{"id":24606,"date":"2019-12-30T23:48:11","date_gmt":"2019-12-31T02:48:11","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=24606"},"modified":"2019-12-30T23:48:11","modified_gmt":"2019-12-31T02:48:11","slug":"o-mst-na-mira-de-bolsonaro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/24606","title":{"rendered":"O MST na mira de Bolsonaro"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/farm66.staticflickr.com\/65535\/49283932096_bec95c899d_z.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->A\u00e7\u00e3o de despejo da Comuna Marisa Let\u00edcia, acampamento do MST em S\u00e3o Gon\u00e7alo do Amarante (RN), ocorrida no dia 7 de agosto de 2019 \/ Foto: Luisa Medeiros<\/p>\n<p>O aumento da viol\u00eancia no campo<br \/>\nDiscurso b\u00e9lico do presidente foi posto em pr\u00e1tica: militantes executados, despejos truculentos e ruralistas empoderados<\/p>\n<p>Nara Lacerda<br \/>\nBrasil de Fato | S\u00e3o Paulo (SP)<\/p>\n<p>Ainda nos primeiros dias da atual gest\u00e3o, em janeiro de 2019, o governo de Jair Bolsonaro j\u00e1 dava mostras de que levaria \u00e0 pr\u00e1tica o tom dado \u00e0s quest\u00f5es fundi\u00e1rias durante a campanha eleitoral. Com o passar dos meses, as afirma\u00e7\u00f5es b\u00e9licas se tornaram atos de governo. As declara\u00e7\u00f5es seguiram numa crescente de agressividade que, de acordo com observadores, tornaram ainda mais sens\u00edveis as rela\u00e7\u00f5es no campo.<\/p>\n<p>No per\u00edodo eleitoral, Bolsonaro defendeu fechar escolas do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), dar retaguarda jur\u00eddica para quem matasse ocupantes de terra e por fim \u00e0 desapropria\u00e7\u00e3o de \u00e1reas de propriet\u00e1rios denunciados por trabalho escravo, al\u00e9m de ter comparado trabalhadores rurais a terroristas.<\/p>\n<p>Em 5 de janeiro, antes mesmo de o governo completar uma semana, o primeiro ato de viol\u00eancia foi registrado. Seguran\u00e7as privados mataram uma pessoa e feriram outras oito em uma ocupa\u00e7\u00e3o na Fazenda Agropecu\u00e1ria Bauru, em Colniza (MT). Na ocasi\u00e3o, a fala de um dos seguran\u00e7as envolvidos j\u00e1 mostrava que o discurso agressivo do governo influenciou o clima de permissividade aos atos violentos.<\/p>\n<p>\u201cHouve invas\u00e3o dos sem-terra, que agora n\u00e3o \u00e9 mais sem-terra. Segundo Bolsonaro, s\u00e3o bandidos\u2026morreram dois bandidos e cinco baleados, est\u00e3o no hospital\u201d \u2013 afirmou o chefe dos seguran\u00e7as ao site de not\u00edcias de Cuiab\u00e1 VG News, em reportagem da jornalista Edina Ara\u00fajo. Quatro deles foram presos em flagrante por homic\u00eddio e tentativa de homic\u00eddio. Mas a Justi\u00e7a liberou os acusados dois dias depois do crime.<\/p>\n<p>Ainda em janeiro, o governo determinou a interrup\u00e7\u00e3o de todos os processos para compra e demarca\u00e7\u00e3o de terras para assentamentos.<\/p>\n<p>Algumas semanas depois o secret\u00e1rio especial de Assuntos Fundi\u00e1rios, Luiz Ant\u00f4nio Nabhan Garcia, chamou as escolas do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra de \u201cfabriquinhas de ditadores\u201d e disse que o governo trabalharia para fechar as institui\u00e7\u00f5es, que atendem mais de 200 mil crian\u00e7as e jovens.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2019\/01\/16\/alvo-de-secretario-ruralista-escolas-do-mst-sao-referencia-na-alfabetizacao-no-campo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Alvo de secret\u00e1rio ruralista, escolas do MST s\u00e3o refer\u00eancia em alfabetiza\u00e7\u00e3o no campo<\/a><\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" height=\"300\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/farm66.staticflickr.com\/65535\/49283466578_8a804dc51e_o.jpg?fit=300%2C300&#038;ssl=1\" width=\"300\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/24606\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[118],"tags":[224],"class_list":["post-24606","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c131-reforma-agraria","tag-3b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-6oS","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24606","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24606"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24606\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24606"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24606"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24606"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}