{"id":23477,"date":"2019-07-01T22:35:26","date_gmt":"2019-07-02T01:35:26","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=23477"},"modified":"2019-07-01T22:35:26","modified_gmt":"2019-07-02T01:35:26","slug":"a-imposicao-do-seculo-e-o-fracasso-do-forum-de-bahrein","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/23477","title":{"rendered":"A imposi\u00e7\u00e3o do s\u00e9culo e o fracasso do F\u00f3rum de Bahrein"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.resumenmediooriente.org\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/imposicion-700x460.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Por Pablo Jofre Leal<br \/>\nResumen Latinoamericano<br \/>\nHispanTV<\/p>\n<p>A necessidade de ser preciso, para notificar o que est\u00e1 acontecendo em um n\u00edvel global, nos obriga a usar termos corretos ao discutir o plano que os EUA e Israel t\u00eam para a Palestina.<\/p>\n<p>Este n\u00e3o \u00e9 um &#8220;acordo do s\u00e9culo&#8221;, como quer fazer crer o cons\u00f3rcio estadunidense-sionista nem a &#8220;bofetada do s\u00e9culo&#8221;, como sustenta a Autoridade Nacional Palestina (ANP), \u00e9 simplesmente uma imposi\u00e7\u00e3o, um crime, uma viola\u00e7\u00e3o da lei internacional e sobretudo dos direitos humanos do povo palestino. Portanto, ser claro no uso da linguagem implica que tanto o cronista, como o leitor, aqueles que analisam e promovem o respeito pelo direito internacional, os meios de comunica\u00e7\u00e3o, entre outros, devem ser capazes de usar o conceito apropriado para dar conta de um plano elaborado entre quatro paredes.<\/p>\n<p>Fracasso em Manama<\/p>\n<p>O pomposamente denominado &#8220;Plano do S\u00e9culo&#8221; \u00e9 uma empresa de dom\u00ednio destinado ao fracasso. Primeiro, porque n\u00e3o conta com a participa\u00e7\u00e3o do povo palestino. Este ponto nega veementemente que estamos diante de um processo de negocia\u00e7\u00f5es, bem como estamos longe de ser capaz de cham\u00e1-la e aceit\u00e1-la como uma proposta hist\u00f3rica, t\u00e3o megal\u00f4mana como s\u00f3 pode ser com Trump e Netanyahu. Em segundo lugar, porque o que est\u00e1 sendo apresentado \u00e9 a imposi\u00e7\u00e3o do s\u00e9culo sem adornos, que, juntamente com o \u00faltimo dos n\u00fameros deste quadro de falsa com\u00e9dia, representado pela parte econ\u00f4mica intitulada F\u00f3rum de Bahrein ou &#8220;Oficina de Paz para a Prosperidade&#8221; realizada em Manama, a capital desta monarquia do Golfo P\u00e9rsico, em 25 e 26 de junho, revelaram as propostas de suborno ao anseio de autodetermina\u00e7\u00e3o do povo palestino.<\/p>\n<p>A &#8220;Oficina de Paz para a Prosperidade&#8221; montou a manipula\u00e7\u00e3o da oferta virtual &#8211; porque o dinheiro n\u00e3o existe e precisa ser coletado de doadores &#8211; num plano econ\u00f4mico de 50 bilh\u00f5es de d\u00f3lares, incluindo 179 projetos de investimento na Palestina, Jord\u00e2nia e Egito, apresentando sem dissimula\u00e7\u00e3o a entrega dos territ\u00f3rios palestinos \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o israelense, usando para isso planos antigos em que Cairo e Amman teriam alguma participa\u00e7\u00e3o. Foi mencionado at\u00e9 mesmo o L\u00edbano entre os poss\u00edveis benefici\u00e1rios do plano, em uma clara tentativa de gerar discrep\u00e2ncias dentro dos partidos governantes neste pa\u00eds levantino.<\/p>\n<p>Estamos enfrentando uma tentativa de suborno promovida pelo governo dos EUA em alian\u00e7a com a entidade sionista, a Casa al Saud e o governo dos Emirados \u00c1rabes Unidos (EAU). A tarefa foi confiada publicamente ao genro do presidente Donald Trump, o empreendedor imobili\u00e1rio e apoiador do sionismo Jared Kushner, que se esfor\u00e7ou para mostrar os supostos benef\u00edcios de um plano que s\u00f3 favorece o desejo de mais controle e ocupa\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio palestino pelas m\u00e3os do sionismo. Kushner mostrou gr\u00e1ficos de redu\u00e7\u00e3o da pobreza na \u00e1rea, proje\u00e7\u00f5es de crescimento econ\u00f4mico, valores multimilion\u00e1rios, projetos de infraestrutura a serem executados. Tudo isso diante de uma ex\u00edgua concorrr\u00eancia formada pelos ministros das finan\u00e7as dos regimes das casas governantes da Ar\u00e1bia Saudita, dos Emirados \u00c1rabes Unidos e do pr\u00f3prio Bahrein.<\/p>\n<p>Entre os participantes estavam tamb\u00e9m o chefe do Fundo Monet\u00e1rio Internacional Christine Lagarde, o presidente do Banco Mundial David Malpass, o tesoureiro dos Estados Unidos Stevhen Mnuchin e o ex-primeiro-ministro brit\u00e2nico Tony Blair. Kushner disse, ao final do fiasco que significou o F\u00f3rum Bahrein, que &#8220;a parte pol\u00edtica do plano (o que os EUA chamam de neg\u00f3cio do s\u00e9culo&#8221;) ser\u00e1 lan\u00e7ada &#8220;no devido tempo&#8221;. Para o jornal brit\u00e2nico Daily Telegraph, &#8220;o esfor\u00e7o dos EUA para promover a paz no Oriente M\u00e9dio entrou em colapso antes de seu in\u00edcio, j\u00e1 que, com a exce\u00e7\u00e3o de poucos pa\u00edses, ningu\u00e9m acredita no sucesso do plano do s\u00e9culo&#8221;.<\/p>\n<p>Representa uma conven\u00e7\u00e3o, aceita sem reparo algum, que, quando usamos um conceito como o de &#8220;acordo&#8221;, estamos nos referindo a uma decis\u00e3o que indiv\u00edduos, corpora\u00e7\u00f5es, estados, organiza\u00e7\u00f5es, institui\u00e7\u00f5es ou governos manifestam ter pontos comuns, de converg\u00eancia, consenso em torno de determinadas situa\u00e7\u00f5es, que requerem ter como objetivo chegar a um bom porto. \u00c9 algo que se combina entre as partes, a fim de solucionar uma controv\u00e9rsia. Tal desenvolvimento de um processo de negocia\u00e7\u00e3o tem efeitos no \u00e2mbito legal quando se trata de uma disputa, que envolve, por exemplo, devolu\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rios, retirada de tropas, cessa\u00e7\u00e3o da ocupa\u00e7\u00e3o militar ou outros elementos que envolvem consequ\u00eancias no campo jur\u00eddico. A dita obrigatoriedade para as partes, denominada no Direito com a m\u00e1xima latina Pacta Sunt Servanda (o acordo obriga), cria direitos e obriga\u00e7\u00f5es que surgem naturalmente, emanam do consentimento das partes em disputa, sob a exig\u00eancia de ser v\u00e1lida, certa, determinada, al\u00e9m de poss\u00edvel.<\/p>\n<p>Nada do mencionado acima se cumpre com este plano ou acordo absolutamente desequilibrado que os Estados Unidos e seu parceiro israelense pretendem impor \u00e0 Palestina e seu povo e que, em sua vers\u00e3o econ\u00f4mica, foi apresentado em Manama. O nome mostra n\u00e3o apenas a perturba\u00e7\u00e3o conceitual, mas tamb\u00e9m a aberra\u00e7\u00e3o legal que subjaz a denomina\u00e7\u00e3o desse miser\u00e1vel plano: o &#8220;Acordo do S\u00e9culo&#8221;. Nome t\u00e3o ostentoso como falso, uma vez que persegue algo que agora \u00e9 um segredo aberto: negar a possibilidade do Estado Palestino soberano autodeterminado, estabelecendo uma autonomia ainda mais falsa do que a contida nos fracassados Acordos de Oslo. Querem de fato impedir o retorno dos refugiados palestinos, sionizar Al-Quds (Jerusal\u00e9m), estabelecendo-a como capital da entidade israelense e transferindo a capital desta Lilliputiana Palestina desmembrada para uma cidade ao sul de Al-Quds. Para a aldeia de Abu Dis, localizada na chamada Zona B, sob o suposto controle administrativo da Autoridade Nacional Palestina e controle militar do ex\u00e9rcito invasor, que coordena suas a\u00e7\u00f5es com essa autoridade.<\/p>\n<p>A imposi\u00e7\u00e3o do s\u00e9culo amplia a ocupa\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Verificou-se, tamb\u00e9m, que a decis\u00e3o deste quinto per\u00edodo de governo Benjamin Netanyahu vai anexar \u00e0 entidade chamada Israel os assentamentos com colonos terroristas estabelecidos na Cisjord\u00e2nia. Ir\u00e1 expandir os quil\u00f4metros de muro do apartheid e, sobretudo, evitar qualquer possibilidade de reunir os territ\u00f3rios da Faixa de Gaza e da Cisjord\u00e2nia, atrav\u00e9s da constru\u00e7\u00e3o de novos assentamentos na faixa de terra que separa os dois territ\u00f3rios palestinos. O objetivo \u00e9 ampliar ainda mais a press\u00e3o contra o povo palestino, sufocar a popula\u00e7\u00e3o, submet\u00ea-la ao controle militar e econ\u00f4mico, para impedir qualquer contato. A concep\u00e7\u00e3o da &#8220;Imposi\u00e7\u00e3o do S\u00e9culo&#8221; que os Estados Unidos preparam com seu c\u00famplice israelense \u00e9, essencialmente, desde sua concep\u00e7\u00e3o, a express\u00e3o do colonialismo em sua vers\u00e3o mais criminosa.<\/p>\n<p>Embora sejam tomadas medidas para sionizar a Palestina, tentando implementar medidas econ\u00f4micas como as apontadas no Bahrein, o sionismo tamb\u00e9m trabalha no campo cultutral e pol\u00edtico, com os top\u00f4nimos palestinos, em uma opera\u00e7\u00e3o em grande escala, semelhante \u00e0 vivida ap\u00f3s a cria\u00e7\u00e3o desta entidade em 1948, o que levou \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de unidades voltadas a tornar invis\u00edvel o povo palestino, renomeando vilas e cidades, removendo todos os vest\u00edgios da Palestina e iniciando um processo de constru\u00e7\u00e3o de uma mitologia que procura fazer o mundo acreditar que os sionistas, principalmente de origem europeia, da religi\u00e3o judaica t\u00eam suas ra\u00edzes hist\u00f3ricas na Palestina. A pol\u00edtica de Netanyahu \u00e9 a continua\u00e7\u00e3o da falsa narrativa da viola\u00e7\u00e3o dos direitos humanos dos palestinos, que tece uma hist\u00f3ria da inf\u00e2mia, correspondendo aos objetivos de David Ben Gurion, Menahen Begin, Golda Meir, Levi Eshkol e cada um dos criminosos que se mudaram da Pol\u00f4nia, Belarus, Ucr\u00e2nia ou outros locais para o Levante, para usurpar as terras do povo palestino, saquear e roubar o que n\u00e3o lhes pertence.<\/p>\n<p>O que \u00e9 apresentado nas m\u00e3os da diplomacia sionista que re\u00fane Washington e Israel, sob o nome de &#8220;Acordo do S\u00e9culo&#8221; \u00e9 um objetivo absolutamente prejudicial ao direito internacional, que viola os direitos humanos do povo palestino e seu direito \u00e0 autodetermina\u00e7\u00e3o. Somam-se a isso as posi\u00e7\u00f5es reacion\u00e1rias de regimes fantoches dos Estados Unidos, como a monarquia jordaniana, a Casa al Saud, a pseudodemocracia eg\u00edpcia e o sil\u00eancio c\u00famplice de todos os pa\u00edses que tendem a levantar suas vozes de condena\u00e7\u00e3o a san\u00e7\u00f5es quando se trata de Venezuela, S\u00edria, R\u00fassia, Ir\u00e3, mas mant\u00eam a calma vilmente quando os infratores das leis internacionais, que d\u00e3o a impunidade ao regime de Israel por seus crimes contra a humanidade e contra o povo palestino, s\u00e3o os Estados Unidos e seus incondicionais apoiadores dentro do Conselho de Seguran\u00e7a da ONU, como \u00e9 o caso da Fran\u00e7a e da Gr\u00e3-Bretanha, fundamentalmente, que permitem que Washington e Israel atuem como juiz e partido em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Palestina.<\/p>\n<p>Para tentar dar a esta &#8220;Imposi\u00e7\u00e3o do S\u00e9culo&#8221; o verdadeiro aspecto de legitimidade internacional, os Estados Unidos convocaram o chamado F\u00f3rum do Bahrein, que se tornou um evento pr\u00f3-Israel, aparentemente focado em economia sob o t\u00edtulo de &#8220;Oficina da Paz para a Prosperidade&#8221;, com a participa\u00e7\u00e3o de organismos oficiais, a fim de &#8220;aumentar o apoio a poss\u00edveis investimentos econ\u00f4micos&#8221; que sustentam o chamado &#8220;acordo do s\u00e9culo&#8221;. Uma atividade criada pelo conluio entre Washington e Tel Aviv, que tenta marcar as linhas pol\u00edticas e de comunica\u00e7\u00e3o que o regime dos EUA vai ordenar \u00e0queles que participaram deste f\u00f3rum. A ousadia de Washington chega ao extremo de que o enviado especial do governo dos EUA para o Oriente M\u00e9dio, Jason Greenblatt, advertiu que, se os palestinos n\u00e3o participassem da confer\u00eancia do Bahrein, &#8220;eles seriam muito prejudicados&#8221;, reconhecendo ademais que o plano dos EUA cancela o direito de retorno dos refugiados palestinos, ao informar que Washington est\u00e1 prestes a iniciar conversas com governos que hospedam refugiados palestinos.<\/p>\n<p>Saeb Erekat, Secret\u00e1rio Geral da Organiza\u00e7\u00e3o para a Liberta\u00e7\u00e3o da Palestina (OLP), apontou em sua oportunidade, diante das amea\u00e7as americanas, que &#8220;nossa organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o ouvir\u00e1 o ultimato dos EUA e boicota um f\u00f3rum pr\u00f3-Israel no Bahrein. Nenhum dos organizadores ou participantes do f\u00f3rum econ\u00f4mico do Bahrein pode debater em nome dos palestinos o chamado &#8220;acordo do s\u00e9culo&#8221;. A Organiza\u00e7\u00e3o para a Liberta\u00e7\u00e3o da Palestina n\u00e3o foi consultada sobre este evento, portanto, boicota este F\u00f3rum que quer for\u00e7ar os palestinos a aceitar a ocupa\u00e7\u00e3o de suas terras em troca de dinheiro. &#8220;A ANP nunca aceitar\u00e1 tal plano&#8221;, disse o l\u00edder palestino. Por seu turno, a oposi\u00e7\u00e3o ao regime de Al Khalifa indicou que a realiza\u00e7\u00e3o desta reuni\u00e3o se destina a &#8220;liquidar a causa palestina&#8221;.<\/p>\n<p>Os Estados Unidos, sob mandato do lobby sionista, apoiado pelos setores mais reacion\u00e1rios da sociedade americana, decidiram que a Palestina n\u00e3o existe e por isso entregar\u00e1 a Israel, como um presente impregnado de sangue palestino, um plano destinado a negar qualquer tentativa de descolonizar as terras da Palestina, remover o ocupante sionista e, portanto, impedir qualquer direito \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de um estado aut\u00f4nomo, livre e soberano. Um plano que os meios de informa\u00e7\u00e3o alinhados com a extrema direita dos Estados Unidos e o sionismo israelense chamam de &#8220;Acordo do S\u00e9culo&#8221;, para o que conseguiram os apoios e consentimentos dos governos regionais, num quadro regional que tamb\u00e9m gera tens\u00f5es contra o Movimento Resist\u00eancia Isl\u00e2mica do L\u00edbano (Hezbollah), provoca permanentemente a Rep\u00fablica Isl\u00e2mica do Ir\u00e3, impondo mais san\u00e7\u00f5es e medidas destinadas a afetar a na\u00e7\u00e3o persa. Apoiam Israel para continuar sionizando as Colinas de Gol\u00e3 ocupados depois da guerra de junho de 1967 e amea\u00e7a, \u00e0 direita e \u00e0 esquerda, a quem se atreve a levantar a voz contra as atrocidades cometidas contra o povo palestino.<\/p>\n<p>Foi relatado em meios de imprensa sionista, com o uso sibilino da linguagem normalmente utilizada pelo sionismo e sua hasbara, que o plano dos EUA n\u00e3o iria falar sobre a anexa\u00e7\u00e3o de assentamentos com colonos terroristas na Cisjord\u00e2nia ocupada, mas sim falar da &#8220;aplica\u00e7\u00e3o da lei de Israel&#8221;, semelhante ao que foi feito em 1981 com os montes ocupados do Gol\u00e3 S\u00edrio. De acordo com o canal 12 de Israel, Trump n\u00e3o especificar\u00e1 nada do chamado &#8220;Acordo do S\u00e9culo&#8221; at\u00e9 que seu parceiro Netanyahu forme um governo e possa assim liberar a comunica\u00e7\u00e3o do plano de usurpa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A Imposi\u00e7\u00e3o do S\u00e9culo \u00e9 o sinal evidente da conspira\u00e7\u00e3o criminosa entre Washington e Israel, sob o sil\u00eancio obsequioso e covarde de organiza\u00e7\u00f5es internacionais e dos pa\u00edses submetidos a Washington, aqueles que covardemente se calam quando o sionismo est\u00e1 envolvido. Israel e seu guia dizem \u00e0 Palestina: &#8220;aceitem o apartheid que oferecemos a voc\u00eas e sua vida ser\u00e1 menos dura do que \u00e9 agora. N\u00e3o aceite essa imposi\u00e7\u00e3o e vamos extermin\u00e1-los&#8221;. Esse \u00e9 o plano que querem impor, do qual s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel tirar algumas conclus\u00f5es. Primeiro, que somente a resist\u00eancia palestina teimosa e digna consegue manter o direito de seu povo a existir. N\u00e3o para ser confinado em campos de concentra\u00e7\u00e3o ou exterminado sob o sionismo nacional que foi imposto na Palestina desde 1948 nas m\u00e3os do sionismo. E, segundo, que a solu\u00e7\u00e3o de dois estados, que serviu meramente para permitir que Israel estenda seu dom\u00ednio criminal, \u00e9 uma fal\u00e1cia que n\u00e3o \u00e9 v\u00e1lida. A Imposi\u00e7\u00e3o do S\u00e9culo terminou de enterr\u00e1-la, concretizando um sistema de apartheid com todas as suas letras.<\/p>\n<p>Diante desta realidade reitero que somente se pode argumentar contra essa imposi\u00e7\u00e3o: qualquer proposta no \u00e2mbito de um caminho assumido para a paz (de que o povo palestino n\u00e3o tem participado nem como ouvinte) que se chame de acordo s\u00e9culo ou do mil\u00eanio \u00e9 simplesmente uma piada macabra. Um jogo pol\u00edtico destinado ao fracasso. As fac\u00e7\u00f5es palestinas, seu povo, a sociedade palestina devem avan\u00e7ar na unidade de suas for\u00e7as para se oporem com for\u00e7a a qualquer tentativa de dar legitimidade a esse conluio entre o imperialismo e o sionismo. N\u00e3o se pode ter qualquer rela\u00e7\u00e3o com o ocupante. Recordemos a cada vez que vemos apertos de m\u00e3os entre os l\u00edderes sionistas e americanos: n\u00e3o h\u00e1 paz poss\u00edvel no Oriente M\u00e9dio sem a elimina\u00e7\u00e3o do imperialismo e do sionismo.<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Partido Comunista Brasileiro (PCB)<\/p>\n<p>Fonte: http:\/\/www.resumenlatinoamericano.org\/2019\/06\/30\/palestina-la-imposicion-del-siglo-y-el-fracaso-del-foro-de-barein\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/23477\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[78],"tags":[227],"class_list":["post-23477","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c91-solidariedade-a-palestina","tag-5a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-66F","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23477","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23477"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23477\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23477"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23477"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23477"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}