{"id":2389,"date":"2012-02-10T07:13:02","date_gmt":"2012-02-10T07:13:02","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=2389"},"modified":"2012-02-10T07:13:02","modified_gmt":"2012-02-10T07:13:02","slug":"dez-maiores-bancos-ja-tem-85-de-ativos-e-concentracao-deve-crescer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2389","title":{"rendered":"Dez maiores bancos j\u00e1 t\u00eam 85% de ativos e concentra\u00e7\u00e3o deve crescer"},"content":{"rendered":"\n<p>S\u00c3O PAULO. A expectativa dos analistas de que o Banco do Brasil atinja R$ 1 trilh\u00e3o em ativos totais este ano e a aproxima\u00e7\u00e3o entre os indicadores de Bradesco e Ita\u00fa\u00a0 &#8211; segundo balan\u00e7o divulgado anteontem, o Ita\u00fa\u00a0atingiu em dezembro de 2011 R$ 851,3 bilh\u00f5es em ativos totais, enquanto o Bradesco ficou com R$ 761,5 bilh\u00f5es &#8211; evidenciam o aumento da concentra\u00e7\u00e3o no setor. H\u00e1\u00a0dez anos, diz o especialista em setor banc\u00e1rio Erivelto Rodrigues, presidente da Austin Rating, os dez maiores bancos brasileiros detinham 65% dos ativos totais. No ano passado, a parcela era de 85%.<\/p>\n<p>O movimento de consolida\u00e7\u00e3o do setor banc\u00e1rio brasileiro, iniciado a partir da queda da infla\u00e7\u00e3o com o Plano Real em 1994, acelerou-se a partir da primeira d\u00e9cada do s\u00e9culo XXI com a entrada dos conglomerados estrangeiros, o acirramento das opera\u00e7\u00f5es de fus\u00f5es e aquisi\u00e7\u00f5es entre bancos e a pr\u00f3pria crise econ\u00f4mica em 2008 nos Estados Unidos e na Europa.<\/p>\n<p>E n\u00e3o\u00a0\u00e9\u00a0s\u00f3\u00a0na intermedia\u00e7\u00e3o de recursos que os bancos se concentram. Segundo levantamento da CardMonitor, empresa de pesquisa do mercado de meios eletr\u00f4nicos de pagamentos, os cinco maiores bancos emissores de cart\u00f5es detinham 68% do mercado em 2005. No ano passado, a fatia subiu para 81%. Ainda assim, Rodrigues afirma que este movimento de consolida\u00e7\u00e3o ainda est\u00e1 longe de ter se esgotado. Os pequenos e m\u00e9dios bancos brasileiros, que cresceram em n\u00famero por conta da populariza\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito consignado, ainda n\u00e3o se recuperaram completamente do encurtamento do cr\u00e9dito ap\u00f3s a crise e das regras mais restritivas impostas pelo Banco Central (BC).<\/p>\n<p>&#8211; O mercado caminha para mais concentra\u00e7\u00e3o porque os menores n\u00e3o est\u00e3o totalmente livres de problemas de capitaliza\u00e7\u00e3o e seus controladores n\u00e3o t\u00eam f\u00f4lego para isso. Prevemos fus\u00f5es e aquisi\u00e7\u00f5es nesta faixa &#8211; diz Rodrigues.<\/p>\n<p><strong>&#8220;Concentra\u00e7\u00e3o \u00e9\u00a0parte de problema&#8221;, diz analista<\/strong><\/p>\n<p>Tal concentra\u00e7\u00e3o e aumento da concorr\u00eancia n\u00e3o foram capazes de trazer para baixo nem as taxas de juros cobradas em empr\u00e9stimos, cheques especiais ou cart\u00f5es, nem as tarifas cobradas pelas institui\u00e7\u00f5es por seus servi\u00e7os. As diferen\u00e7as, observa o consultor e ex-economista-chefe da Febraban, Roberto Luis Troster, s\u00e3o gritantes e mostram, de um lado, problemas de efici\u00eancia das institui\u00e7\u00f5es e, de outro, desequil\u00edbrios tribut\u00e1rios, de regulamenta\u00e7\u00e3o e de pol\u00edtica monet\u00e1ria, como os recolhimentos compuls\u00f3rios.<\/p>\n<p>&#8211; Enquanto a taxa b\u00e1sica de juros, a Selic, cresceu 0,25 ponto percentual em 2011, os juros do cr\u00e9dito pessoal, sem contar os empr\u00e9stimos consignados, subiram 45 vezes mais. O Ita\u00fa cobra 8,84% pelo cheque especial, enquanto a Caixa cobra 7,98%. A concentra\u00e7\u00e3o \u00e9 apenas parte dos problemas &#8211; diz Troster.<\/p>\n<p>H\u00e1\u00a0quem discorde. O professor do Centro de Estudos Avan\u00e7ados e Multidisciplinares da Universidade de Bras\u00edlia, Newton Marques, ex-analista econ\u00f4mico do BC, afirma que os grandes bancos competem entre si por ativos, mas o BC, com uma regulamenta\u00e7\u00e3o frouxa, permite que bancos fa\u00e7am acordos t\u00e1citos que inibem a concorr\u00eancia do ponto de vista dos clientes.<\/p>\n<p>&#8211; S\u00e3o t\u00e1ticas de oligop\u00f3lio. &#8211; diz ele.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o da professora do Instituto de Economia da UFRJ Jennifer Hermann, a concorr\u00eancia n\u00e3o aumentou:<\/p>\n<p>&#8211; Os spreads e a lucratividade dos bancos n\u00e3o caem porque a concorr\u00eancia n\u00e3o aumentou. O custo para mudar de banco \u00e9\u00a0gigantesco no pa\u00eds, as taxas s\u00e3o mal explicadas pelos bancos e n\u00e3o temos uma legisla\u00e7\u00e3o antitruste capaz de evitar, por exemplo, uma fus\u00e3o entre o Ita\u00fa\u00a0e o Unibanco, que acabou acelerando o movimento de concentra\u00e7\u00e3o de outros bancos.<\/p>\n<p>A aproxima\u00e7\u00e3o entre o Bradesco e o Ita\u00fa\u00a0em termos de ativos totais \u00e9\u00a0o resultado de uma estrat\u00e9gia agressiva de crescimento que o Bradesco adotou no dia seguinte ao an\u00fancio da fus\u00e3o entre Ita\u00fa\u00a0e Unibanco, e que focou, segundo o professor da Faculdade de Ci\u00eancias Econ\u00f4micas da UERJ Luiz Fernando de Paula, no aumento de ag\u00eancias e funcion\u00e1rios &#8211; seguindo a tradi\u00e7\u00e3o do banco de ter uma presen\u00e7a geogr\u00e1fica enorme &#8211; e na capta\u00e7\u00e3o, para sua base de clientes, de gente que nunca teve uma conta banc\u00e1ria na vida, surfando na emerg\u00eancia das classes C e D. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m avan\u00e7ou em pequenas e m\u00e9dias empresas, um segmento onde o Bradesco \u00e9\u00a0 l\u00edder em empr\u00e9stimos. O Ita\u00fa, por sua vez, n\u00e3o desprezou os segmentos onde \u00e9\u00a0l\u00edder, como private banking, banco de investimento e as solu\u00e7\u00f5es para grandes empresas.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Mudan\u00e7as na Petrobr\u00e1s e a soberania do pa\u00eds<\/strong><\/p>\n<p><em>JB &#8211; Mauro Santayana<\/em><\/p>\n<p>Certos jornais e alguns de seus analistas pol\u00edticos est\u00e3o, de maneira dissimulada e com as artimanhas conhecidas, insinuando e apoiando a sa\u00edda do ge\u00f3logo Guilherme Estrella da mais importante das diretorias da Petrobr\u00e1s, a que cuida, exatamente, da pesquisa e produ\u00e7\u00e3o. Do ponto de vista t\u00e9cnico, parece improv\u00e1vel que o Brasil disponha de outro quadro como Estrella. Ele entrou para a empresa mediante concurso p\u00fablico, h\u00e1 48 anos, logo depois de formado \u2014 e se destacou, em seguida, como um dos mais competentes profissionais da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Sua trajet\u00f3ria, a partir de ent\u00e3o, se insere na constru\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria da empresa. Participou das primeiras pesquisas e explora\u00e7\u00e3o do \u00f3leo no mar brasileiro. A partir de suas investiga\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas sobre a geologia mar\u00edtima, conduziu os estudos pioneiros que levaram \u00e0\u00a0descoberta das jazidas do pr\u00e9-sal. Como ge\u00f3logo de campo, e trabalhando para a Petrobr\u00e1s no Iraque, descobriu, em 1976, o gigantesco campo de Majnoon, com reservas superiores a 10 bilh\u00f5es de barris. Como se sabe, o Brasil renunciou \u00e0 explora\u00e7\u00e3o desse campo, por iniciativa do ent\u00e3o ministro de Minas e Energia, Shigeaki Ueki.<\/p>\n<p>Estrella foi o coordenador da instigante investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, que atribui a origem do petr\u00f3leo brasileiro a dep\u00f3sitos lacustres, anteriores \u00e0 separa\u00e7\u00e3o dos continentes africano e sul-americano. Assim se formou o pr\u00e9-sal, com o Atl\u00e2ntico ocupando o espa\u00e7o lentamente aberto, durante s\u00e9culos geol\u00f3gicos. O diretor de Pesquisa e Produ\u00e7\u00e3o da Petrobr\u00e1s \u00e9, assim, um dos mais importantes ge\u00f3logos do mundo. Sem d\u00favida, \u00e9 o mais competente profissional da \u00e1rea em nosso pa\u00eds, ao associar o saber te\u00f3rico \u00e0 pr\u00e1tica, como pesquisador de campo \u2014 que foi durante d\u00e9cadas \u2014 e ao \u00eaxito no cumprimento da responsabilidade pela descoberta e produ\u00e7\u00e3o de nossas jazidas.<\/p>\n<p>Mas o ge\u00f3logo Guilherme Estrella tem dois defeitos grav\u00edssimos, e, por isso, todos os interesses antinacionais \u2014 internos e externos \u2014 se unem para derrub\u00e1-lo, neste momento de mudan\u00e7as na empresa. O primeiro deles \u00e9 o seu confessado nacionalismo. O diretor de Pesquisa e Produ\u00e7\u00e3o foi nomeado pelo governo Lula, em sua pol\u00edtica de recuperar a empresa, minada pela administra\u00e7\u00e3o entreguista e irrespons\u00e1vel do governo Fernando Henrique Cardoso.<\/p>\n<p>seu antecessor no cargo, Jos\u00e9\u00a0Coutinho Barbosa, protelava as perfura\u00e7\u00f5es explorat\u00f3rias a fim de que, ao vencer o prazo para as prospec\u00e7\u00f5es, em agosto de 2003, as \u00e1reas novas fossem devolvidas \u00e0\u00a0ANP. Com isso, seriam outra vez levadas a leil\u00e3o a fim de serem arrematadas pelas empresas estrangeiras. Em poucos meses \u2014\u00a0de janeiro a agosto\u00a0 \u2014\u00a0 Guilherme acionou a equipe de ge\u00f3logos, conduziu-a com seu entusiasmo e capacidade de trabalho, e conseguiu descobrir mais 6 bilh\u00f5es de barris, dos 14 bilh\u00f5es das reservas brasileiras antes do pr\u00e9-sal. Assim, impediu a grande trapa\u00e7a que estava em andamento.<\/p>\n<p>A outra raz\u00e3o\u00a0\u00e9\u00a0a transparente vis\u00e3o human\u00edstica de Guilherme Estrela. O ge\u00f3logo n\u00e3o separa a ci\u00eancia de sua responsabilidade pela busca da justi\u00e7a e da igualdade social para todos os homens. Em dezembro \u00faltimo, ao falar em Doha, no Catar, durante o 20\u00ba\u00a0Congresso Mundial do Petr\u00f3leo, ele, depois de seu excurso t\u00e9cnico sobre o \u00f3leo no mundo, suas reservas e perspectivas, aproveitou sua palestra para denunciar o sofrimento de grande parte da humanidade, sobretudo da parcela africana, em consequ\u00eancia da desigualdade e da injusti\u00e7a. \u201cTodos n\u00f3s devemos ter vergonha disso\u201d \u2014 resumiu.<\/p>\n<p>Os maiores interessados na substitui\u00e7\u00e3o de Guilherme Estrella s\u00e3o, em primeiro lugar, as empresas multinacionais, que t\u00eam, no profissional, o principal guardi\u00e3o dos interesses brasileiros. N\u00e3o s\u00f3 as petrol\u00edferas mas, tamb\u00e9m, as fornecedoras de equipamentos. Desde 2003, o diretor de Pesquisa e Produ\u00e7\u00e3o da Petrobr\u00e1s vem revertendo, na medida do poss\u00edvel, a danosa situa\u00e7\u00e3o imposta pelo governo neoliberal, que, ao nivelar, nos mesmos direitos legais, as empresas estrangeiras com as brasileiras, promoveu a fal\u00eancia de ind\u00fastrias nacionais, entre elas algumas fornecedoras de equipamentos para a Petrobr\u00e1s.<\/p>\n<p>Guilherme Estrella tem procurado encaminhar as encomendas para as empresas genuinamente brasileiras, sem prejudicar o desempenho da Petrobr\u00e1s como um todo. Gra\u00e7as a essa pol\u00edtica, ditada pelo interesse nacional, e recomendada pelo governo, reativou-se a ind\u00fastria naval, e as plataformas, antes encomendadas no exterior, est\u00e3o sendo produzidas no Brasil, com a redu\u00e7\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o estrangeira ao absolutamente necess\u00e1rio.<\/p>\n<p>Outros interessados pela substitui\u00e7\u00e3o do diretor s\u00e3o os not\u00f3rios fisi\u00f3logos do PMDB. Como s\u00e3o de incumb\u00eancia dessa diretoria as compras de equipamentos caros e pesados, ela vem sendo disputada pelo partido. Est\u00e1 claro que o ministro Edison Lob\u00e3o deseja a substitui\u00e7\u00e3o de Guilherme Estrella. Mas \u00e9 improv\u00e1vel que o padrinho pol\u00edtico do ministro, o senador Jos\u00e9 Sarney \u2014 reconhecidamente um nacionalista \u2014 aceite, e nesse momento internacional dif\u00edcil, a corresponsabilidade pela sa\u00edda do atual diretor de Pesquisa e Produ\u00e7\u00e3o da Petrobr\u00e1s.<\/p>\n<p>Recorde-se que em seu governo o presidente Sarney resistiu e n\u00e3o privatizou nenhuma empresa. E quando Fernando Henrique decidiu privatizar a Vale do Rio Doce, Sarney escreveu-lhe uma carta vigorosa condenando a iniciativa.<\/p>\n<p>O conhecimento \u00e9\u00a0o principal instrumento da soberania. Homens como Guilherme Estrella n\u00e3o se escolhem com crit\u00e9rios pol\u00edticos menores mas, sim, em decis\u00f5es maiores de pol\u00edtica de Estado. E cabe um esclarecimento: quando Lob\u00e3o diz que o diretor est\u00e1 pretendendo deixar o cargo, emite um palpite, ou expressa desejo pessoal\u00a0 \u2014 que n\u00e3o lhe cabe manifestar. Ao ministro cabe executar uma pol\u00edtica de governo.<\/p>\n<p>\u00c9 certo que os inimigos do ge\u00f3logo o t\u00eam submetido a solerte guerra de desgaste, com o prop\u00f3sito, deliberado, de provocar uma rea\u00e7\u00e3o emocional de sua parte. Mas Estrella \u00e9 bastante arguto para perceber quem est\u00e1 por detr\u00e1s da campanha para afast\u00e1-lo. Aos 69 anos, est\u00e1 ainda jovem para abandonar a miss\u00e3o de que se encarregou, no dia em que come\u00e7ou a trabalhar na empresa\u00a0 \u2014 a primeira e \u00fanica ocupa\u00e7\u00e3o de sua vida. Ele sabe, que, no fundo, isso constituiria quase um ato de trai\u00e7\u00e3o ao Brasil e ao seu povo.<\/p>\n<p>N\u00e3o lhe cabe, por isso mesmo, demitir-se do cargo que ocupa.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>PT cede um espa\u00e7o in\u00e9dito na disputa direta por capitais<\/strong><\/p>\n<p><em>Valor Econ\u00f4mico<\/em><\/p>\n<p>Os petistas poder\u00e3o ceder a cabe\u00e7a de chapa nas capitais neste ano como jamais fizeram. Nas \u00faltimas quatro elei\u00e7\u00f5es, o PT lan\u00e7ou entre 19 e 23 candidaturas pr\u00f3prias (m\u00e9dia de 20,2). No momento, em quase metade das 26 capitais o partido discute a possibilidade de coliga\u00e7\u00e3o. Em 12 cidades, a legenda realizar\u00e1\u00a0 o chamado encontro de t\u00e1tica eleitoral, passo que antecede o apoio a candidatos de outras siglas.<\/p>\n<p>Os motivos para a concess\u00e3o s\u00e3o os mais variados: desde a tend\u00eancia ao governismo (como em Teresina), passando pela prioridade \u00e0\u00a0elei\u00e7\u00e3o em 2014 para governador (Curitiba), pelo cuidado para n\u00e3o abalar a alian\u00e7a com o PMDB (Rio de Janeiro) at\u00e9\u00a0a falta de musculatura do partido na regi\u00e3o (Manaus).<\/p>\n<p>Secret\u00e1rio nacional de organiza\u00e7\u00e3o do PT, Paulo Frateschi afirma que pelo menos nos dois primeiros casos a legenda tem condi\u00e7\u00f5es de lan\u00e7ar nome competitivo, mas est\u00e1\u00a0 pendendo para a alian\u00e7a.<\/p>\n<p>Em Teresina, h\u00e1\u00a0a deputada estadual Rejane Dias, mulher do senador e ex-governador Wellington Dias, mas a maioria do partido, que tem cargos na prefeitura, prefere apoiar a reelei\u00e7\u00e3o de Elmano F\u00e9rrer (PTB).<\/p>\n<p>Em Curitiba, a situa\u00e7\u00e3o chama mais aten\u00e7\u00e3o, pois o beneficiado em quest\u00e3o\u00a0\u00e9\u00a0o ex-tucano e ex-deputado federal Gustavo Fruet (PDT), que foi um dos algozes do PT no Congresso durante o esc\u00e2ndalo do mensal\u00e3o, em 2005. O apoio n\u00e3o agrada parte da dire\u00e7\u00e3o nacional, mas a legenda no Estado \u00e9 controlada por dois ministros fortes do governo Dilma Rousseff: o casal Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e Paulo Bernardo (Comunica\u00e7\u00f5es). O PT paranaense tem como op\u00e7\u00f5es os deputados federais Angelo Vanhoni e Dr. Rosinha para concorrer \u00e0 prefeitura de Curitiba. Por\u00e9m, est\u00e1 preferindo ceder em troca de apoio \u00e0 candidatura de Gleisi ao governo estadual, em 2014. Se confirmado, ser\u00e1 a primeira vez, em oito elei\u00e7\u00f5es municipais desde 1985, que os petistas n\u00e3o disputar\u00e3o a capital com nome pr\u00f3prio.<\/p>\n<p>O mesmo ineditismo ocorre no Rio de Janeiro. Neste caso, h\u00e1\u00a0uma situa\u00e7\u00e3o inversa. A se\u00e7\u00e3o regional do partido debate intensamente romper o pacto, ao reclamar da falta de reciprocidade em cidades do interior, mas a dire\u00e7\u00e3o nacional \u00e9\u00a0que faz quest\u00e3o da alian\u00e7a, pois um conflito poderia comprometer a rela\u00e7\u00e3o do PMDB com o governo Dilma.<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio de muitas alian\u00e7as nas quais n\u00e3o estar\u00e1\u00a0na cabe\u00e7a de chapa tem um efeito imediato: o PT dar\u00e1\u00a0 prioridade absoluta para as vit\u00f3rias em S\u00e3o Paulo e Porto Alegre, \u00fanicas capitais de peso das regi\u00f5es Sudeste e Sul onde a legenda tende a concorrer.<\/p>\n<p>Os petistas jogar\u00e3o toda sua for\u00e7a para eleger o ex-ministro da Educa\u00e7\u00e3o, Fernando Haddad, em S\u00e3o Paulo. Capital mais cobi\u00e7ada por ser a maior cidade do pa\u00eds, a prefeitura paulistana receber\u00e1\u00a0aten\u00e7\u00e3o m\u00e1xima porque tamb\u00e9m\u00a0\u00e9\u00a0 estrat\u00e9gico para o PT conquistar ao menos uma capital na regi\u00e3o Sudeste.<\/p>\n<p>\u00c9 grande a probabilidade de o partido n\u00e3o ter candidatos no Rio e em Belo Horizonte, onde faz parte do governo de M\u00e1rcio Lacerda (PSB), que tenta a reelei\u00e7\u00e3o. Em Vit\u00f3ria, a ex-ministra Iriny Lopes saiu da Secretaria de Pol\u00edticas para as Mulheres, mas pode perder sustenta\u00e7\u00e3o e ter sua candidatura &#8220;cristianizada&#8221;, caso o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) dispute. O prefeito Jo\u00e3o Coser (PT), embora tenha dito que seguir\u00e1 o partido, j\u00e1 deu declara\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis a Hartung, seu aliado.<\/p>\n<p>No Sul, al\u00e9m do apoio a Fruet, em Curitiba, o partido tende a sustentar a candidatura da deputada estadual Angela Albino (PCdoB) em Florian\u00f3polis &#8211; nas sete elei\u00e7\u00f5es na capital, desde 1985, o PT s\u00f3 se coligou em 1992, \u00fanica vez em que se saiu vitorioso.<\/p>\n<p>Com isso, Porto Alegre concentrar\u00e1\u00a0 as for\u00e7as do partido na regi\u00e3o. O escolhido para concorrer na capital ga\u00facha \u00e9\u00a0o deputado estadual Ad\u00e3o\u00a0Villaverde.<\/p>\n<p>Em Manaus, o principal motivo para abdicar de candidatura pr\u00f3pria \u00e9\u00a0a pouca for\u00e7a do partido no Estado. Isso tem levado o apoio a nomes mais competitivos. Embora haja pr\u00e9-candidatos da sigla, como o deputado federal Francisco Praciano, o PT divide-se entre uma coliga\u00e7\u00e3o com o senador Eduardo Braga (PMDB), com o prefeito Amazonino Mendes (PDT) &#8211; com ambos, caso Braga apoie Amazonino &#8211; ou ainda com um nome do governador, j\u00e1 que petistas fazem parte da administra\u00e7\u00e3o de Omar Aziz (PSD).<\/p>\n<p>Semelhante situa\u00e7\u00e3o de depend\u00eancia ocorre em Estados onde o PT tem o papel de coadjuvante, como a Para\u00edba.<\/p>\n<p>&#8220;Se voc\u00ea\u00a0tem duas ou tr\u00eas secretarias [no governo], \u00e9\u00a0muito dif\u00edcil dizer: &#8220;Quero ter candidato&#8221;. A resposta vai ser: &#8220;Ent\u00e3o teria que ter sa\u00eddo antes&#8230;&#8221;&#8221;, diz Paulo Frateschi.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio nacional de organiza\u00e7\u00e3o do PT afirma que a largada para a elei\u00e7\u00e3o deste ano foi marcada por declara\u00e7\u00f5es de partidos da base &#8211; como PSB, PMDB e PCdoB &#8211; nas quais eles anunciaram a inten\u00e7\u00e3o de lan\u00e7ar o m\u00e1ximo de candidatos. Foi um recado ou pedido, considera Frateschi, como se dissessem para o PT &#8220;pegar leve&#8221;.<\/p>\n<p>O aviso teria dado resultado e se reflete na maior flexibilidade do partido em se ceder na composi\u00e7\u00e3o das alian\u00e7as. Ajuda a n\u00e3o haver tanta press\u00e3o das siglas aliadas sobre a dire\u00e7\u00e3o nacional para que haja trocas, embora a previs\u00e3o\u00a0\u00e9\u00a0que esses pedidos de mudan\u00e7a tendam a ocorrer.<\/p>\n<p>&#8220;Queremos continuar a alian\u00e7a, mas n\u00e3o podemos nos enfraquecer. Nesta elei\u00e7\u00e3o, ele [o aliado] n\u00e3o est\u00e1\u00a0em condi\u00e7\u00f5es de me cobrar muito&#8221;, diz Frateschi, referindo-se \u00e0\u00a0baixa probabilidade de um atrito nas capitais abalar a rela\u00e7\u00e3o entre o governo federal e as legendas que lhe d\u00e3o sustenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9\u00a0mais f\u00e1cil o Dnocs mexer [na rela\u00e7\u00e3o com a base] do que [a candidatura] do Chalita em S\u00e3o Paulo. O PMDB foi o primeiro a lan\u00e7ar, tem direito&#8221;, diz Frateschi.<\/p>\n<p>No fim de janeiro, a exonera\u00e7\u00e3o do diretor-geral do Departamento Nacional de Obras Contras as Secas (Dnocs), Elias Fernandes Neto, causou rea\u00e7\u00e3o exacerbada de seu padrinho, o l\u00edder do PMDB na C\u00e2mara, Henrique Eduardo Alves (RN). J\u00e1 o deputado federal Gabriel Chalita deve ser o candidato dos pemedebistas na capital paulista, apesar da sondagem do PT e do ex-presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva para que ele desista em favor de uma coliga\u00e7\u00e3o na chapa de Fernando Haddad.<\/p>\n<p>O PT evita divulgar a meta de quantos prefeitos pretende eleger em outubro. Em 2008, foram 560, um aumento de 200% em rela\u00e7\u00e3o aos 187 conquistados em 2000. A legenda tem crescido nas cidades pequenas e m\u00e9dias, mas acompanha com maior aten\u00e7\u00e3o o grupo de 118 munic\u00edpios com mais de 150 mil eleitores (\u00e0\u00a0exce\u00e7\u00e3o de Palmas, com 140.245), considerados centros formadores de opini\u00e3o, por terem emissoras de TV, campi universit\u00e1rios e serem origem de grandes lideran\u00e7as.<\/p>\n<p>Nestes munic\u00edpios, Frateschi afirma que a situa\u00e7\u00e3o (candidatura pr\u00f3pria ou apoio) j\u00e1\u00a0est\u00e1\u00a0 definida em 70. Em 24 haver\u00e1\u00a0pr\u00e9vias ou encontro de delegados (mecanismo de decis\u00e3o com colegiado menor, para evitar a pr\u00e9via) e em outros 24 os diret\u00f3rios realizar\u00e3o os encontros de t\u00e1tica.<\/p>\n<p>As capitais que est\u00e3o com maior dificuldade em decidir s\u00e3o Belo Horizonte (onde o vice-prefeito do PT, Roberto Carvalho, rompeu e quer concorrer contra a reelei\u00e7\u00e3o de M\u00e1rcio Lacerda), Recife (h\u00e1\u00a0um racha interno entre criador e criatura, o ex-prefeito Jo\u00e3o Paulo e o atual, Jo\u00e3o da Costa) e Fortaleza (que tem seis pr\u00e9-candidatos e reflete a falta de um nome forte que fosse preparado em oito anos pela prefeita Luizianne Lins).<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Mercado v\u00ea\u00a0 juro neutro abaixo de 6%<\/strong><\/p>\n<p><em>Valor Econ\u00f4mico<\/em><\/p>\n<p>O mercado concorda com a vis\u00e3o do Banco Central de que o juro neutro da economia est\u00e1\u00a0em queda, ainda que n\u00e3o seja poss\u00edvel estabelecer um consenso em torno dessa taxa. As estimativas de analistas ouvidos pelo Valor variam de 4,4% a 6% &#8211; abaixo, portanto, do juro real de 6,5% observado em 2009 e dos cerca de 10% visto em 2006. N\u00e3o h\u00e1\u00a0d\u00favida para esses profissionais, entretanto, de que a inten\u00e7\u00e3o do Banco Central (BC) ao ressuscitar a discuss\u00e3o sobre o assunto \u00e9\u00a0ter elementos que justifiquem a transi\u00e7\u00e3o da taxa Selic para um d\u00edgito nos pr\u00f3ximos meses.<\/p>\n<p>O Banco Central n\u00e3o divulga sua estimativa para a taxa neutra, aquele juro real que controla a infla\u00e7\u00e3o sem sacrificar o crescimento. Mas olhando para as vari\u00e1veis consideradas pela autoridade monet\u00e1ria &#8211; Selic de 9,75% e expectativa de infla\u00e7\u00e3o de 5,30% para 2012, segundo a pesquisa Focus &#8211; \u00e9 poss\u00edvel inferir que o BC atualmente trabalha com um juro neutro em torno de 4,25%, segundo a consultoria MCM &#8211; abaixo, portanto, do piso das estimativas do mercado.<\/p>\n<p>A estimativa atual da MCM para o juro neutro est\u00e1\u00a0em torno de 6,25%, embora a consultoria reconhe\u00e7a que o juro neutro poderia estar pr\u00f3ximo de 5% ao ano, caso a parcela de cr\u00e9dito direcionado no sistema banc\u00e1rio brasileiro n\u00e3o fosse t\u00e3o elevada &#8211; pr\u00f3xima de 35% do total.<\/p>\n<p>Ao mobilizar o mercado em torno de uma pesquisa sobre o juro neutro, que deve ser respondida at\u00e9\u00a0o dia 17, o BC refor\u00e7ou a aten\u00e7\u00e3o dos analistas ao tema pol\u00eamico que j\u00e1\u00a0 provocou inquieta\u00e7\u00e3o quando foi divulgada a ata do Copom de janeiro. Profissionais ouvidos pelo Valor n\u00e3o negam que a economia brasileira progrediu consideravelmente nos \u00faltimos anos, o que ajudou a trazer o juro para baixo. Mas eles tamb\u00e9m avaliam que para o BC \u00e9\u00a0importante &#8220;vender&#8221; a ideia de juro neutro menor, que torna mais confort\u00e1vel o ajuste da taxa Selic.<\/p>\n<p>&#8220;Talvez ainda tenhamos muito ch\u00e3o pela frente, mas n\u00e3o me surpreenderei caso o juro neutro seja mais baixo do que intuitivamente possa se considerar. Algo em torno de 5%, hoje, me parece plaus\u00edvel. Mas me recuso a colocar a m\u00e3o no fogo por esse n\u00famero&#8221;, diz Oct\u00e1vio de Barros, diretor do departamento de pesquisa e estudos econ\u00f4micos do Bradesco, que alerta para a dificuldade de se fazer afirma\u00e7\u00f5es &#8220;categ\u00f3ricas&#8221; sobre juro neutro.<\/p>\n<p>Mas, segundo ele, h\u00e1\u00a0uma certeza quanto ao tema: a converg\u00eancia para o que se observa na m\u00e9dia dos pa\u00edses emergentes j\u00e1\u00a0est\u00e1\u00a0em curso h\u00e1\u00a0alguns anos. Para o diretor do Bradesco, os riscos de se testar patamares mais baixos est\u00e3o longe de serem os mesmos do passado.<\/p>\n<p>O departamento econ\u00f4mico do Ita\u00fa\u00a0 Unibanco, chefiado pelo economista Ilan Goldfajn, estima que o juro neutro est\u00e1 em torno de 6%. E pode ser at\u00e9 menor. Os economistas ponderam que, de fato, a taxa neutra vem caindo, gra\u00e7as a mais poupan\u00e7a externa, maior alcance do sistema financeiro, melhor perfil da d\u00edvida p\u00fablica e menor percep\u00e7\u00e3o de risco. Mas juro neutro mais baixo tem a ver com a pol\u00edtica fiscal, alerta o Ita\u00fa, em relat\u00f3rio. &#8220;A taxa neutra pode cair mais rapidamente se a pol\u00edtica fiscal for mais austera no futuro&#8221;, avaliam os economistas da institui\u00e7\u00e3o, para quem juros reais neutros mais baixos significam que, se a Selic precisar subir, pode ser menos do que antes.<\/p>\n<p>&#8220;No ciclo atual, acreditamos que as novas press\u00f5es de infla\u00e7\u00e3o devem levar o BC a subir a Selic de novo em 2013. Nossos modelos indicam que manter a infla\u00e7\u00e3o em torno de 5,5% no ano que vem \u00e9 consistente com elevar a Selic para 10,5% (duas altas de meio ponto percentual a partir de mar\u00e7o, seguidas de mais duas de 0,25 ponto), ao mesmo tempo em que o BC volta a utilizar medidas de natureza macroprudencial&#8221;, afirma o Ita\u00fa.<\/p>\n<p>Roberto Padovani, economista-chefe da Votorantim Corretora, trabalha com estimativa de juro neutro pr\u00f3ximo a 5,5%, o que indica juro nominal ao redor de 10% ao ano. Mas ressalta que essas proje\u00e7\u00f5es s\u00e3o, por defini\u00e7\u00e3o, um exerc\u00edcio muito impreciso. O economista observa que, ao longo dos \u00faltimos 15 anos, o Brasil tem mostrado avan\u00e7os institucionais e econ\u00f4micos relevantes: a redu\u00e7\u00e3o das incertezas macroecon\u00f4micas e o aumento da previsibilidade ampliaram a capacidade da pol\u00edtica monet\u00e1ria ancorar as expectativas de infla\u00e7\u00e3o. Contudo, o avan\u00e7o nos fundamentos tem sido mais modesto nos \u00faltimos meses: a produtividade dificilmente est\u00e1 crescendo e o regime fiscal n\u00e3o tem melhorado. &#8220;Tudo considerado, as restri\u00e7\u00f5es ao crescimento no Brasil indicam que taxas de juros de um d\u00edgito podem ser inferiores ao n\u00edvel neutro, elevando com isso os riscos inflacion\u00e1rios de m\u00e9dio prazo&#8221;, afirma Padovani.<\/p>\n<p>De todo modo, a indica\u00e7\u00e3o do Banco Central \u00e9\u00a0de que est\u00e1\u00a0disposto a testar esse n\u00edvel de juro neutro, o que pode significar que a Selic cair\u00e1 mais do que o mercado espera, na avalia\u00e7\u00e3o do diretor do Nomura Securities, Tony Volpon. &#8220;H\u00e1 chance de a minha proje\u00e7\u00e3o de Selic em 9% no fim do ano estar alta&#8221;, observa. Em seu cen\u00e1rio, o juro neutro m\u00e9dio entre 2012 e 2013 deve estar pr\u00f3ximo a 4,4%.<\/p>\n<p>O economista-chefe do J. Safra, Carlos Kawall, evita fazer uma estimativa para o juro neutro, mas projeta que a taxa real no fim deste ano esteja ao redor de 4%. &#8220;Mas a pr\u00f3pria ata alerta que oscila\u00e7\u00f5es das condi\u00e7\u00f5es macroecon\u00f4micas podem fazer com que essa taxa mude&#8221;, afirma. Kawall reconhece que o m\u00e9rito da mensagem transmitida pela ata do Copom foi alinhar as expectativas &#8211; um dos canais de transmiss\u00e3o da pol\u00edtica monet\u00e1ria para o rumo dos juros. &#8220;Antes da ata, havia vis\u00f5es de que a Selic pararia de cair antes de chegar a um d\u00edgito, o que foi corrigido agora&#8221;, diz, ressaltando que suas opini\u00f5es n\u00e3o refletem a do banco.<\/p>\n<p>&#8220;O BC quer criar um ambiente que permita queda de juros, sem que isso provoque desconforto em rela\u00e7\u00e3o ao futuro da infla\u00e7\u00e3o&#8221;, observa o economista do Esp\u00edrito Santo Investment, Flavio Serrano. Isso explica, segundo ele, a rea\u00e7\u00e3o dos juros futuros, que n\u00e3o registraram alta importante das taxas mais longas ap\u00f3s a divulga\u00e7\u00e3o da ata. &#8220;Se o BC diz que vai cortar mais a Selic porque h\u00e1 mudan\u00e7as estruturais na economia, essa rea\u00e7\u00e3o nos juros futuros fica limitada&#8221;, explica Serrano, que v\u00ea o juro neutro pr\u00f3ximo a 6%.<\/p>\n<p>Para Jos\u00e9\u00a0Francisco de Lima Gon\u00e7alves, economista-chefe do Banco Fator, esse tipo de levantamento junto aos analistas faz parte da estrat\u00e9gia de comunica\u00e7\u00e3o do BC. &#8220;A verdade \u00e9\u00a0que, na teoria e na pr\u00e1tica, a pol\u00edtica monet\u00e1ria est\u00e1\u00a0 em crise no mundo e, dentro disso, entendo a iniciativa do BC&#8221;, afirma Gon\u00e7alves.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>FAO rev\u00ea\u00a0 demanda por alimentos at\u00e9\u00a02050<\/strong><\/p>\n<p><em>Valor Econ\u00f4mico<\/em><\/p>\n<p>O mundo vai precisar de menos alimentos at\u00e9\u00a02050, contrariando as estimativas vigentes. A explica\u00e7\u00e3o est\u00e1\u00a0na demanda global, que crescer\u00e1\u00a0a taxas bem menores do que vinha sendo previsto. Foi o que afirmou ontem o diretor-geral da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Agricultura e Alimenta\u00e7\u00e3o (FAO), Jose Graziano da Silva, surpreendendo mais de 200 executivos do agroneg\u00f3cio reunidos em Genebra, Su\u00ed\u00e7a.<\/p>\n<p>Em 2009, a FAO havia estimado que o mundo precisaria aumentar a produ\u00e7\u00e3o global de alimentos em 70%, tomando como base a m\u00e9dia de produ\u00e7\u00e3o entre 2005 e 2007, para alimentar 9,1 bilh\u00f5es de pessoas em 2050 &#8211; 2 bilh\u00f5es a mais do que a atual popula\u00e7\u00e3o do planeta. Nada menos que 90% desta expans\u00e3o deveria vir de maior produtividade, colheitas intensivas e incremento de 10% do uso da terra.<\/p>\n<p>A ag\u00eancia da ONU refez os mesmos c\u00e1lculos, por meio de novas informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis, e concluiu que a necessidade de incrementar a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola at\u00e9\u00a02050 ser\u00e1\u00a0por volta de 60%, tanto para uso alimentar como para a produ\u00e7\u00e3o de biocombust\u00edveis.<\/p>\n<p>Conforme Graziano, esta conclus\u00e3o reflete pelo menos tr\u00eas fatores. Primeiro, o crescimento populacional ser\u00e1 menor e haver\u00e1 decl\u00ednio da popula\u00e7\u00e3o em v\u00e1rios pa\u00edses e regi\u00f5es, incluindo Jap\u00e3o, China, Brasil e Europa.<\/p>\n<p>Em segundo lugar, mais pa\u00edses e grupos populacionais dever\u00e3o atingir, gradualmente, um n\u00edvel de consumo de alimentos que, por sua vez, encontrar\u00e3o pouco espa\u00e7o para a expans\u00e3o.<\/p>\n<p>Terceiro: ao mesmo tempo em que a demanda por alimentos pode aumentar em certos pa\u00edses, muitos outros continuar\u00e3o a ver suas popula\u00e7\u00f5es aumentarem e permanecer\u00e3o com baixas rendas ou pobreza significativa ainda por um longo per\u00edodo.<\/p>\n<p>&#8220;O aumento da renda per capita, principalmente nos Brics [Brasil, R\u00fassia, \u00cdndia, China e \u00c1frica do Sul] \u00e9 menor do que o previsto por causa da crise. Menos renda significa menos consumo&#8221;, afirmou Graziano. &#8220;Al\u00e9m disso, houve redu\u00e7\u00e3o de metas de uso de biocombust\u00edveis na Europa, o que tamb\u00e9m explica a nova proje\u00e7\u00e3o&#8221;, disse o brasileiro.<\/p>\n<p>Mas os participantes do semin\u00e1rio sobre &#8220;como alimentar o mundo&#8221;, realizado em Genebra, pareceram pouco convencidos. Paul Bulcke, presidente da Nestl\u00e9, um dos patrocinadores do evento, continuou falando da necessidade de aumentar a produ\u00e7\u00e3o mundial em at\u00e9 90% para atender \u00e0 demanda. O executivo insistiu que o aumento da popula\u00e7\u00e3o mundial, a escassez de \u00e1gua e o desperd\u00edcio de alimentos ou seu uso na produ\u00e7\u00e3o de biocombust\u00edveis &#8211; em refer\u00eancia ao etanol a base de milho dos EUA &#8211; t\u00eam impactos sobre a seguran\u00e7a alimentar.<\/p>\n<p>&#8220;O pessoal se assustou [com a nova estimativa], mas 60% de aumento na produ\u00e7\u00e3o significa muito&#8221;, observou Graziano, notando que as terras dispon\u00edveis para agricultura s\u00e3o poucas e situadas basicamente na Am\u00e9rica do Sul e nas savanas africanas.<\/p>\n<p>Para o diretor da FAO, os pa\u00edses do Mercosul continuar\u00e3o a ser o celeiro do mundo e a &#8220;grande restri\u00e7\u00e3o ao bloco \u00e9 o com\u00e9rcio internacional e os fertilizantes, que s\u00e3o caros e quase todos importados&#8221;, disse. Ele reiterou que o mundo passar\u00e1 por uma d\u00e9cada de pre\u00e7os elevados de alimentos e a grande preocupa\u00e7\u00e3o ser\u00e1 a volatilidade, que n\u00e3o favorece o produtor nem o consumidor.<\/p>\n<p>Graziano sinalizou, tamb\u00e9m, os limites da FAO na luta contra a fome: o \u00f3rg\u00e3o disp\u00f5e de apenas US$ 1 d\u00f3lar para cada pessoa mal nutrida no mundo, e elas somam 1 bilh\u00e3o atualmente. Por isso ele refor\u00e7ou a defesa pela redu\u00e7\u00e3o do desperd\u00edcio de alimentos em toda a cadeia produtiva, do campo ao consumo. No Brasil, essas perdas s\u00e3o estimadas em 40%.<\/p>\n<p>&#8220;As pessoas acham que sabem comer, mas n\u00e3o\u00a0\u00e9\u00a0verdade&#8221;, disse. Estima-se que a redu\u00e7\u00e3o global do desperd\u00edcio em 25% seria suficiente para alimentar 500 milhoes de pessoas por ano sem a necessidade de ampliar a produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>At\u00e9\u00a0mar\u00e7o, a FAO dever\u00e1\u00a0 aprovar\u00e1, ainda, um c\u00f3digo de conduta para reduzir investimentos estrangeiros na aquisi\u00e7\u00e3o de terras, mas as normas ser\u00e3o volunt\u00e1rias e os 190 pa\u00edses-membros poder\u00e3o adot\u00e1-las ou n\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Mais e mais d\u00f3lares<\/strong><\/p>\n<p><em>O Estado de S. Paulo &#8211; Celso Ming<\/em><\/p>\n<p>Em apenas 25 dias \u00fateis, a entrada l\u00edquida de moeda estrangeira no Brasil atingiu US$ 15,2 bilh\u00f5es, dos quais US$ 3,8 bilh\u00f5es apenas nos tr\u00eas primeiros dias de fevereiro (veja o gr\u00e1fico).<\/p>\n<p>\u00c9 o que mostram as estat\u00edsticas sobre o movimento de c\u00e2mbio divulgadas nesta quarta-feira pelo Banco Central. Apenas o afluxo l\u00edquido em janeiro (US$ 7,3 bilh\u00f5es) \u00e9 o maior desde setembro passado. Essa enxurrada de capitais tem duas classes de explica\u00e7\u00f5es: as externas e as internas.<\/p>\n<p>Antes de tudo, h\u00e1\u00a0essa forte revoada de d\u00f3lares em dire\u00e7\u00e3o ao Brasil porque sobram recursos no mercado internacional, especialmente depois que o Banco Central Europeu injetou meio trilh\u00e3o de euros em empr\u00e9stimos de longo prazo para os bancos. Gra\u00e7as \u00e0\u00a0fartura de liquidez, grande n\u00famero de empresas nacionais (a come\u00e7ar pela Petrobr\u00e1s, que fechou h\u00e1\u00a0uma semana lan\u00e7amento de t\u00edtulos de US$ 7 bilh\u00f5es) est\u00e1\u00a0elevando a capta\u00e7\u00e3o de recursos no mercado internacional (veja o Confira).<\/p>\n<p>Em segundo lugar, parte desse volume toma o rumo do Brasil porque a economia global, sobretudo a dos pa\u00edses ricos, continua prostrada pela forte crise global. \u00c9\u00a0o que explica a importante entrada de Investimentos Estrangeiros Diretos (de US$ 66,6 bilh\u00f5es apenas em 2011).<\/p>\n<p>H\u00e1\u00a0outras raz\u00f5es pelas quais o Brasil passou a atrair recursos externos. A primeira delas \u00e9\u00a0que a economia brasileira, quando comparada com outras do Grupo dos 20 (G-20), tem um dos melhores prontu\u00e1rios. Deve crescer em 2012 algo em torno dos 3,0%; apresenta n\u00edvel historicamente baixo de desemprego, de apenas 4,7%; e, ainda, reservas externas de US$ 355 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Alentado grupo de economistas entende que o principal motivo da entrada de d\u00f3lares s\u00e3o os juros b\u00e1sicos altos demais, que favorecem opera\u00e7\u00f5es de arbitragem com juros \u2013\u00a0 que nada mais \u00e9\u00a0do que a tomada de empr\u00e9stimos l\u00e1\u00a0fora, a juros pouco acima de 2,0% ao ano, trazidos ao Brasil para ganhar, no mole, com os juros b\u00e1sicos aqui praticados, hoje de 10,5% ao ano.<\/p>\n<p>N\u00e3o d\u00e1\u00a0para negar a exist\u00eancia desse jogo especulativo. Mas ele n\u00e3o\u00a0\u00e9\u00a0relevante. Se o fosse, o afluxo de d\u00f3lares teria sido mais alto antes de agosto de 2011, quando os juros b\u00e1sicos eram mais de 11,0%.<\/p>\n<p>Mais apropriado dizer que juros mais baixos, com infla\u00e7\u00e3o sob relativo controle, deixam uma economia bem mais previs\u00edvel. Isso significa que a derrubada consistente dos juros deve, a longo prazo, atrair mais capitais do que afast\u00e1-los.<\/p>\n<p>Para evitar a excessiva valoriza\u00e7\u00e3o do real, que sobrev\u00e9m com a forte entrada de moeda estrangeira, o Banco Central tem comprado d\u00f3lares nos mercados a termo e \u00e0\u00a0vista. Mas n\u00e3o d\u00e1\u00a0para ignorar que o aumento das reservas externas, por si s\u00f3, atrai moeda estrangeira, porque refor\u00e7a a percep\u00e7\u00e3o de solidez da economia.<\/p>\n<p>Nessas condi\u00e7\u00f5es, duas provid\u00eancias que o Banco Central vem tomando para evitar a disparada do d\u00f3lar no c\u00e2mbio interno \u2013\u00a0a baixa dos juros e o aumento das reservas \u2013\u00a0a longo prazo tendem a concorrer para que entrem mais d\u00f3lares e, portanto, para intensificar a valoriza\u00e7\u00e3o do real (baixa do d\u00f3lar).<\/p>\n<p><strong>CONFIRA<\/strong><\/p>\n<p>O momento certo. N\u00e3o\u00a0\u00e9\u00a0sempre que d\u00e1\u00a0para levantar financiamento internacional (lan\u00e7amento de t\u00edtulos ou b\u00f4nus). Sempre que os mercados de cr\u00e9dito estiverem travados e que prevalece a fuga do risco, n\u00e3o h\u00e1\u00a0o que conven\u00e7a o investidor estrangeiro a comprar t\u00edtulos do Brasil, mesmo com a boa fase da economia. No entanto, quando um mercado favor\u00e1vel \u2013\u00a0 como agora \u2013\u00a0estimula capta\u00e7\u00f5es de recursos, fica inevit\u00e1vel a forte entrada de d\u00f3lares no Brasil \u2013\u00a0tamb\u00e9m como agora \u2013, para afli\u00e7\u00e3o do ministro Guido Mantega, que prefere um c\u00e2mbio acima de R$ 1,80 por d\u00f3lar.<\/p>\n<p>Este pode, aquele n\u00e3o. Alguns economistas recomendam controle dessa entrada de capitais, o que exigiria atitude discriminat\u00f3ria do governo. Mas por que recursos levantados pela Petrobr\u00e1s teriam sinal verde e dos bancos nem tanto? Por que o financiamento de uma Petrobr\u00e1s seria mais importante do que o de pequenas e m\u00e9dias empresas necessitadas de capital de giro barato? Pior que tudo, a hora boa pode passar e t\u00e3o cedo n\u00e3o voltar&#8230;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Gr\u00e9cia j\u00e1\u00a0 aceita algumas exig\u00eancias feitas pela UE<\/strong><\/p>\n<p><em>O Estado de S. Paulo<\/em><\/p>\n<p>Depois de dias de tens\u00e3o, no fim da noite de ontem Uni\u00e3o\u00a0Europeia e Gr\u00e9cia tinham o rascunho de um acordo que pode desbloquear um pacote de 130 bilh\u00f5es para resgatar o pa\u00eds e evitar um colapso do euro.<\/p>\n<p>O documento estabelece que Atenas cortar\u00e1\u00a0 20% nos sal\u00e1rios e adotar\u00e1\u00a0uma redu\u00e7\u00e3o no or\u00e7amento de 13 bilh\u00f5es em tr\u00eas anos. A exig\u00eancia havia sido imposta pela UE e pelo Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI).<\/p>\n<p>Os l\u00edderes pol\u00edticos gregos entraram pela madrugada ontem negociando os termos finais do acordo, enquanto recebiam do FMI mais uma not\u00edcia ruim: pelas novas proje\u00e7\u00f5es, a economia grega dever\u00e1\u00a0se contrair 5% em 2012, somando j\u00e1\u00a016% de redu\u00e7\u00e3o do Produto Interno Bruto (PIB) desde o in\u00edcio da crise.<\/p>\n<p>Compromisso. Bruxelas disse que n\u00e3o aprovaria o pacote antes de ver os principais partidos gregos assinando um apoio ao projeto de austeridade. Irritados com os gregos por n\u00e3o cumprirem metas de cortes de gastos, a UE insistia que o novo pacote teria de ser seguido por uma economia extra de 3 bilh\u00f5es em 2012 e de outros 10 bilh\u00f5es at\u00e9\u00a0o final de 2014. Isso inclui demiss\u00e3o de 15 mil funcion\u00e1rios p\u00fablicos este ano, corte de sal\u00e1rios do setor privado em 20%, redu\u00e7\u00e3o de aposentadorias e outros benef\u00edcios.<\/p>\n<p>No rascunho do acordo, os gregos ainda se comprometem a reduzir aposentadorias acima de 1,2 mil em 20%, al\u00e9m de um corte de 15% em todas as demais.<\/p>\n<p>Os termos haviam sido fechados entre o governo grego e a UE na noite de ter\u00e7a-feira. O documento de 50 p\u00e1ginas com todo o receitu\u00e1rio que a Gr\u00e9cia deve seguir foi apresentado ontem pelo primeiro-ministro Lucas Papademos aos l\u00edderes do partido socialista, da extrema-direita e dos conservadores. Mas n\u00e3o sem antes ter de resolver mais um problema: o texto estava apenas em ingl\u00eas e a tradu\u00e7\u00e3o exigida pelos deputados acabou atrasando o processo em quatro horas.<\/p>\n<p>&#8220;Para restaurar competitividade e crescimento, vamos acelerar a implementa\u00e7\u00e3o de reformas estruturais profundas&#8221;, prometem os l\u00edderes gregos em um rascunho da carta que seria enviada \u00e0\u00a0diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde.<\/p>\n<p>Se um acordo fosse fechado na madrugada, entre ontem e hoje, a UE reuniria seus ministros de Finan\u00e7as ainda hoje para avaliar o pacote. O acordo entre os partidos \u00e9\u00a0fundamental n\u00e3o apenas para convencer os ministros europeus, mas tamb\u00e9m para desbloquear o acordo com os bancos privados, que aceitaram um calote de 70% na d\u00edvida grega: na pr\u00e1tica, um desconto de mais de US$ 100 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Para os europeus, a Gr\u00e9cia tem duas op\u00e7\u00f5es: aceitar essas exig\u00eancias ou se preparar para um calote desordenado. Em mar\u00e7o, o governo precisa de 14 bilh\u00f5es para honrar as d\u00edvidas. Sem o dinheiro, Bruxelas v\u00ea\u00a0como inevit\u00e1vel a sa\u00edda da Gr\u00e9cia da zona do euro.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>BTG compra chileno Celfin e j\u00e1 estuda novas aquisi\u00e7\u00f5es na AL<\/strong><\/p>\n<p><em>O Estado de S. Paulo<\/em><\/p>\n<p>O BTG Pactual confirmou ontem a compra do banco de investimentos chileno Celfin Capital, e anunciou que planeja se expandir para outros pa\u00edses latino-americanos. Com a aquisi\u00e7\u00e3o, o BTG ampliou a atua\u00e7\u00e3o para Chile, Peru e Col\u00f4mbia. O banco se tornou um dos l\u00edderes no mercado latino-americano em administra\u00e7\u00e3o de recursos, com R$ 178 bilh\u00f5es em ativos sob gest\u00e3o &#8211; destes, R$ 49 bilh\u00f5es referem-se a grandes fortunas.<\/p>\n<p>&#8220;Temos conversado com muita gente por a\u00ed. Uma presen\u00e7a sem estardalha\u00e7o na Argentina \u00e9\u00a0uma possibilidade concreta&#8221;, disse o presidente do BTG Pactual, Andr\u00e9\u00a0Esteves. O pa\u00eds\u00a0\u00e9\u00a0atraente para o banco por ser o principal parceiro comercial do Brasil na Am\u00e9rica Latina e o terceiro no mundo &#8211; atr\u00e1s apenas de China e Estados Unidos.<\/p>\n<p>A maior opera\u00e7\u00e3o de fus\u00e3o e aquisi\u00e7\u00e3o de uma empresa brasileira no ano passado envolveu tamb\u00e9m uma empresa argentina e foi estruturada pelo BTG Pactual. A compra de uma fatia da Usiminas pela argentina Ternium movimentou US$ 2,7 bilh\u00f5es e liderou o ranking de neg\u00f3cios de 2011 da consultoria PricewaterhouseCoopers.<\/p>\n<p>O avan\u00e7o do BTG Pactual na Am\u00e9rica Latina acompanha o processo de internacionaliza\u00e7\u00e3o das empresas brasileiras. Metade das aquisi\u00e7\u00f5es feitas pelas companhias nacionais no exterior em 2011 foi na regi\u00e3o, segundo dados das consultorias Marsh e Mercer. O BTG quer estar nos pa\u00edses vizinhos para estruturar essas opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A expans\u00e3o, segundo Esteves, depender\u00e1\u00a0 da &#8220;oportunidade&#8221; e poder\u00e1\u00a0ser feita tanto por meio de aquisi\u00e7\u00f5es quanto de forma org\u00e2nica. O interesse do BTG \u00e9\u00a0 ampliar sua estrutura de banco de investimentos. Esteves disse n\u00e3o ter a inten\u00e7\u00e3o de operar no varejo no exterior, como fazem o Ita\u00fa\u00a0 e o Banco do Brasil, por exemplo. No Brasil, o bra\u00e7o de varejo do BTG \u00e9\u00a0o Panamericano, opera\u00e7\u00e3o que comprou do Grupo Silvio Santos.<\/p>\n<p>Estrangeiros. A forma\u00e7\u00e3o de um banco latino de investimentos visa, al\u00e9m de neg\u00f3cios entre os pa\u00edses, \u00e0\u00a0 estrutura\u00e7\u00e3o de opera\u00e7\u00f5es envolvendo investidores de outras regi\u00f5es, principalmente da \u00c1sia. Um exemplo disso foi a aquisi\u00e7\u00e3o da cervejaria Schincariol pela empresa japonesa Kirin, que foi assessorada pelo BTG. &#8220;O fluxo de capitais que v\u00eam da \u00c1sia para o Brasil tamb\u00e9m segue para outros pa\u00edses da regi\u00e3o&#8221;, afirmou o s\u00f3cio do BTG Pactual, Persio Arida.<\/p>\n<p>Segundo ele, h\u00e1\u00a0demanda por investimentos de todos os tipos. &#8220;Temos desde investidores qualificados interessados em investimentos em infraestrutura a fundos vendidos no varejo do Jap\u00e3o atrelados \u00e0 renda fixa brasileira&#8221;, disse.<\/p>\n<p>No exterior, o BTG pretende replicar seu modelo de atua\u00e7\u00e3o no Brasil. Esteves define o BTG como um &#8220;banco de investimento que investe&#8221;, ou seja, coloca recursos pr\u00f3prios em parte dos neg\u00f3cios que estrutura. S\u00f3\u00a0no Brasil, o banco esteve \u00e0\u00a0frente de 54 opera\u00e7\u00f5es de fus\u00e3o e aquisi\u00e7\u00e3o em 2011 &#8211; juntas, elas somaram US$ 24 bilh\u00f5es, segundo dados da Thomson Reuters.<\/p>\n<p>S\u00f3cio chileno. A compra do Celfin foi apresentada ao mercado como uma fus\u00e3o, mas os pr\u00f3prios acionistas do BTG se referiram ao neg\u00f3cio como uma aquisi\u00e7\u00e3o. O Celfin administra recursos da ordem de R$ 17 bilh\u00f5es, bem menos do que os R$ 160 bilh\u00f5es sob gest\u00e3o do BTG. &#8220;No comunicado, falamos em fus\u00e3o. Mas \u00e9 claro que a predomin\u00e2ncia no neg\u00f3cio \u00e9 do BTG Pactual. Mas a gente quer que eles sejam nossos s\u00f3cios&#8221;, disse Esteves.<\/p>\n<p>Como pagamento, cerca de 15 acionistas chilenos receberam US$ 245 milh\u00f5es e uma participa\u00e7\u00e3o acion\u00e1ria de 2,4% do BTG Pactual. O banco n\u00e3o tem capital aberto, portanto, n\u00e3o\u00a0 \u00e9\u00a0poss\u00edvel afirmar com precis\u00e3o seu valor de mercado. Em dezembro de 2010, o BTG foi avaliado em US$ 10 bilh\u00f5es, de acordo com reportagem do Financial Times.<\/p>\n<p>A opera\u00e7\u00e3o ainda depende da aprova\u00e7\u00e3o do Banco Central.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\nO Globo\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2389\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-2389","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-Cx","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2389","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2389"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2389\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2389"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2389"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2389"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}