{"id":24385,"date":"2019-11-21T23:38:09","date_gmt":"2019-11-22T02:38:09","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=24385"},"modified":"2019-11-28T23:17:18","modified_gmt":"2019-11-29T02:17:18","slug":"o-pcb-o-marxismo-e-a-revolucao-proletaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/24385","title":{"rendered":"O PCB, o marxismo e a revolu\u00e7\u00e3o prolet\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/lh3.googleusercontent.com\/o3LAA_l7L_bN_soZJwZW8jU1htwIbIw7HBccQPhQNXl5IicEIIShIduh6-Rg09FYRKslwGyYgA3IFdcbhf4swUFbpxOrEbIGQVexc_oyE_Gfo0qD9i-ul8_SbaIWQDArVN5mM7O6GnNJshl-wGYLwDC2il_3QqnTh19qSCEmzn0MpSYrHkNzGulYvSesIuBNiyjG8tjW-NtBu7xQPS-3k_LqBuLCeokeEoZuhuakws_RgFfFRd9d34AsS34CtHNIcTR3NXsCyf1Oa81vEE0300Lx-hHi-uVeZIkRhzSM8W4kKus4zygDzMdNGnrC2S9OQAmIr-l-bsEJndPwglZv8ELvB_wmNPFZHNl6rjT9Ltr68gVhSZ6DfQO1-607o26LtZUAwefG8WyeLnhamQPkPKd8A47WpCF-D-npUsYmX3-1BDpUuFBq4SHXHbfDqoU_Jht2jIVZb8cWllY8wBCykh-El552i_xSVGMStSBVCnLaCv2KqkkmPLtW_2RpIcMUfGPE0m7pNwa8AlWh2yS8pbJZaeseTWIS8bswRGWo2owpHnGhAYlE3jkEK17MnRzfIAU3regBe0W1rwtV1AjsunaOlMzZO8w8mJ1wI6G_inVFaN9yh-lFmh2I14ZPqqatIqXnnLzqrkikV-EBqTZ_4fSGbekx344PXjBT_4nr8vEWhpu_JxQCbvs=w391-h293-no\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->O Partido Comunista Brasileiro (PCB) tem como fundamenta\u00e7\u00e3o te\u00f3rica a rica tradi\u00e7\u00e3o do marxismo, a partir dos seus fundadores, como Marx, Engels e L\u00eanin, e incorpora ao arsenal pol\u00edtico todo o legado te\u00f3rico dos intelectuais org\u00e2nicos de nossa classe que contribu\u00edram para o enriquecimento do marxismo, cujas formula\u00e7\u00f5es t\u00eam orientado os comunistas na longa batalha das ideias e nas lutas de classes, dentro da perspectiva da revolu\u00e7\u00e3o prolet\u00e1ria. Portanto, confirmamos, a partir de resolu\u00e7\u00f5es congressuais e da \u00faltima confer\u00eancia pol\u00edtica, que esse gigante legado orienta nossa a\u00e7\u00e3o e reflex\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00e3o participamos de nenhuma revis\u00e3o hist\u00f3rica que tenha como centralidade pol\u00edtica e te\u00f3rica recuperar o que se convencionou chamar de stalinismo. Estamos em desacordo com os m\u00e9todos, desvios e comportamento autocr\u00e1tico na gest\u00e3o do Estado, na lideran\u00e7a do Partido e da sociedade, do qual St\u00e1lin era a express\u00e3o p\u00fablica desse processo. Contudo, n\u00e3o aceitamos que a cr\u00edtica a este per\u00edodo guarde qualquer rela\u00e7\u00e3o e identidade com a narrativa anticomunista que hoje busca colocar o comunismo no mesmo patamar do nazismo, em termos de crimes de lesa humanidade, para justificar a proibi\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia de Partidos Comunistas, conforme j\u00e1 foi decretado em alguns pa\u00edses.<\/p>\n<p>De igual modo, n\u00e3o podemos explicar a quest\u00e3o do desvirtuamento dos princ\u00edpios da democracia coletiva e seus parcos limites na constru\u00e7\u00e3o do socialismo na URSS atrav\u00e9s de uma vis\u00e3o moralista e psicol\u00f3gica, segundo a qual todos os problemas dessa perspectiva hist\u00f3rica est\u00e3o condensados na pr\u00e1tica autocr\u00e1tica de um \u00fanico personagem da hist\u00f3ria. Essa postura n\u00e3o ajuda a compreender o fen\u00f4meno do stalinismo e comprovadamente n\u00e3o tem bases no m\u00e9todo marxista. Trata-se, por assim dizer, de uma vis\u00e3o limitada superficial e moralista desse problema. Serve apenas \u00e0 pequena pol\u00edtica e para disputas rasteiras que n\u00e3o alteram em nada a luta de classes.<\/p>\n<p>O PCB, partido pol\u00edtico mais antigo da longa tradi\u00e7\u00e3o de lutas da nossa classe no Brasil, n\u00e3o concorda com a pr\u00e1tica nefasta de resolver problemas pol\u00edticos dentro da esquerda revolucion\u00e1ria atrav\u00e9s da amea\u00e7a f\u00edsica, do cerceamento ao debate e muito menos atrav\u00e9s da elimina\u00e7\u00e3o de quem pensa diferente. Por pensarmos e agirmos de modo diferente, fomos perseguidos e assassinados em muitos momentos da nossa hist\u00f3ria. No Brasil, o PCB \u00e9 o partido que teve mais militantes agredidos, torturados, exilados e assassinados no s\u00e9culo XX. Portanto, o \u00f3dio de classe da burguesia n\u00e3o nos permite que tenhamos essa mesma pr\u00e1tica entre n\u00f3s.<\/p>\n<p>Entendemos que a luta pela revolu\u00e7\u00e3o brasileira, na reafirma\u00e7\u00e3o dos postulados do socialismo, ser\u00e1 um amplo processo que exigir\u00e1 da esquerda revolucion\u00e1ria uma forte unidade pol\u00edtica e ideol\u00f3gica dentro do vasto espectro desse campo, sabendo discernir criticamente as experi\u00eancias positivas e as negativas do movimento revolucion\u00e1rio para acertar e n\u00e3o cometer os mesmos erros do passado.<\/p>\n<p>N\u00f3s do PCB, com nossos erros e acertos, j\u00e1 fizemos autocr\u00edticas em muitos momentos da nossa hist\u00f3ria. Uma delas foi, sem d\u00favida, sobre a quest\u00e3o do stalinismo. Compreendemos a autocr\u00edtica como a supera\u00e7\u00e3o do erro e a firme convic\u00e7\u00e3o de n\u00e3o mais incorrer nele, sem abrir m\u00e3o da rica hist\u00f3ria de hero\u00edsmo e sacrif\u00edcio do movimento comunista internacional que ao longo de quase todo o s\u00e9culo XX se contrap\u00f4s ao imperialismo e esteve na linha de frente de todas as batalhas progressistas da humanidade.<\/p>\n<p>Continuaremos lutando ombro a ombro na mesma trincheira das batalhas de classes com todos aqueles que estejam dispostos a construir a revolu\u00e7\u00e3o brasileira. O inimigo, neste momento, informa-nos que est\u00e1 um passo \u00e0 frente: n\u00e3o vamos nos dispersar.<\/p>\n<p>\u201cPaz entre n\u00f3s e guerra aos senhores\u201d!<\/p>\n<p>Rio de Janeiro, 20 de novembro de 2019<\/p>\n<p>Comit\u00ea Central do PCB<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/24385\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[50],"tags":[222,246],"class_list":["post-24385","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c61-cultura-revolucionaria","tag-2b","tag-np"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-6lj","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24385","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24385"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24385\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24385"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24385"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24385"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}