{"id":24028,"date":"2019-09-29T21:54:57","date_gmt":"2019-09-30T00:54:57","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=24028"},"modified":"2019-09-29T21:54:57","modified_gmt":"2019-09-30T00:54:57","slug":"tudo-demorando-em-ser-tao-ruim","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/24028","title":{"rendered":"Tudo demorando em ser t\u00e3o ruim"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\"  alt=\"imagem\"  src=\"https:\/\/i0.wp.com\/boitempoeditorial.files.wordpress.com\/2019\/09\/mohammad-mohiedine-anis.jpg?w=620&#038;h=413\"\/><!--more-->Mohammed Mohiedin Anis, ou Abu Omar, de 70 anos de idade, fuma seu cachimbo sentado em seu quarto destru\u00eddo ouvindo seu gramofone, em Aleppo, na S\u00edria. Foto: Joseph Eid.<\/p>\n<p>Blog da Boitempo<\/p>\n<p>Por Mauro Luis Iasi.<br \/>\n\u201cA tristeza \u00e9 senhora<br \/>\nDesde que o samba \u00e9 samba \u00e9 assim<br \/>\nA l\u00e1grima clara sobre a pele escura<br \/>\nA noite e a chuva que cai l\u00e1 fora<br \/>\nSolid\u00e3o apavora<br \/>\nTudo demorando em ser t\u00e3o ruim<br \/>\nMas alguma coisa acontece<br \/>\nNo quando agora em mim<br \/>\nCantando eu mando a tristeza embora\u201d<br \/>\nCAETANO VELOSO<\/p>\n<p>Ouvi dizer que anda triste. \u00c9 compreens\u00edvel, os tempos andam bicudos. N\u00f3s podemos e \u00e0s vezes devemos exercer nosso direito \u00e0 tristeza, pois, como disse Brecht, aquele que anda por a\u00ed sorrindo ainda n\u00e3o recebeu a tr\u00e1gica not\u00edcia. S\u00f3 n\u00e3o temos, no entanto, o direito \u00e0 desesperan\u00e7a.<\/p>\n<p>Quando reclamamos de nosso tempo e de nossas dificuldades, \u00e0s vezes n\u00e3o vendo sa\u00edda, podemos estar sendo profundamente injustos com todos aqueles que viveram tempos de barb\u00e1rie muito mais dram\u00e1ticos do que estes que nos couberam. Lembremos o nazifascismo, os anos da Primeira Guerra Mundial, a chacina que se abateu sobre os povos que vislumbraram caravelas invadindo suas aldeias, da dor daqueles acorrentados em por\u00f5es atravessando oceanos de sangue e cobi\u00e7a \u2013 ou mesmo as fam\u00edlias palestinas ou s\u00edrias hoje for\u00e7adas a verem seus lares em escombros, uma m\u00e3e agarrada ao filho na inclem\u00eancia do mar do ex\u00edlio\u2026<\/p>\n<p>\u00c9 certo que a dor que sentimos n\u00e3o pode ser relativizada, pois n\u00e3o h\u00e1 dor menor para quem sente o abismo se abrindo sobre seus p\u00e9s, seja porque o mundo resolveu dar uma volta em sua espiral e mergulhar na noite, seja pelo seu cora\u00e7\u00e3o partido por alguma adaga da vida cotidiana. Dor \u00e9 dor, d\u00f3i do mesmo jeito e \u00e0s vezes chega a nos arrastar pelos tortuosos caminhos da depress\u00e3o.<\/p>\n<p>Temos recebido not\u00edcias alarmantes de jovens camaradas e companheiros que resolvem abreviar seu sofrimento pulando para fora desta merda de vida. N\u00e3o os julgo, nem os condeno, mas queria oferecer, como um ombro amigo, algumas palavras para ajudar na travessia destes tempos.<\/p>\n<p>Sei que palavras s\u00e3o coisa muito pequena e ajudam pouco, mas todo profundo desconsolo se funda na percep\u00e7\u00e3o de que estamos t\u00e3o longe de qualquer sa\u00edda que tanto faz seguir andando ou desistir. \u00c0s vezes ajuda saber onde estamos. Dizem que o desespero dos n\u00e1ufragos est\u00e1 principalmente em n\u00e3o saber quanto falta para se chegar a alguma terra firme. Ent\u00e3o vamos l\u00e1.<\/p>\n<p>A \u00fanica coisa que gostaria de dizer \u00e9: n\u00e3o fiquem sozinhos. Atravessar uma depress\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil. Sozinho \u00e9 imposs\u00edvel. N\u00e3o acredite nessa bobagem de dar um tempo dos outros para poder encontrar a si mesmo \u2013 voc\u00ea nunca vai se encontrar em voc\u00ea mesmo. Somos seres sociais e nos conhecemos na rela\u00e7\u00e3o com os outros. Esta merda de sociedade se funda na fragmenta\u00e7\u00e3o do ser social em c\u00e1psulas individuais, naquilo que Norbert Elias chamou de homus clausulos. Nos jogam nas costas o peso de garantir nossa exist\u00eancia como se ela fosse fruto de nosso exclusivo esfor\u00e7o individual e depois que fracassamos nos fazem sentir que a responsabilidade \u00e9 nossa.<\/p>\n<p>A forma imediata de manifesta\u00e7\u00e3o do ser social sob as condi\u00e7\u00f5es da sociabilidade burguesa \u00e9 o indiv\u00edduo isolado. Marx j\u00e1 descrevia isso em O capital quando afirmava que a forma imediata de manifesta\u00e7\u00e3o da classe \u00e9 a concorr\u00eancia entre os indiv\u00edduos por uma posi\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho, como advers\u00e1rios. Da\u00ed resulta o que Sartre denominou de \u201cserialidade\u201d, isto \u00e9, um conjunto de indiv\u00edduos no mesmo lugar, fazendo a mesma coisa, mas n\u00e3o conformando um grupo, na forma de uma \u201cpluralidade de solid\u00f5es\u201d. No entanto, esta forma de manifesta\u00e7\u00e3o n\u00e3o anula o ser social, da\u00ed a pertin\u00eancia dos apontamentos de Marx e Sartre: somos um ser social reduzido \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de indiv\u00edduos isolados.<\/p>\n<p>Em certos momentos, notadamente na pr\u00e1tica grupal, este ser social subsumido se expressa. \u00c9 quando percebemos nossa pequenas e grandes mis\u00e9rias e esperan\u00e7as no outro como se fossem nossas \u2013 e isto pode provocar uma fus\u00e3o que nos eleva do isolamento \u00e0 pr\u00e1xis coletiva e criadora capaz de ir al\u00e9m das imposi\u00e7\u00f5es e limites de um determinado campo pr\u00e1tico inerte que nos conforma como uma impossibilidade.<\/p>\n<p>Em nossos trabalhos na educa\u00e7\u00e3o popular, junto ao N\u00facleo de Educa\u00e7\u00e3o Popular 13 de Maio, quando escolh\u00edamos um local para fazer nossas atividades, al\u00e9m da sala de aula na qual se desenvolveria o trabalho educativo, sempre cuid\u00e1vamos para ter um espa\u00e7o arquitet\u00f4nico que nos intervalos fosse capaz de reunir as pessoas. Nada parecido com uma sala de \u201crecrea\u00e7\u00e3o\u201d, n\u00e3o. Podia ser uma varanda, uma escada, a cozinha, algum lugar para o qual as pessoas de dirigiam, sentavam, conversavam, cantavam, ou simplesmente ficavam juntas. Estamos convencidos de que este momento tinha uma enorme fun\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica. Afinal, \u00e9 onde o grupo encontrava sua fus\u00e3o ou resistia contra ela na manuten\u00e7\u00e3o de uma federa\u00e7\u00e3o de indiv\u00edduos que iam quebrando suas r\u00edgidas fronteiras.<\/p>\n<p>Qualquer um que presenciasse este momento poderia testemunhar a for\u00e7a revolucion\u00e1ria que dali emanava. O pr\u00f3prio Marx relata tal processo nessa passagem dos seus Manuscritos econ\u00f4mico-filos\u00f3ficos:<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 poss\u00edvel contemplar este movimento pr\u00e1tico nos seus mais brilhantes resultados, ao ver agrupamentos de trabalhadores socialistas franceses. Fumar, beber, comer, etc., j\u00e1 n\u00e3o simples meios para juntar as pessoas. A sociedade, a associa\u00e7\u00e3o, o entretenimento, que de novo tem a sociedade como seu objetivo, \u00e9 o bastante para eles; a fraternidade dos homens n\u00e3o \u00e9 uma frase vazia, mas uma realidade, e a nobreza e a humanidade irradiam sobre n\u00f3s a partir das figuras endurecidas pelo trabalho.\u201d (p. 216)<\/p>\n<p>Por isso, n\u00e3o fique sozinho. Milite em seu partido com seus camaradas, em seu sindicato, na sua associa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se afaste de seus amigos e das pessoas. Fume, beba, cante, fa\u00e7a poesia, pinte, atue, mas fa\u00e7a com as pessoas e para as pessoas. Mas n\u00e3o de qualquer pessoa, qualquer rela\u00e7\u00e3o. Nesta sociedade a aliena\u00e7\u00e3o do trabalho cinde o ser social: nos alienamos de n\u00f3s mesmos porque nos alienamos dos outros. \u201cCada qual\u201d, dizia Marx, \u201cprocura estabelecer sobre os outros um poder estranho, de maneira a encontrar assim satisfa\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria necessidade ego\u00edsta\u201d (idem, p. 207).<\/p>\n<p>Tal resultado triste \u00e9 consequ\u00eancia do trabalho alienado, uma vez que ele transforma a \u201cvida gen\u00e9rica do homem, e tamb\u00e9m a natureza enquanto sua propriedade gen\u00e9rica espiritual, em ser estranho, em meio da exist\u00eancia individual\u201d . O outro \u00e9 sempre um ser estranho que nos subjuga e explora ou que deve ser subjugado no altar de nossas necessidades ego\u00edstas. O que perdemos com isso, segue o mesmo autor, \u00e9 nossa condi\u00e7\u00e3o humana, uma vez que desta forma aliena-se \u201cdo homem o pr\u00f3prio corpo, bem como a natureza externa, a sua vida intelectual, a sua vida humana\u201d (idem, p. 166).<\/p>\n<p>Desta maneira, as rela\u00e7\u00f5es subsumidas \u00e0 aliena\u00e7\u00e3o sugam nossas emergias ao contr\u00e1rio de nos enriquecer com os la\u00e7os coletivos. A vida \u00e9 um fardo e o adoecimento \u00e9 o resultado. Somente no bojo de rela\u00e7\u00f5es aut\u00eanticas, humanas, \u00e9 que podemos enfrentar os efeitos nefastos da aliena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As chamadas redes sociais est\u00e3o longe de ser rela\u00e7\u00f5es aut\u00eanticas. S\u00e3o a express\u00e3o digital das rela\u00e7\u00f5es reificadas e fetichizadas do reino das mercadorias. \u00c9 a pura express\u00e3o da serialidade: muitos fazendo a mesma coisa sem que se relacionem de verdade. A culpa n\u00e3o \u00e9 do instrumento digital em si, podemos l\u00e1 encontrar nossos amigos, trocar ideias, mas no interior das rela\u00e7\u00f5es reificadas do capital trata-se da express\u00e3o l\u00edmpida de indiv\u00edduos usando os outros para suas pr\u00f3prias necessidades ego\u00edstas.<\/p>\n<p>As rela\u00e7\u00f5es aut\u00eanticas doem, s\u00e3o constru\u00eddas, nos desconstroem e nos reconstroem em dire\u00e7\u00f5es outras em rela\u00e7\u00e3o \u00e0quelas para as quais a in\u00e9rcia nos empurrava\u2026 nos salvam do abismo da solid\u00e3o. N\u00e3o podem ser resumidas em likes, carinhas alegres, tristes, espantadas ou raivosas. S\u00f3 quem j\u00e1 olhou para os olhos molhados de quem magoou sabe do que estou falando. No espa\u00e7o protegido da c\u00e1psula digital podemos xingar, mandar tomar\u2026 (j\u00e1 fiz muito isso), abstraindo do fato de que do outro lado est\u00e1 uma pessoa (no caso de n\u00e3o ser um rob\u00f4 de uma f\u00e1brica de likes). Trata-se de um treinamento para formar canalhas que n\u00e3o se preocupam com o efeito de suas palavras e atos.<\/p>\n<p>Mas como identificar rela\u00e7\u00f5es aut\u00eanticas? Bom, n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil\u2026 \u00c0s vezes voc\u00ea descobre s\u00f3 no final. Mas via de regra s\u00e3o aquelas das quais voc\u00ea sai alegre ou triste, magoado ou agradecido, com raiva ou sereno, mas sempre reconstru\u00eddo com as marcas que o outro por ventura deixou em seu corpo e esp\u00edrito (materialistas acreditam em esp\u00edritos em sua concretude incorp\u00f3rea). Os meios de comunica\u00e7\u00e3o em massa, entre eles as modernas redes sociais, te esvaziam pela catarse, como analisaram Theodor Adorno e Max Horkheimer: massificam para isolar em solid\u00f5es inescrut\u00e1veis, s\u00e3o em \u00faltimo caso meios de apassivamento.<\/p>\n<p>S\u00f3 h\u00e1 uma forma de enfrentar a morte: afirmando a vida. Luk\u00e1cs, em sua obra As almas e as formas (portanto antes de aderir ao marxismo), discorre sobre o poeta rom\u00e2ntico Novalis,* apontando que este, ao interrogar a vida, recebe a resposta da morte, e diz: \u201ccantar a morte talvez seja mais nobre e heroico que cantar a vida; mas n\u00e3o foi em busca dessa can\u00e7\u00e3o que os rom\u00e2nticos sa\u00edram \u00e0 luta\u201d. O fil\u00f3sofo h\u00fangaro ent\u00e3o completa seu racioc\u00ednio afirmando que \u201csomente a vida de Novalis p\u00f4de se tornar poesia\u201d e emenda que \u201cse Novalis nos parece t\u00e3o grande e completo, talvez seja apenas porque foi escravo de um senhor invenc\u00edvel\u201d (p. 97). Ora, nosso senhor n\u00e3o \u00e9 invenc\u00edvel e atr\u00e1s destas enormes ondas existe uma praia de areias brancas.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m odeio esta vida, partilho de sua tristeza e, em grande parte, dessa sensa\u00e7\u00e3o de impot\u00eancia no momento. Mas n\u00e3o quero pular da vida com voc\u00ea, quero mud\u00e1-la com voc\u00ea. Para isso, n\u00f3s precisamos\u2026 nos encontrar.<\/p>\n<p>***<\/p>\n<p>Mauro Iasi na TV Boitempo<br \/>\nNo Caf\u00e9 Bolchevique da TV Boitempo, Mauro Iasi apresenta conceitos-chave da tradi\u00e7\u00e3o marxista a partir de reflex\u00f5es sobre acontecimentos da conjuntura pol\u00edtica e social recente no Brasil e no mundo. Se inscreva no canal aqui e venha tomar este caf\u00e9 conosco!<\/p>\n<p>Notas<\/p>\n<p>* Novalis \u00e9 o pseud\u00f4nimo de Georg Philipp Friedrich von Hardenberg (1772-1801), poeta rom\u00e2ntico, muito influenciado pelas obras de Goethe e Fitche, marcado pela morte de sua amada Sofia, morreu de tuberculose aos 28 anos de idade.<\/p>\n<p>Theodor Adorno e Max Horkheimer, Dial\u00e9tica do Esclarecimento. Rio de Janeiro: Zahar, 1997.<br \/>\nNorbert Elias, A Sociedade dos Indiv\u00edduos. Rio de Janeiro: Zahar, 1994.<br \/>\nGy\u00f6rgy Luk\u00e1cs, A alma e as formas. Belo Horizonte: Aut\u00eantica, 2015.<br \/>\nKarl Marx, Manuscritos econ\u00f4mico-filos\u00f3ficos. S\u00e3o Paulo, Boitempo, 2011.<br \/>\n______. O capital: cr\u00edtica da economia pol\u00edtica, Livro I: O processo de produ\u00e7\u00e3o do capital. S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2013.<br \/>\nJean-Paul Sartre, Cr\u00edtica de la raz\u00f3n dialectica. Buenos Aires: Losada, 1979.<\/p>\n<p>***<\/p>\n<p>Mauro Iasi \u00e9 professor adjunto da Escola de Servi\u00e7o Social da UFRJ, pesquisador do NEPEM (N\u00facleo de Estudos e Pesquisas Marxistas), do NEP 13 de Maio e membro do Comit\u00ea Central do PCB. \u00c9 autor do livro O dilema de Hamlet: o ser e o n\u00e3o ser da consci\u00eancia (Boitempo, 2002) e colabora com os livros Cidades rebeldes: Passe Livre e as manifesta\u00e7\u00f5es que tomaram as ruas do Brasil e Gy\u00f6rgy Luk\u00e1cs e a emancipa\u00e7\u00e3o humana (Boitempo, 2013), organizado por Marcos Del Roio. Colabora para o Blog da Boitempo mensalmente, \u00e0s quartas. Na TV Boitempo, apresenta o Caf\u00e9 Bolchevique, um encon<\/p>\n<p>https:\/\/blogdaboitempo.com.br\/2019\/09\/27\/<wbr>tudo-demorando-em-ser-tao-ruim\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/24028\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[7],"tags":[219],"class_list":["post-24028","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s8-brasil","tag-manchete"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-6fy","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24028","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24028"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24028\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24028"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24028"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24028"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}