{"id":24313,"date":"2019-11-11T23:07:21","date_gmt":"2019-11-12T02:07:21","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=24313"},"modified":"2019-11-11T23:07:21","modified_gmt":"2019-11-12T02:07:21","slug":"mais-ataques-e-tortura-a-indigenas-no-ms","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/24313","title":{"rendered":"Mais ataques e tortura a ind\u00edgenas no MS"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/cimi.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/ataque-dourados-gk009.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->CIMI &#8211; Conselho Indigenista Mission\u00e1rio<\/p>\n<p>Ataques a ind\u00edgenas nas retomadas no entorno da Reserva de Dourados t\u00eam aumentado nos \u00faltimos meses. Ind\u00edgenas apontam ferimentos por bala de borracha no dia 18 de setembro, na retomada Avae\u2019te. Foto: comunidade Avae\u2019te<\/p>\n<p>Por Tiago Miotto, da Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o do Cimi<\/p>\n<p>Os ataques \u00e0s retomadas Guarani e Kaiow\u00e1 localizadas nas \u00e1reas lim\u00edtrofes \u00e0 Reserva Ind\u00edgena de Dourados, no Mato Grosso do Sul, se intensificaram nos \u00faltimos dias. Na manh\u00e3 desta ter\u00e7a-feira (5), as retomadas \u00d1u Vera Guasu e Aratikuty foram atacadas, deixando um ind\u00edgena ferido na primeira e barracos destru\u00eddos na segunda. No s\u00e1bado (2) \u00e0 noite, a retomada Avae\u2019te tamb\u00e9m havia sido atacada a tiros, sem feridos.<\/p>\n<p>Em outubro, na mesma retomada, a ocorr\u00eancia de uma situa\u00e7\u00e3o ainda mais grave \u00e9 denunciada pelos Guarani e Kaiow\u00e1: um jovem ind\u00edgena de 21 anos foi baleado, mantido ref\u00e9m e torturado por seguran\u00e7as privados \u2013 e depois, ainda foi detido pela pol\u00edcia.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o se soma a uma s\u00e9rie de outros ataques que v\u00eam ocorrendo na regi\u00e3o desde o final do ano passado e se intensificaram nos \u00faltimos meses. O m\u00e9todo das investidas se repete: um grupo de seguran\u00e7as atira contra as casas e as pessoas, utilizando proj\u00e9teis de borracha e muni\u00e7\u00e3o real, normalmente \u00e0 noite ou de madrugada.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, um elemento incomum tem chamado aten\u00e7\u00e3o nos ataques: o uso de um trator blindado, ao qual os ind\u00edgenas se referem como \u201ccaveir\u00e3o\u201d. O ve\u00edculo agr\u00edcola teve chapas de metal acopladas a ele e tem sido utilizado pelos agressores para atacar os ind\u00edgenas, inclusive para atropelar pessoas.<\/p>\n<p>A identidade dos ind\u00edgenas entrevistados na reportagem ser\u00e1 preservada por motivo de seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>\u201cDiziam: \u2018vem pegar o amigo de voc\u00eas\u2019, e batiam nele. Ele tremia e gritava. Quando vimos, ele estava desmaiado\u201d<\/p>\n<p>Baleado, torturado e preso<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o mais grave destes \u00faltimos ataques \u00e0s retomadas Guarani e Kaiow\u00e1 ocorreu no dia 12 de outubro, um feriado. Segundo os ind\u00edgenas, durante um ataque \u00e0 retomada Avae\u2019te na manh\u00e3 daquele dia, um jovem de 21 anos foi baleado na perna esquerda ao tentar fugir.<\/p>\n<p>Em seguida, ele foi capturado e levado, dentro do \u201ccaveir\u00e3o\u201d, para uma \u00e1rea da fazenda pr\u00f3xima \u00e0 retomada, onde teria sido torturado. As agress\u00f5es ocorreram \u00e0 vista de todos os ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>\u201cDisseram que ele amea\u00e7ou os pistoleiros, mas ele foi atacado primeiro. Amarraram ele na caixa d\u2019\u00e1gua, na nossa frente, e ficavam batendo nele. Diziam: \u2018vem pegar o amigo de voc\u00eas\u2019, e batiam nele. Ele tremia e gritava. Quando vimos, ele estava desmaiado\u201d, relata uma Guarani Kaiow\u00e1.<\/p>\n<p>Outro Guarani Kaiow\u00e1 que presenciou a cena afirma que, antes de ser carregado, o ind\u00edgena tamb\u00e9m teria sido agredido com a p\u00e1 do trator blindado.<\/p>\n<p>\u201cQuando ele tava no ch\u00e3o, os jagun\u00e7os prensaram ele com a p\u00e1 do trator. Depois, jogaram ele no caveir\u00e3o e levaram embora\u201d, recorda.<\/p>\n<p>Os ind\u00edgenas se revoltaram com a situa\u00e7\u00e3o e, na tarde do mesmo dia, a Pol\u00edcia Militar de Dourados foi acionada para conter o conflito. Segundo o relato dos Guarani e Kaiow\u00e1, contudo, os policiais direcionaram toda a sua for\u00e7a apenas contra os ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>Imagens feitas por eles mostram diversas granadas de efeito moral e c\u00e1psulas de bombas de g\u00e1s lacrimog\u00eanio espalhadas pelo ch\u00e3o, inclusive na aldeia Boror\u00f3, que fica no interior da Reserva.<\/p>\n<p>\u201cA PM era para estar ajudando a acalmar os dois lados, mas eles s\u00e3o a favor dos fazendeiros\u201d, critica uma testemunha Kaiow\u00e1.<\/p>\n<p>Depois de ferido e agredido de forma extrema, o ind\u00edgena baleado foi detido pela Pol\u00edcia Militar, sob as acusa\u00e7\u00f5es de amea\u00e7a e invas\u00e3o de estabelecimento, e conduzido at\u00e9 a delegacia. A den\u00fancia contra ele baseia-se no relato de seguran\u00e7as privados envolvidos no conflito e policiais militares envolvidos na a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em fun\u00e7\u00e3o dos ferimentos, o ind\u00edgena foi encaminhado da delegacia para o Hospital da Vida, em Dourados, onde permaneceu sob escolta. Dez dias depois, teve a liberdade provis\u00f3ria concedida pela Justi\u00e7a.<\/p>\n<p>No processo contra o jovem ind\u00edgena consta que cinco dias ap\u00f3s o ataque, no dia 17 de outubro, ele ainda se encontrava internado no Hospital da Vida, \u201cem uma maca no corredor com a perna em tra\u00e7\u00e3o\u201d \u2013 mais um indicativo da gravidade dos seus ferimentos.<\/p>\n<p>Durante a a\u00e7\u00e3o policial, uma ind\u00edgena da aldeia Boror\u00f3 tamb\u00e9m foi detida, junto com seu sobrinho de 12 anos. Segundo os Guarani e Kaiow\u00e1, ambos foram retirados de dentro de sua casa pelos policiais.<\/p>\n<p>\u201cO capanga dos fazendeiros estava atirando para todo lado. N\u00e3o querem saber se vai acertar algu\u00e9m, uma crian\u00e7a, nada\u201d<\/p>\n<p>Ataques a \u00d1u Vera Guasu e Aratikuty<\/p>\n<p>Na semana passada, as retomadas de \u00d1u Vera Guasu e Aratikuty foram atacadas. Os ataques aconteceram no in\u00edcio da madrugada do dia 5 de novembro, ter\u00e7a-feira. No tekoha \u00d1u Vera, um ind\u00edgena foi ferido por balas de borracha no t\u00f3rax, no ombro e na cabe\u00e7a.<\/p>\n<p>\u201cOs jagun\u00e7os pegaram ele dormindo no barraco, e o trator blindado veio junto e quase passou por cima. Ele tentou correr, mas os jagun\u00e7os pegaram, atiraram bala de borracha. Deram uns dez, doze tiros nele\u201d, conta um Guarani Kaiow\u00e1 da retomada.<\/p>\n<p>Depois, o grupo de agressores seguiu at\u00e9 o tekoha Aratikuty, onde um barraco foi queimado e outros foram derrubados. Durante o ataque, os agressores ainda aterraram um po\u00e7o que os ind\u00edgenas utilizavam para beber \u00e1gua.<\/p>\n<p>\u201cTeve tiro de borracha e tamb\u00e9m de bala de metal, mas n\u00e3o acertou ningu\u00e9m. Tudo isso de madrugada, em torno de uma hora at\u00e9 as duas e meia da manh\u00e3\u201d, relatou o ind\u00edgena.<\/p>\n<p>Avae\u2019te: ataque noturno<\/p>\n<p>Na noite do \u00faltimo s\u00e1bado (2), em torno das 23 horas, a retomada Avae\u2019te tamb\u00e9m foi alvo de um novo ataque. Ningu\u00e9m foi atingido pelos disparos, mas os ind\u00edgenas relatam momentos de terror.<\/p>\n<p>\u201cOs pistoleiros atiraram nos barracos e nas pessoas. Ningu\u00e9m viu direito, mas chegaram atirando. O pessoal fugiu, porque n\u00e3o tinha como ver e nem como se proteger, era escuro\u201d, conta uma ind\u00edgena moradora do tekoha.<\/p>\n<p>\u201cO capanga dos fazendeiros estava atirando para todo lado\u201d, relembra a ind\u00edgena. \u201cN\u00e3o querem saber se vai acertar algu\u00e9m, uma crian\u00e7a, nada\u201d.<\/p>\n<p>Confinamento e crise humanit\u00e1ria<\/p>\n<p>\u00d1u Vera Guasu, Avae\u2019te e Aratikuty s\u00e3o algumas das retomadas feitas pelos Guarani e Kaiow\u00e1 nas \u00e1reas que fazem limite com as aldeias Boror\u00f3 e Jaguapiru, estas localizadas no interior na Reserva Ind\u00edgena de Dourados.<\/p>\n<p>Cerca de 18 mil ind\u00edgenas dos povos Terena, Guarani e Kaiow\u00e1 vivem nos 3.475 hectares da Reserva. O contexto de confinamento potencializa situa\u00e7\u00f5es de conflito e viol\u00eancia, inclusive cultural, como no recente caso da queima de uma casa de reza Guarani Kaiow\u00e1.<\/p>\n<p>A falta de espa\u00e7o para a reprodu\u00e7\u00e3o f\u00edsica e cultural faz com que os ind\u00edgenas busquem retomar partes de seu territ\u00f3rio tradicional fora do per\u00edmetro da Reserva, ocupadas por fazendas e s\u00edtios. Os Guarani e Kaiow\u00e1 reivindicam que algumas destas \u00e1reas retomadas, inclusive, pertencem \u00e0 Reserva, mas foram invadidas e griladas por n\u00e3o ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>\u201cA gente escuta tudo\u201d, afirma um ind\u00edgena morador da aldeia Boror\u00f3, dentro da Reserva, a respeito dos ataques \u00e0s retomadas. \u201cQuase todas as noites e de manh\u00e3 cedo, escutamos tiros, foguetes. Est\u00e1 nessa faz uns dois meses\u201d.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s os ataques desta semana, a Articula\u00e7\u00e3o dos Povos Ind\u00edgenas do Brasil (Apib) afirmou que \u201cesse \u00e9 mais um caso que exemplifica na pr\u00e1tica as viol\u00eancias sofridas pelos povos ind\u00edgenas no Brasil, que vem se intensificando com o discurso de \u00f3dio contra os ind\u00edgenas\u201d.<\/p>\n<p>\u201cA situa\u00e7\u00e3o \u00e9 ca\u00f3tica, em decorr\u00eancia do desmantelo do aparato de prote\u00e7\u00e3o estatal aos povos ind\u00edgenas\u201d, avalia Ant\u00f4nio Eduardo Cerqueira de Oliveira, Secret\u00e1rio Executivo do Conselho Indigenista Mission\u00e1rio \u2013 Cimi. \u201cH\u00e1 v\u00e1rias trag\u00e9dias anunciadas hoje no Brasil. A \u00faltima aconteceu no Maranh\u00e3o, com o assassinato de Paulo Paulino Guajajara, e outras podem acontecer a qualquer momento, inclusive em Dourados. O Cimi est\u00e1 preocupado e clama por medidas urgentes ao governo e \u00e0s institui\u00e7\u00f5es do Estado brasileiro\u201d.<\/p>\n<p>Hist\u00f3rico recente e ataque ap\u00f3s as elei\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>Os ataques \u00e0s retomadas localizadas \u00e0s no limite da Reserva Ind\u00edgena de Dourados v\u00eam se intensificando e acumulando nos \u00faltimos meses. Num desses casos, no final do m\u00eas de julho, um ind\u00edgena de 14 anos de idade, Romildo Martins Ramires, foi assassinado, segundo den\u00fancia feita pelos Guarani e Kaiow\u00e1 \u00e0 Sexta C\u00e2mara do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF).<\/p>\n<p>Outras den\u00fancias deste ano incluem ind\u00edgenas feridos por disparos de balas de borracha e armas de fogo e at\u00e9 uma idosa de 75 anos que teve suas pernas quebradas pelo \u201ccaveir\u00e3o\u201d, o trator blindado usado pelos agressores.<\/p>\n<p>Entre os feridos por armas de fogo est\u00e3o homens, mulheres, idosos e at\u00e9 dois jovens, de 14 e 15 anos de idade, que perderam parcialmente a vis\u00e3o ap\u00f3s serem atingidos no rosto por balas de borracha.<\/p>\n<p>O primeiro grande ataque deste per\u00edodo recente, entretanto, ocorreu na noite do dia 28 de outubro de 2018, dia da elei\u00e7\u00e3o do presidente Jair Bolsonaro. Naquela noite, quinze Guarani e Kaiow\u00e1 das retomadas da regi\u00e3o foram feridos por disparos de balas de borracha e bolas de gude, efetuados por seguran\u00e7as das fazendas retomadas.<\/p>\n<p>Os ataques voltaram a se repetir tr\u00eas dias depois, com intimida\u00e7\u00f5es e destrui\u00e7\u00e3o de barracos, e durante a visita da Comiss\u00e1ria Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da OEA (Organiza\u00e7\u00e3o dos Estados Americanos), Antonia Urrejola Noguera, em 7 de novembro de 2018, que esteve em retomadas Guarani e Kaiow\u00e1 e na Reserva de Dourados.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"NPYHKSCSeh\"><p><a href=\"https:\/\/cimi.org.br\/2019\/11\/guarani-e-kaiowa-relatam-caso-de-tortura-durante-ataques-a-retomadas-em-dourados\/\">Guarani e Kaiow\u00e1 relatam caso de tortura durante ataques a retomadas em Dourados<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"&#8220;Guarani e Kaiow\u00e1 relatam caso de tortura durante ataques a retomadas em Dourados&#8221; &#8212; Cimi\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" src=\"https:\/\/cimi.org.br\/2019\/11\/guarani-e-kaiowa-relatam-caso-de-tortura-durante-ataques-a-retomadas-em-dourados\/embed\/#?secret=NPYHKSCSeh\" data-secret=\"NPYHKSCSeh\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/24313\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[163],"tags":[223],"class_list":["post-24313","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-movimento-indigena","tag-3a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-6k9","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24313","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24313"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24313\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24313"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24313"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24313"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}