{"id":23979,"date":"2019-09-24T01:32:47","date_gmt":"2019-09-24T04:32:47","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=23979"},"modified":"2019-09-24T01:32:47","modified_gmt":"2019-09-24T04:32:47","slug":"verdade-historica-apontamentos-sobre-a-ii-guerra-mundial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/23979","title":{"rendered":"Verdade hist\u00f3rica: apontamentos sobre a II Guerra Mundial"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.mondialisation.ca\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/or-37057-400x238.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Jorge Cadima<\/p>\n<p>ODIARIO.INFO<\/p>\n<p>\u00c9 permanente a necessidade de repor a verdade hist\u00f3rica sobre a II Guerra Mundial, sistematicamente falsificada. Falsifica\u00e7\u00e3o que atinge o del\u00edrio oficial, como sucedeu com as recentes comemora\u00e7\u00f5es ocidentais do desembarque na Normandia para as quais a R\u00fassia n\u00e3o foi convidada mas em que, em compensa\u00e7\u00e3o, estava presente\u2026a Alemanha. Para toda esta gente continua a ser insuport\u00e1vel o papel decisivo da URSS na derrota do nazifascismo.<\/p>\n<p>A Hist\u00f3ria da II Guerra Mundial (II GM) \u00e9 alvo de falsifica\u00e7\u00e3o permanente. A revista do Expresso (7.6.19) fala do desembarque na Normandia (6 Junho, 1944) como \u00aba maior opera\u00e7\u00e3o aeronaval de todos os tempos e o prel\u00fadio da derrota nazista\u00bb. Mas como escreve Adam Tooze, Professor de Hist\u00f3ria Econ\u00f4mica nas Universidades de Cambridge e Yale: \u00abo ataque lan\u00e7ado pela Wehrmacht [ contra a URSS] em 22 de junho de 1941 foi a maior opera\u00e7\u00e3o militar \u00fanica de que h\u00e1 registro hist\u00f3rico. Uma for\u00e7a n\u00e3o inferior a 3.050.000 homens participou no assalto [\u2026]. Nunca, nem antes nem depois, se travou batalha com tanta ferocidade, por tantos homens, numa frente de batalha t\u00e3o extensa\u00bb(1).<\/p>\n<p>Apresentar o Dia D como \u2018prel\u00fadio da derrota nazista\u2019 significa apagar da Hist\u00f3ria tr\u00eas anos (!) de batalhas decisivas. \u00c9 fake History. A propaganda anticomunista d\u00e1 nisto. Os propagandistas enfrentam um problema: a realidade. Em junho de 1944 j\u00e1 a URSS libertara quase todo o seu territ\u00f3rio e, com os movimentos de resist\u00eancia popular armada em in\u00fameros pa\u00edses (e o papel decisivo dos comunistas), preparava-se para libertar Berlim (maio, 1945). J\u00e1 em agosto de 1941, Goebbels escrevia no seu di\u00e1rio: \u00abO F\u00fchrer est\u00e1 intimamente muito irritado por se ter deixado enganar sobre o potencial b\u00e9lico dos bolcheviques. [\u2026] Trata-se duma grave crise [\u2026]. Em compara\u00e7\u00e3o, as campanhas conduzidas at\u00e9 aqui eram meros passeios\u00bb. E em setembro: \u00abAvaliamos de forma totalmente errada o potencial dos bolcheviques\u00bb (2).<\/p>\n<p>Os nazistas foram pela primeira vez barrados \u00e0s portas de Moscou. Para o historiador Jacques Pauwels, foi o momento da virada: \u00aba Batalha de Moscou [\u2026] e, em especial o come\u00e7o da contraofensiva do Ex\u00e9rcito Vermelho em 5 de dezembro de 1941, assinalou o fim da estrat\u00e9gia at\u00e9 ent\u00e3o extremamente bem sucedida de blitzkrieg, ou \u201cguerra rel\u00e2mpago\u201d. E desta forma, condenou a Alemanha Nazista a perder a guerra\u00bb (3).<\/p>\n<p>A brutal domina\u00e7\u00e3o nazifascista estendia-se, em 1942, a quase toda a Europa. Nesse ano \u00abo ex\u00e9rcito sovi\u00e9tico combatia contra 98% do ex\u00e9rcito alem\u00e3o operacional \u2013 178 divis\u00f5es concentradas na frente leste \u2013 enquanto que os brit\u00e2nicos combatiam contra 4 no Norte de \u00c1frica\u00bb (4). Os EUA ainda estavam longe de entrar em guerra na Europa. Em 1943 travaram-se batalhas decisivas. Diz Tooze: \u00abA batalha de Stalingrado \u00e9 o feito militar e pol\u00edtico mais importante da [II GM\u2026]. Entre 17 de julho de 1942 e 2 de fevereiro de 1943, os ex\u00e9rcitos do bloco fascista perderam cerca de um quarto das for\u00e7as que operavam na frente sovi\u00e9tico-alem\u00e3\u00bb (5). No Ver\u00e3o \u00e9 a batalha de Kursk, \u00abuma das mais grandiosas da [II GM\u2026]. O ex\u00e9rcito fascista alem\u00e3o sofreu uma derrota de que j\u00e1 n\u00e3o foi capaz de se recompor\u2026]. A iniciativa estrat\u00e9gica ficou at\u00e9 ao final nas m\u00e3os [\u2026] da URSS\u00bb (6).<\/p>\n<p>Faltava quase um ano para o Dia D. Em janeiro de 1944, ap\u00f3s quase dois anos e meio, o Ex\u00e9rcito Vermelho rompeu o cerco \u00e0 segunda cidade da URSS. O sacrif\u00edcio inenarr\u00e1vel de Leningrado custou mais vidas sovi\u00e9ticas do que o total de baixas dos EUA e Reino Unido em todos os teatros de guerra da II GM 7. Nos \u00abtr\u00eas anos entre junho de 1941 e maio de 1944, a taxa m\u00e9dia de baixas da Wehrmacht na Frente Leste foi de quase 60 000 mortos por m\u00eas. Nos \u00faltimos doze meses da guerra a sangria atingiu propor\u00e7\u00f5es realmente extraordin\u00e1rias\u00bb (8). O Ex\u00e9rcito Vermelho foi respons\u00e1vel por 90% dos soldados alem\u00e3es mortos na II GM (9).<\/p>\n<p>Tooze sintetiza a verdade hist\u00f3rica: \u00ab\u00c9 inquestion\u00e1vel que foi na Frente Leste que o 3.\u00ba Reich sangrado at\u00e9 \u00e0 morte, e foi o Ex\u00e9rcito Vermelho o maior respons\u00e1vel pela destrui\u00e7\u00e3o da Wehrmacht\u00bb (10).<\/p>\n<p>Compadrio com o fascismo<\/p>\n<p>As causas de fundo da II GM residem na natureza agressiva do capitalismo. Poucos anos antes, as grandes pot\u00eancias imperialistas combateram-se na I Guerra Mundial, disputando mercados, mat\u00e9rias-primas e col\u00f4nias e tentando vergar, pelo militarismo, a classe oper\u00e1ria dos seus pa\u00edses (11). Mas a chacina teve resultados inesperados. A guerra termina com os povos em revolta. Em 1917 houve duas revolu\u00e7\u00f5es na R\u00fassia czarista, levando os bolcheviques ao poder e lan\u00e7ando a primeira experi\u00eancia hist\u00f3rica de constru\u00e7\u00e3o do socialismo. A Alemanha foi obrigada ao Armist\u00edcio pela revolta dos seus marinheiros, soldados e oper\u00e1rios, em novembro de 1918.<\/p>\n<p>No Reino Unido, a efervesc\u00eancia revolucion\u00e1ria leva o PM liberal Lloyd George a encarar, em 1919, bombardear cidades oper\u00e1rias em revolta, como Glasgow, Liverpool e Manchester (12). As pot\u00eancias capitalistas vencedoras aproveitam a derrota alem\u00e3 para se apossar das suas col\u00f4nias e parte do seu territ\u00f3rio europeu. O Tratado de Versalhes (1919) imp\u00f4s-lhe pesadas compensa\u00e7\u00f5es de guerra, conducentes \u00e0 hiperinfla\u00e7\u00e3o dos anos 20 e arruinando a pequena e m\u00e9dia burguesia alem\u00e3.<\/p>\n<p>Quando em 1929 eclode a grande crise do capitalismo, era generalizada a sensa\u00e7\u00e3o de um sistema em derrocada, ao qual o impetuoso crescimento econ\u00f4mico da URSS socialista nos anos 30 fazia evidente contraponto. Logo no primeiro Plano Quinquenal (1928-32) a produ\u00e7\u00e3o industrial sovi\u00e9tica cresceu 22% ao ano, valores ainda hoje sem paralelo.<\/p>\n<p>Este contexto explica a coniv\u00eancia de boa parte das classes dominantes europeias com o ascenso do fascismo, no qual viam um \u2018salvador\u2019. Em 1927, Churchill declarou na It\u00e1lia, ap\u00f3s encontrar-se com Mussolini, que \u00abse fosse italiano, estou seguro de que teria estado ao vosso lado, de alma e cora\u00e7\u00e3o, do princ\u00edpio at\u00e9 ao fim, na vossa luta triunfante contra as paix\u00f5es e apetites animalescos do Leninismo\u00bb (13). O Governador do Banco de Inglaterra, Norman Montagu, dizia em 1934, em Nova Iorque: \u00abHitler e Schacht [o seu hom\u00f3logo alem\u00e3o] s\u00e3o na Alemanha basti\u00f5es da civiliza\u00e7\u00e3o. S\u00e3o os \u00fanicos amigos que temos naquele pa\u00eds. Defendem o nosso tipo de ordem social contra o comunismo\u00bb (14). Uma mensagem bem acolhida pelo grande capital dos EUA (15).<\/p>\n<p>Hitler nunca escondera a sua ambi\u00e7\u00e3o de colonizar o Leste europeu, para assegurar o Lebensraum (espa\u00e7o vital) alem\u00e3o. Diz o Embaixador sovi\u00e9tico em Inglaterra (1932-39), Ivan Maisky (16): \u00abEm janeiro de 1933 os fascistas tomaram o poder na Alemanha. No mundo capitalista [\u2026] formaram-se dois grupos de pot\u00eancias: o primeiro, composto pela Alemanha, It\u00e1lia e Jap\u00e3o, colocou abertamente o problema da redivis\u00e3o do mundo [\u2026]; o segundo grupo, composto por Inglaterra, Fran\u00e7a e Estados Unidos, detentores da maioria das riquezas mundiais, tomou partido pelo status quo. Esfor\u00e7ando-se por ultrapassar a cis\u00e3o [\u2026] os dirigentes do capitalismo [\u2026] pensaram conciliar as suas contradi\u00e7\u00f5es \u00e0 custa da URSS. Os homens de Estado de Londres, Paris e Washington deram a entender a Hitler, por todas as formas, que poderia procurar o seu \u2018espa\u00e7o vital\u2019 a Leste\u00bb.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a chegada de Hitler ao poder, \u00aba 15 de julho de 1933, foi assinado o \u2018Pacto de Conc\u00f3rdia e Coopera\u00e7\u00e3o\u2019 entre a Inglaterra, Fran\u00e7a, Alemanha e It\u00e1lia [\u2026] no qual se expressava o [\u2026] \u2018direito\u2019 da Alemanha a rearmar-se sem limites\u00bb (17). A \u2018Conc\u00f3rdia\u2019 inspirou o compadrio com as agress\u00f5es das pot\u00eancias fascistas que marcou a d\u00e9cada de 30 e abriria caminho \u00e0 guerra.<\/p>\n<p>Em setembro de 1931, o Jap\u00e3o, futuro aliado da Alemanha e It\u00e1lia no Pacto Anti-Komintern (18), invadiu e ocupou parte da China. O Presidente dos EUA Hoover falou, compreensivo, em \u00abrestabelecimento da ordem\u00bb (19). No Outono de 1935, a It\u00e1lia fascista invadiu o \u00fanico pa\u00eds africano que escapara \u00e0 coloniza\u00e7\u00e3o, a Eti\u00f3pia. O apelo da Eti\u00f3pia \u00e0 Sociedade das Na\u00e7\u00f5es, \u00abapenas foi apoiado pela Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica e alguns pequenos Estados. Os EUA, Inglaterra e Fran\u00e7a n\u00e3o s\u00f3 se negaram a vender armas \u00e0 Eti\u00f3pia, como recorreram, na pr\u00e1tica, a um bloqueio contra ela\u00bb (20).<\/p>\n<p>Igual sorte coube \u00e0 Rep\u00fablica Espanhola e ao seu democraticamente eleito governo de Frente Popular, quando do golpe militar do General Franco (julho, 1936). Franco recebia o apoio militar de Hitler e Mussolini, tamb\u00e9m atrav\u00e9s do Portugal fascista (21), mas o governo leg\u00edtimo foi impedido de se defender pelas democracias burguesas, incluindo o Governo de Frente Popular na vizinha Fran\u00e7a. Apenas a URSS ajudou a Rep\u00fablica. Escreve o historiador Vi\u00f1as: \u00aba decis\u00e3o sovi\u00e9tica de ajudar a Rep\u00fablica com homens e sobretudo armas, n\u00e3o sendo r\u00e1pida, teve efeitos muito significativos. Sem essas armas, e na aus\u00eancia de fontes regulares de abastecimento alternativo, o nascente Ex\u00e9rcito Popular n\u00e3o teria podido resistir durante muito tempo\u00bb (22).<\/p>\n<p>A \u00absolid\u00e3o da Rep\u00fablica\u00bb ficou conhecida como \u2018pol\u00edtica de N\u00e3o Interven\u00e7\u00e3o\u2019 mas foi uma forma de interven\u00e7\u00e3o, assente no \u00f3dio de classe, que ajudou \u00e0 vit\u00f3ria franquista. Em 1936, Churchill descrevia os Republicanos como \u00abum proletariado empobrecido e atrasado que exige o derrube da Igreja, do Estado e da propriedade e a instaura\u00e7\u00e3o dum regime comunista\u00bb, contra o qual se erguiam \u00abfor\u00e7as patri\u00f3ticas, religiosas e burguesas, sob a dire\u00e7\u00e3o das for\u00e7as armadas [\u2026] que marcham para restabelecer a ordem atrav\u00e9s de uma ditadura militar\u00bb (23).<\/p>\n<p>O compadrio deu a estocada final numa Rep\u00fablica isolada e em dificuldades. Escreve Maiski: \u00abA 27 de fevereiro [1939] a Inglaterra e Fran\u00e7a reconhecem oficialmente o Governo de Franco e rompem rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas com o governo espanhol. Foi apenas o prel\u00fadio. Em 5-6 de mar\u00e7o rebentou uma sedi\u00e7\u00e3o contrarrevolucion\u00e1ria, chefiada pelo socialista de direita Besteiro e pelo comandante da frente central da Rep\u00fablica, general Casado. O compl\u00f4 foi organizado por agentes [dos PM ingl\u00eas e franc\u00eas] Chamberlain [e] Daladier. [\u2026] Os conjurados tomaram o poder. Abriram a frente ao general Franco e viraram-se selvagemente contras as unidades fi\u00e9is \u00e0 Rep\u00fablica, comandadas por comunistas. Consumada a trai\u00e7\u00e3o, a 1 de abril de 1939, Casado transfere-se para a Inglaterra\u00bb (24). Assim caiu a Rep\u00fablica Espanhola.<\/p>\n<p>Em mar\u00e7o de 1938, Hitler anexa a \u00c1ustria (o Anschluss). Escreve Deborin: \u00abNenhum pa\u00eds capitalista protestou, nem sequer formalmente [\u2026] contra este ato de agress\u00e3o. A Inglaterra e Fran\u00e7a reconheceram sem demora a anexa\u00e7\u00e3o da \u00c1ustria. [\u2026] O Vaticano tamb\u00e9m n\u00e3o condenou a anexa\u00e7\u00e3o da \u00c1ustria cat\u00f3lica pela Alemanha hitleriana\u00bb (25).<\/p>\n<p>Munique e o ouro<\/p>\n<p>O compadrio atinge o auge na Confer\u00eancia de Munique em setembro de 1938. Chamberlain e Daladier juntam-se a Hitler e Mussolini, na Alemanha, para desmembrar a Checoslov\u00e1quia, cujos dirigentes foram exclu\u00eddos da Confer\u00eancia. O jornalista W. Shirer descreve o ultimato ingl\u00eas aos representantes checos: \u00abEm nome de Chamberlain, [Sir Horace] Wilson informou-os dos pontos principais do acordo entre as quatro pot\u00eancias e entregou-lhes um mapa das \u00e1reas dos Sudetos que deveriam ser imediatamente evacuadas pelos checos [para entregar \u00e0 Alemanha]. Quando os dois enviados tentaram protestar, o funcion\u00e1rio brit\u00e2nico cortou-lhes a palavra [\u2026] e retirou-se rapidamente da sala\u00bb (26).<\/p>\n<p>Em 30 de setembro, \u00abHitler, Chamberlain, Mussolini e Daladier, por essa ordem, [assinaram o] Acordo de Munique, que estipulava que o Ex\u00e9rcito alem\u00e3o come\u00e7aria a sua marcha sobre territ\u00f3rio da Checoslov\u00e1quia no dia 1\u00ba de outubro, tal como o F\u00fchrer sempre disse que aconteceria\u00bb. O Acordo criou uma Comiss\u00e3o Internacional que \u00abdecidiu em favor da Alemanha todas as disputas territoriais adicionais [\u2026] e dispensou a realiza\u00e7\u00e3o dos plebiscitos que o Acordo previa [\u2026] Os polacos e h\u00fangaros [\u2026] desceram qual abutres para abocanhar peda\u00e7os de territ\u00f3rio checoslovaco. A Pol\u00f4nia [\u2026] apoderou-se de cerca de 650 milhas quadradas na zona de Teschen, com uma popula\u00e7\u00e3o de 228 000 habitantes, dos quais 133 000 checos\u00bb. O resto da Checoslov\u00e1quia foi ocupada por Hitler, em mar\u00e7o de 1939.<\/p>\n<p>Coroando a inf\u00e2mia, as reservas de ouro da Checoslov\u00e1quia, \u00e0 guarda do \u2018banco dos banqueiros\u2019, BIS, foram entregues aos nazistas ap\u00f3s a ocupa\u00e7\u00e3o de Praga, com a coniv\u00eancia direta do Banco de Inglaterra. Chamberlain, \u00abacionista importante nas Imperial Chemical Industries, parceiro da I. G. Farben, cujo Hermann Schmitz era diretor do BIS\u00bb, negou a transfer\u00eancia, mentindo perante o Parlamento (27). O ouro da B\u00e9lgica teve igual destino (28).<\/p>\n<p>A trai\u00e7\u00e3o fora preparada com anteced\u00eancia. Maiski diz (29): \u00abLord Halifax foi encarregue por Chamberlain de [\u2026] negociar com Hitler um acordo global [\u2026]. A Ata do encontro Hitler-Halifax de 17 de novembro de 1937, publicada [\u2026] em 1948, mostra que Lord Halifax prop\u00f4s a Hitler, em nome do governo de sua majestade, uma alian\u00e7a baseada num \u2018pacto a quatro\u2019 e deixou \u2018m\u00e3os livres\u2019 ao F\u00fchrer na Europa Central e Oriental. Em particular, Halifax declarou que n\u00e3o se deveria \u2018excluir a possibilidade de modificar a situa\u00e7\u00e3o existente\u2019 na Europa e precisou que neste \u00e2mbito de quest\u00f5es se inclu\u00edam \u2018Danzig [Gdansk], a \u00c1ustria e a Checoslov\u00e1quia\u2019. [\u2026] quando em fevereiro de 1938 Eden [\u2026] foi substitu\u00eddo no Foreign Office por lord Halifax [\u2026] o F\u00fchrer decidiu n\u00e3o perder tempo, e a 12 de mar\u00e7o de 1938 [\u2026] apossou-se da \u00c1ustria [\u2026] no mesmo dia em que Chamberlain recebia solenemente na Inglaterra o Ministro dos Neg\u00f3cios Estrangeiros alem\u00e3o, Joachim Ribbentrop\u00bb.<\/p>\n<p>O \u2018Pacto Chamberlain-Ribbentrop\u2019 continuou no dia ap\u00f3s Munique, quando Chamberlain prop\u00f4s a Hitler \u00abcoopera\u00e7\u00e3o ulterior para p\u00f4r fim \u00e0 Guerra Civil Espanhola [\u2026] e mesmo uma solu\u00e7\u00e3o do problema russo\u00bb (30). Daladier afirmou, em 1938, recear \u00abque a Alemanha fosse derrotada na guerra [\u2026] e que os \u00fanicos benefici\u00e1rios viessem a ser os Bolcheviques, uma vez que haveria uma revolu\u00e7\u00e3o social em todos os pa\u00edses da Europa [\u2026] os Cossacos dominariam a Europa\u00bb (31).<\/p>\n<p>A coniv\u00eancia com o nazifascismo e a recusa de uma alian\u00e7a das pot\u00eancias antifascistas, que a URSS h\u00e1 muito advogava e que poderia ter evitado a guerra, acabaria por se virar contra os pr\u00f3prios governantes de Fran\u00e7a, Inglaterra e Pol\u00f4nia. Churchill, que mais cedo do que outros dirigentes ingleses compreendeu que a Alemanha ressurgente tamb\u00e9m amea\u00e7ava a posi\u00e7\u00e3o global da Inglaterra (a maior pot\u00eancia colonial da Hist\u00f3ria), haveria de acertadamente dizer a Chamberlain, ap\u00f3s Munique: \u00abFoi-vos dada a op\u00e7\u00e3o entre a desonra e a guerra. Escolheram a desonra. V\u00e3o ter a guerra\u00bb.<\/p>\n<p>Agosto de 1939<\/p>\n<p>\u00c9 conven\u00e7\u00e3o considerar que a II GM come\u00e7ou com a invas\u00e3o alem\u00e3 da Pol\u00f4nia, a 1\u00ba de setembro de 1939. Na realidade come\u00e7ara antes para muitos povos e a declara\u00e7\u00e3o de guerra de Inglaterra e Fran\u00e7a no dia 3 foi sobretudo simb\u00f3lica. A Pol\u00f4nia teve de se defender sozinha, rendendo-se ao fim de poucas semanas. N\u00e3o houve combates entre anglo-franceses e alem\u00e3es durante muitos meses, at\u00e9 que Hitler invadiu a B\u00e9lgica, Holanda e Fran\u00e7a (maio, 1940).<\/p>\n<p>\u00c9 uma falsifica\u00e7\u00e3o grosseira afirmar que a II GM resultou da assinatura, em 23 de agosto, do tratado de n\u00e3o agress\u00e3o entre a URSS e a Alemanha nazista, um mito que esconde as cumplicidades j\u00e1 referidas. Maiski exp\u00f5e a perspectiva sovi\u00e9tica: \u00abEm 1939, a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica estava de novo amea\u00e7ada por um perigo grave, de uma eventual agress\u00e3o das pot\u00eancias fascistas e, em particular, da Alemanha e Jap\u00e3o. Existia tamb\u00e9m o perigo que se constitu\u00edsse uma frente capitalista antissovi\u00e9tica, pois [\u2026] Chamberlain e Daladier poder-se-iam, a qualquer momento, alinhar com as pot\u00eancias fascistas e apoiar, duma ou outra forma, um ataque contra a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica. [\u2026] A solu\u00e7\u00e3o melhor, a que a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica aspirava ent\u00e3o, com todas as suas for\u00e7as e meios, era uma coliga\u00e7\u00e3o defensiva de pot\u00eancias que n\u00e3o tinham interesse em desencadear uma segunda guerra mundial. Na pr\u00e1tica isto significava em primeiro lugar um pacto de assist\u00eancia m\u00fatua entre URSS, Gr\u00e3 Bretanha e Fran\u00e7a. [\u2026] Mas, devido \u00e0 sistem\u00e1tica sabotagem de Chamberlain e Daladier, que visavam um conflito entre a Alemanha e a URSS, no m\u00eas de Agosto 1939 as negocia\u00e7\u00f5es ficaram num impasse. [\u2026] O governo sovi\u00e9tico tinha perante si duas perspectivas: uma pol\u00edtica de isolamento ou um acordo com a Alemanha.<\/p>\n<p>Na situa\u00e7\u00e3o de 1939, quando junto \u00e0s fronteiras do Extremo Oriente j\u00e1 soavam os canh\u00f5es [\u2026 japoneses], quando Chamberlain e Daladier faziam grandes esfor\u00e7os para ati\u00e7ar a Alemanha contra a URSS, quando os pr\u00f3prios alem\u00e3es ainda estavam incertos sobre a dire\u00e7\u00e3o do seu primeiro golpe \u2013 nessa situa\u00e7\u00e3o, uma pol\u00edtica isolacionista teria sido extremamente arriscada e o governo sovi\u00e9tico fez muito bem em recus\u00e1-la\u00bb. Note-se que no Ver\u00e3o de 1939 os ingleses tamb\u00e9m negociavam com os nazistas. Ponting refere, com base em documentos oficiais, que \u00abos brit\u00e2nicos ofereceram um acordo global [com a Alemanha], baseado num gigantesco empr\u00e9stimo do Reino Unido para ajudar a economia alem\u00e3 [\u2026]. Foi dado a entender que a Gr\u00e3 Bretanha estaria disposta a abandonar os polacos em caso de acordo\u00bb (32).<\/p>\n<p>O acordo de n\u00e3o agress\u00e3o com a Alemanha e a pol\u00edtica dos meses seguintes apenas se compreendem \u00e0 luz da convic\u00e7\u00e3o sovi\u00e9tica de que a guerra da Alemanha contra a URSS, com que Hitler sonhara desde a primeira hora, se tornara inevit\u00e1vel. Tratava-se de adi\u00e1-la ao m\u00e1ximo e combat\u00ea-la nas melhores condi\u00e7\u00f5es poss\u00edveis. Em 1939-40, a URSS recuperou territ\u00f3rios que lhe foram retirados nas agress\u00f5es que sofreu ap\u00f3s a Revolu\u00e7\u00e3o de Outubro e em Brest-Litovsk. Recuperando as suas fronteiras, criou melhores condi\u00e7\u00f5es para sustar o embate da Opera\u00e7\u00e3o Barbarossa que Hitler desencadearia em Junho de 1941. A Hist\u00f3ria registra como a URSS foi assim capaz de sobreviver e derrotar o nazifascismo, prestando um servi\u00e7o maior \u00e0 Humanidade.<\/p>\n<p>Por que \u00e9 que Hitler, furando as expectativas, atacou primeiro a Ocidente, antes de se virar contra a URSS? N\u00e3o deve ser subestimado o papel das contradi\u00e7\u00f5es interimperialistas, que j\u00e1 haviam conduzido \u00e0 I GM, e o desejo de desforra da derrota e humilha\u00e7\u00e3o sofrida pela Alemanha em 1918. Hitler queria tamb\u00e9m assegurar a sua retaguarda antes da invas\u00e3o da URSS, e o controle sobre a Europa Ocidental entregou-lhe um enorme potencial industrial e de mat\u00e9rias-primas. Hitler sabia que o \u00f3dio de classe que levava grande parte da alta sociedade francesa a clamar \u00abantes Hitler que [Leon] Blum\u00bb (33), adubava a \u00abop\u00e7\u00e3o pela derrota\u00bb (34) que se traduziu na rendi\u00e7\u00e3o e no colaboracionismo de Vichy (35). Na Inglaterra tamb\u00e9m havia german\u00f3filos (incluindo na fam\u00edlia real) e epis\u00f3dios de \u2018diplomacia paralela\u2019, incluindo a viagem de Hess em 1941 (36).<\/p>\n<p>Resist\u00eancia<\/p>\n<p>A vit\u00f3ria sovi\u00e9tica na II GM n\u00e3o teria sido poss\u00edvel sem a industrializa\u00e7\u00e3o dos anos 30. Diz Tooze: \u00abApesar de ter sofrido perdas territoriais e uma perturba\u00e7\u00e3o que se traduziu numa quebra de 25% no produto nacional total, a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica conseguiu ultrapassar a Alemanha na produ\u00e7\u00e3o de quase todas as categorias de armamento. [\u2026] Foi esta superioridade industrial, contr\u00e1ria a todas as expectativas, que permitiu ao Ex\u00e9rcito Vermelho, primeiro absorver a segunda grande investida da Wehrmacht, e depois, em novembro de 1942, lan\u00e7ar uma s\u00e9rie de contra-ataques devastadores. [\u2026] Os triunfos de Jukov e dos seus colegas teriam sido imposs\u00edveis, n\u00e3o fora o excelente material militar fornecido pelas f\u00e1bricas\u00bb (37). A consci\u00eancia da import\u00e2ncia da industrializa\u00e7\u00e3o para a capacidade de resist\u00eancia em caso de agress\u00e3o foi um dos aspectos que levou, no final dos anos 20, \u00e0 op\u00e7\u00e3o sovi\u00e9tica pela industrializa\u00e7\u00e3o acelerada.<\/p>\n<p>Mas a Vit\u00f3ria resultou tamb\u00e9m da determina\u00e7\u00e3o em resistir, que n\u00e3o existiu noutros pa\u00edses. Falando do avan\u00e7o impar\u00e1vel de Hitler at\u00e9 a invas\u00e3o da URSS, diz Deborin (38): \u00abA situa\u00e7\u00e3o criada era principalmente resultado da profunda contradi\u00e7\u00e3o que existia nos pa\u00edses europeus entre os meios governantes e as massas populares. [\u2026] os governos burgueses temiam os seus povos mais do que aos invasores alem\u00e3es\u00bb. E ainda: \u00aba guerra contra a Alemanha, It\u00e1lia e Jap\u00e3o s\u00f3 podia ter \u00eaxito enquanto guerra antifascista, s\u00f3 na medida em que os inimigos dos Estados fascistas fossem superiores n\u00e3o apenas no aspecto t\u00e9cnico-militar, mas no pol\u00edtico-moral. Essa superioridade n\u00e3o se podia conseguir numa guerra que tivesse car\u00e1ter imperialista dos dois lados\u00bb.<\/p>\n<p>Foi m\u00e9rito hist\u00f3rico ineg\u00e1vel da dire\u00e7\u00e3o do Estado e do Partido sovi\u00e9ticos terem compreendido a natureza dos acontecimentos e terem resistido face \u00e0s maiores adversidades. Independentemente de avalia\u00e7\u00f5es sobre outros momentos hist\u00f3ricos, a Humanidade deve muito \u00e0 firmeza de Stalin e do Partido Comunista da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica na II GM. Negar esse fato \u00e9 tamb\u00e9m falsificar a verdade hist\u00f3rica.<\/p>\n<p>A natureza das pot\u00eancias envolvidas na II GM evidenciou-se na conduta de guerra. A barb\u00e1rie nazifascista \u00e9 bem conhecida. A aniquila\u00e7\u00e3o at\u00f4mica de duas cidades japonesas pelos EUA \u00e9 outro crime maior da Hist\u00f3ria. O ataque a civis como t\u00e9cnica de guerra anglo-americana na II GM est\u00e1 documentado: \u00abEm 25 de setembro [1941] o Chefe da For\u00e7a A\u00e9rea apresentou a Churchill os objetivos da campanha [a\u00e9rea]: \u2018o ponto fraco da m\u00e1quina de guerra alem\u00e3 \u00e9 o moral da popula\u00e7\u00e3o civil e em particular dos oper\u00e1rios da ind\u00fastria. [\u2026o] ataque \u00e0 moral n\u00e3o \u00e9 uma mera quest\u00e3o de matar [\u2026] Trata-se de criar a perturba\u00e7\u00e3o geral da vida industrial e social [\u2026] \u00e9 nas cidades densamente povoadas que o efeito moral dos bombardeamentos se far\u00e1 sobretudo sentir\u00bb (39).<\/p>\n<p>Churchill defendeu o uso de armas qu\u00edmicas &#8211; que usara contra a R\u00fassia Sovi\u00e9tica em 1919 (40) &#8211; contra popula\u00e7\u00f5es civis: \u00ab\u2018Podemos encharcar as cidades do Ruhr e muitas outras na Alemanha de tal forma que a maioria da popula\u00e7\u00e3o necessite de cuidados m\u00e9dicos permanentes\u2019\u00bb. Os bombardeios anglo-americanos atingiram propor\u00e7\u00f5es dram\u00e1ticas em Hamburgo (julho de 1943, 35 mil mortos), Dresden (fevereiro de 1945, 100 mil mortos) e T\u00f3quio (mar\u00e7o de 1945, 100 mil mortos).<\/p>\n<p>O elemento de classe esteve tamb\u00e9m presente na forma como, ainda antes do fim da II GM, os \u2018Aliados\u2019 imperialistas viraram armas contra a resist\u00eancia dos povos que se tinham lan\u00e7ado no combate antifascista, para impedir que a liberta\u00e7\u00e3o fosse tamb\u00e9m social. A resist\u00eancia grega da EAM-ELAS (com forte influ\u00eancia comunista) foi aniquilada pela viol\u00eancia, sob dire\u00e7\u00e3o anglo-americana, no que inadequadamente se convencionou chamar \u2018Guerra Civil\u2019. E a 27 de maio de 1944, na Marselha ocupada em greve geral \u00abtoda a cidade parecia ter descido \u00e0 rua. [\u2026] De repente, \u00e0s 10 horas, avi\u00f5es americanos ocupam o c\u00e9u e despejam as suas bombas sobre a popula\u00e7\u00e3o que disputa a rua aos ocupantes! Os bairros oper\u00e1rios s\u00e3o os primeiros a ser atingidos [\u2026]. Balan\u00e7o: mais de 10 mil casas s\u00e3o atingidas, e 5 mil v\u00edtimas ficam sob os escombros. Nenhum alvo inimigo foi atingido!\u00bb (41).<br \/>\n***<br \/>\nAs li\u00e7\u00f5es da II GM s\u00e3o m\u00faltiplas. Ganham maior import\u00e2ncia quando de novo se adensam os perigos duma guerra de enormes propor\u00e7\u00f5es, fruto das contradi\u00e7\u00f5es de um sistema capitalista em profunda crise sist\u00eamica, incapaz de resolver os grandes problemas da Humanidade, e que s\u00f3 conhece a guerra como forma de dirimir as suas rivalidades e travar as aspira\u00e7\u00f5es dos povos a um mundo melhor.<\/p>\n<p>Notas<br \/>\n(1) Adam Tooze, The Wages of Destruction, Penguin Books, 2007, p. 432 e 480. N\u00e3o leva em conta quase 700 mil soldados de outros pa\u00edses que participaram no ataque, como referido em Jacques Pauwels, The myth of the Good War, James Laurimer &amp; Company Publishers, Toronto, 2015 (ed. Revista), p. 66.\u21b2<br \/>\n(2) Cita\u00e7\u00f5es em Domenico Losurdo, Stalin. Storia e critica di una leggenda nera. Carocci editore, 2008.\u21b2<br \/>\n(3) Jacques Pauwels, op. cit., p. 9.\u21b2<br \/>\n(4) Clive Ponting, Churchill, Sinclair-Stevenson, 1994, p. 566.\u21b2<br \/>\n(5) La Gran Guerra Patria de la Uni\u00f3n Sovietica, Editorial Progresso, 1975, pp. 195-6.\u21b2<br \/>\n(6) La Gran Guerra Patria, op. cit., p. 223.\u21b2<br \/>\n(7) Jacques Pauwels, op. cit., p. 113.\u21b2<br \/>\n(8) Adam Tooze, op. cit., p. 513.\u21b2<br \/>\n(9) Jacques Pauwels, op. cit., p. 73.\u21b2<br \/>\n(10) Veja-se Jacques Pauwels, 1914-1918, La Grande Guerre des Classes, Ed. Aden, 2014.\u21b2<br \/>\n(10) Adam Tooze, op. cit., p. 429.\u21b2<br \/>\n(11) Veja-se Jacques Pauwels, 1914-1918, La Grande Guerre des Classes, Ed. Aden, 2014.\u21b2<br \/>\n(12) Jacques Pauwels, op. cit., 1914-1918, p. 763.\u21b2<br \/>\n(13) Clive Ponting, Churchill, op. cit., p. 350.\u21b2<br \/>\n(14) Citado em Jacques Pauwels, Big business avec Hitler, Ed. Aden, 2013, p. 162.\u21b2<br \/>\n(15) Veja-se Jacques Pauwels, Big business avec Hitler, op. cit., e Charles Higham, Trading with the Enemy: an expos\u00e9 of the Nazi-American Money Plot 1933-1949. Robert Hale ed., 1983.\u21b2<br \/>\n(16) Ivan Maiski, Perch\u00e9 scoppi\u00f3 la Seconda Guerra Mondiale?, Editori Riuniti, 1965, p. 325.\u21b2<br \/>\n(17) Deborin, La Segunda Guerra Mundial, Editorial Progreso, 1977, p. 20.\u21b2<br \/>\n(18) Ou seja, anti-Internacional Comunista.\u21b2<br \/>\n(19) Deborin, op. cit., p. 15.\u21b2<br \/>\n(20) Idem, p. 28.\u21b2<br \/>\n(21) Ivan Maiski, op. cit., p. 344 e 388.\u21b2<br \/>\n(22) \u00c1ngel Vinas, La Rep\u00fablica en guerra, Cr\u00edtica contrastes, 2012, p. 21.\u21b2<br \/>\n(23) Clive Ponting, Churchill, op. cit., p. 390.\u21b2<br \/>\n(24) Ivan Maiski, op. cit., pp. 460-1.\u21b2<br \/>\n(25) Deborin, op. cit., pp. 59-60.\u21b2<br \/>\n(26) Shirer, op. cit., pp. 417-421.\u21b2<br \/>\n(27) Higham, op. cit., pp. 5-7.\u21b2<br \/>\n(28) Idem, p. 8 e 16.\u21b2<br \/>\n(29) Ivan Maiski, op. cit., pp. 473-4.\u21b2<br \/>\n(30) Shirer, op. cit., p. 419.\u21b2<br \/>\n(31) Clive Ponting, 1940, Myth and Reality. Cardinalo, p. 48.\u21b2<br \/>\n(32) Idem, pp. 38-39.\u21b2<br \/>\n(33) William L. Shirer, The Collapse of the Third Republic, Pan Books, 1970, p. 359.\u21b2<br \/>\n(34) T\u00edtulo dum livro da historiadora francesa Annie Lacroix-Riz, Le choix de la d\u00e9faite, Armand Colin, 2.\u00aa ed., 2010.\u21b2<br \/>\n(35) O Governo colaboracionista de Vichy foi chefiado pelo Marechal P\u00e9tain e reconhecido pelos EUA. Segundo Deborin (op. cit., p. 97) foi aceite por Hitler para n\u00e3o permitir que o Imp\u00e9rio colonial e a frota naval francesas fossem parar \u00e0s m\u00e3os dos seus concorrentes.\u21b2<br \/>\n(36) Ver Clive Ponting, 1940, pp. 73, 95, 111-115, e Deborin, p. 147.\u21b2<br \/>\n(37) Adam Tooze, op. cit., p. 588.\u21b2<br \/>\n(38) Deborin, op. cit., p. 311, 87 e 91.\u21b2<br \/>\n(39) Clive Ponting, 1940, op. cit., p. 539. Cita\u00e7\u00f5es seguintes pp. 627-8 e 640.\u21b2<br \/>\n(40) Clive Ponting, Churchill, op. cit., p. 237.\u21b2<br \/>\n(41) Charles Tillon, Les F.T.P., Ed. 10|18, p. 278.\u21b2<\/p>\n<p>*Este artigo foi publicado em \u201cO Militante\u201d n\u00ba 362, Set\/Out 2019<\/p>\n<p>https:\/\/www.odiario.info\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/23979\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[9],"tags":[228],"class_list":["post-23979","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s10-internacional","tag-5b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-6eL","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23979","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23979"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23979\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23979"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23979"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23979"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}