{"id":24625,"date":"2020-01-04T23:49:07","date_gmt":"2020-01-05T02:49:07","guid":{"rendered":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=24625"},"modified":"2020-01-04T23:49:07","modified_gmt":"2020-01-05T02:49:07","slug":"capitalismo-em-guerra-sobre-os-escombros-da-libia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/24625","title":{"rendered":"Capitalismo em guerra sobre os escombros da L\u00edbia"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.oladooculto.com\/noticias\/1577994867_guerralibia01.jpg\" alt=\"imagem\" \/><!--more-->For\u00e7as aliadas do governo de Tripoli, apoiado pela ONU, em Sirte, L\u00edbia, em 12 de mar\u00e7o de 2019. Cr\u00e9ditos: Ayman Al-Sahili \/ Reuters<\/p>\n<p>Por Jos\u00e9 Goul\u00e3o<\/p>\n<p>ABRIL ABRIL<\/p>\n<p>A heran\u00e7a ca\u00f3tica deixada pela agress\u00e3o da OTAN contra a L\u00edbia e que se aprofunda h\u00e1 quase nove anos est\u00e1 degenerando numa situa\u00e7\u00e3o aterradora de guerras cruzadas, motivadas por m\u00faltiplos interesses, capaz de fazer explodir alian\u00e7as pol\u00edtico-militares, afinidades religiosas e rela\u00e7\u00f5es institucionais \u2013 com repercuss\u00f5es em todo o panorama internacional. O in\u00edcio, no dia de Natal, da transfer\u00eancia de terroristas da Al-Qaeda da S\u00edria para territ\u00f3rio l\u00edbio, de modo a refor\u00e7ar as for\u00e7as do governo de Tripoli reconhecido pela ONU e a Uni\u00e3o Europeia, \u00e9 apenas um dos muitos movimentos em curso na sombra dos holofotes midi\u00e1ticos. E a Turquia acaba de aprovar o envio de tropas regulares para a L\u00edbia.<\/p>\n<p>A realidade da situa\u00e7\u00e3o da L\u00edbia est\u00e1 para l\u00e1 do que possam conceber as imagina\u00e7\u00f5es mais treinadas em tentar perceber os sentidos dos desenvolvimentos na arena internacional. Habituada \u00e0s not\u00edcias quase rotineiras relacionadas com os movimentos migrat\u00f3rios nas costas l\u00edbias e aos altos e baixos da guerra das tropas do governo de Benghazi contra as for\u00e7as do executivo de Tr\u00edpoli, a opini\u00e3o p\u00fablica mundial n\u00e3o faz a menor ideia do que est\u00e1 acontecendo. E do que pode vir a suceder de um momento para o outro.<\/p>\n<p>A L\u00edbia deixada pela guerra de destrui\u00e7\u00e3o conduzida pela alian\u00e7a entre a OTAN e grupos terroristas isl\u00e2micos do universo Al-Qaeda\/Isis tem atualmente tr\u00eas governos, al\u00e9m de um xadrez de zonas de influ\u00eancia controladas por mil\u00edcias armadas correspondentes a fac\u00e7\u00f5es tribais, tend\u00eancias religiosas ou simples neg\u00f3cios de oportunidade, \u00e0 cabe\u00e7a dos quais est\u00e3o o contrabando de petr\u00f3leo e o tr\u00e1fico de seres humanos.<\/p>\n<p>Os tr\u00eas governos em atividade s\u00e3o: o chamado Governo de Unidade Nacional, com sede em Tr\u00edpoli, chefiado por Fayez al-Sarraj, apoiado pela Irmandade Mu\u00e7ulmana e reconhecido pela ONU e a Uni\u00e3o Europeia; o governo de Benghazi, apoiado pela C\u00e2mara dos Representantes \u2013 \u00fanica entidade eleita no pa\u00eds \u2013 e cujo homem forte \u00e9 o agora marechal Khalifa Haftar, \u00e0 frente das tropas do chamado \u00abEx\u00e9rcito Nacional L\u00edbio\u00bb; e um governo instalado no hotel Rixos, em Tr\u00edpoli, formado pela Irmandade Mu\u00e7ulmana e do qual se diz que ningu\u00e9m reconhece mas tem muitos apoios.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos meses, a ofensiva das tropas do marechal Haftar chegou \u00e0s imedia\u00e7\u00f5es de Tr\u00edpoli mas n\u00e3o conseguiu tomar a capital, apesar dos sangrentos bombardeios. Nos bastidores desta guerra diz-se que nenhum dos beligerantes est\u00e1 em condi\u00e7\u00f5es de levar a melhor, esgotando-se num conflito sem solu\u00e7\u00e3o \u00e0 vista.<\/p>\n<p>Uma guerra internacional<br \/>\nA guerra est\u00e1 num impasse, o caos e a ingovernabilidade agravam-se, mas n\u00e3o existe qualquer esfor\u00e7o de entendimento entre as fac\u00e7\u00f5es l\u00edbias. Pelo contr\u00e1rio, cada centro de poder tem vindo a ser refor\u00e7ado no quadro das perspectivas de continua\u00e7\u00e3o do conflito \u2013 porque n\u00e3o se trata de uma guerra civil, mas de uma guerra internacional.<\/p>\n<p>No dia de Natal, como j\u00e1 se escreveu, come\u00e7ou o deslocamento de grupos terroristas filiados \u00e0 Al-Qaeda, da prov\u00edncia de Idlib, na S\u00edria, para a L\u00edbia. A movimenta\u00e7\u00e3o \u00e9 patrocinada pela Turquia, que deixou claro aos mercen\u00e1rios isl\u00e2micos que a \u00fanica possibilidade de se salvarem da ofensiva final das tropas governamentais s\u00edrias \u00e9 abandonarem as posi\u00e7\u00f5es que ainda ocupam e, de certa forma, regressarem \u00e0s origens. Recorda-se que grande parte dos terroristas que combateram na S\u00edria contra o governo de Damasco foram transportados da L\u00edbia, onde estiveram a servi\u00e7o da coliga\u00e7\u00e3o com a OTAN.<\/p>\n<p>A opera\u00e7\u00e3o iniciada no Natal foi montada pela Turquia com a colabora\u00e7\u00e3o da Tun\u00edsia: o presidente Erdogan acordou com o seu hom\u00f3logo tunisiano, Kais Saied \u2013 apoiado pela Irmandade Mu\u00e7ulmana \u2013 a utiliza\u00e7\u00e3o do porto e do aeroporto de Djerba para transporte dos grupos armados e material militar em dire\u00e7\u00e3o a Tr\u00edpoli e Misrata, onde ir\u00e3o engrossar as fileiras do Governo de Unidade Nacional (GUN).<\/p>\n<p>Em 15 de dezembro, o presidente turco recebeu em Istambul o chefe do GUN, al-Sarraj, a quem prometeu a entrega de drones e blindados ao ex\u00e9rcito \u00e0s ordens do governo reconhecido pela ONU e a Uni\u00e3o Europeia; o legislativo turco acaba de aprovar o envio de for\u00e7as militares regulares para a L\u00edbia. Ao mesmo tempo, a Turquia acelerou o processo de produ\u00e7\u00e3o de seis submarinos militares, encomendados \u00e0 Alemanha.<\/p>\n<p>Choques petrol\u00edferos<br \/>\nA Turquia foi um dos pa\u00edses aos quais o governo de Tr\u00edpoli pediu aux\u00edlio quando se iniciou a ofensiva das for\u00e7as de Khalifa Haftar. Al-Sarraj dirigiu-se tamb\u00e9m \u00e0 Arg\u00e9lia, It\u00e1lia, Reino Unido e Estados Unidos. Sabe-se, entretanto, que Washington est\u00e1 de bem com todos os governos da L\u00edbia e v\u00ea com muito bons olhos a continua\u00e7\u00e3o do conflito.<\/p>\n<p>N\u00e3o existem d\u00favidas, por\u00e9m, de que foi a Turquia quem mais r\u00e1pida e concretamente respondeu aos apelos do governo instalado em Tr\u00edpoli.<\/p>\n<p>H\u00e1 raz\u00f5es que explicam por qu\u00ea. Erdogan revelou que assinou um acordo de princ\u00edpio com al-Sarraj para explora\u00e7\u00e3o conjunta de petr\u00f3leo no Mediterr\u00e2neo, podendo para isso dispor de instala\u00e7\u00f5es portu\u00e1rias l\u00edbias \u2013 que se juntam assim \u00e0s que a Turquia j\u00e1 utiliza em Chipre, onde ocupa militarmente o norte do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Como a Turquia tomou conta, em termos de explora\u00e7\u00e3o petrol\u00edfera, das \u00e1guas territoriais de Chipre que confinam com o setor ocupado, o acordo com o governo de Tr\u00edpoli proporciona uma combina\u00e7\u00e3o de Zonas Econ\u00f4micas Exclusivas que atingem \u00e1guas cipriotas e gregas. A atua\u00e7\u00e3o de Ancara parece violar a Conven\u00e7\u00e3o do Direito Mar\u00edtimo (UNCLOS), que ali\u00e1s a Turquia ainda n\u00e3o assinou.<\/p>\n<p>Em 22 de dezembro, exatamente uma semana depois do encontro entre Erdogan e al-Sarraj em Istambul, o ministro grego dos Neg\u00f3cios Estrangeiros, Nikos Dendios, foi diretamente a Benghazi encontrar-se com o pr\u00f3prio Khalifa Haftar e outros representantes do governo local. Depois viajou para o Cairo e para Chipre. Atenas exige ao governo de Tr\u00edpoli que se retire do acordo de incid\u00eancia petrol\u00edfera e militar com a Turquia, num quadro em que as rela\u00e7\u00f5es greco-turcas est\u00e3o no n\u00edvel mais elevado de agressividade de h\u00e1 muito tempo a esta parte.<\/p>\n<p>Sabe-se ainda que a Gr\u00e9cia pretende acionar a OTAN e a Uni\u00e3o Europeia para que cancelem o reconhecimento do governo l\u00edbio de Tr\u00edpoli. Em suma, a guerra internacional com epicentro na L\u00edbia passa pelo meio da OTAN e da Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n<p>Acresce que esta dan\u00e7a pol\u00edtica, diplom\u00e1tica e militar decorre em simult\u00e2neo com os movimentos norte-americanos para usar a Gr\u00e9cia como ant\u00eddoto \u00e0 degrada\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es com a Turquia e no \u00e2mbito de um novo quadro de seguran\u00e7a regional para bloquear a R\u00fassia no Mar Negro.<\/p>\n<p>Isto \u00e9, Washington usa um membro da OTAN contra outro membro da OTAN e d\u00e1 um novo passo na estrat\u00e9gia de quebrar as rela\u00e7\u00f5es entre Atenas e Moscou originalmente assentes em afinidades religiosas que t\u00eam vindo a ser deterioradas por conspira\u00e7\u00f5es dentro da Igreja Ortodoxa iniciadas na Ucr\u00e2nia.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil confirmar o ecumenismo dos Estados Unidos em rela\u00e7\u00e3o aos governos l\u00edbios. Se est\u00e1 ao lado do executivo de Tr\u00edpoli, juntamente com a Uni\u00e3o Europeia, a ONU e a OTAN, tamb\u00e9m aposta em Benghazi, como se percebe atrav\u00e9s da estrat\u00e9gia montada com a Gr\u00e9cia.<\/p>\n<p>O xadrez dos gasodutos<br \/>\nS\u00e3o amplos os cen\u00e1rios de confronta\u00e7\u00e3o a partir da situa\u00e7\u00e3o l\u00edbia. Mais amplos ainda porque os acordos entre Ancara e o governo de Tr\u00edpoli v\u00eam potencializar a crise aberta com a explora\u00e7\u00e3o ilegal de petr\u00f3leo pela Turquia na Zona Econ\u00f4mica Exclusiva de Chipre.<\/p>\n<p>Em causa n\u00e3o est\u00e3o apenas interesses cipriotas, mas tamb\u00e9m da Gr\u00e9cia e de Israel, parceiros na explora\u00e7\u00e3o de hidrocarbonetos no Mediterr\u00e2neo e respectiva distribui\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s do eixo Griscy (de Gr\u00e9cia, Chipre e Israel) \u2013 ideia fortemente encorajada pelos Estados Unidos para criar vias que permitam \u00e0 Europa ter mais alternativas \u00e0s fontes russas de energia. Trata-se de uma op\u00e7\u00e3o contra a R\u00fassia que atinge tamb\u00e9m a Turquia, porque p\u00f5e em causa o gasoduto turco-russo Turkish Stream.<\/p>\n<p>Deste modo, n\u00e3o \u00e9 surpreendente que a Turquia tenha procurado patrocinar o governo l\u00edbio de Tr\u00edpoli. Surpreendente, em termos abstratos, deveria ser a declara\u00e7\u00e3o do marechal Khalifa Haftar segundo a qual o governo de Benghazi tem todo o interesse em fazer entendimentos com Israel.<\/p>\n<p>Na realidade, aprofundando a leitura desta declara\u00e7\u00e3o \u00e0 luz da guerra internacional em torno da L\u00edbia iremos encontrar pa\u00edses como a Ar\u00e1bia Saudita e o Egito \u2013 muito pr\u00f3ximos de Israel \u2013 ao lado de Khalifa Haftar em termos financeiros, pol\u00edticos e militares; n\u00e3o espanta que Israel se junte ao grupo por estas afinidades e pelas explicadas raz\u00f5es energ\u00e9ticas. Atrav\u00e9s das quais iremos encontrar Estados Unidos Israel, Gr\u00e9cia e Chipre em oposi\u00e7\u00e3o a um governo reconhecido por ONU, Uni\u00e3o Europeia, OTAN e\u2026 Estados Unidos.<\/p>\n<p>Sinal dos tempos<br \/>\nAs frentes em confronto nesta guerra da L\u00edbia s\u00e3o um sinal dos tempos. Os tempos em que os conflitos de interesses intercapitalistas come\u00e7am a dissolver linhas que definem alian\u00e7as pol\u00edtico-militares, coliga\u00e7\u00f5es de pa\u00edses, associa\u00e7\u00f5es regionais, afinidades religiosas, pol\u00edticas e sist\u00eamicas que t\u00eam formatado o mundo desde a queda do Muro de Berlim. Com a particularidade de entidades como a OTAN e a Uni\u00e3o Europeia n\u00e3o estarem a salvo da turbul\u00eancia.<\/p>\n<p>Tomemos como exemplo o assustador caso l\u00edbio. Do lado do governo de Tr\u00edpoli, cuja legitimidade representativa do pa\u00eds \u00e9 reconhecida pela ONU e a Uni\u00e3o Europeia, est\u00e3o a Turquia, a Tun\u00edsia, o Qatar e terroristas isl\u00e2micos do universo Al-Qaeda e Estado Isl\u00e2mico defendendo interesses econ\u00f4micos que coincidem com os da R\u00fassia.<\/p>\n<p>Do lado de Khalifa Haftar e do seu governo de Benghazi est\u00e3o os Estados Unidos, Israel, Egito, Ar\u00e1bia Saudita, Emirados \u00c1rabes Unidos, pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia como Chipre e Gr\u00e9cia, al\u00e9m de for\u00e7as de rea\u00e7\u00e3o r\u00e1pida sudanesas, mercen\u00e1rios russos e grupos terroristas pr\u00f3prios de uma regi\u00e3o, a Cirenaica, considerada das mais fortes no abastecimento do extremismo isl\u00e2mico internacional. Saif Khaddafi, filho do dirigente l\u00edbio assassinado pela OTAN, juntou-se igualmente a Haftar1.<\/p>\n<p>S\u00e3o dados a ter em conta quando a nova trag\u00e9dia da L\u00edbia explodir, ent\u00e3o j\u00e1 sob os holofotes midi\u00e1ticos.<\/p>\n<p>1. Ayesha Khaddafi, irm\u00e3 de Saif, apelou aos l\u00edbios para repelirem a invas\u00e3o turca, em declara\u00e7\u00f5es \u00e0 Jamahiriya Satellite TV: \u00abquando as botas dos soldados turcos profanarem a nossa terra, adubada pelo sangue dos nossos m\u00e1rtires, se n\u00e3o houver entre v\u00f3s que algu\u00e9m para repelir esta agress\u00e3o, ent\u00e3o deixem o campo de batalha \u00e0s mulheres livres da L\u00edbia, e eu estarei entre as primeiras\u00bb. Ver Almarsad, 3 de Janeiro de 2020.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/24625\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[272],"tags":[228],"class_list":["post-24625","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-libia","tag-5b"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-6pb","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24625","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24625"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24625\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24625"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24625"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24625"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}