{"id":2431,"date":"2012-02-16T23:56:45","date_gmt":"2012-02-16T23:56:45","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=2431"},"modified":"2012-02-16T23:56:45","modified_gmt":"2012-02-16T23:56:45","slug":"economia-europeia-tem-1o-queda-desde-2009","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2431","title":{"rendered":"Economia europeia tem 1\u00aa queda desde 2009"},"content":{"rendered":"\n<p>A Europa n\u00e3o resistiu \u00e0\u00a0pr\u00f3pria receita para superar a crise da d\u00edvida e registrou, no fim de 2011, contra\u00e7\u00e3o de sua economia, pela primeira vez desde o auge da crise em meados de 2009. Entre outubro e dezembro, o bloco sofreu uma retra\u00e7\u00e3o de 0,3% no Produto Interno Bruto (PIB), segundo dados da Comiss\u00e3o\u00a0 Europeia.<\/p>\n<p>No ano, a expans\u00e3o foi de 1,5% entre os 17 pa\u00edses da zona do euro e de 1,6% entre os 27 pa\u00edses da Uni\u00e3o\u00a0 Europeia. Mas em 2011, pelo menos cinco pa\u00edses entraram em recess\u00e3o e o Velho Continente s\u00f3 voltar\u00e1 a crescer em 2013.<\/p>\n<p>Dados preliminares e analistas ainda indicam que essa retra\u00e7\u00e3o continuou no in\u00edcio deste ano, apontando que a Europa j\u00e1\u00a0estaria passando pela segunda recess\u00e3o em tr\u00eas anos.<\/p>\n<p>A constata\u00e7\u00e3o s\u00f3\u00a0n\u00e3o\u00a0\u00e9\u00a0 mais dram\u00e1tica porque a contra\u00e7\u00e3o da economia alem\u00e3\u00a0n\u00e3o foi t\u00e3o profunda quanto se temia. Esse resultado chegou a fazer as bolsas ganharem terreno e animou analistas que esperavam dados ainda mais sombrios. Mas por mais que a contra\u00e7\u00e3o n\u00e3o seja t\u00e3o profunda, ela \u00e9\u00a0 uma constata\u00e7\u00e3o de que a estrat\u00e9gia do bloco fracassou para muitas das economias da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>A economia da Alemanha, que representa um ter\u00e7o do PIB europeu, caiu 0,2% no ultimo trimestre de 2011. Os alem\u00e3es, com uma taxa de desemprego de apenas 5,5%, sentiram a queda da demanda internacional. Mas, no ano, conseguiram crescer 3%. O mesmo resultado n\u00e3o se repetir\u00e1\u00a0em 2012. Na melhor das hip\u00f3teses, os alem\u00e3es crescer\u00e3o apenas 0,7%. &#8220;A Alemanha n\u00e3o entrar\u00e1\u00a0 em nova recess\u00e3o. Apenas deu uma pausa na recupera\u00e7\u00e3o&#8221;, apontou o banco ING.<\/p>\n<p>Outro pa\u00eds que conseguiu se manter no campo positivo foi a Fran\u00e7a, ainda que com crescimento de apenas 0,2% e tamb\u00e9m sofrendo uma perda de ritmo na recupera\u00e7\u00e3o &#8211; se fosse exclu\u00eddo do c\u00e1lculo o resultado do com\u00e9rcio exterior, a economia do pa\u00eds teria recuado 0,5%. Fran\u00e7a e Eslov\u00e1quia foram os \u00fanicos pa\u00edses do bloco de 17 economias que mantiveram a taxa de crescimento, ainda que m\u00ednima. No ano, a Fran\u00e7a conseguiu crescimento de 1,7%, contra 1,4% em 2010.<\/p>\n<p>Divis\u00e3o. Os dados mostraram uma divis\u00e3o clara na Europa, com os pa\u00edses mediterr\u00e2neos sofrendo os maiores preju\u00edzos. Cinco pa\u00edses registraram o segundo trimestre consecutivo de retra\u00e7\u00e3o, o que significa a entrada oficial em recess\u00e3o. A queda mais acentuada foi da It\u00e1lia, terceira maior economia da zona do euro, que entrou em recess\u00e3o. A crise da d\u00edvida e os cortes sociais frearam o consumo dom\u00e9stico e as empresas deixaram de investir. A contra\u00e7\u00e3o no \u00faltimo trimestre de 2011 foi de 0,7%, bem acima do esperado e as previs\u00f5es s\u00e3o de que essa recess\u00e3o dominar\u00e1\u00a0grande parte de 2012.<\/p>\n<p>Todos, at\u00e9\u00a0mesmo o governo, admitem que a recess\u00e3o ocorre por causa das medidas de austeridade impostas pelo governo de Mario Monti. Sua meta \u00e9 a de cortar 20 bilh\u00f5es do or\u00e7amento. Para o Fundo Monet\u00e1rio Internacional, a It\u00e1lia poder\u00e1 sofrer contra\u00e7\u00e3o de 2,2% neste ano.<\/p>\n<p>O que mais preocupa \u00e9\u00a0que, se os cortes afetam a economia real, o impacto na d\u00edvida ainda n\u00e3o conseguiu ser sentido. Segundo o Banco da It\u00e1lia, a d\u00edvida do governo cresceu 4% em 2011, para 1,8 trilh\u00e3o.<\/p>\n<p>A Gr\u00e9cia jamais superou a recess\u00e3o que come\u00e7ou em 2009 e no \u00faltimo trimestre de 2011, a economia recuou 7%, enquanto a d\u00edvida continua tamb\u00e9m em expans\u00e3o. Portugal voltou a decretar recess\u00e3o, com queda de 1,3%, duas vezes superior \u00e0\u00a0 do terceiro trimestre. Analistas n\u00e3o descartam que Lisboa tenha de come\u00e7ar a pensa num segundo pacote de resgate, como fez a Gr\u00e9cia.<\/p>\n<p>Outras economias que sofrem s\u00e3o as da B\u00e9lgica e da Holanda, ambas em recess\u00e3o. No fim do ano, a economia holandesa contraiu 0,7%, al\u00e9m de 0,4% no trimestre anterior. O setor imobili\u00e1rio e o consumo em queda foram os principais motivos.<\/p>\n<p>A economia europeia deve continuar caindo at\u00e9 pelo menos mar\u00e7o, o que deixa a UE oficialmente em recess\u00e3o. A segunda recess\u00e3o em apenas tr\u00eas anos seria tamb\u00e9m mais um sinal claro de que a Europa se descolou da trajet\u00f3ria de recupera\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos que, no fim de 2011, cresceu 0,7%.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>&#8216;Liquidez do BCE afasta risco de cont\u00e1gio&#8217;, diz IIF<\/strong><\/p>\n<p><em>Valor Econ\u00f4mico<\/em><\/p>\n<p>A liquidez abundante fornecida pelo Banco Central Europeu (BCE) e outros grandes bancos centrais, somada \u00e0\u00a0 resili\u00eancia das economias dos EUA e dos emergentes e recess\u00e3o menos severa na Europa, alimentam a percep\u00e7\u00e3o de que a crise da d\u00edvida soberana europeia e a crise banc\u00e1ria recuaram e o risco de cont\u00e1gio estaria contido.<\/p>\n<p>\u00c9 o que diz o Instituto Internacional de Finan\u00e7as (IIF), que representa os maiores bancos do mundo, em relat\u00f3rio enviado a seus membros esta semana. &#8220;O sentimento de menos perigo e de firewall significa essencialmente que investidores agora parecem entender que, indiferentemente da austeridade fiscal funcionar na Gr\u00e9cia e em Portugal, o cont\u00e1gio nesses pa\u00edses ser\u00e1 contido na medida em que outras na\u00e7\u00f5es com problemas v\u00e3o ser bem sucedidas&#8221;&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da enorme liquidez dada pelo BCE, a &#8220;percep\u00e7\u00e3o de firewall&#8221;&#8221; em torno da Gr\u00e9cia \u00e9\u00a0 refor\u00e7ada pela decis\u00e3o de Bruxelas de ativar j\u00e1\u00a0em junho o Mecanismo Europeu de Estabilidade (ESM, na sigla em ingl\u00eas) com capacidade de empr\u00e9stimo de \u20ac\u00a0500 bilh\u00f5es. O poder de fogo contra o cont\u00e1gio na zona do euro poder\u00e1\u00a0ser ampliado, se o EFSF, o atual mecanismo europeu de socorro, continuar a funcionar justamente com o ESM.<\/p>\n<p>Essa vis\u00e3o benigna ser\u00e1\u00a0testada nas pr\u00f3ximas semanas. Nos mercados financeiros da Europa, a situa\u00e7\u00e3o da Gr\u00e9cia \u00e9\u00a0vista como uma roleta russa entre pol\u00edticos e l\u00edderes europeus. A Europa amea\u00e7a atrasar a libera\u00e7\u00e3o do segundo pacote de socorro de \u20ac\u00a0130 bilh\u00f5es at\u00e9\u00a0a elei\u00e7\u00e3o geral grega em abril, mas ao mesmo tempo provavelmente dando a Atenas dinheiro suficiente para evitar o calote. J\u00e1\u00a0a Alemanha ainda explora a possibilidade de colocar o dinheiro para os gregos numa conta controlada pela Europa. E junto com a Holanda e a Finl\u00e2ndia, a Alemanha cada vez mais parece preparada para deixar a Gr\u00e9cia dar o calote e sair da zona do euro.<\/p>\n<p>O l\u00edder da direita grega Antonis Samaras enviou ontem \u00e0s pressas uma carta aos l\u00edderes europeus se comprometendo com austeridade. Mas sua observa\u00e7\u00e3o no come\u00e7o da semana, de que renegociaria o pacote de rigor depois da elei\u00e7\u00e3o, afundou sua credibilidade.<\/p>\n<p>Para analistas, mesmo se a Europa aceitar as promessas dos gregos, o colapso \u00e9\u00a0t\u00e3o grande na economia do pa\u00eds que outra reestrutura\u00e7\u00e3o da d\u00edvida poder\u00e1\u00a0ser exigida no m\u00e9dio prazo. &#8220;A Gr\u00e9cia est\u00e1\u00a0em fase terminal e todo mundo sabe disso&#8221;&#8221;, afirma o economista Michael Derks, da consultoria FxPro, de Londres.<\/p>\n<p>A economia grega poder\u00e1\u00a0sofrer contra\u00e7\u00e3o de 5% este ano, ap\u00f3s ter declinado 13% nos \u00faltimos quatro anos. A coleta de impostos na Gr\u00e9cia caiu 7% em janeiro, ao inv\u00e9s de aumentar 8,9% como planejado, ilustrando a dificuldade de implementar o que assinou junto aos europeus.<\/p>\n<p>Diante desse cen\u00e1rio, cresce a convic\u00e7\u00e3o de que a Gr\u00e9cia acabar\u00e1\u00a0sendo empurrada para fora ou tomando a porta de sa\u00edda da zona do euro, agora que a Uni\u00e3o\u00a0Europeia poderia conter o impacto de um calote desordenado grego.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Brasil sugere retomar acordo com Teer\u00e3<\/strong><\/p>\n<p><em>O Estado de S. Paulo<\/em><\/p>\n<p>Para o governo brasileiro, a proposta de acordo formulada na visita do presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva a Teer\u00e3, em maio de 2010, &#8220;continua sobre a mesa&#8221;. &#8220;Para n\u00f3s, os termos do acordo turco-brasileiro-iraniano s\u00e3o os mesmos e continuam valendo&#8221;, diz o enviado da presidente Dilma Rousseff ao Oriente M\u00e9dio, embaixador Ces\u00e1rio Melantonio Neto.<\/p>\n<p>&#8220;A (negocia\u00e7\u00e3o) n\u00e3o depende de n\u00f3s, o Brasil n\u00e3o pode fazer isso sozinho&#8221;, afirmou ao Estado Melantonio. &#8220;Ela depende da comunidade internacional, de um grande n\u00famero de pa\u00edses voltar a examinar essa proposta e das Na\u00e7\u00f5es Unidas. Mas o esfor\u00e7o conjunto feito pela Turquia, Brasil e Ir\u00e3 continua sobre a mesa.&#8221;<\/p>\n<p>Ele admite que a oferta feita em Teer\u00e3\u00a0 precisa ser atualizada. &#8220;Passaram-se dois anos e a proposta deve ser revista e coordenada com a Ag\u00eancia Internacional de Energia At\u00f4mica (AIEA). Os volumes mudam, mas o que vale \u00e9\u00a0o princ\u00edpio&#8221;, defende.<\/p>\n<p>O plano de 2010 previa a troca de ur\u00e2nio levemente enriquecido pela subst\u00e2ncia processada a 20%. O Ir\u00e3\u00a0 repassaria parte de seu estoque \u00e0\u00a0Turquia e, em contrapartida, receberia de um terceiro pa\u00eds uma carga que pudesse ser utilizada no reator de pesquisa de Teer\u00e3.<\/p>\n<p>A chamada &#8220;Declara\u00e7\u00e3o de Teer\u00e3&#8221; tinha por base uma oferta feita pelos EUA oito meses antes e recusada pelo Ir\u00e3. Horas depois de Lula celebrar o acordo com o turco Recep Tayyip Erdogan e o iraniano Mahmoud Ahmadinejad, os EUA afirmaram que a proposta havia perdido a validade, pois o Ir\u00e3 n\u00e3o suspendera o enriquecimento de seu ur\u00e2nio durante a negocia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O desentendimento sobre o Ir\u00e3\u00a0azedou as rela\u00e7\u00f5es entre os governos Lula e Barack Obama. Dois meses depois, o Conselho de Seguran\u00e7a da ONU adotou sua sexta resolu\u00e7\u00e3o contra a rep\u00fablica isl\u00e2mica. O secret\u00e1rio-assistente de Rela\u00e7\u00f5es P\u00fablicas do Departamento de Estado dos EUA, Mike Hammer, afirmou esta semana que Obama &#8220;pretende ouvir&#8221; a posi\u00e7\u00e3o de Dilma sobre o programa iraniano quando os dois l\u00edderes encontrarem-se na Casa Branca, no dia 6 de abril. O governo brasileiro n\u00e3o reagiu oficialmente \u00e0 informa\u00e7\u00e3o e Melantonio n\u00e3o quis comentar o caso.<\/p>\n<p>Conex\u00e3o argentina. O an\u00fancio feito ontem por Ahmadinejad pode fechar uma brecha importante usada na Declara\u00e7\u00e3o de Teer\u00e3.<\/p>\n<p>O acordo turco-brasileiro referia-se ao fornecimento de ur\u00e2nio enriquecido especificamente ao reator de pesquisas de Teer\u00e3, equipamento doado em 1967 ao x\u00e1\u00a0Reza Pahlevi pelos EUA. Com a Revolu\u00e7\u00e3o Isl\u00e2mica, em 1979, Washington cortou o suprimento de combust\u00edvel nuclear. A Argentina, ent\u00e3o, fechou um contrato com Teer\u00e3 em 1987 para modernizar o aparelho e fornecer 120 quilos de ur\u00e2nio com o grau de enriquecimento necess\u00e1rio para fazer funcionar o aparelho.<\/p>\n<p>O estoque fornecido pelos argentinos, entretanto, est\u00e1\u00a0praticamente esgotado. Com base nessa brecha, primeiro americanos e depois brasileiros e turcos tentaram &#8220;atrair&#8221; o Ir\u00e3\u00a0para um acordo de troca de ur\u00e2nio.<\/p>\n<p>Ontem, Ahmadinejad afirmou que o reator de pesquisa de Teer\u00e3 &#8211; alvo da proposta turco-brasileira &#8211; passar\u00e1 a ser abastecido com varetas de combust\u00edvel produzidas no pr\u00f3prio pa\u00eds persa. Se o Ir\u00e3 realmente conseguir ser autossuficiente no abastecimento do equipamento, o acordo perder\u00e1 parte de seu sentido. Especialistas, por\u00e9m, duvidam que Teer\u00e3 tenha alcan\u00e7ado esse est\u00e1gio.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Argentina pune a YPF e eleva press\u00e3o sobre setor<\/strong><\/p>\n<p><em>Valor Econ\u00f4mico<\/em><\/p>\n<p>O aumento da press\u00e3o do governo argentino sobre a petroleira YPF, controlada pela espanhola Repsol, derrubou ontem as a\u00e7\u00f5es da empresa nas bolsas de Buenos Aires e Madri, horas depois da divulga\u00e7\u00e3o de uma autua\u00e7\u00e3o fiscal da Afip, a receita argentina. Nos dois pa\u00edses as cota\u00e7\u00f5es da YPF puxaram para baixo o mercado de capitais. Na Espanha, a queda dos pap\u00e9is da empresa foi de 1,29%, enquanto o \u00edndice IBEX35 foi negativo em 0,35%. Na Argentina, a a\u00e7\u00e3o da YPF caiu 4,06% e o \u00edndice Merval recuou apenas 0,01%.<\/p>\n<p>A empresa ficou com as suas opera\u00e7\u00f5es externas na Argentina suspensas at\u00e9\u00a0o pagamento de uma multa de US$ 8 milh\u00f5es, segundo a ag\u00eancia governamental Telam. De acordo com a ag\u00eancia, a YPF \u00e9\u00a0uma entre 300 empresas que est\u00e3o sendo punidas pela Afip nos \u00faltimos dias.<\/p>\n<p>A puni\u00e7\u00e3o de ontem em si foi vista como pouco relevante por analistas, mas indicativa de uma ofensiva contra a companhia. &#8220;Para uma empresa como a Repsol, esta \u00e9 uma autua\u00e7\u00e3o muito baixa, de pouco impacto operacional. O que fica claro \u00e9 que o governo admite a exist\u00eancia de um problema concreto da Argentina na \u00e1rea energ\u00e9tica e busca nas empresas um bode expiat\u00f3rio&#8221;, afirmou o consultor Daniel Montamat, que foi presidente da YPF entre 1988 e 1989, quando a empresa ainda era estatal. A YPF foi privatizada em 1992.<\/p>\n<p>O governo pressiona a YPF para que amplie seus investimentos na explora\u00e7\u00e3o do campo de petr\u00f3leo e g\u00e1s n\u00e3o convencional de Vaca Muerta, na Prov\u00edncia de Neuqu\u00e9n, na Patag\u00f4nia argentina. Segundo fato relevante divulgado pela pr\u00f3pria YPF nas bolsas de Madri e de Buenos Aires na semana passada, a reserva potencial de Vaca Muerta \u00e9 equivalente a 22,8 bilh\u00f5es de barris de petr\u00f3leo, sendo 13,5 bilh\u00f5es na \u00e1rea da concess\u00e3o explorada pela empresa. \u00c9 a terceira maior reserva n\u00e3o convencional do mundo, e no comunicado a YPF a compara ao pr\u00e9-sal brasileiro em termos de impacto na economia. A empresa calculou um disp\u00eandio de US$ 28 bilh\u00f5es para perfurar 2.000 po\u00e7os e aumentar em 50% a produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo do pa\u00eds, mas n\u00e3o fixou o tempo para realizar a despesa. Mencionou apenas que ela seria feita &#8220;nos pr\u00f3ximos anos&#8221;.<\/p>\n<p>Com um d\u00e9ficit comercial na conta de energia previsto para US$ 6 bilh\u00f5es neste ano, caso o PIB do pa\u00eds cres\u00e7a apenas 2%, o governo da presidente Cristina Kirchner tem pressa em tentar reverter a queda de reservas e acena com a possibilidade de encampar as \u00e1reas de explora\u00e7\u00e3o. Na semana passada, os governadores das Prov\u00edncias produtoras de petr\u00f3leo deram um ultimato a todas as petroleiras do pa\u00eds (universo em que a YPF det\u00e9m 60% do mercado) para que estabele\u00e7am metas de produ\u00e7\u00e3o para as \u00e1reas de explora\u00e7\u00e3o. Na Argentina, o poder de concess\u00e3o cabe aos governos regionais, e n\u00e3o ao nacional, mas a a\u00e7\u00e3o dos governadores contou com a orienta\u00e7\u00e3o do ministro do Planejamento, Julio de Vido.<\/p>\n<p>&#8220;O governo usa as Prov\u00edncias para acenar com o fantasma da expropria\u00e7\u00e3o, mas o que busca na realidade \u00e9\u00a0que a YPF mude a sua pol\u00edtica estrat\u00e9gica de uso dos lucros&#8221;, opinou um executivo de uma empresa do setor.<\/p>\n<p>A YPF mudou a sua composi\u00e7\u00e3o acion\u00e1ria em 2008, quando um s\u00f3cio argentino, o grupo Petersen, adquiriu em dois momentos 25% do capital da empresa. Por um acordo de acionistas, o novo s\u00f3cio paga a aquisi\u00e7\u00e3o aos vendedores usando os dividendos sobre os lucros da empresa, o que reduz a capacidade de investimento da YPF. No entanto, a empresa enviou um fato relevante \u00e0s duas bolsas em que cotiza, anunciando ter investindo em 2011 13,3 bilh\u00f5es de pesos argentinos no pa\u00eds, o que equivale a cerca de US$ 3 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>O governo intensificou tamb\u00e9m a press\u00e3o sobre a YPF na \u00e1rea de distribui\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis. Em janeiro, o vice-presidente Amado Boudou acusou as cinco empresas que dividem o mercado argentino de pr\u00e1tica de cartel nas vendas de \u00f3leo diesel no mercado atacadista, um segmento em que a YPF \u00e9 amplamente a empresa dominante. Ao responder, alguns dias depois, a YPF divulgou uma nota em que recha\u00e7ava a acusa\u00e7\u00e3o do governo. Procurada por este jornal, a assessoria de imprensa da YPF informou que a empresa n\u00e3o iria se pronunciar no dia de ontem.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Com\u00e9rcio prev\u00ea\u00a0 crescer 6% este ano, mesmo resultado de 2011<\/strong><\/p>\n<p><em>O Estado de S. Paulo<\/em><\/p>\n<p>O ano come\u00e7ou aquecido para o com\u00e9rcio, especialmente para as lojas de eletrodom\u00e9sticos e de aparelhos de \u00e1udio e v\u00eddeo. Aumento do sal\u00e1rio m\u00ednimo de 14%, impacto da redu\u00e7\u00e3o da taxa b\u00e1sica de juros, a Selic, iniciada em meados de 2011 e o ritmo ainda forte do mercado de trabalho devem sustentar o crescimento do com\u00e9rcio em 2012.<\/p>\n<p>Em 2011, as vendas do com\u00e9rcio varejista ampliado, que inclui ve\u00edculos e material de constru\u00e7\u00e3o, tiveram alta de 6,6%, quase a metade do registrado em 2010, apontam os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). Para 2012, economistas preveem crescimento de 6%, na pr\u00e1tica, igual ritmo de 2011.<\/p>\n<p>&#8220;Estamos tendo um fevereiro excepcional&#8221;, diz o supervisor geral das Lojas Cem, Jos\u00e9\u00a0Domingos Alves. Em janeiro, as vendas cresceram 9% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2011 e, neste m\u00eas, a expans\u00e3o at\u00e9\u00a0agora \u00e9\u00a0de 21%.<\/p>\n<p>J\u00e1\u00a0na Lojas Colombo, o comportamento das vendas \u00e9\u00a0o inverso do da concorrente. Segundo Cesar Siqueira Anderson, diretor de vendas, em janeiro a rede faturou 11% a mais ante o mesmo m\u00eas de 2011 e, em duas semanas de fevereiro, essa taxa anual de crescimento caiu para 6%.<\/p>\n<p>Dados da Associa\u00e7\u00e3o Comercial de S\u00e3o Paulo (ACSP) confirmam a tend\u00eancia captada pela Lojas Colombo. Em janeiro a m\u00e9dia de consultas para vendas \u00e0\u00a0vista e a prazo cresceu 4,5% ante o m\u00eas de 2011, ap\u00f3s ter tido um acr\u00e9scimo de 2,2% em dezembro na compara\u00e7\u00e3o anual.<\/p>\n<p>&#8220;Na primeira quinzena deste m\u00eas, as vendas arrefeceram&#8221;, conta o economista da ACSP, Em\u00edlio Alfieri. O tamanho exato da desacelera\u00e7\u00e3o ser\u00e1 conhecido hoje. Segundo ele, a antecipa\u00e7\u00e3o das liquida\u00e7\u00f5es de fevereiro para janeiro mudou o comportamento do varejo. Por isso, agora a venda perdeu f\u00f4lego.<\/p>\n<p>No entanto, como o carnaval caiu em mar\u00e7o em 2011 e neste ano \u00e9\u00a0em fevereiro, a perspectiva \u00e9\u00a0de que a taxa de crescimento anual volte a se acelerar no m\u00eas que vem e o primeiro trimestre encerre com ritmo de vendas muito pr\u00f3ximo do fim de 2011.<\/p>\n<p>&#8220;O com\u00e9rcio deve manter o ritmo de 2011 neste in\u00edcio de ano e seguir em recupera\u00e7\u00e3o&#8221;, diz o economista da LCA, Paulo Neves. A consultoria projeta alta de 6% para o varejo este ano.<\/p>\n<p>Proje\u00e7\u00e3o semelhante \u00e9\u00a0feita pela Rosenberg Consultores. &#8220;H\u00e1\u00a0condi\u00e7\u00f5es para que o com\u00e9rcio cres\u00e7a novamente perto de 6% em 2012&#8221;, diz Daniel Lima, analista. Ele aponta tr\u00eas fatores que devem dar suporte a essa tend\u00eancia: desemprego baixo, alta da renda e do sal\u00e1rio m\u00ednimo.<\/p>\n<p>&#8220;Enquanto o emprego e a renda continuarem em alta n\u00e3o h\u00e1\u00a0risco de trope\u00e7o no consumo&#8221;, diz o economista da Fecom\u00e9rcio-SP, Altamiro Carvalho.<\/p>\n<p>Mais otimista que seus pares e usando n\u00fameros da Fecom\u00e9rcio-SP, Carvalho acha que o crescimento do varejo em 2012 pode at\u00e9 ser maior que o obtido em 2011. De acordo com a entidade, que usa crit\u00e9rios diferentes do IBGE para apurar o resultado do com\u00e9rcio, as vendas cresceram 3,1% em 2011 ante 2010. &#8220;Para 2012, a expectativa \u00e9 de uma alta de 4% a 5%&#8221;, prev\u00ea Carvalho.<\/p>\n<p>Ele lembra que a confian\u00e7a do consumidor continua alta. Em janeiro, ficou em 158,3 pontos. A m\u00e9dia de janeiro a dezembro de 2011 foi de 156,3 pontos. Carvalho explica que boa parte da alta se deve \u00e0\u00a0forte inten\u00e7\u00e3o de consumo, especialmente de bens dur\u00e1veis, que aumentou 0,9% em janeiro. Al\u00e9m disso, o endividamento do consumidor diminuiu em janeiro (42,4% da renda) na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo m\u00eas do ano passado (51,2%), apesar de ter crescido em rela\u00e7\u00e3o a dezembro de 2011 (41,3% ).<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>PSDB articula fim das pr\u00e9vias para Serra ser candidato<\/strong><\/p>\n<p><em>O Estado de S. Paulo<\/em><\/p>\n<p>Oito meses ap\u00f3s anunciarem pr\u00e9vias para escolher o candidato a prefeito, l\u00edderes do PSDB come\u00e7aram a atuar nos bastidores para derrubar a disputa interna, abrindo caminho para a candidatura do ex-governador Jos\u00e9\u00a0Serra \u00e0\u00a0Prefeitura de S\u00e3o Paulo. A bancada tucana na Assembleia Legislativa divulgou nota ontem em que pede ao ex-governador que aceite o apelo de disputar e que o partido desista das pr\u00e9vias. A movimenta\u00e7\u00e3o causou pol\u00eamica na legenda, que se divide sobre a realiza\u00e7\u00e3o das pr\u00e9vias.<\/p>\n<p>Movimentos distintos apontavam uma a\u00e7\u00e3o para que n\u00e3o saia do papel a disputa interna, sobre a qual o governador Geraldo Alckmin chegou a dizer que era sua &#8220;obriga\u00e7\u00e3o moral&#8221; defender.<\/p>\n<p>No Pal\u00e1cio dos Bandeirantes, j\u00e1\u00a0 se fala em compensa\u00e7\u00f5es para os quatro pr\u00e9-candidatos que colocaram seus nomes na disputa, marcada para o dia 4 de mar\u00e7o.<\/p>\n<p>Neste momento, no entanto, prossegue uma diverg\u00eancia de timing entre o governador e Serra, que ainda n\u00e3o resolveu se \u00e9\u00a0candidato. Alckmin deseja que ele se decida antes das pr\u00e9vias. Mas, segundo interlocutores, Serra n\u00e3o d\u00e1\u00a0indicativos de que resolver\u00e1\u00a0at\u00e9\u00a0l\u00e1. Para aliados, \u00e9\u00a0poss\u00edvel que estenda o processo at\u00e9\u00a0a conven\u00e7\u00e3o, em junho.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da nota da bancada, o presidente municipal do PSDB, Julio Semeghini, falou em &#8220;sa\u00edda jur\u00eddica&#8221; para a quest\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Estou sentindo um movimento para derrubar (as pr\u00e9vias). Mas isso s\u00f3\u00a0vai acontecer se me derrubarem no voto. Sou a favor das pr\u00e9vias e vou defend\u00ea-las at\u00e9\u00a0a \u00faltima hora&#8221;, desabafou o presidente estadual tucano, Pedro Tobias. &#8220;A bancada considera as pr\u00e9vias um processo leg\u00edtimo. Assim como considera o nome de Serra como candidato&#8221;, disse o l\u00edder do PSDB na C\u00e2mara Municipal, Floriano Pesaro.<\/p>\n<p>No governo, avalia-se que dois dos pr\u00e9-candidatos, os secret\u00e1rios Andrea Matarazzo (Cultura) e Bruno Covas (Meio Ambiente), abririam m\u00e3o do processo. O &#8220;problema&#8221; seria o secret\u00e1rio Jos\u00e9\u00a0An\u00edbal (Energia) e o deputado Ricardo Tripoli. Est\u00e3o em estudo compensa\u00e7\u00f5es, como o fortalecimento da pasta de Energia, que abrigaria a de Saneamento. Tripoli poderia receber cargo de dire\u00e7\u00e3o na campanha.<\/p>\n<p>Data. Semeghini disse ontem n\u00e3o haver no estatuto data sobre as inscri\u00e7\u00f5es nas pr\u00e9vias, apesar de resolu\u00e7\u00e3o interna, apoiada por ele, falar que o prazo era at\u00e9 o dia 14. Ele afirmou que a elei\u00e7\u00e3o interna ser\u00e1 mantida e que os pr\u00e9-candidatos do partido adquiriram direito de disput\u00e1-la e &#8220;ningu\u00e9m vai poder tirar (isso) deles&#8221;. &#8220;Acredito que se houver qualquer interesse do Serra, ser\u00e1 antes das pr\u00e9vias, pois ele ter\u00e1 de participar do processo.&#8221;<\/p>\n<p>Alckmin disse ontem que a elei\u00e7\u00e3o interna est\u00e1\u00a0mantida, mas afirmou que, se Serra for o candidato, a legenda vai avaliar a quest\u00e3o. &#8220;N\u00e3o tem nenhum fato novo. Se o ex-governador se dispuser a ser, e n\u00e3o tem essa defini\u00e7\u00e3o, o partido vai avaliar.&#8221;<\/p>\n<p>Desencontros. Assinada pelo l\u00edder do PSDB na Assembleia, Orlando Morando, a nota defendendo a candidatura de Serra diz que ele n\u00e3o deve disputar as pr\u00e9vias. &#8220;Acreditamos que um homem p\u00fablico da qualidade de Serra, com toda a sua viv\u00eancia e experi\u00eancia adquirida nos cargos p\u00fablicos que ocupou, n\u00e3o tem que disputar pr\u00e9vias.&#8221; Tobias divulgou nota desautorizando Morando. &#8220;As pr\u00e9vias s\u00e3o um fato consumado&#8221;, declarou.<\/p>\n<p>Os pr\u00e9-candidatos tamb\u00e9m reagiram \u00e0s investidas contra a disputa. &#8220;Acho um desrespeito&#8221;, declarou Tripoli. An\u00edbal afirmou, ainda, que &#8220;em nenhum momento&#8221; Semeghini &#8220;descredenciou as pr\u00e9vias&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\nO Estado de S. 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