{"id":234,"date":"2009-02-26T10:00:07","date_gmt":"2009-02-26T10:00:07","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=234"},"modified":"2009-02-26T10:00:07","modified_gmt":"2009-02-26T10:00:07","slug":"a-crise-e-grave-a-resposta-e-a-luta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/234","title":{"rendered":"A crise \u00e9 grave. A resposta \u00e9 a luta!"},"content":{"rendered":"\n<p>Esta crise mostra claramente a fragilidade e a decad\u00eancia do sistema capitalista, pondo por terra seus pressupostos econ\u00f4micos e ideol\u00f3gicos. Muitas empresas j\u00e1 promoveram um elevado n\u00famero de demiss\u00f5es e outras, inclusive, j\u00e1 fecharam suas portas.<\/p>\n<p>No entanto, n\u00e3o se pode afirmar que se trate da crise final do capitalismo: antes da sua ru\u00edna final, este sistema tentar\u00e1 buscar alternativas. Al\u00e9m do mais, o capitalismo n\u00e3o cair\u00e1 de podre. Ter\u00e1 que ser enfrentado e superado.<\/p>\n<p>O desenrolar da crise depender\u00e1 da sua condu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, mas sobretudo da correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as no conflito entre o capital e o trabalho, em \u00e2mbito mundial, e que tende a se acirrar.<\/p>\n<p>Assim, cabe \u00e0s for\u00e7as revolucion\u00e1rias lutar para que as classes trabalhadoras assumam, organizadamente, o protagonismo do processo de luta, garantindo solu\u00e7\u00f5es que, ao mesmo tempo que combatam os efeitos imediatos da crise, criem as condi\u00e7\u00f5es para que se acumule &#8211; na contesta\u00e7\u00e3o da ordem burguesa, na defesa de seus direitos e na obten\u00e7\u00e3o de novas conquistas, na organiza\u00e7\u00e3o e na consci\u00eancia dos trabalhadores &#8211; a for\u00e7a necess\u00e1ria para assumir a dire\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da sociedade no caminho da supera\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria do capitalismo. Mais do que nunca, est\u00e1 na ordem do dia a quest\u00e3o do socialismo.<\/p>\n<p>Fundamentalmente, a crise \u00e9 resultante do acirramento das contradi\u00e7\u00f5es do capitalismo, agravadas ainda mais pelas pol\u00edticas neoliberais que prevaleceram, na maior parte do mundo, nos \u00faltimos 20 anos.<\/p>\n<p>O capitalismo ainda pode buscar f\u00f4lego para se recuperar, mesmo em meio \u00e0s suas contradi\u00e7\u00f5es estruturais, como a tend\u00eancia \u00e0 concentra\u00e7\u00e3o e \u00e0 centraliza\u00e7\u00e3o do capital em grandes conglomerados mundiais, \u00e0 financeiriza\u00e7\u00e3o e ao encolhimento relativo dos mercados consumidores.<\/p>\n<p>Mas esta tentativa de recupera\u00e7\u00e3o certamente dever\u00e1 agravar as contradi\u00e7\u00f5es e a luta de classes, na medida em que o capital ter\u00e1 que recorrer ao aumento da expropria\u00e7\u00e3o de mais-valia dos trabalhadores, da repress\u00e3o e criminaliza\u00e7\u00e3o dos movimentos sociais e da agressividade das guerras imperialistas.<\/p>\n<p>A burguesia toma iniciativas para defender seus interesses, utilizando-se dos aparelhos de Estado. Os governos de muitos pa\u00edses com peso na economia mundial, inclusive do Brasil, t\u00eam anunciado medidas de interven\u00e7\u00e3o dos Estados para salvar empresas industriais e bancos \u00e0 beira da insolv\u00eancia e para incentivar o consumo. Obama e Sarkozy falam at\u00e9 em uma reestrutura\u00e7\u00e3o, um \u201cCapitalismo do S\u00e9culo XXI\u201d, tentando separar o capitalismo \u201cbom\u201d do \u201cruim\u201d. V\u00e1rios pa\u00edses v\u00eam anunciando, tamb\u00e9m, medidas de natureza protecionista, visando garantir o n\u00edvel de produ\u00e7\u00e3o, manter e aumentar o n\u00edvel de emprego interno, potencializando conflitos de interesses inter-burgueses.<\/p>\n<p>A ado\u00e7\u00e3o destas medidas p\u00f5e por terra a onda neoliberal que prevaleceu no mundo nas \u00faltimas d\u00e9cadas. Sabemos, entretanto, \u00e0 luz de Marx, que todas estas medidas s\u00e3o limitadas, voltadas para a defesa dos interesses do capital e n\u00e3o ter\u00e3o condi\u00e7\u00f5es de retomar um alto padr\u00e3o de acumula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os efeitos da crise foram sentidos no Brasil de forma mais r\u00e1pida do que desejava o governo Lula, que chegou a trombetear a imunidade da economia brasileira \u00e0 crise global. Houve forte retra\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, principalmente quanto \u00e0 produ\u00e7\u00e3o industrial, com destaque para o Estado de S\u00e3o Paulo. Os \u00edndices econ\u00f4micos apontam queda na produ\u00e7\u00e3o no principal parque industrial do pa\u00eds. Tal quadro confirma a rela\u00e7\u00e3o de depend\u00eancia da economia brasileira em rela\u00e7\u00e3o aos grupos exportadores que ganharam com a globaliza\u00e7\u00e3o e que, juntamente com o setor financeiro, comp\u00f5em uma parte fundamental da base de sustenta\u00e7\u00e3o do governo Lula.<\/p>\n<p>Fra\u00e7\u00f5es destacadas da burguesia brasileira, tais como o setor financeiro, o empresariado exportador e o agroneg\u00f3cio, acumularam lucros significativos no per\u00edodo hist\u00f3rico mais recente e consolidaram sua posi\u00e7\u00e3o hegem\u00f4nica no Estado brasileiro. O governo Lula completou o ciclo, iniciado nos governos Collor e FHC, da retomada da democracia burguesa e da integra\u00e7\u00e3o do Brasil ao mercado mundial, mantendo a pol\u00edtica neoliberal que prevaleceu ao longo de todo este per\u00edodo.<\/p>\n<p>A burguesia brasileira est\u00e1 tentando tirar proveito da crise, para consolidar a sua integra\u00e7\u00e3o ao capitalismo internacionalizado e aumentar a taxa de explora\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho. Grandes empresas brasileiras j\u00e1 promoveram demiss\u00f5es em massa e redu\u00e7\u00e3o de jornada com corte de sal\u00e1rios, demonstrando a inten\u00e7\u00e3o clara de tentar sair da crise rebaixando sal\u00e1rios, direitos e garantias dos trabalhadores.<\/p>\n<p>O movimento dos trabalhadores defronta-se com a necessidade premente de reorganizar-se para a resist\u00eancia aos efeitos imediatos da crise econ\u00f4mica e para avan\u00e7ar na luta contra o sistema capitalista, enfrentando o temor da perda do emprego e uma certa descren\u00e7a com a possibilidade concreta de conquistar mudan\u00e7as a seu favor \u2013 heran\u00e7a, ainda, do quadro de desmobiliza\u00e7\u00e3o popular provocado pela ascens\u00e3o do PT ao governo e das pol\u00edticas compensat\u00f3rias, de corte populista, de Lula.<\/p>\n<p>Portanto, estamos diante de um momento especial para a luta de classes em nosso pa\u00eds. Os trabalhadores devem se preparar da melhor maneira poss\u00edvel para os embates que vir\u00e3o pela frente. O Partido Comunista Brasileiro conclama os trabalhadores \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o e \u00e0 luta. Em todos os sindicatos da cidade e do campo, nas organiza\u00e7\u00f5es da juventude, nos organismos de bairro, nos movimentos sociais, nas bases e n\u00facleos dos partidos pol\u00edticos, enfim, onde houver condi\u00e7\u00f5es de organizar a popula\u00e7\u00e3o, todos os militantes t\u00eam o dever de realizar um intenso trabalho pol\u00edtico visando \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de uma frente de esquerda anticapitalista, permanente, de partidos, sindicatos e outras organiza\u00e7\u00f5es, voltada, primordialmente, a desenvolver um calend\u00e1rio de lutas populares e um programa pol\u00edtico capaz de promover uma ofensiva ideol\u00f3gica de den\u00fancia do capitalismo e em prol da constru\u00e7\u00e3o do socialismo.<\/p>\n<p><strong><em>CONSTRUIR O DIA NACIONAL DE LUTA CONTRA AS DEMISS\u00d5ES E A SA\u00cdDA BURGUESA PARA A CRISE! TODO APOIO \u00c0 MOBILIZA\u00c7\u00c3O DE 1\u00b0 DE ABRIL!<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>RUMO AO 1\u00b0 DE MAIO DE UNIDADE E DE LUTA!<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Pela reestatiza\u00e7\u00e3o da Petrobras e de todas as demais empresas p\u00fablicas que foram PRIVATIZADAS!<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Nenhum direito a menos. Avan\u00e7ar rumo a novas conquistas para os trabalhadores!<\/em><\/strong><\/p>\n<p>27 de fevereiro de 2009<\/p>\n<p><span style=\"font-family:Verdana;\">COMISS\u00c3O POL\u00cdTICA NACIONAL<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"(Nota Pol\u00edtica do PCB)\nA atual crise econ\u00f4mica do capitalismo, que vem se desenhando desde os anos 90, tem car\u00e1ter sist\u00eamico e estrutural. \u00c9 uma crise de superacumula\u00e7\u00e3o e de realiza\u00e7\u00e3o de mercadorias.\nUm dos principais fatores respons\u00e1veis por esta crise \u00e9 a tend\u00eancia dos grandes grupos econ\u00f4micos em investir em pap\u00e9is, para compensar a tend\u00eancia de queda nas taxas de lucro, criando assim as chamadas &#8220;bolhas&#8221; financeiras.\n\u00c9, sem d\u00favida, uma crise profunda, que se estende por todo o mundo, dado o elevado grau de internacionaliza\u00e7\u00e3o do capitalismo. J\u00e1 h\u00e1 uma forte recess\u00e3o na economia mundial, que pode arrastar-se por muitos anos, j\u00e1 tendo produzido efeitos devastadores em diversos pa\u00edses.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/234\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[26],"tags":[],"class_list":["post-234","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c25-notas-politicas-do-pcb"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-3M","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/234","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=234"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/234\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=234"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=234"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=234"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}