{"id":2367,"date":"2012-02-04T18:36:28","date_gmt":"2012-02-04T18:36:28","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=2367"},"modified":"2012-02-04T18:36:28","modified_gmt":"2012-02-04T18:36:28","slug":"colombia-entrevista-com-o-diretor-do-diario-qvozq","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2367","title":{"rendered":"COL\u00d4MBIA: Entrevista com o diretor do di\u00e1rio &#8220;Voz&#8221;"},"content":{"rendered":"\n<p>SANTIAGO SHUTZ \/ESPECIAL PARA RESUMEN LATINOAMERICANO<\/p>\n<p>Carlos Lozano: &#8220;N\u00e3o existem solu\u00e7\u00f5es para os graves problemas do mundo e de cada pa\u00eds no marco do capitalismo\u201d.<\/p>\n<p>Carlos A. Lozano Guill\u00e9n \u00e9 o diretor do seman\u00e1rio Voz, o peri\u00f3dico mais importante da esquerda colombiana. Muitos dizem, inclusive seus cr\u00edticos, que Lozano possui o m\u00e9rito de ter sustentado o Voz em meio \u00e0 crise da esquerda, ao exterm\u00ednio dos opositores do regime e \u00e0 persegui\u00e7\u00e3o governamental. O pr\u00f3prio diretor do jornal Voz foi v\u00edtima de atentados frustrados, de persegui\u00e7\u00f5es, de amea\u00e7as e das \u201cescutas\u201d do DAS, organismo secreto de intelig\u00eancia, j\u00e1 extinto, que dependia da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, durante os oito anos dos dois governos de \u00c1lvaro Uribe V\u00e9lez. Disse que at\u00e9 o lixo de seu escrit\u00f3rio e de sua resid\u00eancia foi levado pelos agentes do DAS, disfar\u00e7ados de lixeiros (coletores de lixo para a reciclagem), para revist\u00e1-lo, buscando mensagens secretas das FARC. Em 2009, compareceu perante a justi\u00e7a penal, que o investigou por rebeli\u00e3o porque seu nome aparecia v\u00e1rias vezes em supostas mensagens eletr\u00f4nicas arquivadas no computador de Ra\u00fal Reyes. \u201cFui absolvido porque a Promotoria reconheceu o direito que os comunistas possuem de lutar pela paz. Minha absolvi\u00e7\u00e3o foi uma derrota para a ultradireita militarista e uribista\u201d.<\/p>\n<p>Certa vez foram enviadas flores para seu enterro \u00e0s instala\u00e7\u00f5es do jornal Voz. Em outras, foi seguido no exterior, durante as frequentes viagens \u00e0 Europa e \u00e0 Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>\u00c9 uma personalidade no pa\u00eds. \u00c9 reconhecido e respeitado pela esquerda e por pessoas da direita. Muita gente fala bem dele, o admiram pela firmeza pol\u00edtica e ideol\u00f3gica, pela seriedade e porque n\u00e3o possui \u201cpapas na l\u00edngua\u201d quanto ao governo, aos militares e \u00e0 ultradireita.<\/p>\n<p>\u00c9 tamb\u00e9m membro do Bur\u00f4 Pol\u00edtico do Comit\u00ea Central do Partido Comunista Colombiano, da Junta Nacional do Polo Democr\u00e1tico Alternativo e integrante do movimento \u201cColombianos e Colombianas pela Paz\u201d. As boas maneiras e o tratamento respeitoso despendido aos seus interlocutores n\u00e3o ocultam sua origem. Guill\u00e9n provem de uma rica fam\u00edlia da cidade de Ibagu\u00e9, capital de Tolima, no centro do pa\u00eds. Ibagu\u00e9 est\u00e1 a quatro horas de Bogot\u00e1 por terra e h\u00e1 vinte minutos por ar. Destacou-se por ser \u201cfacilitador\u201d ou mediador da paz ao longo do conflito armado entre o Estado e a guerrilha das FARC.<\/p>\n<p>Como vai o processo das seis liberta\u00e7\u00f5es anunciadas pelas FARC?<\/p>\n<p>\u201cBem. O processo \u00e9 normal. Marleny Orjuela, presidenta da Asfamipaz (Associa\u00e7\u00e3o dos Familiares dos Policiais e Militares Detidos pelas FARC), foi encarregada por Piedad C\u00f3rdoba para adiantar as conversa\u00e7\u00f5es com o Governo, com o intuito de adotar o protocolo de garantias e de procedimentos em mat\u00e9ria de seguran\u00e7a para o \u00eaxito da miss\u00e3o humanit\u00e1ria. \u00c9 uma decis\u00e3o unilateral das FARC. Um aut\u00eantico gesto de boa vontade em nome da paz. O Governo designou o Ministro da Defesa, Juan Carlos Pinz\u00f3n, que \u00e9 um homem de direita, militarista e belicoso, para represent\u00e1-lo neste assunto. \u00c9 uma forma de dar um tratamento militar a um tema estritamente humanit\u00e1rio. O processo est\u00e1 atravessando alguns obst\u00e1culos porque o Governo se op\u00f5e aos helic\u00f3pteros e \u00e0 tripula\u00e7\u00e3o brasileira como transportadores da miss\u00e3o humanit\u00e1ria. O Brasil sempre efetuou esta tarefa com profissionalismo e neutralidade. Por que agora essa atitude t\u00e3o inamistosa do governo colombiano?\u201d.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, que diferen\u00e7a existe em que os helic\u00f3pteros sejam brasileiros ou colombianos? Ao fim e ao cabo \u00e9 o mesmo. O importante \u00e9 a liberta\u00e7\u00e3o dos seis militares ou n\u00e3o?<\/p>\n<p>\u201cExiste diferen\u00e7a. \u00c9 um problema de seguran\u00e7a, de garantias. N\u00e3o podemos esquecer que na \u2018Opera\u00e7\u00e3o Jaque\u2019 foram utilizados helic\u00f3pteros militares com os emblemas do Comit\u00ea Internacional da Cruz Vermelha (CICR \u2013 sigla em espanhol). E, em miss\u00f5es humanit\u00e1rias anteriores, aeronaves colombianas seguiram os helic\u00f3pteros brasileiros, colocando em perigo a miss\u00e3o humanit\u00e1ria e at\u00e9 a vida de seus participantes, inclusive a vida dos ref\u00e9ns. Aqui, os militares s\u00e3o teimosos, n\u00e3o aceitam t\u00e3o facilmente as decis\u00f5es do poder civil. Mas, estou seguro de que o ministro Pinz\u00f3n cumprir\u00e1 as instru\u00e7\u00f5es da c\u00fapula militar neste caso. Se n\u00e3o aceitar a colabora\u00e7\u00e3o brasileira, ele colocar\u00e1 o ato humanit\u00e1rio em perigo. Tenho este receio\u201d.<\/p>\n<p>S\u00e3o conhecidas as cartas do movimento \u201cColombianos e Colombianas pela Paz\u201d. Elas prop\u00f5em uma tr\u00e9gua bilateral de 90 dias e novos gestos humanit\u00e1rios da guerrilha. Essas propostas possuem alguma probabilidade?<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o sei. A palavra \u00e9 do Governo e da guerrilha. J\u00e1, por exemplo, as vozes discordantes da ultradireita se op\u00f5em \u00e0 tr\u00e9gua bilateral. O Governo sempre disse que os gestos s\u00e3o unilaterais. A tr\u00e9gua que se apresenta \u00e9 para eventuais di\u00e1logos de paz, n\u00e3o procede para as liberta\u00e7\u00f5es anunciadas. \u00c9 pertinente esclarecer. Por\u00e9m, \u00e9 importante, porque um dos erros de Cagu\u00e1n foi o di\u00e1logo em meio ao conflito, aos combates e aos tiros. Isso diluiu o ambiente na zona desmilitarizada, onde se deram os di\u00e1logos. Assim, o Governo se permitiu implantar o Plano Col\u00f4mbia, hipotecando a soberania nacional e envolvendo os ianques de forma direta no conflito.<\/p>\n<p>Por esta raz\u00e3o, a tr\u00e9gua, como tamb\u00e9m os compromissos, deve ser bilateral. O Governo exige cada vez mais gestos por parte da guerrilha. A pergunta for\u00e7ada \u00e9: Quais s\u00e3o os gestos do Governo? Ele colocar\u00e1 fim aos falsos positivos? Respeitar\u00e1 os direitos humanos? Oferecer\u00e1 garantias \u00e0 oposi\u00e7\u00e3o e ao movimento sindical e popular? Suspender\u00e1 as privatiza\u00e7\u00f5es neoliberais e oferecer\u00e1 melhores condi\u00e7\u00f5es de vida ao povo colombiano? Estar\u00e1 disposto em submeter os grupos paramilitares \u00e0 justi\u00e7a? Estar\u00e1 disposto a fortalecer a democracia? O Estado colombiano \u00e9 depredador dos direitos humanos e n\u00e3o cumpre o Direito Internacional Humanit\u00e1rio. Da mesma forma que exige gestos de paz por parte da insurg\u00eancia, o Governo tamb\u00e9m deve manifestar boa vontade para alcan\u00e7ar a paz\u201d.<\/p>\n<p>Qual o papel dos di\u00e1logos?<\/p>\n<p>\u201cPara buscar a solu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica para o conflito. A paz com democracia e justi\u00e7a social. N\u00e3o existe solu\u00e7\u00e3o militar para a crise colombiana. S\u00f3 erradicando as causas do conflito ser\u00e1 vi\u00e1vel a paz. Aqui n\u00e3o cabem os cantos da sereia da oligarquia colombiana, que convoca a desmobiliza\u00e7\u00e3o dos insurgentes. Porque nem sequer ela resolveria o conflito. Sem transforma\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas nem reformas pol\u00edticas, econ\u00f4micas, sociais, culturais e ambientais, pelos menos, \u00e9 imposs\u00edvel conquistar a paz. \u00c9 isso que a oligarquia colombiana deve entender\u201d.<\/p>\n<p>Voc\u00ea acredita que eles aceitar\u00e3o?<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 que n\u00e3o t\u00eam alternativa. A via militar fracassou. O Estado n\u00e3o p\u00f4de cumprir o sonho de esmagar a insurg\u00eancia armada. Os an\u00fancios do fim do fim e da m\u00e3e de todas as batalhas, n\u00e3o tem sido mais que uma verborragia demag\u00f3gica dos incompetentes generais. Querem perpetuar a guerra porque ela \u00e9 um neg\u00f3cio. N\u00e3o \u00e9 qualquer coisa ter a sua disposi\u00e7\u00e3o o equivalente a 6% do Produto Interno Bruto para a guerra. Por outro lado, a agenda n\u00e3o pode ser maximalista, a guerrilha n\u00e3o pode pretender uma \u201crevolu\u00e7\u00e3o por contrato\u201d. Isso n\u00e3o \u00e9 realista e, de fato, a plataforma da guerrilha \u00e9 m\u00ednima. S\u00e3o aspira\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas, de reivindica\u00e7\u00f5es para fortalecer a democracia e dar mais espa\u00e7o e perspectiva \u00e0 luta popular\u201d.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 o fim?<\/p>\n<p>\u201cNingu\u00e9m projetou assim. Nem a guerrilha e nem a esquerda pol\u00edtica, democr\u00e1tica ou legal. \u00c9 isso que eu quero dizer. A esquerda revolucion\u00e1ria luta pelo socialismo. Esse \u00e9 o objetivo fundamental. O que acontece \u00e9 que \u00e9 necess\u00e1rio alcan\u00e7ar uma melhor democracia para a luta democr\u00e1tica e pela transforma\u00e7\u00e3o da sociedade. N\u00e3o \u00e9 o mesmo atuar num clima de liberdades democr\u00e1ticas, que em meio \u00e0 guerra suja, do terrorismo de Estado e do exterm\u00ednio da esquerda, como ocorre historicamente na Col\u00f4mbia. Aqui vem ao caso o debate de reformas ou revolu\u00e7\u00e3o. As reformas n\u00e3o significam um dique de conten\u00e7\u00e3o da luta revolucion\u00e1ria. Reforma e revolu\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00e3o contradit\u00f3rios como creem alguns\u201d.<\/p>\n<p>A guerrilha teria que criar um projeto pol\u00edtico de esquerda&#8230;<\/p>\n<p>\u201cCreio que sim. \u00c9 necess\u00e1rio para que ela possa irromper no cen\u00e1rio pol\u00edtico nacional. \u00c9 sua decis\u00e3o, creio eu\u201d.<\/p>\n<p>Sem armas?<\/p>\n<p>\u201cClaro, sem armas. Para isso \u00e9 que serve o acordo de paz. Deve ter seu projeto pol\u00edtico, entendendo que existem outros projetos j\u00e1 existentes, como o Polo Democr\u00e1tico Alternativo, hoje alvo do desaforo arrogante e totalit\u00e1rio da direita que o quer desarticular. Todos esses projetos poder\u00e3o encontrar-se no objetivo comum da luta contra o capitalismo e pela conquista do socialismo. \u00c9 perfeitamente vi\u00e1vel\u201d.<\/p>\n<p>A oligarquia que det\u00eam o poder aceitar\u00e1 isso?<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o existe outra alternativa se h\u00e1 uma forte press\u00e3o das massas. \u00c9 que n\u00e3o se trata de \u2018acordos nas alturas\u2019. Nestes processos \u00e9 preciso estar presente a sociedade colombiana, a esquerda, as centrais trabalhadoras, os sindicatos, as organiza\u00e7\u00f5es agr\u00e1rias, c\u00edvicas, comunais e populares. As massas seguem sendo o motor da hist\u00f3ria, express\u00e3o da luta de classes. Esta verdade n\u00e3o se modificou por mais que se diga que o desparecimento da URSS, que faz 20 anos, e do campo socialista acabaram com a hist\u00f3ria e com as ideologias. Fraseologia barata que n\u00e3o descartou o marxismo-leninismo revolucion\u00e1rio. Quem pensaria que 20 anos depois o capitalismo mais avan\u00e7ado estaria nesta crise de hoje? Que a Am\u00e9rica Latina seria o cen\u00e1rio de processos democr\u00e1ticos e de governos antineoliberais, aut\u00f4nomos de Washington e que tendem ao socialismo?<\/p>\n<p>Estamos diante de uma nova realidade depois da crise do socialismo: o capitalismo fracassou historicamente. N\u00e3o h\u00e1 solu\u00e7\u00f5es para os graves problemas do mundo e de cada pa\u00eds no marco do capitalismo. Como o estamos vendo na Europa, as \u2018solu\u00e7\u00f5es\u2019, sempre capitalistas, aprofundam mais a crise ou n\u00e3o? Na atualidade, o movimento popular e a esquerda respiram um novo ar. Canaliz\u00e1-lo a favor das mudan\u00e7as vai depender da capacidade de influir nas massas, de orient\u00e1-las sobre as solu\u00e7\u00f5es prolet\u00e1rias e ao socialismo. N\u00e3o \u00e9 suficiente que as massas atuem. \u00c9 preciso conscientiz\u00e1-las. Porque, olhando as insurrei\u00e7\u00f5es no Oriente M\u00e9dio, que significaram em muitos casos retrocessos, ou os Indignados, que s\u00e3o contr\u00e1rios ao capitalismo, repudiam a ditadura do sistema financeiro, por\u00e9m recha\u00e7am por igual todos os pol\u00edticos e sua alternativa n\u00e3o \u00e9 o socialismo. S\u00e3o os desafios da esquerda num novo momento hist\u00f3rico\u201d.<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Maria Fernanda M. Scelza (PCB)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: Resumen\n\n\n\n\n\n\n\n\n\u00a0\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2367\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[34],"tags":[],"class_list":["post-2367","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c39-colombia"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-Cb","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2367","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2367"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2367\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2367"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2367"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2367"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}