{"id":2395,"date":"2012-02-10T18:59:26","date_gmt":"2012-02-10T18:59:26","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=2395"},"modified":"2012-02-10T18:59:26","modified_gmt":"2012-02-10T18:59:26","slug":"cumplicidade-com-o-trafico-de-drogas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2395","title":{"rendered":"Cumplicidade com o tr\u00e1fico de drogas"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Cumplicidade com o tr\u00e1fico de drogas<\/strong><\/p>\n<p><em>Le Monde Diplomatique Brasil &#8211; Chistian de Brie<\/em><\/p>\n<p>Qualquer que seja a atividade, a partir de, digamos, um punhado de milh\u00f5es de d\u00f3lares em neg\u00f3cios, nada escapa aos banqueiros. Nem mesmo o d\u00edzimo do culto. Desde a Renascen\u00e7a, o banco est\u00e1\u00a0no cora\u00e7\u00e3o da civiliza\u00e7\u00e3o material e da economia capitalista. Foi seu promotor e inspira\u00e7\u00e3o, tecendo suas redes por toda a Europa, depois pelo mundo. Engenhoso, criativo, estrategista e poderoso, priorizando ao m\u00e1ximo seus interesses e ambi\u00e7\u00f5es, para melhor ou para pior. Durante s\u00e9culos financiou as conquistas coloniais, o tr\u00e1fico de escravos, as guerras mais fratricidas e assassinas. Drogas? Em \u00faltima an\u00e1lise, elas n\u00e3o s\u00e3o mais que um mercado entre outros.<\/p>\n<p>H\u00e1\u00a0s\u00e9culos o banco lava e recicla o dinheiro das fraudes fiscais; das transfer\u00eancias il\u00edcitas de capitais; tr\u00e1fico de armas, alimentos, tabaco, \u00e1lcool e outras mercadorias; de superfaturamentos e comiss\u00f5es por baixo do pano; falsas faturas; fortunas saqueadas por ditadores e tiranos ao redor do mundo&#8230; Ora, lavar e reciclar \u00e9\u00a0precisamente o problema dos traficantes: os bilh\u00f5es em divisas, produto da venda, chegam em pequenas quantias. \u00c9\u00a0preciso deposit\u00e1-las, em pequenos pacotes1 em contas abertas, agrup\u00e1-los em outras contas em nome de intermedi\u00e1rios indulgentes, advogados, consultores, agentes de c\u00e2mbio, intermedi\u00e1rios, prestadores de servi\u00e7os; transferi-los em seguida para institui\u00e7\u00f5es protegidas pelo sigilo, lav\u00e1-los por meio de circula\u00e7\u00e3o intensa de transfer\u00eancias entre v\u00e1rios lugares ao redor do mundo; reuni-los e, por fim, distribuir as despesas em nome de empresas de fachada, que v\u00e3o investir em atividades legais ou fornecer\u00e3o empr\u00e9stimos sem devolu\u00e7\u00e3o ao emissor \u2013\u00a0 empr\u00e9stimos back to back2\u2013 deposit\u00e1rio de origem, para financiar suas opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Tudo isso os bancos sabem fazer. Eles t\u00eam redes globais equipadas para esse fim e desfrutam de um privil\u00e9gio exorbitante: o segredo em rela\u00e7\u00e3o a terceiros, incluindo o Estado, particularmente nos para\u00edsos que eles controlam, eufemisticamente chamados de \u201cfiscais\u201d, mas que seriam mais bem denominados de para\u00edsos da criminalidade, vers\u00e3o moderna das ilhas e portos onde os piratas de antigamente acumulavam o produto de seus saques. Pelos servi\u00e7os prestados, remunerados por uma comiss\u00e3o sobre cada transa\u00e7\u00e3o, h\u00e1\u00a0um monte de dinheiro a ganhar. Em suma, os parceiros precisam um do outro.<\/p>\n<p>Conhecemos os argumentos dos bancos, preocupados com a respeitabilidade. Primeiro de tudo: sem Estado ou burocracia nas quest\u00f5es que devem permanecer sob responsabilidade dos banqueiros, \u00fanicos profissionais competentes. A experi\u00eancia demonstra amplamente que em caso de dificuldades \u00e9\u00a0dinheiro p\u00fablico que vem para resgatar bancos falidos, por vezes depois de os respons\u00e1veis desaparecerem, ap\u00f3s terem feito fortuna.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o setor banc\u00e1rio \u00e9\u00a0 o menos vigiado pelo com\u00e9rcio internacional: em geral, n\u00e3o se exige licen\u00e7a para exportar capitais, n\u00e3o\u00a0\u00e9\u00a0preciso oferecer nenhuma informa\u00e7\u00e3o sobre trocas internacionais, n\u00e3o h\u00e1\u00a0nenhuma barreira f\u00edsica. Um bot\u00e3o basta para enviar bilh\u00f5es de d\u00f3lares de um canto a outro do mundo e encobrir os rastros de modo que nenhum investigador possa encontr\u00e1-los: quantidade, rapidez e prote\u00e7\u00e3o garantidas. Pouco antes da fal\u00eancia fraudulenta do Penn Square Bank, em 1982, a mais famosa das empresas de auditoria financeira, a Peat Marwick, tinha assegurado ao p\u00fablico a excel\u00eancia das contas da institui\u00e7\u00e3o. Ora, ningu\u00e9m controla os controladores.<\/p>\n<p><strong>Feche os olhos<\/strong><\/p>\n<p>Segundo argumento invocado pelos bancos: eles est\u00e3o afastados de neg\u00f3cios criminais, particularmente os das drogas. Se acontece, raramente, de estarem envolvidos, \u00e9\u00a0sem seu conhecimento ou por causa da desonestidade de um gerente que ser\u00e1\u00a0 punido. De resto, eles n\u00e3o est\u00e3o preparados para controlar a origem dos dep\u00f3sitos, a verdadeira identidade dos depositantes que se escondem por tr\u00e1s de contas ou empresas de fachada. Por mais grosseiro que seja, o argumento, bem orquestrado, funciona. Mas, na verdade, os bancos n\u00e3o s\u00f3\u00a0n\u00e3o fogem do dinheiro da droga, como se atiram a uma feroz concorr\u00eancia para capt\u00e1-lo.<\/p>\n<p>Foi observando a extraordin\u00e1ria prolifera\u00e7\u00e3o, no final dos anos 1980, de bancos de todas as nacionalidades em Palermo e em Cat\u00e2nia, na Sic\u00edlia, em Miami e Los Angeles, que investigadores italianos e norte-americanos se convenceram de que esses lugares tinham se tornado hubs para o tr\u00e1fico de hero\u00edna e coca\u00edna. Na mesma \u00e9poca, nas menores cidades das \u00e1reas de coca na Bol\u00edvia, Peru e Col\u00f4mbia, havia sucursais de bancos norte-americanos, brit\u00e2nicos, holandeses, alem\u00e3es, su\u00ed\u00e7os, franceses. Para quais neg\u00f3cios e para qual dinheiro, sen\u00e3o os das drogas?<\/p>\n<p>Quanto a dizer que os bancos n\u00e3o est\u00e3o equipados para investigar a origem dos dep\u00f3sitos e a identidade dos depositantes \u00e9\u00a0uma brincadeira para qualquer pessoa familiarizada com as minuciosas investiga\u00e7\u00f5es pessoais, familiares e patrimoniais, e as garantias que eles est\u00e3o em condi\u00e7\u00f5es de acumular sobre qualquer um que solicite um empr\u00e9stimo, ainda que modesto. Em todo o mundo, um n\u00famero consider\u00e1vel de bancos e ag\u00eancias aceita todos os dias o dep\u00f3sito ou retirada em dinheiro de milh\u00f5es de d\u00f3lares, opera\u00e7\u00f5es em contas numeradas ou de \u201claranjas\u201d, por tr\u00e1s da dupla fachada de um advogado ou empresa fiduci\u00e1ria da qual n\u00e3o querem saber nem a origem nem o destino, muito menos a identidade e a atividade real dos clientes, em virtude de normas que eles mesmos estabeleceram. Regra de ouro: feche os olhos, desde que o delinquente use terno de flanela cinza.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Uni\u00e3o renovar\u00e1\u00a0 concess\u00f5es de energia com tarifa menor<\/strong><\/p>\n<p><em>Valor Econ\u00f4mico<\/em><\/p>\n<p>O governo est\u00e1\u00a0com uma decis\u00e3o praticamente tomada sobre as concess\u00f5es do setor el\u00e9trico, dependendo apenas de um aval da presidente Dilma Rousseff. As concess\u00f5es de usinas hidrel\u00e9tricas, distribuidoras de energia e linhas de transmiss\u00e3o que vencem em 2015 ser\u00e3o prorrogadas por um per\u00edodo de 30 anos, segundo um auxiliar direto da presidente. Dilma pretende resolver o assunto no primeiro semestre.<\/p>\n<p>A possibilidade de relicita\u00e7\u00e3o dos ativos, que voltam \u00e0s m\u00e3os da Uni\u00e3o com o fim dos atuais contratos, foi descartada. Ap\u00f3s o leil\u00e3o dos aeroportos, com \u00e1gio m\u00e9dio de 347%, o governo v\u00ea as concess\u00f5es do setor el\u00e9trico como uma das maiores pend\u00eancias a serem resolvidas, na \u00e1rea de infraestrutura, nos pr\u00f3ximos meses.<\/p>\n<p>Diferentemente do que se esperava, a solu\u00e7\u00e3o para as concess\u00f5es n\u00e3o vir\u00e1\u00a0por meio de proposta de emenda constitucional (PEC) nem por medida provis\u00f3ria (MP), mas por um projeto de lei em regime de urg\u00eancia. Na avalia\u00e7\u00e3o do governo, n\u00e3o h\u00e1\u00a0entrave constitucional para resolver a quest\u00e3o e nem a necessidade de que a prorroga\u00e7\u00e3o esteja valendo imediatamente, o que justificaria a edi\u00e7\u00e3o de uma MP.<\/p>\n<p>Por isso, avalia-se que o melhor caminho \u00e9\u00a0enviar ao Congresso um projeto de lei em car\u00e1ter de urg\u00eancia, que tem 45 dias para ser votado em cada uma das casas legislativas &#8211; C\u00e2mara e Senado &#8211; antes de trancar a pauta. A tramita\u00e7\u00e3o \u00e9\u00a0 a mesma de uma medida provis\u00f3ria. A \u00fanica diferen\u00e7a\u00a0\u00e9\u00a0 que a MP tem vig\u00eancia imediata. At\u00e9\u00a0agora, a decis\u00e3o\u00a0\u00e9\u00a0 por um projeto de lei enxuto, que trate exclusivamente de prorrogar as concess\u00f5es.<\/p>\n<p>Todas as condi\u00e7\u00f5es sobre a prorroga\u00e7\u00e3o dever\u00e3o ficar mais para a frente, quando a lei for regulamentada, por meio de decreto presidencial. Essas condi\u00e7\u00f5es englobam o ponto mais sens\u00edvel das discuss\u00f5es: o desconto nas tarifas que as atuais concession\u00e1rias precisar\u00e3o oferecer para continuar com seus neg\u00f3cios.<\/p>\n<p>Por temer que a tramita\u00e7\u00e3o no Congresso fuja de controle e a reda\u00e7\u00e3o final ganhe contornos indesejados &#8211; devido ao lobby do setor el\u00e9trico -, o governo prefere deixar todos os detalhes para a fase de regulamenta\u00e7\u00e3o. Pesa ainda o fato que o assunto deve estar resolvido ainda em 2012, mas os c\u00e1lculos para definir quanto as tarifas v\u00e3o cair n\u00e3o est\u00e3o conclu\u00eddos. &#8220;O ganho para a modicidade tarif\u00e1ria est\u00e1\u00a0sendo calculado pela Aneel&#8221;, afirma um assessor da presidente.<\/p>\n<p>No fim do ano passado, a ag\u00eancia reguladora informou ao Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (TCU) que os investimentos n\u00e3o amortizados das concess\u00f5es el\u00e9tricas com vencimento em 2015 atingem R$ 47,1 bilh\u00f5es e podem gerar indeniza\u00e7\u00f5es desse montante, caso n\u00e3o sejam prorrogadas.<\/p>\n<p>No total, 20.206 megawatts (MW) de gera\u00e7\u00e3o, 80.233 quil\u00f4metros de linhas de transmiss\u00e3o e 37 distribuidoras t\u00eam contratos prestes a vencer. Isso representa 18% do parque gerador do pa\u00eds, 84% da malha de transmiss\u00e3o e 23% da energia comercializada. A empresa mais prejudicada \u00e9\u00a0a Eletrobras. A paulista Cesp, a mineira Cemig, a paranaense Copel e a ga\u00facha CEEE tamb\u00e9m t\u00eam concess\u00f5es perto de expirar.<\/p>\n<p>A conta bilion\u00e1ria comunicada pela Aneel ao TCU \u00e9 apenas uma somat\u00f3ria dos investimentos n\u00e3o amortizados, segundo o c\u00e1lculo das concession\u00e1rias. Antes de definir os descontos que ser\u00e3o aplicados \u00e0s tarifas atuais para prorrogar os contratos, a ag\u00eancia far\u00e1 uma esp\u00e9cie de auditoria nos n\u00fameros, chegando a um valor &#8211; conforme j\u00e1 avisa um diretor da Aneel &#8211; consideravelmente mais baixo.<\/p>\n<p>Se confirmada, a decis\u00e3o de &#8220;enxugar&#8221; o projeto de lei tratando das concess\u00f5es dever\u00e1\u00a0irritar muitos parlamentares, que querem debater as condi\u00e7\u00f5es impostas para a prorroga\u00e7\u00e3o. &#8220;Seria um cheque em branco, que a sociedade n\u00e3o pode dar&#8221;, diz o deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP), um dos principais especialistas no assunto, no Congresso. &#8220;O governo j\u00e1 demorou demais para definir a quest\u00e3o das concess\u00f5es. O fundamental, agora, \u00e9 aproveitar a possibilidade de renova\u00e7\u00e3o para assegurar um ganho significativo para as tarifas.&#8221;<\/p>\n<p>Com tr\u00eas projetos de autores diferentes em tramita\u00e7\u00e3o no Congresso, para tratar desse assunto, Jardim fez recentemente um pedido formal para a instala\u00e7\u00e3o de uma comiss\u00e3o especial na C\u00e2mara. Isso possibilitaria, pelo menos, aprofundar as discuss\u00f5es, argumenta o deputado.<\/p>\n<p>Simula\u00e7\u00f5es feitas pela Abrace, a associa\u00e7\u00e3o de grandes consumidores industriais de energia, apontam que pode haver economia de R$ 15 bilh\u00f5es por ano nas tarifas el\u00e9tricas. Outros n\u00fameros, que circularam recentemente no governo, indicam a possibilidade de redu\u00e7\u00e3o em pelo menos 25% no valor do megawatt-hora das usinas com concess\u00f5es vencendo em 2015. Hoje suas tarifas est\u00e3o em torno de R$ 100.<\/p>\n<p>J\u00e1\u00a0o impacto para os consumidores ser\u00e1\u00a0muito menor, pois a prorroga\u00e7\u00e3o atingir\u00e1\u00a0menos de 20% de toda a energia gerada no pa\u00eds. Al\u00e9m disso, quase metade das contas de luz residenciais \u00e9\u00a0formada por impostos e encargos setoriais, como CCC e CDE, usadas para motivos t\u00e3o diversos quanto o financiamento do programa Luz para Todos e o subs\u00eddio a consumidores da regi\u00e3o Norte, ainda n\u00e3o totalmente interligada ao sistema nacional.<\/p>\n<p>O presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Comercializadores de Energia El\u00e9trica (Abraceel), Reginaldo Medeiros, pede que haja isonomia no tratamento ao mercado livre. Cerca de 28% da energia produzida no pa\u00eds vai para consumidores livres. Por terem demanda superior a 3 MW, eles n\u00e3o precisam comprar exclusivamente das distribuidoras das \u00e1reas onde atuam.<\/p>\n<p>Para a Abraceel, o essencial \u00e9 que a redu\u00e7\u00e3o de tarifas com a prorroga\u00e7\u00e3o das concess\u00f5es n\u00e3o afete somente o mercado das distribuidoras, mas que essa energia mais barata seja dividida em partes iguais com o mercado livre.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Pa\u00eds amplia incentivo \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es de servi\u00e7os<\/strong><\/p>\n<p><em>O Estado de S. Paulo<\/em><\/p>\n<p>Sobe de 18 para 72 tipos de servi\u00e7os que podem receber financiamento para vendas externas; governo concede ao setor status de bens e mercadorias<\/p>\n<p>O governo iniciou um conjunto de a\u00e7\u00f5es para estimular as exporta\u00e7\u00f5es de servi\u00e7os. A primeira medida foi a amplia\u00e7\u00e3o de 18 para 72 tipos de servi\u00e7os que podem receber financiamento \u00e0\u00a0exporta\u00e7\u00e3o com recursos das linhas de Adiantamento sobre Contrato de C\u00e2mbio (ACC) e Adiantamento sobre Cambiais Entregues (ACE). Nos pr\u00f3ximos dias ser\u00e1\u00a0criada a Nomenclatura Brasileira de Servi\u00e7os (NBS) e entrar\u00e1\u00a0em opera\u00e7\u00e3o a balan\u00e7a comercial do setor.<\/p>\n<p>Com as medidas, o governo pretende levar para o setor de servi\u00e7os os mesmos instrumentos j\u00e1\u00a0existentes para o com\u00e9rcio exterior de bens e mercadorias. &#8220;Est\u00e1\u00a0tudo convergindo para a aten\u00e7\u00e3o ao com\u00e9rcio exterior de servi\u00e7os&#8221;, afirmou o diretor do Departamento de Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio Exterior (MDIC), Maur\u00edcio Do Val.<\/p>\n<p>O setor \u00e9\u00a0um dos que mais crescem no Pa\u00eds e tem potencial para conquistar novos mercados no exterior. Os principais destinos de servi\u00e7os brasileiros s\u00e3o a Uni\u00e3o\u00a0Europeia e os Estados Unidos, por causa das chamadas opera\u00e7\u00f5es intercompanies (transa\u00e7\u00f5es de importa\u00e7\u00e3o, exporta\u00e7\u00e3o e remessas entre empresas do mesmo grupo com sede em outros pa\u00edses). O governo espera que ao alavancar as vendas externas de servi\u00e7os promova tamb\u00e9m um aumento das exporta\u00e7\u00f5es de mercadorias brasileiras vinculadas ao servi\u00e7o prestado l\u00e1 fora.<\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os que podem receber financiamento das linhas de ACC e ACE foi publicada no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o. O diretor acredita que o financiamento estar\u00e1\u00a0dispon\u00edvel imediatamente porque os bancos p\u00fablicos e privados j\u00e1\u00a0ofertavam esse tipo de empr\u00e9stimo para um n\u00famero menor de modalidades de servi\u00e7os. Foram inclu\u00eddos servi\u00e7os em v\u00e1rias \u00e1reas, como constru\u00e7\u00e3o civil, minera\u00e7\u00e3o, tecnologia da informa\u00e7\u00e3o e consultoria.<\/p>\n<p>Condi\u00e7\u00e3o especial. A nova lista \u00e9\u00a0 uma reprodu\u00e7\u00e3o dos tipos de servi\u00e7os considerados export\u00e1veis que j\u00e1\u00a0podem receber recursos do Programa de Financiamento \u00e0\u00a0 Exporta\u00e7\u00e3o (Proex), bancado pelo Tesouro Nacional. No entanto, no Proex, os recursos s\u00e3o liberados apenas ap\u00f3s a execu\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o. Com as linhas de ACC e ACE, o financiamento poder\u00e1 ser liberado antes da presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o. &#8220;Isso d\u00e1 condi\u00e7\u00e3o especial para o Brasil exportar servi\u00e7os&#8221;, disse Do Val. Ele destacou que as linhas s\u00e3o importantes para as pequenas e m\u00e9dias empresas que n\u00e3o conseguem contratar financiamento diretamente no exterior.<\/p>\n<p>O diretor antecipou tamb\u00e9m que a lista j\u00e1\u00a0\u00e9\u00a0um indicativo da nomenclatura (c\u00f3digo para registro das exporta\u00e7\u00f5es e importa\u00e7\u00f5es) que ser\u00e1\u00a0criada, dentro de um m\u00eas, para o setor. &#8220;Vamos tratar servi\u00e7o como um produto&#8221;, explicou. O Brasil vai encaminhar uma proposta ao Mercosul para que a nova nomenclatura seja adotada pelo bloco.<\/p>\n<p>Balan\u00e7a Comercial. O passo seguinte ser\u00e1\u00a0a instala\u00e7\u00e3o da balan\u00e7a comercial de servi\u00e7os. O sistema (Siscoserv) estar\u00e1 implementado cerca de um m\u00eas ap\u00f3s a cria\u00e7\u00e3o da nomenclatura. Do Val explicou que a balan\u00e7a possibilitar\u00e1 ao governo aferir os resultados das pol\u00edticas p\u00fablicas de est\u00edmulo \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es e tra\u00e7ar novas estrat\u00e9gias.<\/p>\n<p>Segundo os dados elaborados pelo MDIC, com base nos n\u00fameros do BC, a balan\u00e7a de servi\u00e7os foi deficit\u00e1ria em US$ 36,5 bilh\u00f5es em 2011. As exporta\u00e7\u00f5es somaram US$ 36,7 bilh\u00f5es, crescimento de 21% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. As importa\u00e7\u00f5es brasileiras de servi\u00e7os totalizaram US$ 73,1 bilh\u00f5es, com alta de 22,7% na compara\u00e7\u00e3o com 2010.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Inadimpl\u00eancia sobe puxada por cart\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p><em>Correio Braziliense<\/em><\/p>\n<p>As facilidades oferecidas pelos cart\u00f5es de cr\u00e9dito, que incluem parcelamentos de 12 a 24 meses, est\u00e3o levando os consumidores a perder o controle das compras, engrossando os \u00edndices de inadimpl\u00eancia. O atraso no pagamento das d\u00edvidas em geral pelo brasileiro aumentou 2,91% no primeiro m\u00eas de 2012, em compara\u00e7\u00e3o com o mesmo m\u00eas do ano passado, conforme levantamento da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). A eleva\u00e7\u00e3o foi impulsionada pelo calote nas faturas do cart\u00e3o de cr\u00e9dito, afirmou o presidente da institui\u00e7\u00e3o, Roque Pellizzaro.<\/p>\n<p>Dados do Banco Central apontam que a inadimpl\u00eancia no segmento j\u00e1\u00a0atinge 26,74% das opera\u00e7\u00f5es, tr\u00eas vezes maior que a m\u00e9dia do mercado de cr\u00e9dito brasileiro, que est\u00e1\u00a0 em 7,3%. O total devido pelos brasileiros nos cart\u00f5es de cr\u00e9dito cresceu em ritmo de epidemia na \u00faltima d\u00e9cada. As concess\u00f5es de cr\u00e9dito rotativo (conhecido como pagamento m\u00ednimo) chegaram ao maior n\u00edvel da hist\u00f3ria em dezembro de 2011, R$ 22,2 bilh\u00f5es \u2014\u00a0avan\u00e7o de 825% em dez anos.<\/p>\n<p>Um dos motivos s\u00e3o os juros astron\u00f4micos cobrados de quem n\u00e3o paga toda a fatura no dia do vencimento, na casa dos 10% e 11% ao m\u00eas, 214% a 250% ao ano. Quando isso acontece, fica mais dif\u00edcil a cada m\u00eas regularizar os d\u00e9bitos, que sobem em ritmo acelerado, s\u00f3\u00a0por conta desses encargos. Mesmo para quem opta pelo parcelamento oferecido pela administradora, os juros ficam na casa dos 5% e 6% ao m\u00eas ou entre 80% e 100% ao ano, o que pesa no or\u00e7amento. A taxa Selic est\u00e1 em 10,5% ao ano.<\/p>\n<p>&#8220;O consumidor que entra no cadastro do Servi\u00e7o de Prote\u00e7\u00e3o ao Cr\u00e9dito (SPC) nessas condi\u00e7\u00f5es dificilmente consegue sair devido aos juros elevados&#8221;, observou Roque Pellizzaro. &#8220;O problema \u00e9 a falta de educa\u00e7\u00e3o financeira de muitos consumidores, que leva \u00e0 inadimpl\u00eancia justamente na linha que possui os juros mais altos&#8221;, observou o educador financeiro Reinaldo Domingos.<\/p>\n<p><strong>Redu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Dados da consultoria de cr\u00e9dito e risco Serasa Experian tamb\u00e9m mostram inadimpl\u00eancia do cart\u00e3o de cr\u00e9dito em ritmo de alta \u2014 houve crescimento de 3,5% em janeiro, frente a dezembro passado. O valor m\u00e9dio dessas d\u00edvidas n\u00e3o pagas, em decorr\u00eancia dos juros e do alto endividamento do brasileiro, tamb\u00e9m se expandiu, passou de R$ 396,77 em janeiro de 2011 para R$ 657,92 em igual m\u00eas deste ano \u2014 um incremento de 65,8%.<\/p>\n<p>Diante do atoleiro em que o brasileiro se enfiou com o cart\u00e3o de cr\u00e9dito, a presidente Dilma Rousseff passou a cobrar do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, medidas para reduzir os juros do cart\u00e3o de cr\u00e9dito. A presidente est\u00e1 preocupada com o endividamento das fam\u00edlias que ingressaram recentemente no sistema banc\u00e1rio, a nova classe C. Para o governo, a maior parte dela, que j\u00e1 representa mais da metade da popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, ainda est\u00e1 aprendendo a usar produtos financeiros mais sofisticados, como o cart\u00e3o, e tem ca\u00eddo nas armadilhas das facilidades oferecidas.<\/p>\n<p>&#8220;O problema n\u00e3o\u00a0\u00e9\u00a0o cart\u00e3o em si, mas como ele \u00e9\u00a0usado. O brasileiro transforma o pagamento m\u00ednimo da fatura em h\u00e1bito mensal quando ele deveria ser usado em casos de extrema emerg\u00eancia. A mesma coisa ocorre com o cheque especial, que se transformou em parte da renda do consumidor&#8221;, alertou Carlos Henrique de Almeida, assessor econ\u00f4mico da Serasa Experian. Para ele, j\u00e1 come\u00e7am a surgir os primeiros sinais de uma revers\u00e3o no quadro de d\u00edvidas n\u00e3o pagas. Mas o pior per\u00edodo para a inadimpl\u00eancia ainda est\u00e1 por vir, segundo especialistas. Mar\u00e7o, dizem, ser\u00e1 um m\u00eas dif\u00edcil devido o pagamento de impostos como IPVA e IPTU, o que habitualmente deixa as fam\u00edlias com or\u00e7amento mais apertado, gerando mais d\u00edvidas e inadimpl\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>Atoleiro (Em R$ bilh\u00f5es)<\/strong><\/p>\n<p>Concess\u00e3o mensal do cr\u00e9dito rotativo do cart\u00e3o cresce 825% em 10 anos<\/p>\n<p>Meses &#8211; Libera\u00e7\u00e3o de recursos<\/p>\n<p>Dez\/02 &#8211; 2,4<\/p>\n<p>Dez\/03 &#8211; 2,9<\/p>\n<p>Dez\/04 &#8211; 3,8<\/p>\n<p>Dez\/05 &#8211; 7,1<\/p>\n<p>Dez\/06 &#8211; 7,5<\/p>\n<p>Dez\/07 &#8211; 8,7<\/p>\n<p>Dez\/08 &#8211; 12,4<\/p>\n<p>Dez\/09 &#8211; 15,0<\/p>\n<p>Dez\/10 &#8211; 17,9<\/p>\n<p>Dez\/11 &#8211; 22,2<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>BC brit\u00e2nico injeta recursos<\/strong><\/p>\n<p><em>Correio Braziliense<\/em><\/p>\n<p>Londres \u2014\u00a0O Banco da Inglaterra (BoE) anunciou ontem que injetar\u00e1 mais 50 bilh\u00f5es de libras (R$ 136 bilh\u00f5es) na economia brit\u00e2nica, conforme informa\u00e7\u00f5es divulgadas ao fim de sua reuni\u00e3o mensal de pol\u00edtica monet\u00e1ria. O BoE, que aumenta assim seu programa de compra de t\u00edtulos p\u00fablicos para 325 bilh\u00f5es de libras (R$ 886 bilh\u00f5es) para apoiar a abalada economia brit\u00e2nica, manteve a taxa b\u00e1sica de juros principal em 0,5%, n\u00edvel vigente h\u00e1 quase tr\u00eas anos.<\/p>\n<p>O programa de afrouxamento monet\u00e1rio foi criado em mar\u00e7o de 2009 para injetar recursos em uma economia ent\u00e3o em recess\u00e3o. Foi aumentado em novembro daquele mesmo ano para 200 bilh\u00f5es de libras (R$ 545 bilh\u00f5es), quantia que se esgotou em janeiro de 2010. O BoE j\u00e1 o reativou uma primeira vez em outubro, mas as novas aquisi\u00e7\u00f5es dos pap\u00e9is deviam ser completadas no come\u00e7o de fevereiro.<\/p>\n<p>A expans\u00e3o acontece quando o Reino Unido parece se encaminhar para uma nova recess\u00e3o, depois de seu Produto Interno Bruto (PIB) se contrair 0,2% no \u00faltimo trimestre de 2011. O an\u00fancio do BoE, amplamente antecipado pelos especialistas, foi feito pouco antes do do Banco Central Europeu (BCE), que manteve sem varia\u00e7\u00e3o sua taxa de juros em 1%.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Arrecada\u00e7\u00e3o avan\u00e7a 9% e surpreende<\/strong><\/p>\n<p><em>Correio Braziliense<\/em><\/p>\n<p>O governo n\u00e3o quer fazer alarde, em um momento que discute um pesado corte no Or\u00e7amento deste ano. Mas dados preliminares elaborados pelo secret\u00e1rio da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto, e apresentados na \u00faltima segunda-feira, na reuni\u00e3o da junta or\u00e7ament\u00e1ria, indicam aumento de 9% na receitas com impostos sobre os R$ 91 bilh\u00f5es arrecadados no primeiro m\u00eas de 2011. Os dados oficiais s\u00f3\u00a0dever\u00e3o ser divulgados depois do Carnaval, segundo a assessoria de Barreto.<\/p>\n<p>As estimativas da Receita supera as do mercado financeiro, que alerta para que o governo tenha cautela nos gastos p\u00fablicos neste ano, quando a economia dever\u00e1\u00a0crescer bem abaixo dos 4,5% previstos pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. &#8220;Essas proje\u00e7\u00f5es est\u00e3o otimistas, mas, como sempre, a arrecada\u00e7\u00e3o surpreende. A gente nunca sabe&#8221;, comentou o economista Felipe Salto, da Consultoria Tend\u00eancias. Ele prev\u00ea aumento de 7%, na compara\u00e7\u00e3o anual, na arrecada\u00e7\u00e3o de janeiro, chegando a R$ 97,5 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Atividade<\/p>\n<p>Para todo o ano, Salto estima eleva\u00e7\u00e3o nominal de 8,3% e real de 2,7% no total de tributos federais recolhidos aos cofres do Tesouro Nacional, chegando a R$ 1,05 trilh\u00e3o. No entanto, ele fez um alerta: &#8220;Em 2012, as receitas n\u00e3o ser\u00e3o t\u00e3o surpreendentes. Tudo depender\u00e1\u00a0do comportamento da economia&#8221;, completou. A seu ver, o Produto Interno Bruto (PIB) dever\u00e1\u00a0avan\u00e7ar algo com 3%, aqu\u00e9m do desejado pelo governo.<\/p>\n<p>A junta or\u00e7ament\u00e1ria, composta pela Casa Civil e pelos minist\u00e9rios da Fazenda e do Planejamento, vem se reunindo para apresentar, at\u00e9\u00a0o pr\u00f3ximo dia 17, o valor do corte no Or\u00e7amento deste ano. A previs\u00e3o inicial era de que a tesoura atingiria R$ 60 bilh\u00f5es, mas o aperto poder\u00e1\u00a0ser menor, ficando mais pr\u00f3ximo dos R$ 50 bilh\u00f5es do ano passado. Uma arrecada\u00e7\u00e3o maior ajudaria o governo a fazer um contingenciamento menor do que o do ano passado. &#8220;Mas precisar\u00e1\u00a0de um corte de R$ 60 bilh\u00f5es a R$ 70 bilh\u00f5es para conseguir atingir a meta cheia do superavit prim\u00e1rio, de 3,1% do PIB&#8221;, comentou Salto.<\/p>\n<p>O economista-chefe do banco ABC Brasil, Lu\u00eds Ot\u00e1vio de Souza Leal, tamb\u00e9m recomendou parcim\u00f4nia nos gastos p\u00fablicos, mesmo que a arrecada\u00e7\u00e3o fique acima do previsto. &#8220;As receitas com tributos ainda s\u00e3o um ponto de interroga\u00e7\u00e3o, pois n\u00e3o se sabe o tamanho da parcela considerada extraordin\u00e1ria&#8221;, assinalou. Ele estimou que, caso a atividade se recupere, a arrecada\u00e7\u00e3o tender\u00e1\u00a0 a reagir.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Argentina amea\u00e7a petroleiras<\/strong><\/p>\n<p><em>O Estado de S. Paulo<\/em><\/p>\n<p>As companhias petrol\u00edferas instaladas na Argentina receberam uma dura advert\u00eancia do governo de Cristina Kirchner: ou aumentam a produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s ou correm o risco de perder as concess\u00f5es das \u00e1reas que exploram. A Petrobr\u00e1s\u00a0 \u00e9\u00a0uma das companhias amea\u00e7adas.<\/p>\n<p>Os governadores das prov\u00edncias produtoras de petr\u00f3leo da Argentina, que fazem parte da Organiza\u00e7\u00e3o dos Estados Produtores de Hidrocarbonetos (Ofephi), se reuniram ontem e emitiram um comunicado dirigido \u00e0s empresas, exigindo &#8220;a m\u00e1xima produ\u00e7\u00e3o poss\u00edvel&#8221;.<\/p>\n<p>Segundo o governador de Chubut, Mart\u00edn Buzzi, em 15 dias a Ofephi vai fixar n\u00edveis e prazos de produ\u00e7\u00e3o que as companhias ter\u00e3o de cumprir.<\/p>\n<p>A reuni\u00e3o estabeleceu metas para os pr\u00f3ximos quatro anos de mandato da presidente, com o objetivo de aumentar a produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s e convencer as companhias a se associarem a estatais da administra\u00e7\u00e3o federal, como a Enarsa, ou das Prov\u00edncias de Chubut, Neuqu\u00e9n, Mendoza, La Pampa, Jujuy, Salta, Santa Cruz, Tierra del Fuego, R\u00edo Negro e Formosa.<\/p>\n<p>A Ofephi divulgou documento denominado Pacto Federal de Hidrocarbonetos, no qual ressalta a determina\u00e7\u00e3o de &#8220;incentivar a participa\u00e7\u00e3o de terceiras empresas&#8221; nas regi\u00f5es produtoras para &#8220;melhorar a economia da produ\u00e7\u00e3o&#8221;. A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 que as associa\u00e7\u00f5es sejam como &#8220;empresas nacionais ou provinciais&#8221;.<\/p>\n<p>Os governadores tamb\u00e9m pedem \u00e0s petrol\u00edferas &#8220;maior investimento em explora\u00e7\u00e3o e que incrementem o investimento dirigido a um aumento produtivo, sustentando a atividade de servi\u00e7os e empregos, com o objetivo de manter a paz social&#8221;. E, para n\u00e3o deixar d\u00favidas que os governadores apoiam a investida da Casa Rosada, o texto afirma que &#8220;est\u00e3o alinhados politicamente com a presidente&#8221;.<\/p>\n<p>Participaram da reuni\u00e3o os ministros de Planejamento, Julio De Vido, e de Economia, Hern\u00e1n Lorenzino, e o secret\u00e1rio de Energia, Daniel Cameron. A presidente est\u00e1 irritada com o elevado volume de importa\u00e7\u00f5es do setor energ\u00e9tico em 2011, US$ 9,8 bilh\u00f5es, um aumento de 110% comparado com 2010.<\/p>\n<p>Estatiza\u00e7\u00e3o. Desde o in\u00edcio do ano, o governo iniciou v\u00e1rias medidas para pressionar as petrol\u00edferas a elevar a produ\u00e7\u00e3o no pa\u00eds. YPF, Shell, Esso, Petrobr\u00e1s Energia e Oil Combustible foram denunciadas por &#8220;abuso de poder dominante&#8221; ao organismo antitruste. E os subs\u00eddios para incentivar a produ\u00e7\u00e3o foram cortados. A maior empresa do pa\u00eds, a YPF, controlada pela espanhola Repsol, tem sido o principal alvo da Casa Rosada, que teria planos de nacionalizar a companhia.<\/p>\n<p>Os analistas dizem que o governo d\u00e1\u00a0 sinais de que vai estatizar a companhia, como j\u00e1\u00a0fez com \u00c1guas Argentinas, hoje Aysa, Aerol\u00edneas Argentinas, Correio, e outras. O presidente da Repsol passou cinco dias em Buenos Aires tentando falar com a presidente Cristina Kirchner, mas o m\u00e1ximo que conseguiu foi uma reuni\u00e3o com os ministros De Vido e Lorenzino. Como resposta, a YPF anunciou o maior investimento de sua hist\u00f3ria no ano passado: 13,3 bilh\u00f5es de pesos (cerca de US$ 3,1 bilh\u00f5es).<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Cerrado \u00e9\u00a0o bioma mais devastado<\/strong><\/p>\n<p><em>Correio Braziliense<\/em><\/p>\n<p>A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, divulgou ontem dados sobre o desmatamento em diferentes biomas brasileiros. De acordo com o programa de monitoramento da pasta, realizado entre 2008 e 2009, o cerrado ainda \u00e9 a vegeta\u00e7\u00e3o mais afetada, com 7.637km2 destru\u00eddos, o que representa 0,37% da \u00e1rea total do bioma. O governo tamb\u00e9m apresentou dados da pesquisa sobre pantanal, mata atl\u00e2ntica e pampa. Os tr\u00eas tiveram redu\u00e7\u00e3o nas taxas de desmatamento. &#8220;Estamos conseguindo reduzir em um ritmo muito maior do que nos anos anteriores. \u00c9 preciso monitorar para formular melhores pol\u00edticas p\u00fablicas&#8221;, afirmou a ministra.<\/p>\n<p>O bioma com o menor \u00edndice de desmatamento foi a mata atl\u00e2ntica, que de 2008 a 2009 teve 248km2 derrubados, representando 0,02% do total da vegeta\u00e7\u00e3o. Atualmente, o estudo mostra que h\u00e1\u00a0 22,23% de \u00e1reas nativas remanescentes no Brasil. Dos estados brasileiros com mata atl\u00e2ntica, Minas Gerais e Bahia tiveram as maiores taxas de devasta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No sul do Brasil, a vegeta\u00e7\u00e3o caracter\u00edstica \u00e9\u00a0o pampa. O estudo do minist\u00e9rio mostra que esse bioma \u00e9\u00a0 o terceiro mais afetado no pa\u00eds, com uma \u00e1rea desmatada de 331km2. O monitoramento feito por sat\u00e9lite mostra que ainda h\u00e1\u00a035,89% de vegeta\u00e7\u00e3o remanescente. Segundo a ministra do Meio Ambiente, uma das possibilidades para explicar o uso da \u00e1rea \u00e9\u00a0a pecu\u00e1ria extensiva na regi\u00e3o, al\u00e9m da cultura de arroz e a instala\u00e7\u00e3o de ind\u00fastrias de celulose.<\/p>\n<p>Apesar de ter havido um decr\u00e9scimo na devasta\u00e7\u00e3o no pantanal, que \u00e9\u00a0a pen\u00faltima na lista dos biomas afetados, a regi\u00e3o ainda preocupa. Com 83,07% de \u00e1rea nativa remanescente, o minist\u00e9rio afirmou que n\u00e3o se sabe as reais causas do problema nessa regi\u00e3o. &#8220;A a\u00e7\u00e3o est\u00e1\u00a0saindo das bordas e indo para o interior. Isso pode significar ocupa\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rio ou at\u00e9\u00a0a ado\u00e7\u00e3o de novas formas de atividade econ\u00f4mica&#8221;, relatou.<\/p>\n<p>Izabella Teixeira enfatizou tamb\u00e9m que parte desse desmatamento \u00e9 autorizada. &#8220;No cerrado, por exemplo, existe uma reserva legal de 20%, como em outros estados. O que precisamos \u00e9 verificar quanto \u00e9 legal e quanto \u00e9 ilegal&#8221;, ponderou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\nLe Monde Diplomatique Brasil &#8211; Chistian de Brie\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2395\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-2395","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-CD","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2395","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2395"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2395\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2395"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2395"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2395"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}