 o anunciaram e o fizeram em v\u00e1rias ocasi\u00f5es. Proclamam um sistema de valores, de liberdade, respeito pelos direitos humanos identificados com o livre com\u00e9rcio, direitos iguais, democracia, busca da felicidade, igualdade de oportunidades, que nunca tiveram e, acima de tudo, nunca permitiram que os demais tivessem.<\/p>\n<p>C\u00e3es de guerra<\/p>\n<p>Eles, os Estados Unidos, n\u00e3o suportam um mundo multipolar regido pela soberania dos Estados, pelo com\u00e9rcio dos recursos, independ\u00eancia dos povos, com oportunidade de sair da pobreza e da explora\u00e7\u00e3o, aus\u00eancia de restri\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas e amea\u00e7as militares, vida regida pela solidariedade e consumo limitado. O mundo mudou at\u00e9 fazer com que o passeio do cowboy pelo mundo ressoe j\u00e1 bastante rid\u00edculo, pouco cr\u00edvel, em geral insuport\u00e1vel e gerador de crescente rebeli\u00e3o e solidariedade dos povos contra a viol\u00eancia do Imp\u00e9rio. A pol\u00edtica imperial ajudou a definir fronteiras, posi\u00e7\u00f5es e linhas vermelhas entre capitalismo e socialismo, como forma e processo na dire\u00e7\u00e3o do comunismo, entendido como uma sociedade sem explora\u00e7\u00e3o, igualit\u00e1ria, solid\u00e1ria, capaz de administrar os bens de modo comum e que garanta a sobreviv\u00eancia do planeta.<\/p>\n<p>Os cen\u00e1rios a que me referi no primeiro par\u00e1grafo do artigo tinham sido definidos e codificados como invari\u00e1veis, como Lei Universal quase natural, o dogma estrat\u00e9gico proclamado &#8220;Urbi et Orbi&#8221;, como o documento &#8220;Mater et Magistra&#8221; e conceitual do Imp\u00e9rio: &#8220;A Doutrina de Seguran\u00e7a Nacional dos Estados Unidos&#8221; [i]; promulgada publicamente pelo Presidente George W. Bush e imediatamente qualificada, eufemisticamente, como &#8220;doutrina contra o terrorismo&#8221; ou &#8220;doutrina da agress\u00e3o positiva&#8221;. A partir desse documento b\u00e1sico, surgiram todas as doutrinas sobre a domina\u00e7\u00e3o do mundo e sobre os instrumentos b\u00e9licos que precisavam ser mantidos em opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A barb\u00e1rie<\/p>\n<p>Tal \u00e9 a barb\u00e1rie que emerge desses c\u00f3digos de pensar e agir que surpreende at\u00e9 mesmo seus aliados servis, pertencentes ao &#8220;mundo ocidental&#8221; e que se vangloriam disso &#8211; nos quais as doutrinas coloniais s\u00e3o o lado escuro, escondido, mas dominante, de suas culturas &#8211; eles aceitaram esse discurso e o transmitiram a seus cidad\u00e3os para gerar &#8220;matrizes de opini\u00e3o&#8221; que universalizam o conformismo, a atitude desonesta, a indiferen\u00e7a e desalojam toda an\u00e1lise cr\u00edtica, toda conex\u00e3o com a realidade, capacidade de observa\u00e7\u00e3o e sentimento de solidariedade.<\/p>\n<p>Por enquanto, t\u00e9cnicas de desinforma\u00e7\u00e3o s\u00e3o impostas aqui na resist\u00eancia organizada, mas isso n\u00e3o acontecer\u00e1 por muito tempo. Em resumo, essas altera\u00e7\u00f5es s\u00e3o, em uma lista n\u00e3o exaustiva, o seguinte:<\/p>\n<p>Na cena venezuelana<\/p>\n<p>&#8211; Em primeiro lugar, devemos insistir que os EUA perderam a guerra que planejaram contra a Venezuela e que est\u00e3o desenvolvendo ativamente h\u00e1 quase vinte anos. Eles falharam durante o per\u00edodo de Hugo Ch\u00e1vez e tamb\u00e9m falharam durante a presid\u00eancia democr\u00e1tica e constitucional de Nicol\u00e1s Maduro.<br \/>\n\u00c9 preciso notar tamb\u00e9m que essa profunda derrota j\u00e1 se reafirmou agora (exceto por algumas amea\u00e7as verbais, muito menos enf\u00e1ticas, dos assessores de segundo n\u00edvel que j\u00e1 est\u00e3o muito queimados, como o assessor de seguran\u00e7a nacional John Bolton e Elliot Abrams, conselheiro especial para a Venezuela), com as hesita\u00e7\u00f5es de Mike Pompeo, Secret\u00e1rio de Estado, e Mike Pence Vice-Presidente, tiveram lugar na fase mais acentuada da agress\u00e3o imperialista e, precisamente, a mais desvelada (nos \u00faltimos dois anos).<\/p>\n<p>&#8211; Eles implementaram ou amea\u00e7aram aplicar todos os instrumentos poss\u00edveis: desde a guerra econ\u00f4mica de abrandamento, que proporcionaria uma plataforma para todas as interven\u00e7\u00f5es e interfer\u00eancias sucessivas, \u00e0 interven\u00e7\u00e3o direta em uma guerra de invas\u00e3o que Washington concebe como Guerra Zero Mortos (G0M) ou Guerra de Destrui\u00e7\u00e3o Unilateral Assegurada (GDUA). A guerra, que livraria de uma vez por todas os pol\u00edticos e militares norte-americanos da &#8220;s\u00edndrome do Vietn\u00e3&#8221;, seria vi\u00e1vel com uma interven\u00e7\u00e3o militar projetada e baseada na superioridade a\u00e9rea, com m\u00edsseis e fogo terrestre aplastrante; de r\u00e1pida ocupa\u00e7\u00e3o posterior &#8211; blitzkrieg &#8211; em terra arrasada. Seria poss\u00edvel, desde que as for\u00e7as regulares do ex\u00e9rcito dos EUA n\u00e3o fiquem muito vulner\u00e1veis e pudessem ser substitu\u00eddas por aquelas de pa\u00edses aliados como a Col\u00f4mbia e o Brasil ou tropas mercen\u00e1rias fornecidas por grandes empresas de mercen\u00e1rios recrutados e armados pela Blackwater, suas subsidi\u00e1rias especializadas e seus centros de recrutamento na zona de combate, nos pr\u00f3prios EUA, ou nas proximidades de suas bases militares espalhadas pelo mundo.<\/p>\n<p>O fracasso<\/p>\n<p>&#8211; Os estrategistas americanos falharam em suas primeiras declara\u00e7\u00f5es sobre o uso de v\u00e1rios instrumentos de guerra, planejados sob a capa da &#8220;guerra econ\u00f4mica&#8221;, e sua companheira permanente: a guerra da m\u00eddia. A presun\u00e7\u00e3o era de que o des\u00e2nimo e a crescente desmoraliza\u00e7\u00e3o, as defici\u00eancias graves que tal guerra provocariam na maioria da popula\u00e7\u00e3o, principalmente nos setores populares, iriam acabar, de uma vez para sempre, com a absolutamente inaceit\u00e1vel revolu\u00e7\u00e3o bolivariana, que tem transitado em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 independ\u00eancia, soberania e ao socialismo.<\/p>\n<p>O ponto de partida, em parte experimental (com base nas guerras contra a Iugosl\u00e1via, Iraque, L\u00edbia, Ir\u00e3 e I\u00eamen), com desenvolvimentos anal\u00edticos geo-estrategistas do Pent\u00e1gono, foi de que a guerra econ\u00f4mica seria a primeira das guerras, que engloba todos as outras, o que causaria danos irrevers\u00edveis. Ou seja, \u00e9 aquela que age como uma guerra de atrito e como uma guerra de cobertura. Com tais presun\u00e7\u00f5es, o imp\u00e9rio americano esqueceu duas coisas: a primeira \u00e9 a resili\u00eancia de um povo; a segunda, a capacidade de englobar, em torno da Rep\u00fablica Bolivariana da Venezuela, alian\u00e7as estrat\u00e9gicas e pol\u00edticas de outros povos e pot\u00eancias que sofreram ou sofrem as amea\u00e7as de Washington.<\/p>\n<p>&#8211; A guerra econ\u00f4mica, cujas consequ\u00eancias humanas para a popula\u00e7\u00e3o civil mais vulner\u00e1vel, s\u00e3o explicadas em um magn\u00edfico artigo de Pablo Siris Seade publicado em Rebeli\u00f3n.es. A guerra econ\u00f4mica \u00e9 fundamentalmente a guerra dos pa\u00edses ricos e seus ac\u00f3litos contra pa\u00edses pobres ou que podem ser empobrecidos a curto, m\u00e9dio ou longo prazo. Elas s\u00e3o realizadas com esse objetivo genocida, totalmente reconhecido. \u00c9 realizada pela aplica\u00e7\u00e3o de medidas codificadas, postas \u00e0 prova, corrigidas, ajustadas aos instrumentos econ\u00f4micos e financeiros que existem em cada \u00e9poca e para cada local e sistema econ\u00f4mico. Medidas que est\u00e3o sendo constantemente estendidas de acordo com o dom\u00ednio &#8211; at\u00e9 agora &#8211; dos Estados Unidos sobre institui\u00e7\u00f5es internacionais pol\u00edticas, econ\u00f4micas, comerciais e financeiras. S\u00e3o sempre lan\u00e7adas contra pa\u00edses que negam o poder soberano do imp\u00e9rio, contra aqueles que tentam modificar o sistema econ\u00f4mico ou o sistema de poder reinante. Para isso, foram totalmente empregadas com a ajuda indispens\u00e1vel das oligarquias internas dos pa\u00edses e institui\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas sob a depend\u00eancia de Washington no exterior.<\/p>\n<p>Os est\u00e1gios e fases dessa guerra econ\u00f4mica &#8211; que, repito, \u00e9 uma guerra h\u00edbrida, isto \u00e9, combinada e, al\u00e9m disso, assim\u00e9trica e violadora de tratados, conven\u00e7\u00f5es e conv\u00eanios internacionais &#8211; pode ser resumida da seguinte forma:<\/p>\n<p>1\u00ba &#8211; Introdu\u00e7\u00e3o do &#8220;d\u00f3lar paralelo&#8221;, publicado diariamente pela m\u00eddia dos EUA e reproduzido pela cadeia de m\u00eddia privada. Os efeitos t\u00eam sido devastadores para gerar uma infla\u00e7\u00e3o artificial e processos de monopoliza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o, impossibilidade de pagar insumos industriais, converter d\u00f3lares preferenciais numa fonte de corrup\u00e7\u00e3o, comprometer a solu\u00e7\u00e3o do petro, liquidar o sistema produtivo e tamb\u00e9m comprometer o financiamento das Miss\u00f5es Bolivarianas de que depende a for\u00e7a social da revolu\u00e7\u00e3o bolivariana. A guerra econ\u00f4mica abriu suas possibilidades pelo profundo decl\u00ednio nos pre\u00e7os do petr\u00f3leo.<\/p>\n<p>2\u00ba &#8211; Ativar o bloqueio econ\u00f4mico com a impossibilidade derivada da importa\u00e7\u00e3o de bens necess\u00e1rios \u00e0 sobreviv\u00eancia, como alimentos, rem\u00e9dios, produtos essenciais, insumos e equipamentos industriais, m\u00e1quinas agr\u00edcolas, transportes e servi\u00e7os, fundamentalmente sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, materiais de constru\u00e7\u00e3o, equipamentos de habita\u00e7\u00e3o, obras p\u00fablicas, etc.<\/p>\n<p>3\u00ba &#8211; Ativar o roubo, pelos EUA e seus aliados, de todos os ativos venezuelanos no exterior: fundos petrol\u00edferos, reservas de petr\u00f3leo, reservas de ouro.<\/p>\n<p>4\u00ba &#8211; Bloqueio financeiro total incluindo fundos mantidos em bancos estrangeiros que est\u00e3o sujeitos a amea\u00e7as dos EUA.<\/p>\n<p>5\u00ba &#8211; Proibi\u00e7\u00e3o de investimentos na Venezuela de pa\u00edses que negociam com os EUA.<\/p>\n<p>6\u00ba &#8211; Proibi\u00e7\u00e3o de entrada nos EUA de embarca\u00e7\u00f5es que comercializem ou transportem todo tipo de produtos para a Venezuela. O bloqueio se estende \u00e0 empresa de distribui\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo nos EUA, dependente da PDVSA.<\/p>\n<p>&#8211; Em segundo lugar, os EUA lan\u00e7aram contra a Venezuela uma guerra terrorista de pequena ou grande intensidade atrav\u00e9s das guarimbas e ataques contra instala\u00e7\u00f5es do governo e equipamentos m\u00e9dicos e escolares. As guarimbas, nas quais Borges, Capriles e Guaid\u00f3 s\u00e3o especialistas, causaram centenas de mortes por assassinatos, alguns queimados vivos por &#8220;ter a apar\u00eancia de um chavista&#8221;.<\/p>\n<p>&#8211; Em terceiro lugar os EUA promoveram, financiaram e realizaram contra Nicolas Maduro uma tentativa de assassinato, realizada por drones e que poderia significar a morte do Presidente eleito e de centenas de pessoas em grande parte da base das For\u00e7as Armadas Nacionais Bolivarianas.<\/p>\n<p>&#8211; Em quarto lugar, os EUA t\u00eam promovido, financiado e lan\u00e7ado, numa express\u00e3o de extrema crueldade, ataques cibern\u00e9ticos por gera\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica nas redes de distribui\u00e7\u00e3o de energia. Os ataques, longos, de quase uma semana cada um, causaram, al\u00e9m dos apag\u00f5es e a desativa\u00e7\u00e3o dos equipamentos das casas, a escassez de \u00e1gua, energia para os hospitais, queda dos transportes p\u00fablicos, a impossibilidade de fornecer combust\u00edvel etc. Elliot Abrams falou quase com prazer sobre o sofrimento do povo, fundamentalmente os trabalhadores e as classes populares, em especial as mulheres. A medida, anunciada como um &#8220;apag\u00e3o da tirania de Maduro&#8221; falhou, indignando a popula\u00e7\u00e3o venezuelana contra o &#8220;autoproclamado&#8221; e tamb\u00e9m contra os EUA.<\/p>\n<p>&#8211; Em quinto lugar, a oposi\u00e7\u00e3o, que j\u00e1 tinha chamado a invas\u00e3o da Venezuela sob o pretexto de uma crise humanit\u00e1ria e com a chegada de medicamentos e alimentos do exterior &#8211; n\u00e3o falhou completamente, apesar do uso continuado de not\u00edcias falsas produzidas nos EUA, em atrair chefes, oficiais, suboficiais e tropas, para completar esta manobra. A resposta militar e da mil\u00edcia popular bolivariana foi um sucesso total, tanto na fronteira colombiana, como nas fronteiras do Brasil e da Guiana. O destacamento militar e de mil\u00edcias comprovou sua efic\u00e1cia e aumentou sua coordena\u00e7\u00e3o. A necessidade de nomear um delegado do governo em um dos poucos estados dominados pela oposi\u00e7\u00e3o permitiu a coordena\u00e7\u00e3o entre Freddy Bernal e Diosdado Cabello, enquanto o autoproclamado Guaid\u00f3 e seu patrocinador, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, faziam rid\u00edculo.<\/p>\n<p>&#8211; Em sexto lugar, Guaid\u00f3, acompanhado por Leopoldo Lopez, tentou um golpe de estado no distribuidor de Altamira, em 30 de abril de 2019. O resultado foi constrangedor, bem como a manifesta\u00e7\u00e3o posterior chamada por l\u00edderes da oposi\u00e7\u00e3o, que foi precedida pela fuga dos mesmos.<\/p>\n<p>&#8211; Desde ent\u00e3o, Nicol\u00e1s Maduro, que ao longo desse processo restabeleceu completamente a capacidade de mobiliza\u00e7\u00e3o popular bolivariana e manteve o controle total das FANB e da Mil\u00edcia Nacional, fortaleceu significativamente sua capacidade de fornecer alimentos, atrav\u00e9s do CLAP \u00e0s fam\u00edlias venezuelanas. O &#8220;carn\u00ea da p\u00e1tria&#8221; tem sido um instrumento de unifica\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o nas unidades territoriais que exigiam produ\u00e7\u00e3o e defesa em tempos de guerra. Ao mesmo tempo, Nicol\u00e1s Maduro aceitou a oferta de media\u00e7\u00e3o da Noruega (que de fato aceitou a presid\u00eancia de Nicol\u00e1s Maduro) e a convoca\u00e7\u00e3o do poder eleitoral para realizar elei\u00e7\u00f5es para a Assembleia Legislativa Nacional.<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Partido Comunista Brasileiro (PCB)<\/p>\n<p>Fonte: http:\/\/www.resumenlatinoamericano.org\/2019\/06\/09\/venezuela-opinion-la-larga-resistencia-contra-las-agresiones-de-eeuu\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/23341\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[45],"tags":[228],"class_list":["post-23341","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c54-venezuela","tag-5b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-64t","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23341","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23341"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23341\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23341"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23341"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23341"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}