{"id":24269,"date":"2019-11-06T22:13:09","date_gmt":"2019-11-07T01:13:09","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=24269"},"modified":"2019-11-06T22:13:09","modified_gmt":"2019-11-07T01:13:09","slug":"pcb-presente-nas-homenagens-a-marighella","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/24269","title":{"rendered":"PCB presente nas homenagens a Marighella"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/static.wixstatic.com\/media\/4655df_dd8555079636431f94c0ff38bdbe3a5c~mv2.jpg\/v1\/fill\/w_914,h_1280,al_c,q_85\/4655df_dd8555079636431f94c0ff38bdbe3a5c~mv2.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Jornal O Poder Popular<\/p>\n<p>Atividade realizada na sede do PCB de S\u00e3o Paulo, no \u00faltimo domingo, dia 03\/11, com a presen\u00e7a de Manoel Cirylo, ex-guerrilheiro da ALN, Edmilson Costa, Secret\u00e1rio Geral do Partido Comunista Brasileiro, e Milton Pinheiro, membro do Comit\u00ea Central do PCB, prestou homenagem em mem\u00f3ria dos 50 anos da morte de Carlos Marighella.<\/p>\n<p>No dia seguinte, os dirigentes nacionais do PCB estiveram presentes no ato p\u00fablico que anualmente \u00e9 realizado na Alameda Casa Branca, na regi\u00e3o da Avenida Paulista, para lembrar o cinquenten\u00e1rio da data do assassinato do militante, ocorrido nessa rua durante emboscada promovida pelos agentes da ditadura. De acordo com a vers\u00e3o oficial, Marighella foi morto em um tiroteio entre agentes policiais do Departamento de Ordem Pol\u00edtica e Social (Dops) de S\u00e3o Paulo e membros da A\u00e7\u00e3o Libertadora Nacional (ALN), organiza\u00e7\u00e3o que liderava. Na verdade, Marighella tombou nesta data pela cilada covarde da repress\u00e3o, em 1969, quando comandava a ALN (A\u00e7\u00e3o Libertadora Nacional).<\/p>\n<p>O camarada Milton Pinheiro usou da palavra em nome do PCB para reverenciar a mem\u00f3ria do revolucion\u00e1rio: &#8220;Trata-se de um dia muito importante para reafirmar a hist\u00f3ria lend\u00e1ria desse personagem da Revolu\u00e7\u00e3o Brasileira. Carlos Marighella, ex-deputado federal e dirigente nacional do PCB por mais de tr\u00eas d\u00e9cadas, foi um comandante guerrilheiro que, com seus erros e acertos, nos deixou um legado extraordin\u00e1rio para que possamos continuar na luta em defesa da emancipa\u00e7\u00e3o da nossa classe e do socialismo. Neste dia, lembramos o momento em que Marighella foi v\u00edtima de covarde ataque da parte da repress\u00e3o. No entanto, n\u00e3o tombaram seus sonhos e ideias. Homens e mulheres, juventude aguerrida e trabalhadores, continuam em marcha para construir, no palmilhar do dia a dia, a esperan\u00e7a do mundo emancipado da explora\u00e7\u00e3o do homem pelo homem&#8221;.<\/p>\n<p>Leia mais abaixo reportagem do portal da Revista Opera sobre o ato na Alameda Casa Branca.<\/p>\n<p>NOS 50 ANOS DA MORTE DE MARIGHELLA<\/p>\n<p>Em homenagem ao revolucion\u00e1rio comunista, nos 50 anos de seu assassinato, os Instituto Caio Prado Jr. e a Funda\u00e7\u00e3o Dinarco Reais lan\u00e7aram a segunda edi\u00e7\u00e3o do livro &#8220;Escritos de Marighella no PCB&#8221;.<\/p>\n<p>Carlos Marighella costuma ser reverenciado pelo seu hero\u00edsmo, ao ter abra\u00e7ado a luta armada contra a ditadura de 1964, ap\u00f3s romper com o Partido Comunista Brasileiro (PCB) por discord\u00e2ncias com a linha t\u00e1tica. \u00c9 justamente homenageado por ter imolado sua vida em prol da causa revolucion\u00e1ria, assassinado covardemente pela repress\u00e3o em 1969. Muitos esquecem, por\u00e9m, que ele passou mais da metade de sua vida pol\u00edtica no PCB, onde entrou, pela porta da Juventude Comunista, em 1933, com 21 anos. Por sua milit\u00e2ncia destemida, cedo assumiu tarefas de dirigente nacional. Era grande tribuno, poeta, agitador, formulador te\u00f3rico e organizador.<\/p>\n<p>Neste livro, a Funda\u00e7\u00e3o Dinarco Reis e o Instituto Caio Prado Jr. oferecem aos leitores 231 p\u00e1ginas de textos de Marighella publicados entre 1946 (quando se destacou como deputado constituinte) e 1966 (quando j\u00e1 havia externado suas diverg\u00eancias com o Partido), quase todos em \u00f3rg\u00e3os da imprensa do PCB. \u00c9 a maneira encontrada de homenagear este que foi um dos mais importantes dirigentes do Partido Comunista pelo conjunto de sua contribui\u00e7\u00e3o \u00e0 luta pela revolu\u00e7\u00e3o socialista no Brasil.<\/p>\n<p>PR\u00c9 VENDA PROMOCIONAL<\/p>\n<p>Acesse: https:\/\/www.cienciasrevolucionarias.com\/product-page\/escritos-de-marighella-no-pcb?fbclid=IwAR1oOaqVKWQtnQF2p0Im3z5KLklKbP7M9J4bwRn6pkWw99jEiiBoNtbBo8E<\/p>\n<p>Por nossos mortos nem um minuto de sil\u00eancio, toda uma vida de combate!<\/p>\n<p>Comandante Marighella, presente!<\/p>\n<p>Marighella, 50 anos: Guerrilheiro \u00e9 homenageado onde tombou em S\u00e3o Paulo<\/p>\n<p>por Pedro Marin | Revista Opera<\/p>\n<p>H\u00e1 50 anos, na altura do n\u00famero 800 da Alameda Casa Branca, em S\u00e3o Paulo, era assassinado o inimigo n\u00famero 1 da ditadura militar no Brasil, Carlos Marighella.<\/p>\n<p>Nesta segunda-feira (4), parentes, amigos, ex-membros da A\u00e7\u00e3o Libertadora Nacional (ALN) e militantes de partidos e movimentos sociais estiveram no local de sua morte para prestar-lhe homenagens. O ato contou tamb\u00e9m com a presen\u00e7a de Clara Charf, vi\u00fava de Marighella, e da neta do guerrilheiro, Maria Marighella.<\/p>\n<p>Em 4 de novembro de 1969, Manoel Cyrillo, ex-combatente da ALN, se encontrava preso. Ele havia participado, no dia 4 de setembro, da captura do embaixador norte-americano, Charles Elbrick, em uma a\u00e7\u00e3o que libertou 15 presos pol\u00edticos em troca da liberta\u00e7\u00e3o do embaixador: \u201cFoi terr\u00edvel. Primeiro que n\u00f3s est\u00e1vamos ainda no DOPS, ainda est\u00e1vamos na fase de inqu\u00e9rito. Como ia chegar uma leva de mais de 50 pessoas que foram presas por ocasi\u00e3o da emboscada contra o Marighella, os padres dominicanos, etc. Todo aquele grupo enorme de gente, eles precisavam liberar espa\u00e7o. Ent\u00e3o tiraram todo o pessoal que estava na carceragem do DOPS e mandaram, \u00e0s pressas, para o Pres\u00eddio Tiradentes. Na noite do assassinato, os mais provocadores deles, os mais filhos da p*ta, foram l\u00e1 para \u2018contar a novidade\u2019 \u00e0 base da provoca\u00e7\u00e3o, querendo abaixar o nosso moral, querendo abater a gente emocionalmente e psicologicamente\u201d, conta. \u201cT\u00ednhamos que acreditar, montaram a foto e apresentaram ela. N\u00e3o tinha o que discutir, n\u00e3o pod\u00edamos se iludir: estava claro. Foi uma perda lament\u00e1vel, uma baixa violent\u00edssima, mas que tivemos que aceitar. Tinha que continuar a resist\u00eancia. Passei dez anos em cana, imagine se nos primeiro meses eu resolvesse baquear, me desestruturar. Eu n\u00e3o tinha esse direito, n\u00e3o \u00e9 verdade? Para enfrentar a cadeia tem que estar inteiro\u201d, lembra ele.<\/p>\n<p>O tamb\u00e9m ex-combatente da ALN, Aton Fon Filho, estava no Rio de Janeiro, ouvindo o r\u00e1dio, quando soube da morte de Marighella: \u201cEm primeiro lugar eu n\u00e3o achei que fosse verdade. Mas depois vieram uma sucess\u00e3o de confirma\u00e7\u00f5es, e o impacto foi de muita tristeza, de desespero. Foi um impacto muito grande, porque na verdade o Marighella, j\u00e1 naquele momento, representava n\u00e3o apenas o comando da ALN, como tamb\u00e9m o comando de todo um processo. N\u00e3o era \u00e0 toa que havia sido declarado inimigo p\u00fablico n\u00famero 1 pela ditadura, porque ele era a pessoa que tinha a vis\u00e3o estrat\u00e9gica, de por onde seguia o caminho revolucion\u00e1rio, onde deveriam ser concentrados os nossos esfor\u00e7os, tudo isso\u201d, conta. \u201cMuitas vezes as pessoas n\u00e3o entendem quando Marighella falava do princ\u00edpio da autonomia t\u00e1tica; as pessoas muitas vezes dizem \u2018cada um fazia o que queria\u2019. N\u00e3o se tratava disso. Para o Marighella estava claro que ningu\u00e9m precisava pedir licen\u00e7a para praticar atos revolucion\u00e1rios. Mas quais eram os atos revolucion\u00e1rios? Exatamente aqueles que estava concordes com uma estrat\u00e9gia de luta pela liberta\u00e7\u00e3o nacional, em defesa da soberania e dos interesses do povo, e tamb\u00e9m uma estrat\u00e9gia que fosse capaz de acumular for\u00e7as para enfrentar concretamente a militariza\u00e7\u00e3o de todos os espa\u00e7os pol\u00edticos que a ditadura tinha imposto\u201d, ressaltou. Sobre o crescente resgate da figura e hist\u00f3ria de Marighella, Fon Filho \u00e9 enf\u00e1tico: \u201cQuando o povo quer encontrar os caminhos, ele vai ver que a humanidade s\u00f3 se coloca problemas para os quais j\u00e1 existem solu\u00e7\u00f5es: e a solu\u00e7\u00e3o est\u00e1 colocada no pensamento de Carlos Marighella.\u201d<\/p>\n<p>Hist\u00f3rico militante comunista e companheiro de Marighella na ALN, Raphael Martinelli (95 anos) ressaltou a necessidade da disciplina: \u201cO revolucion\u00e1rio tem que ter disciplina. Eu sou culpado disso\u2026 o Marighella estar morto, sou culpado tamb\u00e9m. Porque a organiza\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria tinha que ter nossos quadros aqui. Ele [Marighella] marcou ponto com fulano, n\u00f3s ter\u00edamos que estar na esquina, fazendo levantamento. Com \u2018metranca\u2019, mesmo, para enfrentar os filhos da puta. Olha o que aconteceu! Dispersamos a vigil\u00e2ncia e a seguran\u00e7a, e eles mataram ele tranquilamente. Isso \u00e9 um erro!\u201d<\/p>\n<p>A vi\u00fava do fundador da ALN, Clara Charf, falou ao final da homenagem. \u201cEu tenho sofrido ao mesmo tempo dores e alegrias. Dores porque \u00e9 imposs\u00edvel n\u00e3o ter dor em saber que a gente perdeu uma figura t\u00e3o maravilhosa, n\u00e3o s\u00f3 pro Brasil, mas que serviu de exemplo para a Am\u00e9rica Latina e pro mundo, que foi o Marighella. Mas ao lado disso tem tamb\u00e9m os jovens de hoje. Eu acho fant\u00e1stico que toda vez que um jovem aparece protestando, eles mesmo dizem: \u2018eu sou como Marighella, eu queria ser como Marighella\u2019. E eu acho que todo lutador pode ser um Marighella: depende da continuidade, da firmeza da luta que ele queira fazer.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/24269\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[140],"tags":[221],"class_list":["post-24269","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c140-jornal-o-poder-popular","tag-2a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-6jr","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24269","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24269"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24269\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24269"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24269"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24269"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}