{"id":23863,"date":"2019-08-31T06:45:24","date_gmt":"2019-08-31T09:45:24","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=23863"},"modified":"2019-08-31T06:45:24","modified_gmt":"2019-08-31T09:45:24","slug":"a-pequena-politica-a-grande-politica-e-a-nossa-ambicao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/23863","title":{"rendered":"A pequena pol\u00edtica, a grande pol\u00edtica e a nossa ambi\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/boitempoeditorial.files.wordpress.com\/2019\/08\/pequena-grande-polc3adtica_iasi.jpg?w=620&amp;h=620\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->BLOG DA BOITEMPO<\/p>\n<p>A pergunta essencial que se coloca hoje \u00e9: o que queremos? Nossa ambi\u00e7\u00e3o \u00e9 voltar a governar ou transformar os fundamentos econ\u00f4mico-sociais da ordem capitalista e construir as bases para um Estado dos trabalhadores do campo e das cidades?<br \/>\nPor Mauro Luis Iasi.<\/p>\n<p>\u201cO que se v\u00ea habitualmente \u00e9 a luta das pequenas ambi\u00e7\u00f5es<br \/>\n(do pr\u00f3prio [interesse] particular) contra a<br \/>\ngrande ambi\u00e7\u00e3o (que \u00e9 insepar\u00e1vel do bem coletivo)\u201d.<br \/>\nANTONIO GRAMSCI<\/p>\n<p>\u00c9 bastante conhecida entre n\u00f3s a diferencia\u00e7\u00e3o que Antonio Gramsci prop\u00f5e entre a pequena e a grande pol\u00edtica. Para o comunista sardo, a pequena pol\u00edtica seria aquela do dia a dia, da intriga, das disputas parlamentares, dos corredores e dos bastidores; enquanto a grande pol\u00edtica estaria ligada \u00e0 funda\u00e7\u00e3o e conserva\u00e7\u00e3o do Estado, \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o de determinadas estruturas econ\u00f4mico-sociais ou sua destrui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A distin\u00e7\u00e3o entre pequena e grande pol\u00edtica poderia ser definida de forma sint\u00e9tica na dimens\u00e3o da a\u00e7\u00e3o que se manifestaria no \u201cinterior de uma estrutura j\u00e1 estabelecida\u201d, portando, seu limite \u00faltimo \u00e9 a luta pela predomin\u00e2ncia \u201centre as diversas fra\u00e7\u00f5es de uma mesma classe pol\u00edtica\u201d (Cadernos do C\u00e1rcere, vol. 3, p. 21). Em outro texto, Gramsci j\u00e1 havia argumentado que a pr\u00f3pria classe trabalhadora quando imp\u00f5e a si mesma o limite da luta \u00e0s fronteiras da ordem institu\u00edda acaba por se degradar em um mero segmento da classe dominante em luta pelo controle do governo do Estado burgu\u00eas.<\/p>\n<p>Neste presente momento, entretanto, nos interessa um outro aspecto desse fen\u00f4meno descrito por Gramsci. Para ele, faz parte da chamada grande pol\u00edtica, isto \u00e9, da ambi\u00e7\u00e3o de manter o Estado e a ordem que ele garante, a permanente tentativa de \u201cexcluir a grande pol\u00edtica do \u00e2mbito interno da vida estatal e reduzir tudo \u00e0 pequena pol\u00edtica\u201d, ou, ainda, o diletantismo que tenta colocar aspectos da pequena pol\u00edtica como central na ambi\u00e7\u00e3o de reorganiza\u00e7\u00e3o radical do Estado (idem, p. 22).<\/p>\n<p>Nosso saudoso Carlos Nelson Coutinho j\u00e1 havia anunciado isso na precisa afirma\u00e7\u00e3o de que estar\u00edamos vivendo sob a \u201chegemonia da pequena pol\u00edtica\u201d. H\u00e1, no entanto, grada\u00e7\u00f5es e nuances tanto na dimens\u00e3o da grande como da pequena pol\u00edtica. Gramsci, no que diz respeito \u00e0 pol\u00edtica do proletariado, parece identificar a pequena pol\u00edtica \u00e0s quest\u00f5es \u201cparciais e cotidianas\u201d, por isso se dar no interior da ordem institu\u00edda, enquanto associa \u00e0 dimens\u00e3o estrat\u00e9gia da transforma\u00e7\u00e3o da ordem econ\u00f4mico-social a grande pol\u00edtica. Mas h\u00e1 quest\u00f5es cotidianas que se articulam de forma diversa com as dimens\u00f5es estrat\u00e9gicas e que o pr\u00f3prio Gramsci valorizava muito, como a luta por sal\u00e1rios, pelas condi\u00e7\u00f5es de trabalho, pelo estabelecimento de uma cultura oper\u00e1ria, entre muitas outras.<\/p>\n<p>Neste sentido, nos parece que o tra\u00e7o que distingue a pequena da grande pol\u00edtica n\u00e3o pode ser entendido superficialmente como a dimens\u00e3o cotidiana daquela que se projeta na luta entre as classes pelo poder pol\u00edtico. Estou convencido que o comunista italiano tem em mente a distin\u00e7\u00e3o que em outra parte ele identifica como a \u201cpequena e a grande ambi\u00e7\u00e3o\u201d, no sentido preciso do fundamento dos interesses em jogo. Vejamos mais de perto esta distin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Desde os remotos tempos da Gr\u00e9cia Antiga, Arist\u00f3teles j\u00e1 propunha como crit\u00e9rio do ju\u00edzo das formas pol\u00edticas e sua degenera\u00e7\u00e3o a natureza do interesse: se particular ou p\u00fablico. Desta maneira, mesmo o governo mon\u00e1rquico exercido por apenas um governante poderia ser virtuoso se visasse o interesse da Polis e n\u00e3o o do governante. Nesta dire\u00e7\u00e3o, quando Gramsci nos fala da pequena pol\u00edtica, ele visa elucidar os interesses de classe envolvidos numa ou noutra manifesta\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica. Por exemplo, quando deputados negociam seus votos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o da previd\u00eancia social em troca de verbas liberadas para suas emendas or\u00e7ament\u00e1rias eles t\u00eam em mente seus interesses imediatos de sobreviv\u00eancia no parlamento, a rela\u00e7\u00e3o com suas \u201cbases\u201d e financiadores; ao mesmo tempo o governo quer responder \u00e0 pauta de exig\u00eancias de seus verdadeiros donos (em \u00faltima inst\u00e2ncia o capital e suas demandas de valoriza\u00e7\u00e3o que implicam na destrui\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas p\u00fablicas), da\u00ed as intrigas e bastidores escabrosos que acompanhamos. Tudo isso consiste no cen\u00e1rio da pequena pol\u00edtica e de seus pequenos atores, como o presidente da C\u00e2mara dos Deputados, o senhor Rodrigo Maia, al\u00e7ado \u00e0 estatura de um grande articulador da Rep\u00fablica.<\/p>\n<p>\u00c9 aqui que vemos como o circo da pequena pol\u00edtica opera ideologicamente: reparem o procedimento de colocar a pequena pol\u00edtica no centro das aten\u00e7\u00f5es, como se fosse a condi\u00e7\u00e3o para que toda vida pudesse seguir adiante. Querem nos fazer crer que tal reforma seria a condi\u00e7\u00e3o para evitar a destrui\u00e7\u00e3o eminente do pa\u00eds, para a volta dos empregos, para a m\u00edtica retomada da economia\u2026 Nos parece claro, contudo, que colocar esse elemento da pequena pol\u00edtica em evid\u00eancia serve na verdade ao prop\u00f3sito de ocultar o cen\u00e1rio geral da luta e as inten\u00e7\u00f5es envolvidas.<\/p>\n<p>Assim como o cotidiano da classe trabalhadora passa por demandas imediatas como dissemos, o cotidiano da ordem do capital tamb\u00e9m tem suas demandas, tais como \u201csanear\u201d financeiramente o Estado para manter o fluxo adequado do fundo p\u00fablico para o insaci\u00e1vel apetite do capital financeiro. Ningu\u00e9m diria que as classes dominantes estariam perdendo tempo buscando realizar a reforma trabalhista, a reforma da previd\u00eancia, a reforma tribut\u00e1ria e fiscal, destruindo as universidades p\u00fablicas e o SUS, ao inv\u00e9s de estar se ocupando de seus objetivos estrat\u00e9gicos de garantia e manuten\u00e7\u00e3o da ordem capitalista e seu Estado, uma vez que parece evidente que \u00e9 atrav\u00e9s destas a\u00e7\u00f5es t\u00e1ticas \u2013 isto \u00e9, a garantia das condi\u00e7\u00f5es ess\u00eancias ao processo de valoriza\u00e7\u00e3o com as taxas de lucro adequadas \u2013 que os objetivos estrat\u00e9gicos s\u00e3o garantidos.<\/p>\n<p>Poder\u00edamos dizer que as classes dominantes operam a pequena pol\u00edtica com a intencionalidade da grande pol\u00edtica, ainda que seus atores mais imediatos e servi\u00e7ais dedicados, como o imbecil atualmente alojado na Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, possam estar restritos aos limites de seus interesses mais imediatos.<\/p>\n<p>No que diz respeito \u00e0 classe trabalhadora temos a\u00ed um grande problema. N\u00e3o pela natureza das lutas particulares que temos que enfrentar (lutar contra a reforma da previd\u00eancia, defender a universidade p\u00fablica, lutar por moradia, por terra, sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, sal\u00e1rios e condi\u00e7\u00f5es de trabalho, etc.), mas pela intencionalidade dessas a\u00e7\u00f5es, em outras palavras, pelo car\u00e1ter de nossa \u201cambi\u00e7\u00e3o\u201d. Como vimos, um elemento essencial da grande pol\u00edtica na perspectiva da manuten\u00e7\u00e3o do Estado e de sua ordem \u00e9 \u201cexcluir a grande pol\u00edtica do \u00e2mbito interno da vida estatal e reduzir tudo a pequena pol\u00edtica\u201d. A pergunta essencial passa a ser: qual \u00e9 nossa ambi\u00e7\u00e3o, ou em outras palavras, o que queremos?<\/p>\n<p>Vejam a armadilha. \u00c9 evidente que n\u00e3o queremos a reforma da previd\u00eancia, ou os termos da barb\u00e1rie que se estabeleceram com a reforma trabalhista, mas, isso n\u00e3o significa que antes destes ataques a gente desfrutava de um sistema previdenci\u00e1ria incrivelmente justo e uma prote\u00e7\u00e3o trabalhista majestosa. Evidente que devemos defender as universidades p\u00fablicas deste projeto asqueroso que recebe a enganosa alcunha de \u201cFuture-se\u201d, mas isso n\u00e3o significa que \u00e9 ele que imp\u00f5e \u00e0 universidade as pr\u00e1ticas privatistas, a venda de servi\u00e7os e a disputa entre professores num balc\u00e3o de recursos pautado por uma suposta meritocracia, na verdade uma perversa l\u00f3gica concorrencial e individualista. \u00c9 dif\u00edcil convencer meus colegas professores universit\u00e1rios da necessidade de barrar uma reforma da previd\u00eancia quando eles que entraram depois de 2012 j\u00e1 sofrem com a imposi\u00e7\u00e3o (a palavra \u00e9 esta, imposi\u00e7\u00e3o brutal e autorit\u00e1ria) de ter que se aposentar pelo teto da previd\u00eancia e complementar com um regime misto de capitaliza\u00e7\u00e3o. Para n\u00e3o falar deste monstrengo que \u00e9 a EBSERH e a partilha da universidade pela l\u00f3gica das funda\u00e7\u00f5es e suas parcerias privadas.<\/p>\n<p>\u00c9 inquestion\u00e1vel que a pol\u00edtica de destrui\u00e7\u00e3o ambiental deve ser contida, mas antes de correr \u00e0 casa de Katia Abreu na busca de um agroneg\u00f3cio civilizado e sustent\u00e1vel seria prudente lembrar qual foi o efeito pr\u00e1tico de uma pol\u00edtica que privilegia o agroneg\u00f3cio em detrimento de uma reforma agr\u00e1ria radical e popular e o que produziu em termos de desmatamento e crescimento da viol\u00eancia no campo.<\/p>\n<p>Em poucas e diretas palavras: nossa ambi\u00e7\u00e3o \u00e9 voltar a governar ou transformar os fundamentos econ\u00f4mico-sociais da ordem capitalista e construir as bases para um Estado dos trabalhadores do campo e das cidades?<\/p>\n<p>Como o pronome \u201cn\u00f3s\u201d \u00e9 bastante abrangente, diria que coexistem estas duas ambi\u00e7\u00f5es em nosso ser de classe. Todos n\u00f3s lutamos (uns mais decididamente que outros) contra os ataques deste desgoverno, mas nossas intencionalidades se distinguem entre os que assim fazem para voltar ao governo e os que pautam a necessidade de ir muito al\u00e9m disso e criar as bases de um poder popular. Neste cen\u00e1rio, infelizmente, ainda estamos presos aos limites da hegemonia da pequena pol\u00edtica, muito preocupados em responder \u00e0s bobagens de Ricardo Salles, Abraham Weintraub, Damares Alves, Ernesto Araujo e o chefe dos palha\u00e7os que ocupa a presid\u00eancia da rep\u00fablica (com letra min\u00fascula mesmo), ou gastando nossas energias com a troca de afetos entre Freixo e a maluca da Jana\u00cdna Paschoal, ou ainda movendo nossa solidariedade ao conservador presidente de direita da Fran\u00e7a porque se chocou com a s\u00f3lida estupidez do inomin\u00e1vel miliciano brasileiro.<\/p>\n<p>O problema \u00e9 que todas essas maluquices deles s\u00e3o emana\u00e7\u00f5es da pequena pol\u00edtica articuladas nos quadros de uma grande pol\u00edtica, enquanto que as nossas\u2026 bem, as nossas se articulam no que poder\u00edamos chamar de, no m\u00e1ximo, uma \u201cpol\u00edtica m\u00e9dia\u201d: resistir aos ataques, sobreviver para continuar lutando. Neste momento, somos uma classe sem grandes ambi\u00e7\u00f5es. A hegemonia ainda \u00e9 da pequena pol\u00edtica.<\/p>\n<p>***<\/p>\n<p>Mauro Iasi na TV Boitempo<br \/>\nNo Caf\u00e9 Bolchevique da TV Boitempo, Mauro Iasi apresenta conceitos-chave da tradi\u00e7\u00e3o marxista a partir de reflex\u00f5es sobre acontecimentos da conjuntura pol\u00edtica e social recente no Brasil e no mundo. Se inscreva no canal aqui e venha tomar este caf\u00e9 conosco!<\/p>\n<p>***<\/p>\n<p>Mauro Iasi \u00e9 professor adjunto da Escola de Servi\u00e7o Social da UFRJ, pesquisador do NEPEM (N\u00facleo de Estudos e Pesquisas Marxistas), do NEP 13 de Maio e membro do Comit\u00ea Central do PCB. \u00c9 autor do livro O dilema de Hamlet: o ser e o n\u00e3o ser da consci\u00eancia (Boitempo, 2002) e colabora com os livros Cidades rebeldes: Passe Livre e as manifesta\u00e7\u00f5es que tomaram as ruas do Brasil e Gy\u00f6rgy Luk\u00e1cs e a emancipa\u00e7\u00e3o humana (Boitempo, 2013), organizado por Marcos Del Roio. Colabora para o Blog da Boitempo mensalmente, \u00e0s quartas. Na TV Boitempo, apresenta o Caf\u00e9 Bolchevique, um encontro mensal para discutir conceitos-chave da tradi\u00e7\u00e3o marxista a partir de reflex\u00f5es sobre a conjuntura.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/blogdaboitempo.com.br\/2019\/08\/30\/a-pequena-politica-a-grande-politica-e-a-nossa-ambicao\/\">A pequena pol\u00edtica, a grande pol\u00edtica e a nossa&nbsp;ambi\u00e7\u00e3o<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/23863\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[7],"tags":[219],"class_list":["post-23863","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s8-brasil","tag-manchete"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-6cT","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23863","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23863"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23863\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23863"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23863"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23863"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}