{"id":23875,"date":"2019-09-03T07:00:20","date_gmt":"2019-09-03T10:00:20","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=23875"},"modified":"2019-09-06T22:33:50","modified_gmt":"2019-09-07T01:33:50","slug":"a-producao-cientifica-baiana-esta-em-risco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/23875","title":{"rendered":"A produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica baiana est\u00e1 em risco!"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/graph.facebook.com\/3393298460684083\/picture\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->UJC da Bahia<\/p>\n<p>Desde 2013, os ataques por parte do Governo Rui Costa (PT) \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), maior institui\u00e7\u00e3o de fomento \u00e0 produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e tecnol\u00f3gica das nossas universidades estaduais e federais, v\u00eam sendo intensificados atrav\u00e9s de sequenciais cortes de repasse p\u00fablico de verbas. \u00c9 garantido pelo artigo 5\u00b0 da Lei Estadual n\u00b0 7.888\/2001 que o Governo da Bahia repasse 1% da Receita Tribut\u00e1ria L\u00edquida para investimentos na Fapesb. Isso significa que o valor repassado \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o deve variar de acordo com a receita de arrecada\u00e7\u00e3o dos impostos do estado.<\/p>\n<p>Entretanto, apesar de a arrecada\u00e7\u00e3o ter aumentado entre 2014 e 2016, os repasses foram desproporcionais ao requerido pela Lei. Durante os \u00faltimos 5 anos (2014-2019), colocando em evid\u00eancia o estrangulamento de repasses do Governo Rui \u00e0 produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, houve uma diminui\u00e7\u00e3o de quase R$238 mi de verbas para a Fapesb. Rui Costa n\u00e3o est\u00e1 cumprindo a lei!<\/p>\n<p>A consequ\u00eancia disso n\u00f3s sentimos na pele: as pesquisa cient\u00edficas e tecnol\u00f3gicas das universidades p\u00fablicas baianas est\u00e3o sendo interrompidas por esse corte de recursos, o que afeta diretamente toda a popula\u00e7\u00e3o, dentro e fora da universidade. Afinal de contas, o que movimenta o avan\u00e7o da sa\u00fade, da educa\u00e7\u00e3o, da mobilidade urbana (dentre outros) s\u00e3o as pesquisas, que se concentram em cerca de 95% nas universidades estaduais e federais, segundo a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Ci\u00eancia (ABC).<\/p>\n<p>Podemos observar a pesquisa desenvolvida na Universidade Federal da Bahia (UFBA), que combate a prolifera\u00e7\u00e3o do mosquito Aedes Aegypti, vetor do Zika v\u00edrus e transmissor de doen\u00e7as como dengue e febre amarela. Atrav\u00e9s de estudos como estes \u00e9 poss\u00edvel evitar que a microcefalia atinja os beb\u00eas em forma\u00e7\u00e3o. E vale ressaltar: n\u00e3o por acaso, essas doen\u00e7as atingem majoritariamente a classe trabalhadora, pois \u00e9 a gente que se encontra em locais insalubres de trabalho e moradia, com pouco ou nenhum saneamento b\u00e1sico.<\/p>\n<p>N\u00e3o se engane: o projeto neoliberal do Governo Estadual, de destrui\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas p\u00fablicas de incentivo \u00e0 inova\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, obedece ao projeto que tenta emplacar o pr\u00f3prio Governo Federal. A exemplo, temos os cortes brutais pela equipe Bolsonaro \u00e0 Coordena\u00e7\u00e3o de Aperfei\u00e7oamento Pessoal de N\u00edvel Superior (CAPES) e ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq), dois dos \u00f3rg\u00e3os mais importantes para a ci\u00eancia brasileira. Tais medidas causam a destrui\u00e7\u00e3o do j\u00e1 reduzido parque tecnol\u00f3gico nacional e promovem a chamada fuga de c\u00e9rebros, que se refere ao fen\u00f4meno de sa\u00edda em massa de pesquisadores de um territ\u00f3rio para outro que ofere\u00e7a mais condi\u00e7\u00f5es de estudo e trabalho.<\/p>\n<p>Esse cen\u00e1rio tr\u00e1gico para o desenvolvimento brasileiro n\u00e3o \u00e9 obra do acaso. O objetivo \u00e9 n\u00edtido: transferir aos e \u00e0s trabalhadoras as consequ\u00eancias da crise sist\u00eamica do capital, mantendo crescente a taxa de lucro dos patr\u00f5es com a precariza\u00e7\u00e3o das nossas condi\u00e7\u00f5es de vida e trabalho. Al\u00e9m disso, n\u00e3o \u00e9 interessante para as classes dominantes que nos desenvolvamos intelectualmente, tendo a possibilidade de tamb\u00e9m produzir ci\u00eancia atrav\u00e9s dos instrumentos presentes na educa\u00e7\u00e3o superior p\u00fablica &#8211; hoje, ocupada em maioria por jovens de baixa renda.<\/p>\n<p>A Uni\u00e3o da Juventude Comunista defende que Ci\u00eancia, Tecnologia e Educa\u00e7\u00e3o Superior na Bahia devem ser transformadas atrav\u00e9s de um novo modelo de educa\u00e7\u00e3o: a Universidade Popular. Esse projeto n\u00e3o pode acontecer sem a participa\u00e7\u00e3o efetiva da classe trabalhadora, e para isso, \u00e9 fundamental o estreitamento do povo com essa discuss\u00e3o.<\/p>\n<p>Assim, convocamos estudantes, trabalhadores\/as e todo o conjunto da popula\u00e7\u00e3o baiana a se juntar a n\u00f3s nesse 7 de setembro, Dia da Independ\u00eancia do Brasil e tamb\u00e9m dia nacional de mobiliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Vamos \u00e0s ruas dar o recado para o governo: a precariza\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia e da educa\u00e7\u00e3o est\u00e3o diretamente ligadas \u00e0 precariza\u00e7\u00e3o das nossas vidas! N\u00c3O ACEITAREMOS TAIS MEDIDAS!<\/p>\n<p>EM DEFESA DA PRODU\u00c7\u00c3O CIENT\u00cdFICA E TECNOL\u00d3GICA PARA A CLASSE TRABALHADORA!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/23875\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[27],"tags":[223,247],"class_list":["post-23875","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c27-ujc","tag-3a","tag-jd"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-6d5","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23875","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23875"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23875\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23875"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23875"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23875"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}