{"id":24129,"date":"2019-10-14T07:03:32","date_gmt":"2019-10-14T10:03:32","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=24129"},"modified":"2019-10-17T21:06:23","modified_gmt":"2019-10-18T00:06:23","slug":"a-ciencia-como-uma-questao-de-classe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/24129","title":{"rendered":"A ci\u00eancia como uma quest\u00e3o de classe"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/lh3.googleusercontent.com\/k1VPa6N1PO14FSNRvTuQMzoKqmiDd3CVvoo0RvANgafpn0lIZ9hYiUwJ9D5oXd-TTjpuIFZ4woEsFANt_IGEqHrF_JdbUUcVLpj-Kw04GrTkth4eA3BZuXeHu4qYyQ-MZqlVtv3YOGj8BLUpP3hfu0JFxhHuk4dDDJCs-uItF8S2_ccfANdbG3qDVPgaW8Rq69gJ-W7INglC50e0EM8bC0hZBxHlEk5InWjygn6M-05lYlKqo_Rto7egpgezKMDWXEeqhMqTm4wISa0vo-jX7b9lUtsQd3LAYbDbsKyF9-3J0rHc-d9K3k7GAucrGqoAPYyiwMAa6c_BNl7acV-pB6poIO9LF32qxn7o-nq5TCJ6LoHiq0Vn3Jx69A1PoKyBK-N2nuoK5kHJdC2xDt0Qte3Nkwu__XGLjsOOcTdbwYeDH8TxRcOcMZ8Fr02eY6cl90X1aHA34ZDkbWEDxbwXH1Ew3oNnbM9KYI2I1mkM4YSSrCWBibzDY7BHKkgcVSoBwVCwqfiM51LmPtCYJYRzLWZpFlmIGGetCHU1mokuSMvnX7DbA4DnPLJb-ayyERQnTJcTNMMvyUejW3R_uuVNPQ9wdz_JFB6qG8r0tOIiub-rzbHRKLEHi-L-7GuJAzmxiezhj-yVvzswAQNZLQKSIMrizj96JTlmUb2nB2GYIyAfz2PZ3CENdwY=w456-h342-no\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->A ci\u00eancia \u00e9 para todos<\/p>\n<p>Segunda edi\u00e7\u00e3o do semin\u00e1rio promovido pelos discentes do Programa de Mestrado em Educa\u00e7\u00e3o Profissional em Sa\u00fade da EPSJV\/Fiocruz mobiliza debate sobre a produ\u00e7\u00e3o de conhecimento que surge n\u00e3o apenas na academia, mas tamb\u00e9m nas favelas e periferias<\/p>\n<p>Katia Machado &#8211; EPSJV\/Fiocruz<\/p>\n<p>&#8220;Conhecimento por necessidade, ci\u00eancia por uma quest\u00e3o de classe&#8221; deu t\u00edtulo \u00e0 segunda edi\u00e7\u00e3o do Semin\u00e1rio Discente do Programa de Mestrado Profissional em Educa\u00e7\u00e3o Profissional em Sa\u00fade da Escola Polit\u00e9cnica de Sa\u00fade Joaquim Ven\u00e2ncio (EPSJV\/Fiocruz), realizada nos dias 8 e 9 de outubro. O evento, segundo o corpo discente, implicou a afirma\u00e7\u00e3o de um compromisso daqueles que est\u00e3o produzindo ci\u00eancia, da constru\u00e7\u00e3o de um conhecimento que se dirige \u00e0queles que resistem e enfrentam diariamente a ordem crua do capital. \u201cEste evento \u00e9 fruto do desejo de realizar a integra\u00e7\u00e3o e o di\u00e1logo da produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica n\u00e3o apenas desta Escola, mas com os demais espa\u00e7os em que a classe trabalhadora transita na busca pela formula\u00e7\u00e3o do pensamento cr\u00edtico da classe e para a classe\u201d, destacou a mestranda S\u00e1bata Rodrigues R\u00eago, ao ler o manifesto dos estudantes do Programa. Ela dividiu a mesa de abertura com S\u00e9rgio Ricardo de Oliveira, vice-diretor de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnol\u00f3gico da EPSJV\/Fiocruz, representando a dire\u00e7\u00e3o da unidade, Marcela Pronko, coordenadora do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Educa\u00e7\u00e3o Profissional em Sa\u00fade da EPSJV, Andr\u00e9 Dantas, professor-pesquisador e assessor da vice de pesquisa da Escola Polit\u00e9cnica, e Michele Alves, vice-presidente do Sindicato dos Servidores de Ci\u00eancia, Tecnologia, Produ\u00e7\u00e3o e Inova\u00e7\u00e3o em Sa\u00fade P\u00fablica da Fiocruz (Asfoc-SN).<br \/>\nDa mesa de debate sobre o tema do encontro, mediada pela mestranda Wanessa Natividade, participaram a tecnologista em Sa\u00fade P\u00fablica do N\u00facleo de Sa\u00fade do Trabalhador (Nust) da Fiocruz, M\u00f4nica Olivar, o agente de sa\u00fade e representante da Comiss\u00e3o dos Agentes Comunit\u00e1rios de Sa\u00fade de Manguinhos (Comacs), F\u00e1bio Monteiro, e a professora-pesquisadora da EPSJV\/Fiocruz, Mariana Nogueira.<\/p>\n<p>Sa\u00fade dos trabalhadores em foco<br \/>\n\u201cPara que serve a sua pesquisa? Para defesa do SUS ou para a defesa do mercado? Est\u00e1 servindo como instrumento de luta da classe trabalhadora?\u201d, indagou Olivar, ao iniciar o debate. Para ela, trata-se de quest\u00f5es centrais em um cen\u00e1rio de reformas trabalhistas, desemprego e precariza\u00e7\u00e3o do trabalho, sugerindo maior aten\u00e7\u00e3o aos estudos sobre a sa\u00fade dos trabalhadores. \u201cA \u00e1rea da sa\u00fade dos trabalhadores precisa ganhar visibilidade no contexto da ci\u00eancia\u201d, recomendou. Como exemplo da complexidade da quest\u00e3o, citou o n\u00famero de atendimentos registrados pelo Nust\/Fiocruz em 2018: 118 acidentes de trabalho, dos quais 81,42% foram com trabalhadores terceirizados. Em 2017, comparou, os terceirizados representaram 51% dos acidentes de trabalho no campus da Fiocruz de Manguinhos, no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Condi\u00e7\u00f5es inseguras de trabalho figuraram em primeiro lugar entre as causas de acidentes de trabalho registradas no ano passado na Fiocruz, seguida pela viol\u00eancia no territ\u00f3rio e por fatalidade. Olivar explicou que, ainda que n\u00e3o seja reconhecida por algumas institui\u00e7\u00f5es como acidente de trabalho, a viol\u00eancia no territ\u00f3rio \u00e9 uma realidade da regi\u00e3o, por isso faz parte do registro. A pesquisadora revelou que desse universo (118) 71% s\u00e3o mulheres, sendo 63% de mulheres negras. \u201cElas s\u00e3o dos setores de limpeza, jardinagem&#8230;\u201d, citou.<\/p>\n<p>Diante desse cen\u00e1rio, qual \u00e9 a sa\u00edda? Olivar contou que a Coordena\u00e7\u00e3o de Sa\u00fade do Trabalhador da Fiocruz, a partir desse levantamento, prop\u00f4s a implanta\u00e7\u00e3o de comiss\u00f5es de sa\u00fade nas unidades da Fiocruz. A primeira foi implantada no Instituto de Ci\u00eancia e Tecnologia em Biomodelos (ICTB\/Fiocruz). N\u00e3o se trata de algo in\u00e9dito, frisou. \u201cAlgumas institui\u00e7\u00f5es federais, como a UFRJ [Universidade Federal do Rio de Janeiro], o IFRJ [Instituto Federal do Rio de Janeiro] e a UFRRJ [Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro], j\u00e1 contam com comiss\u00f5es de sa\u00fade\u201d, revelou, real\u00e7ando que o desafio agora \u00e9 expandir esse debate para todas as unidades da Fiocruz.<\/p>\n<p>Favela tamb\u00e9m produz ci\u00eancia<br \/>\n\u201cO que significa conhecimento?\u201d. A pergunta foi feita pelo agente comunit\u00e1rio de sa\u00fade F\u00e1bio Monteiro, que prontamente respondeu: \u201cSabemos que conhecimento \u00e9 a\u00e7\u00e3o de dominar uma ci\u00eancia, \u00e9 ato ou efeito de conhecer\u201d. O universo \u00e9 vasto: \u201cH\u00e1 v\u00e1rios tipos de conhecimento, o sensorial, o popular, o tecnol\u00f3gico, o cient\u00edfico, entre muitos outros\u201d, elencou. Monteiro frisou que a ci\u00eancia \u00e9 definida no dicion\u00e1rio como conhecimento. \u201cPortanto, conhecimento \u00e9 ci\u00eancia e vice-versa e, assim sendo, a favela e a classe trabalhadora s\u00e3o produtoras de ci\u00eancia\u201d, ensinou.<\/p>\n<p>Para o agente de sa\u00fade, a ci\u00eancia n\u00e3o est\u00e1 limitada \u00e0 academia, e o conhecimento, por sua vez, \u00e9 fruto de uma constru\u00e7\u00e3o coletiva. \u201cAquele conhecimento produzido pela academia demanda do conhecimento da classe trabalhadora, da crian\u00e7a da favela&#8230; Mas, muitas vezes, esse conhecimento n\u00e3o \u00e9 considerado\u201d, criticou, se perguntando quantas pessoas que foram sujeitas de pesquisas foram convidadas, por exemplo, para a formatura do pesquisador ou da pesquisadora ou para a apresenta\u00e7\u00e3o dos resultados da pesquisa. \u201cQuando se fala em ci\u00eancia para uma quest\u00e3o de classe, temos que nos perguntar que classe \u00e9 essa: a turma da qual se faz parte ou dos trabalhadores que deram subs\u00eddios para a pesquisa\u201d, refletiu, sugerindo que a academia devolva \u00e0 classe trabalhadora o que produziu junto com ela.<\/p>\n<p>\u201cPensar a ci\u00eancia por uma quest\u00e3o de classe \u00e9 afirmar que ela [a ci\u00eancia] n\u00e3o pode estar descolada de uma pr\u00e1xis\u201d. A observa\u00e7\u00e3o foi de Mariana Nogueira que, na sequ\u00eancia, citou o pensador marxista brasileiro radicado na Fran\u00e7a, Michael L\u00f6wy, explicando que toda ci\u00eancia implica uma escolha, que n\u00e3o ocorre ao acaso, mas est\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o org\u00e2nica com as classes sociais. \u201cTendo por base a sociologia marxista, a concep\u00e7\u00e3o sobre ci\u00eancia se inscreve no complexo processo hist\u00f3rico de rela\u00e7\u00f5es sociais e, neste sentido, corroboramos com a posi\u00e7\u00e3o de Lowy, que ao localizar a sociedade como objeto de estudo das ci\u00eancias sociais, ressalta que esta \u00e9 objeto de debate pol\u00edtico, inserida entre concep\u00e7\u00f5es de mundo opostas\u201d, acrescentou. De acordo com Nogueira, a concep\u00e7\u00e3o de Marx sobre ci\u00eancia \u00e9 inscrita no processo de luta de classes.<\/p>\n<p>A professora-pesquisadora, em alus\u00e3o ao fil\u00f3sofo marxista, jornalista e pol\u00edtico italiano Ant\u00f4nio Gramsci (1937- 1891), ensinou que o primeiro elemento da ci\u00eancia e da arte pol\u00edtica \u00e9 que existem efetivamente governados e governantes. \u201cA historicidade da rela\u00e7\u00e3o entre governantes e governados, dirigentes e dirigidos tem sua g\u00eanese na sociedade de classes e, portanto, uma possibilidade de supera\u00e7\u00e3o, segundo Carlos Nelson Coutinho [fil\u00f3sofo pol\u00edtico], \u00e9 para a sociedade regulada sem classes\u201d, explicou. Ela destacou que a ci\u00eancia pol\u00edtica, segundo Gramsci, \u00e9 identificada na rela\u00e7\u00e3o entre liberdade com universalidade, forma de pr\u00e1xis que n\u00e3o se limita \u00e0 manipula\u00e7\u00e3o de dados ou recep\u00e7\u00e3o passiva de informa\u00e7\u00f5es imediatas da realidade, volta-se conscientemente para a totalidade das rela\u00e7\u00f5es subjetivas e objetivas. \u201cCarlos Nelson afirma que em Grasmci a pol\u00edtica \u00e9 um momento inevit\u00e1vel e constitutivo da pr\u00f3pria estrutura ontol\u00f3gica do ser social\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Nogueira explicou que um grupo social pode se apropriar da ci\u00eancia de outro grupo, sem aceitar a sua ideologia. Ou seja, que a classe trabalhadora pode se apropriar dos resultados das pesquisas cient\u00edficas produzidas pela \u201cburguesia\u201d, sem aceitar a ideologia dessa classe. \u201cO conhecimento da ci\u00eancia e a compreens\u00e3o das leis da natureza s\u00e3o condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para que a classe trabalhadora possa participar ativamente da vida da natureza para transform\u00e1-la e socializ\u00e1-la cada vez mais profunda e amplamente\u201d, destacou, observando tamb\u00e9m que as ci\u00eancias devem convergir para que o trabalhador da t\u00e9cnica do trabalho chegue \u00e0 t\u00e9cnica da ci\u00eancia e \u00e0 concep\u00e7\u00e3o humanista hist\u00f3rica. \u201cOu seja, para que n\u00e3o seja um especialista, e se torne dirigente\u201d, resumiu.<\/p>\n<p>Ela lembrou que o SUS \u00e9 produto da luta de classe, mas tamb\u00e9m de concilia\u00e7\u00f5es entre setores p\u00fablico e privado. \u201cAs pol\u00edticas p\u00fablicas, os servi\u00e7os do setor sa\u00fade e o pr\u00f3prio SUS se estruturam e s\u00e3o determinados pelas necessidades hist\u00f3ricas do desenvolvimento capitalista. O setor contribui, portanto, com a reprodu\u00e7\u00e3o do sistema capitalista. Cabe \u00e0 pesquisa cient\u00edfica, implicada com a luta de classes, destrinchar como o sistema de sa\u00fade brasileiro, fruto de reivindica\u00e7\u00f5es protagonizadas por organiza\u00e7\u00f5es da classe trabalhadora, se subordina \u00e0 l\u00f3gica de reprodu\u00e7\u00e3o do capital\u201d, indicou.<\/p>\n<p>O 2\u00ba Semin\u00e1rio Discente do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Educa\u00e7\u00e3o Profissional em Sa\u00fade destacou-se, tamb\u00e9m, pela apresenta\u00e7\u00e3o de 18 trabalhos, na modalidade comunica\u00e7\u00e3o oral e p\u00f4ster. Foram v\u00e1rias as tem\u00e1ticas, entre elas o trabalho do assistente social na aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, a forma\u00e7\u00e3o profissional em sa\u00fade mental, a sa\u00fade do homem, a vida das mulheres do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra e a flexibiliza\u00e7\u00e3o do trabalho.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/24129\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[60,20],"tags":[221],"class_list":["post-24129","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c71-educacao","category-c1-popular","tag-2a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-6hb","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24129","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24129"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24129\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24129"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24129"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24129"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}