{"id":24623,"date":"2020-01-04T23:15:26","date_gmt":"2020-01-05T02:15:26","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=24623"},"modified":"2020-01-04T23:15:26","modified_gmt":"2020-01-05T02:15:26","slug":"territorio-livre-da-bolivia-expulsa-regime-golpista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/24623","title":{"rendered":"Territ\u00f3rio livre da Bol\u00edvia expulsa regime golpista"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/resistir.info\/bolivia\/imagens\/manif_24dez19.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->\u2013 \u00c9 de recear uma retalia\u00e7\u00e3o sangrenta<br \/>\npor Ollie Vargas*<\/p>\n<p>Conhecida como regi\u00e3o de Chapare, o Tr\u00f3pico de Cochabamba \u00e9 um santu\u00e1rio do presidente eleito Evo Morales, pois tem ali a sua mais dedicada base de apoio. Desde o golpe de 10 de Novembro a regi\u00e3o tornou-se efetivamente um territ\u00f3rio em autogoverno, onde a junta militar est\u00e1 ausente.<\/p>\n<p>A pol\u00edcia e os militares foram totalmente retirados desta \u00e1rea no princ\u00edpio do golpe e disseram-lhes que o seu retorno s\u00f3 seria bem-vindo se se &#8220;ajoelhassem e pedissem desculpas&#8221; \u00e0 comunidade.<\/p>\n<p>Nesta faixa de terra de 12 mil quil\u00f4metros quadrados, centenas de sindicatos floresceram ao longo dos anos. Passei v\u00e1rios dias com as bases sindicais, a testemunhar como elas dirigem a sociedade de um modo coletivo e como organizaram uma resist\u00eancia feroz ao governo golpista de extrema-direita que amea\u00e7a destru\u00ed-los.<\/p>\n<p>Apesar da resist\u00eancia exibida aqui, h\u00e1 tamb\u00e9m uma sensa\u00e7\u00e3o de temor. L\u00edderes sindicais contaram-me que se o estado decidir militarizar a regi\u00e3o, como tem amea\u00e7ado, um banho de sangue \u00e9 praticamente inevit\u00e1vel. Se uma irrup\u00e7\u00e3o violenta acontecer, ela poder\u00e1 desfazer a estrutura social que eles t\u00eam constru\u00eddo tenazmente ao longo de d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>Transformar a regi\u00e3o<\/p>\n<p>Chapare sempre teve um alto grau de autogoverno, devido \u00e0s necessidades da comunidade. Quando os governos neoliberais bolivianos da d\u00e9cada de 1980 fecharam um grande n\u00famero de minas estatais em Oruro e Potosi, muitos trabalhadores rurais &#8220;relocalizados&#8221; nesta regi\u00e3o tropical dedicaram-se ao plantio de coca e outras culturas.<\/p>\n<p>A presen\u00e7a de antigos trabalhadores mineiros, que tomaram parte nas lutas revolucion\u00e1rias dos sindicatos de mineiros da Bol\u00edvia, incutiu nas comunidades ind\u00edgenas camponesas uma tradi\u00e7\u00e3o prolet\u00e1ria radical.<\/p>\n<p>H\u00e1 um sindicato de Chapare denominado Llalagua, em homenagem a uma das maiores antigas cidades mineiras no Norte de Potosi.<\/p>\n<p>A relocaliza\u00e7\u00e3o, contudo, esteve longe de ser um processo suave. Os EUA naquele tempo estavam avan\u00e7ando com a sua chamada &#8220;guerra \u00e0s drogas&#8221;, utilizando-a como pretexto para intervir militarmente na Am\u00e9rica Latina. A DEA (Drug Enforcemente Administration) associou-se aos militares bolivianos para declarar guerra aos camponeses e tentava erradicar a coca.<\/p>\n<p>Os comandantes naquele esfor\u00e7o foram agentes da DEA, as tropas bolivianas serviam como infantaria \u00e0 sua disposi\u00e7\u00e3o. Foi dado tanto poder \u00e0 DEA que ela podia determinar quem podia entrar e sair da \u00e1rea.<\/p>\n<p>Foi durante as lutas contra a presen\u00e7a dos EUA que Evo Morales ascendeu ao topo das estruturas sindicais em Chapare. E na confronta\u00e7\u00e3o com a DEA e os militares bolivianos desenvolveu-se um n\u00edvel de organiza\u00e7\u00e3o extraordin\u00e1rio.<\/p>\n<p>Hoje, h\u00e1 seis federa\u00e7\u00f5es sindicais na regi\u00e3o e dentro de cada federa\u00e7\u00e3o h\u00e1 numerosas &#8220;centrais&#8221;, desde umas poucas at\u00e9 30. Dentro de cada central h\u00e1 v\u00e1rios sindicatos, at\u00e9 10, conforme a dimens\u00e3o da comunidade. E cada sindicato tem aproximadamente 100 a 200 membros.<\/p>\n<p>Os sindicatos t\u00eam base geogr\u00e1fica, de modo que cada pequena localidade \u00e9 um sindicato. Fam\u00edlias inteiras est\u00e3o incorporadas nos sindicatos com base na sua parcela de terra. O n\u00famero total de sindicatos em Chapare \u00e9 da ordem de centenas, embora seja dif\u00edcil especificar a cifra exata porque o n\u00famero e a dimens\u00e3o variam muito conforme a localiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Devido \u00e0 fraca presen\u00e7a do Estado, os sindicatos organizam a maior parte dos aspectos da vida di\u00e1ria. Eles estabelecem planos para projetos de infraestrutura, administram a terra e disputas sociais na comunidade, gerem os meios de comunica\u00e7\u00e3o locais e, naturalmente, organizam as atividades pol\u00edticas dos camponeses.<\/p>\n<p>Em 2006 o ent\u00e3o presidente Evo Morales iniciou um esfor\u00e7o impetuoso de reforma agr\u00e1ria, trazendo grandes territ\u00f3rios para as m\u00e3os dos trabalhadores e libertando membros do sindicato de rela\u00e7\u00f5es de explora\u00e7\u00e3o impostas pelos antigos latifundi\u00e1rios.<\/p>\n<p>Os sindicatos n\u00e3o abandonar\u00e3o facilmente estas vit\u00f3rias.<\/p>\n<p>Assumindo o golpe<\/p>\n<p>Desde o golpe, esta resist\u00eancia de Chapare com base sindical assumiu o papel de policiamento.<\/p>\n<p>Em 10 de Novembro, quando ficou claro que o golpe havia subjugado o governo eleito de Evo, a pol\u00edcia cautelosamente fugiu da \u00e1rea, escapando para a cidade vizinha de Cochabamba.<\/p>\n<p>Os respons\u00e1veis pelo golpe sabiam que a organiza\u00e7\u00e3o social era t\u00e3o s\u00f3lida em Chapare que eles nunca seriam capazes de conter a resist\u00eancia. E estavam certos. Ap\u00f3s a imposi\u00e7\u00e3o do golpe, quase todas as esquadras de pol\u00edcia na regi\u00e3o ficaram sob o ataque da popula\u00e7\u00e3o local.<\/p>\n<p>Israel, um jornalista local numa esta\u00e7\u00e3o sindical chamada Radio Kawsachun Coca, explicou: &#8220;O povo estava t\u00e3o enraivecido que ningu\u00e9m podia trav\u00e1-lo&#8221;.<\/p>\n<p>Israel refletia o que disse pouco depois Senobio Carlos, o presidente da municipalidade de Puerto Villaroel. &#8220;N\u00f3s nunca dissemos \u00e0 pol\u00edcia e aos militares para sair; eles fugiram&#8221;, disse Carlos. &#8220;De fato, houve uma base militar em que os soldados n\u00e3o conseguiram sair antes de os manifestantes bloquearem todas as sa\u00eddas. Eu pessoalmente fui l\u00e1 e disse-lhes que garantiria a sua seguran\u00e7a se se juntassem \u00e0 comunidade e n\u00e3o virassem suas armas contra n\u00f3s&#8221;.<\/p>\n<p>Carlos disse que foi alcunhado de traidor pela sua pr\u00f3pria comunidade por tentar negociar com os soldados, os quais choramingavam por miseric\u00f3rdia. Desde ent\u00e3o, a posi\u00e7\u00e3o da comunidade endureceu-se. L\u00edderes sindicais agora dizem que a pol\u00edcia \u00e9 totalmente desnecess\u00e1ria e s\u00f3 pode voltar se &#8220;se ajoelharem e pedirem perd\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>Com as for\u00e7as de seguran\u00e7a golpistas expulsas da \u00e1rea, os trabalhadores estabeleceram aquilo a que chamam a pol\u00edcia sindical, sob o comando da comunidade. Conheci-os quando estavam fazendo guarda numa reuni\u00e3o sindical e estavam sem quaisquer armas, al\u00e9m de alguns bast\u00f5es. Eles foram selecionados pela comunidade e eram plenamente respons\u00e1veis perante ela.<\/p>\n<p>A pol\u00edcia sindical<\/p>\n<p>Toda a gente com quem falei em Chapare parecia contente com a aus\u00eancia da pol\u00edcia do Estado na \u00e1rea. Um membro da municipalidade, Limbert, da cidade local de Ivirgarzama, disse: &#8220;Agora estamos mesmo mais seguros sem a pol\u00edcia. Eles costumavam cobrar transportes ilegais aos motoristas de caminh\u00e3o; emboscavam pessoas que estavam voltando para casa \u00e0 noite e roubavam seus telefones. Agora n\u00e3o temos isso; qualquer um pode passear em seguran\u00e7a no Tr\u00f3pico.<\/p>\n<p>Ainda assim, algumas bases militares permaneceram intactas na regi\u00e3o. L\u00e1 dentro, adolescentes locais est\u00e3o cumprindo seu servi\u00e7o militar.<\/p>\n<p>Quando o golpe se desencadeou, informou uma jornalista local chamada Sabina, os pais desses jovens cercaram a base militar e pediram aos filhos que n\u00e3o ficassem do lado do golpe.<\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o, as tropas t\u00eam estado ativas, mas concordam em permanecer apenas dentro de sua base. Todas as outras unidades militares fugiram.<\/p>\n<p>Haver\u00e1 um massacre \u00e0 frente?<\/p>\n<p>Embora a pol\u00edcia n\u00e3o tenha sido capaz de entrar outra vez na regi\u00e3o, o governo golpista tem tentado punir os residentes de Chapare por expuls\u00e1-la. A junta cortou todos os servi\u00e7os do banco p\u00fablico, Banco Union, o qual na maior parte da regi\u00e3o \u00e9 o \u00fanico banco nacional com caixas multibanco (ATMs).<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o ministro do Interior do regime, Arturo Murillo, amea\u00e7ou negar a todo o Chapare o direito de votar em quaisquer pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es \u2013 a menos que os seus residentes permitam a reentrada da pol\u00edcia.<\/p>\n<p>O policial leal a Murillo, cuja alcunha \u00e9 El Bolas (que significa &#8220;aquele com bolas&#8221;, em refer\u00eancia \u00e0 sua postura machista e atitude violenta), anunciou que est\u00e3o se preparando para &#8220;entrar, em conjunto com as for\u00e7as armadas, no Tr\u00f3pico de Cochabamba, a fim de estabelecer o estado de direito nesta \u00e1rea&#8221;. Eles ainda n\u00e3o explicaram exatamente como fariam isso, mas o \u00fanico caminho poss\u00edvel seria atrav\u00e9s da invas\u00e3o e ocupa\u00e7\u00e3o militares.<\/p>\n<p>&#8220;A pol\u00edcia n\u00e3o pode voltar, o povo n\u00e3o a aceitar\u00e1&#8221;, disse Segundina Orellana. Quando lhe perguntei o que se poderia fazer para combater uma potencial invas\u00e3o ela disse que a regi\u00e3o se levantaria e esperava que isso empurre o resto do pa\u00eds a fazer o mesmo.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil ver por que a comunidade n\u00e3o aceita o retorno da pol\u00edcia. Em 15 de Novembro, membros do sindicato desta regi\u00e3o estavam marchando rumo \u00e0 cidade de Cochabamba e foram baleados por oficiais, alguns a partir de helic\u00f3pteros. Nove foram mortos naquele dia, no que agora \u00e9 conhecido como o massacre de Sacaba.<\/p>\n<p>A guerra de informa\u00e7\u00e3o da m\u00eddia boliviana se intensifica<\/p>\n<p>Chapare \u00e9 uma das mais demonizadas regi\u00f5es do pa\u00eds. Os meios de refer\u00eancia bolivianos habitualmente retratam a sua popula\u00e7\u00e3o como um conjunto de narcoterroristas, lan\u00e7ando afirma\u00e7\u00f5es sem provas, como o mito de militantes colombianos das FARC controlarem os protestos.<\/p>\n<p>A realidade \u00e9 totalmente oposta, pois a produ\u00e7\u00e3o de coca foi realmente reduzida sob o governo Evo, enquanto ela disparou em pa\u00edses aliados dos EUA como o Peru e a Col\u00f4mbia.<\/p>\n<p>Os pr\u00f3prios sindicatos da Bol\u00edvia desempenham um papel nisso pois asseguram que a produ\u00e7\u00e3o \u00e9 controlada e destinada aos usos tradicionais. De fato, a maior parte dos chamados cocaleros (plantadores de coca) tamb\u00e9m produzem frutas, arroz, queijo e outros produtos agr\u00edcolas.<\/p>\n<p>A sua comunidade beneficiou-se com a inunda\u00e7\u00e3o de projetos de infraestrutura p\u00fablica e de investimentos em servi\u00e7os p\u00fablicos sob o governo Evo Morales. Mas agora tudo isso acabou. Mas eles ainda est\u00e3o ali, t\u00e3o determinados como sempre no seu compromisso com o partido do presidente eleito, o Movimiento al Socialismo (MAS).<\/p>\n<p>Apesar de os meios de comunica\u00e7\u00e3o da oposi\u00e7\u00e3o e as ONG favor\u00e1veis \u00e0 mudan\u00e7a de regime afirmarem que os moradores daqui atuam por serem obrigados pelos l\u00edderes sindicais, a realidade \u00e9 exatamente o oposto. De fato, os membros dos sindicatos habitualmente s\u00e3o mais radicais do que os seus dirigentes.<\/p>\n<p>Fui a numerosas reuni\u00f5es sindicais com um l\u00edder da federa\u00e7\u00e3o chamado Julian Cruz e vi como ele foi for\u00e7ado pela sua base a explicar por que n\u00e3o era um traidor por negociar um acordo de paz com o regime sa\u00eddo do golpe.<\/p>\n<p>A natureza participativa deste movimento \u00e9 not\u00e1vel. Julian explicou-me como ele tem de comparecer a todas as reuni\u00f5es de todas as centrais sindicais dentro da sua federa\u00e7\u00e3o e que, se n\u00e3o o fizer, os membros do sindicato o levar\u00e3o para a selva e &#8220;me amarrar\u00e3o a uma \u00e1rvore durante 24 horas&#8221; como puni\u00e7\u00e3o por falta de transpar\u00eancia.<\/p>\n<p>Poucos sindicatos nos Estados Unidos ou na Am\u00e9rica do Norte como um todo podem contar com esse n\u00edvel de engajamento popular.<\/p>\n<p>Ao observar a campanha da m\u00eddia contra os camponeses de Chiapas sente-se que esta demoniza\u00e7\u00e3o \u00e9 um prel\u00fadio ao banho de sangue.<\/p>\n<p>A reportagem dos meios de comunica\u00e7\u00e3o sobre o massacre de Sacaba foi instrutiva, pois a imprensa nacional falsificou a matan\u00e7a como um caso de &#8220;fogo cruzado&#8221;. Apoiadores do golpe apontam para esta cobertura unilateral como prova de que n\u00e3o houve carnificina, mas sim um choque armado com cocaleros narcoterroristas.<\/p>\n<p>A falta de provas de que os manifestantes estavam desarmados e de que nem um \u00fanico policial tenha morrido \u00e9 de pouca import\u00e2ncia para os meios de comunica\u00e7\u00e3o determinados a travar uma guerra de informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Os meios de comunica\u00e7\u00e3o dizem que somos terroristas armados, mas na realidade n\u00e3o temos nada para nos defender se os militares atacarem&#8221;, explicou um jovem campon\u00eas chamado Eleuterio Zurita, que ofereceu prote\u00e7\u00e3o a jornalistas. &#8220;O objetivo de um ataque seria romper a organiza\u00e7\u00e3o sindical que temos aqui, assim espero que o mundo possa nos apoiar e mostrar a verdade&#8221;.<\/p>\n<p>Mapear um caminho de volta ao poder<\/p>\n<p>A natureza aut\u00f4noma de Chapare surgiu da necessidade pr\u00e1tica de sustento e autodefesa, n\u00e3o de uma devo\u00e7\u00e3o \u00e0 ideologia anarquista. Atualmente todos os sindicatos est\u00e3o realizando reuni\u00f5es de emerg\u00eancia, n\u00e3o para discutir a administra\u00e7\u00e3o dos assuntos locais, mas sim para delinear uma estrat\u00e9gia sobre como enfrentar o golpe nacionalmente e, assim, recuperar o poder do Estado.<\/p>\n<p>Em todas as reuni\u00f5es a que compareci, membros do sindicato aprovaram uma resolu\u00e7\u00e3o comprometendo-se a contribuir com doa\u00e7\u00f5es da base para a campanha do MAS, n\u00e3o para ser usada aqui, mas pelas se\u00e7\u00f5es do MAS em outras partes do pa\u00eds onde o partido n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o forte.<\/p>\n<p>Foi assim que o MAS floresceu desde seus primeiros dias. Portanto, seria dif\u00edcil imaginar o partido propondo uma lista eleitoral que n\u00e3o contivesse uma manifesta\u00e7\u00e3o desta tradi\u00e7\u00e3o organizadora.<\/p>\n<p>Os pr\u00f3ximos dias e semanas determinar\u00e3o se este espa\u00e7o radical de resist\u00eancia ser\u00e1 afogado em sangue pela junta boliviana. Se ele sobreviver, ser\u00e1 a base a partir da qual a esquerda ressuscitar\u00e1 seu projeto nacional.<\/p>\n<p>27\/Dezembro\/2019<\/p>\n<p>[*] Jornalista, boliviano. Colabora na Telesur, Morning Star e outros media.<\/p>\n<p>O original encontra-se em thegrayzone.com\/&#8230;<\/p>\n<p>Este artigo encontra-se em https:\/\/resistir.info\/ .<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/24623\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[44],"tags":[228],"class_list":["post-24623","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c55-bolivia","tag-5b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-6p9","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24623","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24623"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24623\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24623"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24623"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24623"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}