{"id":23769,"date":"2019-08-14T05:39:56","date_gmt":"2019-08-14T08:39:56","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=23769"},"modified":"2019-08-14T05:39:56","modified_gmt":"2019-08-14T08:39:56","slug":"para-jamais-esquecer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/23769","title":{"rendered":"Para jamais esquecer"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.warhistoryonline.com\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/753px-nagasakibomb-1-535x640.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Frederico Carvalho<\/p>\n<p>Jornal Avante!<\/p>\n<p>\u00c0s cinco e meia da manh\u00e3 do dia 16 de julho de 1945 deu-se, neste nosso planeta, a primeira explos\u00e3o nuclear, acontecimento que a Hist\u00f3ria iria registrar como marco do in\u00edcio da chamada Era At\u00f4mica. Tr\u00eas semanas depois, a 6 de agosto, a for\u00e7a a\u00e9rea americana lan\u00e7ava sobre Hiroshima a bomba que arrasou a cidade e causou a morte da quase totalidade dos seus habitantes. Tr\u00eas dias depois outra bomba de pot\u00eancia semelhante destruiu a cidade de Nagasaki.<\/p>\n<p>Avalia-se em cerca de 120 mil o n\u00famero de v\u00edtimas que tiveram morte imediata e em muitas dezenas de milhares o n\u00famero daqueles que, encontrando-se a alguma dist\u00e2ncia no momento das explos\u00f5es, ao longo do tempo \u2014 dezenas e dezenas de anos \u2014 perderam a vida ou ficaram incapacitados em consequ\u00eancia das sequelas da radia\u00e7\u00e3o recebida e da contamina\u00e7\u00e3o radioativa dos solos e da \u00e1gua provocadas pelo rebentamento das bombas. A Era At\u00f4mica come\u00e7ou mal. O f\u00edsico Robert Oppenheimer, um dos principais obreiros do desastre, ter\u00e1 tido, ao assistir \u00e0 explos\u00e3o de julho, um pensamento que se exprimia assim: \u00abTornei-me a Morte, Destruidora de mundos\u00bb1.<\/p>\n<p>Em julho de 1945, quando os dirigentes norte-americanos deram luz verde ao rebentamento do explosivo nuclear no local escolhido, pr\u00f3ximo da cidade de Socorro, no Novo M\u00e9xico, ningu\u00e9m, cientistas ou militares envolvidos, tinha uma ideia clara dos efeitos da explos\u00e3o. Fizeram-se c\u00e1lculos, estimaram-se consequ\u00eancias, algumas extremas, como a destrui\u00e7\u00e3o do Estado do Novo M\u00e9xico ou a igni\u00e7\u00e3o da atmosfera terrestre. Finalmente, nada de t\u00e3o extremo aconteceu, mas o solo arenoso do local transformou-se em vidro e uma nuvem radioativa com res\u00edduos do solo elevou-se a 12 quil\u00f4metros de altura.<\/p>\n<p>\u00c9 leg\u00edtimo pensar que na fase derradeira da guerra mundial, com o Jap\u00e3o imperial \u00e0 beira do colapso militar, os bombardeios de Hiroshima e Nagasaki funcionaram como a experi\u00eancia desejada, o ensaio real dos efeitos destruidores da arma at\u00f4mica quando lan\u00e7ada numa zona urbana, sobre edif\u00edcios, infraestruturas e popula\u00e7\u00e3o residente.<\/p>\n<p>Terminada a guerra, durante o per\u00edodo da chamada Guerra Fria e at\u00e9 finais do s\u00e9culo passado, as pot\u00eancias nucleares militares prosseguiram intensivamente trabalhos de desenvolvimento de explosivos nucleares de pot\u00eancia crescente. Nesse per\u00edodo tiveram lugar mais de dois milhares de explos\u00f5es, ditas de \u00abensaio\u00bb ou de \u00abteste\u00bb, com rebentamentos na atmosfera, no espa\u00e7o exterior ou alta atmosfera, \u00e0 superf\u00edcie do mar ou subaqu\u00e1ticas, e tamb\u00e9m no subsolo. Em 1963 foi assinado e entrou em vigor um tratado internacional que proibia todo e qualquer rebentamento de explosivos nucleares com exce\u00e7\u00e3o dos subterr\u00e2neos. Nessa altura, como resultado dos muitos \u00abensaios\u00bb na atmosfera, o teor de carbono radioativo no ar \u00e0 superf\u00edcie da terra tinha atingido duas vezes o valor que era normal antes da Era At\u00f4mica.<\/p>\n<p>Tratados e regula\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o e at\u00e9 os dias de hoje n\u00e3o foi poss\u00edvel chegar a um acordo de proibi\u00e7\u00e3o total de explos\u00f5es nucleares, abrangendo portanto tamb\u00e9m os rebentamentos subterr\u00e2neos. E muito menos foi poss\u00edvel chegar a um tratado que estabelecesse o desarmamento nuclear total e completo, incluindo a destrui\u00e7\u00e3o ou desmantelamento dos milhares de bombas nucleares operacionais, nas m\u00e3os das principais pot\u00eancias nucleares, Estados Unidos e Federa\u00e7\u00e3o Russa, e de algumas centenas na posse de pot\u00eancias \u00abmenores\u00bb: Fran\u00e7a, China, Reino Unido, Paquist\u00e3o, \u00cdndia, Israel e, mais recentemente, Coreia do Norte. S\u00e3o no total 13 mil das quais 92 por cento pertencem, em partes iguais, \u00e0 Federa\u00e7\u00e3o Russa e aos EUA; oito por cento \u00e0s outras sete pot\u00eancias nucleares.<\/p>\n<p>Cerca de um quarto daquele n\u00famero global de armas nucleares est\u00e1 entregue a for\u00e7as operacionais, quer dizer, prontas a ser lan\u00e7adas a qualquer momento.<\/p>\n<p>Entretanto, este invent\u00e1rio global, por assustador que pare\u00e7a e \u00e9 de fato, representa apenas uma quarta parte do invent\u00e1rio existente em finais da Guerra Fria, o que reflete a circunst\u00e2ncia de ter sido poss\u00edvel, desde ent\u00e3o, chegar a acordos de limita\u00e7\u00e3o do armamento nuclear detido pelas maiores pot\u00eancias nucleares militares. Brilhou assim nesses anos uma pequena mas fr\u00e1gil luz de esperan\u00e7a que importa n\u00e3o se deixar apagar.<\/p>\n<p>Por outro lado, de alguns anos para c\u00e1, adensam-se sombras sobre o futuro da Humanidade. \u00c9 assim, desde logo, porque est\u00e3o sendo desmantelados alguns instrumentos de regula\u00e7\u00e3o internacional que dizem respeito \u00e0 posse e utiliza\u00e7\u00e3o de armamento nuclear e, o que \u00e9 igualmente importante, aos engenhos de lan\u00e7amento dos explosivos sobre os alvos escolhidos. Com efeito, n\u00e3o basta dispor de uma bomba nuclear, s\u00e3o precisos os meios t\u00e9cnicos necess\u00e1rios para a fazer chegar ao objetivo que se quer destruir e que pode encontrar-se a milhares de quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia. \u00c9 para isso que servem os chamados \u00abm\u00edsseis\u00bb, esp\u00e9cie de foguet\u00f5es, capazes de transportar uma ou v\u00e1rias cargas explosivas nucleares \u2014 as cabe\u00e7as nucleares, em ingl\u00eas nuclear warheads \u2014 montadas no \u00abnariz\u00bb do foguet\u00e3o. H\u00e1 m\u00edsseis de curto e m\u00e9dio alcance \u2014 m\u00edsseis \u00abt\u00e1ticos\u00bb ou de alcance interm\u00e9dio \u2014 e m\u00edsseis \u00abestrat\u00e9gicos\u00bb, continentais ou de longo alcance. E h\u00e1 m\u00edsseis antim\u00edssil destinados a destruir em voo, no ar, m\u00edsseis inimigos a caminho dos seus alvos.<\/p>\n<p>Nova guerra fria?<\/p>\n<p>Em 1972 os dirigentes norte-americanos e sovi\u00e9ticos entenderam-se para assinar um tratado \u2014 o Tratado ABM \u2014 que limitava o n\u00famero de m\u00edsseis antibal\u00edsticos permitidos a cada uma das partes bem como restringia a dois os locais onde, em cada pa\u00eds, tais m\u00edsseis podiam ser instalados. Trinta anos depois, em dezembro de 2001, George W. Bush notificou a R\u00fassia de que os Estados Unidos iriam denunciar o tratado. Esta decis\u00e3o surge, n\u00e3o por acaso, em nosso entender, escassos tr\u00eas meses depois do atentado \u00e0s Torres G\u00eameas, em Nova Iorque, acontecimento tr\u00e1gico, ainda muito mal explicado, do qual se poder\u00e1 dizer, simbolicamente, que \u00ababriu as portas do inferno\u00bb em vastas regi\u00f5es do globo.<\/p>\n<p>A den\u00fancia unilateral do Tratado ABM pelos EUA, tornada efetiva em junho de 2002, representou uma primeira s\u00e9ria amea\u00e7a \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o da paz e seguran\u00e7a no plano internacional e um mau aug\u00fario \u00e0 continua\u00e7\u00e3o de outros tratados internacionais de controlo de armamentos. Na opini\u00e3o de v\u00e1rios especialistas, a den\u00fancia do tratado foi vista como algo que poderia dar um \u00abgolpe fatal\u00bb no particularmente importante Tratado de N\u00e3o Prolifera\u00e7\u00e3o das Armas Nucleares, de 1970, tratado que obrigava os pa\u00edses signat\u00e1rios que n\u00e3o dispunham de armas nucleares a n\u00e3o procurar obt\u00ea-las.<\/p>\n<p>Com a den\u00fancia do Tratado ABM, era agora poss\u00edvel aos EUA dotar-se de sistemas de defesa antim\u00edssil sem quaisquer limita\u00e7\u00f5es e nessas condi\u00e7\u00f5es ganhava agora relevo o receio de que no seio dos c\u00edrculos dirigentes norte-americanos ganhasse peso a perigosa concep\u00e7\u00e3o da possibilidade de desencadear e vencer uma guerra nuclear \u00ablimitada\u00bb antecipando-se, atrav\u00e9s de um primeiro golpe, a qualquer resposta dum advers\u00e1rio. A Federa\u00e7\u00e3o Russa, naturalmente. Esta, por sua vez, decidiu, neste contexto, promover o desenvolvimento da sua capacidade militar nuclear no sentido de prevenir as consequ\u00eancias do desequil\u00edbrio de for\u00e7as resultante das decis\u00f5es tomadas pela administra\u00e7\u00e3o Bush.<\/p>\n<p>Importa aqui reconhecer que ao longo de mais de meio s\u00e9culo os entendimentos a que chegaram as duas maiores pot\u00eancias nucleares permitiram manter um equil\u00edbrio de for\u00e7as no dom\u00ednio nuclear militar que foi uma efetiva garantia de paz. Abria-se agora o caminho a uma nova corrida armamentista e a uma nova guerra fria, desta feita na \u00e9poca p\u00f3s-sovi\u00e9tica.<\/p>\n<p>J\u00e1 na vig\u00eancia de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos, a situa\u00e7\u00e3o agrava-se com a anunciada retirada dos EUA do chamado Tratado das For\u00e7as Nucleares de Alcance Interm\u00e9dio (Tratado INF), em vigor desde 1987. Este tratado obrigava as partes signat\u00e1rias (os Estados Unidos e, na altura, a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica) a eliminar todos os m\u00edsseis baseados em terra com alcance entre 500 e 1000 quil\u00f4metros. A assinatura do tratado levou \u00e0 elimina\u00e7\u00e3o pelas duas partes, em quatro anos, de mais de 2500 m\u00edsseis. A administra\u00e7\u00e3o norte-americana acusou a Federa\u00e7\u00e3o Russa de viola\u00e7\u00e3o dos termos do tratado por se ter dotado de certos m\u00edsseis que n\u00e3o respeitavam aqueles limites de alcance. A aplica\u00e7\u00e3o do Tratado foi suspensa pelos EUA em 1 \u00ba de fevereiro do ano passado. No dia seguinte a Federa\u00e7\u00e3o Russa tomou id\u00eantica decis\u00e3o.<\/p>\n<p>Entretanto, como \u00e9 do conhecimento p\u00fablico, os EUA v\u00eam j\u00e1 h\u00e1 alguns anos procedendo metodicamente a um efetivo cerco da Federa\u00e7\u00e3o Russa, montando ao longo e junto \u00e0s fronteiras europeias da R\u00fassia um dispositivo militar sofisticado. A suspens\u00e3o do Tratado INF permite agora colocar em posi\u00e7\u00f5es privilegiadas m\u00edsseis de alcance interm\u00e9dio armados com cabe\u00e7as nucleares. A passividade, apoio expl\u00edcito ou coniv\u00eancia dos membros europeus da OTAN autorizam-no, parecendo ignorar os s\u00e9rios riscos de uma tal escalada militarista para a seguran\u00e7a, estabilidade e paz, no nosso continente.<\/p>\n<p>Mudar o mundo, com coragem<\/p>\n<p>Vivemos nos nossos dias tempos dif\u00edceis e perigosos. A consci\u00eancia de que assim \u00e9 deve levar-nos a agir junto dos nossos concidad\u00e3os no sentido do esclarecimento que lhes \u00e9 negado por uma comunica\u00e7\u00e3o social controlada, com raras exce\u00e7\u00f5es, pelo grande capital, cego e surdo \u00e0s necessidades do nosso tempo, aos perigos mesmo que enfrenta a sobreviv\u00eancia da vida sobre a Terra. Sobreviv\u00eancia da esp\u00e9cie e do mundo natural.<\/p>\n<p>Assiste-se felizmente por toda a parte aos sinais de uma crescente tomada de consci\u00eancia que atravessa diferentes gera\u00e7\u00f5es, diferentes grupos profissionais, gente de diferentes credos pol\u00edticos ou religiosos, trabalhadores e coletivos de trabalhadores dos mais diversos ramos de atividade.<\/p>\n<p>Pensamos que a quest\u00e3o da paz \u00e9 a quest\u00e3o mais importante que temos pela frente, hoje, no imediato. Entretanto n\u00e3o \u00e9 apenas a amea\u00e7a nuclear que pesa sobre n\u00f3s. Temos vivido d\u00e9cadas de guerras geograficamente limitadas, mais pr\u00f3ximas ou mais distantes, em \u00c1frica, no M\u00e9dio Oriente, na Europa, onde n\u00e3o foram usadas armas nucleares.<\/p>\n<p>Guerras que causaram colossais e irremedi\u00e1veis perdas de vidas e destrui\u00e7\u00f5es materiais que n\u00e3o poder\u00e3o ser recuperadas numa gera\u00e7\u00e3o. Na raiz de tais guerras est\u00e1 sempre a natureza predadora do capitalismo selvagem. Do capitalismo, sem mais. A pilhagem dos recursos naturais, o dom\u00ednio territorial que exige.<\/p>\n<p>O atual modo de vida nas sociedades ditas \u00abdesenvolvidas\u00bb assenta em consumos insustent\u00e1veis de recursos naturais. \u00c0 organiza\u00e7\u00e3o social e \u00e0 forma como os poderes nelas est\u00e3o distribu\u00eddos est\u00e1 associada a in\u00edqua desigualdade na distribui\u00e7\u00e3o da riqueza fruto do trabalho humano, na pr\u00f3pria sociedade e no mundo, entre pa\u00edses \u00abricos\u00bb e pa\u00edses \u00abpobres\u00bb. Este caminho conduz \u00e0 guerra e \u00e0 viol\u00eancia social. Por a\u00ed n\u00e3o ser\u00e1 poss\u00edvel combater ou sequer mitigar outra grande amea\u00e7a do nosso tempo que \u00e9 a transforma\u00e7\u00e3o do meio natural e do clima.<\/p>\n<p>Tenhamos consci\u00eancia de tudo isto e prossigamos com coragem a luta para mudar o mundo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/23769\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[226],"class_list":["post-23769","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo","tag-4b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-6bn","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23769","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23769"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23769\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23769"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23769"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23769"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}