{"id":2448,"date":"2012-02-21T22:46:00","date_gmt":"2012-02-21T22:46:00","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=2448"},"modified":"2012-02-21T22:46:00","modified_gmt":"2012-02-21T22:46:00","slug":"a-desmontagem-da-ldemocracia-representativar-num-livro-de-jean-salem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2448","title":{"rendered":"A DESMONTAGEM DA \u00abDEMOCRACIA REPRESENTATIVA\u00bb NUM LIVRO DE JEAN SALEM"},"content":{"rendered":"\n<ul>\n<p><strong><em>\u201cO sufr\u00e1gio universal foi institu\u00eddo por Napole\u00e3o III depois de ter liquidado a Rep\u00fablica. N\u00e3o para entregar o poder ao povo, mas como sublinhou Lenin em O Estado e a Revolu\u00e7\u00e3o \u2013 para \u00abo utilizar como instrumento de domina\u00e7\u00e3o da burguesia\u00bb.<\/em><\/strong><\/p>\n<\/ul>\n<ul>\n<p><strong><em>\u201dO sistema n\u00e3o tem conserto poss\u00edvel. N\u00e3o pode ser reformado, tem de ser destru\u00eddo. A burguesia n\u00e3o entrega o poder atrav\u00e9s de elei\u00e7\u00f5es\u201d.<\/em><\/strong><\/p>\n<\/ul>\n<p>Salem \u2013<em> \u00c9lection Pi\u00e8ge \u00e0 Cons\u00a0? -Que Reste-t-il De La D\u00e9mocratie\u00a0? <\/em><sup><em>1<\/em><\/sup><em> &#8211;<\/em> \u00e9 uma contribui\u00e7\u00e3o valiosa para a desmontagem do mito da chamada democracia representativa.<\/p>\n<p>Em apenas 104 p\u00e1ginas, o autor consegue imprimir for\u00e7a de evid\u00eancia a um conjunto de quest\u00f5es que condicionam o futuro da humanidade.<\/p>\n<p>Salem, professor de Hist\u00f3ria da Filosofia na Sorbonne, conhecedor profundo do pensamento dos materialistas gregos, consegue numa linguagem muito acess\u00edvel encaminhar os leitores para a reflex\u00e3o sobre problemas insepar\u00e1veis da crise global que est\u00e1 encaminhando a humanidade para o abismo.<\/p>\n<p>No seu livro\u00a0<em>L\u00e9nine et la R\u00e9volution<\/em> <sup>2<\/sup>, recorrendo a seis teses do grande revolucion\u00e1rio russo, demonstrou que elas n\u00e3o perderam actualidade na luta contra a barb\u00e1rie capitalista.<\/p>\n<p>Neste ensaio ilumina as engrenagens da falsa democracia, desmonta os mecanismos do circo eleitoral e alerta para o papel que a manipula\u00e7\u00e3o medi\u00e1tica representa hoje na estrat\u00e9gia de poder do grande capital.<\/p>\n<p>AS DINASTIAS REPUBLICANAS<\/p>\n<p>Filho de Henri Alleg, Jean Salem herdou do pai o talento de usar a ironia com efic\u00e1cia na den\u00fancia de facetas pouco lembradas do drama e da com\u00e9dia politica. Comentando a prolifera\u00e7\u00e3o das \u00abdinastias electivas\u00bb, chama a aten\u00e7\u00e3o para o estranho fen\u00f4meno da tend\u00eancia din\u00e1stica em regimes formalmente republicanos. Nos EUA, George Bush pai preparou George Bush filho para chegar \u00e0 Casa Branca ap\u00f3s o intermezzo de Clinton. No Haiti, Papa Doc Duvalier teve como sucessor Baby Doc Duvalier. Na Nicar\u00e1gua foi necess\u00e1ria uma revolu\u00e7\u00e3o para dar fim \u00e0 dinastia dos Somoza. No Paquist\u00e3o Benazir Butto, sucedeu a seu pai Ali Butho e o marido, Asif Zardari, tornou-se presidente quando a assassinaram. O filho, Bilwal, \u00e9 o herdeiro prov\u00e1vel. Na \u00cdndia, de Indira Gandhi, filha de Jaharlal Nehru, o sucessor foi o filho, Rajiv, tamb\u00e9m assassinado e, Sonia, a vi\u00fava, uma italiana, somente n\u00e3o foi primeira-ministra porque recusou. Na Coreia do Norte, Kim il Jong herdou a Presid\u00eancia do pai, Kim Il Sung , e o neto deste, Kim Jong Un governa agora o pa\u00eds. Na Col\u00f4mbia, duas fam\u00edlias, os Gomez e os Lopez, t\u00eam voca\u00e7\u00e3o din\u00e1stica e o actual presidente, Juan Manuel Santos, orgulha-se do fundador da estirpe presidencial, Eduardo Santos. No Togo, Fauce Gnassingb\u00e9 \u00c9yadm\u00e9 recebeu o poder do pai ,Gnassigb\u00e9 Eyedema. No Gab\u00e3o, Ali Ben Bongo governa com escassa contesta\u00e7\u00e3o ap\u00f3s o pai, Gongo Omar. Na Rep\u00fablica Popular do Congo, quando Laurent Desir\u00e9 Kabila faleceu, o poder foi atribu\u00eddo ao filho, Joseph Kabila. No Egipto a insurrei\u00e7\u00e3o popular impediu que Osni Mubarak colocasse no poder o filho Gamal.<\/p>\n<p>Todos definiram nos seus pa\u00edses a forma de governo como democr\u00e1tica.<\/p>\n<p>O SUFR\u00c1GIO UNIVERSAL<\/p>\n<p>O sufr\u00e1gio universal foi institu\u00eddo por Napole\u00e3o III depois de ter liquidado a Rep\u00fablica. N\u00e3o para entregar o poder ao povo, mas como sublinhou Lenin em\u00a0<em>O Estado e a Revolu\u00e7\u00e3o \u2013<\/em> para \u00abo utilizar como instrumento de domina\u00e7\u00e3o da burguesia\u00bb.<\/p>\n<p>Bismark imitou-o depois de ampliar os privil\u00e9gios dos latifundi\u00e1rios prussianos. Milh\u00f5es de eleitores acreditaram ingenuamente que lhes fora atribu\u00eddo um poder real, quando na realidade o sufr\u00e1gio universal serviu para refor\u00e7ar o despotismo.<\/p>\n<p>Salem recorda que, na sua critica ao parlamentarismo, que Lenin nunca defendeu o boicote das elei\u00e7\u00f5es. Os comunistas, na sua opini\u00e3o, deviam estar presentes na DUMA (o parlamento do Czar), mas para, vacinados contra o cretinismo parlamentar, defenderem ali os interesses dos trabalhadores.<\/p>\n<p>Para ele, a democracia capitalista limitava-se a autorizar os oprimidos de tr\u00eas em tr\u00eas ou de seis em seis anos a decidir que elementos da classe dominante os representariam e calcariam aos p\u00e9s os seus interesses no Legislativo. Nada mais. Foi igualmente em\u00a0<em>O Estado e a Revolu\u00e7\u00e3o \u2013<\/em> escrito durante a Revolu\u00e7\u00e3o de Fevereiro de 17 \u2013 que Lenin chamou a aten\u00e7\u00e3o para a realidade: a verdadeira tarefa do Estado falsamente democr\u00e1tico \u00e9 executada nos bastidores e n\u00e3o atrav\u00e9s do Parlamento. Este serve fundamentalmente para enganar o povo e conferir legitimidade \u00e0 ditadura de classe.<\/p>\n<p>Transcorrido um s\u00e9culo, o mundo mudou muito, mas n\u00e3o a fun\u00e7\u00e3o dos Parlamentos. O seu papel resume-se \u00aba avalisar o que foi decidido sem eles\u00bb.<\/p>\n<p>Jean Salem recorda o que se passou com o projecto da Constitui\u00e7\u00e3o Europeia para desmascarar o conceito de democracia do Estado burgu\u00eas.<\/p>\n<p>Quando o povo franc\u00eas em 2005 votou contra o texto que impunha \u00e0 Uni\u00e3o Europeia uma Constitui\u00e7\u00e3o que institucionalizava o capitalismo, soou o alarme no mundo do capital. E o medo alastrou dois meses depois, quando os eleitores da Holanda num referendo similar rejeitaram tamb\u00e9m o projecto.<\/p>\n<p>Porventura a burguesia aceitou o veredicto popular? N\u00e3o.<\/p>\n<p>Os governos no poder mudaram o t\u00edtulo do Tratado Constitucional, introduziram-lhe altera\u00e7\u00f5es cosm\u00e9ticas, mas, em vez de o submeterem novamente \u00e0 vota\u00e7\u00e3o do povo, transferiram para os parlamentos a decis\u00e3o. O desfecho foi o esperado: em Fran\u00e7a e na Holanda o projecto recauchutado foi facilmente aprovado em 2008.<\/p>\n<p>Inesperadamente, por\u00e9m, os irlandeses tinham, em referendo, recusado o mostrengo constitucional. A press\u00e3o e a chantagem exercidas sobre aquele povo foram tamanhas que, meses depois, noutro referendo, o N\u00e3o passou a Sim!<\/p>\n<p>A partir de ent\u00e3o n\u00e3o houve mais referendos em pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia e os parlamentos aprovaram docilmente o famigerado Tratado. Em Portugal, o governo de S\u00f3crates engavetou para o efeito o compromisso de confiar ao povo a decis\u00e3o.<\/p>\n<p>A dualidade de crit\u00e9rios sobre o car\u00e1cter democr\u00e1tico de \u00abelei\u00e7\u00f5es livres\u00bb \u00e9 enfatizada por Jean Salem a prop\u00f3sito\u00a0 do que ocorreu na Palestina em 2006. Ao territ\u00f3rio aflu\u00edram observadores internacionais de dezenas de pa\u00edses. Os EUA os governos da UE tinham como certa a vit\u00f3ria das for\u00e7as de Mamoud Abbas e da sua corrupta Autoridade Palestina, submissa \u00e0s imposi\u00e7\u00f5es de Washington e de Israel. Mas, contrariando as sondagens, o Hamas obteve uma vit\u00f3ria l\u00edmpida. A reac\u00e7\u00e3o do imperialismo foi imediata. Aplicaram san\u00e7\u00f5es econ\u00f3micas e politicas a Gaza, basti\u00e3o do Hamas. N\u00e3o perdoaram aos palestinos terem desafiado o Ocidente. E em 2008 Israel invadiu a Faixa de Gaza, cometendo crimes que indignaram a humanidade.<\/p>\n<p>O bin\u00f3mio EUA-Uni\u00e3o Europeia orgulha-se de ser o guardi\u00e3o da democracia, declarando-se dispon\u00edvel para condenar sempre aqueles que a violam.<\/p>\n<p>Mas admite excep\u00e7\u00f5es. Quando Ieltsine ordenou o assalto sangrento ao Parlamento russo em 1993 (150 mortos e 1000 feridos), o\u00a0<em>Washington Post <\/em>escreveu: \u00abAprova\u00e7\u00e3o geral para a ac\u00e7\u00e3o de for\u00e7a de Ieltsine, encarada como vit\u00f3ria da democracia\u00bb. O secret\u00e1rio de Estado Warren Cristopher correu a Moscovo para apoiar o golpe porque se tratava de \u00abcircunst\u00e2ncias excepcionais\u00bb.<\/p>\n<p>O PODER REAL<\/p>\n<p>Comparando a pol\u00edtica, tal como \u00e9 hoje nos pa\u00edses industrializados, a um teatro de sombras, Jean Salem, sempre did\u00e1ctico, coloca o dedo na ferida.<\/p>\n<p>As pompas orat\u00f3rias confundem, mas n\u00e3o alteram o movimento da hist\u00f3ria. O Poder real n\u00e3o est\u00e1 na sala oval da Casa Branca nem em Bruxelas. Quem toma as decis\u00f5es importantes \u00e9 a Finan\u00e7a, o Capital, mais exactamente aqueles que representam o deus dinheiro: o Banco Mundial, o FMI, a OMC, os instrumentos de um poder \u00abmonogr\u00e1fico e tecnocr\u00e1tico\u00bb, como diz o italiano Sabino Acquaviva, agentes de uma soberania transnacional, incontrol\u00e1vel, desumanizada.<\/p>\n<p>Os cap\u00edtulos dedicados por Salem ao funcionamento da farsa democr\u00e1tica permitem ao leitor assistir a espect\u00e1culos de teatro de absurdo.<\/p>\n<p>N\u00e3o revela coisas que n\u00e3o sejam do dom\u00ednio p\u00fablico. Mas, ao recordar a rodagem da m\u00e1quina apodrecida do sistema, aviva a repulsa que a engrenagem do capitalismo inspira hoje a uma grande parte da humanidade. Na Europa \u00e9 particularmente grotesco o debate entre a direita assumida e a social-democracia. Ambos, quando governam, praticam pol\u00edticas neoliberais. Somente se diferenciam porque os social-democratas acreditam administrar melhor o capitalismo.<\/p>\n<p>O CIRCO ELEITORAL<\/p>\n<p>Nada ridiculariza mais o discurso sobre a grandeza da democracia americana do que um facto ins\u00f3lito, confirmado pelas estat\u00edsticas: todos os presidentes dos EUA s\u00e3o levados \u00e0 Casa Branca por uma pequena minoria de eleitores: em media 25% dos inscritos. Assim aconteceu com Reagan, Carter, Bush pai, Clinton, Bush filho. Barack Obama, olhado por M\u00e1rio Soares, como esperan\u00e7a da humanidade, recebeu 30%, um recorde.<\/p>\n<p>Em 2000, Bush filho obteve menos votos do que Al Gore, as fraudes na Florida e noutros estados foram transparentes, houve recontagem , mas , ap\u00f3s largos dias, Bush foi proclamado presidente ap\u00f3s interven\u00e7\u00e3o do Supremo Tribunal. Assim funciona a \u00abgrande democracia americana\u00bb \u2026<\/p>\n<p>O modelo \u00e9 repulsivo, mas contaminou a Europa.<\/p>\n<p>Em Portugal, o PS e o PSD esfor\u00e7am-se por o aplicar como bons disc\u00edpulos. Nos programas prometem obras fara\u00f3nicas, benef\u00edcios sociais, aumentos salariais, centenas de milhares de empregos. O discurso, a postura, os gestos, a voz, o penteado, a roupa dos lideres s\u00e3o estudados e impostos por especialistas contratados, alguns estrangeiros.<\/p>\n<p>Uma vez nomeado, o primeiro-ministro do Partido vencedor engaveta todas as promessas e desenvolve uma pol\u00edtica reaccion\u00e1ria com elas incompat\u00edveis.<\/p>\n<p>Os governantes, aplaudidos pelo coro de ep\u00edgonos, repetem diariamente, monocordicamente, que o regime \u00e9 democr\u00e1tico, o parlamento a express\u00e3o da vontade popular \u2013 e a m\u00eddia carimba a mentira.<\/p>\n<p>Mentem conscientemente. Sabem que a chamada democracia representativa obedece no seu funcionamento a regras concebidas para promover a desigualdade, beneficiar o grande capital e manter na pobreza a maioria da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O sistema n\u00e3o tem conserto poss\u00edvel. N\u00e3o pode ser reformado, tem de ser destru\u00eddo. A burguesia n\u00e3o entrega o poder atrav\u00e9s de elei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Que fazer, ent\u00e3o?<\/p>\n<p>\u00abO que \u00e9 preciso mudar, na realidade, \u00e9\u00a0<em>o conjunto\u00bb <\/em>-afirma Jean Salem no final do seu belo e l\u00facido livro \u2013 um sistema no qual o omnipresente modelo do\u00a0<em>mercado <\/em>\u00e9 suficientemente repugnante para que analistas mais ou menos desinteressados tenham transformado o cidad\u00e3o-eleitor num vulgar consumidor da \u00abescolha tradicional (\u2026) um sistema em cujo cerne est\u00e3o inscritas a desigualdade, a falta de car\u00e1cter, a viol\u00eancia, a guerra\u00bb.<\/p>\n<p>Jen Salem escreveu um livro muito importante em que arranca a m\u00e1scara \u00e0 falsa democracia imposta aos povos pelo capital.<\/p>\n<p>V.N. de Gaia, 21 de Fevereiro de 2012<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: ODiario.info\n\n\n\n\n\n\n\n\nPor Miguel Urbano Rodrigues\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2448\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[50],"tags":[],"class_list":["post-2448","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c61-cultura-revolucionaria"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-Du","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2448","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2448"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2448\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2448"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2448"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2448"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}