{"id":24583,"date":"2019-12-26T23:14:05","date_gmt":"2019-12-27T02:14:05","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=24583"},"modified":"2019-12-26T23:14:05","modified_gmt":"2019-12-27T02:14:05","slug":"chile-mulheres-na-primeira-linha-de-combate","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/24583","title":{"rendered":"Chile: mulheres na primeira linha de combate"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.eldesconcierto.cl\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/25N_MujeresPrimeraL%C3%ADnea-7-1024x577.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->Dizem que \u00e9 a maneira para \u201cse fazer escutar\u201d e de \u201cproteger aos que lutam\u201d. S\u00e3o estudantes, jovens, profissionais que levam semanas manifestando-se e que comentaram a El Desconcierto suas raz\u00f5es para estar na \u201cprimeira linha\u201d: que se conquistem mudan\u00e7as estruturais para dar fim \u00e0 desigualdade.<\/p>\n<p>Foto: @nicolasromeromoreno<\/p>\n<p>Por: Natalia Figueroa \/ Resumen Latinoamericano<\/p>\n<p>A marcha convocada na segunda-feira por organiza\u00e7\u00f5es feministas Contra a Viol\u00eancia contra as Mulheres foi dispersada pela pol\u00edcia em v\u00e1rios pontos do caminho planejado. O ponto de partida foi definido na Plaza Italia, hoje chamada Plaza de La Dignidad. No entanto, grades protetoras foram instaladas antes de chegar a La Moneda, impedindo que os manifestantes passassem ao ponto do encerramento, em Los H\u00e9roes. Al\u00e9m disso, em frente ao Centro Cultural GAM, havia um grande contingente policial que lan\u00e7ava g\u00e1s lacrimog\u00eaneo e de pimenta. Mas nada disso impediu o protesto de avan\u00e7ar. \u201cEles nos matam e nos estupram. Basta de impunidade!\u201d; &#8220;Pi\u00f1era, sua for\u00e7a policial viola, tortura e mata&#8221;; &#8220;\u00c0 sua viol\u00eancia, respondemos com resist\u00eancia&#8221;, diziam as faixas que cobriam as ruas.<\/p>\n<p>Em meio a isso, entrevistamos v\u00e1rias mulheres que estavam na chamada \u201cprimeira linha\u201d. Enquanto quebravam parte do cimento na cal\u00e7ada para depois atirar pedras, deram suas impress\u00f5es diferentes do que significa para elas estarem nessa posi\u00e7\u00e3o de autodefesa, conforme se veem em combate. Algumas se protegeram com escudos e lat\u00e3o para evitar serem atingidas pelos proj\u00e9teis das armas de press\u00e3o. Isso porque, apesar de suspenderem o uso, ainda \u00e9 permitido em casos &#8220;excepcionais&#8221; e as autoridades de sa\u00fade reconheceram casos de pessoas baleadas ap\u00f3s essa ordem policial.<\/p>\n<p>As jovens pediram a preserva\u00e7\u00e3o total de suas identidades ao prestar os testemunhos. Uma delas, de fato, comentou que era uma assistente social, que trabalhava na Gendarmeria e que todos os dias via as condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias de pessoas privadas de liberdade. A raz\u00e3o de estar l\u00e1, disse ela, era acabar com a desigualdade di\u00e1ria que observava.<\/p>\n<p>Todos elas est\u00e3o se manifestando h\u00e1 semanas e disseram que na segunda-feira, em um protesto contra toda a viol\u00eancia, eles tomariam essa posi\u00e7\u00e3o com maior raz\u00e3o. Isso foi comentado por uma estudante de odontologia da Universidade de Los Andes, 23 anos. \u201cEstar aqui \u00e9 fazer parte do povo e apoiar as pessoas, dando cobertura. N\u00f3s n\u00e3o somos criminosas. Sou m\u00e3e, tenho um filho de 4 anos. Mas eu venho da mesma forma, sabendo que posso voltar sem um olho. Eu continuo dando duro, porque aqui n\u00e3o se trata de homens mostrando o rosto por n\u00f3s\u201d, disse ela. Alguns dias atr\u00e1s, uma bala atingiu sua perna e a pol\u00edcia bateu nela, que a arrastaram pelo ch\u00e3o. Mesmo assim, picou pedras e foi se posicionar com seu escudo que dizia: &#8220;As balas que forem lan\u00e7adas contra n\u00f3s voltar\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>A esquina da Alameda, na altura da Rua Ram\u00f3n Corval\u00e1n, tamb\u00e9m tem sido um ponto em que as e os manifestantes est\u00e3o instalados na \u201cprimeira linha\u201d. Uma jovem com capuz de San Bernardo, 24 anos, est\u00e1 com o irm\u00e3o, que devolve o g\u00e1s lacrimog\u00eaneo que os carabineiros lan\u00e7am a poucos metros de dist\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Quando perguntada por que ela estava l\u00e1, respondeu: \u201cEu tive meu filho aos 16 anos. Ele nunca perdeu nada. Mas neste pa\u00eds tudo \u00e9 dif\u00edcil. As pessoas alegam e asseguram que isso \u00e9 crime. Mas estamos aqui para acabar com isso na raiz, para que n\u00e3o haja mais filhos que tenham que entrar no Sename, por um sal\u00e1rio mais digno, para que as pessoas tenham melhores condi\u00e7\u00f5es de criar seus filhos. No final, o crime \u00e9 gerado pelos pr\u00f3prios governos\u201d, diz ela.<\/p>\n<p>&#8220;Aqui o trabalho \u00e9 cooperativo&#8221;, dizem duas mulheres que est\u00e3o levando pedras. Al\u00e9m disso, embora n\u00e3o estejam com escudos, mas com m\u00e1scaras e \u00f3culos, tr\u00eas estudantes de El Bosque dizem que \u201c\u00e9 importante que as mulheres estejam aqui, dando a cara, para que n\u00e3o continuem sendo reprimidas. Menos para o g\u00eanero feminino&#8221;. Uma delas mostra a perna porque uma bala de g\u00e1s lacrimog\u00eaneo a atingiu diretamente. Duas delas estudam psicologia na Universidade Aut\u00f4noma.<\/p>\n<p>H\u00e1 mulheres que preferem n\u00e3o dar seu testemunho. Mas elas fazem uma descri\u00e7\u00e3o r\u00e1pida, principalmente, enfatizando a &#8220;adrenalina&#8221; e que &#8220;\u00e9 preciso estar preparada para tudo&#8221;. Uma menina de 19 anos do norte de Santiago acredita que \u00e9 uma maneira de &#8220;proteger aqueles que lutam&#8221;. \u201cO Estado \u00e9 sem vergonha (\u2026) tem sido o mesmo canalha; precisamos tomar precau\u00e7\u00f5es e tomar nossas posi\u00e7\u00f5es. Se vai jogar pedras pela primeira vez, bem, a\u00ed vai aprendendo tudo, n\u00e3o mais\u201d, diz ela.<\/p>\n<p>E acrescenta: &#8220;Dizem que a viol\u00eancia n\u00e3o deve ser respondida com mais viol\u00eancia, mas, infelizmente, nessa situa\u00e7\u00e3o, \u00e9 a coisa certa a ser feita, porque \u00e9 a \u00fanica maneira com que eles podem nos ouvir&#8221;, enfatiza.<\/p>\n<p>Durante os poucos minutos em que pudemos conversar com elas, todas afirmaram que essa \u00e9 uma maneira de resistir coletivamente, de buscar mudan\u00e7as profundas que acabem com a terr\u00edvel desigualdade do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Partido Comunista Brasileiro PCB<\/p>\n<p>Fonte:<\/p>\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"ellbPQLLoT\"><p><a href=\"http:\/\/www.resumenlatinoamericano.org\/2019\/12\/26\/chile-las-mujeres-de-la-primera-linea-de-combate-no-dan-tregua-a-la-violencia-de-los-carabineros\/\">Chile. Las mujeres de la primera l\u00ednea de combate no dan tregua a la violencia de los carabineros<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"&#171;Chile. Las mujeres de la primera l\u00ednea de combate no dan tregua a la violencia de los carabineros&#187; &#8212; Resumen Latinoamericano\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" src=\"http:\/\/www.resumenlatinoamericano.org\/2019\/12\/26\/chile-las-mujeres-de-la-primera-linea-de-combate-no-dan-tregua-a-la-violencia-de-los-carabineros\/embed\/#?secret=ellbPQLLoT\" data-secret=\"ellbPQLLoT\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/24583\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[87],"tags":[228],"class_list":["post-24583","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c100-chile","tag-5b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-6ov","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24583","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24583"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24583\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24583"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24583"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24583"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}