{"id":24262,"date":"2019-11-06T04:24:29","date_gmt":"2019-11-06T07:24:29","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=24262"},"modified":"2019-11-06T04:24:29","modified_gmt":"2019-11-06T07:24:29","slug":"assim-mataram-paulinho-guajajara","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/24262","title":{"rendered":"Assim mataram Paulinho Guajajara"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/aventar.eu\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/xguajajara.jpg.pagespeed.ic_.rZiO0drFkd.jpg?resize=768%2C461&amp;ssl=1\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Ferido por dois tiros, La\u00e9rcio Guajajara conta como foi a arapuca que vitimou o l\u00edder ind\u00edgena, na \u00faltima sexta. Ati\u00e7ados pelos preconceitos que Bolsonaro insiste em repetir, madeireiros lan\u00e7am ofensiva contra protetores de territ\u00f3rios ancestrais.<\/p>\n<p>OutrasM\u00eddias<\/p>\n<p>Por Thiago Domenici e Vasconcelo Quadros, na Ag\u00eancia P\u00fablica<\/p>\n<p>\u201cA luta continua, n\u00e3o vamos parar. Mesmo que ele [Paulo Paulino] tenha morrido, mesmo que outros morram, enquanto tiver ind\u00edgenas, enquanto tiver guerreiros, a luta vai continuar\u201d, disse La\u00e9rcio Guajajara ao cineasta Taciano Brito e \u00e0 lideran\u00e7a ind\u00edgena, Fabiana Guajajara. Ambos estiveram com ele entre sexta e s\u00e1bado, ap\u00f3s o ind\u00edgena receber alta do hospital na cidade de Imperatriz do Maranh\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c0 P\u00fablica eles contaram que La\u00e9rcio, ferido, correu 10 quil\u00f4metros para escapar da emboscada que, na \u00faltima sexta-feira \u00e0 tarde, matou o ind\u00edgena Paulo Paulino Guajajara, 26 anos, conhecido como \u201cLobo mau\u201d. Os dois ind\u00edgenas foram emboscados por cinco madeireiros dentro do territ\u00f3rio ind\u00edgena Ararib\u00f3ia, no Maranh\u00e3o.<\/p>\n<p>Eles haviam partido da aldeia Lagoa Comprida, norte da TI, na regi\u00e3o de Bom Jesus das Selvas, a 100 km do munic\u00edpio de Amarante, para ca\u00e7ar. Naquele dia, eles n\u00e3o estavam fazendo o trabalho de guardi\u00f5es da floresta, um grupo formado por mais de uma centena de ind\u00edgenas que monitora o territ\u00f3rio Ararib\u00f3ia, onde vivem tamb\u00e9m os povos Awa-Guaj\u00e1, para combater a retirada ilegal de madeira e focos de inc\u00eandio.<\/p>\n<p>Segundo La\u00e9rcio, a ca\u00e7a era para que eles pr\u00f3prios pudessem se alimentar e levar para a fam\u00edlia. \u201cPaulino tem um filho pequeno\u201d, diz o cineasta, que est\u00e1 finalizando o document\u00e1rio Iwazayzar \u2013 Guardi\u00f5es da Natureza, sobre a batalha dos Guajajara para proteger seu povo, a terra sagrada, e seus parentes, os Aw\u00e1 Guaj\u00e1.<\/p>\n<p>Antes da ca\u00e7a, os dois ind\u00edgenas buscaram \u00e1gua num lago \u2014 \u201ca \u00e1gua deles tinha acabado e eles foram limpar uma cacimba para vir uma \u00e1gua nova. E foram tirando bota, tirando colete, essas coisas para depois ir ca\u00e7ar\u201d, conta Taciano. \u201cEles j\u00e1 estavam nesse processo e o La\u00e9rcio ouviu um barulho no mato, algo se mexendo, que ele achou que fosse alguma ca\u00e7a, um porc\u00e3o do mato\u201d. Foi quando cinco homens armados sa\u00edram da mata. \u201cCome\u00e7aram a atirar, numa dist\u00e2ncia n\u00e3o muito longe, e a\u00ed ele [La\u00e9rcio] foi tentando se esconder, mas foi atingido no bra\u00e7o e, quando se deu conta, que olhou pro lado, o Paulino j\u00e1 tinha sido alvejado no rosto e j\u00e1 estava no ch\u00e3o\u201d, diz Taciano. \u201cEle ainda tentou puxar o Paulino pra perto dele mas viu que ele j\u00e1 estava morto. Ele ainda ficou mais um tempo ali tentando se esconder, e o pessoal atirando at\u00e9 que ele correu para tentar fugir e foi atingido nas costas\u201d.<\/p>\n<p>Segundo informa\u00e7\u00f5es obtidas pela P\u00fablica, n\u00e3o h\u00e1 confirma\u00e7\u00e3o de que um dos n\u00e3o ind\u00edgenas foi baleado e nem de que seu corpo est\u00e1 desaparecido como foi divulgado ontem. A avalia\u00e7\u00e3o inicial da Pol\u00edcia Militar de Amarante do Maranh\u00e3o \u00e9 de que houve uma emboscada, sem ind\u00edcio de confronto. \u201cMuita gente pensou que eles estavam fazendo uma a\u00e7\u00e3o e houve um desentendimento e houve troca tiros. N\u00e3o foi. Eles estavam no nosso territ\u00f3rio, na nossa casa e o \u00f3dio dos madeireiros, dos invasores, \u00e9 t\u00e3o grande e est\u00e3o t\u00e3o incomodados com esse trabalho de prote\u00e7\u00e3o dos guardi\u00f5es, que eles j\u00e1 est\u00e3o chegando a esse ponto de fazer emboscada, de mandar pistoleiros. La\u00e9rcio hoje \u00e9 um milagre. Ele nasceu de novo nessa situa\u00e7\u00e3o. Era para ele estar morto. Por que foram cinco pistoleiros para executar\u201d, diz Fabiana Guajajara, lideran\u00e7a do territ\u00f3rio Ararib\u00f3ia de La\u00e9rcio e Paulino.<\/p>\n<p>La\u00e9rcio, que sobreviveu ao ataque, vai ingressar no programa de prote\u00e7\u00e3o do governo do Maranh\u00e3o. Desde que o programa entrou em vig\u00eancia, em 2016, outros 14 \u00edndios, de diferentes etnias do Maranh\u00e3o, est\u00e3o sob prote\u00e7\u00e3o, segundo a Secretaria de Direitos Humanos.<\/p>\n<p>La\u00e9rcio foi ferido com dois tiros, um no bra\u00e7o e outro nas costas. \u201cEle ainda est\u00e1 se recuperando, mas est\u00e1 fora de perigo, de vez enquanto sangrava a ferida, est\u00e1 um buraco mas eles costuraram, com pontos. Mas sente muitas dores, o bra\u00e7o inchado\u201d, contou Taciano, antes de avisar que ficaria sem sinal de celular \u2014 ap\u00f3s o encontro com La\u00e9rcio, o cineasta voltou ao territ\u00f3rio Arariboia para o funeral de Paulino.<\/p>\n<p>Fabiana Guajajara afirma que apesar das graves amea\u00e7as, os guardi\u00f5es n\u00e3o v\u00e3o se intimidar. \u201cRecentemente eles tinham queimado muitos caminh\u00f5es, tratores de madeireiros, principalmente naquela regi\u00e3o que \u00e9 pr\u00f3xima a Buriticupu\u201d, diz. Ainda segundo ela, Paulino \u201cn\u00e3o foi primeiro, nem o segundo, nem o terceiro, mas \u00e9 o quinto guardi\u00e3o que foi assassinado\u201d. Ela pede justi\u00e7a. \u201cA gente n\u00e3o quer que a morte dele seja em v\u00e3o. Mais um que se foi e fizeram pouco caso. A gente quer que tenha repercuss\u00e3o, sim. Que a luta dele valeu a pena e vale a pena\u201d, afirma.<\/p>\n<p>A TI onde houve o ataque foi homologada e registrada em 1990 com 413 mil hectares, onde vivem cerca de 6 mil ind\u00edgenas Guajajara, ou Tenetehar, e Aw\u00e1-Guaj\u00e1 livres, ou seja, em situa\u00e7\u00e3o de isolamento volunt\u00e1rio.<\/p>\n<p>Guardi\u00f5es da floresta<br \/>\nAs terras dos Guajajaras s\u00e3o vigiadas e protegidas pelos Guardi\u00f5es da Floresta desde 2016 \u2014 papel que caberia ao Estado brasileiro. Em contato direto com invasores os \u201cguardi\u00f5es\u201d se tornam alvo de criminosos.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio de Direitos Humanos e Participa\u00e7\u00e3o Popular do Maranh\u00e3o, Francisco Gon\u00e7alves afirma que o agravamento dos conflitos que resultaram na morte de Paulo Paulino \u00e9 resultado a postura adotada pelo governo Jair Bolsonaro. \u201cOs conflitos s\u00e3o de d\u00e9cadas, mas se agravou este ano com o desmonte dos \u00f3rg\u00e3os federais e o abandono das pol\u00edticas de prote\u00e7\u00e3o aos povos ind\u00edgenas. O discurso beligerante e de \u00f3dio que o governo Bolsonaro passa para os grupos criminosos funciona como um salvo-conduto para entrar em terras ind\u00edgenas\u201d, disse Gon\u00e7alves \u00e0 P\u00fablica.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o em que os \u00edndios foram emboscados, segundo ele, vem sendo invadida por pecuaristas, madeireiros e garimpeiros. Na floresta densa entre Amarantes e Bom Jesus da Selva vivem tamb\u00e9m grupos de \u00edndios isolados, que perambulam livremente sob o risco de serem encontrados por invasores. No s\u00e1bado, a bordo de um helic\u00f3ptero, o secret\u00e1rio percorreu a regi\u00e3o do conflito, conversou com o sobrevivente, La\u00e9rcio Souza Silva [nome oficial do Guajajara], e acompanhou o resgate do corpo de Paulo Paulino, o que, segundo Fabiana, levou mais de 10 horas devido ao dif\u00edcil acesso.<\/p>\n<p>\u201cA gente pediu interven\u00e7\u00e3o da pol\u00edcia do Estado para fazer a atua\u00e7\u00e3o direta de buscar o corpo, porque se a gente fosse esperar a PF, o corpo ainda estaria l\u00e1\u201d, diz a lideran\u00e7a ind\u00edgena.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio disse \u00e0 reportagem que o clima \u00e9 tenso nas comunidades ind\u00edgenas e que h\u00e1 riscos de novos conflitos. \u201cNos preocupa muito a aus\u00eancia de \u00f3rg\u00e3os federais na prote\u00e7\u00e3o das comunidades\u201d, avalia Gon\u00e7alves.<\/p>\n<p>Em nota, a Pol\u00edcia Federal informou que investigar\u00e1 a morte do l\u00edder ind\u00edgena e que uma equipe de policiais da Superintend\u00eancia Regional da PF no MA est\u00e1 se deslocando para a localidade para apurar as circunst\u00e2ncias do fato. At\u00e9 a tarde de ontem, por\u00e9m, o secret\u00e1rio n\u00e3o tinha not\u00edcias desse deslocamento, mesmo depois do contato feito pelo secret\u00e1rio de Seguran\u00e7a do Maranh\u00e3o, Jefferson Portela, com a Superintend\u00eancia da PF em S\u00e3o Luiz e, mais tarde, com a delegacia de Imperatriz.<\/p>\n<p>Embora a responsabilidade pela prote\u00e7\u00e3o das terras e comunidades seja atribui\u00e7\u00e3o da Pol\u00edcia Federal, Francisco Gon\u00e7alves disse que os \u00f3rg\u00e3os de direitos humanos e de seguran\u00e7a do Maranh\u00e3o v\u00e3o colaborar com os esfor\u00e7os e est\u00e3o atuando conjuntamente para ampliar a estrutura de seguran\u00e7a nos limites da TI Ararib\u00f3ia. O governador do Maranh\u00e3o, Fl\u00e1vio Dino, reiterou esse compromisso nas suas redes sociais.<\/p>\n<p>A Secretaria de Seguran\u00e7a P\u00fablica tamb\u00e9m anunciou a cria\u00e7\u00e3o de um n\u00facleo de prote\u00e7\u00e3o ind\u00edgena, que ser\u00e1 formado por policiais treinados para atuar junto \u00e0s comunidades ind\u00edgenas, mas fora dos territ\u00f3rios e, segundo Gon\u00e7alves, respeitando as atribui\u00e7\u00f5es federais. O novo servi\u00e7o ser\u00e1 uma amplia\u00e7\u00e3o das atribui\u00e7\u00f5es atualmente exercidas pelo Batalh\u00e3o Ambiental da Pol\u00edcia Militar e pelo Corpo de Bombeiros.<\/p>\n<p>\u201cVamos colaborar com os \u00f3rg\u00e3os federais com o que for necess\u00e1rio\u201d, afirmou o secret\u00e1rio. Segundo ele, o sil\u00eancio do governo federal diante da prov\u00e1vel prolifera\u00e7\u00e3o de conflitos deve, no entanto, resultar na intensifica\u00e7\u00e3o das den\u00fancias internacionais sobre a situa\u00e7\u00e3o dos ind\u00edgenas para aplica\u00e7\u00e3o das recomenda\u00e7\u00f5es do S\u00ednodo da Amaz\u00f4nia, encerrado com apelos de respeito \u00e0 integridade e tradi\u00e7\u00e3o das comunidades ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>Entre janeiro e setembro de 2019, o Relat\u00f3rio Viol\u00eancia Contra os Povos Ind\u00edgenas no Brasil, do Cimi, contabilizou 160 casos de invas\u00e3o a 153 terras ind\u00edgenas de 19 estados.<\/p>\n<p>Rea\u00e7\u00f5es de pesar e indigna\u00e7\u00e3o<br \/>\nA lideran\u00e7a ind\u00edgena S\u00f4nia Guajajara, da mesma TI de Paulino, est\u00e1 na Alemanha em reuni\u00e3o com lideran\u00e7as e parlamentares de pa\u00edses europeus justamente para denunciar as mortes de ind\u00edgenas no Brasil, sob a campanha \u201cSangue Ind\u00edgena, nenhuma gota a mais\u201d.<\/p>\n<p>S\u00f4nia faz parte da Articula\u00e7\u00e3o dos Povos Ind\u00edgenas do Brasil (APIB), que tamb\u00e9m publicou uma nota de rep\u00fadio e pesar pelo assassinato do guardi\u00e3o Guajajara. \u201cNossas terras est\u00e3o sendo invadidas, nossas lideran\u00e7as assassinadas, atacadas e criminalizadas e o Estado Brasileiro est\u00e1 deixando os povos abandonados a todo tipo de sorte com o desmonte em curso das pol\u00edticas ambientais e indigenistas\u201d, diz trecho da nota.<\/p>\n<p>Organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais como o Conselho Indigenista Mission\u00e1rio (CIMI), Instituto Socioambiental (ISA), entre outros, publicaram notas de pesar e rep\u00fadio ao Estado. O CIMI disse que a responsabilidade pela morte do ind\u00edgena \u00e9 do Estado e do governo federal. \u201cAs recorrentes falas do presidente da Rep\u00fablica contra a demarca\u00e7\u00e3o e regulariza\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios, seguidas de um ambiente regional preconceituoso contra os ind\u00edgenas, t\u00eam sido o principal vetor para invas\u00f5es e viol\u00eancia contra os povos ind\u00edgenas no Brasil\u201d, diz a nota do CIMI.<\/p>\n<p>A promessa de seguir vigiando o territ\u00f3rio feita por La\u00e9rcio foi refor\u00e7ada \u00e0 P\u00fablica por Fabiana Guajajara. \u201cEsse recado \u00e9 nosso. Aqui dentro do nosso territ\u00f3rio todos somos guardi\u00f5es. As mulheres, as crian\u00e7as, os idosos. La\u00e9rcio falou. Eu estou falando. O que eles querem \u00e9 nos intimidar, \u00e9 nos calar \u00e9 fazer ter medo. E o que a gente precisa dar como resposta \u00e9 dizer que, independente de quem morra, independente do que aconte\u00e7a a gente vai dar continuidade a luta. E que hoje morreu um Paulino mas \u00e9 uma semente. La\u00e9rcio disse, \u2018hoje caiu uma semente chamada Paulo mas vai germinar mais guerreiros\u2019. Isso n\u00e3o vai nos enfraquecer\u201d, afirmou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/24262\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[163],"tags":[222],"class_list":["post-24262","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-movimento-indigena","tag-2b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-6jk","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24262","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24262"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24262\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24262"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24262"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24262"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}