{"id":2454,"date":"2012-02-24T18:21:12","date_gmt":"2012-02-24T18:21:12","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=2454"},"modified":"2012-02-24T18:21:12","modified_gmt":"2012-02-24T18:21:12","slug":"criacao-de-postos-de-trabalho-cai-218-em-janeiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2454","title":{"rendered":"Cria\u00e7\u00e3o de postos de trabalho cai 21,8% em janeiro"},"content":{"rendered":"\n<p>Perto de atingir o que alguns economistas consideram como um cen\u00e1rio de &#8220;pleno emprego&#8221; e sentindo algum respingo da crise internacional, o mercado brasileiro criou 118,9 mil postos formais de trabalho no primeiro m\u00eas do ano. O volume \u00e9\u00a0 21,8% menor do que o resultado de janeiro de 2011, de acordo com os dados divulgados ontem pelo Minist\u00e9rio do Trabalho, e consolida a tend\u00eancia de arrefecimento na cria\u00e7\u00e3o de vagas com carteira assinada vista desde mar\u00e7o do ano passado.<\/p>\n<p>Para a economista da Rosenberg &amp; Associados, Tha\u00eds\u00a0Zara, o mercado de trabalho brasileiro n\u00e3o deve repetir, ao longo dos pr\u00f3ximos meses, a sequ\u00eancia de recordes registrados no passado. Ainda assim, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) ter\u00e1 uma gera\u00e7\u00e3o l\u00edquida de postos de trabalho razo\u00e1vel. &#8220;O desemprego j\u00e1 est\u00e1 menor e vemos um esgotamento do espa\u00e7o para a formaliza\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Para Tha\u00eds, o ano deve ser muito parecido com 2011, quando 1,966 milh\u00e3o de vagas foram criadas. &#8220;Devemos ver alguma recupera\u00e7\u00e3o no segundo semestre, mas o n\u00famero deve ficar um pouco abaixo do visto no ano passado&#8221;, previu.<\/p>\n<p>Passadas as festas de fim de ano e a necessidade de contrata\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria, o com\u00e9rcio foi o setor que mais puxou os n\u00fameros para baixo em janeiro ao devolver 36,3 mil trabalhadores ao mercado no in\u00edcio deste ano. Os servi\u00e7os voltaram a liderar a cria\u00e7\u00e3o de postos, com o volume de pessoas contratadas 61,5 mil acima do total de demiss\u00f5es.<\/p>\n<p>Ind\u00fastria. T\u00e9cnicos do Minist\u00e9rio do Trabalho chamaram aten\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, para o resultado da ind\u00fastria no Caged. Em janeiro, o setor contratou 37,5 mil acima dos desligamentos feitos no per\u00edodo e registrou expans\u00e3o do mercado nos 12 segmentos analisados, o que n\u00e3o ocorria desde fevereiro de 2011.<\/p>\n<p>&#8220;Esse resultado aponta uma rea\u00e7\u00e3o do setor, comparativamente ao desempenho verificado nos meses anteriores, tendo em vista que, em janeiro, ap\u00f3s v\u00e1rios meses de modesto desempenho, o saldo de empregos registrados na ind\u00fastria situou-se 20% acima da m\u00e9dia para o per\u00edodo de 2003 a 2011&#8221;, avaliaram os t\u00e9cnicos.<\/p>\n<p>Com isso, \u00e1reas que tiveram retra\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho no ano passado, em grande parte por causa da entrada de produtos importados no Pa\u00eds, conseguiram se sobressair no in\u00edcio de 2012. Um bom exemplo \u00e9\u00a0a ind\u00fastria de cal\u00e7ados. Ao longo de 2011, o setor fechou 9,7 mil postos e, em janeiro, recuperou parte deles, num total de 6,1 mil vagas. H\u00e1\u00a0d\u00favidas, por\u00e9m, sobre se esse movimento veio para ficar.<\/p>\n<p>Para Tha\u00eds\u00a0Zara, a ind\u00fastria n\u00e3o ter\u00e1 um saldo t\u00e3o negativo este ano como em 2008 e 2009, quando houve a primeira onda da crise internacional, mas a expectativa n\u00e3o \u00e9 de forte cria\u00e7\u00e3o de vagas em 2012. &#8220;A tend\u00eancia \u00e9 de estagna\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria. At\u00e9 porque a produ\u00e7\u00e3o est\u00e1 estagnada.&#8221;<\/p>\n<p>Interior. O Caged de janeiro revelou que o interior do Pa\u00eds criou mais do que o dobro de postos de trabalho formais criados nas regi\u00f5es metropolitanas. Enquanto os centros urbanos foram respons\u00e1veis pela cria\u00e7\u00e3o de 25,6 mil postos no m\u00eas passado, o interior contratou 52,6 mil pessoas. A economista da Rosenberg avaliou que, al\u00e9m do interior estar ainda em fase de desenvolvimento maior, ainda h\u00e1 espa\u00e7o para a formaliza\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho, o que j\u00e1 aconteceu nas grandes cidades.<\/p>\n<p>Para a LCA Consultores, o menor n\u00famero de dias \u00fateis por causa do Carnaval e a perspectiva de novo resultado fraco do com\u00e9rcio apontam para uma desacelera\u00e7\u00e3o na cria\u00e7\u00e3o de empregos formais em fevereiro. &#8220;Nossa proje\u00e7\u00e3o \u00e9\u00a0de uma gera\u00e7\u00e3o l\u00edquida de 106,5 mil postos&#8221;, afirmou a consultoria em nota para clientes.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>BC segura d\u00f3lar; Mantega diz ter &#8216;arsenal&#8217; cambial<\/strong><\/p>\n<p><em>O Estado de S. Paulo<\/em><\/p>\n<p>BRAS\u00cdLIA &#8211; O governo decidiu ampliar a artilharia para tentar conter a queda do d\u00f3lar. Na quinta-feira pela manh\u00e3, quando as cota\u00e7\u00f5es ca\u00edram para a casa de R$ 1,69, o Banco Central fez duas compras: uma no mercado futuro e outra no mercado \u00e0\u00a0 vista. Na sequ\u00eancia, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi a p\u00fablico para avisar que o Brasil &#8220;n\u00e3o permitir\u00e1 a aprecia\u00e7\u00e3o excessiva do real&#8221;. A a\u00e7\u00e3o deu resultado e a moeda americana fechou o dia 0,29% mais cara, a R$ 1,711.<\/p>\n<p>A entrada de d\u00f3lares continua a todo vapor e a moeda acabou negociada, ainda que por pouco tempo, abaixo de R$ 1,70 pela primeira vez desde outubro de 2011. Diante do pre\u00e7o, o BC iniciou a rea\u00e7\u00e3o do governo: avisou que compraria ainda pela manh\u00e3\u00a0at\u00e9\u00a0US$ 2 bilh\u00f5es no mercado futuro em contratos conhecidos como &#8220;swap cambial reverso&#8221;.<\/p>\n<p>A opera\u00e7\u00e3o, que equivale \u00e0\u00a0compra de d\u00f3lares no futuro, n\u00e3o era realizada desde 30 de agosto de 2011. Na interven\u00e7\u00e3o, foram adquiridos US$ 174,7 milh\u00f5es. \u00c0\u00a0tarde &#8211; j\u00e1\u00a0com as cota\u00e7\u00f5es em ligeira alta -, a institui\u00e7\u00e3o voltou aos neg\u00f3cios para adquirir mais d\u00f3lares, dessa vez no mercado \u00e0\u00a0 vista. Com essas atua\u00e7\u00f5es, o BC acumula interven\u00e7\u00f5es em tr\u00eas frentes nas \u00faltimas semanas: no mercado \u00e0\u00a0vista, neg\u00f3cios a termo e tamb\u00e9m com o swap cambial reverso.<\/p>\n<p>Arsenal. Em S\u00e3o Paulo, Mantega tamb\u00e9m reagiu. Em entrevista \u00e0 ag\u00eancia Dow Jones, disse que o Brasil tem &#8220;um grande arsenal de instrumentos&#8221; que poder\u00e3o ser usados para &#8220;evitar uma aprecia\u00e7\u00e3o excessiva&#8221; do real.<\/p>\n<p>Sem informar qual seria a faixa ideal para as cota\u00e7\u00f5es, o ministro previu que a chamada &#8220;guerra cambial&#8221; vai se intensificar durante o ano conforme a economia mundial perder f\u00f4lego. &#8220;Guerra cambial&#8221; \u00e9\u00a0a express\u00e3o usada por Mantega para identificar a estrat\u00e9gia de alguns pa\u00edses que t\u00eam desvalorizado propositadamente as moedas para aumentar a competitividade das exporta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Essa enxurrada de d\u00f3lares ao Brasil tem v\u00e1rias fontes, mas principalmente investimentos produtivos de multinacionais, aplica\u00e7\u00f5es financeiras de estrangeiros e empr\u00e9stimos obtidos por empresas brasileiras no exterior. Ontem, por exemplo, o Bradesco captou US$ 1 bilh\u00e3o em emiss\u00e3o de t\u00edtulos de d\u00edvida, com uma demanda at\u00e9\u00a0 sete vezes maior, segundo analistas.<\/p>\n<p>Dados tamb\u00e9m divulgados ontem pelo BC mostram que, em fevereiro at\u00e9\u00a0a \u00faltima sexta-feira, a entrada de d\u00f3lares no Pa\u00eds superou a sa\u00edda em US$ 6,52 bilh\u00f5es. O valor em tr\u00eas semanas corresponde a 90% do ingresso em todo o m\u00eas de janeiro.<\/p>\n<p>Boa parte desses recursos &#8211; US$ 4,13 bilh\u00f5es &#8211; entrou pela chamada conta financeira, onde est\u00e3o registradas as transfer\u00eancias de d\u00f3lares para o investimento produtivo, compra de a\u00e7\u00f5es, entre outros. O restante entrou pelo com\u00e9rcio exterior.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>D\u00e9ficit externo do pa\u00eds\u00a0 \u00e9\u00a0o pior em 65 anos<\/strong><\/p>\n<p><em>O Globo<\/em><\/p>\n<p>BRAS\u00cdLIA. As contas externas brasileiras tiveram o pior resultado dos \u00faltimos 65 anos: as trocas de servi\u00e7os e do com\u00e9rcio com o resto do mundo fecharam no vermelho em US$ 7,1 bilh\u00f5es em janeiro. Segundo o Banco Central (BC), o que mais pesou no resultado foram os US$ 2 bilh\u00f5es de gastos de brasileiros no exterior, especialmente nos Estados Unidos. A despesa registrada em janeiro foi a segunda maior da Hist\u00f3ria: s\u00f3 fica atr\u00e1s de julho &#8211; m\u00eas cl\u00e1ssico de viagens \u00e0 Disney World &#8211; de 2011.<\/p>\n<p>&#8211; O brasileiro \u00e9\u00a0o que mais sai do pa\u00eds para fazer compras, tanto que \u00e9\u00a0o turista mais querido neste momento de crise &#8211; disse o professor do Ibmec M\u00e1rcio Salvato.<\/p>\n<p>Apesar de elevado, o ritmo de crescimento dos gastos com viagens tem diminu\u00eddo, ao contr\u00e1rio do que acontece com as despesas com aluguel de equipamentos. S\u00f3\u00a0no m\u00eas passado esses gastos chegaram a US$ 1,6 bilh\u00e3o, o aumento mais expressivo registrado nas contas de janeiro. Para o BC, \u00e9\u00a0um retrato do ritmo forte da economia.<\/p>\n<p>&#8211; A tend\u00eancia \u00e9\u00a0de aumento do d\u00e9ficit por causa do crescimento econ\u00f4mico, que aumenta a demanda por produtos importados, seja para consumo ou para atividade produtiva &#8211; disse o chefe do Departamento Econ\u00f4mico do BC, T\u00falio Maciel.<\/p>\n<p>Resultado corresponde a 2,2% do PIB<\/p>\n<p>Para ele, o mais importante \u00e9\u00a0a compara\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao tamanho da economia. Em janeiro, o resultado negativo das contas externas era de 2,2% do Produto Interno Bruto (PIB) dos \u00faltimos 12 meses.<\/p>\n<p>&#8211; Em outros carnavais houve d\u00e9ficit da ordem de 4% do PIB &#8211; destacou.<\/p>\n<p>Maciel garante que recursos que chegam pela conta financeira devem cobrir o rombo. S\u00f3\u00a0que h\u00e1\u00a0uma mudan\u00e7a crucial em rela\u00e7\u00e3o aos \u00faltimos anos: dessa vez, o BC conta com os financiamentos externos para empresas. Antes, o investimento produtivo equilibrava sozinho as contas. A entrada de investimentos estrangeiros diretos no pa\u00eds continua forte. S\u00f3 no m\u00eas passado, foram US$ 5,4 bilh\u00f5es: o maior volume para janeiro desde 1947. Acontece que a sa\u00edda de recursos est\u00e1 cada vez maior, mas isso n\u00e3o preocupa os analistas.<\/p>\n<p>&#8211; O Brasil \u00e9\u00a0a bola da vez: tem gordura acumulada para viver uma situa\u00e7\u00e3o como essa nos pr\u00f3ximos 20 anos &#8211; disse o ex-chefe do Departamento de C\u00e2mbio do BC Alcindo Ferreira.<\/p>\n<p>Ele se refere ao volume de reservas internacionais de US$ 354 bilh\u00f5es guardados nos cofres do BC. \u00c9\u00a0uma poupan\u00e7a para o pa\u00eds usar em tempos de crise.<\/p>\n<p>&#8211; A gente n\u00e3o vai ter problema de financiamento das contas externas &#8211; garantiu o economista do Banco Votorantim Leonardo Sapienza, lembrando que os investimentos em carteira foram de US$ 4,9 bilh\u00f5es somente no m\u00eas passado: 48% a mais do que entrou no in\u00edcio de 2011.<\/p>\n<p>Fevereiro continua com uma entrada forte de d\u00f3lares: US$ 6,5 bilh\u00f5es j\u00e1\u00a0ingressaram at\u00e9\u00a0sexta-feira da semana passada. A diferen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o a janeiro \u00e9\u00a0que a balan\u00e7a comercial se recuperou do fraco resultado. Para Ferreira, a tend\u00eancia \u00e9\u00a0melhorar cada vez mais.<\/p>\n<p>&#8211; N\u00f3s somos grandes produtores de commodities, mas as commodities ainda est\u00e3o no campo. Os embarques s\u00f3\u00a0come\u00e7ar\u00e3o em abril &#8211; destacou .<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Aporte extra de recursos para o FMI divide o G-20<\/strong><\/p>\n<p><em>Valor Econ\u00f4mico<\/em><\/p>\n<p>Os ministros das finan\u00e7as do G-20, grupo com as mais importantes economias avan\u00e7adas e emergentes, v\u00e3o divididos a uma reuni\u00e3o neste fim de semana na Cidade do M\u00e9xico que discutir\u00e1\u00a0 o pedido de aporte de at\u00e9\u00a0US$ 600 bilh\u00f5es feito pelo Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI) para combater os efeitos globais de um eventual agravamento na crise europeia.<\/p>\n<p>Fontes que acompanham as negocia\u00e7\u00f5es dizem que ser\u00e1\u00a0muito dif\u00edcil um acordo final. Mas \u00e9\u00a0poss\u00edvel um comunicado delineando como seria o formato do aporte de recursos no FMI. Mas a decis\u00e3o sobre valores e sobre quem vai contribuir deve sair apenas na reuni\u00e3o de abril do G-20 em Washington, que ocorre em paralelo ao encontro de primavera do fundo e do Banco Mundial.<\/p>\n<p>Segundo uma fonte do governo em Bras\u00edlia, o Brasil caminha para fazer um empr\u00e9stimo bilateral ao FMI com recursos das reservas internacionais. Os valores seriam contabilizados como ativos nas reservas. Outros pa\u00edses preferem abrir uma linha de cr\u00e9dito ao FMI, que seria sacada apenas em caso de necessidade.<\/p>\n<p>Entre as distintas posi\u00e7\u00f5es em jogo no G-20, num extremo est\u00e3o os Estados Unidos. O presidente americano, Barack Obama, disputa a reelei\u00e7\u00e3o neste ano e est\u00e1\u00a0pouco disposto a pagar o pre\u00e7o pol\u00edtico de enviar um projeto ao Congresso pedindo dinheiro do contribuinte para combater uma crise europeia.<\/p>\n<p>Os EUA resistem \u00e0\u00a0ideia de um fortalecimento do fundo por meio de acordos bilaterais. &#8220;Como n\u00e3o querem ficar isolados, e numa posi\u00e7\u00e3o politicamente delicada, os americanos jogam contra esse mecanismo&#8221;, diz uma fonte. A percep\u00e7\u00e3o \u00e9 de que Washington prefere que o pr\u00f3prio FMI fa\u00e7a nova emiss\u00e3o de sua moeda, os Direitos Especiais de Saque (DES), a exemplo dos US$ 250 bilh\u00f5es emitidos na crise de 2009 &#8211; s\u00f3 que nesse caso os europeus \u00e9 que torcem o nariz.<\/p>\n<p>No outro extremo, est\u00e1\u00a0a pr\u00f3pria Europa, que j\u00e1 indicou que colocar\u00e1 pelo menos \u20ac 150 bilh\u00f5es no FMI, mas pode buscar mais dinheiro junto a outros pa\u00edses do continente, o que em tese poderia elevar a soma para US$ 250 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>No meio da disputa est\u00e3o economias emergentes, como o Brasil, R\u00fassia e o M\u00e9xico, pa\u00eds que neste ano preside a agenda do G-20. Todos est\u00e3o dispostos a ajudar, desde que o FMI avance mais r\u00e1pido na sua reforma de cotas e os europeus deem indica\u00e7\u00f5es de que v\u00e3o fortalecer seus fundos de socorro para evitar novos cont\u00e1gios da crise. Mas, em geral, esses pa\u00edses acham que as duas coisas podem ser feitas paralelamente.<\/p>\n<p>As posi\u00e7\u00f5es mais importantes nesta reuni\u00e3o, por\u00e9m, s\u00e3o a do Jap\u00e3o e a da China. &#8220;Os Estados Unidos j\u00e1\u00a0deixaram claro que n\u00e3o v\u00e3o ajudar, mas eles n\u00e3o podem impedir que outros pa\u00edses o fa\u00e7am&#8221;, afirma uma fonte de Washington que acompanha as negocia\u00e7\u00f5es. &#8220;J\u00e1\u00a0o Jap\u00e3o e a China s\u00e3o essenciais, porque eles devem colocar o grosso do dinheiro n\u00e3o-europeu.&#8221;<\/p>\n<p>At\u00e9\u00a0h\u00e1 poucas semanas, o Jap\u00e3o vinha sinalizando disposi\u00e7\u00e3o em colocar dinheiro no FMI sem pedir muito em troca. Nos \u00faltimos dias, entretanto, passou a exigir que primeiro a Europa reforce os seus dois fundos que atuam em socorro de pa\u00edses em dificuldades na regi\u00e3o. A expectativa \u00e9 de que o Jap\u00e3o repita o que fez na \u00faltima opera\u00e7\u00e3o de refor\u00e7o de caixa do FMI, de 2009, colocando US$ 100 bilh\u00f5es. Na ocasi\u00e3o, a China emprestou US$ 50 bilh\u00f5es, e o Brasil e a R\u00fassia contribu\u00edram com US$ 10 bilh\u00f5es cada. H\u00e1 pedidos para ampliar os valores para as contas fecharem nos US$ 600 bilh\u00f5es pedidos pelo FMI.<\/p>\n<p>Na Cidade do M\u00e9xico, os membros do G-20 basicamente devem refor\u00e7ar a press\u00e3o para a Europa agir. Os l\u00edderes europeus planejam se reunir no come\u00e7o de mar\u00e7o para discutir o refor\u00e7o dos seus dois mecanismo de socorro, o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (EFSF, na sigla em ingl\u00eas) e o Mecanismo de Estabilidade Europeia (ESM, tamb\u00e9m em ingl\u00eas). Depois da ajuda dada a Gr\u00e9cia, Irlanda e Portugal, os tr\u00eas pa\u00edses na linha de frente da crise europeia, o EFSF tem apenas \u20ac 250 bilh\u00f5es livres para evitar o cont\u00e1gio de outras economias. O ESM ter\u00e1 \u20ac 500 bilh\u00f5es em caixa. Uma das ideias em estudo \u00e9 combinar os dois fundos. Mas pa\u00edses do norte do continente, sobretudo a Alemanha, op\u00f5em-se \u00e0 ideia.<\/p>\n<p>As necessidades de recursos contra cont\u00e1gio v\u00eam aumentando. Em Cannes, em novembro, o FMI previa aumentar sua capacidade financeira para US$ 1 trilh\u00e3o por meio de US$ 300 bilh\u00f5es de acordos bilaterais com pa\u00edses membros e emiss\u00e3o de US$ 250 bilh\u00f5es de DES. Agora, o fundo dobrou para US$ 600 bilh\u00f5es a necessidade de recursos por acordos bilaterais, e a nova emiss\u00e3o de DES n\u00e3o foi tirada da mesa de discuss\u00f5es<\/p>\n<p>Como os EUA t\u00eam dificuldades para participar do pacote, e tampouco acham que devem ajudar pa\u00edses europeus ricos, negociadores admitem que a participa\u00e7\u00e3o dos emergentes pode crescer. Os Brics (Brasil, R\u00fassia, China e \u00cdndia) s\u00e3o mais abertos a um aporte imediato no FMI porque foi o grupo que, originalmente, levantou a tese de que ser\u00e1 necess\u00e1rio ampliar o caixa do FMI, que hoje tem cerca de US$ 500 bilh\u00f5es dispon\u00edveis.<\/p>\n<p>As negocia\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m s\u00e3o vistas como uma oportunidade para aumentar o poder de barganha na agenda de reforma das cotas do FMI, transferindo poder de voto para as economias emergentes.<\/p>\n<p>Uma fonte do governo em Bras\u00edlia afirma que a tend\u00eancia \u00e9\u00a0o Brasil fazer um empr\u00e9stimo ao FMI com vencimento em janeiro de 2014, quando ocorre a nova rodada de negocia\u00e7\u00e3o de cotas. Mas n\u00e3o h\u00e1\u00a0uma liga\u00e7\u00e3o imediata entre os dois assuntos. &#8220;Esse \u00e9\u00a0o subtexto&#8221;, afirmou essa fonte &#8220;Ningu\u00e9m quer colocar dinheiro no FMI de forma permanente sem aumento de cota.&#8221;<\/p>\n<p>Ontem, o FMI evitou levantar muitas expectativas sobre a reuni\u00e3o do G-20. &#8220;Ser\u00e1\u00a0uma boa oportunidade para construir algumas funda\u00e7\u00f5es ao longo desse caminho&#8221;, disse o porta-voz do FMI, Gerry Rice. Um dia antes, a funcion\u00e1rio do Departamento do Tesouro americano que cuida do tema, Lael Brainard, insistiu que, antes de o FMI discutir novos aportes de recursos, ser\u00e1 necess\u00e1rio a Europa refor\u00e7ar os seus fundos de resgate.<\/p>\n<p>Em Bruxelas, a expectativa \u00e9\u00a0de que neste fim de semana os ministros de finan\u00e7as e presidentes de bancos centrais concordem sobre condi\u00e7\u00f5es gerais do pacote para o fundo. Em seguida, os pa\u00edses da zona do euro aprovariam um aumento de seu pr\u00f3prio &#8220;firewall&#8221;, o Mecanismo Europeu de Estabilidade. O pacote para o FMI seria aprovado em abril, em Washington.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Mais 9 mil km podem passar \u00e0 iniciativa privada<\/strong><\/p>\n<p><em>Valor Econ\u00f4mico<\/em><\/p>\n<p>A presidente Dilma Rousseff j\u00e1 deu aval \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de estudos em at\u00e9 9 mil quil\u00f4metros de rodovias federais para analisar a viabilidade de conced\u00ea-las para administra\u00e7\u00e3o da iniciativa privada. Trata-se de um projeto do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) em gesta\u00e7\u00e3o desde 2010. Na avalia\u00e7\u00e3o do governo, somente uma pequena fatia dessas estradas dever\u00e1 transformar-se em concess\u00f5es &#8220;puras&#8221;, ou seja, aquelas em que a cobran\u00e7a de ped\u00e1gio banca totalmente os investimentos. No restante da malha, a Uni\u00e3o avalia que o fluxo de ve\u00edculos n\u00e3o torna vi\u00e1vel uma concess\u00e3o pura, pois a tarifa de ped\u00e1gio teria de ser alta demais.<\/p>\n<p>Nesse caso, pode-se retomar a ideia das PPPs, as participa\u00e7\u00f5es p\u00fablico-privadas, nas quais o Tesouro Nacional repassa anualmente um valor \u00e0s concession\u00e1rias para complementar os recursos arrecadados com ped\u00e1gios. Assim, reduz-se a tarifa cobrada dos motoristas. Dependendo da situa\u00e7\u00e3o, o governo pode at\u00e9 assumir 100% desse custo, sem repasse para a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Entendemos que h\u00e1\u00a0um universo ainda de 7 mil a 9 mil quil\u00f4metros de rodovias para serem estudadas&#8221;, diz o ministro dos Transportes, Paulo Passos. &#8220;Temos que examinar o que \u00e9 cab\u00edvel fazer com a modelagem cl\u00e1ssica, onde o ped\u00e1gio \u00e9 capaz de responder pelo custo da concess\u00e3o, e as situa\u00e7\u00f5es em que h\u00e1 a necessidade tamb\u00e9m de participa\u00e7\u00e3o p\u00fablica&#8221;, completa Passos.<\/p>\n<p>Olhando o atual fluxo de tr\u00e1fego, o ministro diz que algumas rodovias s\u00e3o candidatas a um detalhamento dos estudos para avan\u00e7ar no processo de concess\u00e3o, no m\u00ednimo. Ele menciona, como exemplos, tr\u00eas trechos de estradas no Mato Grosso do Sul &#8211; a BR-163, a BR-262 e a BR-267.<\/p>\n<p>Para o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Concession\u00e1rias de Rodovias (ABCR), Moacyr Servilha Duarte, pelo menos outros quatro trechos podem refor\u00e7ar a lista de candidatos \u00e0 concess\u00e3o para o setor privado: a BR-470 (em Santa Catarina), a BR-101 (entre Florian\u00f3polis e o munic\u00edpio ga\u00facho de Os\u00f3rio), a BR-381 em Minas Gerais (entre Belo Horizonte e Governador Valadares) e a BR-262 (entre Belo Horizonte e Vit\u00f3ria). &#8220;Esses quatro trechos podem ser vi\u00e1veis para uma concess\u00e3o pura&#8221;, afirma o executivo.<\/p>\n<p>Se a op\u00e7\u00e3o do governo for incluir tamb\u00e9m o instrumento das PPPs, com concess\u00f5es &#8220;patrocinadas&#8221; pelo Tesouro Nacional, o universo se estende para rodovias como a BR-101 na regi\u00e3o Nordeste e a Rio-Santos, segundo Duarte. &#8220;H\u00e1 um espa\u00e7o muito grande para as parcerias p\u00fablico-privadas&#8221;, acredita.<\/p>\n<p>Outra possibilidade mencionada pelo ministro Paulo Passos \u00e9\u00a0a ado\u00e7\u00e3o de &#8220;concess\u00f5es administrativas&#8221;, que s\u00e3o contratos de longo prazo &#8211; fala-se em at\u00e9\u00a015 anos &#8211; para a manuten\u00e7\u00e3o das rodovias federais. Nesse caso, n\u00e3o h\u00e1\u00a0cobran\u00e7a de ped\u00e1gio do motorista. Trata-se de um contrato de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os e administra\u00e7\u00e3o das estradas, que ser\u00e1\u00a0implementado nos trechos onde as privatiza\u00e7\u00f5es exigiriam tarifas caras demais para os motoristas. &#8220;Recebemos da presidenta Dilma o sinal verde para come\u00e7armos a estudar a possibilidade de aplicar as concess\u00f5es administrativas. O que ela disse, sejamos claros, \u00e9 que estud\u00e1ssemos e lev\u00e1ssemos (as conclus\u00f5es) a ela&#8221;, comenta Paulo Passos.<\/p>\n<p>Nas concess\u00f5es administrativas, em vez de manter v\u00e1rios contratos para obras de manuten\u00e7\u00e3o em uma mesma rodovia, o governo passa a ter rela\u00e7\u00e3o de longo prazo com uma \u00fanica empresa.<\/p>\n<p>Os estudos em torno dos 9 mil quil\u00f4metros de rodovias ser\u00e3o aprofundados e o ministro n\u00e3o trabalha com um prazo para finaliz\u00e1-los, mas evita prometer o desenho de novas concess\u00f5es ainda em 2012. &#8220;N\u00f3s temos compromisso com o sucesso. Queremos estudos consistentes, n\u00e3o para botar na prateleira&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Duarte, da ABCR, sa\u00fada o fato de que qualquer posi\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica do governo petista contra a transfer\u00eancia de rodovias para administra\u00e7\u00e3o privada foi &#8220;totalmente&#8221; superada. Ele s\u00f3\u00a0lamenta a lentid\u00e3o com que, na sua avalia\u00e7\u00e3o, o governo tem conduzido os estudos de viabilidade e de fluxo de tr\u00e1fego para definir as novas concess\u00f5es. Al\u00e9m disso, a qualidade das informa\u00e7\u00f5es t\u00eam deixado a desejar. &#8220;Quando as concession\u00e1rias fizeram seus pr\u00f3prios estudos, verificaram que o tr\u00e1fego era 50% superior, ou mais, do que o indicado pelo governo. Isso explica, em parte, os des\u00e1gios t\u00e3o fortes nos \u00faltimos leil\u00f5es de rodovias&#8221;, avalia.<\/p>\n<p>Para a concess\u00e3o da BR-101 no Esp\u00edrito Santo, cujo leil\u00e3o ocorreu no m\u00eas passado, o governo contratou estudos da Estruturadora Brasileira de Projetos (EBP), que ser\u00e1\u00a0ressarcida pelo cons\u00f3rcio vencedor. O ministro avisa que os pr\u00f3prios investidores privados podem apresentar seus estudos. &#8220;Se algu\u00e9m quiser e manifestar interesse, n\u00f3s podemos perfeitamente autorizar que fa\u00e7am os estudos, por sua pr\u00f3pria conta. Se eles forem usados, estabeleceremos na licita\u00e7\u00e3o o ressarcimento dos estudos&#8221;, diz.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Bancos europeus s\u00e3o atingidos por duras perdas<\/strong><\/p>\n<p><em>O Estado de S. Paulo<\/em><\/p>\n<p>Bancos europeus reportaram duras perdas em seus \u00faltimos balan\u00e7os, em uma mostra de como a crise banc\u00e1ria e da d\u00edvida soberana est\u00e1\u00a0afetando o setor.<\/p>\n<p>O franc\u00eas\u00a0Cr\u00e9dit Agricole acumulou \u20ac 3,1 bilh\u00f5es em perdas no quarto trimestre. No Reino Unido, o Royal Bank of Scotland (RBS) sofreu preju\u00edzo de 1,8 bilh\u00e3o de libras. O franco-belga Dexia, por sua vez, revelou preju\u00edzo de \u20ac 11,6 bilh\u00f5es em 2011, a maior parte acumulada no \u00faltimo trimestre do ano.<\/p>\n<p>Os bancos foram afetados por uma s\u00e9rie de fatores. Eles continuaram registrando os descontos em b\u00f4nus do governo da Gr\u00e9cia, o que resultou em centenas de milh\u00f5es de euros em perdas no quatro trimestre por conta da redu\u00e7\u00e3o em aproximadamente 25% do valor original dos t\u00edtulos.<\/p>\n<p>As institui\u00e7\u00f5es financeiras reservaram centenas de milh\u00f5es de euros para se prepararem para a crescente inadimpl\u00eancia nos empr\u00e9stimos ante a possibilidade de recess\u00e3o na zona do euro. Al\u00e9m disso, a economia claudicante e o ambiente nos mercados de capitais em 2011 afetaram as receitas dos bancos.<\/p>\n<p>O quarto trimestre foi complicado para a maioria dos bancos do mundo, em grande parte por conta de uma paralisia nos mercados financeiros que deprimiu os neg\u00f3cios e achatou os lucros. Ainda assim, parte dos maiores bancos da Europa, como o BNP Paribas, o Deutsche Bank e o Barclays conseguiram registrar ganhos trimestrais.<\/p>\n<p>BCE. Em dezembro, os bancos da zona do euro tomaram emprestado quase 500 bilh\u00f5es na primeira de duas opera\u00e7\u00f5es de liquidez de longo prazo que o Banco Central Europeu (BCE) vai realizar. A segunda ser\u00e1 no fim deste m\u00eas. Do total emprestado na primeira etapa, cerca de 200 bilh\u00f5es foram considerados nova liquidez, j\u00e1 que o restante foi usado para rolar empr\u00e9stimos que estavam vencendo. Na segunda opera\u00e7\u00e3o de liquidez de longo prazo, Draghi disse que &#8220;preferiria que eles ( bancos) emprestassem o dinheiro para empresas e consumidores&#8221;.<\/p>\n<p>O BCE acredita que a demanda nessa opera\u00e7\u00e3o ser\u00e1\u00a0forte, ap\u00f3s ter suavizado as regras para os colaterais exigidos para a libera\u00e7\u00e3o do empr\u00e9stimo. Mas Draghi j\u00e1 deixou claro que \u00e9 contra um novo afrouxamento dessas regras. \/ DOW JONES NEWSWIRES<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\nO Estado de S. Paulo\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/2454\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[106],"tags":[],"class_list":["post-2454","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c119-olhovivo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-DA","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2454","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2454"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2454\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2454"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2454"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2454"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}