{"id":24423,"date":"2019-12-02T23:08:00","date_gmt":"2019-12-03T02:08:00","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=24423"},"modified":"2019-12-11T07:18:48","modified_gmt":"2019-12-11T10:18:48","slug":"organizar-a-resistencia-com-os-trabalhadores-o-movimento-popular-e-a-juventude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/24423","title":{"rendered":"Organizar a resist\u00eancia com os trabalhadores, o movimento popular e a juventude!"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/lh3.googleusercontent.com\/wYJN595SmNkLh_Bzl5Z-ouTIxHA_fmG3uqfrM07bbeS4y43o-oDp7pnh9--jYHcW1JvsbUjHs-ndxnWHYDrjwgiFKn4nJrJeNO2BBmMyaYk39vFhbBafoUsiXcAr3aPXnLOTmnxW2y8ZXnBgoiZftt-Fc2qXZo8-5mdwLkEoPlinDpovbsqhPLs_acAfFSurVngSfJA6KDHMj0PJqK4ST0NUs164t-EfApNW8e0M39D0jkb3rySI-Zo4HttZyM4Vd_j6e02THkwNxUWJBfnQQ2AYki9ajG_i3D8moYluTq9I9xZurrjjIbq56ZsKB24I7Up3UEakNp85szlxpzVQdOJsOtkME-vWg5p33hYiJJQxN8mNOuNoTEDmZhgNKh2CHyyWhq9usGVMOMn9olaGYTqUQ5cZzR8__Fm_UnSTFm8Wk8aBluGatC9mVAedJbpx59ohl8_8weXC-A1phDaMwrntTreYGWiTKgt_hWxqapv-CpOD9QZwKe2XPU2bvHtlUFRdDjPQcm2V1np0SXUbOIOKXb3SNA2PQKsuZHMxr1Oflz5l5BNgbdEGkytSiIjyBh-MRrIZ4Umrak9-VQUnFY3VbANtAKj9CvQ3kUtttIPoPNDPbTPUcPpGeljEiJCy6DeGcrgnOr1yEzDprkpjaEnamVe_hw0iF_Inj6bHCBtFkG-vBE58RJ4=w518-h345-no\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Comiss\u00e3o Pol\u00edtica Nacional do Partido Comunista Brasileiro (PCB)<\/p>\n<p>A radicaliza\u00e7\u00e3o do neoliberalismo em escala internacional \u00e9 a resposta encontrada pela burguesia para sair da crise colocando todo o \u00f4nus na conta dos trabalhadores. Tal cen\u00e1rio resulta da combina\u00e7\u00e3o de pelo menos dois elementos centrais. Os capitalistas n\u00e3o podem e, aparentemente, n\u00e3o precisam oferecer nenhuma alternativa \u00e0 humanidade. N\u00e3o podem porque o processo de acumula\u00e7\u00e3o de capital \u00e9 cada vez mais irracional, predat\u00f3rio e antag\u00f4nico \u00e0s necessidades humanas; n\u00e3o precisam porque, desde a d\u00e9cada de 1990, com a desagrega\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, o socialismo n\u00e3o representa, por ora, uma amea\u00e7a imediata \u00e0 ordem estabelecida.<\/p>\n<p>Entretanto, a classe trabalhadora nunca deixou de reagir \u00e0s agress\u00f5es capitalistas. Ainda nos anos 1990, a Am\u00e9rica Latina se tornou um caldeir\u00e3o de lutas contra o neoliberalismo, alterando a correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as na luta de classes e abrindo espa\u00e7o para a ascens\u00e3o de governos reformistas e progressistas na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Apesar do car\u00e1ter heterog\u00eaneo deste movimento, \u00e9 poss\u00edvel afirmar que, no geral, estes governos n\u00e3o levaram adiante um programa efetivamente anticapitalista. Ao contr\u00e1rio, com mais ou menos autonomia pol\u00edtica, assumiram uma tarefa imposs\u00edvel: administrar o capitalismo, ao mesmo tempo em que promoviam algumas reformas e pol\u00edticas sociais compensat\u00f3rias.<\/p>\n<p>A crise aprofundada a partir de 2008 reduziu radicalmente as margens de manobra dos governos progressistas, causando profundo desgaste para um amplo campo pol\u00edtico assim chamado de esquerda. Como j\u00e1 ocorrera em diversos per\u00edodos hist\u00f3ricos, a crise do capital foi percebida pela maior parte da sociedade como uma crise dos governos de plant\u00e3o, desmoralizando o setor pol\u00edtico que se prop\u00f4s a promover determinadas mudan\u00e7as sociais e pol\u00edticas em favor da maioria da popula\u00e7\u00e3o, mas tentando gerir a ordem burguesa em vez de denunciar e enfrentar suas contradi\u00e7\u00f5es fundamentais.<\/p>\n<p>Nesse contexto, associado ao prolongamento da crise econ\u00f4mica global e ao aprofundamento das desigualdades sociais, os capitalistas passaram a operar uma verdadeira reconfigura\u00e7\u00e3o do Estado. A institucionalidade burguesa assume, cada vez mais, fei\u00e7\u00f5es desp\u00f3ticas, recrudescendo o vi\u00e9s repressivo, exacerbando a simbiose com grupos paramilitares, esmagando direitos hist\u00f3ricos dos trabalhadores e abolindo liberdades democr\u00e1ticas.<\/p>\n<p>O bolsonarismo \u00e9 a express\u00e3o deste processo no Brasil, atuando como vanguarda da extrema direita na Am\u00e9rica Latina. Mais do que um simples fen\u00f4meno pol\u00edtico passageiro, a \u201cAlian\u00e7a Pelo Brasil\u201d veio para ficar e, independentemente do resultado das elei\u00e7\u00f5es de 2020, este grupo pol\u00edtico continuar\u00e1 funcionando como c\u00e3o de guarda do neoliberalismo senil, pronto para atender ao chamado de seus patr\u00f5es burgueses.<\/p>\n<p>Reagindo ao acirramento da luta de classes na Am\u00e9rica Latina, especialmente os grandes protestos populares no Chile, Bolsonaro enviou ao parlamento um projeto de lei que garante o excludente de ilicitude a militares e agentes de seguran\u00e7a em opera\u00e7\u00f5es de &#8220;Garantia da Lei e da Ordem&#8221;. Ou seja, ciente de que cedo ou tarde os trabalhadores brasileiros podem reagir \u00e0s suas pol\u00edticas antipovo, o governo se prepara para reprimir sem freios as massas revoltosas.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 mais brechas para a concilia\u00e7\u00e3o de classes na Am\u00e9rica Latina, em especial no Brasil. Isto \u00e9, quaisquer setores reformistas e progressistas que eventualmente voltem a dirigir o pa\u00eds sem romper com o status quo, estar\u00e3o mais submetidos do que nunca aos interesses capitalistas e tender\u00e3o a realizar governos ainda mais rebaixados que as experi\u00eancias regionais do in\u00edcio dos anos 2000.<\/p>\n<p>Grande parte dos setores organizados da classe trabalhadora no Brasil capitulou \u00e0 tese da suposta inevitabilidade do capitalismo. Isso \u00e9 uma das principais raz\u00f5es pelas quais predomina no pa\u00eds uma esquerda comprometida com a ordem institucional burguesa, enquanto \u00e9 o bolsonarismo que busca subvert\u00ea-la, pela extrema direita.<\/p>\n<p>\u00c9 sintom\u00e1tico que a contrarreforma da previd\u00eancia tenha sido aprovada sem nenhuma resist\u00eancia e que nos \u00faltimos meses as ruas tenham estado cada vez mais vazias. A qualquer sinal de amea\u00e7a \u00e0 ordem vigente, o \u201ccampo democr\u00e1tico-popular\u201d ajuda a esvaziar a luta direta e canalizar todas as energias para as pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es, no af\u00e3 de voltar a gerir o Estado burgu\u00eas.<\/p>\n<p>\u00c9 urgente a reorganiza\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora, numa perspectiva de supera\u00e7\u00e3o da ordem capitalista. A frente social anticapitalista necess\u00e1ria para derrotar a extrema direita e reverter a atual correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as n\u00e3o pode se restringir a meras coliga\u00e7\u00f5es entre siglas partid\u00e1rias. Devemos divulgar e trabalhar nas bases a urg\u00eancia de se organizar a resist\u00eancia prolet\u00e1ria, popular e da juventude, propondo tr\u00eas eixos priorit\u00e1rios de luta: a defesa dos direitos sociais e trabalhistas, a defesa das liberdades democr\u00e1ticas e o combate \u00e0s privatiza\u00e7\u00f5es, ponto de partida para a necess\u00e1ria contraofensiva no rumo do poder popular e do socialismo.<\/p>\n<p>Para o PCB, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel esperar at\u00e9 2022 para defender os direitos populares e enfrentar as contrarreformas em curso. \u00c9 necess\u00e1rio desde j\u00e1 realizar grandes mobiliza\u00e7\u00f5es de massa para barrar a ofensiva neoliberal de Bolsonaro e Guedes. Essa deve ser a prioridade absoluta de qualquer organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica que se pretende comprometida com a classe trabalhadora.<\/p>\n<p>Nesse sentido, \u00e9 fundamental fortalecer nacionalmente e nos estados o F\u00f3rum Sindical, Popular e de Juventude pelos Direitos e Liberdades e Democr\u00e1ticas, construindo o seu semin\u00e1rio nacional nos dias 14 e 15 de dezembro, unificando as lutas, rumo ao Encontro Nacional da Classe Trabalhadora.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/24423\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[26],"tags":[219,246],"class_list":["post-24423","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c25-notas-politicas-do-pcb","tag-manchete","tag-np"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-6lV","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24423","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24423"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24423\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24423"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24423"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24423"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}