{"id":23744,"date":"2019-08-08T06:03:55","date_gmt":"2019-08-08T09:03:55","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=23744"},"modified":"2019-08-08T06:03:55","modified_gmt":"2019-08-08T09:03:55","slug":"otan-e-nazismo-uma-irmandade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/23744","title":{"rendered":"OTAN e nazismo, uma irmandade"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.mintpressnews.com\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/oYSPOCYhtB0.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Jos\u00e9 Goul\u00e3o ABRIL ABRIL<\/p>\n<p>O imperialismo ocidental e o seu bra\u00e7o armado, a OTAN, t\u00eam nos fascistas um aliado preferencial. Se no momento atual a express\u00e3o mais vis\u00edvel desse facto \u00e9 o apoio, a promo\u00e7\u00e3o e a entrega do poder a bandos fascistas no Kosovo, na Ucr\u00e2nia ou no B\u00e1ltico, e tamb\u00e9m ao fascismo \u201cisl\u00e2mico\u201d, conv\u00e9m n\u00e3o esquecer que Portugal de Salazar figura entre os fundadores da OTAN, e que nos seus corredores sempre foram vis\u00edveis numerosos nazistas repescados.<\/p>\n<p>Que haver\u00e1 de comum entre um grupo armado formado por membros das Waffen SS em Estados b\u00e1lticos, designado Irm\u00e3os da Floresta, o regimento Azov da Guarda Nacional ucraniana, o emir do Daesh no Magrebe, de seu nome Abdelhakim Belhadj, e o mist\u00e9rio do armamento sofisticado descoberto recentemente num santu\u00e1rio neonazi em Turim, It\u00e1lia?<\/p>\n<p>Por muito que seja considerada inadmiss\u00edvel pela comunica\u00e7\u00e3o mainstream e seus fi\u00e9is seguidores, a resposta \u00e9: a OTAN \u2013 Organiza\u00e7\u00e3o do Tratado do Atl\u00e2ntico Norte.<\/p>\n<p>\u00c9 a linguagem objetiva dos fatos. E se contra fatos pode haver quantos argumentos quiserem, todos eles ser\u00e3o rejeitados pela mais transparente realidade. As circunst\u00e2ncias citadas t\u00eam em comum, sem d\u00favida, o culto do nazifascismo e, de uma maneira ou de outra, est\u00e3o igualmente interligadas pela a\u00e7\u00e3o, prote\u00e7\u00e3o ou propaganda da OTAN.<\/p>\n<p>Vamos ent\u00e3o aos fatos.<\/p>\n<p>Os Irm\u00e3os da Floresta<\/p>\n<p>A Segunda Guerra Mundial entrava na sua fase final quando foram criados os Irm\u00e3os da Floresta, grupos armados anticomunistas nascidos na Est\u00f4nia, Let\u00f4nia e Litu\u00e2nia. Os membros, na sua maioria, foram recrutados entre os destacamentos locais das Waffen SS, integrados no aparelho de guerra hitleriano que tentou ocupar a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica. Na Est\u00f4nia, por exemplo, estes terroristas faziam juramento de fidelidade ao Fuhrer (1).<\/p>\n<p>Com a cumplicidade de servi\u00e7os de espionagem de pa\u00edses ocidentais \u2013 nessa altura, formalmente em alian\u00e7a com o lado sovi\u00e9tico \u2013 os Irm\u00e3os da Floresta, ex-Waffen SS, foram reciclados como tamp\u00f5es contra o avan\u00e7o do Ex\u00e9rcito Vermelho para Oeste depois de este ter vergado o nazismo na decisiva e sangrenta batalha de Stalingrado.<\/p>\n<p>Em suma, os Irm\u00e3os da Floresta, tal como os destacamentos b\u00e1lticos das Waffen SS, tinham como miss\u00e3o, de fato, impedir que os sovi\u00e9ticos esmagassem completamente os nazistas \u2013 o que tamb\u00e9m significava travar a liberta\u00e7\u00e3o dos seres humanos que ainda sobreviviam nos campos da morte de Hitler (2).<\/p>\n<p>Pois os Irm\u00e3os da Floresta s\u00e3o agora glorificados como her\u00f3is de uma fa\u00e7anha democr\u00e1tica, atrav\u00e9s de um document\u00e1rio da OTAN inserido no seu espa\u00e7o de propaganda no YouTube. S\u00e3o oito minutos e alguns segundos de pura heroicidade ao melhor estilo de Hollywood, durante os quais os feitos dos Irm\u00e3os da Floresta s\u00e3o apresentados como inspiradores das for\u00e7as especiais das rep\u00fablicas b\u00e1lticas que agora \u00abest\u00e3o na linha da frente\u00bb contra a tem\u00edvel \u00abamea\u00e7a russa\u00bb. Afinal, hoje como ontem, explica-nos a OTAN.<\/p>\n<p>S\u00f3 \u00e9 pena que os propagandistas da alian\u00e7a n\u00e3o tenham podido dedicar um segundo sequer \u00e0s origens hitlerianas e terroristas da gloriosa irmandade \u2013 certamente por falta de tempo. Que outras raz\u00f5es haveria para esconder uma matriz t\u00e3o inspiradora? (3)<\/p>\n<p>O regimento Azov<\/p>\n<p>Dos Estados b\u00e1lticos para a Ucr\u00e2nia, dos Irm\u00e3os da Floresta dos anos quarenta para o atual e ativo regimento Azov, um basti\u00e3o da \u00abpureza racial\u00bb ucraniana, como estipula o seu fundador, Andriy Biletski, ali\u00e1s o \u00abFuhrer Branco\u00bb. Pretende assim que os genes dos seus compatriotas \u00abn\u00e3o se misturem com os de ra\u00e7as inferiores\u00bb, cumprindo \u00aba sua miss\u00e3o hist\u00f3rica de comandar a Ra\u00e7a Branca mundial na sua cruzada final pela sobreviv\u00eancia\u00bb.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio do que possam pensar, isto n\u00e3o \u00e9 folclore nem del\u00edrio sob efeito de qualquer fumo. O grupo nazista designado Batalh\u00e3o Azov, e outros do g\u00eanero, receberam treino de instrutores norte-americanos e da OTAN e foram decisivos no \u00eaxito do golpe \u00abdemocr\u00e1tico\u00bb de 2014 na Pra\u00e7a Maidan, em Kiev. Depois disso, foram transformados em regimentos integrados na Guarda Nacional, o novo corpo militar nascido da \u00abrevolu\u00e7\u00e3o\u00bb e que se tornou a guarda pretoriana do regime fascista patrocinado pela Alian\u00e7a Atl\u00e2ntica, os Estados Unidos e a Uni\u00e3o Europeia (4).<\/p>\n<p>O regimento Azov e outros grupos neonazistas, inspirados pela figura de Stepan Bandera, um executor do genoc\u00eddio hitleriano contra as popula\u00e7\u00f5es ucranianas, tornaram-se corpos fundamentais na agress\u00e3o do atual regime contra as popula\u00e7\u00f5es ucranianas russ\u00f3fonas da regi\u00e3o de Donbass.<\/p>\n<p>Os membros do regimento Azov orgulham-se de posar com as bandeiras nazista e da OTAN, dando-se assim a conhecer ao mundo.<\/p>\n<p>A gratid\u00e3o \u00e9 uma atitude que nunca fica mal. Mesmo aos nazistas.<\/p>\n<p>Sob o regime atual em Kiev, a Ucr\u00e2nia tornou-se, de fato, membro da OTAN. Trata-se, como nos Estados b\u00e1lticos, de combater a terr\u00edvel \u00abamea\u00e7a russa\u00bb. Para executar t\u00e3o nobre miss\u00e3o at\u00e9 o nazismo engrossa as hostes da \u00abdemocracia\u00bb.<\/p>\n<p>Abdelhakim Belhadj<\/p>\n<p>Embora desempenhando, desde 2015, a tarefa mais recatada e menos midi\u00e1tica de emir do Daesh, ou Estado Isl\u00e2mico, no Magrebe, Abdelhakim Belhadj n\u00e3o desapareceu como figura de refer\u00eancia das transforma\u00e7\u00f5es \u00ablibertadoras\u00bb que galoparam pelo M\u00e9dio Oriente e Norte de \u00c1frica sob as exaltantes bandeiras das \u00abprimaveras \u00e1rabes\u00bb.<\/p>\n<p>Abdelhakim Belhadj, para quem n\u00e3o se recorda, foi um dos chefes terroristas isl\u00e2micos que contribu\u00edram, em alian\u00e7a com a OTAN, para \u00ablibertar a L\u00edbia\u00bb do regime de Khaddafi. Houve-se t\u00e3o bem da miss\u00e3o que a alian\u00e7a fez dele \u00abgovernador militar de Tr\u00edpoli\u00bb logo que as hordas fundamentalistas tomaram a capital l\u00edbia.<\/p>\n<p>Quando ainda mal aquecera o lugar, a tutela atlantista enviou-o para a S\u00edria formar o \u00abEx\u00e9rcito Livre\u00bb, o grupo terrorista \u00abmoderado\u00bb no qual os Estados Unidos e os seus principais parceiros da OTAN apostaram inicialmente todas as fichas com o objetivo de \u00ablibertar Damasco\u00bb.<\/p>\n<p>Abdelhakim Belhadj recebeu honrarias dos Estados Unidos, outorgadas pelo embaixador na L\u00edbia e pelo falecido senador McCain, ent\u00e3o movendo-se febrilmente entre a L\u00edbia, a S\u00edria e a Ucr\u00e2nia, onde foi um dos principais timoneiros do golpe de Maidan e das suas frentes nazistas.<\/p>\n<p>A partir de 2015, segundo a Interpol, Belhadj tornou-se emir do Daesh \u2013 o t\u00e3o proscrito Estado Isl\u00e2mico \u2013 no Magrebe.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, cada vez que algum jornalista a s\u00e9rio mexe em acontecimentos da hist\u00f3ria recente arrisca-se a encontrar-se com a figura de Belhadj. Foi o que sucedeu com profissionais do jornal espanhol Publico: ao investigarem o envolvimento dos servi\u00e7os de informa\u00e7\u00f5es de Madrid (CNI) no atentado terrorista de 11 de mar\u00e7o de 2004, que provocou 200 mortos, depararam com outras situa\u00e7\u00f5es que dizem muito sobre o tipo de \u00abdemocracia\u00bb em que vivemos.<\/p>\n<p>Segundo o pr\u00f3prio chefe do governo espanhol da \u00e9poca, Jos\u00e9 Mar\u00eda Aznar \u2013 invas\u00e3o do Iraque, lembram-se? \u2013, Abdelhakim Belhadj foi um dos estrategistas do atentado, embora nunca tenha sido preso nem julgado.<br \/>\nO curioso \u00e9 que o atentado come\u00e7ou por ser atribu\u00eddo \u00e0 ETA e depois \u00e0 al-Qaida; e que a maior parte dos operacionais detidos eram informadores dos servi\u00e7os secretos espanh\u00f3is.<\/p>\n<p>Mais curioso ainda \u00e9 o fato de o tema do exerc\u00edcio europeu CMX 2004 da OTAN, que decorreu de 4 a 10 de mar\u00e7o, tenha sido precisamente o da simula\u00e7\u00e3o de um atentado com as caracter\u00edsticas do que aconteceu em 11 de mar\u00e7o na capital espanhola. \u00abA semelhan\u00e7a do cen\u00e1rio elaborado pela OTAN com os acontecimentos ocorridos em Madri provoca calafrios na espinha e impressionou os diplomatas, militares e servi\u00e7os de informa\u00e7\u00f5es que participaram no exerc\u00edcio apenas algumas horas antes\u00bb, escreveu o jornal El Mundo, inconformado com a tese que acabou por ficar para a hist\u00f3ria: atentado cometido por uma rede islamita sem liga\u00e7\u00f5es \u00e0 al-Qaida.<\/p>\n<p>Entre as n\u00e9voas do caso avultam, por\u00e9m, algumas circunst\u00e2ncias que \u00e9 poss\u00edvel focar: a declara\u00e7\u00e3o de Aznar envolvendo Abdelhakim Belhadj, que se revelou vir a ser uma aposta da OTAN antes de ter ascendido ao topo do Estado Isl\u00e2mico no Magrebe; e os dons prof\u00e9ticos desta mesma OTAN, concebendo um tema para exerc\u00edcios que se tornou realidade menos de 24 horas depois.<\/p>\n<p>O santu\u00e1rio nazista de Turim<\/p>\n<p>H\u00e1 poucos dias, a pol\u00edcia italiana descobriu um arsenal de armamento num santu\u00e1rio nazista em Turim, It\u00e1lia.<br \/>\nO que \u00e0 primeira vista poderia ser mais um armaz\u00e9m de velhas e nost\u00e1lgicas recorda\u00e7\u00f5es dos f\u00e3s do Fuhrer mudou de figura quando foram desembalados alguns sofisticados m\u00edsseis que n\u00e3o costumam estar ao alcance de pequenos e m\u00e9dios traficantes de armas.<\/p>\n<p>Diz a imprensa italiana que os investigadores do caso seguiram pistas que conduziam at\u00e9 aos grupos nazistas ucranianos mas n\u00e3o obtiveram dados consistentes. E provavelmente n\u00e3o encontrar\u00e3o esses e outros elementos: a verdade \u00e9 que as not\u00edcias sobre o assunto quase desapareceram. O caso \u00e9 um nati-morto.<br \/>\nJ\u00e1 as redes clandestinas formadas pela OTAN, do tipo Gl\u00e1dio, n\u00e3o estar\u00e3o mortas, desafiando todas as propagandas, como recordaram alguns jornalistas italianos.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria do arsenal est\u00e1 mal contada e, previsivelmente, ser\u00e1 arquivada com celeridade; j\u00e1 o apoio da OTAN aos grupos nazistas ucranianos n\u00e3o suscita d\u00favidas: os pr\u00f3prios benefici\u00e1rios o confessam. Por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 um aux\u00edlio que deva ser feito aos olhos de todos, tratando-se da OTAN, uma alian\u00e7a que existe para \u00abdefender a democracia\u00bb \u2013 a OTAN s\u00f3 defende, nunca ataca, como se sabe. A verdade \u00e9 que desde que passou de batalh\u00e3o a regimento da Guarda Nacional o grupo terrorista Azov foi equipado com armas pesadas, incluindo tanques, que chegaram de algum lado. Talvez agora seja a hora dos m\u00edsseis, quem sabe? Ainda recentemente as for\u00e7as policiais italianas e o regimento Azov assinaram um acordo de coopera\u00e7\u00e3o desbravando novos caminhos.<\/p>\n<p>\u00c9 prov\u00e1vel que todas estas rela\u00e7\u00f5es deem os seus frutos; \u00e9 improv\u00e1vel, por\u00e9m, que cheguem ao conhecimento dos cidad\u00e3os comuns, tal como o desfecho do mist\u00e9rio dos m\u00edsseis nazistas de Turim.<\/p>\n<p>A grande irmandade<\/p>\n<p>Irm\u00e3os da Floresta, regimento Azov, Abdelhakim Belhadj, o Estado Isl\u00e2mico e o terrorismo \u00abmoderado\u00bb, fornecimento clandestino de armamento sofisticado.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio escavar muito estas hist\u00f3rias, casos e mist\u00e9rios para trope\u00e7armos na associa\u00e7\u00e3o entre a OTAN e os nazifascismos, duas correntes que, a acreditar na propaganda oficial, deveriam ser como a \u00e1gua e o azeite.<\/p>\n<p>Afinal n\u00e3o. Trata-se de uma fluida coopera\u00e7\u00e3o nos tempos em que se fala no risco de uma nova guerra mundial e que traz ra\u00edzes consolidadas na altura em que o anterior conflito ainda n\u00e3o tinha acabado.<\/p>\n<p>\u00c9, como se percebe, uma grande e frut\u00edfera irmandade. Fatos s\u00e3o fatos.<\/p>\n<p>1.Note-se que os te\u00f3ricos nazistas atribu\u00edam desde os anos 30, na sua propaganda, o estatuto de \u00abra\u00e7a superior\u00bb aos povos est\u00f4nio e let\u00e3o, facilitando a forma\u00e7\u00e3o dos sanguin\u00e1rios esquadr\u00f5es da morte b\u00e1lticos integrados nas Waffen SS, t\u00e3o ou mais temidos pelos povos e etnias que viviam no territ\u00f3rio sovi\u00e9tico ocupado pela Alemanha nazista do que os pr\u00f3prios alem\u00e3es.<\/p>\n<p>2.No per\u00edodo posterior \u00e0 derrota hitleriana no B\u00e1ltico os Irm\u00e3os da Floresta mantiveram-se ativos at\u00e9 meados da d\u00e9cada de 50. Atualmente, os pr\u00f3prios admiradores destes colaboradores nazistas no B\u00e1ltico reciclados reconhecem o car\u00e1ter terrorista dos seus her\u00f3is, como \u00e9 f\u00e1cil de confirmar atrav\u00e9s do volume de baixas sovi\u00e9ticas nos anos de 1944-1958 no B\u00e1ltico: mais de 25 mil civis foram assassinados e muitos torturados antes de executados, enquanto os pol\u00edcias que combatiam os Irm\u00e3os da Floresta tiveram quatro mil baixas. Outro pormenor menos ventilado \u00e9 que o maior apoio interno daquelas organiza\u00e7\u00f5es provinha dos poderosos e ricos latifundi\u00e1rios da regi\u00e3o, que tinham um profundo \u00f3dio aos camponeses que os tinham expropriado durante os anos da Revolu\u00e7\u00e3o Russa. Ap\u00f3s a deporta\u00e7\u00e3o para a Sib\u00e9ria, no final dos anos 40, da maioria dos grandes propriet\u00e1rios de terras no B\u00e1ltico, a atividade dos Irm\u00e3os da Floresta decaiu consideravelmente, apesar de todos os esfor\u00e7os da CIA e dos servi\u00e7os secretos brit\u00e2nicos para reativ\u00e1-los. O golpe final foi dado ap\u00f3s a anistia concedida pelas autoridades sovi\u00e9ticas ap\u00f3s a morte de Joseph Stalin, em 1953. O leitor ter\u00e1 de procurar em l\u00edngua russa (mesmo que em s\u00edtios como a insuspeita R\u00e1dio Liberdade, financiada pelo governo americano) as fontes documentais sobre este assunto, visto os websites do Ocidente serem consideravelmente parcos a respeito destes dados e optarem habitualmente por uma vis\u00e3o puramente apolog\u00e9tica dos Irm\u00e3os da Floresta, escondendo a sua verdadeira natureza.<\/p>\n<p>3.Neonazistas e veteranos da Waffen-SS voltaram a marchar em Riga em mar\u00e7o de 2019, como denunciou o AbrilAbril em artigo publicado na altura.<br \/>\n4.O regimento Azov [ou \u00abBatalh\u00e3o Azov\u00bb, ou muito simplesmente \u00abAzov\u00bb] \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o paramilitar criada em 2014, durante os protestos da pra\u00e7a Euromaidan e do golpe de Estado que lhe foi subsequente. \u00c9 enquadrado e remunerado pelo Minist\u00e9rio do Interior da Ucr\u00e2nia como um dos membros da chamada Guarda Nacional, que confere poderes estatais a este e outros grupos fascistas ucranianos. Originalmente fundado como um grupo paramilitar volunt\u00e1rio, \u00e9 acusado de ser uma organiza\u00e7\u00e3o neonazista e neofascista, al\u00e9m de estar envolvido em v\u00e1rios casos de abusos de direitos humanos e crimes de guerra leste da Ucr\u00e2nia, principalmente em casos de torturas, estupros, saques, limpeza \u00e9tnica e persegui\u00e7\u00e3o de minorias como homossexuais, judeus e russos. O Azov tem liga\u00e7\u00f5es a grupos nazifascistas internacionais, como em It\u00e1lia ou no Brasil onde recruta combatentes na guerra que move contra as popula\u00e7\u00f5es do Donbass, no leste da Ucr\u00e2nia.<\/p>\n<p>Fonte: https:\/\/www.abrilabril.pt\/internacional\/nato-e-nazismo-uma-irmandade<\/p>\n<p>Ilustra\u00e7\u00e3o: O batalh\u00e3o Azov, apoiado pela OTAN e pelas lideran\u00e7as da UE e dos EUA, e tratado pelos &#8220;mainstream media&#8221; ocidentais como \u00abnacionalistas ucranianos\u00bb ou \u00abadmiradores de Stepan Bandera\u00bb, usa o s\u00edmbolo nazi &#8220;Wolfsangel&#8221; na sua bandeira e uma das tropas de choque preferidas do governo de Kiev, no Leste como no resto do pa\u00eds.Cr\u00e9ditos \/ twitter<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/23744\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[18],"tags":[233],"class_list":["post-23744","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s22-europa","tag-6a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-6aY","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23744","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23744"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23744\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23744"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23744"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23744"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}