{"id":24491,"date":"2019-12-13T22:48:32","date_gmt":"2019-12-14T01:48:32","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=24491"},"modified":"2019-12-13T22:48:32","modified_gmt":"2019-12-14T01:48:32","slug":"new-york-times-longa-historia-de-apoio-a-golpes-militares","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/24491","title":{"rendered":"New York Times: longa hist\u00f3ria de apoio a golpes militares"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/revistaopera.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/opera-8.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->(Imagem: Est\u00fadio Gauche)<\/p>\n<p>por Alan Macleod | Mintpress News &#8211; Tradu\u00e7\u00e3o de Pedro Marin para a Revista Opera<\/p>\n<p>O presidente boliviano Evo Morales foi derrubado em um golpe de estado militar apoiado pelos Estados Unidos no m\u00eas passado, depois que generais do ex\u00e9rcito apareceram na televis\u00e3o demandando sua sa\u00edda. Depois que Morales foi asilado no M\u00e9xico, o ex\u00e9rcito nomeou a senadora de direita Jeanine A\u00f1ez como sua sucessora. A\u00f1ez, uma conservadora crist\u00e3 que descreveu a maioria ind\u00edgena da Bol\u00edvia como \u201csat\u00e2nica\u201d, chegou ao pal\u00e1cio presidencial segurando uma B\u00edblia gigante, declarando que o cristianismo estava voltando ao governo. Ela imediatamente anunciou que \u201ctomaria todas as medidas necess\u00e1rias\u201d para \u201cpacificar\u201d a resist\u00eancia ind\u00edgena que seguiu sua posse.<\/p>\n<p>Isso inclu\u00eda isentar os servi\u00e7os de seguran\u00e7a do pa\u00eds de todos os crimes futuros no seu \u201creestabelecimento da ordem\u201d, o que levou ao massacre de dezenas de pessoas, majoritariamente ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>O The New York Times (NYT), o jornal mais influente dos Estados Unidos, imediatamente aplaudiu os eventos, com seu comit\u00ea editorial recusando-se a usar a palavra \u201cgolpe\u201d para descrever a derrubada, argumentando que Morales na verdade havia \u201crenunciado\u201d, levando a um \u201cv\u00e1cuo de poder\u201d o qual A\u00f1ez foi for\u00e7ada a ocupar. O Times apresentou o presidente deposto como um \u201carrogante\u201d e \u201ccrescentemente autocr\u00e1tico\u201d tirano populista, abusando descaradamente do \u201cpoder\u201d, \u201cenchendo\u201d a Suprema Corte com seus partid\u00e1rios, \u201cesmagando qualquer institui\u00e7\u00e3o\u201d em seu caminho e presidindo ap\u00f3s uma elei\u00e7\u00e3o \u201caltamente suspeita\u201d.<\/p>\n<p>As elei\u00e7\u00f5es, para os bolivianos de esp\u00edrito democr\u00e1tico, foram a \u201cgota d\u2019\u00e1gua\u201d, e for\u00e7ar Evo \u00e0 ren\u00fancia \u201cse tornou a \u00fanica op\u00e7\u00e3o\u201d, disse o jornal. O NYT expressou al\u00edvio pelo pa\u00eds agora estar nas m\u00e3os de \u201cl\u00edderes mais respons\u00e1veis\u201d, e declarou enfaticamente que toda a situa\u00e7\u00e3o foi culpa de Evo; \u201cn\u00e3o pode haver d\u00favidas sobre quem foi respons\u00e1vel pelo caos: o presidente que recentemente renunciou, Evo Morales\u201d, disse o comit\u00ea editorial no primeiro par\u00e1grafo de um artigo.<\/p>\n<p>O NYT, de acordo com o professor Ian Hudson, da Universidade de Manitoba, co-autor de \u201cGatekeeper: 60 Years of Economics According to the New York Times\u201c, continua sendo o ve\u00edculo mais influente dos Estados Unidos quando se trata de moldar a opini\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n<p>\u201cApesar da mudan\u00e7a no horizonte midi\u00e1tico e dos problemas financeiros dos velhos modelos de jornalismo \u2013 que incluem o NYT \u2013 o jornal continua sendo o agenda setter [impositor de agenda, em tradu\u00e7\u00e3o livre]. As m\u00eddias sociais frequentemente usam ou respondem \u00e0s mat\u00e9rias do Times. Ele continua a ser, provavelmente, o mais referenciado ve\u00edculo de not\u00edcias dos EUA. Outros websites, como Yahoo, t\u00eam mais acessos, mas n\u00e3o reportam ou criam suas pr\u00f3prias mat\u00e9rias jornal\u00edsticas. O The New York Times continua no topo do ranking quando se trata de organiza\u00e7\u00f5es investigativas ou de influ\u00eancia na opini\u00e3o\u201d, ele declarou ao Mintpress News.<\/p>\n<p>O primeiro rascunho da hist\u00f3ria<br \/>\nAs reda\u00e7\u00f5es por todo os EUA recebem exemplares da primeira p\u00e1gina do Times antes que elas cheguem \u00e0s bancas, para que eles saibam quais s\u00e3o as \u201cnot\u00edcias importantes\u201d e ajustem sua pr\u00f3pria cobertura de acordo com elas. Dessa maneira, sua influ\u00eancia se estende muito al\u00e9m dos seus 5 milh\u00f5es de assinantes, sua produ\u00e7\u00e3o se tornando o \u201cprimeiro rascunho da hist\u00f3ria\u201d.<\/p>\n<p>No entanto, quando se trata de interven\u00e7\u00e3o dos EUA, o Times oferece seu \u201capoio consistente\u201d \u00e0s a\u00e7\u00f5es americanas em todo o mundo, diz Hudson, alegando que o exemplo mais recente da Bol\u00edvia \u201cseguiu muito essa tend\u00eancia\u201d. De fato, raramente houve um esfor\u00e7o para mudan\u00e7a de regime que o jornal n\u00e3o endossou totalmente, incluindo os seis exemplos a seguir.<\/p>\n<p>Ir\u00e3, 1953<br \/>\nEm 1953, a CIA orquestrou um golpe contra a administra\u00e7\u00e3o de Mohammad Mossadegh, instalando o X\u00e1 como um autocrata em seu lugar. Mossadegh, um reformador liberal secular, havia enfurecido os governos ocidentais ao nacionalizar a ind\u00fastria de petr\u00f3leo iraniana, argumentando que os recursos do pa\u00eds deveriam ser propriedade do povo, e usados em seu benef\u00edcio. O X\u00e1 presidiu d\u00e9cadas de terror e abusos contra direitos humanos, sendo finalmente derrubado na revolu\u00e7\u00e3o de 1979.<\/p>\n<p>A primeira p\u00e1gina do New York Times em 20 de agosto de 1953. (Foto: @OnThisDayNYT)<br \/>\nO Times expressou um \u201cgrande sentimento de al\u00edvio\u201d, j\u00e1 que muitos pensavam que Mossadegh era um \u201chomem fan\u00e1tico por poder\u201d, e um fantoche de Moscou que havia \u201cdestru\u00eddo a economia\u201d em sua \u201caposta pela ditadura\u201d. O comit\u00ea editorial dava um alerta a outros que tentassem nacionalizar ind\u00fastrias de propriedade norte-americana: \u201cPa\u00edses subdesenvolvidos ricos em recursos agora t\u00eam uma li\u00e7\u00e3o objetiva sobre o custo que pode ser pago por aqueles que busquem de maneira selvagem o fanatismo nacionalista\u201d, dizia o jornal dois dias ap\u00f3s a derrubada de Mossadegh.<\/p>\n<p>Brasil, 1964<br \/>\nComo com Mossadegh, o presidente brasileiro Jo\u00e3o Goulart estava longe de ser um comunista; o reformista de centro-esquerda que estava no poder desde 1961 tinha John F. Kennedy como um modelo. Ele foi derrubado por um golpe militar apoiado pelos Estados Unidos que levou ao pa\u00eds a ficar cerca de 20 anos sob uma ditadura fascista, com dezenas de milhares de presos e torturados.<\/p>\n<p>Dois dias depois do golpe, o comit\u00ea editorial do Times anunciou: \u201cN\u00f3s n\u00e3o lamentamos o fim de um l\u00edder que se provou t\u00e3o incompetente e irrespons\u00e1vel.\u201d Como no caso boliviano, o jornal recusou-se a usar a palavra \u201cgolpe\u201d, argumentando que Goulart \u201cquase n\u00e3o tinha apoiadores\u201d e havia sido deposto em \u201cmais uma revolu\u00e7\u00e3o pac\u00edfica.\u201d<\/p>\n<p>Um m\u00eas depois, uma reportagem intitulada \u201cBrasil aliviado pela queda de Goulart\u201d dizia que \u201cn\u00e3o havia choro ou preocupa\u00e7\u00e3o\u201d pelos eventos, mas, ao inv\u00e9s disso, um \u201csentimento geral de grande al\u00edvio e otimismo\u201d tomava o pa\u00eds. O texto dizia que o Brasil havia \u201cdeixado de lado\u201d o \u201cregime extremista\u201d e de \u201cextrema-esquerda\u201d, e apoiado a \u201crevolta\u201d contra ele. De um jeito particularmente Orwelliano, dizia ainda que \u201cA na\u00e7\u00e3o parece estar ansiando\u201d por uma \u201climpeza pol\u00edtica\u201d de \u201cextremistas\u201d, e aplaudindo a pris\u00e3o generalizada de funcion\u00e1rios do governo Goulart com o argumento de que eram \u201ccomunistas\u201d.<\/p>\n<p>Chile, 1973<br \/>\nA derrubada do socialista chileno democraticamente eleito Salvador Allende em 1973 e sua substitui\u00e7\u00e3o pelo ditador fascista Augusto Pinochet \u00e9 um dos eventos mais conhecidos e infames da hist\u00f3ria da CIA. As consequ\u00eancias da m\u00e1 administra\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica de Pinochet e do reinado de terror continuam at\u00e9 hoje e fornecem o pano de fundo para o enorme movimento de protesto antigoverno que atualmente envolve o pa\u00eds.<\/p>\n<p>Assim que Allende foi eleito, o Times iniciou uma campanha para demonizar o novo l\u00edder, alegando que as \u201cinstitui\u00e7\u00f5es livres\u201d do Chile provavelmente n\u00e3o sobreviveriam \u00e0 \u201cvirada acentuada para a esquerda\u201d que ele estava propondo. No dia seguinte ao golpe, quando as for\u00e7as de Pinochet bombardearam o pal\u00e1cio presidencial e for\u00e7aram Allende a se suicidar, o conselho editorial do Times culpou o presidente por sua pr\u00f3pria queda, assim como aconteceu com Morales e Mossadegh, alegando:<\/p>\n<p>\u201cNenhum partido ou fac\u00e7\u00e3o chilena pode escapar de alguma responsabilidade \u2026 mas uma parcela pesada deve ser atribu\u00edda ao infeliz Dr. Allende. Mesmo quando os perigos da polariza\u00e7\u00e3o se tornaram inconfundivelmente evidentes, ele insistiu em promover um programa de socialismo generalizado para o qual n\u00e3o tinha mandato popular.\u201d<\/p>\n<p>A primeira p\u00e1gina do The New York Times em 12 de setembro de 1973. (Foto: @OnThisDayNYT)<br \/>\nO jornal tamb\u00e9m determinou que o envolvimento muito \u00f3bvio do governo dos EUA, conduzindo uma campanha de guerra econ\u00f4mica contra o Chile, a fim de \u201cfazer a economia gritar\u201d nas palavras do presidente Nixon e Henry Kissinger para a CIA, n\u00e3o existia. O conselho editorial informou que \u201c\u00e9 essencial que Washington mantenha meticulosamente as m\u00e3os longe da crise atual \u2026 N\u00e3o deve haver motivos para suspeitar de interven\u00e7\u00e3o externa\u201d.<\/p>\n<p>Venezuela, 2002 e 2019<br \/>\nEm abril de 2002, o governo dos EUA bancou e apoiou uma tentativa de golpe contra o presidente venezuelano Hugo Ch\u00e1vez. Em um padr\u00e3o consistente, o conselho editorial do Times aprovou com veem\u00eancia os procedimentos, abstendo-se deliberadamente de usar a palavra golpe. Dois dias ap\u00f3s o evento, observou:<\/p>\n<p>\u201cCom a ren\u00fancia de ontem do presidente Hugo Ch\u00e1vez, a democracia venezuelana n\u00e3o \u00e9 mais amea\u00e7ada por um pretenso ditador. Ch\u00e1vez, um demagogo ruinoso, deixou o cargo ap\u00f3s a interven\u00e7\u00e3o militar e entregou o poder a um respeitado l\u00edder empresarial, Pedro Carmona.\u201d<\/p>\n<p>E, como em outros golpes, o Times imediatamente tratou a ideia de envolvimento dos EUA como totalmente imposs\u00edvel, acrescentando: \u201cCorretamente, sua remo\u00e7\u00e3o foi uma quest\u00e3o puramente venezuelana\u201d.<\/p>\n<p>O que foi \u00fanico neste evento foi que o golpe foi dramaticamente oposto por centenas de milhares de pessoas nas ruas, que convenceram unidades militares leais a Ch\u00e1vez para retomar o pal\u00e1cio presidencial. Desde ent\u00e3o, sucessivos governos dos EUA dedicaram recursos significativos \u00e0 mudan\u00e7a de regime na Venezuela. O Times tamb\u00e9m aplaudiu a tentativa do auto-declarado presidente Juan Guaid\u00f3 de obter poder no in\u00edcio deste ano, apresentando-o como um homem do povo, alegando que ele era \u201caplaudido por milhares de apoiadores nas ruas e por um n\u00famero crescente de governos, incluindo os Estados Unidos.\u201d<\/p>\n<p>Mas quando a tentativa de Guaid\u00f3 entrou em colapso sob o peso de sua pr\u00f3pria impopularidade, o Times expressou sua raiva pelo fato de que Maduro, um agente russo corrupto, que levou a Venezuela \u00e0 \u201ccompleta ru\u00edna\u201d, continuava no poder. \u201cSeria um grande al\u00edvio para a Venezuela se livrar de Maduro\u201d, ponderou o conselho editorial, \u201cquanto mais cedo as for\u00e7as armadas despojarem os ladr\u00f5es\u201d melhor, disse o jornal, decepcionado por, pela primeira vez, n\u00e3o poder comemorar um bem-sucedido golpe dos EUA.<\/p>\n<p>Fabricando consenso<br \/>\nEstudando a cobertura do Times de tentativas de golpe orquestradas pelos EUA, se torna claro que h\u00e1 uma lista de pontos que s\u00e3o usados com const\u00e2ncia para justificar os eventos.<\/p>\n<p>1 \u2013 Culpe o governo por todos os problemas econ\u00f4micos e pol\u00edticos; ignore o efeito de quaisquer san\u00e7\u00f5es norte-americanas.<\/p>\n<p>2 \u2013 Constantemente apresente o l\u00edder que tem como alvo como um autocrata tir\u00e2nico que esmaga os dissidentes, n\u00e3o importando qu\u00e3o real isso \u00e9.<\/p>\n<p>3 \u2013 Insista que o l\u00edder \u00e9 na verdade um fantoche russo controlado pelo Kremlin.<\/p>\n<p>4 \u2013 Evite usar a palavra \u201cgolpe\u201d. Prefira palavras como \u201clevante\u201d, \u201crevolta\u201d ou \u201ctransi\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>5 \u2013 Fa\u00e7a passar por rid\u00edcula a ideia de que os EUA possam estar envolvidos no caso.<\/p>\n<p>6 \u2013 Apresente os novos l\u00edderes apoiados pelos EUA como pessoas de mentalidade democr\u00e1tica e minimize qualquer viol\u00eancia que cometam no estabelecimento de seu poder.<\/p>\n<p>7 \u2013 Culpe o l\u00edder deposto por sua pr\u00f3pria queda.<\/p>\n<p>\u00c9 certo que o The New York Times n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico ve\u00edculo midi\u00e1tico culpado por apoiar intencionalmente todas as a\u00e7\u00f5es norte-americanas ao redor do mundo. O The Economist e o Washington Post tamb\u00e9m apoiarem o golpe na Bol\u00edvia, como fizeram antes na Venezuela. Mas a posi\u00e7\u00e3o do Times como \u201co jornal recordista\u201d coloca sua import\u00e2ncia em outro n\u00edvel.<\/p>\n<p>Essa posi\u00e7\u00e3o o faz uma arma crucial na guerra de propaganda contra o p\u00fablico norte-americano, em ordem de fabricar o consenso para a mudan\u00e7a de regime em outros pa\u00edses.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/24491\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[87],"tags":[233],"class_list":["post-24491","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c100-chile","tag-6a"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-6n1","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24491","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24491"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24491\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24491"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24491"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24491"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}