{"id":2354,"date":"2012-02-02T14:32:25","date_gmt":"2012-02-02T14:32:25","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=2354"},"modified":"2012-02-02T14:32:25","modified_gmt":"2012-02-02T14:32:25","slug":"grupo-de-paises-ataca-na-omc-barreiras-adotadas-pelo-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2354","title":{"rendered":"Grupo de pa\u00edses ataca na OMC barreiras adotadas pelo Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p>Um grupo de sete governos atacou na Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Com\u00e9rcio (OMC) as barreiras adotadas pelo Brasil no setor automobil\u00edstico, acusando as medidas de serem &#8220;inconsistentes&#8221; com as regras internacionais, pediu sua suspens\u00e3o e alertou que estudam abrir queixas legais contra o Itamaraty.<\/p>\n<p>A redu\u00e7\u00e3o do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para montadoras que garantirem mais de 65% de pe\u00e7as nacionais para carros j\u00e1\u00a0foi alvo de duas reuni\u00f5es na OMC em 2011.<\/p>\n<p>Austr\u00e1lia, Uni\u00e3o\u00a0Europeia, Estados Unidos, Hong Kong, Coreia, Jap\u00e3o e Col\u00f4mbia se uniram para criticar o protecionismo no Brasil, um mercado visto por muitos como um dos mais promissores do mundo nos pr\u00f3ximos quatro anos. Oficialmente, ningu\u00e9m fala ainda sobre uma poss\u00edvel queixa legal, o que implicaria a abertura de um caso nos tribunais da OMC contra o Brasil. Mas governos de todos esses pa\u00edses admitem nos corredores que, se o Brasil n\u00e3o der uma resposta \u00e0 press\u00e3o internacional, poder\u00e3o tomar o pr\u00f3ximo passo. V\u00e1rios deles j\u00e1 consultam suas empresas para saber se h\u00e1 interesse da abertura de uma disputa.<\/p>\n<p>A dificuldade que enfrentam \u00e9\u00a0que um eventual processo poderia se arrastar por meses, enquanto a medida brasileira tem teoricamente a validade de um ano. Bras\u00edlia, portanto, poderia completar o prazo, sem que a OMC tenha ainda dado um veredito sobre a legalidade da medida.<\/p>\n<p>Ontem, a queixa em Genebra n\u00e3o passou de mais um alerta, ainda que o tom esteja sendo elevado. O debate foi liderado pelos australianos, que j\u00e1\u00a0alertaram que v\u00e3o procurar a diplomacia brasileira para negocia\u00e7\u00f5es bilaterais. A preocupa\u00e7\u00e3o da comunidade internacional em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s leis brasileiras \u00e9\u00a0 baseada tanto em preju\u00edzos comerciais ,que empresas ter\u00e3o, quanto ao risco sist\u00eamico que o comportamento representa.<\/p>\n<p>Os australianos lembraram que, h\u00e1\u00a0 apenas uma semana, ministros reunidos em Davos se comprometeram a resistir \u00e0s press\u00f5es protecionistas, insinuando que o Brasil estaria descumprindo o pr\u00f3prio compromisso assumido em reuni\u00e3o com a presen\u00e7a do chanceler Antonio Patriota.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m a UE, que estuda internamente a lei brasileira, alertou o Brasil que a redu\u00e7\u00e3o do IPI \u00e9\u00a0&#8220;inconsistente com as regras internacionais&#8221;. Os negociadores de Hong Kong estimam que existe o risco de a medida brasileira estabelecer um exemplo negativo, que poderia ser seguido pelos demais pa\u00edses. Ontem, os asi\u00e1ticos apontaram para a &#8220;preocupa\u00e7\u00e3o sist\u00eamica&#8221; em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 lei brasileira.<\/p>\n<p>Resposta. O governo brasileiro foi obrigado a responder e insistiu que estava sendo transparente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s medidas. Durante a reuni\u00e3o, a diplomacia brasileira chegou a apontar que as medidas tinham sido publicadas no Di\u00e1rio Oficial, como prova de que n\u00e3o havia uma tentativa de esconder as novas exig\u00eancias.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Brasil vai romper acordo automotivo com M\u00e9xico<\/strong><\/p>\n<p><em>Valor Econ\u00f4mico<\/em><\/p>\n<p>O governo decidiu romper o acordo automotivo mantido com o M\u00e9xico, por ordem da presidente Dilma Rousseff, que est\u00e1 incomodada com o d\u00e9ficit crescente no com\u00e9rcio de autom\u00f3veis entre os dois pa\u00edses. A decis\u00e3o, mais uma de uma s\u00e9rie de medidas protecionistas tomadas sem consulta pr\u00e9via ao Itamaraty, segundo admitem seus autores, deve ser oficializada nos pr\u00f3ximos dias, com a volta ao Brasil da presidente e dos ministros do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, e das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores, Ant\u00f4nio Patriota.<\/p>\n<p>O acordo automotivo, firmado em 2002, prev\u00ea\u00a0a possibilidade de &#8220;den\u00fancia&#8221; (anula\u00e7\u00e3o), desde que haja comunica\u00e7\u00e3o com 14 meses de anteced\u00eancia. Esse prazo deve ser respeitado, o que significa que s\u00f3\u00a0em 2013 os autom\u00f3veis, partes e pe\u00e7as comprados naquele pa\u00eds passar\u00e3o a pagar tarifa de importa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Desde 2009, o que era um saldo positivo para o Brasil no com\u00e9rcio de autom\u00f3veis entre os dois pa\u00edses tornou-se negativo. No ano passado, com a vantagem de custos pendendo para os mexicanos e o an\u00fancio de poss\u00edveis restri\u00e7\u00f5es \u00e0s importa\u00e7\u00f5es no Brasil, montadoras estabelecidas no pa\u00eds come\u00e7aram a mudar de fornecedor. Passaram a trazer do M\u00e9xico carros antes importados de outros pa\u00edses, como a Fiat, que come\u00e7ou a importar da filial mexicana ve\u00edculos antes comprados da Pol\u00f4nia.<\/p>\n<p>As importa\u00e7\u00f5es de autom\u00f3veis feitos no M\u00e9xico aumentaram quase 40% no ano passado, para mais de US$ 2 bilh\u00f5es, o que, descontadas as exporta\u00e7\u00f5es \u00e0quele pa\u00eds, de quase US$ 372 milh\u00f5es, resultaram em d\u00e9ficit pouco inferior a US$ 1,7 bilh\u00e3o. Foi um salto de 162% em rela\u00e7\u00e3o ao d\u00e9ficit de US$ 642 milh\u00f5es de 2010. Como reflexo da perda de competitividade dos ve\u00edculos brasileiros em rela\u00e7\u00e3o aos mexicanos, as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras para o pa\u00eds ca\u00edram quase 40%, de mais de US$ 600 milh\u00f5es em 2010 para menos de US$ 400 milh\u00f5es no ano passado.<\/p>\n<p>O tema fez parte da agenda do ministro das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores, Ant\u00f4nio Patriota, com autoridades mexicanas, durante o F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial, em Davos. Os mexicanos, irritados, j\u00e1\u00a0comunicaram \u00e0\u00a0equipe econ\u00f4mica que at\u00e9\u00a0aceitam uma pequena revis\u00e3o nos termos do acordo, mas a decis\u00e3o de simplesmente cancel\u00e1-lo est\u00e1\u00a0tomada. Integrantes da equipe econ\u00f4mica argumentam que o acordo favorece o M\u00e9xico em detrimento dos s\u00f3cios no Mercosul: enquanto autom\u00f3veis vindos de f\u00e1bricas mexicanas t\u00eam de ter 35% de conte\u00fado local, os do Mercosul precisam ter 45%.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Embrapa quer transg\u00eanicos tolerantes a longas secas<\/strong><\/p>\n<p><em>Valor Econ\u00f4mico<\/em><\/p>\n<p>Ap\u00f3s o grave problema da seca na regi\u00e3o Sul, causado pelo fen\u00f4meno La Ni\u00f1a, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Embrapa) est\u00e1 acelerando os estudos gen\u00e9ticos para o desenvolvimento de variedades transg\u00eanicas de cana, soja e milho resistentes \u00e0 estiagem prolongada.<\/p>\n<p>A estatal quer se concentrar em 2012 nas pesquisas de aumento da produtividade dessas tr\u00eas culturas, que t\u00eam baixo rendimento em algumas regi\u00f5es devido a caracter\u00edsticas clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Os melhores resultados at\u00e9\u00a0agora foram conseguidos com a cana. &#8220;Dentre v\u00e1rias amostras testadas, uma delas j\u00e1\u00a0mostrou toler\u00e2ncia maior ao clima seco. N\u00e3o\u00a0 \u00e9\u00a0uma pesquisa de curto prazo, mas estamos fazendo progressos&#8221;, disse o diretor-presidente da estatal, Pedro Arraes, ao Valor. A preocupa\u00e7\u00e3o do governo \u00e9\u00a0aumentar a produ\u00e7\u00e3o para evitar, no futuro, uma redu\u00e7\u00e3o maior da oferta de etanol no mercado dom\u00e9stico.<\/p>\n<p>O presidente da estatal tamb\u00e9m ressalta avan\u00e7os em outras \u00e1reas de pesquisa. Entre elas, a do sistema de integra\u00e7\u00e3o lavoura-pecu\u00e1ria, que j\u00e1\u00a0se encontra em fase final de testes. Ao todo, foram usados 192 campos de observa\u00e7\u00e3o para medir qual propor\u00e7\u00e3o das terras deve ser dividida entre florestas e planta\u00e7\u00f5es para mitigar os efeitos do g\u00e1s metano expelido pelos rebanhos.<\/p>\n<p>O pr\u00f3ximo passo para o projeto ser\u00e1\u00a0 a constru\u00e7\u00e3o de uma central de consolida\u00e7\u00e3o em Campinas (SP) para trabalhar com os dados coletados. Arraes avalia que at\u00e9\u00a0o fim do ano a central dever\u00e1\u00a0estar pronta. Ap\u00f3s o fim das pesquisas, a Embrapa vai se unir a um cons\u00f3rcio com cinco empresas privadas para treinar esses t\u00e9cnicos nos procedimentos de extens\u00e3o rural.<\/p>\n<p>Apesar dos planos ambiciosos da estatal, o or\u00e7amento para 2012 ser\u00e1\u00a0praticamente o mesmo do ano passado, pr\u00f3ximo de R$ 1,8 bilh\u00e3o. Mesmo com a promessa do governo de cumprir a meta do super\u00e1vit prim\u00e1rio, de 3,1% do PIB, Arraes diz n\u00e3o crer em um arrocho nos recursos da Embrapa. &#8220;Os sinais que temos recebido do governo \u00e9\u00a0de que n\u00e3o haver\u00e1\u00a0contingenciamento dos nossos recursos&#8221;, afirma o presidente da empresa.<\/p>\n<p>Em arrecada\u00e7\u00e3o indireta, dinheiro proveniente de royalties, Laborat\u00f3rios Virtuais da Embrapa no Exterior (Labex), patentes e outras fontes &#8211; exceto o Tesouro Nacional &#8211; a estatal contabilizou R$ 40 milh\u00f5es em 2011. &#8220;Estamos expandindo o pilar cient\u00edfico pelo mundo. Vamos criar um Labex na China e outro no Jap\u00e3o. Hoje, temos 10 laborat\u00f3rios virtuais espalhados em quatro continentes&#8221;, diz Arraes.<\/p>\n<p>Em 2011, a Embrapa ganhou refor\u00e7o em seu quadro de funcion\u00e1rios. O n\u00famero de servidores alcan\u00e7ou 9.843 no ano passado. Em 2010, eram pouco mais de 9 mil. O crescimento se deve ao r\u00e1pido ritmo de contrata\u00e7\u00f5es. &#8220;Nos \u00faltimos dois anos, foram admitidas quase 1,7 mil pessoas. Mesmo com a sa\u00edda de alguns servidores, conseguimos aumentar o quadro&#8221;, afirma Arraes. S\u00f3\u00a0 na \u00e1rea de pesquisa para a cana-de-a\u00e7\u00facar s\u00e3o 189 servidores.<\/p>\n<p>Com o aumento das pesquisas pelo pa\u00eds, a Embrapa vai construir, at\u00e9\u00a0o fim do ano, o terceiro maior banco de germoplasma do mundo. Em Bras\u00edlia, o centro vai armazenar at\u00e9 750 mil esp\u00e9cies diferentes. Essa unidade ser\u00e1 uma &#8220;central&#8221; para dep\u00f3sito de sementes, j\u00e1 que cada centro regional conta hoje com um pequeno estoque de variedades. &#8220;Cada centro que trabalha com um produto tem sua cole\u00e7\u00e3o, que fica armazenada por 20 anos. Ao todo, s\u00e3o 27 bancos de germoplasma espalhados pelo pa\u00eds, entre os quais arroz, feij\u00e3o, milho, sorgo, soja, mandioca e guaran\u00e1&#8221;, exemplifica.<\/p>\n<p>A Embrapa tamb\u00e9m vai desenvolver este ano um projeto de gest\u00e3o rural, amparado em um processo de zoneamento georreferenciado. Todos os biomas ser\u00e3o pesquisados para que se saiba qual cultura se adapta melhor a determinadas localidades. Em seguida, a Embrapa oferecer\u00e1 consultoria aos produtores para que migrem para as culturas que melhor se desenvolvem em suas regi\u00f5es. &#8220;Poderemos identificar um produtor que poderia ter uma maior produtividade com outra cultura em sua regi\u00e3o&#8221;, afirma Arraes.<\/p>\n<p>A Embrapa, segundo o presidente da estatal, quer abandonar a imagem de empresa pesquisadora para se aproximar mais dos produtores. Ap\u00f3s &#8220;d\u00e9cadas&#8221; de pesquisa intensiva, a estatal quer refazer sua imagem no Brasil e no exterior como &#8220;parceira&#8221; dos produtores e n\u00e3o somente como fornecedora de tecnologia para produ\u00e7\u00e3o. Este ano, a empresa lan\u00e7ar\u00e1\u00a0duas ferramentas, a revista CTagro e o site Webagritech.<\/p>\n<p>O lan\u00e7amento dos produtos est\u00e1\u00a0 marcado para o anivers\u00e1rio da estatal, no dia 26 de abril. O site, em produ\u00e7\u00e3o desde 2009, ser\u00e1\u00a0um &#8220;guia&#8221; para que o produtor possa ter um passo a passo desde o preparo da terra at\u00e9\u00a0 a colheita. A revista ter\u00e1\u00a0uma linguagem t\u00e9cnica, voltada para discuss\u00f5es com maior car\u00e1ter cient\u00edfico.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Apesar das restri\u00e7\u00f5es, pa\u00eds consegue super\u00e1vit no com\u00e9rcio com Argentina<\/strong><\/p>\n<p><em>Valor Econ\u00f4mico<\/em><\/p>\n<p>As restri\u00e7\u00f5es impostas \u00e0\u00a0compra de produtos importados na Argentina, como licen\u00e7as n\u00e3o autom\u00e1ticas de importa\u00e7\u00e3o e reten\u00e7\u00f5es demoradas nas alf\u00e2ndegas, conseguiram provocar uma queda quase impercept\u00edvel, de 2%, nas exporta\u00e7\u00f5es brasileiras \u00e0quele pa\u00eds em janeiro. Isso n\u00e3o evitou que o com\u00e9rcio bilateral alcan\u00e7asse pequeno saldo favor\u00e1vel aos brasileiros, de US$ 145 milh\u00f5es. Na \u00faltima semana do m\u00eas, foram aceleradas as exporta\u00e7\u00f5es \u00e0\u00a0 Argentina, revertendo a tend\u00eancia de d\u00e9ficit registrada desde o in\u00edcio do ano.<\/p>\n<p>&#8220;Embora pequena, a queda nas exporta\u00e7\u00f5es para a Argentina foi o que impediu que fossem maiores nossas vendas \u00e0\u00a0Am\u00e9rica Latina&#8221;, comentou a secret\u00e1ria de Com\u00e9rcio Exterior, Tatiana Prazeres, ao notar que as exporta\u00e7\u00f5es do Brasil \u00e0\u00a0Am\u00e9rica Latina cresceram 7% em janeiro. Tatiana viaja segunda-feira para pedir esclarecimentos \u00e1s autoridades argentinas sobre a entrada em vigor, ontem, de um novo mecanismo de controle das importa\u00e7\u00f5es, com a exig\u00eancia de declara\u00e7\u00e3o antecipada, por parte dos importadores no pa\u00eds.<\/p>\n<p>O com\u00e9rcio com os argentinos teve altas fortes nas vendas brasileiras de m\u00e1quinas de terraplenagem (182%), tratores (121%), ve\u00edculos de carga (137%) e at\u00e9\u00a0autom\u00f3veis (73%), mas sofreu quedas em itens como inseticidas (40%) e m\u00e1quinas agr\u00edcolas, exceto tratores (31%), al\u00e9m da redu\u00e7\u00e3o nas exporta\u00e7\u00f5es de t\u00eaxteis e cal\u00e7ados.<\/p>\n<p>H\u00e1\u00a0temor de que as novas medidas de controle reduzam ainda mais as exporta\u00e7\u00f5es do Brasil e, ontem, alguns empres\u00e1rios brasileiros se queixavam ao minist\u00e9rio de que n\u00e3o conseguiam informa\u00e7\u00f5es nem sobre como fazer a declara\u00e7\u00e3o exigida pelas autoridades do pa\u00eds vizinho. A Argentina representa em torno de 9% do mercado para as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras.<\/p>\n<p>O Brasil tem conseguido compensar em parte a retra\u00e7\u00e3o em seus mercados tradicionais com a explora\u00e7\u00e3o de novos mercados, como os da \u00c1sia (que passou de 24,7% para 26,2% do mercado para os brasileiros) e \u00c1frica (que subiu de 5,4% para 6%).<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>A falta que faz a inova\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><em>Correio Braziliense<\/em><\/p>\n<p>Pedro Henrique Medeiros, 14 anos, pretende, quando adulto, construir uma casa onde n\u00e3o faltar\u00e1\u00a0nada: computador, internet, tablet, videogame, eletrodom\u00e9sticos, churrasqueira, piscina, carro na garagem e tudo mais que vier a ser inventado nos pr\u00f3ximos anos ou que a imagina\u00e7\u00e3o de um adolescente alcan\u00e7ar. Para isso, ele sabe que ter\u00e1 de estudar muito, apesar de ainda n\u00e3o ter certeza sobre qual profiss\u00e3o seguir\u00e1. Por enquanto, est\u00e1 dividido: vai tentar ser jogador de futebol, mas, se n\u00e3o der certo, trabalhar\u00e1 com educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica.<\/p>\n<p>&#8220;Se n\u00e3o conseguir entrar para um clube grande, vou fazer uma faculdade. Tenho que me preparar desde j\u00e1, porque entrar no mercado de trabalho ficar\u00e1\u00a0cada vez mais dif\u00edcil&#8221;, reconhece Pedro, que est\u00e1 no primeiro ano do ensino m\u00e9dio. A ansiedade em rela\u00e7\u00e3o ao futuro \u00e9 compartilhada com o amigo Thalisson Gomes, 14, com quem ele treina duas vezes por semana em um time de futebol de Ceil\u00e2ndia. &#8220;A exig\u00eancia para conseguir um emprego aumenta todos os dias. Tem que saber inform\u00e1tica, ingl\u00eas, ter diploma&#8221;, complementa. &#8220;Mas, no meu caso, faculdade s\u00f3 se for p\u00fablica. Minha fam\u00edlia n\u00e3o tem dinheiro para pagar&#8221;, emenda Thalisson.<\/p>\n<p>A consci\u00eancia dos adolescentes reflete a preocupa\u00e7\u00e3o de um pa\u00eds que precisa inovar para crescer, mas que ainda carece de infraestrutura e m\u00e3o de obra qualificada. E os desafios enfrentados por Pedro e Thalisson n\u00e3o s\u00e3o menores do que os que se colocaram no caminho de empres\u00e1rios e governantes. O maior deles est\u00e1 em como desenvolver uma pol\u00edtica industrial eficiente que permita o crescimento econ\u00f4mico do pa\u00eds e as transforma\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para que os dois jovens conquistem um padr\u00e3o de consumo t\u00e3o sofisticado, equipar\u00e1vel ao de pa\u00edses desenvolvidos.<\/p>\n<p>Antes de Pedro e Thalisson nascerem, h\u00e1 duas d\u00e9cadas, o pa\u00eds viveu um processo de abertura econ\u00f4mica que resultou no aumento da concorr\u00eancia e na oferta de produtos melhores e mais baratos. Os brasileiros passaram a ter mais acesso a bens como eletrodom\u00e9sticos, computadores pessoais e ve\u00edculos, embora tenham persistido, at\u00e9 os dias<\/p>\n<p>atuais, oligop\u00f3lios em v\u00e1rios setores. As conquistas do passado, entretanto, est\u00e3o hoje em xeque. A perspectiva \u00e9\u00a0de um longo per\u00edodo de estagna\u00e7\u00e3o em pa\u00edses da Europa e nos Estados Unidos. Com o Primeiro Mundo em crise e \u00e0\u00a0beira da fal\u00eancia, o crescimento global se sustenta, em grande parte, na demanda dom\u00e9stica pujante dos emergentes \u2014\u00a0especialmente do Brasil \u2014, gra\u00e7as \u00e0\u00a0entrada de milh\u00f5es de trabalhadores na classe m\u00e9dia.<\/p>\n<p>Com todos querendo despejar no mercado brasileiro montanhas de produtos encalhados mundo afora, os problemas sist\u00eamicos do setor industrial ficaram mais evidentes do que nunca. A atividade das f\u00e1bricas voltou a patinar \u2014\u00a0cresceu apenas 0,3% em 2011 \u2014, a despeito do aquecimento no com\u00e9rcio interno, o que desenterrou o velho fantasma do protecionismo. \u00c9\u00a0ineg\u00e1vel que, ao longo dos anos, o pa\u00eds construiu uma base industrial que impulsionou o crescimento e absorveu grande contingente de m\u00e3o de obra \u2014\u00a0hoje, o Brasil est\u00e1\u00a0muito pr\u00f3ximo do pleno emprego, com um \u00edndice m\u00e9dio de desocupa\u00e7\u00e3o de 6%, o menor da hist\u00f3ria. Mas a verdade \u00e9\u00a0que a ind\u00fastria est\u00e1\u00a0praticamente estagnada desde 2008. Enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) acumulou alta de 16% nos \u00faltimos quatro anos, o PIB da ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o cresceu apenas 4%.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o haver\u00e1\u00a0crescimento sustentado de longo prazo se a ind\u00fastria continuar com desempenho t\u00e3o abaixo da m\u00e9dia do PIB&#8221;, alerta C\u00e9lio Hiratuka, professor do N\u00facleo de Economia Industrial e de Tecnologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Empres\u00e1rios, estudiosos e governantes s\u00e3o un\u00e2nimes em afirmar: o centro do problema est\u00e1 na baixa capacidade competitiva do setor. &#8220;As dificuldades v\u00e3o desde o excesso de tributa\u00e7\u00e3o \u00e0 log\u00edstica deficiente, alto custo da energia, do capital e dos servi\u00e7os e, claro, do d\u00f3lar barato, que estimula um volume excessivo de importa\u00e7\u00f5es&#8221;, explica J\u00falio Gomes de Almeida, economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).<\/p>\n<p>Diante de tantos obst\u00e1culos, os empres\u00e1rios n\u00e3o conseguem inovar e, salvo raras exce\u00e7\u00f5es, perdem mercado para produtos estrangeiros, geralmente melhores e mais baratos. A mais recente vers\u00e3o do Global Entrepreneurship Monitor (GEM) mostra que o n\u00edvel de inova\u00e7\u00e3o no Brasil ainda est\u00e1 muito aqu\u00e9m do razo\u00e1vel. Pouco mais de 10% dos novos neg\u00f3cios no pa\u00eds trazem ao mercado bens e servi\u00e7os verdadeiramente inovadores, desempenho que s\u00f3 n\u00e3o \u00e9 pior do que o de Bangladesh. Em 2010, o Brasil havia ocupado a \u00faltima posi\u00e7\u00e3o entre 54 pa\u00edses.<\/p>\n<p>Atualmente, o investimento em inova\u00e7\u00e3o no Brasil equivale a 1,2% do PIB, dividido em 0,65% proveniente do setor p\u00fablico e 0,55% do setor privado. Ronaldo Mota, secret\u00e1rio de Desenvolvimento Tecnol\u00f3gico do Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o (MCTI), revela que a meta do governo \u00e9\u00a0elevar esse \u00edndice para 1,8% do PIB at\u00e9\u00a02014, dividido em 0,9% do setor p\u00fablico e 0,9% do privado. &#8220;O Brasil precisa crescer muito os aportes em ci\u00eancia e tecnologia. Nesse processo, a eleva\u00e7\u00e3o dos investimentos privados precisa ser a um ritmo ainda mais acelerado que o setor p\u00fablico&#8221;, declara. Ainda assim, o pa\u00eds ficar\u00e1\u00a0abaixo da m\u00e9dia dos emergentes, hoje de 2% do PIB.<\/p>\n<p>O resultado \u00e9\u00a0que o setor de tecnologia da informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00f5es, no qual o grau de inova\u00e7\u00e3o \u00e9\u00a0 elevad\u00edssimo e as transforma\u00e7\u00f5es de mercado, constantes, responde por apenas 3,5% do PIB brasileiro. Em 1980, o Brasil era mais desenvolvido que a Coreia do Sul e a China. Ao longo desses anos, enquanto as duas na\u00e7\u00f5es alcan\u00e7aram \u00edndices de investimento da ordem de 30% do PIB, o complexo brasileiro de tecnologia da informa\u00e7\u00e3o simplesmente n\u00e3o avan\u00e7ou. &#8220;Ainda h\u00e1 muito espa\u00e7o para o crescimento do setor de TI no pa\u00eds, que deve dobrar de tamanho at\u00e9 2020. Hoje, a oferta est\u00e1 concentrada basicamente nos grandes centros&#8221;, avalia John Foreman, diretor de Capacita\u00e7\u00e3o da Associa\u00e7\u00e3o para a Promo\u00e7\u00e3o da Excel\u00eancia do Software Brasileiro (Softex).<\/p>\n<p>A soma desse conjunto de fatores \u2014\u00a0 economia global em crise, baixa competitividade da produ\u00e7\u00e3o nacional, investimentos em inova\u00e7\u00e3o aqu\u00e9m da m\u00e9dia mundial e fraco desenvolvimento tecnol\u00f3gico \u2014\u00a0comp\u00f5e o ciclo de atraso que amea\u00e7a a sustentabilidade do crescimento econ\u00f4mico. A pauta exportadora perde, a cada dia, a participa\u00e7\u00e3o de itens de m\u00e9dia e alta tecnologia, enquanto a lista de commodities permanece dominante. H\u00e1, contudo, exce\u00e7\u00f5es, como Embraer, Embrapa e Natura, que independem de prote\u00e7\u00f5es comerciais ou reserva de mercado para se manterem competitivas tanto no mercado dom\u00e9stico quanto no internacional.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Eike descobre petr\u00f3leo no pr\u00e9-sal em \u00e1guas rasas<\/strong><\/p>\n<p><em>O Globo<\/em><\/p>\n<p>A OGX, empresa de petr\u00f3leo do grupo EBX, do empres\u00e1rio Eike Batista, anunciou ontem ter descoberto petr\u00f3leo no pr\u00e9-sal em \u00e1guas rasas na Bacia de Santos. Esse tipo de descoberta \u00e9 in\u00e9dito no Brasil. Em fato relevante divulgado ao mercado, a companhia explicou que, durante a perfura\u00e7\u00e3o de um po\u00e7o no bloco BM-S-57, a sonda encontrou petr\u00f3leo abaixo da camada de sal em reservat\u00f3rio com as mesmas caracter\u00edsticas dos campos do pr\u00e9-sal da Petrobras em \u00e1guas ultraprofundas, tamb\u00e9m na Bacia de Santos. A descoberta de ind\u00edcios de \u00f3leo no p\u00f3s-sal j\u00e1 tinha sido anunciada pela companhia no \u00faltimo dia 16.<\/p>\n<p>A OGX informou que somente com a realiza\u00e7\u00e3o de testes de perfilagem no po\u00e7o, que ser\u00e3o realizados nos pr\u00f3ximos dias, \u00e9 que ser\u00e1 poss\u00edvel avaliar o potencial das reservas. Os cinco blocos da OGX na Bacia de Santos t\u00eam reservas estimadas em 1,8 bilh\u00e3o de barris. A empresa afirma que, com a realiza\u00e7\u00e3o dos testes na nova descoberta, as reservas poder\u00e3o ser maiores. O colunista Ancelmo Gois informou ontem que as reservas variam de 3 bilh\u00f5es a 4 bilh\u00f5es de barris.<\/p>\n<p>O bloco BM-S-57 est\u00e1\u00a0apenas a 102 quil\u00f4metros da costa, na altura de Ilhabela, pr\u00f3ximo \u00e0\u00a0divisa entre S\u00e3o Paulo e Rio, e em \u00e1guas rasas de apenas 155 metros de dist\u00e2ncia do n\u00edvel do mar ao solo marinho. O po\u00e7o perfurado tem 6.135 metros ao todo de extens\u00e3o. Os campos do pr\u00e9-sal da Petrobras est\u00e3o a 300 quil\u00f4metros da costa e a profundidades al\u00e9m de dois mil metros (\u00e1guas ultraprofundas).<\/p>\n<p>As a\u00e7\u00f5es ordin\u00e1rias (ON, com direito a voto) da OGX foram destaque na Bolsa de Valores de S\u00e3o Paulo (Bovespa) ontem, avan\u00e7ando 5,68%, a R$ 17,49. Quarta maior alta do Ibovespa, os pap\u00e9is foram tamb\u00e9m o segundo ativo mais negociado, girando R$ 724,8 milh\u00f5es, atr\u00e1s apenas das preferenciais (PNA, sem voto) da Vale (R$ 968,2 milh\u00f5es). Al\u00e9m da descoberta no pr\u00e9-sal, o in\u00edcio de produ\u00e7\u00e3o da OGX na Bacia de Campos teve impacto positivo no mercado.<\/p>\n<p>&#8211; A informa\u00e7\u00e3o (in\u00edcio de produ\u00e7\u00e3o) \u00e9\u00a0muito importante, pois sinaliza que a empresa vai come\u00e7ar a gerar caixa &#8211; afirma Luiz Ot\u00e1vio Broad, analista da corretora \u00c1gora.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Empres\u00e1rios do varejo est\u00e3o menos otimistas sobre 2012<\/strong><\/p>\n<p><em>O Estado de S. Paulo<\/em><\/p>\n<p>Apesar da manuten\u00e7\u00e3o da expectativa de aumento nas vendas este ano, o otimismo dos empres\u00e1rios do varejo caiu no in\u00edcio de 2012, indicando redu\u00e7\u00e3o no ritmo dos investimentos. O \u00cdndice de Confian\u00e7a do Empres\u00e1rio do Com\u00e9rcio (ICEC) caiu 2,3% em janeiro, na compara\u00e7\u00e3o com dezembro de 2011, mas continua favor\u00e1vel com o alto patamar de 127,6 pontos. Os dados foram divulgados pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Com\u00e9rcio (CNC).<\/p>\n<p>Entre novembro e dezembro, em meio \u00e0s vendas de Natal, o ICEC havia ficado est\u00e1vel em 130,6 pontos, fechando o ano no maior n\u00edvel da s\u00e9rie iniciada em mar\u00e7o de 2011. O recuo no in\u00edcio deste ano foi puxado principalmente pelo sub\u00edndice relativo aos investimentos (IIEC), que recuou 4,5% em janeiro.<\/p>\n<p>A principal influ\u00eancia desse resultado veio da queda de 10,8% na expectativa de contrata\u00e7\u00e3o de funcion\u00e1rios, o que \u00e9\u00a0esperado nessa \u00e9poca do ano com o aproveitamento de parte dos tempor\u00e1rios do per\u00edodo de Natal. J\u00e1 o n\u00edvel de investimentos das empresas recuou 1,6% na mesma compara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do economista Bruno Fernandes, da CNC, a desacelera\u00e7\u00e3o da economia em 2011 est\u00e1\u00a0influenciando a redu\u00e7\u00e3o das inten\u00e7\u00f5es de investimento dos varejistas este ano, que elevaram as invers\u00f5es na abertura de lojas em 2010 estimulados pelo crescimento de 10,8% do com\u00e9rcio naquele ano e na expectativa de um desempenho mais forte em 2011.<\/p>\n<p>IBGE. O desempenho do varejo em 2011 s\u00f3\u00a0ser\u00e1\u00a0divulgado no pr\u00f3ximo dia 14 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) em fevereiro, mas Fernandes, acredita que o com\u00e9rcio cresceu cerca de 6,5% no ano passado com a desacelera\u00e7\u00e3o da economia provocada pelo governo e agravada pela crise global. Com isso, o investimento foi maior do que a alta da demanda em 2011, o que aparece no subitem do ICEC que aponta a percep\u00e7\u00e3o do comerciante sobre os estoques.<\/p>\n<p>Apesar da ligeira alta de 0,6% em janeiro, o indicador continua abaixo dos 100 pontos (95,2 em janeiro), expressando manuten\u00e7\u00e3o de estoques altos com vendas abaixo do esperado e ritmo menor na expans\u00e3o de pontos de vendas. &#8220;O empres\u00e1rio hoje est\u00e1\u00a0 mais moderado, mas ainda est\u00e1\u00a0otimista em rela\u00e7\u00e3o ao crescimento do com\u00e9rcio este ano&#8221;, diz Fernandes.<\/p>\n<p>&#8220;Provavelmente a confian\u00e7a voltar\u00e1\u00a0 a variar positivamente no segundo trimestre, quando o com\u00e9rcio vai sentir mais o efeito da retirada das medidas macroprudenciais, dos est\u00edmulos do governo ao consumo e ao cr\u00e9dito e da redu\u00e7\u00e3o da Selic, que leva de 6 a 9 meses para ser sentida na economia&#8221;, disse.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>O Brasil e os outros emergentes s\u00e3o a joia da coroa&#8217;<\/strong><\/p>\n<p><em>O Estado de S. Paulo<\/em><\/p>\n<p>Maior banco do mundo durante d\u00e9cadas, o Citigroup quase sucumbiu \u00e0\u00a0crise das hipotecas de alto risco nos Estados Unidos. S\u00f3\u00a0resistiu porque foi resgatado pelo governo americano. Passados mais de tr\u00eas anos do auge da confus\u00e3o, o banco se reorganizou e definiu como prioridade a atua\u00e7\u00e3o nos pa\u00edses emergentes, entre os quais o Brasil. &#8220;Naquela \u00e9poca, teve gente que bateu na porta para dizer que tinha interesse na opera\u00e7\u00e3o brasileira. O banco foi claro: o Brasil n\u00e3o est\u00e1\u00a0\u00e0\u00a0venda. Ao lado dos outros emergentes, forma a joia da coroa&#8221;, relata o presidente do Citi no Brasil, Gustavo Marin.<\/p>\n<p>Nesta entrevista, o uruguaio, que comanda a unidade brasileira desde 2005, fala sobre as apostas para os pr\u00f3ximos anos no Pa\u00eds, e revela que a sede para a Am\u00e9rica Latina pode ser transferida da Cidade do M\u00e9xico para S\u00e3o Paulo. A seguir, os principais trechos da entrevista:<\/p>\n<p><strong>O sr. tem falado pouco desde que o Citigroup teve os problemas, no auge da crise, em 2008.<\/strong><\/p>\n<p>Tanto no mundo quanto no Brasil, o banco esteve focado, no p\u00f3s-crise de 2008, em reconstru\u00e7\u00e3o. Foram anos de muito trabalho para dentro. As orienta\u00e7\u00f5es de nosso presidente (Vikram Pandit) foram claras: restabelecer a sa\u00fade financeira e redefinir a estrat\u00e9gia. Algo em que foi muito bem-sucedido. A crise da d\u00edvida europeia encontrou o banco muito bem preparado. No Brasil, n\u00e3o tivemos nenhum desses problemas, mas tamb\u00e9m foram anos de fortalecimento de time, de definir em que neg\u00f3cios gostar\u00edamos de estar, de procurar efici\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>Depois de arrumar a casa, j\u00e1\u00a0 \u00e9\u00a0tempo de olhar para fora?<\/strong><\/p>\n<p>2011 j\u00e1\u00a0foi um ano de sair para conquistar espa\u00e7os. Foi um ano em que o Citi partiu para o ataque. Terminamos de montar o banco de investimentos. A crise internacional que veio na segunda metade de 2011 s\u00f3 acelerou esse processo, porque o Citi foi impactado de forma m\u00ednima em rela\u00e7\u00e3o aos concorrentes. Isso criou grandes oportunidades. Esse foi o foco de 2011: ocupar espa\u00e7os e crescer.<\/p>\n<p><strong>A que \u00e1reas o sr. se refere?<\/strong><\/p>\n<p>No banco de investimento, na \u00e1rea de pessoa f\u00edsica, em tesouraria, nas pequenas e m\u00e9dias empresas&#8230; Enfim, todas as linhas de neg\u00f3cio no Brasil tiveram expans\u00e3o importante.<\/p>\n<p><strong>Quais s\u00e3o as prioridades?<\/strong><\/p>\n<p>O banco, em 2008, foi for\u00e7ado a tomar decis\u00f5es importantes. A mais importante foi definir em que neg\u00f3cios queria ficar. Eram cerca de US$ 650 bilh\u00f5es em ativos para se desfazer. O grosso era banco de varejo em pa\u00edses desenvolvidos. A \u00fanica coisa que decidimos vender aqui foi a participa\u00e7\u00e3o na Redecard. Naquela \u00e9poca, teve gente que bateu na porta para dizer que tinha interesse na opera\u00e7\u00e3o brasileira. O banco foi claro: n\u00e3o, o Brasil n\u00e3o est\u00e1 \u00e0 venda. O Brasil, ao lado dos outros emergentes, forma a joia da coroa. Estamos presentes em mais de 100 pa\u00edses e temos capacidade para fazer neg\u00f3cio em 160. Antes, o mundo tinha Nova York e Londres, e todo o resto se conectava por meio dessas duas cidades. A crise mostrou que est\u00e1 surgindo um novo mundo multipolar. As conex\u00f5es s\u00e3o diretas: S\u00e3o Paulo-Nova D\u00e9lhi, Seul-Cidade do M\u00e9xico, Pequim-Johannesburgo&#8230;<\/p>\n<p><strong>Como pretendem aproveitar o bom momento da economia brasileira? A unidade de varejo \u00e9\u00a0pequena e tem foco na alta renda.<\/strong><\/p>\n<p>As pessoas esquecem alguns tipos de transa\u00e7\u00f5es. N\u00e3o estamos no neg\u00f3cio de varejo de ag\u00eancias, mas acessamos toda a pir\u00e2mide da popula\u00e7\u00e3o via Credicard. A Credicard atende essa nova classe m\u00e9dia de uma forma muito inteligente. \u00c9\u00a0uma empresa que pode vender 2 milh\u00f5es de contas sem ter presen\u00e7a f\u00edsica na rua. Em um mundo cada dia mais conectado e digital, as pessoas v\u00e3o pouco \u00e0\u00a0 ag\u00eancia. E isso s\u00f3\u00a0vai aumentar.<\/p>\n<p><strong>Mas os bancos de varejo, aqui, est\u00e3o abrindo muitas ag\u00eancias.<\/strong><\/p>\n<p>Cada um tem a sua estrat\u00e9gia. Ao entender meus pontos fracos e fortes, n\u00e3o vou querer competir com um banco que tem 4 mil ag\u00eancias. Mas vou competir com as ferramentas que tenho: capacidade de acessar dados, venda remota etc. Tenho toda uma estrat\u00e9gia de pessoa f\u00edsica, com foco nas classes A e B, que me permite ter em Porto Alegre, por exemplo, 4, 5 ou 6 ag\u00eancias bem localizadas. O restante da popula\u00e7\u00e3o atendemos via Credicard. No atacado, temos visto o surgimento das pequenas e m\u00e9dias empresas. Estamos sistematicamente atacando esse p\u00fablico. Trazemos para o Brasil produtos e servi\u00e7os bem-sucedidos em outros lugares do mundo, adaptados, claro, \u00e0\u00a0realidade local.<\/p>\n<p><strong>Qual \u00e9\u00a0o tamanho do Brasil na estrutura do Citi?<\/strong><\/p>\n<p>Estamos entre a 5.\u00aa\u00a0e a 6.\u00aa\u00a0 maior opera\u00e7\u00e3o no mundo.<\/p>\n<p><strong>O Citi est\u00e1 satisfeito com o tamanho que tem no Brasil?<\/strong><\/p>\n<p>Nunca estamos satisfeitos com o tamanho. Sempre queremos &#8211; e vamos &#8211; ser maiores.<\/p>\n<p><strong>Qual a estrat\u00e9gia para isso?<\/strong><\/p>\n<p>Crescimento org\u00e2nico. Sendo realista, neste momento, \u00e9\u00a0dif\u00edcil pensar que algum grande banco americano far\u00e1\u00a0grandes aquisi\u00e7\u00f5es mundo afora. Com a nova bateria de regulamenta\u00e7\u00f5es (Basileia 3, entre outras), \u00e9 dif\u00edcil pensar nisso.<\/p>\n<p><strong>O HSBC mudou a sede da Am\u00e9rica Latina do M\u00e9xico para S\u00e3o Paulo. O Citi tem algum plano semelhante?<\/strong><\/p>\n<p>Isso est\u00e1\u00a0sendo discutido.<\/p>\n<p><strong>Existe a possibilidade?<\/strong><\/p>\n<p>Sim. Est\u00e1\u00a0em estudo dentro de um plano de reestrutura\u00e7\u00e3o das diferentes regi\u00f5es do mundo.<\/p>\n<p><strong>Por que a discuss\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Em primeiro lugar, pela import\u00e2ncia do Brasil. Poderia ser uma forma de sinalizar a import\u00e2ncia do Brasil dentro da Am\u00e9rica Latina. H\u00e1\u00a0ainda outras considera\u00e7\u00f5es internas para justificar (uma eventual mudan\u00e7a).<\/p>\n<p><strong>Quando haver\u00e1\u00a0 uma defini\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o sei dizer.<\/p>\n<p><strong>Como o Citi v\u00ea a conjuntura global?<\/strong><\/p>\n<p>A Europa vai conseguir uma solu\u00e7\u00e3o ao longo de 2012. J\u00e1\u00a0prevemos o mundo crescendo de forma mais r\u00e1pida em 2013. Nos EUA, o crescimento j\u00e1\u00a0surpreende. O impasse pol\u00edtico (elei\u00e7\u00e3o de novembro) atrasa um pouco mais a recupera\u00e7\u00e3o nos EUA. Tamb\u00e9m vemos a \u00c1sia crescendo. O risco de um pouso brusco na China est\u00e1\u00a0afastado.<\/p>\n<p><strong>N\u00e3o h\u00e1\u00a0 ruptura?<\/strong><\/p>\n<p>Exatamente. Esse cen\u00e1rio j\u00e1\u00a0\u00e9\u00a0 mais do que suficiente para que o Brasil cres\u00e7a em torno de 3,5%. Sem ruptura, esse n\u00famero pode at\u00e9\u00a0ser conservador. Al\u00e9m disso, o governo brasileiro tem ferramentas de dar inveja a outros pa\u00edses para enfrentar situa\u00e7\u00f5es dif\u00edceis. H\u00e1\u00a0espa\u00e7o para mexer na pol\u00edtica monet\u00e1ria, fazer pol\u00edtica antic\u00edclica e, al\u00e9m disso, o n\u00edvel das reservas \u00e9\u00a0elevado.<\/p>\n<p><strong>Quais s\u00e3o as principais oportunidades que o Citi enxerga no Brasil a m\u00e9dio e longo prazos?<\/strong><\/p>\n<p>Temos grande foco nisso que eu disse h\u00e1\u00a0pouco sobre o novo mundo multipolar. Isso cria fluxos de com\u00e9rcio exterior, de capitais, de investimento, que achamos que \u00e9\u00a0uma enorme oportunidade. No passado, nossos banqueiros consumiam a maior parte do tempo visitando Nova York, Londres e outras partes da Europa. Hoje, investem muito tempo visitando clientes na China, \u00cdndia, Oriente M\u00e9dio, outros pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina. \u00c9\u00a0impressionante. Estamos nos posicionando para aproveitar esses fluxos.<\/p>\n<p><strong>E os riscos? H\u00e1, por exemplo, quem tema pelo mercado de cr\u00e9dito no longo prazo aqui.<\/strong><\/p>\n<p>Os maus cr\u00e9ditos se d\u00e3o em bons momentos. Esse caminho (alta do cr\u00e9dito no Brasil) n\u00e3o vai acontecer sem altos e baixos, como a pr\u00f3pria crise europeia mostra. As disciplinas b\u00e1sicas de ser um bom banqueiro nunca podem ser deixadas de lado. N\u00e3o se pode relaxar no gerenciamento de riscos. Mas, deixando de lado esse dia a dia do banqueiro, os grandes riscos est\u00e3o ligados \u00e0 m\u00e3o de obra e \u00e0 infraestrutura. Pode faltar recursos humanos para abra\u00e7ar as oportunidades que temos.<\/p>\n<p><strong>O sr. tem observado excessos na concess\u00e3o de cr\u00e9dito no Pa\u00eds?<\/strong><\/p>\n<p>Estamos sempre atentos ao grau de endividamento das fam\u00edlias. Em algum momento, pode haver ajuste, detonado por fatores como uma parada na gera\u00e7\u00e3o de empregos ou uma minirrecess\u00e3o, com efeito sobre o desemprego. Nesse momento \u00e9 que saberemos se houve excessos. Por isso, \u00e9 importante avaliar o endividamento das fam\u00edlias t\u00e3o de perto.<\/p>\n<p><strong>H\u00e1\u00a0 uma percep\u00e7\u00e3o de que os bancos brasileiros s\u00e3o os mais lucrativos do mundo. \u00c9\u00a0verdade?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o. Os n\u00edveis s\u00e3o semelhantes. O problema \u00e9\u00a0que o mundo passou por situa\u00e7\u00f5es complexas nos \u00faltimos anos. Hoje, o mercado brasileiro est\u00e1\u00a0crescendo porque o Brasil est\u00e1\u00a0crescendo. Mas a \u00c1sia tamb\u00e9m cresce. Ou seja, um banco aqui n\u00e3o ganha mais do que um banco l\u00e1.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>&#8216;Chanceler&#8217; europeia vem ao Brasil para pressionar por san\u00e7\u00f5es ao Ir\u00e3 e \u00e0 S\u00edria<\/strong><\/p>\n<p><em>O Estado de S. Paulo<\/em><\/p>\n<p>A chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, desembarca no Brasil neste fim de semana para cobrar do governo da presidente Dilma Rousseff a ado\u00e7\u00e3o de uma posi\u00e7\u00e3o mais firme contra a repress\u00e3o na S\u00edria e pressionar o Pa\u00eds a aliar-se aos esfor\u00e7os da comunidade internacional para conter o programa nuclear do Ir\u00e3.<\/p>\n<p>O governo brasileiro confirmou ao Estado que os temas estar\u00e3o na agenda da visita. Ashton \u00e9\u00a0uma das principais defensoras das san\u00e7\u00f5es contra o Ir\u00e3\u00a0e insiste que a situa\u00e7\u00e3o na S\u00edria j\u00e1\u00a0n\u00e3o pode ser resolvida com Bashar Assad no poder. Nas \u00faltimas semanas, ela vem liderando uma ofensiva diplom\u00e1tica que, ao lado dos EUA, busca mobilizar os principais centros de poder no mundo para asfixiar financeiramente os dois regimes.<\/p>\n<p>Em discurso ao Parlamento Europeu, Ashton reiterou que espera convencer o Brasil a caminhar ao lado das san\u00e7\u00f5es promovidas pela comunidade internacional em ambos os casos (mais informa\u00e7\u00f5es na p\u00e1gina A12). &#8220;Vou ao Brasil no fim de semana&#8221;, disse. &#8220;Um dos t\u00f3picos da agenda \u00e9\u00a0explicar o que estamos fazendo (em rela\u00e7\u00e3o ao Ir\u00e3). Queremos uma ampla alian\u00e7a nessa quest\u00e3o e um entendimento de que as san\u00e7\u00f5es s\u00e3o vitais para for\u00e7ar o governo de Teer\u00e3\u00a0a voltar a negociar uma solu\u00e7\u00e3o. Precisamos que a comunidade internacional atue de forma coordenada&#8221;, declarou, referindo-se a Bras\u00edlia. &#8220;Vou concentrar minha agenda no Brasil no tema iraniano&#8221;, disse Ashton, que tamb\u00e9m destacou a necessidade de coordenar com o governo brasileiro posi\u00e7\u00f5es em assuntos de direitos humanos. Ashton sabe que as san\u00e7\u00f5es que se limitam a europeus e americanos ter\u00e3o pouco impacto e espera mais apoio internacional. Para isso, tenta conseguir a ades\u00e3o de outros parceiros, como China, Coreia do Sul, R\u00fassia e Jap\u00e3o.<\/p>\n<p>O Itamaraty, por\u00e9m, indicou ontem mesmo que rejeitar\u00e1\u00a0o apelo da diplomata europeia e manter\u00e1 a linha atual de sua pol\u00edtica externa &#8211; contr\u00e1ria \u00e0 imposi\u00e7\u00e3o de san\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas fora do \u00e2mbito das Na\u00e7\u00f5es Unidas. H\u00e1 menos de um m\u00eas, em Genebra, o chanceler Antonio Patriota reuniu-se com uma delega\u00e7\u00e3o iraniana e deu garantias de que o Brasil &#8220;nunca&#8221; apoiaria san\u00e7\u00f5es unilaterais. Na avalia\u00e7\u00e3o do Brasil, s\u00f3 o di\u00e1logo poder\u00e1 levar a um acordo sobre o programa nuclear do Ir\u00e3.<\/p>\n<p>Ashton indicou, no entanto, que n\u00e3o esperar\u00e1\u00a0indefinidamente por uma resposta iraniana. &#8220;O tempo est\u00e1\u00a0se esgotando e o Conselho de Seguran\u00e7a vai querer em algum momento avaliar se o Ir\u00e3\u00a0est\u00e1\u00a0cumprindo as determina\u00e7\u00f5es&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Apesar da press\u00e3o, Ashton insiste que fez chegar aos iranianos, por interm\u00e9dio da Turquia, a mensagem de que est\u00e1\u00a0disposta a negociar. A mesma mensagem ser\u00e1\u00a0passada ao Brasil, para que o Pa\u00eds use os canais que Bras\u00edlia disp\u00f5e em Teer\u00e3. &#8220;Nossa posi\u00e7\u00e3o \u00e9\u00a0a de apoiar o di\u00e1logo. Mas temos de fazer com que o Ir\u00e3\u00a0entenda suas responsabilidades&#8221;, disse.<\/p>\n<p>A chefe da diplomacia europeia tamb\u00e9m disse que a situa\u00e7\u00e3o da S\u00edria \u00e9 tratada como &#8220;prioridade&#8221;. &#8220;\u00c9 alarmante o que ocorre na S\u00edria&#8221;, afirmou. Segundo ela, a UE est\u00e1 pressionando &#8220;todos os dias e a cada hora&#8221; seus principais parceiros para que cheguem a uma posi\u00e7\u00e3o conjunta. O principal desafio \u00e9 convencer R\u00fassia e China, que t\u00eam poder de veto no Conselho de Seguran\u00e7a. Ainda ontem, R\u00fassia reiterou que vetar\u00e1 qualquer proposta &#8220;inaceit\u00e1vel&#8221;.<\/p>\n<p>Mas Bruxelas acredita que o apoio do Brasil, mesmo fora do \u00e2mbito da ONU, seria um sinal forte em raz\u00e3o da influ\u00eancia da diplomacia brasileira nos pa\u00edses emergentes. Segundo disseram diplomatas brasileiros ao Estado, o recado \u00e0\u00a0UE ser\u00e1\u00a0 o de que o Pa\u00eds rejeita qualquer a\u00e7\u00e3o, mesmo diplom\u00e1tica, que conduza a uma mudan\u00e7a for\u00e7ada de regime.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\nO Estado de S. 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