{"id":2370,"date":"2012-02-07T20:11:42","date_gmt":"2012-02-07T20:11:42","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=2370"},"modified":"2012-02-07T20:11:42","modified_gmt":"2012-02-07T20:11:42","slug":"bndes-exige-um-novo-contrato-para-financiar-estrada-na-bolivia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2370","title":{"rendered":"BNDES exige um novo contrato para financiar estrada na Bol\u00edvia"},"content":{"rendered":"\n<p>Por exig\u00eancia do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social), o governo da Bol\u00edvia e a construtora brasileira OAS ter\u00e3o de elaborar um novo contrato para a execu\u00e7\u00e3o da rodovia que \u00e9\u00a0piv\u00f4\u00a0de um confronto entre o presidente Evo Morales e grupos ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>A estrada foi projetada inicialmente para ter 306 km e foi dividida em tr\u00eas partes, sendo que o trecho 2, de 177 km, atravessaria o Territ\u00f3rio Ind\u00edgena Parque Nacional Isiboro S\u00e9cure (Tipnis). A obra, or\u00e7ada em US$ 415 milh\u00f5es, contava com um financiamento de US$ 332 milh\u00f5es do banco de fomento brasileiro.<\/p>\n<p>Mas, em outubro do ano passado, ap\u00f3s uma marcha de protesto de 61 dias que virou a opini\u00e3o p\u00fablica em favor dos \u00edndios, Morales acabou assinando uma lei que pro\u00edbe qualquer rodovia de cruzar o Tipnis.<\/p>\n<p>No entender do BNDES, a nova legisla\u00e7\u00e3o inviabiliza a libera\u00e7\u00e3o do dinheiro, uma vez que o banco n\u00e3o pode financiar uma obra que, em tese, est\u00e1\u00a0proibida por lei. A institui\u00e7\u00e3o agora aguarda que OAS e a estatal Administra\u00e7\u00e3o Boliviana de Carreteras (ABC) definam o novo escopo do contrato para analisar de que forma pode apoiar a obra.<\/p>\n<p>Um acordo entre a OAS e o governo boliviano n\u00e3o ser\u00e1\u00a0f\u00e1cil, dada a turbulenta rela\u00e7\u00e3o entre ambos. No final de 2011, segundo fontes do governo brasileiro, a construtora chegou a paralisar as obras por conta de falta de pagamento de servi\u00e7os executados.<\/p>\n<p>Agora, governo e empreiteira se desentendem em torno do valor a ser cobrado pelos trechos 1 e 3 da rodovia, que o BNDES se disp\u00f5e a financiar. Fontes pr\u00f3ximas ao tema afirmam que o governo Morales aceita pagar cerca de US$ 110 milh\u00f5es. J\u00e1\u00a0a OAS pede algo em torno de US$ 200 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>&#8220;Ainda n\u00e3o temos os n\u00fameros porque ainda n\u00e3o chegamos a um consenso com o governo boliviano&#8221;, disse ao Valor o diretor-superintendente da \u00e1rea internacional da OAS, Augusto C\u00e9sar Uz\u00eada, sem confirmar os valores.<\/p>\n<p>Uz\u00eada afirma que o governo boliviano est\u00e1 &#8220;em dia com os pagamentos&#8221;, e as m\u00e1quinas voltaram a funcionar no in\u00edcio deste ano &#8211; segundo o diretor, o que paralisou a obra foi a indefini\u00e7\u00e3o quanto ao financiamento do BNDES.<\/p>\n<p>Uz\u00eada disse ainda que a empresa aguarda uma defini\u00e7\u00e3o por parte da Bol\u00edvia sobre o que ser\u00e1 feito em rela\u00e7\u00e3o ao trecho 2. &#8220;Pode-se chegar a um tra\u00e7ado alternativo, assim como existe a possibilidade de n\u00e3o executar o trecho 2, por inviabilidade t\u00e9cnica e econ\u00f4mica.&#8221;<\/p>\n<p>A lei de prote\u00e7\u00e3o ao Tipnis n\u00e3o encerrou a controv\u00e9rsia em torno da estrada na Bol\u00edvia. O veto, que Morales assinou a contragosto e sob press\u00e3o, desagradou plantadores de coca, colonos agr\u00edcolas e ind\u00edgenas que vivem em Cochabamba, ao sul do parque, ber\u00e7o eleitoral do presidente.<\/p>\n<p>Apoiados pelos dois primeiros grupos, ind\u00edgenas filiados ao Conselho de Ind\u00edgenas do Sul (Conisur) realizaram uma contramarcha a favor da estrada. Chegaram a La Paz em meados de janeiro, mas sem o mesmo apoio popular prestado \u00e0 marcha da Confedera\u00e7\u00e3o de Povos Ind\u00edgenas da Bol\u00edvia (Cidob), em 2011.<\/p>\n<p>Enquanto muitos acusam o governo de estar por tr\u00e1s da nova marcha, parlamentares ligados ao MAS &#8211; o partido de Morales &#8211; preparam um projeto de lei para anular a legisla\u00e7\u00e3o que o pr\u00f3prio presidente assinou no ano passado. A ideia \u00e9 fazer uma consulta popular sobre a realiza\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o do trecho 2 da estrada. O projeto pode ser votado nesta semana.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>FMI: economia chinesa pode cair \u00e0\u00a0metade<\/strong><\/p>\n<p><em>O Globo<\/em><\/p>\n<p>PEQUIM. O Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI) alertou ontem que o crescimento econ\u00f4mico da China poder\u00e1\u00a0 recuar este ano em at\u00e9\u00a0quatro pontos percentuais, caso a crise da d\u00edvida na zona do euro arraste a economia mundial para uma recess\u00e3o. A entidade exortou Pequim a adotar medidas &#8220;significativas&#8221; para estimular a expans\u00e3o de sua economia e reviu para baixo sua proje\u00e7\u00e3o de crescimento da China de 9% para 8,2%.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio &#8220;China Economic Outlook&#8221;, divulgado ontem, revelou que esse n\u00famero poder\u00e1 cair \u00e0 metade, se a situa\u00e7\u00e3o piorar na Europa. &#8220;No evento infeliz de tal cen\u00e1rio negativo se tornar realidade, a China deveria reagir com um pacote fiscal significativo, executado pelos or\u00e7amentos dos governos central e locais&#8221;, sugeriu o FMI no seu documento.<\/p>\n<p>Entre as medidas de est\u00edmulo poss\u00edveis, est\u00e3o cortes de impostos sobre consumo; subs\u00eddios para consumidores; incentivos \u00e0s empresas para que invistam mais e contratem; est\u00edmulos fiscais e tribut\u00e1rios para pequenas empresas.<\/p>\n<p>O Fundo sugere ainda um maior investimento do governo na rede de prote\u00e7\u00e3o social, com medidas como a constru\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis de baixo custo. A institui\u00e7\u00e3o sugere um teto de 3% do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e servi\u00e7os produzidos no pa\u00eds) para os est\u00edmulos fiscais.<\/p>\n<p>Economistas ouvidos pela ag\u00eancia de not\u00edcias Reuters em janeiro previram que a economia chinesa crescer\u00e1\u00a0 8,4% este ano, ante a expans\u00e3o de 9,2% em 2011.<\/p>\n<p>A infla\u00e7\u00e3o menor, no entanto, poder\u00e1\u00a0 permitir ao Banco Central (BC) chin\u00eas afinar sua pol\u00edtica para apoiar o crescimento, por meio de opera\u00e7\u00f5es no mercado aberto nas pr\u00f3ximas semanas, disse o FMI em seu relat\u00f3rio. O Fundo acrescentou que a autoridade monet\u00e1ria do pa\u00eds poder\u00e1\u00a0ainda reduzir os requisitos de reservas dos bancos, caso o ingresso de capital continue fraco. Em novembro, o BC chin\u00eas j\u00e1\u00a0havia anunciado o corte do montante de capital que os bancos devem deixar como reservas. Esperam-se novas redu\u00e7\u00f5es nos pr\u00f3ximos meses.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio do FMI amplia as previs\u00f5es j\u00e1\u00a0sombrias do m\u00eas passado, quando previu que o mundo poder\u00e1\u00a0 mergulhar em nova recess\u00e3o, caso a crise financeira europeia se aprofunde. Na semana passada, o premier chin\u00eas, Wen Jiabao, disse que o pa\u00eds ajustar\u00e1 suas pol\u00edticas para enfrentar os riscos da Europa.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Folha localiza em Los Angeles fot\u00f3grafo da morte de Herzog<\/strong><\/p>\n<p><em>Folha de S. Paulo<\/em><\/p>\n<p>Uma revela\u00e7\u00e3o exclusiva \u00e9\u00a0o destaque da &#8220;Ilustr\u00edssima&#8221; deste domingo: o rep\u00f3rter da Lucas Ferraz, da Sucursal de Bras\u00edlia, localizou em Los Angeles o autor da mais importante imagem da hist\u00f3ria do Brasil nos anos 1970 &#8211;a foto do jornalista Vladimir Herzog morto numa cela do DOI-Codi, em S\u00e3o Paulo, no ano de 1975.<\/p>\n<p>A \u00edntegra da reportagem est\u00e1\u00a0dispon\u00edvel na internet para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha.<\/p>\n<p>Fot\u00f3grafo da Pol\u00edcia Civil de S\u00e3o Paulo, o santista Silvaldo Leung Vieira, ent\u00e3o com 22 anos, foi recrutado pelo Dops (Departamento de Ordem Social e Pol\u00edtica) para uma de suas primeiras &#8220;aulas pr\u00e1ticas&#8221;: o registro do cad\u00e1ver do jornalista, que havia comparecido espontaneamente ao DOI-Codi, ap\u00f3s ter sido procurado por agentes da repress\u00e3o em sua casa e na TV Cultura, onde trabalhava como diretor de jornalismo. Ele tinha liga\u00e7\u00f5es com o PCB (Partido Comunista Brasileiro), mas n\u00e3o chegou a ter atividades na clandestinidade.<\/p>\n<p>&#8220;Ainda carrego um triste sentimento de ter sido usado para montar essas mentiras&#8221;, afirmou Silvado \u00e0\u00a0Folha, por telefone.<\/p>\n<p>Segundo relatos de testemunhas, Vlado, como era conhecido pelos amigos, foi torturado e espancado at\u00e9 a morte. A imagem produzida por Silvaldo ajudou a derrubar a vers\u00e3o do suic\u00eddio, uma vez que seu corpo pendia de uma altura de 1,63 m, com as pernas arqueadas e os p\u00e9s no ch\u00e3o, o que torna altamente improv\u00e1vel que tenha se matado.<\/p>\n<p>A morte gerou manifesta\u00e7\u00f5es, como a famosa missa na catedral da S\u00e9, em S\u00e3o Paulo, e contribuiu para que o presidente Ernesto Geisel e seu ministro Golbery do Couto e Silva vencessem a queda de bra\u00e7o com a linha dura da ditadura, que pedia um aperto na persegui\u00e7\u00e3o \u00e0\u00a0esquerda, sob o argumento de que o pa\u00eds vivia a amea\u00e7a do comunismo.<\/p>\n<p>&#8220;Tenho para mim que esses acontecimentos foram a raiz das Diretas-J\u00e1&#8221;, disse \u00e0\u00a0Folha o ent\u00e3o governador de S\u00e3o Paulo, Paulo Egydio Martins, que tamb\u00e9m tinha atritos com os militares da linha dura.<\/p>\n<p>Silvaldo Leung Vieira tamb\u00e9m fotografou a cena do &#8220;suic\u00eddio&#8221; de Manoel Fiel Filho, oper\u00e1rio que morreu em situa\u00e7\u00e3o semelhante \u00e0 de Herzog e cuja morte tamb\u00e9m foi decisiva para mudar os rumos do regime. Essa imagem, no entanto, nunca apareceu.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>S\u00e3o Paulo poder\u00e1\u00a0 parar segunda-feira (13\/02)<\/strong><\/p>\n<p><em>Sindmotoristas.org<\/em><\/p>\n<p>Em assembl\u00e9ia realizada na sede do Sindicato dos Motoristas \u2013\u00a0SP na tarde de segunda-feira (06\/02), trabalhadores (as) aprovaram greve partir da 0h00 de segunda-feira (13\/02) nas 32 empresas de \u00f4nibus urbano da cidade de S\u00e3o Paulo. Tudo pela \u00e0\u00a0 falta de bom senso dos representantes do Poder P\u00fablico Municipal e intransig\u00eancia patronal, que insistem em cobrar valores absurdos de multas.<\/p>\n<p>Desde 2009 que a diretoria do Sindicato dos Motoristas \u2013\u00a0SP tenta em v\u00e3o, negociar com os representantes da Prefeitura e S\u00e3o Paulo Transportes (SP-Trans), uma solu\u00e7\u00e3o definitiva a quest\u00e3o de duplicidade de multas que constam no CTB &#8211; C\u00f3digo de Tr\u00e2nsito Brasileiro e as do RESAM &#8211; Regulamento de San\u00e7\u00f5es e Multas, que s\u00e3o aplicadas indiscriminadamente pelos agentes da SP-Trans.<\/p>\n<p>Que fique bem claro que nossa luta n\u00e3o\u00a0 \u00e9\u00a0isentar as empresas de suas responsabilidades contratuais, o que reivindicamos \u00e9\u00a0a readequa\u00e7\u00e3o da Portaria que instituiu as famigeradas multas do RESAM, que s\u00e3o repassadas para os funcion\u00e1rios (as) com valores absurdos, que chegam a comprometer os sal\u00e1rios dos trabalhadores.<\/p>\n<p>Nossa luta \u00e9\u00a0tamb\u00e9m para cobrar melhorias no sistema de transporte urbano da cidade. Que de acordo com pesquisa encomendada pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), Metr\u00f4, SP &#8211; Trans e dois sindicatos das empresas de transporte p\u00fablico, os resultados refletem o descaso das autoridades competentes.<\/p>\n<p><strong>Classifica\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Metade dos usu\u00e1rios de transporte p\u00fablico em S\u00e3o Paulo utiliza os \u00f4nibus municipais gerenciados pela SP &#8211; Trans \u2013\u00a0os outros 50% se dividem entre os outros meios, como trem, Metr\u00f4\u00a0e \u00f4nibus da EMTU. Entre os que usam Metr\u00f4, 80% o utilizam em integra\u00e7\u00e3o com os \u00f4nibus. Considerando o transporte p\u00fablico em geral, 41% o classificaram como ruim 41% como nem ruim nem bom e apenas 18% como bom. O trajeto que o passageiro vivencia hoje \u00e9\u00a0inc\u00f4modo, enfrenta brigas, decorrente da superlota\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ficou claro que o transporte p\u00fablico \u00e9\u00a0um agente comprometedor da qualidade de vida. O que mais influencia na qualidade de vida hoje \u00e9\u00a0o tempo. Esse tempo est\u00e1\u00a0cada vez mais sumindo da vida das pessoas. Conseguir ir sentado e o aspecto que mais gera conforto nos trajetos, e 46% dos entrevistados afirmaram n\u00e3o conseguir fazer nada durante o tempo que usam o transporte p\u00fablico.<\/p>\n<p>Todos os entrevistados ou moravam na capital paulista ou seguiam para a cidade para trabalhar, estudar ou utilizar sua infra-estruturar, como rede de sa\u00fade. Esse deslocamento constante \u00e9\u00a0um dos aspectos que influencia na percep\u00e7\u00e3o negativa dos transportes \u2013\u00a037% dos entrevistados disseram que aspectos da mobilidade s\u00e3o importantes para sua qualidade de vida, e 28% se mostraram totalmente insatisfeitos com o tr\u00e2nsito.<\/p>\n<p>Agradecemos a compreens\u00e3o, e convidamos para se unir a esta luta que exige uma pol\u00edtica respons\u00e1vel de transporte em nossa cidade!<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Servidores do Saae de Votorantim paralisam servi\u00e7os para cobrar pagamento atrasado<\/strong><\/p>\n<p><em>Jornal Cruzeiro do Sul<\/em><\/p>\n<p>Aproximadamente 100 funcion\u00e1rios do Servi\u00e7o Aut\u00f4nomo de \u00c1gua e Esgoto (Saae) de Votorantim paralisaram suas atividades na manh\u00e3 de hoje (6), em reivindica\u00e7\u00e3o ao pagamento atrasado de parte das horas extras que deveriam ter recebido em dezembro. A manifesta\u00e7\u00e3o teve in\u00edcio \u00e0s 8h, no p\u00e1tio da autarquia e durou duas horas e meia. Representantes do Sindicato dos Servidores Municipais acompanharam o movimento e intermediaram uma negocia\u00e7\u00e3o com a dire\u00e7\u00e3o do Saae. No acordo, ficou estabelecido que os trabalhadores dever\u00e3o receber os valores em atraso at\u00e9 a pr\u00f3xima quarta-feira (11), caso contr\u00e1rio v\u00e3o iniciar greve, at\u00e9 que a situa\u00e7\u00e3o seja regularizada.<\/p>\n<p>A paralisa\u00e7\u00e3o de hoje se restringiu aos funcion\u00e1rios de setores operacionais e n\u00e3o refletiu em preju\u00edzos aos mun\u00edcipes, apesar do atraso em servi\u00e7os como a coleta de lixo.<\/p>\n<p>Segundo o sindicato, cerca de 300 servidores receberam somente parte do 13\u00ba. A explica\u00e7\u00e3o do Saae para o atraso \u00e9 o cumprimento de uma lei de responsabilidade fiscal que impede a Prefeitura de gastar mais que 54% da arrecada\u00e7\u00e3o municipal com pagamento de servidores p\u00fablicos. Com um aumento nas horas extras praticadas pelos trabalhadores, somado ao valor necess\u00e1rio para pagamento dos sal\u00e1rios e do 13\u00ba, o limite estabelecido pela legisla\u00e7\u00e3o seria ultrapassado em dezembro. Diante da situa\u00e7\u00e3o, a autarquia preferiu esperar at\u00e9 o m\u00eas de janeiro para o acerto junto ao pagamento do sal\u00e1rio. Com o acordo feito junto ao sindicato, o Saae dever\u00e1 pagar os atrasados um pouco antes do que previa.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Brasil recebe 57% mais m\u00e3o de obra estrangeira<\/strong><\/p>\n<p><em>Folha de S. Paulo<\/em><\/p>\n<p>O n\u00famero de trabalhadores estrangeiros no Brasil cresceu 57% no ano passado, chegando a 1,51 milh\u00e3o em dezembro, informa reportagem de Patr\u00edcia Campos Mello publicada na edi\u00e7\u00e3o deste domingo da Folha. As estat\u00edsticas s\u00e3o do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a.<\/p>\n<p>A \u00edntegra est\u00e1\u00a0dispon\u00edvel para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).<\/p>\n<p>O principal fator para esse salto no n\u00famero de imigrantes legais foi a chegada de trabalhadores de pa\u00edses vizinhos. Desde 2009, triplicou o n\u00famero de imigrantes peruanos legais. O de paraguaios e bolivianos cresceu mais de 70%. Comunidades com presen\u00e7a antiga no pa\u00eds, como japoneses e europeus, t\u00eam crescido mais lentamente.<\/p>\n<p>O crescente fluxo migrat\u00f3rio de pa\u00edses latino-americanos tem sido acompanhado por uma mudan\u00e7a significativa no perfil dos trabalhadores que v\u00eam para o Brasil.<\/p>\n<p>Os imigrantes dos pa\u00edses vizinhos em geral t\u00eam baixa escolaridade e pouca qualifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Trabalho em frigor\u00edfico \u00e9\u00a0atividade de risco no Brasil<\/strong><\/p>\n<p><em>Blog do Sakamoto<\/em><\/p>\n<p>Quatro pessoas morreram devido \u00e0\u00a0 libera\u00e7\u00e3o de um g\u00e1s t\u00f3xico em um curtume da ind\u00fastria de alimentos Marfrig em Bataguassu (MS). Dos 16 que foram hospitalizados com intoxi\u00e7\u00e3o, tr\u00eas permaneciam internados at\u00e9 a manh\u00e3 desta quarta (1). O Corpo de Bombeiros informou que o acidente ocorreu durante o descarregamento de um composto \u00e0 base de sulfidrato de s\u00f3dio, usado para despelar o couro.<\/p>\n<p>Quem trabalha em um frigor\u00edfico se depara com uma s\u00e9rie de riscos que a maior parte das pessoas sequer imagina. Procuradores do Trabalho ouvidos por este blog consideram o trabalho em ind\u00fastrias de processamento de carne e derivados uma das atividades mais insalubres hoje no pa\u00eds. Em contraste com isso, o setor de exporta\u00e7\u00e3o de carnes vai de vento em popa. De acordo com o ranking de maiores empresas exportadoras da An\u00e1lise Editorial, Brasil Foods, JBS e Marfrig\/Seara est\u00e3o entre os 20 maiores exportadores brasileiros. Dados de 2010 mostram que pa\u00eds exporta US$ 6,4 bilh\u00f5es em aves, US$ 4,8 bi em carne bovina, US$ 1,8 bi em couro, US$ 1,3 bi em carne su\u00edna e US$ 659 milh\u00f5es em bovinos vivos.<\/p>\n<p>As quatro mortes s\u00e3o novas, mas n\u00e3o foram as primeiras. Vamos a um breve hist\u00f3rico.<\/p>\n<p>Em outra unidade do Marfrig no Mato Grosso do Sul, em Porto Murtinho, o faqueiro Valdecir Elias da Cruz foi atingido por 20 barras de ferro de 6,5 metros de comprimento e 35 quilos cada. Ele ajudava na manuten\u00e7\u00e3o das instala\u00e7\u00f5es do frigor\u00edfico. De acordo com o Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho, naquele momento, s\u00f3 havia um ginecologista \u00e0 sua disposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os pesados canos atingiram Valdecir, que estava numa pequena carreta junto com o material, ap\u00f3s o desequil\u00edbrio provocado pelo afundamento dos pneus do trator que puxava a carga em solo arenoso. Para o MPT, o acidente era \u201cprevis\u00edvel\u201d. Para completar, quando o poder p\u00fablico foi verificar a ficha do trabalhador, descobriu que a Marfrig estava exigindo atestado de antecedentes criminais para contrata\u00e7\u00e3o, o que \u00e9 ilegal. O procurador do Trabalho Heiler Natali afirmou que empregados do frigor\u00edfico tamb\u00e9m vinham sendo induzidos a assinar advert\u00eancias em branco para utiliza\u00e7\u00e3o em casos de faltas, atitude que pode ser caracterizada como ass\u00e9dio moral.<\/p>\n<p>Em fevereiro de 2008, o mec\u00e2nico Cl\u00e1udio Freitas Cruz, casado e pai de uma menina de dois anos, trabalhava na solda de um corrim\u00e3o na ent\u00e3o unidade de Alta Floresta (MT), do frigor\u00edfico Quatro Marcos. Recebeu um choque el\u00e9trico enquanto manuseava o equipamento e sofreu uma queda fatal. Ele estava sem luvas, capacete e cinto de seguran\u00e7a, equipamentos de prote\u00e7\u00e3o individual que devem ser fornecidos obrigatoriamente pela empresa. A necropsia apontou que o choque n\u00e3o foi a causa da morte e sim a queda do local onde estava. Se tivesse o equipamento n\u00e3o teria ca\u00eddo e quebrado o pesco\u00e7o. Segundo testemunhas ouvidas na \u00e9poca, Cl\u00e1udio reclamava sempre que a empresa n\u00e3o disponibilizava equipamentos de prote\u00e7\u00e3o sob a justificativa de contingenciamento de gastos.<\/p>\n<p>O procurador do Trabalho Rafael Gomes participou de uma inspe\u00e7\u00e3o, juntamente com auditores fiscais do trabalho, dias depois do ocorrido e flagrou a falta de EPIs, aus\u00eancia de prote\u00e7\u00e3o para os n\u00edveis excessivos de ru\u00eddo e mau cheiro no setor de graxaria \u2013 em que os res\u00edduos de bovinos s\u00e3o processados. Foram registrados casos em que trabalhadores cumpriram 10 horas extras num s\u00f3 dia. Ironicamente, Cl\u00e1udio havia sido eleito representante da Comiss\u00e3o Interna de Preven\u00e7\u00e3o de Acidentes (Cipa) e morreu um dia antes de tomar posse.<\/p>\n<p>Em 2007, o juiz do Trabalho Jo\u00e3o Humberto Ces\u00e1rio chegou a interditar a unidade de Vila Rica (MT) do Quatro Marcos por causa de um vazamento de g\u00e1s, em que pelo menos 14 pessoas foram intoxicadas. Segundo o Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho, esse j\u00e1\u00a0 tinha sido o quarto acidente com g\u00e1s ocorrido somente naquele ano. As pessoas que inalaram o produto apresentaram sintomas como v\u00f4mito, desmaios, dorm\u00eancia em v\u00e1rias partes do corpo, dificuldade de respira\u00e7\u00e3o e fraqueza, mas n\u00e3o tiveram sequelas.<\/p>\n<p>J\u00e1\u00a0naquela \u00e9poca, em sua decis\u00e3o, o juiz Jo\u00e3o Humberto classificou como \u201cestarrecedora\u201d\u00a0a not\u00edcia de que os mesmos acidentes vinham se repetindo: \u201cnenhuma pessoa de bom senso poder\u00e1\u00a0defender que bens sublimes como a sa\u00fade, a integridade f\u00edsica e a vida dos trabalhadores continuem a ser sistematicamente desprezados pelo requerido, como se os seus empregados se equiparassem aos bovinos diariamente sacrificados no frigor\u00edfico em que trabalham\u201d.<\/p>\n<p>Por fim, h\u00e1\u00a0tamb\u00e9m um dano silencioso, mas que se faz presente com muita dor. Pois, por mais que a exposi\u00e7\u00e3o a instrumentos cortantes, gases e a um ambiente de trabalho inseguro sejam a parte gritante do problema, a realiza\u00e7\u00e3o de movimentos repetitivos \u2013\u00a0que podem gerar graves les\u00f5es e doen\u00e7as \u2013\u00a0e a press\u00e3o psicol\u00f3gica para dar conta do intenso ritmo de produ\u00e7\u00e3o \u00e9\u00a0o que v\u00eam inutilizando mais trabalhadores e gerando mais dor. Os depoimentos, abaixo foram tirados do document\u00e1rio \u201cCarne, Osso\u201d\u00a0sobre a situa\u00e7\u00e3o trabalhista nos frigor\u00edficos, que ajudei a produzir:<\/p>\n<p>\u201cCerca de 80% do p\u00fablico atendido aqui na regi\u00e3o \u00e9 de frigor\u00edficos. O trabalhador adoece e vem pro INSS. Ele n\u00e3o consegue retornar, fica aqui. E as empresas v\u00e3o contratando outras pessoas. Ent\u00e3o j\u00e1 se criou um c\u00edrculo que, agora, para desfazer, n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o r\u00e1pido e f\u00e1cil\u201d\u00a0\u2013 Juliana Varandas, terapeuta ocupacional do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) de Chapec\u00f3 (SC).<\/p>\n<p>\u201cA gente come\u00e7ou desossando tr\u00eas coxas e meia. Depois, nos 11 anos que eu fique l\u00e1, cada vez eles exigiam mais. Quando sa\u00ed, eu j\u00e1 desossava sete coxas por minuto\u201d\u00a0\u2013\u00a0 Valdirene Gon\u00e7alves da Silva, ex-funcion\u00e1ria de frigor\u00edfico.<\/p>\n<p>\u201cTu n\u00e3o tem liberdade pra tu ir no banheiro. Tu n\u00e3o pode ir sem pedir ordem pro supervisor teu, pro encarregado teu. Isso a\u00ed\u00a0\u00e9 cruel l\u00e1 dentro. Tanto que tem gente que at\u00e9 louco fica\u201d\u00a0\u2013 Adelar Putton, ex-funcion\u00e1rio de frigor\u00edfico.<\/p>\n<p>\u201cO trabalho \u00e9 o local em que o empregado vai encontrar a vida, n\u00e3o \u00e9 o local para encontrar a morte, doen\u00e7as e mutila\u00e7\u00f5es. E isso no Brasil, infelizmente, continua sendo uma quest\u00e3o s\u00e9ria\u201d\u00a0\u2013 Sebasti\u00e3o Geraldo de Oliveira, desembargador do Tribunal Regional do Trabalho da 3\u00aa Regi\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cEsse \u00e9 um problema de interesse do conjunto da sociedade, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 de um setor. O Estado tem que se posicionar. N\u00e3o se pode fazer de forma t\u00e3o impune a\u00e7\u00f5es que levam ao adoecimento e \u00e0 incapacidade tantos trabalhadores\u201d\u00a0\u2013 Maria das Gra\u00e7as Hoefel, m\u00e9dica e pesquisadora.<\/p>\n<p>\u201cBasicamente, \u00e9 conscientizar essas empresas para reprojetar essas tarefas. Introduzir pausas, para que exista uma recomposi\u00e7\u00e3o dos tecidos dos membros superiores, da coluna. Em algumas vai ter que ter diminui\u00e7\u00e3o de ritmo de produ\u00e7\u00e3o. N\u00f3s estamos hoje chegando s\u00f3 no diagn\u00f3stico do setor. Mas as empresas ainda refrat\u00e1rias a esse diagn\u00f3stico\u201d \u2013 Paulo Cervo, auditor fiscal do Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego.<\/p>\n<p>A Brasil Foods foi multada em R$ 4,7 milh\u00f5es por descumprir decis\u00e3o judicial que a obrigava a conceder pausas para recupera\u00e7\u00e3o de seus empregados em Capinzal (SC). O procurador do Trabalho Sandro Sard\u00e1 afirmou que a empresa investiu cerca de R$ 50 milh\u00f5es em automa\u00e7\u00e3o de seus processos industriais na unidade mas \u201cos empregados continuam submetidos a um ritmo de trabalho intenso e incompat\u00edvel com a sa\u00fade f\u00edsica e mental, com a realiza\u00e7\u00e3o de 70 a 120 movimentos por minuto, quando estudos apontam que o limite de 30 a 35 movimentos por minuto n\u00e3o deve ser excedido\u201d.<\/p>\n<p>De acordo com o MPT, estudos realizados pelo Programa de Reabilita\u00e7\u00e3o Ampliado da pr\u00f3pria BRF Brasil Foods, em outra unidade, a de Videira, mostram que 68,1% dos empregados do setor de aves e 65,31% do setor de su\u00ednos sentem dores causados pelo trabalho; 70,89% dos postos precisam de interven\u00e7\u00e3o ergon\u00f4micas no setor de aves e 95,5% no de su\u00ednos; 30,24% dos empregados manifestaram dormir mal no setor de aves e 33,18% no setor de su\u00ednos. E, o mais alarmante: 12,26% dos empregados informaram que, alguma vez, pensaram em acabar com a sua vida no setor de aves e 13,46% no setor de su\u00ednos.<\/p>\n<p>A Marfrig, dona da Seara, e palco de onde ocorreu a intoxica\u00e7\u00e3o de g\u00e1s desta ter\u00e7a disputa com a JBS Friboi o posto de maior empresa processadora de prote\u00edna animal do planeta. Ela foi multada em R$ 1 milh\u00e3o pela Pol\u00edcia Militar Ambiental pelo ocorrido, que ainda ser\u00e1 investigado.<\/p>\n<p>A \u00fanica certeza que j\u00e1\u00a0se tira do epis\u00f3dio \u00e9\u00a0de que o Brasil tornou-se refer\u00eancia global na produ\u00e7\u00e3o de carne, mas n\u00e3o est\u00e1\u00a0conseguindo garantir seguran\u00e7a e qualidade de vida a quem torna isso poss\u00edvel, l\u00e1\u00a0na base.<\/p>\n<p>As quatro mortes s\u00e3o novas, mas n\u00e3o foram as primeiras. E, pelo visto, nem ser\u00e3o as \u00faltimas.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Governo arrecada R$ 24,5 bilh\u00f5es com leil\u00e3o de aeroportos<\/strong><\/p>\n<p><em>G1<\/em><\/p>\n<p>As ofertas vencedoras do leil\u00e3o dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Bras\u00edlia, realizado nesta segunda-feira (6) na Bolsa de Valores de S\u00e3o Paulo (Bovespa), somaram R$ 24,5351325 bilh\u00f5es, segundo dados apresentados na pr\u00f3pria bolsa. O \u00e1gio total do leil\u00e3o foi de 347%, considerando o valor m\u00ednimo R$ 5,477 bilh\u00f5es que o governo pedia pelos tr\u00eas aeroportos.<\/p>\n<p>O aeroporto de Guarulhos foi arrematado pelo cons\u00f3rcio Invepar (composto pela Invepar Investimentos e Participa\u00e7\u00f5es e Infraestrutura, com participa\u00e7\u00e3o de 90%, e operadora Airport Company South Africa, com 10%), por R$ 16,213 bilh\u00f5es, com \u00e1gio de 373,5% sobre o valor m\u00ednimo estabelecido pela Ag\u00eancia Nacional de Avia\u00e7\u00e3o Civil (Anac).<\/p>\n<p>A concess\u00e3o de Viracopos, em Campinas, ficou com o cons\u00f3rcio Aeroportos Brasil (45% pela Triunfo Participa\u00e7\u00f5es e Investimentos, 45% da UTC Participa\u00e7\u00f5es e 10% da Egis Airport Operation, da Fran\u00e7a), que ofereceu R$ 3,821 bilh\u00f5es, um \u00e1gio de 159,75%.<\/p>\n<p>J\u00e1\u00a0o terminal de Bras\u00edlia ficou com o cons\u00f3rcio Infram\u00e9rica Aeroportos (50% da Infravix Participa\u00e7\u00f5es e 50% da Corporation America, da Argentina), R$ 4,501 bilh\u00f5es, com \u00e1gio de 673,89%. O cons\u00f3rcio \u00e9 o mesmo respons\u00e1vel pela administra\u00e7\u00e3o do aeroporto de S\u00e3o Gon\u00e7alo do Amarante, no Rio Grande do Norte, leiloado em agosto de 2011.<\/p>\n<p>A Infraero, empresa estatal que atualmente administra os aeroportos leiloados, ter\u00e1\u00a0uma participa\u00e7\u00e3o de 49% em cada um dos tr\u00eas cons\u00f3rcios vencedores. Segundo o presidente da Infraero, Gustavo do Vale, mesmo com essa participa\u00e7\u00e3o de 49%, a empresa &#8220;n\u00e3o vai interferir na administra\u00e7\u00e3o. Vai ser um s\u00f3cio parceiro&#8221;. Segundo Vale, a participa\u00e7\u00e3o da Infraero \u00e9\u00a0para que a estatal continue a receber dividendos e tenha sua receita garantida, uma vez que que continuar\u00e1 administrando outros 63 aeroportos pelo pa\u00eds.<\/p>\n<p>O ministro-chefe da Secretaria de Avia\u00e7\u00e3o Civil, Wagner Bittencourt, afirmou considerar o resultado &#8220;bastante expressivo&#8221;. Na avalia\u00e7\u00e3o dele, o leil\u00e3o sinaliza que os investimentos no pa\u00eds s\u00e3o seguros e rent\u00e1veis.<\/p>\n<p>A assinatura dos contratos dever\u00e1\u00a0 ser feita em at\u00e9\u00a045 dias ap\u00f3s a homologa\u00e7\u00e3o do leil\u00e3o, o que deve ocorrer em 20 de mar\u00e7o, segundo a Anac. A partir da celebra\u00e7\u00e3o do contrato, haver\u00e1 um per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o de seis meses (prorrog\u00e1vel por mais seis meses ), no qual a concession\u00e1ria administrar\u00e1 o aeroporto em conjunto com a Infraero. Ap\u00f3s esse per\u00edodo, a concession\u00e1ria assume a totalidade das opera\u00e7\u00f5es do aeroporto.<\/p>\n<p>As concession\u00e1rias vencedoras ir\u00e3o administrar os aeroportos durante o prazo de concess\u00e3o, de 30 anos para Campinas, 25 anos para Bras\u00edlia e 20 anos para Guarulhos.<\/p>\n<p>A expectativa do governo \u00e9\u00a0que, com administrador privado, as obras de amplia\u00e7\u00e3o e melhoria desses aeroportos sejam aceleradas. O governo tem pressa em realizar os investimentos para atender ao aumento da demanda por voos e tamb\u00e9m por conta da Copa de 2014.<\/p>\n<p>A SAC destacou que o modelo &#8220;n\u00e3o pressup\u00f5e aumento de tarifa para os usu\u00e1rios&#8221; e que o objetivo do governo com a concess\u00e3o para a iniciativa privada \u00e9\u00a0que a concorr\u00eancia permita inclusive a cobran\u00e7a de tarifa abaixo do teto fixado pelo contrato de concess\u00e3o.<\/p>\n<p>O presidente da Infraero explicou que as concession\u00e1rias assumir\u00e3o todos os contratos existentes em cada aeroporto. Segundo Gustavo do Valle, os contratos existentes atualmente com prestadores de servi\u00e7os, administradores de lojas e estacionamentos, entre outros, poder\u00e3o ser renegociados a partir do momento da assinatura dos contratos de concess\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;As concession\u00e1rias v\u00e3o administrar todos os contratos&#8221;, disse. &#8220;Todos os contratos da Infraero t\u00eam regras, entre elas a de renegocia\u00e7\u00e3o&#8221;. &#8220;Eles [os contratos] simplesmente passam a ser contratos entre dois entes privados&#8221;, acrescentou.<\/p>\n<p>Pagamentos<\/p>\n<p>Ainda segundo a Anac, os valores oferecidos pelas concess\u00f5es (outorgas) ser\u00e3o pagos em parcelas anuais, ao logo do prazo de concess\u00e3o de cada aeroporto, com valores corrigidos pelo \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA). Os recursos ser\u00e3o repassados ao Fundo Nacional de Avia\u00e7\u00e3o Civil, e dever\u00e3o ajudar a manter e melhorar os demais aeroportos do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do valor da outorga, as concession\u00e1rias tamb\u00e9m ter\u00e3o que repassar, anualmente, um percentual da receita bruta ao governo. Para o aeroporto de Guarulhos, esse percentual foi fixado em 10% sobre a receita bruta. Para Viracopos, a contribui\u00e7\u00e3o vari\u00e1vel ser\u00e1\u00a0de 5%, e em Bras\u00edlia, de 2%.<\/p>\n<p><strong>Concess\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Este \u00e9\u00a0o segundo processo de concess\u00e3o de aeroportos tocado pelo governo federal. O terminal de S\u00e3o Gon\u00e7alo do Amarante (RN), leiloado em agosto de 2011, foi o primeiro a ser entregue para administra\u00e7\u00e3o da iniciativa privada.<\/p>\n<p>Entre as justificativas apresentadas pelo governo para conceder os aeroportos \u00e0\u00a0iniciativa privada est\u00e1\u00a0a necessidade de acelerar os investimentos na amplia\u00e7\u00e3o e melhoria da infraestrutura para atender ao crescimento da demanda por voos no pa\u00eds que, apenas entre janeiro e novembro de 2011, foi de 16,63%.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o governo tem urg\u00eancia em preparar os aeroportos para a Copa de 2014. O contrato que ser\u00e1\u00a0 assinado com as concession\u00e1rias as obriga a concluir um conjunto de obras or\u00e7ado em R$ 2,8 bilh\u00f5es antes da competi\u00e7\u00e3o, sob pena de multa.<\/p>\n<p>No total, os tr\u00eas aeroportos devem receber R$ 16 bilh\u00f5es em investimentos durante o per\u00edodo de concess\u00e3o, que ser\u00e1\u00a0de 20 anos para Guarulhos, 25 anos para Bras\u00edlia e 30 anos para Campinas.<\/p>\n<p><strong>S\u00f3cio estrangeiro<\/strong><\/p>\n<p>O edital obrigava que os cons\u00f3rcios que disputassem a licita\u00e7\u00e3o contassem com s\u00f3cio estrangeiro. Isso acontece porque, segundo o edital, pelo menos um dos parceiros deve ter experi\u00eancia na administra\u00e7\u00e3o de aeroporto com movimento superior a 5 milh\u00f5es de passageiros por ano. No Brasil, apenas a Infraero se enquadra nesse quesito.<\/p>\n<p>As concess\u00f5es ser\u00e3o feitas a Sociedades de Prop\u00f3sito Espec\u00edfico (SPEs), que ser\u00e3o constitu\u00eddas por investidores privados, com participa\u00e7\u00e3o de at\u00e9 49% da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportu\u00e1ria (Infraero). A SPE, que ser\u00e1 uma empresa privada, ficar\u00e1 respons\u00e1vel por novos investimentos e pela gest\u00e3o desses aeroportos.<\/p>\n<p>Os vencedores:<\/p>\n<p><strong>Guarulhos (SP)<\/strong><\/p>\n<p>Cons\u00f3rcio: Invepar<\/p>\n<p>Lance: R$ 16,213 bilh\u00f5es<\/p>\n<p>\u00c1gio: 373,5%<\/p>\n<p>Composi\u00e7\u00e3o do cons\u00f3rcio:<\/p>\n<p>Invepar Investimentos e Participa\u00e7\u00f5es e Infraestrutura (cujos s\u00f3cios s\u00e3o os tr\u00eas maiores fundos de pens\u00e3o do pa\u00eds \u2013 Previ, Petros e Funcef \u2013 e a construtora OAS, e administradores de rodovias como a Raposo Tavares e Rio-Teres\u00f3polis e da Linha Amarela, no Rio de Janeiro), com participa\u00e7\u00e3o de 90%, e operadora Airport Company South Africa, com 10%<\/p>\n<p><strong>Viracopos (Campinas, SP)<\/strong><\/p>\n<p>Cons\u00f3rcio: Aeroportos Brasil<\/p>\n<p>Lance: R$ 3,821 bilh\u00f5es<\/p>\n<p>\u00c1gio: 159,75%<\/p>\n<p>Composi\u00e7\u00e3o do cons\u00f3rcio: Triunfo Participa\u00e7\u00f5es e Investimentos (que administra 641 quil\u00f4metros de rodovias no Sul e no Sudeste do Brasil, por meio das concession\u00e1rias Concepa, Concer e Econorte, compartilha o controle da Portonave, por meio do qual explora o porto de Navegantes, e det\u00e9m a concess\u00e3o da Usina Hidrel\u00e9trica de Salto), com 45%, UTC Participa\u00e7\u00f5es (grupo de engenharia brasileiro com atua\u00e7\u00e3o na hidrel\u00e9trica de Tucuru\u00ed), com 45%, e Egis Airport Operation, da Fran\u00e7a, com 10%<\/p>\n<p><strong>Bras\u00edlia<\/strong><\/p>\n<p>Cons\u00f3rcio: Infram\u00e9rica Aeroportos<\/p>\n<p>Lance: R$ 4,501 bilh\u00f5es<\/p>\n<p>\u00c1gio: 673,89%<\/p>\n<p>Composi\u00e7\u00e3o do cons\u00f3rcio: Infravix Participa\u00e7\u00f5es (do grupo Engevix, que j\u00e1 opera o aeroporto de S\u00e3o Gon\u00e7alo do Amarante, no Rio Grande do Norte), com 50%, e Corporation America, da Argentina, com 50%.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>&#8220;Crise banc\u00e1ria vai al\u00e9m da d\u00edvida soberana&#8221;<\/strong><\/p>\n<p><em>Valor Econ\u00f4mico<\/em><\/p>\n<p>Os s\u00e9rios problemas de restri\u00e7\u00e3o de capital enfrentados pelo sistema financeiro na Europa v\u00e3o al\u00e9m de uma solu\u00e7\u00e3o para a crise da d\u00edvida soberana nos pa\u00edses da regi\u00e3o. A an\u00e1lise \u00e9\u00a0de Randal Quarles, ex-sub-secret\u00e1rio do Tesouro americano e hoje diretor respons\u00e1vel pelas opera\u00e7\u00f5es globais na \u00e1rea financeira do fundo Carlyle.<\/p>\n<p>Com os bancos em situa\u00e7\u00e3o delicada, a possibilidade de ruptura no cen\u00e1rio internacional ainda n\u00e3o est\u00e1\u00a0 descartada, apesar da recupera\u00e7\u00e3o recente nos mercados desde o in\u00edcio do ano, alerta o executivo. &#8220;O risco de um n\u00edvel severo de p\u00e2nico como houve no mercado de cr\u00e9dito em 2008 e nos mercados acion\u00e1rios em 2009 nos Estados Unidos \u00e9\u00a0muito menor, mas n\u00e3o porque os problemas estejam resolvidos&#8221;, afirmou, em entrevista ao Valor durante passagem pelo pa\u00eds para encontros com clientes.<\/p>\n<p>Para Quarles, embora o sistema financeiro americano ainda esteja longe da normalidade, as autoridades foram mais bem sucedidas, ao assumir o balan\u00e7o das institui\u00e7\u00f5es com problemas, no trabalho de desinflar a bolha de cr\u00e9dito que, caso estourasse, poderia trazer consequ\u00eancias &#8220;irrevers\u00edveis&#8221; para a economia. Do lado europeu, no entanto, o mesmo n\u00e3o ocorreu, at\u00e9 porque a margem de manobra dos governos &#8211; envolvidos com suas pr\u00f3prias d\u00edvidas &#8211; para recapitalizar os bancos \u00e9 bem menor.<\/p>\n<p>Quarles avalia que a crise soberana deve ser contornada, provavelmente com algum tipo de reestrutura\u00e7\u00e3o em alguns pa\u00edses, mas n\u00e3o ser\u00e1 suficiente para desatar o n\u00f3 do sistema banc\u00e1rio na Europa, onde o setor financeiro possui uma representatividade maior em rela\u00e7\u00e3o ao PIB do que nos Estados Unidos. &#8220;Mesmo se houvesse uma solu\u00e7\u00e3o na qual se evitasse um calote, o que seria dif\u00edcil, ainda haveria o problema dos bancos, que \u00e9 superior \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o deles \u00e0s d\u00edvidas soberanas.&#8221;<\/p>\n<p>As medidas tomadas pelas autoridades europeias, at\u00e9 o momento concentradas na concess\u00e3o de liquidez \u00e0s institui\u00e7\u00f5es, v\u00e3o no caminho certo, segundo Quarles. Nenhuma delas, por\u00e9m, resolve o problema central dos bancos, que \u00e9 a falta de capital para fazer frente \u00e0 alt\u00edssima alavancagem e aos ativos ruins dentro dos balan\u00e7os. &#8220;No fim do dia, o problema \u00e9 muito maior do que qualquer medida tomada at\u00e9 agora para resolv\u00ea-lo&#8221;, avalia.<\/p>\n<p>O executivo atribui a melhora recente na percep\u00e7\u00e3o dos investidores aos avan\u00e7os tanto na economia americana como na Europa, onde o risco de p\u00e2nico foi evitado, ao menos por hora. &#8220;Houve bons progressos, mas ainda n\u00e3o passamos da metade do caminho. Na verdade, estamos come\u00e7ando a resolver os problemas.&#8221; Para ele, a necessidade de desalavancagem nos EUA e o risco ainda presente de ruptura na Europa devem atuar como &#8220;vento contr\u00e1rio&#8221; \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o dos mercados.<\/p>\n<p>Como investidor, Quarles v\u00ea o momento de crise como uma grande oportunidade de se posicionar no setor financeiro. Atualmente, o Carlyle possui participa\u00e7\u00f5es em 11 empresas do segmento, a maior parte nos EUA e todas adquiridas depois de 2008. O fundo tamb\u00e9m avalia neg\u00f3cios na Europa, tanto participando diretamente da capitaliza\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es como de forma indireta, na compra de subsidi\u00e1rias que devem ser vendidas durante esse processo.<\/p>\n<p>O Carlyle tamb\u00e9m procura &#8220;ativamente&#8221; oportunidades de investimento no setor financeiro no Brasil, de acordo com o executivo. &#8220;O grande problema, justamente porque o pa\u00eds est\u00e1 crescendo, \u00e9 que os pre\u00e7os est\u00e3o altos. Do ponto de vista estrat\u00e9gico, \u00e9 \u00f3timo, mas como investidor \u00e9 mais dif\u00edcil achar a oportunidade certa de investimento&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Quarles, que estava no governo americano e acompanhou de perto tanto a crise argentina como a turbul\u00eancia enfrentada pelo Brasil durante as elei\u00e7\u00f5es presidenciais de 2002, elogiou os avan\u00e7os da economia nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p>Para o executivo, a principal preocupa\u00e7\u00e3o do investidor estrangeiro sobre o pa\u00eds hoje \u00e9\u00a0o grau de exposi\u00e7\u00e3o \u00e0\u00a0China. Ele avalia, contudo, que a economia brasileira possui uma base diversificada e, portanto, menos dependente do gigante asi\u00e1tico do que outros pa\u00edses, como a Austr\u00e1lia. E, mesmo em caso de uma redu\u00e7\u00e3o no ritmo chin\u00eas, os efeitos para o pa\u00eds seriam mais concentrados na venda de materiais b\u00e1sicos, enquanto a pauta de exporta\u00e7\u00f5es brasileiras inclui tamb\u00e9m produtos agr\u00edcolas, que seriam menos afetados.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Investimento europeu no Brasil vai aumentar, diz dirigente austr\u00edaco<\/strong><\/p>\n<p><em>Valor Econ\u00f4mico<\/em><\/p>\n<p>Apesar da crise na zona do euro, os investimentos das companhias europeias no Brasil n\u00e3o ser\u00e3o afetados, ainda que a cautela esteja presente entre os investidores. A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 do terceiro homem na escala de poder da \u00c1ustria, Christoph Leitl, presidente da C\u00e2mara Federal de Economia do pa\u00eds.<\/p>\n<p>&#8220;Os investimentos para o Brasil devem aumentar, pois h\u00e1\u00a0uma condi\u00e7\u00e3o essencial: demanda. O pa\u00eds est\u00e1\u00a0crescendo, assim como o consumo. Em tempos de crise os investidores ficam mais cautelosos, mas as condi\u00e7\u00f5es gerais s\u00e3o promissoras&#8221;, disse em entrevista ao Valor.<\/p>\n<p>Na semana passada, Leitl chefiou uma delega\u00e7\u00e3o de empres\u00e1rios austr\u00edacos no Brasil, que estiveram no pa\u00eds com a inten\u00e7\u00e3o de aumentar a presen\u00e7a de investimentos e produtos. No ano passado, a corrente de com\u00e9rcio entre os dois pa\u00edses alcan\u00e7ou US$ 1,89 bilh\u00e3o, com a \u00c1ustria respons\u00e1vel pela venda de US$ 1,47 bilh\u00e3o a brasileiros. Entre os recados que Leitl transmitiu nas conversas com empres\u00e1rios e autoridades do governo, &#8220;reclamou&#8221; da insist\u00eancia com que no Brasil se fala em crise.<\/p>\n<p>&#8220;Eu n\u00e3o vejo crise hoje. Eu vejo desacelera\u00e7\u00e3o do Produto Interno Bruto (PIB) europeu. Crise houve em 2009, quando o PIB diminuiu. N\u00f3s temos problemas, sem d\u00favida, mas Portugal e Gr\u00e9cia n\u00e3o dominam a economia da UE. Eles perderam suas ind\u00fastrias e a capacidade de competir. Espanha e It\u00e1lia, por exemplo, est\u00e3o reagindo, mantendo suas ind\u00fastrias. Eles precisam de investimentos, mas v\u00e3o voltar a crescer&#8221;, disse Leitl. &#8220;N\u00f3s n\u00e3o vamos cair. O perigo \u00e9 o sistema financeiro, que precisa ser estabilizado e ter regras.&#8221;<\/p>\n<p>Um exemplo do maior apetite pelo mercado brasileiro \u00e9\u00a0a entrada de investimentos de pa\u00edses europeus no pa\u00eds. No ano passado, os austr\u00edacos colocaram US$ 1,5 bilh\u00e3o no Brasil. O n\u00famero \u00e9\u00a0maior que o investimento alem\u00e3o, por exemplo, que alcan\u00e7ou R$ 1,1 bilh\u00e3o, segundo dados do Banco Central. J\u00e1\u00a0a soma de capitais ingleses, italianos, espanh\u00f3is, e franceses alcan\u00e7ou R$ 14,9 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Para evitar que novas crises voltem a atingir a zona do euro, Leitl defende que o mercado financeiro mundial seja regulado pelo G-20, o que significa presen\u00e7a do Brasil, entre outros emergentes. &#8220;Aprendemos em 2009: o mercado precisa de regras e puni\u00e7\u00f5es para quem as infringe em um \u00e2mbito global&#8221;, avalia o dirigente austr\u00edaco.<\/p>\n<p>&#8220;Se aqueles que foram eleitos democraticamente n\u00e3o fizerem isso, as crises ir\u00e3o se repetir. N\u00e3o podemos bancar outra crise, n\u00e3o temos mais dinheiro para isso, por isso precisamos evitar que elas aconte\u00e7am. Todo mundo tem interesse nisso, exceto dois pa\u00edses: Estados Unidos e Reino Unido&#8221;, diz Leitl.<\/p>\n<p>Interessado em ampliar o com\u00e9rcio n\u00e3o s\u00f3\u00a0da \u00c1ustria com o Brasil, mas de todo o continente europeu, Leitl lembrou que h\u00e1 cinco anos, em 2006, a Uni\u00e3o Europeia fez previs\u00e3o de dobrar a corrente de com\u00e9rcio com a Am\u00e9rica Latina em cinco anos &#8211; e isso aconteceu.<\/p>\n<p>&#8220;Todo mundo achou que n\u00e3o iria funcionar na \u00e9poca, mas passamos de \u20ac100 bilh\u00f5es para \u20ac\u00a0200 bilh\u00f5es. Estou otimista com o futuro. Sei que o Brasil est\u00e1\u00a0reclamando que a balan\u00e7a comercial n\u00e3o\u00a0\u00e9\u00a0favor\u00e1vel ao pa\u00eds, mas minha resposta \u00e9: invista nos seus produtos e melhore a competitividade&#8221;, aconselha o presidente da C\u00e2mara Federal de Economia da \u00c1ustria.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Cuba denuncia aumento do embargo americano no governo Obama<\/strong><\/p>\n<p><em>07 de fevereiro de 2012\u00a0<strong>\u2022<\/strong> 16h09\u00a0<strong>\u2022<\/strong> atualizado \u00e0s 16h32<\/em><\/p>\n<p>O embargo econ\u00f4mico e comercial aplicado a Cuba pelos Estados Unidos, que nesta ter\u00e7a-feira completa 50 anos de vig\u00eancia, intensificou-se durante o governo de Barack Obama, informaram hoje meios de comunica\u00e7\u00e3o oficiais cubanos. A diretora de Assuntos Multilaterais do Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores de Cuba, Anayansi Rodr\u00edguez, negou que o governo de Obama tenha impulsionado &#8220;flexibiliza\u00e7\u00f5es&#8221; na aplica\u00e7\u00e3o dessa pol\u00edtica, segundo uma entrevista divulgada pela ag\u00eancia cubana\u00a0<em>Prensa Latina<\/em>.<\/p>\n<p>&#8220;De maneira recorrente, a administra\u00e7\u00e3o de Barack Obama manipula o discurso da suposta flexibiliza\u00e7\u00e3o, em prol de criar perante a comunidade internacional a imagem que agora corresponde \u00e0 ilha dar passos rumo a melhores rela\u00e7\u00f5es bilaterais&#8221;, declarou Anayansi. A funcion\u00e1ria ressaltou que o embargo, conhecido em Cuba como bloqueio, completa cinco d\u00e9cadas em meio ao &#8220;recrudescimento de seus mecanismos de persegui\u00e7\u00e3o e cerco&#8221;, com destaque para sua &#8220;personalidade extraterritorial&#8221; mediante &#8220;uma maior persegui\u00e7\u00e3o das transa\u00e7\u00f5es financeiras de Cuba em qualquer lugar do mundo&#8221;.<\/p>\n<p>O embargo econ\u00f4mico, comercial e financeiro dos EUA a Cuba foi oficializado em 7 de fevereiro de 1962 durante o governo do democrata John F. Kennedy, e constitui um dos principais conflitos nas rela\u00e7\u00f5es bilaterais. Em seu relat\u00f3rio oficial de 2011 sobre os efeitos do bloqueio, Cuba considerou essa pol\u00edtica como o &#8220;principal obst\u00e1culo&#8221; para o desenvolvimento da ilha e cifrou os danos econ\u00f4micos diretos produzidos at\u00e9 dezembro de 2010 em US$ 104 bilh\u00f5es a pre\u00e7os correntes.<\/p>\n<div>Anayansi advertiu que a flexibiliza\u00e7\u00e3o de Obama quanto \u00e0 autoriza\u00e7\u00e3o de algumas categorias de viagens, remessas, e permiss\u00e3o a aeroportos para despachar voos charter a Cuba s\u00e3o &#8220;passos positivos&#8221;, mas &#8220;n\u00e3o implicam um relaxamento das press\u00f5es do cerco&#8221;. Nesse sentido, insistiu que Cuba continua sem poder importar e exportar aos EUA, sem poder utilizar o d\u00f3lar americano em suas transa\u00e7\u00f5es, e sem acesso aos principais mecanismos internacionais para cr\u00e9ditos e fundos, enquanto os cidad\u00e3os americanos comuns n\u00e3o podem viajar \u00e0 ilha sem autoriza\u00e7\u00e3o do governo.<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\nValor Econ\u00f4mico\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2370\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-2370","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-Ce","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2370","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2370"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2370\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2370"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2370"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2370"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}