{"id":23485,"date":"2019-07-02T23:28:32","date_gmt":"2019-07-03T02:28:32","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=23485"},"modified":"2019-07-04T03:59:39","modified_gmt":"2019-07-04T06:59:39","slug":"as-cores-do-muro-de-stonewall-a-wall-street","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/23485","title":{"rendered":"As cores do muro: de Stonewall a Wall Street"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/bloglavrapalavra.files.wordpress.com\/2019\/06\/stonewall-rent.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Por Edson Mendes[1]<\/p>\n<p>LAVRA PALAVRA<\/p>\n<p>\u201cSem compreender a realidade concreta que sustenta a necessidade de manuten\u00e7\u00e3o da opress\u00e3o a LGBTs no pr\u00f3prio capitalismo, sem permanecer cr\u00edticos aos direitos adquiridos no Estado Burgu\u00eas que s\u00f3 valem para LGBTs enquanto figuras exploradas pela classe dominante, podemos acabar perdendo de perspectiva a base material de nossa opress\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>S\u00e3o 50 anos desde os ocorridos no bar Stonewall Inn, em Nova York, que ficaram conhecidos como um marco[2] para os movimentos LGBT no Ocidente. Contra as batidas policiais em locais receptivos a LGBTs (especialmente a pessoas marginalizadas e em maior vulnerabilidade, como drag queens, travestis e trans, negras, sem teto, etc.), um movimento ascendeu.<\/p>\n<p>Nesse momento veio \u00e0 tona, de vez, que um \u2018stonewall\u2019, ou seja, um muro de pedra, separava a realidade de pessoas LGBT \u2013 escondidas em guetos, segregadas ou no arm\u00e1rio \u2013 da realidade de pessoas n\u00e3o-LGBT, que podiam viver e afirmar sua libido, em princ\u00edpio, sem questionamentos. O muro n\u00e3o foi quebrado, mas rachou.<\/p>\n<p>Enquanto LGBTs percebiam as diferen\u00e7as do tamanho do muro para cada um, com suas diferentes experi\u00eancias de vida, uma verdadeira muralha ganhava ainda mais for\u00e7as um pouco mais ao sul da ilha de Manhattan. As vozes de Sylvia Rivera e Marsha P. Johnson[3], pedindo por revolu\u00e7\u00e3o, abolicionismo penal e afronta ao capital logo foram transformadas nas cores que pintariam, esteticamente, a verdadeira rua do muro. Falo, \u00e9 claro, de Wall Street.<\/p>\n<p>Se as revoltas do Maio de 1968 na Fran\u00e7a transformaram-se em discurso para legitimar o novo esp\u00edrito do capitalismo, como apontam Luc Boltanski e \u00c8ve Chiapello (2009), o Stonewall de 1969 tamb\u00e9m foi absorvido para tornar-se mais um tijolo do muro que separa as classes. Um tijolo colorido, alguns gays brancos do outro lado do muro, uma mulher trans milion\u00e1ria que apoia a elei\u00e7\u00e3o de Donald Trump: vale de tudo pra legitimar a explora\u00e7\u00e3o de classe.<\/p>\n<p>Wall Street n\u00e3o perde tempo. E se a mar\u00e9 vira, eles viram junto. Apesar de n\u00e3o importar para quem lucra se quem \u00e9 motorista da Uber superexplorado, por exemplo, \u00e9 gay, l\u00e9sbica, bissexual ou trans, o capital financeiro n\u00e3o v\u00ea problemas em patrocinar movimentos conservadores e reacion\u00e1rios nos pa\u00edses perif\u00e9ricos, reafirmando de vez a divis\u00e3o internacional do trabalho.<\/p>\n<p>Sem compreender a realidade concreta que sustenta a necessidade de manuten\u00e7\u00e3o da opress\u00e3o a LGBTs no pr\u00f3prio capitalismo, sem permanecer cr\u00edticos aos direitos adquiridos no Estado Burgu\u00eas que s\u00f3 valem para LGBTs enquanto figuras exploradas pela classe dominante, podemos acabar perdendo de perspectiva a base material de nossa opress\u00e3o.<\/p>\n<p>O discurso de \u201cum levanta o outro\u201d ou da representatividade est\u00e9tica acaba servindo para dar continuidade a pr\u00f3pria estrutura, permitindo que continuem existindo os de \u2018baixo\u2019 e os de \u2018cima\u2019. Da mesma forma, iniciativas que tentam isolar a\u00e7\u00f5es e debates em movimentos ou partidos somente para LGBTs enfrentam, ao menos, tr\u00eas problemas: a pulveriza\u00e7\u00e3o iniciada pelo identitarismo que atomiza o movimento (com setoriais para identidades cada vez mais espec\u00edficas e individualizantes); a iniciativa autocentrada de um movimento que s\u00f3 fala de si para os que j\u00e1 fazem parte desse movimento; a perda de uma perspectiva total de explora\u00e7\u00e3o na qual a quest\u00e3o LGBT coexiste com e por conta da luta de classes.<\/p>\n<p>Ao abordar a quest\u00e3o LGBT em um discurso, Huey P. Newton (1970), lideran\u00e7a do Partido dos Panteras Negras, aponta para a necessidade do encontro entre as quest\u00f5es de sexualidade, g\u00eanero e ra\u00e7a com a luta anticapitalista:<\/p>\n<p>\u201dTemos que n\u00f3s mesmos nos garantir seguran\u00e7a e, portanto, ter respeito e empatia por todos os povos oprimidos. N\u00e3o devemos usar da atitude racista que os brancos racistas usam contra nosso povo, porque s\u00e3o negros e pobres. Muitas vezes o branco mais pobre \u00e9 o mais racista porque tem medo de que possa perder algo ou descobrir algo que ele n\u00e3o tem. Ent\u00e3o voc\u00ea se torna como uma amea\u00e7a para ele. Esse tipo de psicologia est\u00e1 estabelecido quando vemos os povos oprimidos e ficamos com raiva deles por causa de seu tipo particular de comportamento ou seu tipo espec\u00edfico de desvio da norma estabelecida.<\/p>\n<p>Lembrem-se, n\u00f3s n\u00e3o estabelecemos um sistema de valores revolucion\u00e1rios; estamos apenas no processo de estabelec\u00ea-lo. N\u00e3o me lembro de alguma vez termos constitu\u00eddo qualquer valor que dissesse que um revolucion\u00e1rio deve dizer coisas ofensivas contra os homossexuais ou que um revolucion\u00e1rio deve se certificar de que as mulheres n\u00e3o falem sobre sua pr\u00f3pria particularidade de opress\u00e3o. Na verdade, \u00e9 justamente o contr\u00e1rio: pontuamos que reconhecemos o direito das mulheres de serem livres. N\u00e3o temos falado muito dos homossexuais de qualquer modo, mas devemos nos relacionar com o movimento gay porque \u00e9 uma coisa real. E eu tenho conhecimento atrav\u00e9s de leitura, e atrav\u00e9s de minha experi\u00eancia emp\u00edrica e de observa\u00e7\u00f5es que aos homossexuais n\u00e3o s\u00e3o dadas nenhuma liberdade por ningu\u00e9m na sociedade. Existe a possibilidade de serem os povos mais oprimidos da sociedade\u201d.<\/p>\n<p>Infelizmente, a hist\u00f3ria socialista e comunista est\u00e1 fortemente marcada por estere\u00f3tipos e vis\u00f5es negativas com rela\u00e7\u00e3o a LGBTs (principalmente com l\u00e9sbicas e pessoas trans). No entanto, n\u00e3o podemos esquecer que tamb\u00e9m o capitalismo desenvolveu-se e expandiu-se a partir dessa mesma perspectiva sobre LGBTs. Se, por um lado, \u00e9ramos vistos como parte da \u2018pervers\u00e3o burguesa\u2019, do outro fomos agentes de um compl\u00f4 contra a fam\u00edlia tradicional e os valores morais do sistema de mercado.<\/p>\n<p>Ainda assim, \u00e9 importante ressaltar que o in\u00edcio da Revolu\u00e7\u00e3o Russa de 1917 permitiu o avan\u00e7o em estudos sobre a homossexualidade, por exemplo, presentes no livro A Revolu\u00e7\u00e3o Sexual na R\u00fassia escrito por Grigory Batkis[4] na R\u00fassia, em 1923. Como retoma Wilhelm Reich (1981, p. 122), Batkis escreve que: \u201co amor livre na Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica n\u00e3o \u00e9 um \u2018desabafo\u2019 selvagem, irrefreado, mas a uni\u00e3o ideal de duas pessoas livres e independentes que se amam mutuamente\u201d. A descriminaliza\u00e7\u00e3o do ato homossexual na R\u00fassia p\u00f3s revolu\u00e7\u00e3o durou pouco, mas adquire um significado enorme quando refletimos sobre a possibilidade dada, naquele momento, de adentrar o debate e garantir dignidade para a diversidade.<\/p>\n<p>Sendo candidata do Partido Socialista dos Trabalhadores ao Senado dos EUA pelo estado de Nova York, em 1970, \u2013 ou seja, um ano ap\u00f3s Stonewall \u2013 Kipp Dawson (1975), escreve que:<\/p>\n<p>\u201cO cerne do movimento de liberta\u00e7\u00e3o gay \u00e9 a luta pela dignidade plena para todos os seres humanos, independentemente de sua orienta\u00e7\u00e3o sexual. A hist\u00f3ria e a experi\u00eancia da nossa pr\u00f3pria gera\u00e7\u00e3o t\u00eam demonstrado que essa forma de dignidade humana, livre de todo preconceito, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel sem que se elimine o capitalismo \u2013 sem uma revolu\u00e7\u00e3o socialista.\u201d<\/p>\n<p>A aproxima\u00e7\u00e3o entre o enfrentamento ao capitalismo e a discuss\u00e3o sobre LGBTs tamb\u00e9m \u00e9 feita pela travesti argentina Lohana Berkins (2000), em uma entrevista, quando questionada se pensa ser poss\u00edvel fazer mudan\u00e7as dentro do capitalismo. Na resposta, Berkins diz: \u201cN\u00e3o. Eu creio que \u00e9 necess\u00e1rio desmantelar as estruturas\u201d.<\/p>\n<p>No Brasil, a prote\u00e7\u00e3o e o apoio a LGBTs s\u00e3o ainda dominados pelo discurso liberal (geralmente, da esquerda liberal) que em sua manuten\u00e7\u00e3o do antagonismo de classe, perpetua a explora\u00e7\u00e3o e a opress\u00e3o a LGBTs do proletariado. Al\u00e9m disso, utilizam a presen\u00e7a de poucas figuras LGBTs dentro da grande m\u00eddia para inflar o discurso meritocratico, romantizar as dificuldades e sustentar uma sociedade marcada pela extra\u00e7\u00e3o de mais-valor.<\/p>\n<p>Grandes empresas e suas marcas, ao redor do mundo, se utilizam da luta LGBT para comercializ\u00e1-la, retirando sua potencialidade emancipat\u00f3ria e anticapitalista. Muitas, ao mesmo tempo em que exp\u00f5em-se em \u2018paradas LGBT\u2019 e realizam a\u00e7\u00f5es publicit\u00e1rias apoiando a causa, repetem pr\u00e1ticas preconceituosas em sua cultura organizacional e colocam-se ao lado de governos que atuam contra pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas para LGBTs e contra a classe trabalhadora (da qual, \u00e9 claro, fazem parte LGBTs).<\/p>\n<p>Se Stonewall \u2013 inicialmente contr\u00e1rio \u00e0 m\u00e1fia, \u00e0 for\u00e7as repressoras do Estado burgu\u00eas, aos valores que sustentam a marginaliza\u00e7\u00e3o de LGBTs (especialmente em rela\u00e7\u00e3o a pessoas trans) \u2013 caminha cada vez mais para as sombras do muro de Wall Street, cabe a n\u00f3s, LGBTs marxistas, recordar a luta revolucion\u00e1ria que foram os alicerces da constru\u00e7\u00e3o do movimento LGBT e elaborar te\u00f3rica e praticamente, de forma organizada, as t\u00e1ticas e estrat\u00e9gias emancipat\u00f3rias onde a luta pela liberdade possa ser econ\u00f4mica, pol\u00edtica, social e libidinal. N\u00e3o h\u00e1 por que ter medo de dizer: \u00e9 preciso derrubar as bases que sustentam o muro, e n\u00e3o pint\u00e1-lo de arco-\u00edris.<\/p>\n<p>Notas:<\/p>\n<p>[1] Edson Mendes Nunes J\u00fanior \u2013 Mestrando e Graduado em Ci\u00eancia Pol\u00edtica pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Graduado em Rela\u00e7\u00f5es Internacionais pelo IBMR. Contato: mendesjr.edson@gmail.com<\/p>\n<p>[2] Vale a pena ressaltar que Stonewall foi precedida por diversas revoltas e motins de LGBTs que ocorreram tamb\u00e9m nos Estados Unidos. Destacamos, por exemplo, a revolta no caf\u00e9 Cooper Do-nuts em Los Angeles, no ano de 1959, e o levante contra a pris\u00e3o de drag queens e pessoas trans na cafeteria Compton\u2019s, em 1966. Al\u00e9m disso, existiram organiza\u00e7\u00f5es voltadas para discutir ativismo de pessoas LGBT, como a Sociedade Mattachine, formulada e fundada pelo comunista Harry Hay.<\/p>\n<p>[3] Sylvia Rivera e Marsha P. Johnson foram duas pessoas trans revolucion\u00e1rias e militantes fundamentais para o desenvolvimento do movimento LGBT e da revolta em Stonewall. Dentre seus diversos feitos, as duas fundaram a Street Transvestite Action Revolutionaries (STAR) em 1970, que, com uma perspectiva socialista, acolheu e lutou por pessoas LGBTs perif\u00e9ricas, presas, negras e sem teto. Retomar a hist\u00f3ria das duas, e de outras pessoas e lideran\u00e7as t\u00e3o apagadas ao longo dos anos, \u00e9 fundamental.<\/p>\n<p>[4] Grigory Batkis era dirigente do Instituto de Higiene Social de Moscou. Apesar de uma vis\u00e3o progressista acerca da homossexualidade e aborto, Batkis, alguns anos depois, voltar\u00e1 a repetir estere\u00f3tipos negativos sobre gays (REICH, 1981).<\/p>\n<p>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas<\/p>\n<p>BERKINS, Lohana. Travestida para transgredir [Entrevista de Clarisa Palapot]. 2000. Dispon\u00edvel em: &lt; https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/berkins\/2000\/10\/transgredir.htm&gt;<\/p>\n<p>BOLTANSKI, Luc; CHIAPELLO, \u00c8ve. O novo esp\u00edrito do capitalismo. S\u00e3o Paulo: Martins Fontes, 2009.<\/p>\n<p>DAWSON, Kipp. Liberta\u00e7\u00e3o Gay: Uma Perspectiva Socialista. 1975. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/tematica\/1975\/06\/libertacao.htm&gt;.<\/p>\n<p>NEWTON, Huey P. Discurso Sobre a Liberta\u00e7\u00e3o Gay e Feminina. 1970. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/www.marxists.org\/portugues\/newton\/1970\/08\/15.htm&gt;.<\/p>\n<p>REICH, Wilhelm. A revolu\u00e7\u00e3o sexual. Rio de Janeiro: Zahar, 1981.<\/p>\n<p>*Cr\u00e9ditos da Imagem: The Stonewall Inn, por Diana Davies (New York Public Library)<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/lavrapalavra.com\/2019\/07\/01\/as-cores-do-muro-de-stonewall-a-wall-street\/\">As cores do muro: de Stonewall a Wall&nbsp;Street<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/23485\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[165],"tags":[228],"class_list":["post-23485","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-eua","tag-5b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-66N","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23485","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23485"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23485\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23485"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23485"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23485"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}