{"id":2347,"date":"2012-01-31T15:17:43","date_gmt":"2012-01-31T15:17:43","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=2347"},"modified":"2012-01-31T15:17:43","modified_gmt":"2012-01-31T15:17:43","slug":"governo-argentino-cogita-reestatizar-petroleira-ypf-diz-jornal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2347","title":{"rendered":"Governo argentino cogita reestatizar petroleira YPF, diz jornal"},"content":{"rendered":"\n<p>O governo argentino est\u00e1\u00a0estudando a possibilidade de que a empresa de petr\u00f3leo YPF (Yacimientos Petrol\u00edferos Fiscales) volte \u00e0s m\u00e3os do Estado. \u00c9 o que sustenta, em reportagem publicada neste domingo (29\/01), o jornal argentino P\u00e1gina 12, publica\u00e7\u00e3o alinhada \u00e0 gest\u00e3o da presidente Cristina Kirchner.<\/p>\n<p>A medida estaria sendo discutida em reuni\u00f5es entre o ministro de Planejamento, Julio De Vido, e governadores das prov\u00edncias argentinas produtoras de petr\u00f3leo. De acordo com a reportagem, legisladores, especialistas e \u201cfuncion\u00e1rios de primeira linha\u201d\u00a0 do governo \u201cparticipam do debate que j\u00e1\u00a0incorpora, como alternativa expl\u00edcita, a recupera\u00e7\u00e3o de una petroleira estatal e, mais concretamente, a renacionaliza\u00e7\u00e3o da YPF\u201d.<\/p>\n<p>A YPF foi vendida em 1999 ao grupo espanhol Repsol, durante a pol\u00edtica privatizadora levada a cabo pelo ent\u00e3o presidente Carlos Menem. A nacionaliza\u00e7\u00e3o, motivada pelas \u201ccondutas abusivas e estrutura monop\u00f3lica do mercado\u201d, al\u00e9m da queda de investimentos na melhora da produ\u00e7\u00e3o da empresa nos \u00faltimos dois anos, relatada em informes aos quais o governo teria acedido, incluiria desde a explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo at\u00e9 sua comercializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Manipula\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os<\/strong><\/p>\n<p>Em meados de janeiro, a Casa Rosada acusou as empresas YPF, Shell, Esso, Petrobras e Oil de cobrar 8,4% a mais no pre\u00e7o do \u00f3leo diesel a granel na venda a empresas de transporte de cargas e de passageiros. A den\u00fancia, apresentada \u00e0 Comiss\u00e3o Argentina de Defesa da Concorr\u00eancia, aponta a posi\u00e7\u00e3o dominante da YPF no mercado argentino, cujo controle chegaria a cerca de 60% e uma \u201cconduta abusiva\u201d por parte da empresa, que fixaria os pre\u00e7os mais d\u00edspares.<\/p>\n<p>O vice-presidente e ex-ministro de Economia de Cristina Kirchner, Amado Boudou, transmitiu uma mensagem direta \u00e0 Repsol, afirmando o governo n\u00e3o permitiria \u201ca discrimina\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os\u201d. Em comunicado, a YPF negou a acusa\u00e7\u00e3o do governo e se mostrou \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o \u201cpara oferecer explica\u00e7\u00f5es que sejam requeridas por qualquer autoridade\u201d.<\/p>\n<p>Na \u00faltima quarta-feira (25\/01), em sua primeira apari\u00e7\u00e3o p\u00fablica ap\u00f3s a cirurgia de remo\u00e7\u00e3o de tire\u00f3ide \u00e0 qual foi submetida devido a um diagn\u00f3stico falso-positivo de um tumor maligno, a presidente argentina Cristina Kirchner utilizou boa parte de seu discurso para criticar as petroleiras, afirmando que o \u201csubsolo \u00e9 dos argentinos e est\u00e1 concessionado\u201d.<\/p>\n<p>De acordo com a reportagem, uma das preocupa\u00e7\u00f5es do governo \u00e9\u00a0a queda de mais 10 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos na produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo no pa\u00eds desde 2002, aumentando a depend\u00eancia da importa\u00e7\u00e3o de combust\u00edvel e de hidrocarboneto para refina\u00e7\u00e3o. Segundo um estudo utilizado pela Ofephi (Organiza\u00e7\u00e3o Federal de Prov\u00edncias Produtoras de Hidrocarboneto), de 2006 a 2011, a YPF diminuiu sua produ\u00e7\u00e3o em mais de um milh\u00e3o de metros c\u00fabicos.<\/p>\n<p>Para dirigentes kirchneristas das regi\u00f5es produtoras, os resultados se devem \u00e0 falta de investimentos da empresa e \u00e0 falta de cumprimento de obriga\u00e7\u00f5es previstas nos acordos de produ\u00e7\u00e3o entre as petroleiras e as administra\u00e7\u00f5es provinciais. Diferentes protestos de trabalhadores petroleiros e at\u00e9 de docentes, que bloquearam o acesso a uma planta da YPF, paralisaram intermitentemente durante meses do \u00faltimo ano a produ\u00e7\u00e3o da prov\u00edncia de Santa Cruz, no sul do pa\u00eds, de onde s\u00e3o extra\u00eddos 20% dos 35 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos de petr\u00f3leo produzidos anualmente na Argentina.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Leil\u00e3o atrai operadores globais<\/strong><\/p>\n<p><em>Valor Econ\u00f4mico<\/em><\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos, poucos pa\u00edses tiveram um crescimento t\u00e3o acentuado no setor da avia\u00e7\u00e3o civil quanto o Brasil. Somada \u00e0\u00a0urg\u00eancia dos eventos esportivos de 2014 e 2016, a forte demanda levou o governo a realizar as concess\u00f5es de aeroportos e, assim, despertou em peso o interesse da iniciativa privada a um mercado com receita l\u00edquida de R$ 2,6 bilh\u00f5es anualmente e ritmo de expans\u00e3o tr\u00eas vezes superior ao da m\u00e9dia mundial. Daqui a dois dias, grupos empresariais de quatro continentes entregam suas ofertas ao governo na tentativa de abocanhar parte dessas oportunidades. O resultado s\u00f3\u00a0 sai depois, no dia 6 de fevereiro.<\/p>\n<p>Um dos aeroportos que ser\u00e3o privatizados, o de Guarulhos (na regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo) movimenta, sozinho, 26,8 milh\u00f5es de passageiros ao ano &#8211; quase o mesmo que os sete aeroportos administrados por uma das interessadas em sua concess\u00e3o, a ANA Aeroportos de Portugal. Tamb\u00e9m movimenta mais que o aeroporto de Zurique, administrado pela Flughafen Zurich AG &#8211; outra concorrente. Em 2010, o crescimento, o crescimento da avia\u00e7\u00e3o civil no Brasil foi de 21,3% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, muito acima do 6,6% de crescimento mundial.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros brasileiros chamaram a aten\u00e7\u00e3o das empresas estrangeiras antes mesmo de o governo federal exigir a participa\u00e7\u00e3o delas nos cons\u00f3rcios participantes (o edital obriga as sociedades a terem pelo menos 10% das a\u00e7\u00f5es sob propriedade de um operador de aeroporto com movimenta\u00e7\u00e3o superior a cinco milh\u00f5es de passageiros por ano em pelo menos um dos \u00faltimos 10 anos, e essa experi\u00eancia s\u00f3 existe entre as empresas de fora). Entre as nove sociedades j\u00e1 confirmadas, segundo apurou o Valor, pelo menos quatro tinham firmado memorandos de entendimento com companhias de fora para estudar os editais antes da exig\u00eancia.<\/p>\n<p>Embora haja grande interesse, algumas empresas brasileiras reivindicam mais tempo para fechar as sociedades. &#8220;Ser\u00e3o\u00a0s\u00f3 45 dias entre a divulga\u00e7\u00e3o do edital e a entrega de propostas. Essas negocia\u00e7\u00f5es demoram, trata-se de um casamento, e com comunh\u00e3o de bens&#8221;, diz Claudia Bonelli, advogada do escrit\u00f3rio TozziniFreire.<\/p>\n<p>Hoje, os interessados nos terminais brasileiros podem ser divididos em cinco grupos &#8211; representantes europeus (como Reino Unido, Alemanha, Su\u00ed\u00e7a, Portugal e Espanha), asi\u00e1ticos (Cingapura), pelo menos uma americana e representantes de regi\u00f5es em desenvolvimento (da \u00c1frica do Sul e da Argentina). A maioria evita dar detalhes da composi\u00e7\u00e3o dos cons\u00f3rcios, do apetite e at\u00e9 mesmo da efetiva participa\u00e7\u00e3o no leil\u00e3o &#8211; embora admitam estudar os projetos brasileiros.<\/p>\n<p>Um dos primeiros a anunciar parceria local foi o grupo alem\u00e3o\u00a0Fraport, que participa direta ou indiretamente da gest\u00e3o de 13 aeroportos pelo mundo. H\u00e1 quatro meses, fechou parceria com o grupo especializado em concess\u00f5es de estradas EcoRodovias. Por contar com um dos mais lucrativos operadores internacionais (\u20ac 271 milh\u00f5es anuais), e ainda ter como parceiro um grupo brasileiro com baixo endividamento e caixa forte (R$ 750 milh\u00f5es dispon\u00edveis), a sociedade composta por 50% de a\u00e7\u00f5es de cada grupo \u00e9 considerada hoje uma das mais fortes para o leil\u00e3o.<\/p>\n<p>Caso abocanhe a concess\u00e3o, Guarulhos seria o terceiro aeroporto mais movimentado no portf\u00f3lio da Fraport, depois de Frankfurt, na Alemanha; e de Nova D\u00e9li, na \u00cdndia. Felix von Berg, diretor de projetos da Fraport, diz que a presen\u00e7a da Infraero na sociedade que ir\u00e1 gerir os aeroportos n\u00e3o chega a ser uma novidade nas opera\u00e7\u00f5es do grupo. &#8220;Na \u00cdndia, nossa sociedade que administra o aeroporto tem 23% de participa\u00e7\u00e3o de um agente governamental. Funciona&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Entre os europeus, tamb\u00e9m promete entrar com apetite na disputa a BAA &#8211; descendente da extinta British Airports Authority, empresa privatizada em 1987 pelo governo brit\u00e2nico. Com lucro l\u00edquido de mais de US$ 800 milh\u00f5es anualmente, firmou sociedade com o banco BTG Pactual e com o grupo brasileiro Queiroz Galv\u00e3o. Desde 2006, a empresa \u00e9 controlada pela espanhola especializada em infraestrutura Ferrovial &#8211; que a comprou por US$ 19 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m j\u00e1\u00a0est\u00e1\u00a0confirmada a presen\u00e7a da CCR (dos grupos Andrade Gutierrez e Camargo Corr\u00eaa) com a parceira de longa data Flughafen Zurich AG, operadora do aeroporto de Zurique, na Su\u00ed\u00e7a. &#8220;A empresa [CCR] est\u00e1 plenamente preparada para apresentar suas propostas&#8221;, informou o grupo por meio de nota. A Zurich assessora os acionistas Camargo e Andrade no projeto de um terceiro aeroporto em S\u00e3o Paulo. Fontes do setor acreditam que a A\u00e9roports de Paris (ADP) tamb\u00e9m vai participar do processo, em parceria com a Carioca Engenharia.<\/p>\n<p>Oriundos de regi\u00f5es hoje turbulentas da Europa tamb\u00e9m podem marcar presen\u00e7a na disputa. Particularmente curioso \u00e9\u00a0o interesse da espanhola Aena e da portuguesa ANA Aeroportos de Portugal no Brasil, visto que as duas tiveram suas privatiza\u00e7\u00f5es cogitadas pelos governos de cada pa\u00eds. Empresas brasileiras, inclusive (como a CCR), t\u00eam interesse nas europeias.<\/p>\n<p>O governo espanhol pretendia fazer a venda de 49% da estatal espanhola, que geraria \u20ac\u00a08 milh\u00f5es para os cofres p\u00fablicos. A privatiza\u00e7\u00e3o, no entanto, foi suspensa por conta da crise na Europa e da consequente subvaloriza\u00e7\u00e3o dos ativos. Com resultado l\u00edquido negativo, a Aena estuda os editais brasileiros em parceria com a OHL Brasil.<\/p>\n<p>J\u00e1\u00a0a privatiza\u00e7\u00e3o da portuguesa ANA avan\u00e7a. Representantes do governo disseram neste m\u00eas que as regras para a disputa ser\u00e3o lan\u00e7adas ainda no primeiro semestre. A companhia ib\u00e9rica administra 27,6 milh\u00f5es passageiros anualmente e pretende disputar os terminais brasileiros em parceria com as brasileiras ATP, CVS e Encalso e as argentinas Cartellone e CCI. &#8220;A parceria est\u00e1 confirmada, embora possam entrar mais parceiros. Estamos estudando&#8221;, diz Luciano Amadio Filho, presidente da CVS. Mas os resultados n\u00e3o t\u00e3o expressivos da empresa portuguesa podem enfraquecer o cons\u00f3rcio na disputa. Seu resultado l\u00edquido, \u20ac 55 milh\u00f5es, \u00e9 praticamente um quinto do da Fraport.<\/p>\n<p>A disputa contar\u00e1\u00a0com operadores internacionais de primeiro n\u00edvel. A Changi, de Cingapura, administra o melhor aeroporto do mundo segundo a organiza\u00e7\u00e3o independente Skytrax. As propostas para os terminais brasileiros est\u00e3o sendo estudadas em sociedade com a Odebrecht Transport.<\/p>\n<p>A brasileira Fidens Engenharia firmou parceria com a operadora americana ADC &amp; HAS, s\u00f3cia da Andrade Gutierrez em outros projetos e que chegou a covnersar com a Odebrecht.<\/p>\n<p>N\u00e3o s\u00f3\u00a0europeus e americanos est\u00e3o na disputa. Representantes de pa\u00edses em desenvolvimento tamb\u00e9m prometem marcar presen\u00e7a no leil\u00e3o. Executivos do grupo indiano especializado em infraestrutura GMR (sigla para Grandhi Mallikarjuna Rao, fundador) levantavam, at\u00e9 h\u00e1 poucos dias, poss\u00edveis sociedades com empresas brasileiras. &#8220;Estamos em conversas. N\u00e3o fechamos parcerias, mas isso pode acontecer at\u00e9 a v\u00e9spera da entrega das propostas&#8221;, diz Kamesh Rao, diretor operacional da GMR. Algumas empresas enviaram questionamentos \u00e0 Anac, como a Airports Company South Africa (ACSA), e tamb\u00e9m s\u00e3o vistas como interessadas. Causa suspense no mercado o apetite do argentino Corporaci\u00f3n Am\u00e9rica. Concession\u00e1rio de 33 aeroportos na Argentina, estuda os projetos brasileiros em parceria com o brasileiro Engevix. A sociedade foi vencedora do leil\u00e3o do Aeroporto de S\u00e3o Gon\u00e7alo do Amarante (no RN) &#8211; no ano passado, com \u00e1gio de 228,8% sobre o pre\u00e7o m\u00ednimo.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Tr\u00e1gico, tratado pode fazer a d\u00edvida disparar<\/strong><\/p>\n<p><em>Financial Times<\/em><\/p>\n<p>Numa recente conversa, todo mundo pareceu concordar que o novo pacto fiscal europeu era bem louco. A conversa foi ouvida, por acaso, por uma ex-autoridade, que se dirigiu a n\u00f3s dizendo que concordava em princ\u00edpio &#8211; para depois acrescentar que, se o tratado estimulasse o Banco Central Europeu (BCE) a se tornar mais flex\u00edvel, poderia valer a pena. Depois conversei com o diretor de banco central, que tamb\u00e9m concordou que o tratado era irrelevante, mas que se mostrou favor\u00e1vel a ele, por servir como um sinal para os mercados financeiros. Quando falei com meus contatos nos mercados financeiros, ouvi o coment\u00e1rio de que o tratado era bem louco.<\/p>\n<p>O melhor que se poderia dizer sobre o pacto fiscal \u00e9\u00a0que ele n\u00e3o\u00a0\u00e9\u00a0necess\u00e1rio. Tudo o que possivelmente veremos na sua vers\u00e3o definitiva j\u00e1\u00a0est\u00e1\u00a0 nos tratados e na legisla\u00e7\u00e3o vigentes, em especial o conjunto de medidas de vigil\u00e2ncia de pol\u00edticas fiscais aprovado no in\u00edcio do ano. O restante poderia facilmente ser adotado por meio de nova legisla\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria.<\/p>\n<p>Embora eu ainda n\u00e3o tenha encontrado ningu\u00e9m capaz de explicar o pacto trar\u00e1\u00a0de bom &#8211; a n\u00e3o ser como parte de alguma l\u00f3gica circular -, os danos que ele trar\u00e1\u00a0s\u00e3o mais f\u00e1ceis de vislumbrar. Pensemos simplesmente na briga totalmente desnecess\u00e1ria com o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron. Mas o problema brit\u00e2nico se reduz a nada em compara\u00e7\u00e3o com os poderes verdadeiramente destrutivos do pacto. Ele vai estimular os pa\u00edses-membros da zona do euro a adotar pol\u00edticas extremamente pr\u00f3-c\u00edclicas.<\/p>\n<p>Isso j\u00e1\u00a0ocorre na Espanha. At\u00e9\u00a0 a semana passada, Madri dizia que n\u00e3o amontoaria uma medida de austeridade em cima da outra para cumprir as metas de d\u00e9ficit p\u00fablico acordadas. Parece uma pol\u00edtica sensata. A economia da Espanha est\u00e1\u00a0encolhendo a um ritmo mais forte que o previsto, por motivos fora do controle do pa\u00eds. Nessa circunst\u00e2ncia, \u00e9\u00a0sensato deixar funcionar os estabilizadores autom\u00e1ticos. Foi o que os pa\u00edses do euro fizeram em 2009. Isso garantiu que a recess\u00e3o, embora muito profunda, n\u00e3o fosse prolongada demais.<\/p>\n<p>O Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI) tamb\u00e9m concordou com a posi\u00e7\u00e3o do governo espanhol, pelo menos at\u00e9\u00a0 o in\u00edcio da semana passada. O jornal espanhol &#8220;El Pa\u00eds&#8221; atribuiu a uma autoridade do FMI a afirma\u00e7\u00e3o de que novos ajustes do d\u00e9ficit seriam indesej\u00e1veis porque exacerbariam, em vez de aliviar, as tens\u00f5es do mercado. O FMI prev\u00ea\u00a0dois anos de recess\u00e3o, com o d\u00e9ficit caindo dos 8% do PIB do ano passado para 6,8% este ano e para 6,3% no ano que vem. Assim, mesmo estourando a meta de d\u00e9ficit, a Espanha teria uma recess\u00e3o &#8211; quase t\u00e3o ruim quanto a de 2009.<\/p>\n<p>Mas, n\u00e3o. Na semana passada, em visita a Berlim, Mariano Rajoy, o novo premi\u00ea da Espanha, reiterou pontualmente o compromisso de seu governo com as metas de d\u00e9ficit pactuadas &#8211; 4,4% do PIB em 2012, e 3% em 2013. Este ano, ele quer cortar o d\u00e9ficit em mais 2,2 pontos percentuais, relativos ao par\u00e2metro do FMI, e em mais 3,3% no ano que vem &#8211; tudo isso com uma economia em contra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A Espanha est\u00e1\u00a0seguindo o mesmo caminho da Gr\u00e9cia. A Espanha \u00e9\u00a0uma economia muito mais saud\u00e1vel, \u00e9\u00a0claro. Mas tem um problema que a Gr\u00e9cia n\u00e3o tinha: um setor privado profundamente endividado. \u00c9\u00a0por isso que uma pol\u00edtica de redu\u00e7\u00e3o excessiva do d\u00e9ficit pode se tornar t\u00e3o t\u00f3xica.<\/p>\n<p>Richard Koo, economista-chefe do Nomura Research Institute, avaliou o impacto da desalavancagem. A Espanha est\u00e1 vivendo uma vers\u00e3o extrema do que ele chama de &#8220;recess\u00e3o de demonstra\u00e7\u00e3o de resultados&#8221;, em escala bem maior que os EUA ou o Reino Unido. Desde o terceiro trimestre de 2007, o setor privado espanhol cortou sua d\u00edvida em 17,2% do PIB, enquanto o setor p\u00fablico compensou parcialmente a desalavancagem do setor privado, elevando o endividamento em 11,8% do PIB. A diferen\u00e7a ocorreu sob a forma de contribui\u00e7\u00e3o positiva vinda do setor externo &#8211; em outras palavras, queda do d\u00e9ficit em conta corrente.<\/p>\n<p>Koo defende o argumento de que &#8211; a exemplo do que ocorreu no Jap\u00e3o na d\u00e9cada de 90 &#8211; \u00e9 essencial que os governos europeus sustentem a economia durante a fase de desalavancagem do setor privado para evitar o que, de outra forma, geraria uma profunda depress\u00e3o.<\/p>\n<p>Assim, se a Espanha seguir o exemplo da Gr\u00e9cia e ignorar o ocorreu no Jap\u00e3o, o resultado mais prov\u00e1vel ser\u00e1\u00a0uma grave e prolongada recess\u00e3o. Para mim, essa \u00e9\u00a0 uma amea\u00e7a muito maior \u00e0\u00a0zona do euro. Num cen\u00e1rio amplo, n\u00e3o importa, na verdade, a renegocia\u00e7\u00e3o da d\u00edvida grega. Se a Espanha mergulhar num buraco, n\u00e3o haver\u00e1\u00a0fundo de socorro financeiro, por maior que seja, que a tire dali.<\/p>\n<p>A ironia \u00e9\u00a0que o pacto fiscal que come\u00e7ou a reduzir a d\u00edvida da zona do euro pode ser a causa de uma explos\u00e3o de endividamento, por elevar muito os riscos de uma queda vertical semipermanente em grande parte do sul da Europa. Se isso ocorrer, nada poder\u00e1\u00a0salvar a zona do euro.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Made in mundo<\/strong><\/p>\n<p><em>O Estado de S. Paulo &#8211; Thomas L. Friedman<\/em><\/p>\n<p>Ap\u00f3s o debate dos pr\u00e9-candidatos republicanos \u00e0\u00a0Casa Branca, na Fl\u00f3rida, na semana passada, o ex-presidente de Cuba Fidel Castro escreveu um artigo no qual afirmou que &#8220;a escolha de um candidato republicano desse imp\u00e9rio globalizado e amplo \u00e9\u00a0&#8211; e afirmo seriamente &#8211; a maior competi\u00e7\u00e3o de idiotice e ignor\u00e2ncia jamais vista&#8221;.<\/p>\n<p>Quando marxistas est\u00e3o se queixando de que pol\u00edticos est\u00e3o distantes das realidades globais de hoje, isso n\u00e3o\u00a0\u00e9\u00a0bom sinal. Mas eles n\u00e3o s\u00e3o os \u00fanicos. Existe atualmente uma enorme diferen\u00e7a entre a maneira que muitos executivos americanos &#8211; n\u00e3o s\u00f3\u00a0figuras de Wall Street, mas indiv\u00edduos \u00e0 frente de empresas de primeira linha, que produzem coisas e criam empregos &#8211; olham o mundo e como a m\u00e9dia dos parlamentares, senadores ou o presidente, o encaram.<\/p>\n<p>Literalmente, eles enxergam dois mundos diferentes, um fen\u00f4meno que se aplica a democratas e republicanos. Veja a reuni\u00e3o\u00a0\u00e0\u00a0qual o New York Times se referiu, em fevereiro do ano passado, entre o presidente Barack Obama e o cofundador da Apple, Steve Jobs, que morreu em outubro.<\/p>\n<p>O presidente, compreensivelmente, perguntou a Jobs por que quase todos os 70 milh\u00f5es de iPhones, os 30 milh\u00f5es de iPads e os 59 milh\u00f5es de outros produtos vendidos pela Apple eram produzidos no exterior. Obama perguntou: &#8220;E esse trabalho n\u00e3o poderia ser feito de novo aqui?&#8221;. Jobs respondeu-lhe: &#8220;Esses empregos est\u00e3o voltando&#8221;.<\/p>\n<p>Os pol\u00edticos veem o mundo como blocos de eleitores vivendo em espa\u00e7os geogr\u00e1ficos espec\u00edficos. Eles consideram o emprego dessas pessoas uma amplia\u00e7\u00e3o dos benef\u00edcios econ\u00f4micos de cada \u00e1rea geogr\u00e1fica. Mas muitas empresas veem cada vez mais o mundo como um espa\u00e7o em que os seus produtos podem ser produzidos em qualquer lugar, por meio de suas cadeias de suprimento globais (frequentemente constitu\u00eddas por trabalhadores sem nenhuma prote\u00e7\u00e3o sindical) e vendidos no mundo todo.<\/p>\n<p>Esses executivos raramente se referem \u00e0\u00a0&#8220;terceiriza\u00e7\u00e3o&#8221; atualmente. Hoje seu mundo est\u00e1\u00a0 t\u00e3o integrado que n\u00e3o existe mais &#8220;fora&#8221; ou &#8220;dentro&#8221;. Nas suas empresas, todos os produtos e muitos servi\u00e7os s\u00e3o idealizados, projetados, promovidos e fabricados por meio das cadeias de suprimentos globais sempre em busca dos mais talentosos e os menores custos.<\/p>\n<p>Eles s\u00e3o &#8220;Made in Mundo&#8221; e n\u00e3o &#8220;Made in Estados Unidos&#8221;. E \u00e9 a\u00ed que surge a tens\u00e3o. H\u00e1 muitas empresas &#8220;nossas&#8221; que hoje se consideram cidad\u00e3s do mundo. Mas Obama \u00e9 presidente dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Victor Fung, diretor da Li &amp; Fung, a mais antiga manufatura t\u00eaxtil de Hong Kong, com quem conversei no ano passado, disse-me que durante muitos anos sua companhia operava com base em uma regra: &#8220;Voc\u00ea se abastece na \u00c1sia e vende nos Estados Unidos e na Europa&#8221;. Hoje, a regra \u00e9 &#8220;abastecer em qualquer lugar, manufaturar em qualquer lugar e vender em qualquer lugar&#8221;. A no\u00e7\u00e3o de &#8220;exporta\u00e7\u00e3o&#8221; est\u00e1 desaparecendo.<\/p>\n<p>Mike Splinter, CEO da Applied Materials, explicou-me a quest\u00e3o da seguinte maneira: &#8220;A terceiriza\u00e7\u00e3o existiu dez anos atr\u00e1s, quando ent\u00e3o voc\u00ea dizia: &#8220;vamos enviar parte da gera\u00e7\u00e3o de software para o exterior&#8221;. Hoje n\u00e3o \u00e9 esse tipo de terceiriza\u00e7\u00e3o que praticamos. Ela significa apenas onde pretendo ter alguma coisa produzida.<\/p>\n<p>Agora seu racioc\u00ednio \u00e9\u00a0o seguinte: &#8220;metade dos meus funcion\u00e1rios com doutorado no meu departamento de Pesquisa e Desenvolvimento preferiria viver em Cingapura, Taiwan ou China, pois ali \u00e9\u00a0seu pa\u00eds e eles podem ir para l\u00e1\u00a0e continuar trabalhando para minha companhia&#8221;&#8221;. Assim as coisas evoluem. Ele tem muitas outras op\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Michael Dell, fundador da Dell Inc., diz: &#8220;Sempre lembro \u00e0s pessoas que, hoje, 96% dos nossos novos clientes potenciais vivem fora dos EUA&#8221;. \u00c9\u00a0o restante do mundo. E, se empresas como a Dell querem vender para esses clientes, elas necessitam projetar e manufaturar algumas partes dos seus produtos naqueles pa\u00edses.<\/p>\n<p>Oportunidade. Esse \u00e9\u00a0o mundo em que estamos vivendo. E n\u00e3o vai desaparecer. Mas os EUA podem prosperar neste mundo, explicou Yossi Sheffi, especialista em log\u00edstica do MIT. O pa\u00eds precisa capacitar o maior n\u00famero poss\u00edvel de nossos trabalhadores para participar dos diferentes elos dessas cadeias de suprimento globais. Podemos conceber, comercializar, desenhar e orquestrar sua cadeia de suprimentos. Tamb\u00e9m podemos manufaturar produtos de alta qualidade e vend\u00ea-los no varejo. Se cumprirmos nossa parte, teremos bons resultados.<\/p>\n<p>E aqui est\u00e1\u00a0a boa not\u00edcia: temos uma enorme vantagem natural para competir nesse novo mundo, simplesmente se nos organizarmos. Num mundo em que os maiores ganhos s\u00e3o daqueles que conceberam e projetaram um produto, n\u00e3o existe uma sociedade com maior capacidade de imagina\u00e7\u00e3o do que os EUA.<\/p>\n<p>Num mundo em que o talento \u00e9\u00a0a mais importante vantagem competitiva, n\u00e3o h\u00e1\u00a0nenhum pa\u00eds que, historicamente, acolheu mais imigrantes de talento do que os EUA. Num mundo em que a prote\u00e7\u00e3o da propriedade intelectual e mercados de capital seguros s\u00e3o enormemente valorizados por inovadores e investidores, n\u00e3o existe pa\u00eds mais seguro do que os EUA. Num mundo em que os ganhos obtidos com a inova\u00e7\u00e3o s\u00e3o surpreendentes, os financiamentos do governo americano nas \u00e1reas da bioci\u00eancia, das novas tecnologias e energia limpa constituem um imenso ganho. Num mundo em que a log\u00edstica ser\u00e1 a fonte de in\u00fameros empregos para a classe m\u00e9dia, os EUA t\u00eam empresas como a FedEx e a UPS.<\/p>\n<p>Se apenas conseguirmos nos unir numa estrat\u00e9gia nacional para fortalecer e expandir todas essas vantagens naturais: mais imigra\u00e7\u00e3o, mais educa\u00e7\u00e3o de n\u00edvel superior, melhor infraestrutura, mais pesquisas patrocinadas pelo governo, incentivos aplicados de modo inteligente para estimular a cria\u00e7\u00e3o de milh\u00f5es de startups (pequenas empresas inovadoras rec\u00e9m-criadas) &#8211; e um projeto de longa dura\u00e7\u00e3o para resolver de fato nossos problemas da d\u00edvida de longo prazo &#8211; ningu\u00e9m conseguir\u00e1\u00a0nos atingir.<\/p>\n<p>Estamos chegando perto.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>At\u00e9\u00a0 na ind\u00fastria, a desigualdade impera no desempenho dos setores<\/strong><\/p>\n<p><em>O Globo<\/em><\/p>\n<p>A ind\u00fastria brasileira nunca esteve t\u00e3o desigual como nessa crise que o setor enfrenta. Ap\u00f3s um ano p\u00edfio, em que cresceu menos de 1% e abaixo de toda a economia (o IBGE divulga hoje os resultados fechados de 2011), o setor est\u00e1\u00a0produzindo 3,2% menos que em setembro de 2008, antes da crise do Lehman Brothers e esp\u00e9cie de \u00e1pice da produ\u00e7\u00e3o do segmento no Brasil. Mas o desempenho \u00e9 desigual. Enquanto os setores de material eletr\u00f4nico e equipamentos de comunica\u00e7\u00f5es encolheram impressionantes 36% nestes 38 meses &#8211; ou seja, est\u00e3o produzindo um ter\u00e7o menos que em setembro de 2008 -, e mais tr\u00eas registram queda na casa dos 20% (t\u00eaxtil, cal\u00e7ados e artigos de couro e m\u00e1quinas, equipamentos e material el\u00e9trico), outros segmentos crescem fortemente. O ramo de bebidas est\u00e1 com a produ\u00e7\u00e3o 21,50% maior, o de equipamentos m\u00e9dico-hospitalares,11,73% e o de perfumaria, higiene e limpeza, 10,56%.<\/p>\n<p>Andr\u00e9\u00a0Macedo, gerente da Pesquisa Industrial Mensal do IBGE, afirma que esses n\u00fameros mostram que o segmento est\u00e1\u00a0vivendo um momento muito desigual:<\/p>\n<p>&#8211; Em geral est\u00e3o em melhores condi\u00e7\u00f5es os segmentos que s\u00e3o mais protegidos da importa\u00e7\u00e3o e que se beneficiam do aumento da renda e do consumo interno, al\u00e9m dos que investiram mais em inova\u00e7\u00e3o &#8211; conta.<\/p>\n<p>Fl\u00e1vio Castelo Branco, economista da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI), afirma que essa heterogeneidade entre os setores industriais \u00e9\u00a0uma realidade que pode se agravar:<\/p>\n<p>&#8211; O setor vive um dispers\u00e3o muito grande de setores e isso pode se intensificar em 2012.<\/p>\n<p><strong>Produto org\u00e2nico ganha valor aos olhos do consumidor<\/strong><\/p>\n<p>Para ele, o governo n\u00e3o enfrenta os verdadeiros motivos da redu\u00e7\u00e3o da competitividade brasileira e mesmo medidas paliativas, como as presentes no programa Brasil Maior, em sua opini\u00e3o, demoram para sair do papel.<\/p>\n<p>Mas se os altos custos, a invas\u00e3o de importados e os problemas de infraestrutura afetam todo o pa\u00eds, porque alguns setores industriais conseguiram se sair t\u00e3o bem? A inova\u00e7\u00e3o pode ser uma resposta. Segundo Castelo Branco, h\u00e1 segmentos altamente inovadores, como a ind\u00fastria de cosm\u00e9tico e perfumaria e f\u00e1rmacos.<\/p>\n<p>&#8211; Em 2011 devemos ter superado o Jap\u00e3o e nos tornado o segundo maior mercado mundial de produtos de higiene e cosm\u00e9ticos, perdendo apenas para os Estados Unidos, que devemos superar em 2015 &#8211; afirmou Jo\u00e3o Carlos Basilio, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosm\u00e9ticos (Abihpec).<\/p>\n<p>Segundo Basilio, cerca de 35% do faturamento das empresas decorrem de produtos lan\u00e7ados um ano antes. Ele citou como exemplo o ramo de desodorantes:<\/p>\n<p>&#8211; Agora, sim, h\u00e1\u00a0produtos diferenciados para homens e mulheres, e uma variedade incr\u00edvel de xampus.<\/p>\n<p>Essa \u00e9\u00a0a realidade, por exemplo, da Niely, fabricante de produtos de beleza de Nova Igua\u00e7u. A empresa h\u00e1 alguns anos desbancou multinacionais no mercado de colora\u00e7\u00e3o e n\u00e3o para de investir para aumentar sua participa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8211; O investimento em pesquisa e lan\u00e7amentos de produtos tem um custo alto. Por\u00e9m, esse investimento tem mais import\u00e2ncia do que em m\u00eddia e celebridade &#8211; afirma Daniel de Jesus, presidente da empresa que deve faturar R$600 milh\u00f5es neste ano e que est\u00e1\u00a0 investindo R$50 milh\u00f5es em uma nova f\u00e1brica.<\/p>\n<p>Nessa busca por diferencial, o produto nacional pode ser um importante chamariz:<\/p>\n<p>&#8211; Exportamos ativos para grandes empresas no exterior, e s\u00f3\u00a0agora, o consumidor e o empres\u00e1rio brasileiro come\u00e7am a dar valor para produtos nacionais e org\u00e2nicos. Alguns desses produtos podem at\u00e9\u00a0ser um pouco mais caros, mas trazem um valor agregado alt\u00edssimo, que faz a diferen\u00e7a no setor &#8211; afirma Filipe Sabar\u00e1, diretor de neg\u00f3cios da Beraca, empresa l\u00edder no fornecimento de ingredientes naturais e org\u00e2nicos da biodiversidade brasileira.<\/p>\n<p>Gabriela Onofre, diretora de Assuntos Corporativos da P&amp;G Brasil, respons\u00e1vel por marcas como Pantene, confirma que o Brasil cresce de import\u00e2ncia e que a inova\u00e7\u00e3o \u00e9 a chave para o sucesso:<\/p>\n<p>&#8211; A busca por produtos novos \u00e9\u00a0 constante, precisamos atender ao consumidor.<\/p>\n<p><strong>Dificuldade de importa\u00e7\u00e3o protege alguns ramos<\/strong><\/p>\n<p>O mesmo ocorre em outro setor que vive um bom momento: o farmac\u00eautico. A Hebron Farmac\u00eautica, empresa de Caruaru que agora come\u00e7a a produzir nos Estados Unidos, cresceu com os investimentos em inova\u00e7\u00e3o em fitoter\u00e1picos (medicamentos \u00e0 base de plantas). &#8220;Dedicamos 5% do faturamento bruto da empresa e nossa meta em cinco anos \u00e9 chegar a 15%&#8221;, informou por e-mail a empresa, que espera faturar R$200 milh\u00f5es at\u00e9 2014.<\/p>\n<p>J\u00falio S\u00e9rgio Gomes de Almeida, diretor do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) e ex-secret\u00e1rio executivo do Minist\u00e9rio da Fazenda, afirma que o sucesso de alguns setores, como bebidas, decorre da impossibilidade de importar grandes quantidades para abastecer esse segmento:<\/p>\n<p>&#8211; O consumo cresce, e as importa\u00e7\u00f5es de cerveja, tamb\u00e9m, por\u00e9m nunca ser\u00e1\u00a0em escala suficiente para abastecer todo o mercado local.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Bancos dos EUA limitam cr\u00e9dito<\/strong><\/p>\n<p><em>Valor Econ\u00f4mico<\/em><\/p>\n<p>Os bancos americanos mantiveram a oferta de cr\u00e9dito limitada nos \u00faltimos meses de 2011, mesmo diante do aumento da demanda, o que ajudou a frear a j\u00e1\u00a0lenta recupera\u00e7\u00e3o da economia do pa\u00eds.<\/p>\n<p>A pesquisa do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) referente ao quarto trimestre, divulgada ontem, mostra que as opera\u00e7\u00f5es de empr\u00e9stimo comercial e industrial ficaram praticamente est\u00e1veis no quarto trimestre em rela\u00e7\u00e3o ao trimestre anterior nos 56 bancos dom\u00e9sticos consultados. J\u00e1 os 23 bancos estrangeiros pesquisados que atuam nos EUA reportaram aperto no cr\u00e9dito.<\/p>\n<p>Os bancos est\u00e3o cautelosos em ampliar o cr\u00e9dito, mesmo diante do aumento da demanda. O percentual de bancos que relatou maior procura por empr\u00e9stimos para ind\u00fastria e com\u00e9rcio atingiu o maior n\u00edvel desde 2005. J\u00e1\u00a0os bancos estrangeiros disseram que a demanda ficou praticamente inalterada. As institui\u00e7\u00f5es come\u00e7aram a limitar a oferta de cr\u00e9dito na segunda metade de 2011, conforme a crise das d\u00edvidas soberanas na Europa piorou, ap\u00f3s quase sete trimestres consecutivos de oferta ampla de cr\u00e9dito \u00e0\u00a0pessoa jur\u00eddica.<\/p>\n<p>O Fed elaborou um question\u00e1rio especial sobre os empr\u00e9stimos dos bancos a seus pares sediados na Europa. As institui\u00e7\u00f5es informaram que decidiram restringir as opera\u00e7\u00f5es com bancos europeus, assim como para empresas sediadas na Europa, diante da preocupa\u00e7\u00e3o com a situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Por outro lado, a crise tamb\u00e9m pode favorecer os bancos americanos. Quase metade das institui\u00e7\u00f5es nacionais que participaram do levantamento do Fed contaram que houve um aumento da demanda em fun\u00e7\u00e3o da menor concorr\u00eancia de seus pares europeus.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Continente ganha 30 milh\u00f5es de &#8216;novos pobres&#8217; em apenas 2 anos<\/strong><\/p>\n<p><em>O Estado de S. Paulo<\/em><\/p>\n<p>Enquanto no Brasil os jornais relatam o crescimento da &#8220;nova classe m\u00e9dia&#8221;, na Europa o assunto s\u00e3o os &#8220;novos pobres&#8221;.<\/p>\n<p>O site do di\u00e1rio espanhol El Pa\u00eds publicou uma reportagem segundo a qual aumentou em 30 milh\u00f5es o n\u00famero de pessoas que est\u00e3o no limite entre a classe m\u00e9dia e a pobreza.<\/p>\n<p>S\u00f3\u00a0que esse aumento n\u00e3o se deu pela ascens\u00e3o de quem estava embaixo, e sim pelo desemprego enfrentado por quem est\u00e1\u00a0na faixa m\u00e9dia.<\/p>\n<p>Em 2007, antes da crise, havia 85 milh\u00f5es de pessoas no limite da pobreza (17% da popula\u00e7\u00e3o); em 2009, 115 milh\u00f5es (23%).<\/p>\n<p>Os pa\u00edses que mais sofreram foram Bulg\u00e1ria e Rom\u00eania, segundo o jornal, onde a propor\u00e7\u00e3o quase dobrou, atingindo 46% e 43%, respectivamente. Os pa\u00edses em melhor situa\u00e7\u00e3o s\u00e3o Rep\u00fablica Tcheca (14%), Holanda (15%) e Su\u00e9cia (16%).<\/p>\n<p>Nessa pesquisa, a linha que separa a classe m\u00e9dia dos pobres \u00e9\u00a0definida como um domic\u00edlio com renda anual de 7.980 (R$ 18.200), ou 665 (R$ 1.500) por m\u00eas.<\/p>\n<p>Usar n\u00fameros pode parecer uma forma objetiva de classificar a pobreza. Mas um crit\u00e9rio subjetivo, s\u00f3\u00a0 que verdadeiro, tem tomado forma para descrever os &#8220;novos pobres&#8221;: s\u00e3o as pessoas que costumavam ajudar os desfavorecidos e agora assumem o papel de buscar ajuda.<\/p>\n<p>\u00c9 como disse o secret\u00e1rio geral da C\u00e1ritas Europa, uma entidade de assist\u00eancia humanit\u00e1ria: &#8220;Os volunt\u00e1rios de antes s\u00e3o hoje nossos benefici\u00e1rios&#8221;.<\/p>\n<p>Fim da classe m\u00e9dia? O jornal portugu\u00eas Di\u00e1rio Econ\u00f3mico publicou uma not\u00edcia que vai na mesma linha do peri\u00f3dico espanhol. Com o t\u00edtulo &#8220;Classe m\u00e9dia em Portugal poder\u00e1 desaparecer&#8221;, o texto traz uma an\u00e1lise do soci\u00f3logo El\u00edsio Estanque segundo a qual esse estrato da sociedade &#8220;est\u00e1 em risco de empobrecimento muito r\u00e1pido&#8221;.<\/p>\n<p>Em pa\u00edses com industrializa\u00e7\u00e3o ou democracia tardia, como \u00e9\u00a0o caso de Portugal, a classe m\u00e9dia cresceu rapidamente, mas de forma pouco consistente, baseada na expans\u00e3o do Estado social.<\/p>\n<p>&#8220;Estamos num momento de encruzilhada. N\u00e3o\u00a0\u00e9\u00a0s\u00f3\u00a0Portugal. Estamos num mundo conturbado, num momento de transi\u00e7\u00e3o. Para o bem ou para o mal, a Hist\u00f3ria est\u00e1\u00a0 em aberto&#8221;, disse Estanque ao jornal. Ele \u00e9\u00a0autor do livro Classe M\u00e9dia: Ascens\u00e3o e Decl\u00ednio.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>J\u00e1\u00a0 h\u00e1\u00a0mais refugiados ambientais que refugiados de guerra<\/strong><\/p>\n<p><em>Ag\u00eancia Carta Maior<\/em><\/p>\n<p>Paris &#8211; Os deslocamentos populacionais ligados a desastres clim\u00e1ticos e ambientais superaram os provocados por conflitos armados. O que parecia uma fic\u00e7\u00e3o reservada a filmes de grande espet\u00e1culo se tornou uma realidade durante a primeira d\u00e9cada do s\u00e9culo XXI.<\/p>\n<p>Um relat\u00f3rio publicado em Genebra pela Organiza\u00e7\u00e3o Internacional de Migra\u00e7\u00f5es, OIM, juntamente com o Instituto de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel e de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais, IDDRI, informa sobre este novo fen\u00f4meno que afeta todos os continentes. O relat\u00f3rio, State of Environmental Migration 2010, apresenta um quadro de cifras significativo: em 2008, 4,6 milh\u00f5es de pessoas tiveram que se deslocar dentro de seus pa\u00edses em raz\u00e3o de um conflito armado enquanto outras 20 milh\u00f5es tiveram que fazer o mesmo devido a uma cat\u00e1strofe natural.<\/p>\n<p>As cifras n\u00e3o pararam de aumentar: em 2009 houve 15 milh\u00f5es de refugiados \u201cambientais\u201d\u00a0e em 2010 a cifra subiu para 38 milh\u00f5es. Hoje, o deslocamento clim\u00e1tico ou ambiental \u00e9\u00a0a primeira causa das migra\u00e7\u00f5es humanas. Estas cifras podem ser contrastadas com o n\u00famero de refugiados pol\u00edticos que existe no mundo: 16 milh\u00f5es de pessoas, 12 milh\u00f5es sem contar os palestinos.<\/p>\n<p>As destrui\u00e7\u00f5es ambientais destacadas neste exaustivo trabalho n\u00e3o dizem respeito somente \u00e0s que poderiam ser denominadas naturais e violentas, mas tamb\u00e9m os processos mais lentos, que acabam modificando a rela\u00e7\u00e3o do ser humano com o lugar onde vive. Um exemplo de deslocamento clim\u00e1tico involunt\u00e1rio \u00e9\u00a0 o que ocorreu no Nepal, com a desapari\u00e7\u00e3o dos glaciais do Himalaya. Os glaciais foram derretendo, a \u00e1gua transbordou os chamados rios glaciais e isso acarretou em poderosas inunda\u00e7\u00f5es que obrigaram \u00e0s popula\u00e7\u00f5es ao deslocamento.<\/p>\n<p>Tsumamis, terremotos, inunda\u00e7\u00f5es na Tail\u00e2ndia, China ou Filipinas, seca no Sud\u00e3o, o acidente de Fukushima, tempestades na Europa, todos estes acidentes naturais violentos provocaram massivos deslocamentos. E o futuro n\u00e3o se anuncia melhor. O investigador do IDDRI e coordenador do relat\u00f3rio Fran\u00e7ois Gemenne, prev\u00ea que \u201cem 2011 as cifras sejam similares as de 2010\u201d. A degrada\u00e7\u00e3o paulatina do meio ambiente provocada pelo homem tem tamb\u00e9m uma influ\u00eancia determinante neste fluxo migrat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Um exemplo disso \u00e9\u00a0o que ocorre no Brasil. O relat\u00f3rio da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional de Migra\u00e7\u00f5es cita o exemplo do que ocorre no Norte do Brasil. No Amazonas, o desmatamento trouxe consigo a ocupa\u00e7\u00e3o das terras, mas depois, uma vez que os solos arrasados chegaram ao limite de sua capacidade, as popula\u00e7\u00f5es que se instalaram ali n\u00e3o obt\u00e9m mais recursos e devem migrar.<\/p>\n<p>Os deslocamentos ambientais t\u00eam um car\u00e1ter mais dram\u00e1tico que as migra\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas. Em primeiro lugar, em muitos casos, os pa\u00edses que se encontram com esses problemas n\u00e3o s\u00e3o diretamente respons\u00e1veis pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas que induzem ao deslocamento populacional. Em segundo, ao contr\u00e1rio do que ocorre com os migrantes econ\u00f4micos que partem em busca de uma vida melhor, os j\u00e1\u00a0quase refugiados ambientais n\u00e3o entendem o que acontece com eles e esperam sempre poder regressar a suas terras, o que \u00e9\u00a0praticamente imposs\u00edvel.<\/p>\n<p>Em ambos os contextos, um dos maiores desafios consiste em conseguir com que os pa\u00edses diretamente respons\u00e1veis pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e, por conseguinte, da migra\u00e7\u00e3o ambiental, alimentem um fundo para ajudar os pa\u00edses v\u00edtimas de varia\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. O dispositivo j\u00e1\u00a0foi evocado durante a Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre o clima, celebrada em Canc\u00fan (M\u00e9xico), em 2010. O artigo 14-F se refere \u00e0s migra\u00e7\u00f5es e deslocamentos conectados com as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e abrange um pacote de medidas que deveriam ser financiada com um \u201cFundo Verde\u201d.<\/p>\n<p>Entretanto, existe o artigo, mas o fundo est\u00e1\u00a0vazio. Os pa\u00edses ricos se comprometeram em contribuir com 100 bilh\u00f5es de d\u00f3lares por ano com tal fundo, mas rec\u00e9m a partir de 2020. A um ritmo de quase 40 milh\u00f5es de migrantes ambientais por ano, dentro de oito anos haver\u00e1\u00a0320 milh\u00f5es de refugiados sem assist\u00eancia internacional alguma. A arquitetura jur\u00eddica internacional existente n\u00e3o ampara esses refugiados.<\/p>\n<p>A conven\u00e7\u00e3o de Genebra sobre os refugiados, adotada em 1952, n\u00e3o contempla o esquema da migra\u00e7\u00e3o ambiental, em especial porque esses refugiados se movem quase exclusivamente dentro das fronteiras de seus pa\u00edses. Em junho de 2011, o Alto Comiss\u00e1rio das Na\u00e7\u00f5es Unidas para os refugiados Antonio Guterres, havia interferido a fim de que se adotassem \u201cnovas medidas para enfrentar os deslocamentos de popula\u00e7\u00f5es gerados por mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e cat\u00e1strofes naturais\u201d.<\/p>\n<p>Todos os especialistas se preparam para um futuro clim\u00e1tico acidentado. Fran\u00e7ois Gemenne adianta que \u201c\u00e9 preciso refletir agora sobre um contexto de forte aquecimento, o que vai implicar em uma nova distribui\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es na superf\u00edcie do globo. Existem zonas que deixar\u00e3o de ser habit\u00e1veis e seus habitantes dever\u00e3o migrar\u201d. Dois relat\u00f3rios simult\u00e2neos sustentam a tese de que o amanh\u00e3 ser\u00e1 pior. Um, se trata de um estudo estat\u00edstico elaborado pelo Centro de Investiga\u00e7\u00f5es de Epidemiologia do Desastre (CRED) da Universidade cat\u00f3lica de Louvain (B\u00e9lgica) e que mostra como, desde 1970, os desastres v\u00eam em constante aumento. O segundo trabalho \u00e9 o relat\u00f3rio especial publicado em novembro passado pelo GIEC, o Grupo de Especialistas Intergovernamental sobre a Evolu\u00e7\u00e3o do Clima. O GIEC prev\u00ea que os acidentes meteorol\u00f3gicos extremos aumentar\u00e3o constantemente nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio State of Environmental Migration analisou situa\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas extremas, inclusive nos pa\u00edses ricos, neste caso a Fran\u00e7a. O trabalho se concentrou muito especialmente nas crises clim\u00e1ticas que estouraram em 2010 no Paquist\u00e3o (Inunda\u00e7\u00f5es), na R\u00fassia (inc\u00eandios florestais), no Haiti e no Chile (terremotos) e na Fran\u00e7a (tempestades). O caso franc\u00eas ilustra que nem sequer os pa\u00edses ricos est\u00e3o ao resguardo dos deslocamentos de popula\u00e7\u00f5es obrigados pelo clima. A tempestade Xinthia assolou a costa atl\u00e2ntica francesa entre 26 de fevereiro e primeiro de mar\u00e7o de 2010. Seu passo deixou um saldo de 59 mortos e milhares de refugiados permanentes. Dada a exposi\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias zonas a poss\u00edveis tempestades futuras, o Governo franc\u00eas as decretou inabit\u00e1veis. Com isso, milhares de pessoas que viviam nestas zonas se viram obrigadas a deixar suas casas e suas terras para sempre.<\/p>\n<p>Neste contexto preciso e ap\u00f3s analisar os erros cometidos pelos poderes p\u00fablicos franceses na gest\u00e3o desta crise, a OIM destaca a import\u00e2ncia da prepara\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas p\u00fablicas para administrar as cat\u00e1strofes clim\u00e1ticas maiores. \u00c9\u00a0l\u00edcito citar o desastre, ao mesmo tempo clim\u00e1tico e pol\u00edtico, que provocou o Furac\u00e3o\u00a0Katrina, que golpeou Nova Orleans em 2005. 1.200.000 pessoas foram deslocadas e um ter\u00e7o dos habitantes nunca regressou a seus lares.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\nOperaMundi\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2347\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-2347","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-BR","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2347","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2347"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2347\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2347"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2347"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2347"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}