{"id":2432,"date":"2012-02-17T16:34:34","date_gmt":"2012-02-17T16:34:34","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=2432"},"modified":"2012-02-17T16:34:34","modified_gmt":"2012-02-17T16:34:34","slug":"luta-pela-soberania-das-malvinas-nao-e-argentina-e-latino-americana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2432","title":{"rendered":"Luta pela soberania das Malvinas n\u00e3o \u00e9 argentina, \u00e9 latino-americana"},"content":{"rendered":"\n<p>O deputado do Parlamento Latino-americano \u2013 Se\u00e7\u00e3o da Venezuela (Parlatino), Carolus Wimmer, destacou que \u201ca luta pela soberania das ilhas Malvinas n\u00e3o \u00e9 argentina, mas sim latino-americana\u201d. \u201cA Am\u00e9rica Latina deve unir-se, al\u00e7ar uma s\u00f3 voz e defender seu territ\u00f3rio como regi\u00e3o, n\u00e3o isoladamente\u201d.<\/p>\n<p><span>O parlamentar do Partido Comunista da Venezuela (PCV) recordou que desde a assinatura do Tratado de Lisboa, em 2007, ficou documentado, ao substituir a frustrada Constitui\u00e7\u00e3o Europeia, que \u201cas Ilhas Malvinas, Sandwich do Sul, Ge\u00f3rgia do Sul, os espa\u00e7os mar\u00edtimos circundantes e o setor ant\u00e1rtico argentino\u201d, s\u00e3o considerados brit\u00e2nicos pelos 27 membros da Uni\u00e3o Europeia (UE).<\/span><\/p>\n<p>\u201cQualquer reclama\u00e7\u00e3o da Argentina ao Reino Unido no que tange a soberania das Malvinas, ser\u00e1 percebida pela Europa como uma a\u00e7\u00e3o direta contra a discutida autonomia de seu Tratado\u201d, explicou.<\/p>\n<p>No entanto, Wimmer afirma que o problema n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 de soberania. A Gr\u00e3-Bretanha decidiu militarizar o ant\u00e1rtico argentino, instalou uma base militar e enviou embarca\u00e7\u00f5es nucleares para realizar \u201cexerc\u00edcios\u201d, sob a lideran\u00e7a do Pr\u00edncipe William, da Inglaterra.<\/p>\n<p>\u201cA Am\u00e9rica Latina \u00e9 v\u00edtima de uma s\u00e9ria amea\u00e7a inglesa. N\u00e3o h\u00e1 necessidade de efetuar exerc\u00edcios militares na \u00fanica regi\u00e3o do planeta que carece de guerra e conflitos armados\u201d, argumentou Wimmer.<\/p>\n<p>Acrescentou que o envio do Pr\u00edncipe possui um \u00fanico objetivo: qualificar qualquer intromiss\u00e3o argentina nos exerc\u00edcios como um atentado ou insulto \u00e0 coroa da Inglaterra.<\/p>\n<p>Assim, o deputado Wimmer conclama os organismos supranacionais da regi\u00e3o a \u201cexercerem press\u00e3o diplom\u00e1tica contra esta inten\u00e7\u00e3o neoliberalista inglesa, que viola a autodetermina\u00e7\u00e3o dos povos latino-americanos\u201d.<\/p>\n<p>Na uni\u00e3o est\u00e1 a for\u00e7a<\/p>\n<p>A Uni\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Sul-americanas (Unasur), a Alian\u00e7a Bolivariana para os Povos de Nossa Am\u00e9rica (Alba), o Mercado Comum do Sul (Mercosul) e a Comunidade dos Estados Latino-americanos e do Caribe (Celac), deram seu apoio \u00e0 Argentina. N\u00e3o obstante, Wimmer considera que este respaldo n\u00e3o deve ficar apenas nos papeis, mas que devem se intensificar com a\u00e7\u00f5es concretas.<\/p>\n<p>\u201cA Unasur deve proibir a entrada de barcos europeus com a bandeira ilegal das Malvinas em \u00e1guas sul-americanas\u201d, enfatizou. Tamb\u00e9m afirma que os 32 pa\u00edses da Celac devem condenar esta ocupa\u00e7\u00e3o ilegal e apoiar a Argentina na Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), na den\u00fancia de viola\u00e7\u00e3o de uma de suas resolu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A resolu\u00e7\u00e3o 31\/ 49, adotada pela ONU em 1\u00ba de dezembro de 1976, insta as duas partes a se absterem de modificar unilateralmente a situa\u00e7\u00e3o nas Ilhas at\u00e9 encontrarem uma solu\u00e7\u00e3o pac\u00edfica.<\/p>\n<p>\u201cA Inglaterra violou esta resolu\u00e7\u00e3o e a ONU parece n\u00e3o se importar. Tampouco os Estados Unidos (EUA), pa\u00eds que se declara como um \u00e1vido defensor das resolu\u00e7\u00f5es da ONU, por\u00e9m somente quando estas o favorecem\u201d, apontou.<\/p>\n<p>Ouro negro<\/p>\n<p>Os interesses do Reino Unido e dos EUA transcendem o militar, geoestrat\u00e9gico e neocolonial. Est\u00e3o mais pr\u00f3ximos do interesse econ\u00f4mico, j\u00e1 que faz apenas dois anos da descoberta de uma reserva do bem chamado \u201couro negro\u201d nas Malvinas.<\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o, a Inglaterra, irm\u00e3 menor dos EUA em seus planos hegem\u00f4nicos, \u2013 ainda que no s\u00e9culo XVIII tenham tentado coloniz\u00e1-los \u2013, explora o petr\u00f3leo de forma ilegal e sem esperar a arbitragem da ONU.<\/p>\n<p>A Uni\u00e3o Europeia e os EUA avalizam a explora\u00e7\u00e3o e a invas\u00e3o militar inglesa, ainda que a ONU n\u00e3o a declare legal. Ent\u00e3o, como o Tratado de Lisboa pode estar acima da Carta das Na\u00e7\u00f5es Unidas, se a Europa \u00e9 apenas um integrante do m\u00e1ximo organismo mundial?<\/p>\n<p>O deputado do PCV no Parlatino destaca que o informe de\u00a0Rattenbach, que a Argentina anunciar\u00e1 em breve, revelar\u00e1 que os argentinos sempre foram um povo pac\u00edfico, mesmo depois de sua expuls\u00e3o das Malvinas pelos ingleses, h\u00e1 algumas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>\u201cMeu voto \u00e9 para que a Am\u00e9rica Latina unida impulsione uma sa\u00edda pac\u00edfica que nos permita recuperar um territ\u00f3rio que hist\u00f3rica e legalmente nos pertence\u201d, concluiu o parlamentar.<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Maria Fernanda M. Scelza (PCB)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: 2.bp.blogspot\n\n\n\n\n\n\n\n\n(Caracas, 14 de fevereiro de 2012).\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2432\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[57],"tags":[],"class_list":["post-2432","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c68-argentina"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-De","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2432","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2432"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2432\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2432"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2432"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2432"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}