{"id":23576,"date":"2019-07-14T04:45:51","date_gmt":"2019-07-14T07:45:51","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=23576"},"modified":"2019-07-14T04:46:05","modified_gmt":"2019-07-14T07:46:05","slug":"a-divida-publica-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/23576","title":{"rendered":"A d\u00edvida p\u00fablica brasileira"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/anexositecp.webnode.pt\/_files\/200000300-58ce859c92-public\/charge_divida_publica.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->PCB de Osasco<\/p>\n<p>A ideia de que o Brasil est\u00e1 em crise \u00e9 constantemente repetida. No que consiste esta crise? N\u00f3s do PCB oferecemos uma pequena contribui\u00e7\u00e3o sobre o problema; desta vez, nesse texto, especificamente sobre o impacto da d\u00edvida p\u00fablica na vida dos trabalhadores.<\/p>\n<p>Em primeiro lugar, a exist\u00eancia da d\u00edvida n\u00e3o significa que os recursos contra\u00eddos foram gastos em favor do povo brasileiro. Normalmente, o endividamento do Estado origina-se de investimentos que estimularam ou estimulam a acumula\u00e7\u00e3o do capital, sendo que parte deste endividamento, a maior parte, \u00e9 constitu\u00edda pelos juros pagos sobre os empr\u00e9stimos.<\/p>\n<p>Entre os anos 50 e 70 o Estado Brasileiro endividou-se porque investiu na constru\u00e7\u00e3o de ferrovias, rodovias, companhias sider\u00fargicas, expans\u00e3o das redes de eletrifica\u00e7\u00e3o, comunica\u00e7\u00f5es, etc. O capitalismo se consolidou no Brasil gra\u00e7as a tais investimentos, que as empresas privadas n\u00e3o queriam fazer, porque era reduzida a perspectiva de lucros imediatos. Posteriormente, quando as empresas se tornaram rent\u00e1veis, e os lucros poderiam se reverter em benef\u00edcios para o povo, foram privatizadas a pre\u00e7os de banana pelos governos tucanos.<\/p>\n<p>O governo FHC, principal respons\u00e1vel por esta pol\u00edtica, alegava que os recursos das privatiza\u00e7\u00f5es seriam usados para o pagamento da d\u00edvida p\u00fablica, deixando o governo livre para efetivar gastos sociais. Seja porque os recursos obtidos com as privatiza\u00e7\u00f5es foram rid\u00edculos, seja porque s\u00e3o elevad\u00edssimos os juros pagos aos banqueiros, a d\u00edvida p\u00fablica n\u00e3o foi amortizada e os investimentos sociais jamais foram feitos.<\/p>\n<p>Em resumo, o patrim\u00f4nio p\u00fablico, que j\u00e1 custara caro ao povo brasileiro, foi dilapidado. Por\u00e9m, a d\u00edvida continuou crescendo, o que levou o governo tucano a inventar mais uma m\u00e1gica: o super\u00e1vit prim\u00e1rio. Em outras palavras, isto significa que os or\u00e7amentos da Uni\u00e3o, estados e munic\u00edpios deveriam priorizar o pagamento dos juros da d\u00edvida, e o que sobrar poderia ser destinado \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, transportes, pesquisa, seguran\u00e7a p\u00fablica, etc.<\/p>\n<p>O quadro fica mais escandaloso se considerarmos que a taxa de juros que remunera os t\u00edtulos da d\u00edvida p\u00fablica atingiu o patamar de 63,5% em 2016. Se olharmos sob a perspectiva do impacto da d\u00edvida sobre o or\u00e7amento da Uni\u00e3o,que situa\u00e7\u00e3o inaceit\u00e1vel encontraremos! No exerc\u00edcio de 2017, 47,24% do or\u00e7amento destinou-se a bancos nacionais e estrangeiros; 17,77%, para os fundos de investimentos; 11,32%, para os investidores estrangeiros;12,84% para os fundos de pens\u00e3o e 3,13% para as seguradoras. O FGTS e o FAT receberam, juntos, apenas 4,58%; enquanto isso, a defesa nacional, os transportes e a educa\u00e7\u00e3o sofreram cortes de 31,6%.<\/p>\n<p>Para piorar, n\u00e3o bastassem as orgias burguesas com dinheiro p\u00fablico, ainda temos que aguentar o choror\u00f4 dos empres\u00e1rios com os \u201cencargos\u201d trabalhistas: &#8220;\u00e9 preciso diminuir a contribui\u00e7\u00e3o empresarial&#8221;, gritam eles, &#8220;pois s\u00f3 assim aumentar\u00e3o os n\u00edveis de emprego e sal\u00e1rios&#8221;, complementam. Ser\u00e1 que algu\u00e9m ainda acredita nisso? O que este governo e os representantes das classes dominantes falam n\u00e3o passam de frases ensaiadas, cujo prop\u00f3sito \u00e9 a omiss\u00e3o da verdade, aquela que foi acertada por poucos e que \u00e9 capaz de encabular o mais c\u00ednico dos homens.<\/p>\n<p>N\u00e3o ao pagamento da d\u00edvida p\u00fablica! Participe do seu sindicato! Participe das manifesta\u00e7\u00f5es populares!<\/p>\n<p>Ilustra\u00e7\u00e3o: https:\/\/anexositecp.webnode.pt\/galeria-de-fotos\/politicas-publicas\/#!<\/p>\n<p>Fique atento e n\u00e3o se deixe enganar: procure o PCB.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/23576\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[7],"tags":[219],"class_list":["post-23576","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s8-brasil","tag-manchete"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-68g","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23576","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23576"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23576\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23576"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23576"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23576"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}