{"id":23487,"date":"2019-07-02T23:32:28","date_gmt":"2019-07-03T02:32:28","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=23487"},"modified":"2019-07-02T23:32:28","modified_gmt":"2019-07-03T02:32:28","slug":"os-militares-leem-gramsci-mas-publicam-thatcher","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/23487","title":{"rendered":"Os militares leem Gramsci, mas publicam Thatcher"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/revistaopera.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/opera.jpeg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->REVISTA OPERA<\/p>\n<p>PEDRO MARIN<\/p>\n<p>O seguinte ensaio exclusivo \u00e9 parte do livro \u201cCarta no Coturno \u2013 A volta do Partido Fardado no Brasil\u201c, de Andr\u00e9 Ortega e Pedro Marin, da Revista Opera. O livro j\u00e1 est\u00e1 em pr\u00e9-venda (com previs\u00e3o de envio no dia 09\/07) na Livraria da Opera e no site da Baioneta Editora.<\/p>\n<p>Os militares gostam de guerra. Tanto que nem quando se trata de Hist\u00f3ria conseguem deixar os fuzis de lado. O coronel Brilhante Ustra, torturador favorito do Presidente da Rep\u00fablica, j\u00e1 declarou: \u201cinfelizmente perdemos uma batalha muito significativa \u2013 a comunica\u00e7\u00e3o de massa. Os vencidos distorcem os fatos e enganam o povo, principalmente os jovens. Querem, atrav\u00e9s da mentira, escrever a hist\u00f3ria com a sua vers\u00e3o e v\u00e3o conseguir o seu objetivo. H\u00e1 uma certa covardia em contar a verdade \u00e0s novas gera\u00e7\u00f5es.\u201d [1]<\/p>\n<p>Este tipo de argumento sobre uma \u201cbatalha\u201d ou \u201cguerra\u201d pela Hist\u00f3ria \u00e9 recorrente entre os c\u00edrculos militares. Ironicamente, as acusa\u00e7\u00f5es s\u00e3o aplic\u00e1veis a eles mesmos: sempre cuidadosos para tratar da \u201cRevolu\u00e7\u00e3o de 1964\u201d, do \u201cMovimento de 1964\u201d e suas aparentemente quase infinitas vari\u00e1veis lingu\u00edsticas \u2014 \u201cquase infinitas\u201d porque dentre elas a palavra \u201cgolpe\u201d \u00e9 proibida \u2014 , os militares brasileiros efetivamente disputaram, nestas \u00faltimas tr\u00eas d\u00e9cadas, os discursos hist\u00f3ricos sobre esse momento.<\/p>\n<p>A Biblioteca do Ex\u00e9rcito (BIBLIEx) \u00e9 um exemplo. Fundada em 17 de dezembro de 1881 pelo ent\u00e3o ministro da Guerra, Franklin D\u00f3ria, a BIBLIEx foi fechada 44 anos depois, pelas m\u00e3os do ministro General Setembrino de Carvalho, que n\u00e3o considerava fundamental a instru\u00e7\u00e3o cultural dos militares.<\/p>\n<p>Em 1937, no entanto, o projeto de D\u00f3ria renasceu nas m\u00e3os de Gaspar Dutra, agora em nova forma: como editora. No dia 26 de julho daquele ano, o decreto n\u00ba 1748, assinado pelo Presidente Get\u00falio Vargas, estabelecia os objetivos da BIBLIEx. Uma comiss\u00e3o formada por tr\u00eas militares e dois civis determinaria os livros a serem publicados, divididos em tr\u00eas cole\u00e7\u00f5es: \u201cOs nossos soldados\u201d, com biografias de soldados brasileiros e com linguagem simples, voltada aos militares de baixa patente; \u201cObras patri\u00f3ticas\u201d, formada por t\u00edtulos nacionais, j\u00e1 consagrados ou de autores novos, civis ou militares; e \u201cObras de educa\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o, a Biblioteca do Ex\u00e9rcito esteve em franca ascens\u00e3o. Durante a ditadura militar no Brasil, foi respons\u00e1vel por edi\u00e7\u00f5es de Arquip\u00e9lago Gulag, cl\u00e1ssico liter\u00e1rio anticomunista de Alexander Soljen\u00edtsin [2], e 1984, de George Orwell [3]; obras que foram muito bem acolhidas nos Estados Unidos durante a Guerra Fria, como baluartes culturais contra o \u201cautoritarismo\u201d sovi\u00e9tico.<\/p>\n<p>Mais recentemente, no entanto, a editora verde-oliva tem expandido seu p\u00fablico para al\u00e9m dos quart\u00e9is e casernas, expondo recorrentemente em sal\u00f5es de livro, tais quais as bienais de S\u00e3o Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. O esfor\u00e7o atrai a aten\u00e7\u00e3o de jovens interessados por militarismo e guerra. Pelas margens, no entanto, vai chegando \u00e0 Hist\u00f3ria \u2014 ou, ao menos, o que os militares entendem como tal.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m dos livros sobre temas estritamente militares, chega ao grande p\u00fablico t\u00edtulos como 1964 \u2013 31 de mar\u00e7o: o movimento revolucion\u00e1rio e a sua hist\u00f3ria, publicado \u00e0s v\u00e9speras do 40\u00ba anivers\u00e1rio do golpe de 1964 [4], e onde consta a entrevista na qual Ustra fez a declara\u00e7\u00e3o que abre esse ensaio.<\/p>\n<p>A Revolu\u00e7\u00e3o Gramsciana no Ocidente, de Sergio A. A. Coutinho, \u00e9 um livro no qual o autor, valendo-se de um estudo do comunista italiano Antonio Gramsci, argumenta que os comunistas agora movem sua guerra n\u00e3o pelos fuzis, mas precisamente por uma \u201cbatalha cultural\u201d dentro do regime democr\u00e1tico. A publica\u00e7\u00e3o \u00e9 aberta por uma f\u00e1bula sobre um sabi\u00e1 que, frente a um grande inc\u00eandio que irrompeu na floresta, ia e vinha a um rio e, com seu bico, tentava apagar o fogo. Ao final da f\u00e1bula, quando indagado se realmente acreditava que assim combateria o inc\u00eandio, o sabi\u00e1 responde que realmente n\u00e3o sabia, mas estava \u201cfazendo a sua parte\u201d. Para al\u00e9m das est\u00f3rias infantis, o General de Brigada Sergio Augusto de Avellar Coutinho [5], autor do livro, dedica um post scriptum intitulado \u201cO Gramscianismo no Brasil\u201d no qual, dentre outras coisas, diz que \u201c[\u2026] quase que a Constituinte [de 1988] \u00e9 levada a aprovar um projeto parlamentarista e nitidamente socialista [\u2026] mesmo assim, a Constitui\u00e7\u00e3o promulgada em 1988 caracterizou-se pela complexidade, revanchismo, nacionalismo xen\u00f3fobo, paternalismo, permissividade \u2018democr\u00e1tica\u2019 e pelas contradi\u00e7\u00f5es conceituais\u201d. A obra tamb\u00e9m conta com um quadro explicativo em que PCdoB, PCB, MR-8, PSTU, PCO \u2014 e pasmem \u2014 PPS e PSB constam como partidos marxistas-leninistas. \u201cMST e outros\u201d s\u00e3o movimentos \u201cmao\u00edstas ou foquistas.\u201d O PT \u00e9 \u201csocialista-heterodoxo\u201d, \u201cnasserista\u201d. O PSDB \u00e9 colocado na aba da \u201cesquerda fabianista\u201d, \u201csocial-democracia inglesa\u201d, e o PDT \u201cinternacional socialista\u201d, \u201csocial-democracia da II internacional.\u201d<\/p>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m A Grande Parada, de Jean Fran\u00e7ois Revel que, de acordo com descri\u00e7\u00e3o dada pela pr\u00f3pria BIBLIEx, \u201cretrata a den\u00fancia dos estratagemas e fraudes utilizados (sic) pela esquerda, revelando seu car\u00e1ter mal\u00e9fico, que tenta mascarar sua semelhan\u00e7a t\u00e3o criminosa como foi o nazismo\u201d.<\/p>\n<p>A Grande Mentira, do general Agnaldo Del Nero Augusto [6] que, de acordo com descri\u00e7\u00e3o da BIBLIEx, \u201cesclarece fatos e verdades do discurso das esquerdas brasileiras. Demonstra que as For\u00e7as Armadas tamb\u00e9m combateram o comunismo e, igualmente, o venceram. [\u2026] Lamentavelmente, a hist\u00f3ria vem sendo constru\u00edda de forma unilateral pelos derrotados, com suas vers\u00f5es distorcidas dos fatos\u201d.<\/p>\n<p>Os escritos de Sergio A. A. Coutinho, que considerava, no passado, que Bolsonaro \u201cfazia o jogo das esquerdas\u201d [7], s\u00e3o publicados tamb\u00e9m em Cenas da Nova Ordem Mundial e O Revisionismo Hist\u00f3rico Brasileiro.<\/p>\n<p>De acordo com reportagem de Felipe B\u00e4chtold em 2015 [8], para a Folha de S\u00e3o Paulo, cada livro editado pela BibliEx era lan\u00e7ado em 2,5 mil exemplares. De acordo com dados obtidos com o Servic\u0327o de Informac\u0327o\u0303es ao Cidada\u0303o do Exe\u0301rcito Brasileiro, a editora teve em 2018 1,4 milh\u00f5es de reais dispon\u00edveis, dos quais 49,22% (704 mil) foram usados exclusivamente para impress\u00e3o de livros e revistas.<\/p>\n<p>Autores j\u00e1 consagrados tamb\u00e9m t\u00eam t\u00edtulos publicados pela BIBLIEx. \u00c9 o caso de A arte de governar, da ex-primeira-ministra brit\u00e2nica Margaret Thatcher. Ou N\u00e3o Somos Racistas, do Diretor Geral de Jornalismo e Esportes da Rede Globo, Ali Kamel, que \u201cretrata que a pol\u00edtica de cotas proposta pelo governo Lula dividiria o Brasil em duas cores, eliminando, assim, todas as caracter\u00edsticas de nossa miscigena\u00e7\u00e3o\u201d, de acordo com descri\u00e7\u00e3o do cat\u00e1logo da BIBLIEx; O Caminho da Servid\u00e3o, do economista austr\u00edaco ultraliberal F. Hayek, e Camaradas nos Arquivos de Moscou: A Hist\u00f3ria Secreta da Revolu\u00e7\u00e3o Brasileira de 1935, de William Waack, ex-\u00e2ncora da Rede Globo que mant\u00e9m estreitas rela\u00e7\u00f5es com o Ex\u00e9rcito, recorrentemente dando aulas e palestras nas academias militares, al\u00e9m de ser figura carimbada nos cursos promovidos pela institui\u00e7\u00e3o para cobertura jornal\u00edstica em cen\u00e1rios de guerra.<\/p>\n<p>De acordo com M\u00e1rcio Oliveira Ferreira, ent\u00e3o respons\u00e1vel pelo marketing e vendas da BIBLIEx, as publica\u00e7\u00f5es \u201crefletem o pensamento predominante na caserna\u201d. \u201cSe n\u00e3o escrevermos a hist\u00f3ria, quem ir\u00e1? No meio acad\u00eamico, h\u00e1 uma predomin\u00e2ncia de esquerda\u201d, declarou o coronel \u00e0 Folha, sendo acompanhado pelo tenente Ricardo Rocha, do setor de vendas da editora, que declarava que raramente se \u201cv\u00ea militares se manifestando\u201d e que com os livros \u00e9 poss\u00edvel \u201cmostrar \u00e0 popula\u00e7\u00e3o\u201d linhas de pensamento presentes entre os militares.<\/p>\n<p>Disputam a hist\u00f3ria, criam bases ideol\u00f3gicas, buscam hegemonia \u2014 mas, ao contr\u00e1rio da difusa \u201cesquerda\u201d contra quem fazem acusa\u00e7\u00f5es, tudo o que fazem \u00e9 sob os feixes de luz dos cofres p\u00fablicos. \u201cN\u00e3o veem nos outros sen\u00e3o os v\u00edcios que carregam em si mesmos\u201d, como dissera Leonel Brizola. Os generais leem Gramsci \u2014 ou algo do tipo. E publicam Hayek, Thatcher, Ustra. Mas hoje, ao contr\u00e1rio de 2015, n\u00e3o raramente se manifestam publicamente.<\/p>\n<p>Foto: Sd Bauer \/ Comando Militar do Sul<\/p>\n<p>Notas:<\/p>\n<p>[1] \u2013 Entrevista realizada em 12 de setembro de 2000, em MOTTA, Aricildes de Moraes (Coord.). 1964 \u2013 31 de mar\u00e7o: o movimento revolucion\u00e1rio e sua hist\u00f3ria. Rio de Janeiro: Biblioteca do Ex\u00e9rcito, 2003, t. 5, p. 234.<\/p>\n<p>[2] \u2013 Recomendo a leitura do artigo \u201cAlexander Soljen\u00edtsin j\u00e1 tinha morrido\u201d, de Milton Ribeiro, dado que o livro parece ter ressurgido nestes tempos com o status de \u201cgrande obra-den\u00fancia.\u201d Dispon\u00edvel em: http:\/\/miltonribeiro.sul21.com.br\/tag\/o-arquipelago-gulag\/<\/p>\n<p>[3] \u2013 Sobre o uso da obra de Orwell pela CIA, em especial em A Revolu\u00e7\u00e3o dos Bichos, recomenda-se a leitura do livro Quem Pagou a Conta? de Frances Stonor Saunders.<\/p>\n<p>[4] \u2013 Em um dos textos nela contidos, Jarbas Passarinho declara: \u201cS\u00e3o quase mortos-vivos a sofrer o \u2018revanchismo\u2019 dos que, derrotados pelas armas, s\u00e3o vitoriosos pela vers\u00e3o que destr\u00f3i os fatos, nutrida no governo de esquerda moderada.\u201d Um relato mais detalhado pode ser encontrado no 46\u00ba n\u00famero da revista Teoria e Pesquisa da UFSCAR.<\/p>\n<p>[5] \u2013 Avellar Coutinho foi, a prop\u00f3sito, um dos respons\u00e1veis pela organiza\u00e7\u00e3o do \u201cLivro Negro do Terrorismo no Brasil\u201d, conforme identificado em investiga\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal. O \u201cLivro Negro do Terrorismo no Brasil\u201d foi escrito a partir do projeto \u201cOrvil\u201d; um livro de mais de 900 p\u00e1ginas realizado pelo Centro de Informa\u00e7\u00f5es do Ex\u00e9rcito com participa\u00e7\u00e3o do Gen. Le\u00f4nidas Pires Gon\u00e7alves, com documentos secretos do Ex\u00e9rcito, que por anos esteve em dom\u00ednio de um c\u00edrculo militar restrito. O jornalista Lucas Figueiredo, respons\u00e1vel pela revela\u00e7\u00e3o do livro, ganhou o Pr\u00eamio Esso de Reportagem de 2007 com a reportagem \u201cO livro secreto do Ex\u00e9rcito\u201d, na qual demonstrou que o livro era prova de que, j\u00e1 no per\u00edodo democr\u00e1tico, os militares seguiam omitindo informa\u00e7\u00f5es sobre mortos e desaparecidos no regime militar. Em 2008, Avellar Coutinho participou de semin\u00e1rio no Clube Militar contra a revis\u00e3o da Lei da Anistia e declarou, conforme reportagem do jornal Valor Econ\u00f4mico do dia 08\/08\/2008, p. A7; \u201cEles n\u00e3o esqueceram de 1964, n\u00e3o perdoaram a derrota [\u2026] o pa\u00eds est\u00e1 a um passo de fazer a revolu\u00e7\u00e3o socialista.\u201d<\/p>\n<p>[6] \u2013 Del Nero foi Oficial da Ag\u00eancia Central do Servi\u00e7o Nacional de Informa\u00e7\u00f5es (SNI), Chefe da Se\u00e7\u00e3o de Informa\u00e7\u00f5es do Centro de Informa\u00e7\u00f5es do Ex\u00e9rcito (CIEX) e Diretor da Escola Nacional de Informa\u00e7\u00f5es (ESNI).<\/p>\n<p>[7] \u2013 ESTADO DE MINAS. Para \u2018guru\u2019, Bolsonaro fazia \u2018jogo\u2019 da esquerda. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/www.em.com.br\/app\/noticia\/politica\/2019\/02\/24\/interna_politica,1033250\/para-guru-bolsonaro-fazia-jogo-da-esquerda.shtml&gt;. Acesso em: 14 mar\u00e7o. 2019.<\/p>\n<p>[8] \u2013 FOLHA DE S. PAULO. Editora Biblioteca do Ex\u00e9rcito lan\u00e7a livros com cr\u00edticas a vis\u00f5es de esquerda. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2015\/12\/1723145-editora-biblioteca-do-exercito-lanca-livros-com-criticas-a-visoes-de-esquerda.shtml&gt;. Acesso em: 2 fev. 2019.<\/p>\n<p>Pedro Marin: 23 anos, \u00e9 editor-chefe e fundador da Revista Opera. Foi correspondente na Venezuela pela mesma publica\u00e7\u00e3o, e articulista e correspondente internacional no Brasil pelo site Global Independent Analytics. Tem artigos publicados em sites como Truthout, Russia Insider, New Cold War, OffGuardian, Latin America Bureau, Konkret Media e Periferia Prensa. \u00c9 autor de &#8220;Golpe \u00e9 Guerra &#8211; Teses para enterrar 2016.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"rXxKRsDokk\"><p><a href=\"https:\/\/revistaopera.com.br\/2019\/06\/25\/os-militares-leem-gramsci-mas-publicam-thatcher\/\">Os militares l\u00eaem Gramsci, mas publicam Thatcher<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"&#8220;Os militares l\u00eaem Gramsci, mas publicam Thatcher&#8221; &#8212; Revista Opera\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" src=\"https:\/\/revistaopera.com.br\/2019\/06\/25\/os-militares-leem-gramsci-mas-publicam-thatcher\/embed\/#?secret=rXxKRsDokk\" data-secret=\"rXxKRsDokk\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/23487\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[7],"tags":[226],"class_list":["post-23487","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s8-brasil","tag-4b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-66P","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23487","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23487"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23487\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23487"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23487"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23487"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}