{"id":24477,"date":"2019-12-11T07:17:44","date_gmt":"2019-12-11T10:17:44","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=24477"},"modified":"2020-03-05T00:58:54","modified_gmt":"2020-03-05T03:58:54","slug":"ujc-contra-o-imperialismo-e-o-capitalismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/24477","title":{"rendered":"UJC: contra o imperialismo e o capitalismo!"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/lh3.googleusercontent.com\/atxAAe6lm3V1Og9_tlWB8skrI8KMpbNU_j-sYBLlda0xExslkEo4WJoYLOSem4wE8UacerbLLvKi_ACjWGNe_HBW2W3xz_HZmSQ6CNHNBe0d5YyhQAojTNXWoxfve0t4TzveakgsjEPKwSVBCWp5b2iKOU8XZqtDoiHLxfoELnOVjCjL2OdDXGM92fBByUl8PzKc57G9jkeNNt7H2VVBNyQfG9p1q3Y2g99Lwaq3BUSR9RuXBeTkfLecy0z03wMXe7s3XSOfuHgRDKNlzD_xM3ROvb1l7cszCJieYWGIkmRpJn5Pi3dis4nSRCVPzuUVVnLnbJbTj92UDuKhzKqYbY0iNmL2zkYYsbimifeoxC3T7NWLsYnhqxbX1X4A-rG6wb92ldjxqjy5KEq_5hZG0OY0xelD98jibBIenfCwHsvXiy-1wXuhKLfpN1b-uCu0LkYk392sRTbxEXGlGH5y_Q3HXglSRFHgumJFGnSqJEEu0UTG4_kiDZR6BOM2ePqJm6g3BikFcgVoSeA84eRcwUU4_aPN95J4hXY4DkItVvAD_qgydZGwriXzH6pRYLsMLwC7zaGrQ8bdGqILYSnqRgoWpuHmF_yEzhQqpCnHu_Kp-vqPJ7KHHcn62qO5HVXnJOPDHD8Uw7peIGqw2cwOIAWfIFHHMEpc_UwItBwujFPLknC85u958Hs=s273-no\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->DECLARA\u00c7\u00c3O POL\u00cdTICA DA UNI\u00c3O DA JUVENTUDE COMUNISTA &#8211;<br \/>\nBRASIL \u00c0 ASSEMBLEIA GERAL DA FEDERA\u00c7\u00c3O MUNDIAL DAS<br \/>\nJUVENTUDES DEMOCR\u00c1TICAS<\/p>\n<p>Chipre, dezembro de 2019<\/p>\n<p>Camaradas,<\/p>\n<p>Desde o crash da bolsa de valores em 2008, em escala internacional, vemos que as classes dominantes, para<br \/>\nretomar suas taxas de lucro, em meio \u00e0 crise sist\u00eamica do capitalismo, coloca como \u00fanica alternativa a amplia\u00e7\u00e3o<br \/>\nda explora\u00e7\u00e3o dos trabalhadores.<br \/>\nIn\u00fameras propostas de reformas e cortes de direitos est\u00e3o sendo pautadas pela burguesia mundo afora.<\/p>\n<p>A inefici\u00eancia de grupos que, no \u00faltimo per\u00edodo, foram gestores do capitalismo, como a direita neoliberal \u201ccl\u00e1ssica\u201d e a<br \/>\nsocial-democracia, que tamb\u00e9m come\u00e7ava a apoiar pacotes de austeridade, para dar respostas de curto prazo que satisfizessem os anseios do mercado financeiro para a retomada das taxas de lucro, alterou a correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as intra-burguesas, migrando boa parte dos setores para a base de sustenta\u00e7\u00e3o de grupos pol\u00edticos de extrema-direita em todo o mundo.<\/p>\n<p>Nossa gera\u00e7\u00e3o, hoje, vive um momento em que se acentuam os antagonismos inter-imperialistas em sua saga por novos mercados e maior produ\u00e7\u00e3o, intensificam-se a explora\u00e7\u00e3o dos trabalhadores e a diminui\u00e7\u00e3o de direitos<br \/>\nsociais, aprofundam-se os problemas ambientais, crescem os fluxos de imigra\u00e7\u00e3o, o n\u00famero de refugiados e a<br \/>\nxenofobia. Tamb\u00e9m se fortalecem, como forma de conter a luta contra a atual hegemonia, as persegui\u00e7\u00f5es aos<br \/>\nPartidos Comunistas e suas juventudes.<\/p>\n<p>Na Am\u00e9rica Latina, se anteriormente viv\u00edamos um per\u00edodo de administra\u00e7\u00e3o do capitalismo pelos governos progressistas &#8211; governos esses que possuem como t\u00e1tica a polariza\u00e7\u00e3o com o neoliberalismo, prezando pela soberania e desenvolvimento nacional, mas sem visar uma ruptura com o sistema capitalista em seu conjunto &#8211;<br \/>\nagora se fortalecem as inger\u00eancias externas, sob comando de Washington, que atua para desestabilizar a condu\u00e7\u00e3o<br \/>\npol\u00edtica institucional dada por esses partidos progressistas, acabar com as liberdades democr\u00e1ticas e, assim,<br \/>\nconstituir governos ou fortalecer grupos de extrema-direita completamente estranhos \u00e0s demandas da classe<br \/>\ntrabalhadora, com o objetivo de forjar rela\u00e7\u00f5es de depend\u00eancia e subservi\u00eancia, retornando ao passado de espolia\u00e7\u00e3o, interven\u00e7\u00f5es e viol\u00eancia colonialistas.<\/p>\n<p>Lembramos que, em nosso passado recente, mecanismos semelhantes foram utilizados pelo imperialismo<br \/>\nestadunidense sobre os pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul, durante a Opera\u00e7\u00e3o Condor nos anos 1960 e 1970. Na \u00e9poca, uniram-se em torno de uma t\u00e1tica comum as oligarquias locais e multinacionais para articular, sob comando dos Estados Unidos, os aparelhos repressivos do Brasil, Paraguai, Chile, Argentina e Uruguai, a fim de exterminar as for\u00e7as resistentes da classe trabalhadora nesses pa\u00edses. O resultado dessa articula\u00e7\u00e3o foram os golpes militares e a implementa\u00e7\u00e3o de ditaduras, garantindo a efetiva\u00e7\u00e3o de uma agenda econ\u00f4mica favor\u00e1vel aos interesses da burguesia em n\u00edvel intercontinental. Sobre o ac\u00famulo daquele per\u00edodo, a burguesia aprimorou suas formas de articula\u00e7\u00e3o, bem como o imperialismo sofisticou sua forma de interven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s 2008, foi aberto um novo ciclo de<br \/>\ninterven\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica Latina: golpes em Honduras, Paraguai, Brasil e Bol\u00edvia, al\u00e9m das sucessivas tentativas de<br \/>\ngolpe na Venezuela, sob bloqueio e san\u00e7\u00f5es criminosos, evidenciam que nosso continente passa a ocupar um lugar mais privilegiado nos interesses imperialistas.<\/p>\n<p>Esse novo ciclo, por sua vez, caracteriza-se por mecanismos mais sutis para gerar a ruptura do pacto social<br \/>\nforjado entre os governos progressistas e setores da burguesia: a t\u00e1tica de dissemina\u00e7\u00e3o de fake news, a chamada<br \/>\n\u201cguerra anticorrup\u00e7\u00e3o\u201d, apoio sobre o fundamentalismo religioso e a utiliza\u00e7\u00e3o de for\u00e7as paramilitares, al\u00e9m do<br \/>\nalinhamento dos monop\u00f3lios midi\u00e1ticos, constituem hoje o bojo de caracter\u00edsticas comuns que permeiam a disputa das estruturas de poder dos pa\u00edses latino-americanos. O que diferencia parte desses governos \u00e9, por\u00e9m, a sua capacidade de resist\u00eancia \u00e0s ofensivas imperialistas, diretamente ligada ao quanto esses governos progressistas foram minimamente capazes ou n\u00e3o de organizar os segmentos da classe trabalhadora. Nas experi\u00eancias que buscaram organizar a classe trabalhadora e setores de pequenos produtores a partir de instrumentos de luta, conjuntamente com o apoio estatal, em embri\u00f5es do Poder Popular, os v\u00ednculos pol\u00edticos entre massa e governo se mantiveram mais fortes e impediram uma ruptura decisiva em favor do imperialismo. Nas experi\u00eancias em que as conquistas sociais foram feitas por meio do mercado, apenas aumentando o consumo e pequenos investimentos no<br \/>\nsetor p\u00fablico, mas sem uma organiza\u00e7\u00e3o popular para a luta, o afastamento entre as massas e o governo permitiu um ascenso da extrema-direita.<\/p>\n<p>Na Argentina, a vit\u00f3ria do peronismo representa a rejei\u00e7\u00e3o popular e de camadas m\u00e9dias ao ultraliberalismo de Macri, que levou o pa\u00eds a uma grave crise econ\u00f4mica e social. No Equador, a ado\u00e7\u00e3o do &#8220;pacota\u00e7o\u201d de medidas liberais, com a retirada de subs\u00eddios aos combust\u00edveis, aumento brutal da carestia e ataques aos direitos dos trabalhadores, levou a uma forte mobiliza\u00e7\u00e3o popular contra o governo de Moreno. As a\u00e7\u00f5es altamente repressivas geraram enorme revolta, obrigando o governo a recuar, mas o resultado da negocia\u00e7\u00e3o final entre governo e setores das lideran\u00e7as ind\u00edgenas n\u00e3o enfrentou as medidas impostas pelo FMI no pa\u00eds. A explos\u00e3o social no Haiti, no Chile e na Col\u00f4mbia demonstram o mesmo quadro de profunda indigna\u00e7\u00e3o popular contra o<br \/>\nac\u00famulo de sofrimento imposto \u00e0 classe trabalhadora e ao povo como consequ\u00eancia das pol\u00edticas de desmonte da legisla\u00e7\u00e3o social e privatiza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os p\u00fablicos em favor dos altos lucros das empresas nacionais e<br \/>\nestrangeiras. O exemplo da luta popular vitoriosa em Porto Rico, que logrou derrubar um governador e refor\u00e7ar o<br \/>\nclamor por independ\u00eancia com justi\u00e7a social, segue o mesmo rumo da luta de massas como o principal eixo a ser<br \/>\nfortalecido na perspectiva da reconquista de direitos, das liberdades democr\u00e1ticas e melhores condi\u00e7\u00f5es de vida no continente.<\/p>\n<p>No caso do Brasil, o governo do Partido dos Trabalhadores surgiu como uma coaliz\u00e3o de diversas classes e<br \/>\nfor\u00e7as pol\u00edticas, proclamando um programa antineoliberal no come\u00e7o dos anos 2000. No entanto, antes mesmo da<br \/>\nelei\u00e7\u00e3o, o candidato \u00e0 Presid\u00eancia Lula afirmava, em um documento chamado \u201cCarta aos Brasileiros\u201d, o programa<br \/>\npol\u00edtico de acordos com os setores do capital para garantir estabilidade e crescimento com pol\u00edticas sociais. Abria-se assim o ciclo do social-liberalismo no pa\u00eds, uma continuidade da pol\u00edtica neoliberal dos anos 1990 na quest\u00e3o econ\u00f4mica, pontuada por algumas pol\u00edticas sociais reparat\u00f3rias. Todo o processo foi feito atrav\u00e9s de acordos de c\u00fapula, diminuindo a participa\u00e7\u00e3o popular efetiva nos processos de luta e organiza\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora.<\/p>\n<p>Em 2008, no come\u00e7o da crise sist\u00eamica do capitalismo, o Brasil gozava de certa estabilidade de mercado, garantida por um fluxo de exporta\u00e7\u00f5es de produtos prim\u00e1rios para os pa\u00edses centrais da cadeia imperialista. No entanto, j\u00e1 em 2012\/2013, os impactos da crise capitalista chegaram ao Brasil, atingindo a economia brasileira com um per\u00edodo de redu\u00e7\u00e3o do crescimento. Uma s\u00e9rie de manifesta\u00e7\u00f5es de massas, difusas em sua dire\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, explodiu em junho de 2013, colocando em xeque a estabilidade do governo. Ainda que o surgimento dessas manifesta\u00e7\u00f5es estivesse ligado a lutas econ\u00f4micas justas, a falta de organiza\u00e7\u00e3o popular e prolet\u00e1ria favoreceu que os setores da direita, amplamente apoiados pelos oligop\u00f3lios midi\u00e1ticos, dirigissem o processo para uma vaga \u201cluta<br \/>\nanticorrup\u00e7\u00e3o\u201d &#8211; palavra de ordem dos setores golpistas em toda a Am\u00e9rica Latina. O Partido dos Trabalhadores, no<br \/>\ngoverno, optou por apresentar uma pauta de reformas no sistema pol\u00edtico e algumas medidas econ\u00f4micas de<br \/>\nconfronto com o setor financeiro da burguesia. O pacto da Carta ao Povo Brasileiro estava chegando a seu fim.<\/p>\n<p>No entanto, as elei\u00e7\u00f5es de 2014 demonstraram que ainda havia alguma confian\u00e7a popular nos governos e<br \/>\nDilma Rousseff, tendo Michel Temer do PMDB como vice, foi reeleita com uma apertada margem. Setores da direita neoliberal amea\u00e7aram, desde sua vit\u00f3ria, n\u00e3o reconhecer as elei\u00e7\u00f5es e come\u00e7am a organizar o processo que culminaria no golpe de 2016. Nem mesmo as medidas de austeridade implantadas pelo segundo governo Dilma, sob dire\u00e7\u00e3o do Ministro da Fazenda, Joaquim Levy (que depois seria diretor financeiro do Banco Mundial), foram<br \/>\nsuficientes para que a burguesia brasileira aceitasse manter o governo nas m\u00e3os do Partido dos Trabalhadores.<br \/>\nAssim, a burguesia, \u00e1vida por retomar suas taxas de lucro, passou a organizar o golpe para poder ampliar com maior velocidade o pacote de austeridade neoliberal. Uma min\u00facia administrativa foi utilizada como pretexto para votar o impeachment de Dilma Rousseff, e toda a base de direita da coaliz\u00e3o do governo, representada por partidos como o PMDB, o PP, o PSC, rompe com o PT e aprova o golpe, instituindo Michel Temer como presidente.<\/p>\n<p>Temer come\u00e7ou a aplicar diretamente o programa pol\u00edtico-econ\u00f4mico purossangue da burguesia, com a<br \/>\nReforma Trabalhista, flexibilizando os contratos de trabalho e diminuindo os direitos laborais, a Reforma do Ensino M\u00e9dio, que precariza a educa\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria, e a Emenda Constitucional 95, que congela o or\u00e7amento do Governo Federal para diversos setores, incluindo sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o, por 20 anos.<\/p>\n<p>Ao final de 2018, temos as elei\u00e7\u00f5es presidenciais, em que Jair Bolsonaro foi eleito, a partir de diversas pr\u00e1ticas fraudulentas, especialmente com o uso massivo de ferramentas em redes sociais e comunica\u00e7\u00e3o instant\u00e2nea, com uma campanha fortemente baseada em mentiras, aproveitando-se da pris\u00e3o do ex-presidente Lula, que estava em primeiro lugar nas pesquisas de inten\u00e7\u00e3o de voto. Bolsonaro apresenta um discurso reacion\u00e1rio em sua campanha, com uma roupagem \u201canti-establishment\u201d e consegue superar seu principal advers\u00e1rio, Fernando Haddad, que disputou a campanha pelo PT no lugar de Lula.<\/p>\n<p>Com esse processo eleitoral, abriu-se em nosso pa\u00eds um per\u00edodo de ainda mais ataques \u00e0 classe trabalhadora e ao povo como um todo. O governo Bolsonaro, desde seu princ\u00edpio, tem um forte car\u00e1ter antipopular, antidemocr\u00e1tico e antinacional, aliado latino-americano do governo dos Estados Unidos. Capitaneado pelo Ministro da Economia, Paulo Guedes, o programa neoliberal do governo vem atacando a classe trabalhadora e a juventude com a Reforma da Previd\u00eancia, cortes or\u00e7ament\u00e1rios na Educa\u00e7\u00e3o, privatiza\u00e7\u00e3o de empresas estatais importantes, dentre outras medidas. Aliado ao programa neoliberal, Bolsonaro assume uma postura abertamente anticomunista e tem apoiado os planos do imperialismo na regi\u00e3o, como o apoio ao Grupo de Lima, aos golpistas venezuelanos e bolivianos.<\/p>\n<p>No Brasil, radicaliza-se a ofensiva liberal, com a aprova\u00e7\u00e3o no Senado na contrarreforma da previd\u00eancia, mais ataques aos direitos dos trabalhadores e privatiza\u00e7\u00f5es do patrim\u00f4nio p\u00fablico operadas pelo Governo Bolsonaro, que conta, para isso, com maioria no Congresso. O momento exige a firme retomada mobiliza\u00e7\u00f5es populares, pois sem as massas nas ruas n\u00e3o ser\u00e1 poss\u00edvel derrotar a pol\u00edtica de terra arrasada que o governo vem realizando no pa\u00eds. \u00c9 preciso fortalecer as frentes sindicais e populares, com prioridade para a consolida\u00e7\u00e3o nos estados do F\u00f3rum Sindical, Popular e de Juventudes de Lutas por Direitos e Liberdades Democr\u00e1ticas, com vistas \u00e0 melhor organiza\u00e7\u00e3o e conscientiza\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora e da juventude.<\/p>\n<p>Bolsonaro \u00e9 o representante atual, no governo brasileiro, da burguesia nacional, sobretudo de seus setores<br \/>\nfinanceiro e agropecu\u00e1rio, e internacional. A pol\u00edtica aplicada por ele em nosso pa\u00eds, a despeito de idiossincrasias suas e de seu partido, s\u00e3o a pol\u00edtica do capitalismo-imperialismo para o nosso pa\u00eds e atentam severamente contra os<br \/>\ndireitos dos trabalhadores, da juventude, contra o meio ambiente e contra a soberania nacional. Denunciamos toda a<br \/>\npol\u00edtica de Bolsonaro e compreendemos que n\u00e3o h\u00e1 di\u00e1logos ou pontos em comum de seu governo com nenhuma<br \/>\ndemanda da classe trabalhadora brasileira ou exterior. A soltura do ex-presidente Lula, condenado indevidamente, foi uma pequena vit\u00f3ria contra a ultradireita nessa conjuntura t\u00e3o dif\u00edcil. O governo Bolsonaro segue intensificando e ampliando as tentativas de criminaliza\u00e7\u00e3o dos movimentos populares e do comunismo no pa\u00eds.<\/p>\n<p>No Brasil, um pa\u00eds de capitalismo avan\u00e7ado nos marcos do capitalismo dependente, n\u00e3o h\u00e1 qualquer concess\u00e3o \u00e0s classes dominantes nacionais que n\u00e3o seja tamb\u00e9m um apoio direto ao imperialismo. Dessa forma, todos os trabalhadores e jovens que tiverem como objetivo pol\u00edtico a derrota de Bolsonaro devem, tamb\u00e9m, compreender que n\u00e3o h\u00e1 outra alternativa que n\u00e3o a reorganiza\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora e do movimento social no Brasil. Apesar disso, muitos setores no nosso pa\u00eds hesitam sobre como derrotar Bolsonaro, apostando em<br \/>\nestrat\u00e9gias de a\u00e7\u00e3o fundamentalmente parlamentar, em vez de reorganizar a classe trabalhadora nos seus instrumentos de luta, como os sindicatos, entidades estudantis e movimentos populares, ou mesmo em<br \/>\nsimplesmente \u201caguardar\u201d as elei\u00e7\u00f5es de 2022. Esta estrat\u00e9gia n\u00e3o tem trazido nenhuma vit\u00f3ria para a classe<br \/>\ntrabalhadora; ao contr\u00e1rio, tem levado a esquerda exclusivamente para a a\u00e7\u00e3o parlamentar e a aceitar acordos com o<br \/>\nassim chamado \u201ccentro democr\u00e1tico\u201d em troca de m\u00ednimas altera\u00e7\u00f5es em seus projetos &#8211; e, pior, defendem isso<br \/>\njunto aos trabalhadores, desmobilizando o potencial de luta da classe trabalhadora, dos movimentos populares e da juventude..<\/p>\n<p>Pudemos ver isso claramente com o apoio do Governo do Estado do Maranh\u00e3o e de parte significativa da<br \/>\noposi\u00e7\u00e3o ao governo ao Acordo de \u201cSalvaguardas\u201d Tecnol\u00f3gicas, que permite o uso por parte do governo e do<br \/>\nex\u00e9rcito dos Estados Unidos do Centro de Lan\u00e7amento de Alc\u00e2ntara, uma base espacial brasileira, estrategicamente<br \/>\nconstru\u00edda pr\u00f3xima \u00e0 linha do Equador, localizada no estado do Maranh\u00e3o. Assim, uma pol\u00edtica aberta de<br \/>\nprivatiza\u00e7\u00e3o de um bem p\u00fablico brasileiro, destinado a pesquisa e desenvolvimento de sat\u00e9lites e foguetes, ajuda a refor\u00e7ar os interesses imperialistas em nosso continente, diretamente atentando contra a soberania nacional e tecnol\u00f3gica brasileira.<\/p>\n<p>Analisar, debater e impulsionar a resist\u00eancia popular e anti-imperialista da classe trabalhadora, dos movimentos populares e da juventude, em n\u00edvel internacional, como Federa\u00e7\u00e3o, deve ser nossa principal tarefa nesta conjuntura. O avan\u00e7o do imperialismo tem resultado em uma reestrutura\u00e7\u00e3o produtiva em n\u00edvel internacional, atentando contra os direitos dos trabalhadores em todos os pa\u00edses do mundo &#8211; \u00e0 exce\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses socialistas -, atacando pa\u00edses soberanos com ex\u00e9rcitos regulares e mercen\u00e1rios, promovendo ocupa\u00e7\u00f5es e genoc\u00eddios. Essa n\u00e3o \u00e9 a pol\u00edtica imperialista de alguns pa\u00edses que, se contornada, permitir\u00e1 o desenvolvimento pleno de na\u00e7\u00f5es soberanas; \u00e9 o funcionamento de um sistema totalizante, do sistema capitalista em sua fase superior.<\/p>\n<p>Derrotar o imperialismo \u00e9 uma importante palavra de ordem de nossa Federa\u00e7\u00e3o. Mas devemos nos colocar a tarefa de derrotar o capitalismo, de construir uma nova ordem social, socialista, por meio de processos revolucion\u00e1rios dirigidos pelo proletariado nos diversos pa\u00edses do mundo. No Brasil e no mundo todo, faz-se necess\u00e1ria, mais do que nunca, preparar a ofensiva contra-hegem\u00f4nica em defesa dos ideais socialistas e comunistas, pelo Poder Popular e o Socialismo.<\/p>\n<p>Uni\u00e3o da Juventude Comunista<\/p>\n<p>UJC Brasil<\/p>\n<p>Facebook: www.facebook.com\/ujcbr<\/p>\n<p>Instagram: @ujcbrasil<\/p>\n<p>E-mail Internacional: ujc.br.ri@gmail.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/24477\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[27],"tags":[247,219],"class_list":["post-24477","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c27-ujc","tag-jd","tag-manchete"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-6mN","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24477","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24477"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24477\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24477"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24477"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24477"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}