{"id":2374,"date":"2012-02-07T20:52:32","date_gmt":"2012-02-07T20:52:32","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=2374"},"modified":"2012-02-07T20:52:32","modified_gmt":"2012-02-07T20:52:32","slug":"8000-presos-politicos-na-colombia-rompamos-o-silencio-exigir-a-liberdade-para-os-presos-politicos-e-parte-medular-da-construcao-de-uma-verdadeira-paz-com-justica-social","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2374","title":{"rendered":"8000 presos pol\u00edticos na Col\u00f4mbia: rompamos o sil\u00eancio! Exigir a liberdade para os presos pol\u00edticos \u00e9 parte medular da constru\u00e7\u00e3o de uma verdadeira paz com justi\u00e7a social"},"content":{"rendered":"\n<p>Estima-se em mais de 7.500 os homens e as mulheres que atualmente s\u00e3o v\u00edtimas do encarceramento pol\u00edtico na Col\u00f4mbia, um \u00faltimo informe de finais de 2011, fala de 9.500 presos pol\u00edticos; a cifra de 7.500 \u00e9 uma cifra com a qual v\u00eam trabalhando as organiza\u00e7\u00f5es de defesa de direitos humanos j\u00e1 h\u00e1 alguns anos, o que indica que muito provavelmente essa cifra hoje estaria defasada, dado o incremento de encarceramentos pol\u00edticos nos \u00faltimos anos sob os governos de Uribe e agora de Santos, sob o qual estes encarceramentos pol\u00edticos continuam se incrementando de maneira exponencial. A exist\u00eancia de milhares de presos pol\u00edticos \u00e9\u00a0<strong>testemunho da guerra repressiva desatada pelo estado colombiano contra a reivindica\u00e7\u00e3o social; portanto exigir a liberdade para os presos pol\u00edticos \u00e9 parte medular da constru\u00e7\u00e3o de uma verdadeira paz com justi\u00e7a social<\/strong>.<\/p>\n<p>Na Col\u00f4mbia, o capitalismo expressa os estertores de um agonizante: o terror correspondente ao saque dos recursos para benef\u00edcio do grande capital \u00e9 aplicado da maneira mais escancarada contra a popula\u00e7\u00e3o, com a finalidade de expulsar quantidades enormes de pessoas das zonas cobi\u00e7adas, e de eliminar reivindica\u00e7\u00f5es. E, nesses tempos nos quais o capitalismo mundial aprofunda ao extremo as contradi\u00e7\u00f5es entre acumula\u00e7\u00e3o capitalista e a sobreviv\u00eancia da esp\u00e9cie, as estrat\u00e9gias repressivas desenvolvidas na Col\u00f4mbia s\u00e3o destinadas tamb\u00e9m a ser aplicadas na regi\u00e3o, o que constitui mais uma raz\u00e3o para se solidarizar com o povo colombiano \u2013 al\u00e9m das raz\u00f5es \u00e9ticas.<\/p>\n<p>Para aprofundar mais, segue esse texto que faz parte de uma s\u00e9rie de textos sobre o tema:<\/p>\n<p><strong>Milhares de presos pol\u00edticos s\u00e3o o rosto da empatia crivada de balas<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.rebelion.org\/mostrar.php?tipo=5&amp;id=Azalea%20Robles&amp;inicio=0\" target=\"_blank\"><em>Azalea Robles<\/em><\/a><\/p>\n<p><strong>A quantidade alarmante de presos pol\u00edticos manifesta uma situa\u00e7\u00e3o grav\u00edssima de repress\u00e3o contra o pensamento cr\u00edtico, contra a reivindica\u00e7\u00e3o social e o direito \u00e0 participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, s\u00f3 compar\u00e1vel a situa\u00e7\u00e3o das liberdades feridas de uma ditadura militar.<\/strong><\/p>\n<p><strong>1. Introdu\u00e7\u00e3o a uma realidade tornada invis\u00edvel<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 pelo menos 7.500 presos pol\u00edticos na Col\u00f4mbia, outro triste \u201crecorde\u201d de um Estado cujo n\u00edvel de repress\u00e3o e de exterm\u00ednio da oposi\u00e7\u00e3o ultrapassa inclusive o das ditaduras assumidas como tal e que, contudo, goza de amplo benepl\u00e1cito da diplomacia internacional, porque a chamada \u201ccomunidade internacional\u201d fecha muito facilmente os olhos sobre os genoc\u00eddios se estes permitem o saque dos recursos do pa\u00eds invadido. A maioria dos presos pol\u00edticos na Col\u00f4mbia s\u00e3o civis encarcerados sob montagens judiciais: sindicalistas, jornalistas, acad\u00eamicos, estudantes, ambientalistas e camponeses presos para calar sua reivindica\u00e7\u00e3o social, desagregar a organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e calar o pensamento cr\u00edtico. A pr\u00e1tica repressiva dos encarceramentos arbitr\u00e1rios seguem se agravando. 90% dos presos pol\u00edticos s\u00e3o civis, os presos pol\u00edticos e de guerra das organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e militares FARC e ELN s\u00e3o aproximadamente 10% do total de presos pol\u00edticos.<\/p>\n<p>Apresento nesta introdu\u00e7\u00e3o dois testemunhos de presos pol\u00edticos por serem esclarecedores de uma realidade silenciada:<\/p>\n<p>O professor Miguel \u00c1ngel Beltr\u00e1n, preso pol\u00edtico por anos: \u201c<em>A atitude de que todo aquele que investiga a realidade social com uma lente cr\u00edtica \u00e9 apelidado de guerrilheiro prov\u00e9m de um Estado que persegue e criminaliza aqueles que pensamos diferente. Meus escritos foram tomados como prova para me acusar de delito de rebeli\u00e3o, o que constitui uma clara persegui\u00e7\u00e3o ao pensamento cr\u00edtico. O prop\u00f3sito do regime de me manter privado da liberdade \u00e9 enviar uma clara mensagem aos acad\u00eamicos cr\u00edticos e \u00e0 universidade p\u00fablica em geral: \u2018cuidado ao estudar o conflito social e armado com uma perspectiva diferente da oficial, porque vejam o que lhes pode acontecer\u2019. E isto cala alguns setores.\u201d <\/em>[1]<\/p>\n<p>7.500 presos pol\u00edticos: estudantes, camponeses, ambientalistas, advogados, investigadores, sindicalistas, defensores de direitos humanos&#8230; Encarcerados sob montagens judiciais.<\/p>\n<p>Marinelly Hern\u00e1ndez, presa pol\u00edtica e de guerra \u00e9 testemunha das aberrantes torturas que o Estado colombiano comete contra os familiares dos insurgentes, uma realidade silenciada:\u00a0<em>\u201cAo nosso pai, o<\/em><strong><em> Ex\u00e9rcito colombiano, em uni\u00e3o com os paramilitares o pendurou vivo pelas suas m\u00e3os introduzindo ganchos <\/em><\/strong><em>em suas extremidades como se fosse carne de matadouro, logo cortaram seu est\u00f4mago e todo seu corpo com uma navalha, depois destru\u00edram seus l\u00e1bios como se talha os pescados, por \u00faltimo, lhe deram um tiro de gra\u00e7a em sua cabe\u00e7a; segunda o m\u00e9dico legista, o nosso pai foi <\/em><strong><em>torturado vivo. <\/em><\/strong><em>Meu papai tinha 70 anos de idade. Como \u00e9 poss\u00edvel que fa\u00e7am isso com um anci\u00e3o, taxando ele de guerrilheiro? Por acaso de eu ser revolucion\u00e1ria, teriam que cobrar isso com a vida de meu pai?\u201d <\/em>[2]<\/p>\n<p>Marinelly, de uma fam\u00edlia camponesa, narra que durante sua inf\u00e2ncia viveu na pr\u00f3pria carne as agress\u00f5es que o Ex\u00e9rcito colombiano desatou contra o campesinato por pertencer ao partido opositor Uni\u00e3o Patri\u00f3tica (UP); foi testemunha de m\u00faltiplos assassinatos de camponeses, amigos e familiares, cujos corpos eram abandonados com sinais de tortura ou desmembramento:<em>\u201cparte da guerra suja e psicol\u00f3gica que implementaram para assustar aos lutadores populares.\u201d<\/em><\/p>\n<p>A prisioneira explica que as viola\u00e7\u00f5es do Estado colombiano a empurraram para a insurg\u00eancia, como sua\u00a0<em>\u201c\u00fanica forma de preservar a vida, lutar por ela e reclamar nossos direitos\u201d <\/em>e evitar<em>\u201cterminar massacrada, torturada ou deficiente para ser exemplificada como caem muitos camponeses, ou terminar sendo deslocada e vivendo de esmolas nas cidades\u201d. <\/em>[Ibid. ]<\/p>\n<p>O trabalho dos defensores de direitos humanos e advogados de presos pol\u00edticos \u00e9 dificil\u00edssimo, sendo estes v\u00edtimas de uma encarni\u00e7ada persegui\u00e7\u00e3o estatal que acarretaram desaparecimentos for\u00e7ados, assassinatos e at\u00e9 encarceramentos de defensores e advogados de presos pol\u00edticos. Por esta raz\u00e3o, os estudos, den\u00fancias e a comunica\u00e7\u00e3o com os mesmos presos se v\u00ea dificultada. A persegui\u00e7\u00e3o contra os que exercem a solidariedade com os presos pol\u00edticos, o isolamento, as transfer\u00eancias, os castigos contra os presos, defensores de direitos humanos e as amea\u00e7as contra familiares unidos ao sil\u00eancio implac\u00e1vel dos meios de comunica\u00e7\u00e3o de massa, constituem o ocultamento de uma realidade cujas dimens\u00f5es manifestam o car\u00e1ter profundamente antidemocr\u00e1tico do Estado colombiano.<\/p>\n<p>Esta subestima\u00e7\u00e3o midi\u00e1tica dos milhares de presos pol\u00edticos domesticou inclusive as mentes de grande parte da\u00a0<em>\u201cesquerda\u201d<\/em>, que n\u00e3o os reclama devidamente; adotando como prioridade as reivindica\u00e7\u00f5es que imp\u00f5em os\u00a0<em>mass-media<\/em> e deixando quase esquecidos os milhares de mulheres e homens que est\u00e3o hoje atr\u00e1s das grades por empenhar suas vidas na defesa dos direitos humanos e da justi\u00e7a social.<\/p>\n<p>\u00c0 dram\u00e1tica situa\u00e7\u00e3o de ferir o direito de consci\u00eancia, opini\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o social \u00e9 somada que os presos e presas est\u00e3o sofrendo condi\u00e7\u00f5es insalubres de reclus\u00e3o, com a superlota\u00e7\u00e3o extrema e a prolifera\u00e7\u00e3o de epidemias correspondente; sofrendo pen\u00farias da m\u00ednima vitalidade que s\u00e3o formas de tortura e de ferir a integridade e a sa\u00fade, como a priva\u00e7\u00e3o do acesso \u00e0 \u00e1gua por per\u00edodos prolongados [3]; sofrendo atentados contra sua sa\u00fade e direitos b\u00e1sicos como o fornecimento de alimenta\u00e7\u00e3o em estado de decomposi\u00e7\u00e3o ou contaminada at\u00e9 mesmo por mat\u00e9ria fecal [4], como se comprovou em v\u00e1rios pres\u00eddios.<\/p>\n<p>Da mesma maneira, \u00e9 denunciada a pr\u00e1tica de isolar certos presos pol\u00edticos em meio de p\u00e1tios paramilitares, como medida evidente de atentar contra suas vidas. A isso se somam outros<strong>crimes de Estado contra a popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria, como o s\u00e3o as torturas f\u00edsicas e psicol\u00f3gicas e a tortura de negar a assist\u00eancia m\u00e9dica.<\/strong><\/p>\n<p>A declara\u00e7\u00e3o do \u00faltimo encontro em solidariedade com os 7.500 presos pol\u00edticos, expressou:<\/p>\n<p><em>\u201cO Instituto Nacional Penitenci\u00e1rio e Carcer\u00e1rio \u00e9 a principal entidade do Estado comprometida com as torturas, tratos crueis e desumanos e com sua participa\u00e7\u00e3o na comiss\u00e3o de delitos de lesa-humanidade. Denunciamos a entrega de prisioneiros pol\u00edticos, por parte do INPEC, aos grupos paramilitares nas sa\u00eddas dos centros de reclus\u00e3o e a morte dos prisioneiros (\u2026) A superlota\u00e7\u00e3o obedece ao aumento de internos como pol\u00edtica criminosa do Estado de aumentar o n\u00famero de condutas pun\u00edveis e as penas para delitos que \u2018atentam contra a seguran\u00e7a do Estado\u2019. Se mant\u00e9m as condi\u00e7\u00f5es degradantes expostas na senten\u00e7a de tutela T-153 de 1998, que declarou que o sistema penitenci\u00e1rio colombiano violava de maneira massiva e estrutural os direitos fundamentais das pessoas privadas da liberdade, definindo a situa\u00e7\u00e3o como um Estado de coisas inconstitucional.\u201d <\/em>[5]<\/p>\n<p>Apenas finalizado o encontro, as retalia\u00e7\u00f5es do Estado se desataram: tomando san\u00e7\u00f5es arbitr\u00e1rias contra presas e presos pol\u00edticos e atacando com especial brutalidade contra o protesto pac\u00edfico dos presos no c\u00e1rcere de Valledupar que estavam amarrados a 15 metros do solo h\u00e1 semanas em protesto pelas torturas, priva\u00e7\u00e3o de \u00e1gua e tratos degradantes que lhes infligem [6]. A pol\u00edcia procedeu a solt\u00e1-los com viol\u00eancia das estruturas as quais estavam amarrados provocando quedas de at\u00e9 15 metros dos presos; para logo enclausur\u00e1-los e torturar os que ainda estavam conscientes. Os presos do pres\u00eddio relatam que ouviam gritos atrozes de tortura e que assim mesmo viram como a pol\u00edcia arrancava corpos inertes em len\u00e7ois. Contaram mais de 30 feridos e 5 prisioneiros acabaram entre a vida e a morte. [Ib\u00edd.]<\/p>\n<p><strong>2. Atentado contra as liberdades s\u00f3 compar\u00e1vel a uma ditadura militar: a sociedade inteira \u00e9 agredida <\/strong><\/p>\n<p>A quantidade alarmante de presos pol\u00edticos manifesta uma situa\u00e7\u00e3o grav\u00edssima de repress\u00e3o contra o pensamento cr\u00edtico, contra a reivindica\u00e7\u00e3o social e o direito \u00e0 participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, s\u00f3 compar\u00e1vel \u00e0 situa\u00e7\u00e3o de ferir as liberdades de uma ditadura militar. A exist\u00eancia de milhares de presos pol\u00edticos \u00e9 relevante n\u00e3o somente para as mulheres e homens que s\u00e3o v\u00edtimas do encarceramento por suas ideias, n\u00e3o somente para seus familiares que s\u00e3o afundados na dor e na persegui\u00e7\u00e3o, sen\u00e3o tamb\u00e9m para a sociedade em seu conjunto: com efeito, os presos pol\u00edticos s\u00e3o seres humanos arrancados da sociedade, privando esta do capital humano de seres encarcerados precisamente por sua entrega \u00e0 comunidade, pelo seu indispens\u00e1vel trabalho documental, jur\u00eddico, docente, jornal\u00edstico, sociol\u00f3gico, sindical, ambientalista. \u00c9 um atentado contra o desenvolvimento de um povo. O que busca o Estado \u00e9 desarticular a organiza\u00e7\u00e3o social, fazer desaparecer o tecido s\u00f3cio-pol\u00edtico que luta por uma mudan\u00e7a nas rela\u00e7\u00f5es de poder, de desigualdade social, da propriedade da terra. A desigualdade social na Col\u00f4mbia \u00e9 extrema. A Col\u00f4mbia \u00e9 o 3\u00ba pa\u00eds mais desigual do mundo, exatamente atr\u00e1s do Haiti. Na Col\u00f4mbia morrem anualmente 20.000 crian\u00e7as por falta de \u00e1gua pot\u00e1vel, no 4\u00ba pa\u00eds com mais riqueza h\u00eddrica do mundo. Diante da reivindica\u00e7\u00e3o social natural que surge desta situa\u00e7\u00e3o de iniquidade, o Estado, funcional para o grande capital nacional e transnacional que se enriquece com base na explora\u00e7\u00e3o do trabalho e o saque dos recursos, reprime de maneira brutal: com suas ferramentas oficiais (ex\u00e9rcito, pol\u00edcia, fiscais) e paraestatais (a ferramenta paramilitar) aumenta os assassinatos, os desaparecimentos for\u00e7ados e os encarceramentos arbitr\u00e1rios de intelectuais cr\u00edticos, de ativistas de processos comunit\u00e1rios, de organiza\u00e7\u00f5es estudantis, camponesas, ind\u00edgenas, afrodescendentes, pela moradia, ambientalistas, sindicalistas, etc.<\/p>\n<p>Traduzido para o Partido Comunista Brasileiro (PCB) por Rodrigo Juruc\u00ea\u00a0Mattos Gon\u00e7alves<\/p>\n<p>O original se encontra em:<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.areitoimagen.blogspot.com\/2012\/01\/8000-presos-politicos-en-colombia.html\" target=\"_blank\">http:\/\/www.areitoimagen.blogspot.com\/2012\/01\/8000-presos-politicos-en-colombia.html<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: 1.bp.blogspot\n\n\n\n\n\n\n\n\nTexto de Azalea Robles, imagens de Areito\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2374\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[34],"tags":[],"class_list":["post-2374","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c39-colombia"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-Ci","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2374","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2374"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2374\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2374"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2374"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2374"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}