{"id":2364,"date":"2012-02-04T10:29:07","date_gmt":"2012-02-04T10:29:07","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=2364"},"modified":"2012-02-04T10:29:07","modified_gmt":"2012-02-04T10:29:07","slug":"governo-define-corte-de-r-60-bilhoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2364","title":{"rendered":"Governo define corte de R$ 60 bilh\u00f5es"},"content":{"rendered":"\n<p>O Or\u00e7amento deste ano deve sofrer um contingenciamento de R$ 60 bilh\u00f5es nas despesas p\u00fablicas. Esse \u00e9\u00a0 o n\u00famero discutido na primeira reuni\u00e3o da Junta Or\u00e7ament\u00e1ria, integrada pelos ministros Guido Mantega, da Fazenda, Miriam Belchior, do Planejamento, e Gleisi Hoffmann, da Casa Civil. O valor \u00e9 avaliado como &#8220;limite&#8221; pelos t\u00e9cnicos dos tr\u00eas minist\u00e9rios &#8211; com esse valor, a equipe econ\u00f4mica entende que consegue garantir o super\u00e1vit prim\u00e1rio cheio (R$ 139,8 bilh\u00f5es) e, ao mesmo tempo, impulsionar os investimentos p\u00fablicos, como deseja a presidente Dilma Rousseff. O decreto or\u00e7ament\u00e1rio, que ser\u00e1 editado no fim deste m\u00eas, tamb\u00e9m incluir\u00e1 uma revis\u00e3o na estimativa do governo para o avan\u00e7o do Produto Interno Bruto (PIB) de 2012, de 5% para 4,5%.<\/p>\n<p>O corte de R$ 60 bilh\u00f5es no or\u00e7amento leva em conta, portanto, um salto no PIB inferior \u00e0quele previsto na pe\u00e7a or\u00e7ament\u00e1ria aprovada pelo Congresso no fim de dezembro. Se confirmado, o corte ser\u00e1\u00a0ao menos R$ 10 bilh\u00f5es superior aos R$ 50,6 bilh\u00f5es contingenciados do Or\u00e7amento de 2011 em fevereiro do ano passado, quando o governo cumpriu uma meta ampliada do super\u00e1vit prim\u00e1rio, de R$ 128 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Mesmo revista, a estimativa para o avan\u00e7o do PIB neste ano continua muito al\u00e9m daquilo que os principais t\u00e9cnicos da equipe econ\u00f4mica esperam. Segundo um integrante do alto escal\u00e3o da equipe econ\u00f4mica, a taxa continua muito otimista. Mesmo a previs\u00e3o do Banco Central, de avan\u00e7o de 3,5%, \u00e9\u00a0vista como teto. &#8220;O PIB de 3,5% \u00e9\u00a0ating\u00edvel, mas otimista&#8221;, disse a fonte. &#8220;Uma alta de 3,5% neste ano \u00e9\u00a0teto&#8221;, disse uma fonte do alto escal\u00e3o do governo.<\/p>\n<p>Nesse cen\u00e1rio, a equipe econ\u00f4mica come\u00e7a a modelar uma queda mais proeminente da infla\u00e7\u00e3o. Fala-se cada vez mais que o \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) deve mesmo ficar abaixo de 5%, pr\u00f3ximo, portanto, \u00e0\u00a0previs\u00e3o de 4,7% do Banco Central. &#8220;Surpresa na infla\u00e7\u00e3o neste ano s\u00f3\u00a0pelo lado positivo, diferente de 2011, quando as surpresas foram todas do lado negativo (altas de pre\u00e7os)&#8221;, disse uma fonte na equipe econ\u00f4mica. No ano passado, o IPCA atingiu a maior taxa desde 2005, ao fechar em 6,5%, no teto da meta perseguida pelo BC no ano.<\/p>\n<p>A atividade econ\u00f4mica vai ganhar for\u00e7a no segundo semestre, especialmente devido ao efeito concentrado da queda na taxa b\u00e1sica de juro. A equipe econ\u00f4mica estima em seis a oito meses o per\u00edodo em que uma decis\u00e3o do BC quanto a Selic passa a fazer efeito pleno na atividade. &#8220;O efeito concentrado dos cortes na Selic ocorrer\u00e1 no segundo semestre deste ano&#8221;, avalia um economista do governo, para quem, no entanto, &#8220;isso est\u00e1 na conta do avan\u00e7o de 3,5% do PIB&#8221;.<\/p>\n<p>A equipe econ\u00f4mica trabalha com um avan\u00e7o entre 0,5% e 1% no PIB entre o quarto trimestre de 2011 e os primeiros tr\u00eas meses deste ano, feito o ajuste sazonal. Se confirmado, o avan\u00e7o ter\u00e1\u00a0sido muito superior aos cerca de 0,2% de alta esperados para o quarto trimestre (na compara\u00e7\u00e3o com o terceiro trimestre).<\/p>\n<p>S\u00e3o poucas as informa\u00e7\u00f5es que disp\u00f5em os economistas oficiais sobre a atividade em janeiro, mas a avalia\u00e7\u00e3o mais recente \u00e9\u00a0que o PIB deve crescer &#8220;mais para 0,5% do que para 1%&#8221; entre o quarto trimestre de 2011 e o primeiro trimestre deste ano, embora um avan\u00e7o mais pr\u00f3ximo de 1% n\u00e3o esteja descartado &#8211; o governo est\u00e1\u00a0particularmente surpreso com o desempenho sobre a ind\u00fastria de eletrodom\u00e9sticos da linha branca que a redu\u00e7\u00e3o do Imposto sobre Produtos Industrializado (IPI) realizada em 1\u00ba de dezembro est\u00e1 tendo.<\/p>\n<p>A taxa de juros neutra, aquela necess\u00e1ria para levar o IPCA a 4,5%, caiu, estima o governo. As concess\u00f5es \u00e0\u00a0 iniciativa privada da gest\u00e3o dos tr\u00eas principais aeroportos do pa\u00eds, a redu\u00e7\u00e3o do tamanho do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES) e a prov\u00e1vel aprova\u00e7\u00e3o pelo Congresso do fundo de previd\u00eancia complementar dos servidores federais (Funpresp) s\u00e3o itens colocados no radar do governo para 2012, e que, de acordo com a equipe econ\u00f4mica, reduzem a &#8220;necessidade dos juros elevados&#8221;. Ao dizer que a taxa de juros neutra caiu, os t\u00e9cnicos do governo avaliam que uma Selic menor \u00e9 capaz de manter o IPCA pr\u00f3ximo \u00e0 meta de 4,5%.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do que a equipe econ\u00f4mica chama de &#8220;avan\u00e7os institucionais de 2012&#8221;, um ritmo mais modesto da atividade neste ano vai auxiliar o governo na converg\u00eancia da infla\u00e7\u00e3o para a meta do Banco Central. &#8220;Vamos cumprir a meta de super\u00e1vit prim\u00e1rio, o que evidentemente n\u00e3o estimula a atividade econ\u00f4mica, que ser\u00e1\u00a0puxada pela reativa\u00e7\u00e3o dos investimentos p\u00fablicos e pela queda nas taxas de juros&#8221;, advoga uma fonte do alto escal\u00e3o da equipe econ\u00f4mica. &#8220;Ser\u00e1\u00a0o segundo e \u00faltimo ano de arruma\u00e7\u00e3o do terreno para um crescimento muito acelerado em 2013 e 2014&#8221;, disse.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Est\u00e1dios da Copa correm risco de greve<\/strong><\/p>\n<p><em>Valor Econ\u00f4mico<\/em><\/p>\n<p>Os 25 mil trabalhadores que hoje est\u00e3o\u00a0 \u00e0\u00a0frente das obras dos est\u00e1dios da Copa do Mundo de 2014 podem cruzar os bra\u00e7os em mar\u00e7o, uma greve nacional capaz de comprometer o cronograma de conclus\u00e3o das 12 arenas do torneio. A amea\u00e7a de paralisa\u00e7\u00e3o \u00e9\u00a0assinada pelas principais centrais sindicais do pa\u00eds, como For\u00e7a Sindical, Central \u00danica dos Trabalhadores (CUT), Confedera\u00e7\u00e3o Sindical Internacional (CSI) e Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores na Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o Pesada, al\u00e9m de sindicatos estaduais que representam os profissionais da constru\u00e7\u00e3o civil.<\/p>\n<p>At\u00e9\u00a0o dia 15 uma comitiva formada por lideran\u00e7as sindicais das 12 cidades-sede estar\u00e1\u00a0em Bras\u00edlia para apresentar uma proposta \u00fanica de piso salarial e de benef\u00edcios para todo o pa\u00eds, independentemente de onde o trabalhador esteja. &#8220;Se n\u00e3o houver di\u00e1logo e n\u00e3o se chegar a um acordo, s\u00e3o grandes os riscos de realizarmos uma paralisa\u00e7\u00e3o nacional&#8221;, diz Adalberto Galv\u00e3o, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o Pesada e Montagem Industrial da Bahia (Sintepav-BA), vinculado \u00e0 For\u00e7a. &#8220;O setor amadureceu muito e hoje os trabalhadores da constru\u00e7\u00e3o civil t\u00eam consci\u00eancia de seu papel no crescimento do pa\u00eds. Essa \u00e9 uma oportunidade \u00fanica para diminuirmos parte das discrep\u00e2ncias na distribui\u00e7\u00e3o de renda do pa\u00eds.&#8221;<\/p>\n<p>O Valor teve acesso \u00e0\u00a0pauta de reivindica\u00e7\u00f5es que ser\u00e1\u00a0entregue na reuni\u00e3o que deve ter a participa\u00e7\u00e3o da Secretaria Geral da Presid\u00eancia, do Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego e da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI), al\u00e9m de sindicatos patronais. Os sindicalistas querem piso nacional unificado de R$ 1,1 mil para ajudantes de obras, profissional que hoje ganha cerca de R$ 600 na regi\u00e3o Nordeste. Para carpinteiros e pedreiros, o pleito \u00e9 de R$ 1.580, quando a m\u00e9dia atual \u00e9 de R$ 1,2 mil. A cesta b\u00e1sica requerida \u00e9 de R$ 350. Os planos de sa\u00fade, muitas vezes limitados ao trabalhador, dever\u00e3o ser estendidos \u00e0s suas fam\u00edlias. Quanto \u00e0 hora extra, o pedido \u00e9 que o percentual pago seja de 100% durante os dias de semana, diante da m\u00e9dia de 50%, como acontece na maioria dos Estados. Finalmente, os trabalhadores querem folga de cinco dias \u00fateis consecutivos a cada 60 dias trabalhados, para visitar familiares, com custo de transporte bancado pelas empresas.<\/p>\n<p>A reivindica\u00e7\u00e3o para que haja um piso nacional para os trabalhadores, conforme defendem os sindicatos, se apoia no fato de que a forma\u00e7\u00e3o de pre\u00e7o das licita\u00e7\u00f5es das obras \u00e9\u00a0muito semelhante em todo o pa\u00eds, al\u00e9m das obras estarem concentradas nas m\u00e3os de poucas construtoras. &#8220;Queremos uma solu\u00e7\u00e3o nacional. N\u00e3o adianta mais beneficiar apenas um Estado, se os outros continuam em situa\u00e7\u00e3o complicada&#8221;, diz Jo\u00e3o Carlos Gon\u00e7alves, secret\u00e1rio-geral da For\u00e7a Sindical.<\/p>\n<p>A proposta de padroniza\u00e7\u00e3o do piso salarial dos trabalhadores em todo o pa\u00eds\u00a0\u00e9\u00a0a etapa mais sens\u00edvel de um processo iniciado em mar\u00e7o do ano passado, quando explodiu a revolta dos trabalhadores da hidrel\u00e9trica de Jirau, em Porto Velho (RO). De l\u00e1\u00a0para c\u00e1, um comit\u00ea\u00a0tripartite reuniu em volta da mesma mesa o governo federal, sindicatos e empresas para encontraram propostas de melhoria de condi\u00e7\u00f5es de trabalho e seguran\u00e7a. Algumas promessas sa\u00edram do papel, com a extin\u00e7\u00e3o dos contratos terceirizados at\u00e9\u00a0ent\u00e3o realizados pelas empreiteiras &#8211; evitando a famosa participa\u00e7\u00e3o dos &#8220;gatos&#8221; nas obras &#8211; e a obriga\u00e7\u00e3o de contrata\u00e7\u00e3o de pessoas cadastradas no Sistema Nacional de Emprego (Sine). A quest\u00e3o salarial, no entanto, n\u00e3o foi tocada.<\/p>\n<p>&#8220;Temos a oportunidade \u00fanica de resolver essas diferen\u00e7as de renda de uma vez por todas. N\u00e3o\u00a0 \u00e9\u00a0mais poss\u00edvel que pessoas que estejam produzindo um mesmo tipo de obra fiquem sujeitas a condi\u00e7\u00f5es totalmente desiguais&#8221;, diz Nair Goulart, presidente-adjunta da Confedera\u00e7\u00e3o Sindical Internacional (CSI).<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, os sindicatos querem que o piso da classe seja ajustado a valores pr\u00f3ximos aos mercados de S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro. &#8220;Um banc\u00e1rio ganha o mesmo sal\u00e1rio-base no pa\u00eds inteiro. Por que n\u00e3o podemos ter o mesmo direito, se estamos tratando de obras similares e do mesmo grupo de construtoras e fornecedores?&#8221;, pergunta Claudio da Silva Gomes, presidente da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores nas Ind\u00fastrias da Constru\u00e7\u00e3o e da Madeira (Conticom), vinculado \u00e0 CUT. &#8220;Esse \u00e9 um momento crucial para o setor e \u00e9 dessa forma que iremos trat\u00e1-lo. Se n\u00e3o houver acordo, uma paralisa\u00e7\u00e3o nacional pode ocorrer sim, envolvendo inclusive outras obras de grande porte, n\u00e3o apenas os est\u00e1dios da Copa.&#8221;<\/p>\n<p>H\u00e1\u00a0alguns dias, os trabalhadores das arenas de Salvador e Recife est\u00e3o paralisados. No ano passado, movimentos grevistas afetaram as obras no Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Salvador, Cuiab\u00e1\u00a0e Porto Alegre.<\/p>\n<p>Para Nilson Duarte Costa, presidente da Uni\u00e3o Geral dos Trabalhadores (UGT) no Rio, a reivindica\u00e7\u00e3o nacional &#8220;\u00e9\u00a0justa&#8221;, mas ele coloca em d\u00favida uma paralisa\u00e7\u00e3o de 100% das obras do pa\u00eds. &#8220;Sabemos que os sal\u00e1rios pagos do Rio s\u00e3o o dobro dos sal\u00e1rios de Fortaleza, mas isso foi conseguido com muita luta no Estado&#8221;, comenta. &#8220;Continuamos lutando por melhorias por aqui, mas essa mobiliza\u00e7\u00e3o exigiria um grau de conscientiza\u00e7\u00e3o que, honestamente, ainda n\u00e3o vejo.&#8221;<\/p>\n<p>Estima-se que as obras de constru\u00e7\u00e3o e reforma dos est\u00e1dios v\u00e3o consumir cerca de R$ 7 bilh\u00f5es em investimentos. O cronograma mais recente prev\u00ea\u00a0que nove arenas sejam entregues at\u00e9\u00a0dezembro deste ano. No caso de Manaus, o prazo \u00e9\u00a0junho de 2013, enquanto S\u00e3o Paulo e Natal t\u00eam data para dezembro de 2013.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>STF devolve ao CNJ poder de investigar e punir ju\u00edzes<\/strong><\/p>\n<p><em>O Globo<\/em><\/p>\n<p>Por seis votos a cinco, o Supremo Tribunal Federal (STF) devolveu ao Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ) o direito de iniciar investiga\u00e7\u00e3o sobre ju\u00edzes por desvio de conduta.<\/p>\n<p>Em dezembro, o ministro Marco Aur\u00e9lio Mello havia dado liminar restringindo essa tarefa \u00e0s corregedorias dos tribunais locais. O CNJ s\u00f3\u00a0poderia atuar em caso de omiss\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os. Foi a estreia da ministra Rosa Maria Weber, que votou em prol do conselho.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o esvazia a crise instaurada entre o STF e o CNJ, cujos membros vinham trocando farpas em p\u00fablico e nos bastidores. A tens\u00e3o entre os dois \u00f3rg\u00e3os come\u00e7ou em setembro, quando a corregedora do conselho, ministra Eliana Calmon, disse que havia &#8220;bandidos escondidos atr\u00e1s da toga&#8221;, em protesto contra o risco de o CNJ ser esvaziado. O presidente do STF, Cezar Peluso, n\u00e3o gostou.<\/p>\n<p>Nem as associa\u00e7\u00f5es de ju\u00edzes.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o de ontem foi tomada no julgamento de uma a\u00e7\u00e3o direta de inconstitucionalidade proposta em novembro de 2010 pela Associa\u00e7\u00e3o dos Magistrados Brasileiros (AMB). A entidade contestou artigos da Resolu\u00e7\u00e3o 135 do CNJ, que fixou regras para unificar a fiscaliza\u00e7\u00e3o dos tribunais e da atividade dos ju\u00edzes. Ontem, em vota\u00e7\u00e3o apertada e repleta de discuss\u00f5es acaloradas, o plen\u00e1rio do STF derrubou a liminar dada por Marco Aur\u00e9lio.<\/p>\n<p>Durante a discuss\u00e3o, o relator e os demais ministros que queriam limitar a atua\u00e7\u00e3o do CNJ chegaram a propor um acordo. A ideia era permitir que o conselho abrisse processos administrativos contra ju\u00edzes mesmo antes da atua\u00e7\u00e3o das corregedorias locais, desde que justificasse essa atitude. Entre os motivos permitidos estaria, por exemplo, a falta de isen\u00e7\u00e3o do tribunal para julgar um integrante. A maioria dos ministros rejeitou a proposta.<\/p>\n<p>\u2014 A motiva\u00e7\u00e3o significa a exposi\u00e7\u00e3o de um determinado motivo, o que geraria uma s\u00e9rie de questionamentos que emperrariam o sistema.<\/p>\n<p>N\u00e3o\u00a0\u00e9\u00a0necess\u00e1ria a motiva\u00e7\u00e3o formal. Seria uma fonte de embara\u00e7o, n\u00e3o de maior efici\u00eancia \u2014\u00a0 argumentou C\u00e1rmen L\u00facia.<\/p>\n<p>\u2014 A interven\u00e7\u00e3o do CNJ, tendo por pressuposto a exist\u00eancia de um v\u00edcio, tem que estar justificada. Como todos os \u00f3rg\u00e3os s\u00e3o fal\u00edveis, pode ser que o conselho tamb\u00e9m erre.<\/p>\n<p>N\u00e3o consigo entender a resist\u00eancia \u00e0\u00a0necessidade de motivar. N\u00e3o h\u00e1\u00a0mutila\u00e7\u00e3o nenhuma de compet\u00eancia \u2014\u00a0respondeu Peluso.<\/p>\n<p><strong>Estreia com voto decisivo<\/strong><\/p>\n<p>A primeira a votar foi Rosa Weber. Marco Aur\u00e9lio a inquiriu, de forma veemente, sobre a possibilidade de ades\u00e3o\u00a0 \u00e0\u00a0sua proposta.<\/p>\n<p>Com o semblante assustado, a novata titubeou no in\u00edcio. Em seguida, foi socorrida por Gilmar Mendes, que sustentou sua posi\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria \u00e0\u00a0medida. Educadamente, Rosa pediu a palavra em seguida e refor\u00e7ou sua posi\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria ao relator. At\u00e9\u00a0esse ponto do julgamento, a ministra limitava-se a manifesta\u00e7\u00f5es breves.<\/p>\n<p>Durante o julgamento, ficou claro que o plen\u00e1rio estava dividido: de um lado, cinco ministros defendiam com unhas e dentes que o CNJ s\u00f3\u00a0atuasse depois que as corregedorias locais abrissem investiga\u00e7\u00e3o contra ju\u00edzes. Al\u00e9m do relator, integraram o time Cezar Peluso, Ricardo Lewandowski, Celso de Mello e Luiz Fux. Do outro lado, alinharam-se Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Carlos Ayres Britto, Joaquim Barbosa, C\u00e1rmen L\u00facia e Rosa Weber.<\/p>\n<p>\u2014 At\u00e9 as pedras sabem que as corregedorias n\u00e3o funcionam quando se cuida de investigar os pr\u00f3prios pares. Jornalistas e jornaleiros dizem isso. Quando se exige que o processo comece na corregedoria do tribunal, se quer transformar o CNJ num \u00f3rg\u00e3o de correi\u00e7\u00e3o das corregedorias. Isso \u00e9 um esvaziamento brutal das compet\u00eancias do conselho \u2014 disse Gilmar Mendes.<\/p>\n<p>\u2014 Uma \u00fanica corregedoria n\u00e3o pode substituir as 90 corregedorias existentes e pagas pelos contribuintes \u2014 rebateu o ministro Marco Aur\u00e9lio, ao defender a atua\u00e7\u00e3o priorit\u00e1ria dos \u00f3rg\u00e3os fiscalizat\u00f3rios dos tribunais.<\/p>\n<p>O ministro Gilmar Mendes afirmou que as corregedorias trabalham mal. Ele lembrou que o CNJ foi criado para suprir essa defici\u00eancia.<\/p>\n<p>O ministro ponderou que, limitando- se os poderes do conselho, todos os atos do \u00f3rg\u00e3o poderiam ser questionados: \u2014\u00a0Assumir\u00edamos um s\u00e9rio risco.<\/p>\n<p>Vamos ter um sem-n\u00famero de nulidades de a\u00e7\u00f5es do conselho.<\/p>\n<p>Vamos provocar inseguran\u00e7a jur\u00eddica! Ao fim das quase sete horas de julgamento, Peluso afirmou que o resultado do julgamento deixava impl\u00edcito que as corregedorias dos tribunais eram acusadas de serem omissas. Segundo o presidente do STF, essa afirma\u00e7\u00e3o era muito grave, e o Judici\u00e1rio n\u00e3o poderia ser conivente com essa falha.<\/p>\n<p>Mesmo com tantas horas de discuss\u00e3o, o assunto n\u00e3o foi esgotado.<\/p>\n<p>Na pr\u00f3xima quarta-feira, outros artigos ser\u00e3o discutidos. Um deles diz que, antes da decis\u00e3o sobre a instaura\u00e7\u00e3o de um processo disciplinar, o juiz ter\u00e1\u00a0prazo de 15 dias para defesa pr\u00e9via.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m ser\u00e1\u00a0debatido um artigo que prev\u00ea\u00a0o afastamento de magistrado antes da instaura\u00e7\u00e3o do processo disciplinar. Por fim, o STF julgar\u00e1\u00a0a validade de norma que permite a aplica\u00e7\u00e3o de pena mais leve em caso de n\u00e3o haver maioria absoluta na escolha de uma puni\u00e7\u00e3o contra juiz em processo administrativo.<\/p>\n<p>Ao final do julgamento, o relator Marco Aur\u00e9lio, derrotado na principal vota\u00e7\u00e3o, ironizou: \u2014\u00a0S\u00f3\u00a0 falta agora o CNJ mandar o Supremo sair do pr\u00e9dio<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Bancos m\u00e9dios se ajustam depois da investida do BC<\/strong><\/p>\n<p><em>Valor Econ\u00f4mico<\/em><\/p>\n<p>Uma inspe\u00e7\u00e3o geral deflagrada pelo Banco Central no ano passado, na esteira da escandalosa quebra do banco PanAmericano, est\u00e1 resultando em uma s\u00e9rie de ajustes nos balan\u00e7os dos bancos de pequeno e m\u00e9dio portes e tamb\u00e9m de financeiras. O processo ainda n\u00e3o est\u00e1 conclu\u00eddo e demonstra\u00e7\u00f5es cont\u00e1beis futuras podem ser impactadas. Depois de fazer um pente fino nas contas das institui\u00e7\u00f5es, a autoridade demandou que diversos bancos aumentassem as provis\u00f5es em seus balan\u00e7os, em alguns casos, em volumes significativos.<\/p>\n<p>Ao apertar a fiscaliza\u00e7\u00e3o, o BC detectou tamb\u00e9m epis\u00f3dios pontuais de fraude, como o do Banco Morada, que sofreu interven\u00e7\u00e3o em abril de 2011 e foi liquidado em outubro. Mas em quase todos os casos, ao final da inspe\u00e7\u00e3o, a autoridade limitou-se a requisitar ajustes cont\u00e1beis.<\/p>\n<p>Dois problemas foram mais recorrentes, segundo apontam balan\u00e7os de bancos e relatos de banqueiros ouvidos pelo Valor: 1) reclassifica\u00e7\u00e3o para pior do rating de opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito, com consequente aumento das provis\u00f5es e 2) mudan\u00e7a na forma de contabiliza\u00e7\u00e3o das comiss\u00f5es pagas aos chamados &#8220;pastinhas&#8221;, que vendem as opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito consignado. Nesse caso, bancos que cedem suas carteiras vinham mantendo a despesa com as comiss\u00f5es diferidas ao longo do prazo do contrato. E o BC exigiu que as despesas fossem lan\u00e7adas de uma vez, no ato da cess\u00e3o dos cr\u00e9ditos. Foram encontrados ainda casos menos comuns relacionados \u00e0 avalia\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis, como o do banco Luso Brasileiro, e outros de conting\u00eancias trabalhistas e de a\u00e7\u00f5es c\u00edveis que n\u00e3o estavam provisionadas a contento.<\/p>\n<p>Levantamento feito pelo Valor nas demonstra\u00e7\u00f5es cont\u00e1beis at\u00e9\u00a0o terceiro trimestre de 2011 apontou que ao menos dez institui\u00e7\u00f5es tiveram que fazer ajustes por determina\u00e7\u00e3o do BC ou receberam a recomenda\u00e7\u00e3o, de suas auditorias independentes, de faz\u00ea-lo. Entre ajustes realizados e aqueles recomendados pelos auditores, chega-se a um total de R$ 2,1 bilh\u00f5es. Em apenas tr\u00eas desses casos &#8211; Rural, Luso Brasileiro e M\u00e1xima -, os bancos explicitaram em balan\u00e7o que fizeram os ajustes atendendo a uma determina\u00e7\u00e3o do BC.<\/p>\n<p>Em outros quatro casos &#8211; Schahin, Matone, Morada e financeira Obo\u00e9 &#8211; os ajustes requisitados pela autoridade foram al\u00e9m e resultaram em opera\u00e7\u00f5es de troca de controle ou interven\u00e7\u00e3o. Os auditores independentes tamb\u00e9m foram protagonistas de recomenda\u00e7\u00f5es de ajustes, anotadas em ressalvas feitas nos balan\u00e7os, adotando postura mais rigorosa em fun\u00e7\u00e3o do epis\u00f3dio do PanAmericano e sob press\u00e3o do BC.<\/p>\n<p>Existem ainda casos (n\u00e3o inclu\u00eddos no levantamento) como o do BicBanco e da BV Financeira, em que ocorreu um grande aumento das despesas com provis\u00f5es para cr\u00e9ditos duvidosos, com reclassifica\u00e7\u00e3o da nota de cr\u00e9dito (rating), mas que as demonstra\u00e7\u00f5es cont\u00e1beis n\u00e3o mencionam haver uma rela\u00e7\u00e3o com a\u00e7\u00e3o do BC ou de auditoria. As duas institui\u00e7\u00f5es justificam mudan\u00e7a do cen\u00e1rio econ\u00f4mico, com mais inadimpl\u00eancia.<\/p>\n<p>O BC realiza de tempos em tempos inspe\u00e7\u00f5es gerais como essas, mais aprofundadas. Al\u00e9m do epis\u00f3dio do PanAmericano, o cen\u00e1rio de crise e a liquidez restrita tamb\u00e9m teriam motivado o BC a passar o pente fino em 2011. &#8220;Acho at\u00e9 que, por causa da preocupa\u00e7\u00e3o com os impactos da crise, o pessoal do BC foi bastante compreensivo e permitiu que os ajustes fossem feitos de forma escalonada&#8221;, diz o presidente de um banco. Em alguns casos, mesmo depois de a auditoria independente verificar que havia problemas nas demonstra\u00e7\u00f5es cont\u00e1beis, o BC n\u00e3o exigiu a republica\u00e7\u00e3o do balan\u00e7o. \u00c9 o que aconteceu, por exemplo, com o Cruzeiro do Sul, que deveria ter feito no balan\u00e7o do terceiro trimestre de 2011 provis\u00f5es de R$ 197 milh\u00f5es. A institui\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, deixou para fazer o ajuste no balan\u00e7o do quatro trimestre, a ser publicado proximamente. A autoridade s\u00f3 obriga os bancos a publicar balan\u00e7os anuais e semestrais.<\/p>\n<p>Havia uma preocupa\u00e7\u00e3o espec\u00edfica da autoridade com bancos que faziam cess\u00e3o (venda) de carteiras de cr\u00e9dito, como o PanAmericano. Mas a auditoria n\u00e3o se limitou a esses bancos.<\/p>\n<p>Alguns executivos ouvidos pela reportagem contam que por volta de junho e julho foram contactados pelo BC para o in\u00edcio da inspe\u00e7\u00e3o, que levou aproximadamente dois meses. Mas o processo ainda estaria em andamento dentro de alguns bancos. Procurado, ontem, o Banco Central n\u00e3o comentou.<\/p>\n<p>O aperto do BC n\u00e3o passou pela cria\u00e7\u00e3o de novas regras, mas sim pelo maior rigor na exig\u00eancia de cumprimento daquelas j\u00e1\u00a0existentes. De acordo com um especialista em contabilidade banc\u00e1ria, as provis\u00f5es de opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito s\u00e3o feitas com uma certa dose de subjetividade. \u00c9 justamente em cima dessa brecha aberta que o Banco Central tem sido mais rigoroso, cobrando mais justificativas dos bancos sobre as notas que deram \u00e0s transa\u00e7\u00f5es, para n\u00e3o dar margem a manobras. &#8220;O BC se tornou mais questionador&#8221;, diz o executivo. No Rural, por exemplo, parte dos ajustes exigidos pela autoridade ainda est\u00e3o sendo discutidos.<\/p>\n<p>A metodologia de fiscaliza\u00e7\u00e3o do Banco Central n\u00e3o foi alterada, de acordo com dois auditores que acompanham institui\u00e7\u00f5es financeiras. O que aconteceu, em muitos casos, foi que a autoridade passou a analisar uma amostra maior tanto de institui\u00e7\u00f5es quanto de opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito.<\/p>\n<p>No fim de setembro, uma resolu\u00e7\u00e3o aprovada pelo Conselho Monet\u00e1rio Nacional (CMN) foi vista no mercado como a coroa\u00e7\u00e3o desse movimento de maior rigor na fiscaliza\u00e7\u00e3o. A resolu\u00e7\u00e3o 4.019 consolidou todos os instrumentos dos quais a autoridade monet\u00e1ria j\u00e1\u00a0dispunha para monitorar os bancos e, diante de qualquer sinal de desequil\u00edbrio, intervir. Foi uma forma que o BC encontrou de passar um recado aos bancos, sinalizando a quais itens se atentar\u00e1 ao fiscaliz\u00e1-los.<\/p>\n<p>Banqueiros consultados pelo Valor consideram que a a\u00e7\u00e3o do BC foi salutar. &#8220;Foi muito bom, porque deu uma boa limpada nos balan\u00e7os, que agora apresentar\u00e3o maior qualidade&#8221;, diz um executivo. &#8220;Todas as nossas quest\u00f5es patrimoniais foram resolvidas e com uma grande limpeza no balan\u00e7o&#8221;, disse Jo\u00e3o Heraldo Lima, presidente do Rural, que recebeu determina\u00e7\u00e3o do BC de fazer ajustes de R$ 180 milh\u00f5es &#8211; dos quais R$ 150 milh\u00f5es j\u00e1\u00a0foram feitos e R$ 30 milh\u00f5es foram questionados pelo banco. Como consequ\u00eancia dos acertos, o Rural teve que fazer um aumento de capital de R$ 65 milh\u00f5es em dezembro.<\/p>\n<p>O Valor procurou os bancos citados na reportagem, mas s\u00f3\u00a0obteve retorno de Rural, Banif e M\u00e1xima. O Banco M\u00e1xima informa que a revers\u00e3o da valoriza\u00e7\u00e3o do investimento no Fundo de Participa\u00e7\u00f5es M\u00e1xima 1 FIP n\u00e3o foi necess\u00e1ria, pois, no prazo assinalado pelo Banco Central, o fundo foi distribu\u00eddo, confirmando os valores de avalia\u00e7\u00e3o dos ativos.<\/p>\n<p>Marcos Tavares, superintendente de contabilidade do Banif, conta que, em seu caso, houve diverg\u00eancia entre a posi\u00e7\u00e3o do BC e do auditor independente, a KPMG. &#8220;O Bacen estava do nosso lado, ele concordava com a maneira feita&#8221;, diz Tavares. Isso n\u00e3o impediu, contudo, que a auditoria cravasse uma ressalva no balan\u00e7o do banco.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Por que a Am\u00e9rica Latina n\u00e3o cresce como a \u00c1sia?<\/strong><\/p>\n<p><em>Ag\u00eancia Carta Maior<\/em><\/p>\n<p>Ao fim de 2011 a economia brasileira teve crescimento nulo. No princ\u00edpio deste ano, um prestigioso instituto brit\u00e2nico, o Centre for Economic and Busines Research, colocou o Brasil \u00e0 frente do Reino Unido na lista das \u201ctop 10\u201d economias do mundo e previu que, em 2020, sua economia superaria \u00e0 da Alemanha, hoje segundo exportador mundial depois da China. Carta Maior dialogou com Gabriel Palma, acad\u00eamico chileno da Universidade de Cambridge, na Gr\u00e3 Bretanha, especialista em pol\u00edtica econ\u00f4mica comparada, que h\u00e1 anos procura desentranhar por que os pa\u00edses da \u00c1sia t\u00eam um crescimento sustent\u00e1vel que n\u00e3o existe na Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p><strong>No Brasil o copo est\u00e1\u00a0 meio vazio ou meio cheio?<\/strong><\/p>\n<p>Gabriel Palma \u2013\u00a0Que a economia brasileira em termos de Produto Bruto Interno tenha passado a do Reino Unido n\u00e3o\u00a0\u00e9\u00a0t\u00e3o significativo como pareceria \u00e0\u00a0primeira vista porque o Brasil tem tr\u00eas vezes a popula\u00e7\u00e3o brit\u00e2nica. Se for comparado este dado com outras estat\u00edsticas brasileiras como a desacelera\u00e7\u00e3o, a desindustrializa\u00e7\u00e3o, a &#8220;commoditifica\u00e7\u00e3o&#8221; da economia, o panorama muda. Meu ponto de partida \u00e9 outro. O que venho me perguntando faz tempo \u00e9 por que os pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina n\u00e3o podem crescer como os da \u00c1sia. Na Cor\u00e9ia, Singapura, Taiwan, Mal\u00e1sia, Tail\u00e2ndia, Indon\u00e9sia e China, o crescimento foi de dois d\u00edgitos durante d\u00e9cadas. Na Am\u00e9rica Latina n\u00e3o. D\u00e1-se um crescimento de dois d\u00edgitos que dura uns anos e depois se esvazia. E n\u00e3o acontece s\u00f3 no Brasil. Acontece no Chile, na Argentina, no resto da regi\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>E qual \u00e9\u00a0a resposta a essa pergunta?<\/strong><\/p>\n<p>Gabriel Palma \u2013\u00a0Como voc\u00ea\u00a0 pode imaginar \u00e9\u00a0muito complexa. Mas os dados s\u00e3o muito claros. Em 1980 o parque industrial brasileiro era maior que o da Tail\u00e2ndia, Mal\u00e1sia, Cor\u00e9ia do Sul e China combinados. Em 2010, a ind\u00fastria brasileira representou pouco menos de 15% em compara\u00e7\u00e3o com esses pa\u00edses. Acho que o que tem que perguntar \u00e9\u00a0por que o Brasil representa 75% do com\u00e9rcio mundial de ferro e s\u00f3\u00a0dois por cento do de a\u00e7o em um pa\u00eds que tem a Embraer. E n\u00e3o\u00a0\u00e9\u00a0s\u00f3\u00a0o Brasil. Temos o caso do Chile, que hoje exporta muito mais cobre concentrado que fundido que h\u00e1\u00a020 anos. O caso do M\u00e9xico, que nos anos 80 se prop\u00f4s um desenvolvimento exportador com as montadoras. Hoje tem a mesma propor\u00e7\u00e3o de montadoras que 30 anos atr\u00e1s.<\/p>\n<p>A China, que tamb\u00e9m teve este modelo exportador nos anos 80, hoje exporta a metade de sua produ\u00e7\u00e3o com produtos de alto valor agregado. H\u00e1\u00a0uma ambi\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica na \u00c1sia que contrasta com a in\u00e9rcia que se sente na Am\u00e9rica Latina. Isso n\u00e3o quer dizer que n\u00e3o h\u00e1\u00a0tentativas. Na Argentina se est\u00e1\u00a0 experimentando algo diferente. No Brasil, Mantega est\u00e1 tentando, mas se choca com o Banco Central. Na \u00c1sia todos parecem querer se superar.<\/p>\n<p><strong>Entretanto, no caso do Brasil se calcula que uns 13 milh\u00f5es de pessoas sa\u00edram da extrema pobreza na \u00faltima d\u00e9cada, sinal de que houve avan\u00e7os.<\/strong><\/p>\n<p>Gabriel Palma \u2013\u00a0No Brasil como no Chile e na Argentina, houve avan\u00e7os, tanto neste sentido como na redu\u00e7\u00e3o do desemprego. No Brasil temos o sal\u00e1rio m\u00ednimo e o bolsa-fam\u00edlia que dar\u00e1 a 11 milh\u00f5es de fam\u00edlias subs\u00eddios que lhes permitam baixar os n\u00edveis de pobreza. A quest\u00e3o \u00e9 que todo este bolsa-fam\u00edlia \u00e9 0,5% do PIB. Agora, se com 0,5% do PIB se consegue esta redu\u00e7\u00e3o da pobreza, por que n\u00e3o se tenta com 1% do PIB que n\u00e3o \u00e9 nada do outro mundo e que reduziria em 11 milh\u00f5es mais a pobreza? Segundo um estudo da CEPAL, h\u00e1 seis pa\u00edses latino-americanos, entre eles a Argentina, o Brasil e o Chile, nos quais custaria menos de 1% do PIB terminar com a pobreza. Se falarmos da \u00cdndia, com 500 milh\u00f5es de pobres, a tarefa \u00e9 tit\u00e2nica: custa 10% do PIB terminar com a pobreza. Na Am\u00e9rica Latina n\u00e3o. No Chile, com 20 anos de governo da Concerta\u00e7\u00e3o se reduziu primeiro a pobreza de 40% a 20% e, uma d\u00e9cada mais tarde, 10%. Hoje voltou a dar um salto a 15%. Inclusive com governos progressistas, que t\u00eam uma vontade pol\u00edtica neste sentido, com contas fiscais em ordem e um boom de commodities, o avan\u00e7o \u00e9 muito menor do que poderia ser.<\/p>\n<p><strong>H\u00e1\u00a0 um assunto que trata do desenvolvimento tamb\u00e9m. A pobreza est\u00e1\u00a0 inevitavelmente vinculada com o modelo econ\u00f4mico que se aplica.<\/strong><\/p>\n<p>Gabriel Palma \u2013\u00a0N\u00e3o resta d\u00favida. No Brasil h\u00e1\u00a0uma crescente &#8220;commoditifica\u00e7\u00e3o&#8221; da economia. H\u00e1 10 anos as commodities representavam 25% do total. Hoje constituem 50%. H\u00e1 um grande desenvolvimento das commodities, mas com poucos produtos processados e com um abandono da ind\u00fastria manufatureira que \u00e9 lament\u00e1vel. O atual modelo econ\u00f4mico, que come\u00e7ou nos anos 80, aprofundou-se com Cardozo e continuou com Lula, se baseia em um tipo de c\u00e2mbio sobrevalorizado e na entrada de capital, o que vem causando a desindustrializa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds. N\u00e3o h\u00e1 pa\u00eds asi\u00e1tico que siga esta pol\u00edtica macro.<\/p>\n<p><strong>O governo lan\u00e7ou o programa Brasil Maior para revitalizar a ind\u00fastria. O caminho pode ser este?<\/strong><\/p>\n<p>Gabriel Palma \u2013\u00a0Se parar a decad\u00eancia j\u00e1\u00a0me conformo. Ao olhar a taxa de investimento total \u2013\u00a0 nacional, estrangeira, p\u00fablica e privada \u2013\u00a0por trabalhador no Brasil, se percebe que hoje s\u00e3o menores do que nos anos 80. Ao comparar com a China se percebe que o investimento aumentou 12 vezes com respeito aos anos 80. O Brasil vem h\u00e1\u00a030 anos com um investimento p\u00fablico menor que 3% do PIB. Hoje a infra-estrutura est\u00e1 caindo aos peda\u00e7os. E as taxas de juro s\u00e3o usur\u00e1rias. No \u00faltimo estudo da Federa\u00e7\u00e3o de Comercio de S\u00e3o Paulo, a taxa de juros m\u00e9dia do cart\u00e3o de cr\u00e9dito batia em 230 % anual. Fala-se muito da cria\u00e7\u00e3o de una nova classe m\u00e9dia gra\u00e7as ao acesso ao cr\u00e9dito, mas al\u00e9m de acesso ao consumo o que eu vejo \u00e9 um grande endividamento com taxas de mora muito altas.<\/p>\n<p><strong>H\u00e1\u00a0 uma bomba-rel\u00f3gio no setor financeiro do Brasil?<\/strong><\/p>\n<p>Gabriel Palma \u2013\u00a0N\u00e3o acho que seja como a dos Estados Unidos e Europa. H\u00e1\u00a0problemas, mas as contas fiscais s\u00e3o sustent\u00e1veis, a d\u00edvida externa caiu, o setor produtivo n\u00e3o tem grandes d\u00edvidas. O melhor que se pode dizer do Brasil \u00e9\u00a0 que n\u00e3o h\u00e1\u00a0nenhuma bomba-rel\u00f3gio financeira nos pr\u00f3ximos cinco anos. Mas tamb\u00e9m est\u00e1\u00a0claro que n\u00e3o vai haver um crescimento de mais de tr\u00eas ou 4 % e ter\u00e1\u00a0um grande desenvolvimento do setor financeiro e das commodities. O \u00faltimo informe global do Banco Santander \u00e9\u00a0muito interessante neste sentido. No Brasil est\u00e3o 15% de seus ativos e 30 % de seus lucros mundiais. Por isso todos receberam Lula como um her\u00f3i em Davos.<\/p>\n<p><strong>Que impacto pode ter esta situa\u00e7\u00e3o do Brasil em seus vizinhos em meio \u00e0\u00a0atual crise econ\u00f4mica?<\/strong><\/p>\n<p>Gabriel Palma \u2013\u00a0A grande vantagem dos pa\u00edses latino-americanos \u00e9\u00a0que a demanda das commodities vai continuar. Isto amortiza o impacto de uma crise externa. Acho que a atual crise mundial vai deixar lembran\u00e7as, n\u00e3o tanto pela profundidade, mas pelo tempo que vai custar para sair. Neste sentido, a Am\u00e9rica Latina teria que se preparar para cinco ou dez anos de dificuldades no setor externo e se concentrar mais em potencializar seu mercado dom\u00e9stico.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>L\u00edder do PP e ex-colaborador tucano \u00e9 o novo ministro das Cidades<\/strong><\/p>\n<p><em>Ag\u00eancia Carta Maior<\/em><\/p>\n<p>Bras\u00edlia \u2013\u00a0O deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PB), l\u00edder do PP, quinto maior partido da C\u00e2mara, \u00e9\u00a0o novo ministro das Cidades. Sugerido pelo partido e aceito pela presidenta Dilma Rousseff, ele vai substituir M\u00e1rio Negromonte, tamb\u00e9m do PP, que desde o ano passado j\u00e1 n\u00e3o contava com respaldo dos colegas e vinha sendo desestabilizado por eles, por meio de den\u00fancias da imprensa.<\/p>\n<p>A queda de Negromonte foi precipitada por ele mesmo nesta quinta-feira (2), com uma carta de demiss\u00e3o dirigida \u00e0 presidenta Dilma Rousseff que o ministro permitiu que chegasse primeiro a um jornalista. Uma fonte do Pal\u00e1cio do Planalto disse \u00e0 reportagem que Dilma ficou irritada com o gesto de Negromonte, que acionou primeiro a imprensa, mesmo nos bastidores, antes de falar com a chefe.<\/p>\n<p>Na carta, mais tarde colocada na p\u00e1gina eletr\u00f4nica do minist\u00e9rio, Negromonte diz abertamente ter sido alvo de \u201cfogo amigo\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEnfrentamos ataques constantes, promovidos por interessados em desestabilizar nossa perman\u00eancia no minist\u00e9rio das Cidades, que notoriamente desperta muito interesse pela import\u00e2ncia dessa Pasta\u201d, afirma a carta. \u201cNessa verdadeira guerra pelo poder, parte da m\u00eddia reproduziu den\u00fancias vazias, de forma agressiva a insistente.\u201d<\/p>\n<p>Depois de receber a carta, Dilma mandou assessores divulgarem uma nota. \u201cA Presidenta da Rep\u00fablica agradece os servi\u00e7os por ele prestados ao pa\u00eds \u00e0 frente da pasta e lhe deseja boa sorte em seus novos projetos. Para substitu\u00ed-lo, a Presidenta convidou o deputado Aguinaldo Ribeiro.&#8221;<\/p>\n<p>Administrador, Ribeiro \u00e9\u00a0deputado federal de primeiro mandato. Antes, teve tr\u00eas passagens pela Assemblaia Legislativa da Para\u00edba, estado em que atuou em um governo do PSDB, do hoje senador C\u00e1ssio Cunha Lima, que n\u00e3o terminou o segundo mandato por ter sido cassado por abuso de poder.<\/p>\n<p>Entre 2005 e 2006, primeira gest\u00e3o de Cunha Lima, Ribeiro foi l\u00edder de um bloco parlamentar que inlcu\u00eda o PSDB. Em 2008, na segunda gest\u00e3o, foi secret\u00e1rio de Ci\u00eancia e Tecnologia do tucano.<\/p>\n<p>O presidente nacional do PP, senador Francisco Dornelles (RJ), disse ter aprovado a indica\u00e7\u00e3o de Dilma. &#8220;[Ribeiro] \u00c9\u00a0um representante qualificado do PP no minist\u00e9rio&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Confrontos em Suez e Cairo t\u00eam\u00a0 5 mortos e mais de 1.700 feridos<\/strong><\/p>\n<p><em>O Globo<\/em><\/p>\n<p>CAIRO &#8211; Milhares de eg\u00edpcios voltaram \u00e0s ruas nesta sexta-feira para protestar contra a atua\u00e7\u00e3o das autoridades no confronto que, h\u00e1\u00a0dois dias, deixou mais de 70 mortos num est\u00e1dio de futebol. Os violentos protestos, antes restritos ao Cairo, se estenderam tamb\u00e9m\u00a0\u00e0\u00a0cidade portu\u00e1ria de Suez, com total de cinco mortos e pelo menos 1.700 feridos.<\/p>\n<p>Das cinco mortes, tr\u00eas foram na capital, e as outras duas, em Suez, onde manifestantes acusaram a pol\u00edcia usar armas de fogo para conter os protestos. As manifesta\u00e7\u00f5es se intensificaram ap\u00f3s as ora\u00e7\u00f5es do meio-dia desta sexta-feira, dia sagrado para os mu\u00e7ulmanos. Houve uma tentativa de invas\u00e3o do Minist\u00e9rio do Interior, reprimida com viol\u00eancia. Na Pra\u00e7a\u00a0Tahrir, perto do minist\u00e9rio, algumas tendas j\u00e1 eram vistas, como nos dias da revolta contra o ditador Hosni Mubarak.<\/p>\n<p>\u2014 Vamos continuar at\u00e9 conseguirmos nossos direitos. Viu o que aconteceu em Port Said? \u2014 disse Abu Hanafy, um jovem de 22 anos que aderiu aos protestos ap\u00f3s sair do trabalho no fim da tarde de quinta-feira.<\/p>\n<p>A multid\u00e3o come\u00e7ou a cercar o Minist\u00e9rio do Interior ainda de madrugada, furando um bloqueio erguido com concreto nas imedia\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u2014 Tiramos com as nossas pr\u00f3prias m\u00e3os. Somos os filhos do fara\u00f3\u00a0\u2014 disse Abdul-Ghani Mohamed, um oper\u00e1rio da constru\u00e7\u00e3o civil.<\/p>\n<p>H\u00e1\u00a0relatos de que a pol\u00edcia atirou com chumbinho nos manifestantes, e centenas de pessoas foram atendidas por m\u00e9dicos. Nos protestos que levaram \u00e0\u00a0queda da ditadura e depois contra a junta militar que controla o pa\u00eds, manifestantes tamb\u00e9m acusaram as for\u00e7as de seguran\u00e7a de usar g\u00e1s lacrimog\u00eaneo com a validade vencida, provocando forte rea\u00e7\u00e3o al\u00e9rgica.<\/p>\n<p>Em Suez, testemunhas disseram que cerca de 3 mil pessoas se manifestaram em frente \u00e0 sede da pol\u00edcia ap\u00f3s a not\u00edcia de que uma das v\u00edtimas dos dist\u00farbios em Port Said eram da cidade. A pol\u00edcia respondeu com g\u00e1s lacrimog\u00eaneo e, em seguida, abriu fogo, segundo relatos.<\/p>\n<p>Os 74 mortos na partida de futebol em Port Said, num momento em que as condi\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a foram gradualmente se deteriorando, amea\u00e7am agravar a crise pol\u00edtica que se instaurou no pa\u00eds quase um ano depois da revolta popular obrigou Mubarak a deixar o poder. Para os manifestantes, a pol\u00edcia n\u00e3o agiu como deveria para evitar o choque entre as torcidas. Muito v\u00e3o al\u00e9m e dizem que havia partid\u00e1rios do ditador infiltrados.<\/p>\n<p><strong>O pior epis\u00f3dio de viol\u00eancia num est\u00e1dio<\/strong><\/p>\n<p>Os dist\u00farbios em Port Said come\u00e7aram quando torcedores do clube Al-Masry invadiram o campo ap\u00f3s uma vit\u00f3ria inesperada por 3 a 1 sobre o Al-Ahly do Cairo, uma das equipes mais populares do Egito, e atacaram seus rivais. Centenas deles foram obrigados a fugir atrav\u00e9s de uma estreita entrada do est\u00e1dio. Quase mil pessoas ficaram feridas. Muitas pessoas morreram pisoteadas e sufocadas.<\/p>\n<p>O Parlamento realizou na quinta-feira uma sess\u00e3o extraordin\u00e1ria para discutir a viol\u00eancia e anunciou o envio de um comit\u00ea\u00a0parlamentar para investigar o caso. Os deputados chegaram a pedir a demiss\u00e3o do ministro do Interior. A Irmandade Mu\u00e7ulmana, que domina o Legislativo, disse que uma m\u00e3o &#8220;invis\u00edvel&#8221; est\u00e1\u00a0por tr\u00e1s da trag\u00e9dia.<\/p>\n<p>O marechal de campo Mohamed Tantawi, chefe da junta militar, concedeu uma rara entrevista telef\u00f4nica ao canal de TV pertencente ao clube Al-Ahli, prometendo identificar os culpados pela trag\u00e9dia. O Ex\u00e9rcito anunciou tr\u00eas dias de luto oficial.<\/p>\n<p>&#8211; Lamento profundamente o que aconteceu na partida de futebol em Port Said. Ofere\u00e7o minhas condol\u00eancias \u00e0s fam\u00edlias das v\u00edtimas &#8211; afirmou Tantawi em declara\u00e7\u00f5es transmitidas pela TV estatal.<\/p>\n<p>O primeiro-ministro Kamal Ganzuri reconheceu ser o respons\u00e1vel pol\u00edtico pela briga das torcidas. O premier informou ao Parlamento e ao presidente da Federa\u00e7\u00e3o de Futebol do Egito que destituiu os chefes dos servi\u00e7os de seguran\u00e7a e intelig\u00eancia de Port Said.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\nValor Econ\u00f4mico\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2364\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-2364","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-C8","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2364","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2364"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2364\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2364"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2364"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2364"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}