{"id":23563,"date":"2019-07-11T15:46:31","date_gmt":"2019-07-11T18:46:31","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=23563"},"modified":"2019-07-11T15:46:31","modified_gmt":"2019-07-11T18:46:31","slug":"mario-schenberg-cientista-e-militante-comunista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/23563","title":{"rendered":"M\u00e1rio Schenberg: cientista e militante comunista"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/lh3.googleusercontent.com\/cHJBQu1V97jWDtIta_lLlH16pD8HfeB5XK6xnuC44KXzL4UnmI6YhiKX5uRbhJ9wyDf5rAj3brfg1XbDnMuIwqDdgPU5M9pBNwZ1kJk9s4ILQpEisSoAZ9H6Ws0VgxnAWF8HtCSYzg9gsZxj0beVcq9goXwnWrD18eCkeAq88OpwnMMOsuIywjpU_IhGSHh0OAYCB5JV6UE2N9D_RvquQ0I4fYMnGZQMbhG-oHmjFMWsHRWEdy9ObQfFDvNkphR38mImGL29dKCNbVrh4v90BbxSu8FYYqfBvYZz1EAMHQD4CXgC-P1HBlDtfnRKmk6UZuJ97s38RQuPbxWowV5F6P1hAuzuwdYfl8f3CfBSI-utkZYO3AV93710ZqKyyY7jm5EI9EyfEoo1-RH3Vsho4mQEPoxM2H8Ux-Nt9UWJ5fP5gEKfM41eZLRIQPsi8NJRFa_khma1wWfKrxhRrS-tFmAqVHUgLG8bGxuUWNEuUVgFRjg0DVecLw0puW0bZ1MS7MHW24AkFmU0c0hQBDhLhakOwzdrBUbwO46PbsU4xgxPhoXHSIGDdtAE5MbMMcdLssl7b3WgTGoEzTfAlkv_a0e9FDlWbGeg4e7k4ORxgsAx01BfDsnumJMsKUazGt4_zmmXLECvhjXTfvTvmhgu6yhzSr_z9LYG=s921-no\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->P\u00f3s Graduandos do PCB de S\u00e3o Paulo<\/p>\n<p>M\u00e1rio Schenberg, al\u00e9m de ser um brilhante cientista, tamb\u00e9m teve como marca de sua vida a milit\u00e2ncia pol\u00edtica. Comunista, foi membro do Partido Comunista Brasileiro\u00b9. Nascido no dia 2 de Julho de 1914, em Recife, onde viveu toda sua inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia. Sua carreira acad\u00eamica come\u00e7a em 1931 na Faculdade de Engenharia do Recife, por\u00e9m, no terceiro ano, transferiu-se para a S\u00e3o Paulo, onde se formou em engenharia el\u00e9trica na Escola Polit\u00e9cnica em 1935 e em matem\u00e1tica, na rec\u00e9m fundada Faculdade de Filosofia, Ci\u00eancias e Letras em 1936.<\/p>\n<p>Schenberg, durante o tempo em que estudou em S\u00e3o Paulo, teve aulas e conviveu com grandes nomes da ci\u00eancia da \u00e9poca, inclusive professores de renome internacional, como Gleb Wataghin e Giuseppe Occhialini que foram contratados para ministrar disciplinas em diferentes cursos na rec\u00e9m-criada faculdade.<\/p>\n<p>Iniciou sua atividade como cientista trabalhando com Enrico Fermi (Nobel de 1938) na Universidade de Roma, em 1938. No mesmo ano colaborou em Zurique com Wolfgang Pauli (Nobel de 1945). Esses dois cientistas introduziram na f\u00edsica uma part\u00edcula com carga el\u00e9trica e massa evanescente, batizada como neutrino.<\/p>\n<p>Em 1940 foi para Washington trabalhar com George Gamow, Schenberg introduziu o neutrino na astrof\u00edsica para explicar o colapso estelar, que d\u00e1 origem ao processo explosivo nas estrelas chamadas novas e supernovas. Foi denominado processo Urca (&#8220;Urca process&#8221;), pois Gamow observava que as estrelas perdiam neutrinos, tal como os jogadores perdiam dinheiro no Cassino da Urca, que visitou no Rio de Janeiro. Esse trabalho deu proje\u00e7\u00e3o internacional a Schenberg.<\/p>\n<p>Em 1941, foi para Princeton trabalhar com o astrof\u00edsico indiano S. Chandrasekhar (Nobel de 1983). Dessa colabora\u00e7\u00e3o resultou um artigo no qual se estuda a evolu\u00e7\u00e3o estelar, em particular a do sol, e onde figura o chamado limite de Schenberg-Chandrasekhar. Estrelas que ficam bilh\u00f5es de anos est\u00e1veis, quando atingem esse limite, sofrem uma altera\u00e7\u00e3o em seu &#8220;metabolismo&#8221;. No caso do Sol, esse limite ser\u00e1 atingido daqui a cinco bilh\u00f5es de anos. Seu raio come\u00e7ar\u00e1 a crescer para em seguida decrescer e o Sol terminar\u00e1 como uma an\u00e3 branca.\u00b2<\/p>\n<p>Terminado o trabalho com Chandrasekhar, retornou ao Brasil em 1942, ap\u00f3s ter recusado um convite para trabalhar na Universidade de Chicago, pois temia ter que trabalhar em projetos b\u00e9licos como a constru\u00e7\u00e3o da bomba at\u00f4mica.\u00b3<\/p>\n<p>Em paralelo com sua atua\u00e7\u00e3o acad\u00eamica, Schenberg sempre participou ativamente da discuss\u00e3o dos problemas pol\u00edtico-econ\u00f4micos do Brasil. Enquanto prestava o concurso para a c\u00e1tedra em &#8220;Mec\u00e2nica Racional, Celeste e Superior&#8221; da Faculdade de Filosofia da Universidade de S\u00e3o Paulo, em 1944 come\u00e7a mais intensamente um envolvimento com a pol\u00edtica nacional, filiando-se ao Partido Comunista Brasileiro (PCB) participou das elei\u00e7\u00f5es como suplente e ocupou o cargo de deputado estadual em 1947, por\u00e9m ocupou este cargo por apenas dois meses, pois o ent\u00e3o presidente Dutra e alguns procuradores de justi\u00e7a, valendo-se de um dispositivo inclu\u00eddo na constitui\u00e7\u00e3o de 1946, consideraram o PCB ilegal, logo ap\u00f3s foram cassados todos os pol\u00edticos eleitos pela legenda.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, mesmo tendo ocupado o cargo por apenas dois meses, teve uma participa\u00e7\u00e3o importante na bancada do partido (liderada por Caio Prado J\u00fanior), quando conseguiu, juntamente com outros parlamentares, a aprova\u00e7\u00e3o do Artigo 123 da Constitui\u00e7\u00e3o Paulista que instituiu os fundos de amparo \u00e0 pesquisa no Estado de S\u00e3o Paulo, que, anos mais tarde,levou \u00e0 funda\u00e7\u00e3o da FAPESP,<\/p>\n<p>Ap\u00f3s ser cassado, Schenberg foi detido ficando dois meses preso, e assim que foi libertado, solicitou uma licen\u00e7a pr\u00eamio para viajar para a Europa a convite do Professor Occhialini, para trabalhar na Universidade de Bruxelas onde passou 5 anos, mas sem perder o contato com a ciencia e politica no Brasil.<\/p>\n<p>Retornando ao Brasil apenas em 1953, sob o governo do Presidente Get\u00falio Vargas, que havia adotado uma pol\u00edtica mais conciliat\u00f3ria, permitindo o retorno de l\u00edderes que haviam sido expurgados no governo Dutra, Schenberg assume a dire\u00e7\u00e3o do Departamento de F\u00edsica da Faculdade de Filosofia, Ci\u00eancias e Letras, da Universidade de S\u00e3o Paulo. Ocupou essa fun\u00e7\u00e3o de 1953 at\u00e9 1961, quando ent\u00e3o, deixou a dire\u00e7\u00e3o do departamento. Durante o per\u00edodo em que esteve na dire\u00e7\u00e3o do departamento, mesmo enfrentando diversas dificuldades, at\u00e9 mesmo financeiras, foi capaz de implantar diversas melhorias como o Laborat\u00f3rio de Estado S\u00f3lido, o laborat\u00f3rio de Eletr\u00f4nica e foi ele, principalmente, o respons\u00e1vel pela instala\u00e7\u00e3o do primeiro computador da Universidade de S\u00e3o Paulo, para o qual recebeu colabora\u00e7\u00e3o da Escola Polit\u00e9cnica e da Faculdade de Ci\u00eancias Econ\u00f4micas. Assim, foi o respons\u00e1vel direto por iniciar o processo de informatiza\u00e7\u00e3o da USP al\u00e9m de influenciar na cria\u00e7\u00e3o de cursos importantes para o curr\u00edculo da F\u00edsica na USP, como F\u00edsica do Estado S\u00f3lido, Astronomia, Part\u00edculas Elementares e Evolu\u00e7\u00e3o dos Conceitos da F\u00edsica.\u00b3<\/p>\n<p>Eleito pela segunda vez deputado estadual em 1962, pela legenda do PTB (Partido Trabalhista Brasileiro), em um acordo com o PCB, ent\u00e3o na clandestinidade, sequer chegou a ser diplomado, impedido pela Justi\u00e7a Eleitoral.<\/p>\n<p>Em 31 de mar\u00e7o de 1964, enfim estoura o golpe militar, instituindo um governo ditatorial extremamente repressivo, que n\u00e3o se furtava de lan\u00e7ar m\u00e3o da pr\u00e1tica de torturas e assassinatos de cidad\u00e3os, com o intuito de neutralizar e eliminar os opositores pol\u00edticos e os considerados \u201cgrupos subversivos\u201d. Neste contexto ocorreu, no dia 2 de abril, a pris\u00e3o de M\u00e1rio Schenberg, for\u00e7ando a interrup\u00e7\u00e3o do curso de Mec\u00e2nica Qu\u00e2ntica na USP, ficando detido por 50 dias em condi\u00e7\u00f5es sub-humanas nas instala\u00e7\u00f5es do DOPS\u00b3. Ap\u00f3s muita press\u00e3o internacional nas figuras de Werner Heisenberg (Pr\u00eamio Nobel em 1932) e os f\u00edsicos japoneses, Hideki Yukawa, (Pr\u00eamio Nobel em 1949) e Mituo Taketani, entre in\u00fameros outros professores de universidades japonesas, sa\u00edam em defesa de Schenberg, chegando a amea\u00e7ar a coopera\u00e7\u00e3o cient\u00edfica entre os pa\u00edses\u00b3, ele \u00e9 liberado.<\/p>\n<p>Em liberdade, Schenberg reassume suas fun\u00e7\u00f5es na USP. Mas, menos de seis meses ap\u00f3s sua liberta\u00e7\u00e3o, uma nova Auditoria Militar decretou sua pris\u00e3o preventiva, em 13 de outubro de 1964, sendo revogada somente em dia 12 de novembro do mesmo ano. Nesse per\u00edodo sua biblioteca e seus quadros de tinta a \u00f3leo que foram dilacerados por policiais com a desculpa de estarem em busca de provas que que pudessem incrimin\u00e1-lo. Ainda que tenha sido absolvido dos processos que foram abertos em seu nome, Schenberg n\u00e3o teria se livrado totalmente de todas as persegui\u00e7\u00f5es, pois no dia 23 de mar\u00e7o de 1965, o jornal O Estado de S\u00e3o Paulo, publicou uma nota com conte\u00fado explicitamente difamat\u00f3rio contra ele, mas a comunidade de f\u00edsicos da USP saiu em sua defesa publicando no dia seguinte uma nota de esclarecimento que foi assinada publicamente por v\u00e1rios f\u00edsicos, colegas de trabalho e ex-alunos.<\/p>\n<p>No IV Congresso do Partido Comunista Brasileiro em 1967, Schenberg entra para o comit\u00ea central e no mesmo ano torna-se professor do CBPF (Centro Brasileiro de Pesquisas F\u00edsicas). Ent\u00e3o, quando tudo parecia estar correndo bem, novamentes as coisas acabaram se complicando, desta vez n\u00e3o s\u00f3 para Schenberg mas para v\u00e1rios cientistas, pois em 13 de dezembro de 1968, durante o governo do ent\u00e3o presidente da ditadura Artur da Costa e Silva e redigido pelo ministro da Justi\u00e7a Lu\u00eds Ant\u00f4nio da Gama e Silva foi criado o Ato Institucional N\u00famero 5 (AI-5). Considerado o mais duro golpe na democracia dando poderes quase absolutos ao regime militar, deixou marcas profundas e irrepar\u00e1veis para muitos, o regime militar se tornaria implac\u00e1vel, levando ao extremo a intoler\u00e2ncia pol\u00edtica e ideol\u00f3gica.<\/p>\n<p>Schenberg \u00e9 for\u00e7ado a abandonar qualquer atividade relacionada ao ensino ou pesquisa, por conta das novas regras.<\/p>\n<p>[&#8230;] mas, em 1969, fui aposentado. A\u00ed, a situa\u00e7\u00e3o ficou dif\u00edcil. Era at\u00e9 perigoso eu aparecer l\u00e1 pela universidade para consultar a biblioteca, porque eles podiam dizer que eu estava exercendo atividades dentro da universidade, e n\u00e3o sei que san\u00e7\u00e3o poderia aplicar. Eu interrompi completamente minhas atividades. A \u00fanica rela\u00e7\u00e3o que eu tive com o Instituto de F\u00edsica, at\u00e9 recentemente, foi ir l\u00e1 uma vez assistir um semin\u00e1rio do Wataghin. Depois, eu s\u00f3 ia l\u00e1 para tratar de coisas burocr\u00e1ticas. Fiquei, completamente afastado e com muitas dificuldades, principalmente nos primeiros anos. Eu tinha sido convidado para trabalhar em v\u00e1rios lugares e ia trabalhar no CERN na Su\u00ed\u00e7a, mas n\u00e3o consegui tirar passaporte.\u00b3<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 70 sofreu in\u00fameras persegui\u00e7\u00f5es e amea\u00e7as de entidades do governo, que amea\u00e7avam por vezes sua integridade f\u00edsica. Saiu do Brasil somente em 1972 e s\u00f3 voltaria em 1979 com a promulga\u00e7\u00e3o da chamada Lei da Anistia, tornando poss\u00edvel ent\u00e3o sua reintegra\u00e7\u00e3o \u00e0 Universidade de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Em 1982 recebe o t\u00edtulo de Professor Em\u00e9rito do Instituto de F\u00edsica da Universidade de S\u00e3o Paulo, que lhe foi conferido pela Congrega\u00e7\u00e3o do Instituto, em 1983 \u00e9 agraciado com o pr\u00eamio de Ci\u00eancia e Tecnologia do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico), e em 1984, por ocasi\u00e3o da comemora\u00e7\u00e3o ao seu 70\u00b0 anivers\u00e1rio, foi homenageado com um Simp\u00f3sio Internacional, no Instituto de F\u00edsica, e a publica\u00e7\u00e3o de um n\u00famero especial da Revista Brasileira de F\u00edsica, para o qual contribu\u00edram muitos dos colaboradores e pesquisadores internacionais com quem conviveu, em 1986 recebeu o T\u00edtulo de Cidad\u00e3o Paulistano e finalmente em 1987 recebeu o T\u00edtulo de Professor Em\u00e9rito da Universidade S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos de sua vida, foi acometido por uma doen\u00e7a degenerativa e, em 10 de novembro de 1990, morria M\u00e1rio Schenberg, um dos maiores f\u00edsicos brasileiros e militante do Partido Comunista Brasileiro.<\/p>\n<p>Refer\u00eancias<\/p>\n<p>1 https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/17102\/mario-schenberg\/<\/p>\n<p>2 Schenberg: Nada que \u00e9 Humano lhe era Estranho. ALBERTO LUIZ da ROCHA BARROS<\/p>\n<p>3 https:\/\/tede2.pucsp.br\/handle\/handle\/13264<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/23563\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[50,5],"tags":[223],"class_list":["post-23563","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c61-cultura-revolucionaria","category-s4-pcb","tag-3a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-683","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23563","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23563"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23563\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23563"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23563"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23563"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}